segunda-feira, dezembro 03, 2018

Era só o que faltava! Olavo de Carvalho se oferece para ser embaixador nos EUA


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Olavo que transformar o Brasil na sucursal dos Estados Unidos
Deu no Correio BrazilienseAgência Brasil
Em sua primeira entrevista à televisão brasileira após as eleições presidenciais, o filósofo, escritor e jornalista Olavo de Carvalho conversa com Moisés Rabinovici no programa Um olhar sobre o Mundo que vai ao ar nesta segunda-feira (3/12), às 21h45, na TV Brasil. Considerado o mentor intelectual do novo governo e de grande parte do movimento direitista que levou Jair Bolsonaro ao poder, Olavo de Carvalho já indicou dois ministros para o presidente eleito. Na entrevista, ele disse que não quis ocupar nenhum ministério, mas que aceitaria ser embaixador do Brasil nos Estados Unidos, onde já reside.
Carvalho afirmou que essa seria uma missão que poderia assumir para contribuir com o Brasil porque é nos Estados Unidos que estão os recursos que o país precisa para se desenvolver.
CONVITES -“O Bolsonaro, em discursos, duas vezes disse que me ofereceu dois ministérios, o da Educação ou da Cultura. Eu informei que não aceitaria nenhum. Então para não dizer que a minha má vontade é total eu disse que, em hipótese, eu aceitaria, a de embaixador nos Estados Unidos”, disse.
“Aceitaria por um motivo muito simples. A coisa que o Brasil mais precisa é dinheiro. E onde está o dinheiro? Está aqui. Então eu posso fazer algo útil para o Brasil. Vou lá e pego os US$ 267 bilhões que o Trump diz que tem para investir no Brasil. Mas isso não quer dizer que eu queira ser embaixador, nunca quis. Não quero mesmo. Acho um horror essa perspectiva. Seria um sacrifício. Se fosse, quero que seja temporário”, assegurou.
DURO COM A CHINA – Em contrapartida a essa aproximação com os Estados Unidos, ele recomenda que o Brasil deve ser duro com a China. “O que você acha melhor se nós estamos numa posição de dependência? O melhor é depender dos Estados Unidos ou depender da China? A China é um país que tem uma prosperidade enorme em cinco cidades. O resto é uma miséria sem fim. É um país que não sustenta nem a si mesmo. Tudo que tem, ele gasta em armas. É o país que tem o maior exército de terra do mundo. Em segundo lugar, a China é obviamente um país imperialista. Vai ver a situação do Tibet. Você prefere ser vizinho dos Estados Unidos ou da China?”
Segundo Olavo de Carvalho, se concretizada uma ameaça da China de retirar os negócios do Brasil, isso acarretaria um prejuízo temporário, que seria depois compensado pelo dinheiro norte-americano. “Mas não me parece que a ameaça deles seja desse tipo. Essa ameaça me parece francamente belicosa. É uma ameaça para saber com quem nós estamos lidando”, argumentou Carvalho. Segundo ele, a China pratica uma economia fascista com um Estado controlador aliado a grandes grupos econômicos.
CONSERVADOR – Ele também falou sobre filosofia, sobre o crescimento da direita no Brasil e no mundo e comentou o resultado das últimas eleições presidenciais com vitória de Bolsonaro. “Vinte anos atrás eu disse: o primeiro candidato que se apresentar com um programa conservador vencerá. Todo mundo achou que era loucura. Está aí: venceu”, afirmou.
Sobre a perspectiva de crescimento da direita em vários países do mundo ele não quis fazer previsões, mas argumentou que a política é sempre pendular. “Aqui nos Estados Unidos você tem democratas e republicanos. Na Inglaterra, você tem conservadores e trabalhistas. E assim por diante. Às vezes a direita está no poder, às vezes a esquerda. Esse negócio é cíclico. Ninguém pode contar com a hipótese de estar no poder eternamente. Agora, no Brasil, só havia a esquerda. Isso durante 50, 60 anos. Todas as pesquisas de opinião mostram que o povo brasileiro é acentuadamente conservador. No entanto, num país de maioria conservadora, você não tinha um partido conservador, um jornal diário conservador, um canal de TV conservador, uma universidade conservadora, nada. Quer dizer, a maioria não tinha canais de expressão. A maioria estava excluída da política.”
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Olavo de Carvalho pensa que tudo se resolve ideologicamente. É um erro. Não existe ideologia no comércio exterior. Nem os Estados Unidos são “duros com a China”. Trump e Xi Jiping acabam de fechar um acordo comercial que pode prejudicar muito o Brasil. As declarações de Olavo de Carvalho à TV Brasil são uma espécie de recriação do “Samba do Filósofo Doido”, que queria ser embaixador do Brasil. Ah, Sérgio Porto… Se você ainda estivesse por aqui, seria um livro do Febeapá (Festival de Besteira que Assola o País) atrás do outro. (C.N.)

