quarta-feira, dezembro 05, 2018

Mourão não se cala e diz que Lorenzoni deixará o governo se houver ‘ilicitude’


Resultado de imagem para mourão em bh
Mourão fez palestra e deu várias entrevistas em Minas
Deu em O Tempo(Estadão Conteúdo)
O vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão (PRTB), afirmou nesta quarta-feira (5) em Belo Horizonte, que, se forem encontradas irregularidades na investigação aberta contra o futuro ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PSL), Onyx Lorenzoni (DEM), o auxiliar do presidente eleito terá de deixar o futuro governo.
Na terça-feira (4) o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin atendeu a pedido feito pela Procuradoria-Geral da República e determinou a abertura de investigação para analisar as acusações de caixa 2 feitas por delatores da J&F a Lorenzoni.
ILICITUDE – “Uma vez que seja comprovado que houve ilicitude, é óbvio que terá que se retirar do governo. Mas, por enquanto, é uma investigação”, disse o militar, repetindo as afirmações de Bolsonaro.
Mourão afirmou ainda que poderá participar da articulação política do governo se assim for determinado por Bolsonaro. O general voltou a dizer ainda ser “o escudo e a espada” de Bolsonaro. “O escudo defende, e a espada ataca antes de ele ser atacado”, disse.
O general participa nesta quarta-feira na capital mineira de encontro com empresários. Mourão disse que, apesar de não haver “aceno neste sentido”, poderá não só ele, mas também o general Santos Cruz, participar das articulações do governo.
INDEFINIÇÃO – “A questão da coordenação política, da ligação com o Congresso, o presidente vai definir se vai ficar com o ministro Onyx, ou se terá parcela dela nas mãos do general Santos Cruz (futuro ministro-chefe da Secretaria de Governo), e, talvez, se o presidente determinar para mim que determinadas ligações sejam feitas, eu o farei. Então, por enquanto, não há nenhum aceno neste sentido”, disse.
De acordo com o depoimento de delatores da J&F, Lorenzoni teria sido favorecido com o pagamento de R$ 100 mil em 2012 e R$ 200 mil em 2014. Na manifestação enviada pela PGR ao Supremo na semana passada, Raquel Dodge pediu a separação dos trechos das delações da J&F sobre caixa 2 específicos sobre dez autoridades que eram deputados e senadores à época dos fatos narrados e que seguirão com prerrogativa de foro em 2019.
Eles serão alvo de procedimentos semelhantes, que podem resultar na abertura de inquérito ou em formulação de denúncia. Além de Onyx, estão na lista cinco deputados federais.
DIZ LORENZONI – O futuro ministro da Casa Civil chamou de “bênção” a abertura de uma investigação, autorizada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), para apurar denúncias de pagamentos de caixa dois da JBS a ele, nas campanhas de 2012 e 2014.
“Para mim é uma bênção porque vai permitir que tudo se esclareça”, disse Lorenzoni nesta terça-feira, após deixar uma reunião com a bancada do PSDB na Câmara. “Não tenho nenhum problema com isso. Ao contrário, é a chance de resolver.”
Mais tarde, após se encontrar com deputados do PSD e também pedir apoio ao governo de Jair Bolsonaro, Lorenzoni disse ter “preocupação zero” com as apurações. “Já resolvi minha questão espiritual. Entre carregar mancha e ter uma cicatriz, fico com a cicatriz. Sempre fui um combatente contra a corrupção e vou continuar sendo”, afirmou.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O comportamento de Mourão mostrou que ou presidente Bolsonaro não ordenou que o vice se calasse, desmentindo a manchete do site de O Globo, ou o general está pouco ligando para as ordens do futuro chefe do governo. Mourão passou o dia em Belo Horizonte, deu uma entrevista atrás da outra, não só comentou a delicada situação de Onyx Lorenzoni, como  anunciou a advogada e pastora evangélica Damares Alves como ministra dos Direitos Humanos, Família e Direitos da Mulher. Falou também sobre a crise econômica, a reforma trabalhista e as relações entre União, Estados e municípios, entre outros assuntos. Será que Bolsonaro realmente mandou Mourão ficar calado? Há duas hipóteses: ou general se revoltou e desobedeceu a ordem de Bolsonaro ou o Globo publicou uma notícia tipo fake news. (C.N.)