Como fazer “compliance” (dificultar atos de corrupção) na Era de Sérgio Moro


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Charge do Nani (nanihumor.com)
Fábio Medina OsórioFolha
Sabe-se que o conceito de “compliance” remete a categorias amplas e a uma transversalidade disciplinar. Pode-se falar em “compliance multisetorial”, na medida em que essa expressão traduz, em essência, a necessidade de um ajuste do setor, seja público ou privado, ao ambiente normativo complexo, a partir de uma autorregulação organizacional.
Os universos normativos estão cada vez mais sofisticados, pois sugerem integrações nacionais, subnacionais, regionais e internacionais, um autêntico emaranhado normativo a exigir tecnologia para acompanhamento e atualização. Há que se combinar o detalhe e o principialismo, a simplicidade e a sofisticação. A finalidade última de um “compliance” é o ajuste dos comportamentos às regras essenciais a determinadas áreas da organização.
ANTICORRUPÇÃO – Um “compliance” notadamente transdisciplinar é o dirigido anticorrupção, que afeta muitas áreas de qualquer empresa ou entidade. Curioso constatar que a maioria – senão a totalidade – das grandes empresas flagradas na operação “Lava Jato” (tida como a maior operação anticorrupção do mundo) possuía programas de “compliance” em andamento, alguns com forte aparência de robustez.
Muitas delas financiavam eventos e seminários com agentes públicos no Brasil e no exterior, enquanto entabulavam contatos espúrios para confecção de normativas em seu benefício junto aos Poderes constituídos. O “compliance” que possuíam era de “fachada”, tal como definido pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), ou seja, aquela espécie de programa superficial, mascarado, que não é aplicado na cultura corporativa da empresa.
ATOS DE FACHADA… – Será que esse ambiente mudou ou ainda vivemos um espaço de “compliance” de fachada em inúmeras empresas? Penso que o grande teste ocorrerá nesses novos tempos de alta fiscalização e combate à corrupção pública e empresarial que passaremos a vivenciar, a partir do momento em que esta agenda não é apenas do Ministério Público ou das autoridades administrativas independentes, mas também do próprio Poder Executivo, na versão do futuro ministro Sérgio Moro.
A responsabilidade das empresas por organização defeituosa de suas estruturas pode ser aferida em razão da impunidade de quem pratica ilícitos em suas organizações, e isso se torna possível numa perspectiva de múltiplos fatores. Para que as empresas possam ter imunidade frente à responsabilidade objetiva por atos de terceiros, é necessário contar com uma estrutura de “compliance” dotada de independência, autonomia contratual, capacidade operacional e autoridade para imposição de um programa efetivo de integridade.
ATENÇÃO PERMANENTE – É imperioso que a empresa esteja apta a fiscalizar o cumprimento permanente das normativas adequadas, com canais de denúncias ajustados, notadamente voltados à proteção dos denunciantes de boa fé. Nenhuma organização está imune a ato de corrupção praticado por algum funcionário ou fornecedor. O problema é a lacuna da reação ou dos mecanismos de coerção e fiscalização.
O avanço maior da cultura do “compliance” será na fiscalização dos concorrentes e do aperfeiçoamento do mercado. Esse será um passo decisivo das empresas.  O verdadeiro “compliance” pressupõe não apenas a checagem interna, mas do próprio mercado, dos ambientes organizacionais como um todo, eliminando-se carteis e práticas espúrias.
Se uma empresa investe pesado em seu “compliance” interno, é decorrência lógica que fiscalizará seus concorrentes, ou apostará em entidades associativas que façam esse trabalho, pois todo um setor pressupõe ligações recíprocas. Nenhuma empresa suportará a concorrência desleal, muito menos práticas espúrias de seus pares, na medida em que o contágio de um ato ilícito se espalha como um vírus por todo um segmento, podendo manchá-lo perante a comunidade internacional.