Procuradoria denuncia Geddel, Lúcio e a mãe por desvio de dinheiro da Câmara


Resultado de imagem para familia vieira lima
A famiglia Vieira Lima tinha uma legião de semi-escravos
Mateus CoutinhoO Globo
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge , denunciou nesta quarta-feira o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB), seu irmão e deputado federal  Lúcio Vieira Lima  (MDB) a mãe dos dois políticos, Marluce Vieira Lima  e outras cinco pessoas por suspeita de terem desviado o dinheiro do salário dos secretários parlamentares de Lúcio na Câmara. O episódio foi apurado em um dos desdobramentos do inquérito que levou à descoberta de malas com R$ 51 milhões encontradas em setembro do ano passado em um apartamento utilizado pela família em Salvador, segundo a PGR.
Em relação as malas de dinheiro, os irmãos já foram denunciados no ano passado por lavagem de dinheiro e associação criminosa. Job Brandão, que trabalhou para a família por 27 anos e revelou os crimes não foi denunciado devido a sua colaboração.
EXPLORAÇÃO – Agora, Dodge aponta da denúncia que além dos crimes de corrupção já indicados na denúncia anterior, parte dos recursos que estavam no apartamento de Salvador veio do dinheiro dos vencimentos dos secretários parlamentares de Lúcio Vieira Lima que foram desviados pela família. Para a procuradora-geral, a família chegou a se apropriar de até 80% dos salários dos secretários Job Ribeiro Brandão, que colaborou com as investigações, Valério Sampaio Sousa Júnior, Cláudia Ribeiro Santana, Milene Pena e Paulo Cezar Batista.
Segundo a PGR, as investigações revelaram a existência de “funcionários fantasmas” no gabinete de Lúcio Vieira Lima, bem como a relação criminosa estabelecida a partir de indicações para cargos em comissão pelo parlamentar. De acordo com as provas coletadas ao longo da investigação, os assessores atuavam para atender interesses domésticos, pessoais e de negócios da família Vieira Lima, chegando a atuar na contabilidade das despesas da família, como motorista e até como cuidador.
FANTASMAS -“Outros funcionários moravam em cidades distantes de Salvador e de Brasília e, confessadamente, nunca exerceram qualquer função relacionada à Câmara dos Deputados, órgão que por anos os remunerou”, pontua a PGR em um dos trechos da denúncia.
Ao detalhar o crime de peculato, Raquel Dodge afirma que, apenas no caso de Job Ribeiro Brandão , foram desviados R$4,3 milhões ao longo de 27 anos, período em que, mesmo ocupando o cargo de secretário parlamentar, desenvolveu atividades privadas. Job foi nomeado pela primeira em 1989, para atuar para o pai de Lúcio e Geddel, Afrísio Vieira Lima e vinha prestando serviços para a família desde então, sendo exonerado só em 2017.
Com o avanço das investigações, o próprio Job Brandão confessou que parte de seu salário retornava à família Vieira Lima e que jamais exerceu as funções típicas de assessor parlamentar.
POR PROCURAÇÃO –  “Job tomou posse por procuração e nunca trabalhou nos gabinetes de Lúcio e de Geddel, em Brasília. Nunca trabalhou em sedes de partidos, nem em escritórios de apoio parlamentar no estado de origem (…) Não se dirigia nem interagia com o eleitorado ou lideranças políticas. Nunca teve sua jornada de trabalho ou frequência aferida ou informada à Câmara dos Deputados”, enfatizou a denúncia.
De acordo com a PGR, além das informações fornecidas pelo próprio Job, outras testemunhas ouvidas pelos investigadores confirmaram que o assessor parlamentar prestava serviços domésticos e ajudava a gerenciar os negócios da família vieira Lima.
OUTROS “ASSESSORES” – Na denúncia, a PGR detalha ainda que além de Job Brandão, Valério Sampaio Sousa Júnior e Cláudia Ribeiro Santana também foram nomeados como secretários parlamentares sem ter prestado nenhum serviço à Câmara dos Deputados.
No caso de Valério Júnior, a prática criminosa teria começado em 2010 e só terminado em 2017. No período, o prejuízo aos cofres públicos, segundo a denúncia, foi de R$ 646,7 mil. As investigações revelaram que entre 2010 e 2015, Valério Júnior morava e estudava em Vitória da Conquista (BA).
No caso de Cláudia Ribeiro, a Câmara dos Deputados gastou R$ 90,8 mil em salários, embora ela nunca tenha prestado serviço público. Residente em Teixeira de Freitas (BA), Claúdia – ao ser interrogada – não soube sequer dizer onde ficam os escritórios de representação do deputado Lúcio Vieira Lima.
MAIS DESVIOS – A denúncia relata, ainda, desvios de recursos públicos decorrentes das nomeações de Milene Pena Miranda (R$ 26 mil) e Paulo Cezar Batista (183,8 mil). Somados, os valores desviados no caso das nomeações indevidas ultrapassam R$ 5,2 milhões, segundo divulgou a PGR.
A denúncia será analisada pelo relator do caso no STF, o ministro Edson Fachin. A defesa da família Vieira Lima ainda não retornou o contato da reportagem.