É muito cinismo e muito cara de pau

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Na democracia, o papel da oposição é claro: fiscalizar a administração, os atos dos governantes, atuar como agente capaz de aperfeiçoar proposições de governo, ser catalisadora das demandas e insatisfações populares e, de certa forma, ajudar o governo a errar menos e administrar melhor, criticando, apontando equívocos e incongruências, destacando as consequências de desacertos e denunciando erros e omissões. Oposição competente contribui para se alcançar o objetivo da ação política. Além disso, deve ser propositiva e apresentar caminhos diferentes dos atuais para garantir maior eficiência do setor público e possibilitar o constante crescimento nacional.
Na minha vida parlamentar estive nos dois lados, comecei como situação e depois fui oposição, conheci ambos os ambientes e aprendi que estar ao lado do governo não é apenas apoiar sem questionar ou contestar; e ser oposição não é somente ser contra, mas sim debater e também contribuir.Oposição inconsequente, sem critérios e linha política definida perde a credibilidade e acaba agindo contra o país.
(*) Luiz Carlos Borges da Silveira é empresário, médico e professor. Foi Ministro da Saúde e Deputado Federal.
Transcrevi esse texto para mostrar que oposição não é quanto pior melhor, se a administração municipal de Jeremoabo afundar, se for instalado o caos, todos saem perdendo; porém o maior   prejudicado é o povo carente.
Vejo nas redes sociais profissionais da politicagem tentando a todo custo desestabilizar o governo, mostrando-se horrorizados com o problema do transporte escolar, quando eles foram os maiores corruptos e os maiores fraudadores no município de Jeremoabo.
Querem a todo custo menosprezar a inteligência do povo.
Será que a população de Jeremoabo  está sofrendo de amnésia que esqueceu que os cofres públicos do município foram saqueados durante vinte anos. 
Para quem tem a memória curta hoje dia 03.12.2018, existe somente na Justiça Federal em Paulo Afonso, quase 50 ímprobos respondendo processos por cometerem improbidades, fraudarem, praticarem peculato com o erário do município,  só com recursos federais.
Portanto, vamos devagar com o andor que o santo é de barro e  pode quebrar.
Que o cidadão íntegro, o cidadão honesto, critique, condene, desabafe, fique indignado, tudo isso é válido, correto e aceito, agora o corrupto, o desonesto querer pregar a honestidade e os bons costumes, é muita cretinice, muito cara de pau, muito cinismo. 

Guedes queria comandar uma privatização de R$ 1 trilhão, mas pode esquecer…


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Charge do Nico (Arquivo Google)
Mateus CastanhaO Tempo
Assim que foi alçado à condição de “Posto Ipiranga” do então candidato à Presidência Jair Bolsonaro, Paulo Guedes tratou de marcar enfaticamente sua posição em relação às privatizações. Na opinião do economista, o governo deveria vender, literalmente, todas as suas estatais, o que representaria, segundo as contas dele, cerca de R$ 1 trilhão de receitas. Agora, já na condição de futuro comandante do superministério da Economia, Guedes estaria apto a levar seu plano à frente.
Os números, no entanto, já mudaram um pouco. Na última quinta-feira, dados do Tesouro Nacional, apresentados pelo próprio Paulo Guedes, indicavam que a venda de todas as estatais poderia render R$ 802 bilhões à União, e não mais R$ 1 trilhão.
HÁ CONTROVÉRSIAS – Independentemente do valor, a equação é complexa. Bolsonaro não comprou o discurso de seu futuro ministro integralmente e já deixou claro que, pelo menos inicialmente, as privatizações de Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal estão fora do radar do governo. Apenas as duas primeiras empresas, ambas de capital aberto, estão avaliadas hoje em cerca de R$ 477 bilhões – R$ 348 bilhões da Petrobras e R$ 129 bilhões do BB. Ou seja, mais da metade do valor que o futuro ministro poderia levantar.
“Eles (governo) estão soltando dados irrealistas, num cenário muito, mas muito otimista mesmo. Se você tirar, objetivamente, Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica da jogada, acaba sobrando pouca coisa. E o restante é difícil”, opinou Sérgio Lazzarini, professor do Insper e doutor em economia pela Universidade de Washington.
De acordo com o último boletim divulgado pelo Ministério do Planejamento, o Brasil tem hoje 138 estatais federais. Juntas, elas apresentaram um lucro de R$ 37 bilhões nos seis primeiros meses de 2018 – 113,9% a mais do que o mesmo período do ano passado.
E O CONGRESSO? – O professor Lazzarini alerta que, antes de pensar nas privatizações como solução financeira, o governo terá que se articular no Congresso. “No fundo, minha grande dúvida sobre esse novo governo é se ele vai ter capacidade de articulação política. Não só capacidade técnica, mas capacidade de articulação política para mover esses projetos”, disse.
Já o economista e coordenador do curso de administração do IBMEC, Eduardo Coutinho, pondera que as privatizações não podem fazer sentido apenas para o governo. “O que não podemos aceitar é que se troque o monopólio público pelo privado. Não adianta pegar uma estatal, que é fornecedora única de determinado produto ou serviço, e entregá-la, ainda que seja uma boa venda, para o setor privado, que vai continuar tendo o monopólio desse determinado produto ou serviço. As privatizações têm que ser feitas pensando-se também no consumidor”, pontuou.
SECRETARIA – Uma das medidas adotadas por Guedes para fazer um mapeamento completo das estatais e articular a venda das empresas foi a criação da Secretaria de Privatizações. A pasta será comandada pelo mineiro Salim Mattar, um dos donos da Localiza. “Acho bom, acho válido, você tem que ter uma unidade com experiência que vai tocar. Na rodada de privatizações com o FHC, esse papel foi feito pelo BNDES”, lembrou Sérgio Lazzarini.

A reportagem entrou em contato com o futuro secretário de Privatizações, Salim Mattar. O empresário disse que ainda exerce o cargo de presidente do conselho da Localiza e que vai conceder entrevistas somente após o dia 17 de dezembro.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Fernando Henrique Cardoso vendeu esse mesmo peixe podre. Disse que faria privatizações para reduzir a dívida pública, comandou a privataria das estatais, começando pela Vale, e a dívida disparou. Em 1994, no governo Itamar Franco, a dívida correspondia a 30% do PIB; em 1999, com FHC, chegou a 44,5% do PIB; no último ano do segundo governo FHC, em 2002, a dívida já havia alcançado aproximadamente 50% do PIB, e nunca mais parou de crescer. E agora aparece o Paulo Guedes com a mesma conversa fiada. (C.N.)

Operador de Cabral aponta 19 corruptores ainda não denunciados


por Italo Nogueira | Folhapress
Operador de Cabral aponta 19 corruptores ainda não denunciados
Foto: Divulgação
Descrito pelo ex-governador Sérgio Cabral (MDB) como um "amarra-cachorro", "chato" e "sem graça", o economista Carlos Miranda de fato é monótono em seus depoimentos. Com o mesmo tom de voz, relata o vaivém da propina do ex-chefe nas últimas três décadas em ritmo relatorial.

Ainda que sem emoção, a delação do gerente da propina de Cabral promete deixar apreensivos dezenas de políticos e empresários por algum tempo.

Os 81 anexos iniciais da delação de Miranda, homologada há um ano, descrevem 19 fontes de propina que ainda não foram objetos de denúncia contra o ex-governador.  Há também sete ex-secretários de Cabral na mira, além dos cinco já presos --e outros dois da gestão Luiz Fernando Pezão (MDB) também detidos.

Cabral é acusado de pedir 5% de propina sobre grandes contratos do estado. Por esse motivo, já foi alvo de 26 denúncias que descrevem 14 fontes de propina. A delação de Miranda indica que a defesa do emedebista ainda terá muito trabalho pela frente.

São mencionadas na delação dez empreiteiras que ainda não foram tema de acusação formal a Cabral, como a Delta Construções. O dono da firma, Fernando Cavendish, já confessou ter pago propina ao ex-governador. A lista inclui também fornecedores de viaturas para a Polícia Militar e do setor de saúde.