Olavo de Carvalho acha o projeto Escola Sem Partido “absolutamente ridículo”


Resultado de imagem para escola sem partido charges
Charge do Laerte (laerte.com)
Willy Sandoval
Acompanho com atenção essa polêmica envolve;ndo o projeto “Escola Sem Partido”. Recentemente, o jornalista Merval Pereira, de O Globo, afirmou que fazer comissões dentro de salas de aula para investigar posturas de professores e alunos é um absurdo, inaceitável. A seu ver, certamente a idéia será barrada não apenas pela opinião pública que, mesmo minoritária se for o caso, tem capacidade de obstruir medidas abusivas, como também por reação dos professores e alunos.
Mais interessante ainda foi uma entrevista dada por Olavo de Carvalho a uma repórter do Estado de São Paulo:
Sobre o “Escola Sem Partido”, o senhor critica que isso seja encampado como mudança legislativa. O que defende então?
O Escola Sem Partido se tornou objeto de discussão e o problema do qual ele trata sumiu da discussão. O problema é a dominação que os comunistas exercem na educação brasileira, dominação tirânica, onipresente, que proíbe qualquer objeção e esconde as ideias do opositor. Esconde mesmo. Qual o primeiro ponto? Reunir as provas e escrever um trabalho científico a respeito. Não começar propondo um projeto de lei absolutamente ridículo. Os fundadores do Escola Sem Partido são meus amigos, pessoas pelas quais tenho muito respeito e carinho, mas é preciso ser um amador para tentar vencer uma guerra cultural com um projeto de lei. Uma guerra cultural se vence no campo cultural: chamando os caras para a briga, demonstrando que são uns bananas, uns coitados, calando a boca deles com argumento. Você conhece um tal de Dicionário Crítico do Pensamento de Direita? Eu escrevi um artigo a respeito. Os caras se propõem a apresentar um pensamento da direita. Quando você vai ler o dicionário, todos os pensadores importantes da direita estão ausentes e no lugar deles colocaram meia dúzia de nazistas absolutamente alucinados. Eles escondem as ideias do adversário e ainda colocam falsificação no lugar delas. É uma obra coletiva feita por 104 professores universitários subsidiados com dinheiro público. Para mim, todos esses são estelionatários. Para que você precisa de um projeto de lei para aplicar a lei existente? Claro que isso é um estelionato. Está enganado a pessoa. Está prometendo uma coisa e dando outra. Mas isso foi em 2000. Imagina o quanto essa dominação comunista se ampliou nesses anos. E na mídia inclusive, na mídia aumentou muito, muito, muito. A mídia se tornou absolutamente intolerante com qualquer coisa que não venha da esquerda. E você mesma é testemunha disso. Você vê o que estão falando do Ernesto Araújo, do Bolsonaro. A hipótese de um governo de direita é inaceitável.
PARALELOS – Observem como há pararelos entre os dois textos, um do Merval Pereira outro do Olavo de Carvalho. Tenho que reconhecer que nunca li um livro do Olavo, só alguns textos esparsos. Mas alguns pontos ele é claríssimo. Por exemplo, diz que a guerra cultural não vai ser ganha através de leis ou de comitês em cada faculdade ou em cada escola, será ganha com o mais amplo debate de ideias e naturalmente ele acredita que suas ideias vencem com facilidade o marxismo e o esquerdismo cultural que praticamente viraram monopólio nas universidades e nas redações da grande mídia.
Gostaria muito de ver um debate aberto entre Olavo de carvalho e quem defenda um pensamento oposto. Mas tal como a fujona Marcia Tiburi fugiu de um debate com Kim Kataguiri, a maioria esmagadora de nossa “intelligentsia” de esquerda foge como o diabo da cruz de um debate com Olavo de Carvalho!
Assim que for possível vou procurar ler mais o que ele escreve. Apreciaria muito saber o que pensam outros leitores dessa “Tribuna” sobre isso