A delação de Carlos Miranda foi uma das bases da prisão de Pezão na última quinta-feira (29). Segundo o economista, o governador afastado era uma das mais de 60 pessoas que recebiam mesada de Cabral, cujos valores variavam de R$ 500 a R$ 150 mil.

O alvo principal da semana passada recebia o maior valor. O economista também ofereceu uma longa lista de políticos ajudados por Cabral com caixa dois de campanha eleitoral. A relação inclui desde o senador Aécio Neves (PSDB-MG) até políticos locais sem mandato.

Segundo Miranda, o tucano pediu ajuda financeira a Cabral na campanha presidencial de 2014, em que enfrentou a ex-presidente Dilma Rousseff (PT). O ex-governador pediu que um empresário de ônibus repassasse R$ 1,5 milhão ao então candidato do PSDB. O senador afirma que "desconhece os fatos citados e considera falsas e irresponsáveis as acusações feitas pelo delator".

Outro personagem conhecido nacionalmente é o ex-secretário de Segurança José Mariano Beltrame, que chefiou a pasta no Rio de 2007 a 2014, nos governos de Sérgio Cabral como de Pezão.

Beltrame é apontado como beneficiário de uma mesada de R$ 30 mil. O delegado federal nega a acusação e disponibilizou seu sigilo bancário para a Justiça.

O núcleo principal da organização criminosa, contudo, já foi alvo das operações. O grande desafio da delação de Miranda é a corroboração de seu relato. No dia em que foi preso, em novembro de 2016, ele jogou o computador em que mantinha sua planilha de pagamentos num lago de sua fazenda no interior do estado.

O Ministério Público estadual recuperou o equipamento no fundo das águas, com ajuda do Corpo de Bombeiros. Mas os dados do HD não puderam ser acessados, mesmo com a ajuda do FBI. Ainda assim, arquivos e planilhas entregues por outros delatores têm corroborado grande parte do relato do economista, que deixou a cadeia no início de novembro, após dois anos preso e pagará uma multa de R$ 5 milhões.

Miranda estudou na mesma escola em que Cabral cursou o ensino médio. Era mais próximo do irmão do ex-governador, o publicitário Maurício Cabral. Contudo, acompanhou a carreira política do emedebista desde a primeira eleição a deputado estadual, em 1990.

Ele relatou à Procuradoria-Geral da República que era uma espécie de contador e portador da propina do emedebista. Deixou de circular com o dinheiro quando teve o nome citado na imprensa em razão da Operação Castelo de Areia, em 2010. Delegou a tarefa a outro amigo de infância, mas permaneceu na gerência da quadrilha.

Sérgio Cabral costuma minimizar a atuação de Miranda a seu favor.  O ex-governador do Rio afirma que o delator cuidava de suas finanças pessoais, bem como organizava o caixa dois de suas campanhas. O emedebista nega que pedisse propina, mas reconhece ter feito uso pessoal de sobra de recursos eleitorais ilegais.
Bahia Noticias

Rui culpa gestões anteriores por déficit de R$ 4 bilhões na Previdência da Bahia


por João Brandão / Rodrigo Daniel Silva
Rui culpa gestões anteriores por déficit de R$ 4 bilhões na Previdência da Bahia
Foto : Tácio Moreira / Metropress
O governador reeleito Rui Costa (PT) culpou gestões anteriores a de Jaques Wagner (PT) pelo déficit de R$ 4,08 bilhões na Previdência, e que pode chegar a R$ 8 bilhões em 2022, segundo a Secretaria da Fazenda. De acordo com ele, os chefes do Executivo, que administraram a Bahia antes do PT, não deixaram recursos no caixa. 

“[Antes de Wagner], governadores usavam o dinheiro para fazer serviços públicos e não guardou. Quando Wagner entrou tinha zero no caixa da Previdência. Portanto, todo dinheiro vem do desconto mensal de [quem está] na ativa. O estado tira da receita corrente para pagar o déficit”, declarou o petista, em entrevista ao radialista Mário Kertész, na rádio Metrópole.

O governador, ainda, indagou para onde foi o recurso da privatização da Coelba. “Não foi parar na Previdência”, frisou. Rui Costa ressaltou que o ex-governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães (que era do PFL), fez um concurso na década de 1990 e não nomeou todos os aprovados.