Vereador da oposição faz acusação afirmando achar que existe uma quadrilha na prefeitura de Jeremoabo

..
A situação em Jeremoabo é mais calamitosa do que pensávamos.
O Procurador do município usa o rádio para denunciar que usaram dinheiro do povo, recursos federais para fazer feira com o erário que seria para a merenda escolar, o almoço das criancinhas pobres, informa também que está organizando e procurando ajustar desmandos existentes há  20 anos.
Já os vereadores da oposição denunciam improbidades do atual prefeito com o dinheiro que vem para a merenda escolar, para o transporte escolar e para a saúde, e abertamente sem pedir segredos informam que na atual administração municipal existe uma quadrilha, inclusive dando nome aos bois. 
Diante de tamanha acusação só me resta perguntar enquanto a Polícia Federal não chega para apurar.
Há quantas décadas existe  essa quadrilha metendo a mão grande no dinheiro público?
Quem foi o artista que criou e implantou essa quadrilha na prefeitura de Jeremoabo?
Diante de tantas acusações, e considerando que os vereadores só acharam de enxergar essas irregularidades agora na administração de Deri do Paloma,  por uma questão de justiça e coerência, acho-me no dever e obrigação de informar o seguinte: se o prefeito DERI  estiver cometendo improbidades junto com seus assessores que paguem, porém, se existe quadrilha na prefeitura, nãoé de agora, ela já vem de muito longe, tanto é verdade que o prefeito Deri do Paloma não foi condenado em nenhum processo por malversação com  dinheiro público, enquanto isso só na Justiça Federal em Paulo Afonso, existem quase 50(cinquenta) réus, entre ex-políticos, servidores municipais,  participantes e coniventes, todos respondendo a processos, , por improbidades administrativas, fraudes, e apropriação indevida do dinheiro públicos entre outros ilícitos.
Quem está certo é José Mário quando pergunta:  " O que diferencia Jeremoabo  da Rocinha, do Morro do Alemão no Rio de Janeiro?". 



Nota da redação deste Blog - Todos que foram citados no áudio, caso queiram se defender ou prestar esclarecimentos ao público jeremoabense, poderá enviar para este Blog suas justificativas que publicarei na íntegra.


Esse é o Maurício Sá, um sonhador de ver Jeremoabo libertada da incompetência, e não entende porque as massas votam em políticos corruptos.


Mauricio de Sá está em Sergipe.

E lá se vão longos 13 anos,servindo e protegendo a População Sergipana. 
Durante esse largo espaço de tempo,que para mim passou "voando", não vi cores, raças,credos,classes ou origens. Servi e protegi,as pessoas e as leis.
Sorri,chorei,me realizei e também me frustrei em alguns momentos,são os altos e baixos de qualquer profissão. Mas no momento,me encontro bem e disposto, para encarar o restante dessa valorosa e importante jornada profissional!
"Quem não vive para servir, não serve para viver"!
Aos meus valorosos e valorosas colegas que até aqui resistiram,e aos que só em memória estão a nos aguardar,o meus Parabéns pelo nosso importante dia!