O resultado, segundo ele, é que os concursados ingressaram na Justiça e “vão se aposentar sem nunca ter trabalhado”. “Sabe quanto é essa conta? R$ 260 milhões”, criticou. 

O governador afirmou que o aumento na contribuição dos servidores à Previdência deve começar a valer a partir de março de 2019, caso a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) aprove a matéria ainda este ano. A alíquota terá um reajuste de 12% para 14%.

“A expectativa é a aprovação das emedas esse ano. A elevação da contribuição é 90 dias depois da aprovação. Só entraria em vigor no final de março de 2019. Isso é importante. É como remédio amargo para o filho”, salientou.

Muritiba: Operador de ex-prefeito, empresário tem liberdade negada pelo TJ-BA


por Cláudia Cardozo / Francis Juliano
Muritiba: Operador de ex-prefeito, empresário tem liberdade negada pelo TJ-BA
Roque Isquem também segue preso/Foto: Divulgação
O empresário Anderson Bela, preso na Operação Adsumus, teve um habeas corpus negado pela Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). A informação é desta segunda-feira (3) do Diário Eletrônico da Corte baiana. Anderson Bela cumpre pena de oito anos e quatro meses por suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele está preso desde 19 de janeiro deste ano.

Segundo a Adsumus (ver aqui), deflagrada pelo Ministério Público do Estado (MP-BA), Bela era operador de um esquema de corrupção na limpeza pública. À época, era a gestão do então prefeito de Muritiba, no Recôncavo, Roque Luiz Dias dos Santos, o Roque Isquem, que também segue preso. Os casos teriam ocorrido entre 2013 e 2015. 

Bahia Notícias

Bolsonaro admite demitir Guedes se ele tiver prejudicado os fundos de pensão


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A força-tarefa vai interrogar Guedes nesta quarta-feira
Carlos Newton
Reportagem de Vladimir Netto, publicada pelo G1 Brasília, mostra que Jair Bolsonaro é um homem de palavra e já admite demitir o economista Paulo Guedes, caso se confirmem as denúncias de que o futuro chefe da equipe econômica prejudicou fundos de pensão ao levá-los a fazer investimentos em empresa por ele controlada, a HSM Educacional S/A.
Em entrevista neste sábado (dia 1º), após solenidade de formatura de cadetes na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (Rio de Janeiro), Bolsonaro afirmou que não tinha conhecimento de que a Polícia Federal abrira inquérito para investigar Paulo Guedes, que será nomeado ministro da Economia.
AFASTAMENTO – “Investigação do Paulo Guedes? Desconheço”, afirmou Bolsonaro, que depois pediu a próxima pergunta aos repórteres. Em seguida, acrescentou: “Eu integro o Poder Legislativo no momento e integrarei o Executivo. Isso compete ao Judiciário. Como [foi] conversado com Sérgio Moro, qualquer robustez em denúncia, nós afastaremos o respectivo ministro, independente de quem seja”.
Apesar de já terem sido publicadas notícias a respeito, Bolsonaro ainda desconhecia que a Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito para apurar se Paulo Guedes cometeu irregularidades na gestão financeira de fundos de investimento. A PF atendeu pedido do Ministério Público Federal (MPF), que havia requisitado o inquérito em outubro.
O depoimento de Guedes à força-tarefa da Operação Greenfield estava previsto para acontecer dia 6 de novembro. Mas o interrogatório foi remarcado para a próxima quarta-feira, dia 5, devido a problemas de agenda dos procuradores federais, segundo informou o jornal Valor.
DIZ PAULO GUEDES – Em nota, os advogados de Paulo Guedes afirmaram que ele agiu corretamente em todas as operações envolvendo fundos.
“A defesa de Paulo Guedes reafirma a lisura de todas as operações do fundo que, diga-se de passagem, deu lucro aos cotistas, incluindo os Fundos de Pensão. Espera também que a investigação – agora corretamente conduzida no âmbito da Polícia Federal – apure as incoerências do relatório irregular produzido na Previc”, disseram os advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso.
Bem, “diga-se de passagem” é expressão inapropriada à espécie. É preciso que a defesa não somente diga, mas comprove com números os tais lucros que as operações de Guedes teriam dado.
DIZ A PREVIC – Segundo a Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar), autarquia subordinada ao Ministério da Fazenda, deram prejuízo as aplicações de Guedes na empresa de palestras por ele presidida – eis a questão, pois o economista realmente aplicou os recursos dos trabalhadores em sua própria empresa, algo verdadeiramente inexplicável, impensável e injustificável.
Na verdade, Bolsonaro jamais deveria ter-se ligado a um economista de mercado. Seria melhor buscar um conselheiro acadêmico, como Carlos Lessa ou Darc Costa. Todo economista de mercado é devoto ao Deus Dinheiro. Guedes, então, que já foi até banqueiro, é um fiel extremado e radical. Vamos ver o que ele diz no depoimento desta quarta-feira.
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P.S
 – O Brasil é hoje uma espécie de campo de experiências do Deus Dinheiro. Aqui tenta-se o primado do capitalismo financeiro, que torna mais rentável aplicar o dinheiro do que criar uma atividade produtiva. Isso significa a antítese do capitalismo, porque a aplicação financeira não envolve risco. Na outra ponta, em todas as operações de empréstimos os bancos cobram juros compostos (juros sobre juros), a agiotagem oficial reina. E o verdadeiro capitalista, aquele que sonha em abrir empresas e gerar empregos, fica totalmente desestimulado de aplicar seus recursos em atividades produtivas. Os bancos brasileiros batem recordes de lucros, enquanto o país vive a maior crise financeira de sua História, algo inadmissível em qualquer país minimamente civilizado, em que as crises atingem a todos os setores, indistintamente. E ninguém nota que no Brasil há algo de podre, que está cheirando mal, muito mal. (C.N.)

Corrupção, o efeito devastador que destrói também a política social do país


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Sem corrupção, PIB brasileiro subiria 30%, diz o FMI
Pedro do Coutto
Calcula-se que de 2016 a 2018, só no Rio de Janeiro, a corrupção tenha causado um prejuízo financeiro da ordem de 1 bilhão e 500 milhões de reais. Reportagem de Rafael Galdo, edição de ontem de O Globo, focaliza o tema e sustenta que em 15 operações, incluindo a Lava Jato no Rio, os corruptores e corruptos causaram um prejuízo financeiro desse montante. Entretanto, é preciso levar em conta o que deixou de ser feito em consequência dos sucessivos assaltos às finanças públicas.
Rafael Galdo acentua que um cálculo inicial revela uma série de investimentos públicos que deixaram de ser feitos principalmente no campo da saúde.
QUANTOS MORTOS? – Fico pensando, diante desse quadro, quantas pessoas morreram em consequência do desaparelhamento dos hospitais que formam a rede pública. Então concluo que o prejuízo econômico e social, na realidade é no mínimo 10 vezes maior do que os roubos descaradamente praticados.
Passamos assim ao universo por mim estimado na casa de 15 bilhões de reais. Afinal não se pode considerar estatísticas frias os fatos decorrentes dos assaltos. A vida e a saúde não podem ser medidas em valores financeiros. Assim, chegamos à conclusão que o desastre do Rio de Janeiro, sem dúvida, torna-se um dos maiores, senão o maior de todo o país. Sua fração ultrapassa a imaginação, porém serve para ressaltar uma sensação de estarrecimento diante do que os ladrões, inclusive os de casaca praticaram.
Basta considerarmos que o orçamento deste ano no Estado do Rio de Janeiro oscila em torno de 80 bilhões de reais. Mas se deslocarmos nossa atenção para todo o país, incluindo o vandalismo que assaltou a Petrobrás, vamos verificar a extensão real do cataclisma corrupto que açoitou a população brasileira. Especialmente os grupos sociais de menor renda, e daí podemos propor que os cientistas políticos e os economistas projetem um sistema capaz de medir, de forma meridiana, o que eu chamo de PNBC – Produto Nacional Bruto da Corrupção.
TERMÔMETRO – O PNBC seria uma espécie de termômetro capaz de medir a extensão e a temperatura da roubalheira desenfreada que assolou o país nos últimos 15 anos.
O total, creio eu, se elevaria a casa de 1 trilhão de reais pelo menos nas duas últimas décadas que marcaram a tempestade que conseguiu levar o desespero e o descrédito à população brasileira.

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