Se o gato comeu deixo de informar, apenas falei com o prefeito Deri a respeito desse assunto

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Nenhum texto alternativo automático disponível.


Nota da redação desse Blog - Há um mês atrás recebi um pedido de um leitor desse Blog, implorando que interferisse junto ao prefeito de Jeremoabo em busca de solução, já que tinha servidores passando necessidades e descumprindo com seus compromissos. 
Entrei em contato com o prefeito que gentilmente prometeu sanar esse problema, só não informou com precisão quando.
DEDEMONTALVAO.BLOGSPOT.COM
Respondendo aos professores Author : José Dantas Martins Montalvão Montalvão Published: sexta-feira, novembro 02, 2018 Agora a noite vários professores me procuraram pedindo a minha interferência a respeito do pagamento cujas horas estão vindo a menor, isso a partir de outubro, porque antes j....




Que sirva de alerta aos vereadores de Jeremoabo, principalmente quem aluga veículos para a prefeitura

Gaeco afasta quatro dos 11 vereadores de Mata Grande e cumpre mandados de prisão na cidade

Ex-vereadores e vereadores que já estavam afastados dos cargos e empresários também foram alvo da operação


Ascom - MPE/AL

 Numa operação deflagrada nas primeiras horas desta quarta-feira (5), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL) afastou seis dos 11 vereadores da Câmara Municipal de Mata Grande. A ação também fará o cumprimento de dois mandados de prisão, um deles contra o ex-presidente daquele Poder Legislativo, José Júlio Gomes Brandão, que está detido desde setembro último por envolvimento em desvio de recursos públicos.

A operação foi desencadeada depois do Gaeco ter oferecido denúncia contra 20 pessoas acusadas de desviar cerca de R$ 1 milhão dos cofres do Poder Legislativo de Mata Grande. A ação penal foi ajuizada pelos promotores de justiça Antônio Luiz dos Santos Filho – coordenador do Grupo, Carlos Davi Lopes Correia Lima, Luiz Tenório de Almeida, Elísio da Silva Maia Júnior e Eloá de Carvalho Melo.

Foram denunciados José Júlio Gomes Brandão, ex-presidente e ex-vereador da Câmara Municipal de Mata Grande, Joseval Antônio da Costa, José Jorge Malta Amaral, Josivânia Cordeiro Freitas de Oliveira, Dalvino Orlando de Alencar Ferraz, George Ângeles Alencar Tenório Cavalcante e Diana Gomes Brandão Malta – todos vereadores, e Erick Oliveira da Silva, Veroneide Melo Brandão, João Sérgio Oliveira Pereira e Tiara Lou de Sousa, ex-vereadores daquele Parlamento. Os seis vereadores foram afastados do mandato e, os ex-vereadores, estão proibidos de ocupar cargos públicos.

Também foram alvo da denúncia Gerson Klayton da Silva e Eustáquio Chaves da Silva Sobrinho, ambos ex-diretores executivos da Câmara Municipal de Mata Grande, Antônio José Bento de Melo, proprietário da empresa AJBM – Assessoria Técnica em Contabilidade em Administração Pública, Karl Andherson Barbosa da Silva, ex-controlador interno da Câmara de Vereadores, Vivian Climéria Ataíde Ramalho, sócia-proprietária da empresa Transloc – Locação de Máquinas Pesadas & Serviços LTDA, Hermenegildo Ramalho Mota, controlador dessa mesma empresa, Diogo Medeiros de Barros Lima, controlador da empresa Alif Ferreira da Silva, Thiago Carneiro da Cunha França, proprietário da empresa Thiago Carneiro da Cunha França – MEI e Eusébio Vieira de França Neto, proprietário da empresa E.P. Transporte e Serviços LTDA.

As prisões

Todas as medidas cautelares requisitadas pelo Ministério Público foram deferidas pela 17ª Vara Criminal da Capital. Além do pedido de afastamento dos vereadores envolvidos em corrupção, o Gaeco também pediu a prisão de duas pessoas. José Júlio Gomes Brandão, como já está custodiado no sistema penitenciário, será comunicado sobre o novo mandado de prisão expedido em seu desfavor.

O outro mandado é contra Hermenegildo Ramalho Mota, que trabalhava na Transloc, recebia a verba repassada pelo Poder Legislativo de forma fraudulenta e dava a um outro envolvido Gerson Klayton para que esse fizesse a distribuição entre os vereadores. O acusado não foi localizada, mas equipes que fazem parte da ação está fazendo buscas para prendê-lo.

O esquema

Há mais de seis meses o Gaeco vem investigando o desvio de recursos públicos na Prefeitura e na Câmara Municipal de Mata Grande. E, após um acordo de colaboração premiada, foi possível aos promotores de justiça o acesso aos detalhes do esquema. O colaborador relatou como funcionavam as fraudes e a distribuição ilícita de dinheiro público entre os vereadores por meio de contratos fraudulentos com empresas locadoras de veículos. E tudo isso ocorreu no período em que José Júlio Gomes Brandão ocupou o cargo de presidente do Legislativo, entre janeiro de 2013 e dezembro de 2016. “Uma pequena Câmara de Vereadores de uma pobre cidade do sertão alagoano conseguiu desviar quase um milhão apenas do contrato de transporte. Infelizmente, percebe-se que os deficitários serviços públicos prestados pela nação possuem a corrupção como causa específica”, disse o promotor Carlos Davi Lopes, que comandou a operação nesta terça-feira.

Eram poucas as licitações realizadas pela Casa, basicamente para contratação de empresa especializada em locação de veículos e escritório de contabilidade, e todas foram fraudadas. Tais empresas emitiam notas fiscais frias, ou seja, com valores relativos a serviços não realizados ou superfaturados. E a Câmara Municipal pagava essas notas. “O dinheiro desviado percorria o seguinte caminho: saía da conta-corrente da Câmara dos Vereadores para a conta-corrente das empresas, que emitiam as notas fiscais fraudadas de locação de veículos, retinham o percentual de 14% e transferiam o remanescente para a conta-corrente de Eustáquio Chaves da Silva Sobrinho, que era o responsável por sacar a quantia e depositar sem identificação na conta dos vereadores”, diz um trecho da denúncia.

“E antes de o senhor Eustáquio Chaves da Silva Sobrinho assumir o cargo de diretor executivo da Câmara de Vereadores, precisamente no mês de novembro de 2014, quem fazia a repartição dos valores entre os vereadores era Gerson Klayton da Silva, antecessor no citado cargo. Foi ele quem montou uma tabela com especificação dos valores que deveriam ser repartidos”, continua a ação penal.

Ainda de acordo com o Gaeco, a Transloc, por exemplo, jamais prestou um dia de serviço aquele Parlamento: “Ela não disponibilizou carros para os vereadores ou para os serviços administrativos da Câmara, sendo o valor integralmente desviado em proveito dos parlamentares e dos proprietários da empresa. A Transloc servia apenas para emitir notas fiscais fraudadas”, acusam os promotores de justiça.

Sequestro de bens e mandados de busca

Por fim, o Ministério Público requereu o sequestro de bens dos 20 denunciados, o que também foi deferido pelo Poder Judiciário. Já foram enviados ofícios ao Bacen-Jud (Banco Central do Brasil), ao Rena-Jud (sistema on-line de restrição judicial de veículos) e aos cartórios de imóveis.

“A medida assecuratória de sequestro de bens encontra-se prevista no Código de Processo Penal, precisamente nos arts. 125, sendo essencial para o perdimento de bens como efeito da condenação (confisco), e, em caráter subsidiário, para a reparação dos danos ao ofendido”, argumentou o Gaeco no pedido formulado à 17ª Vara Criminal da Capital.
http://www.centraldosertao.com.br



Que essa nota sirva de lição para a prefeitura de Jeremoabo, transparência é isso deixar o cidadão informado

A imagem pode conter: texto

Em destaque

TJ-BA institui Sistema de Integridade para reforçar ética, transparência e controle interno

  TJ-BA institui Sistema de Integridade para reforçar ética, transparência e controle interno Por  Política Livre 29/01/2026 às 10:18 Foto: ...

Mais visitadas