segunda-feira, novembro 05, 2018

Leonardo Boff diz entender os excessos de Ciro pelo “caráter iracundo” dele


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Boff afirma que os partidos precisam fazer autocríticas
Géssica BrandinoYahoo Notícias(Folha Press)
O teólogo, filósofo e escritor, Leonardo Boff, 88 anos, respondeu às declarações do ex-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT), que em entrevista à Folha de S.Paulo o chamou de “um bosta” e “bajulador”, além de insinuar que ele não havia criticado o mensalão e o petrolão.
“Minha posição é dos filósofos, dentre os quais me conto: nem rir nem chorar, procurar entender. Entendo seu excesso a partir de seu caráter iracundo, embora na entrevista afirma que ‘tem sobriedade e modéstia'”, disse.
COLÉGIO DE LÍDERES – Apesar da fala de Ciro, Boff defendeu a participação do político numa “espécie de colégio de líderes, vindos das várias partes de nosso país continental, para que as resistências e oposições tenham sua base em vários estados e não apenas naqueles econômica e politicamente mais relevantes”.
Um dos iniciadores da Teologia da Libertação, Boff falou com a reportagem por e-mail e fez uma análise sobre o papel da esquerda após a eleição de Jair Bolsonaro (PSL).
“Creio que agora a situação é tão dramática que precisamos de uma Arca de Noé onde todos nós possamos nos abrigar, abstraindo das diferentes extrações ideológicas, para não sermos tragados pelo dilúvio da irracionalidade”, afirmou, dizendo que disse a situação requer uma autocrítica. “Penso que todos os partidos têm que se reinventar sobre bases éticas e morais mais sustentáveis. Toda crise acrisola, nos faz pensar e crescer”.
Como o senhor responde às declarações do ex-candidato à Presidência Ciro Gomes durante entrevista à Folha de S.Paulo?Considero Ciro Gomes uma das maiores e imprescindíveis lideranças do Brasil. Ele é importante para a manutenção da democracia e dos direitos sociais. Ele ajuda a alargar os horizontes dos problemas que enfrentamos com o seu olhar próprio. O que faz e diz é dito e feito com paixão. Entretanto, a paixão necessária nem sempre é um bom conselheiro. Creio que foi o caso de sua crítica a mim chamando-me com um qualificativo que não o honra. Minha posição é dos filósofos, dentre os quais me conto: nem rir nem chorar, procurar entender. Entendo seu excesso a partir de seu caráter iracundo, embora na entrevista afirma que “tem sobriedade e modéstia”. Sigo a sentença dos mestres espirituais: “se não entender o que alguém diz a seu respeito tenha pelo menos misericórdia”, virtude central do cristianismo assumida, decididamente, pelo Papa Francisco. Procuro viver essa virtude.
Ciro questionou sua opinião sobre o mensalão e o petrolão. Sobre o “mensalão” e o “petrolão” sempre fui crítico. Mostrei-o em meus artigos publicados no Jornal do Brasil online, onde escrevi, semanalmente, durante 18 anos. Todos eles estão no meu blog onde se pode conferir. Aconselho ao ex-ministro que leia o livro que publiquei a partir da atual crise brasileira: “Brasil: concluir a refundação ou prolongar a dependência”, com 265 páginas, editado pela Editora Vozes neste ano. Leia, por favor, o capítulo “Os equívocos e erros do PT e o sonho de Lula”, das páginas 89-96 e em outras passagens. Um intelectual, ciente de sua missão, não pode deixar de criticar malfeitos, venham de onde vierem. Assim o fiz em todo o tempo.
Na entrevista Ciro o chama de bajulador.Não me incluo entre os eventuais bajuladores de Lula. Nunca fui filiado ao PT por convicção, pois, o ofício do pensar filosófico e teológico não pode se restringir à parte, donde vem partido, mas deve procurar pensar o todo e a parte dentro do todo. Somos eu e Frei Betto (também não filiado ao PT) amigos de Lula de longa data, desde o tempo em que organizava as greves e a resistência à ditadura militar. Portanto, bem antes de ser político e presidente. Todas as vezes que o encontrávamos em Brasília, eu e minha companheira Márcia, fazíamos-lhe críticas, por vezes tão duras por parte de Márcia que tinha que dar chutes em sua perna, por debaixo da mesa, para se moderar. Tanto ele como nós fazíamos as críticas como amigos sinceros fazem entre si. Os amigos se criticam olhos nos olhos para construir, os adversários o fazem pelas costas para destruir. E assim o entendia Lula. Somos amigos-irmãos que têm os mesmos sonhos e os mesmos propósitos fundamentais., Frei Betto era igualmente duro na crítica, não obstante a grande amizade que os unia e une.

Bolsonaro precisa de uma preparação psicológica para ser presidente do Brasil


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Bolsonaro precisa entender que o Brasil é um Estado laico
Carlos Newton
Primeiro, o atentado a faca, em plena campanha, com a hemorragia que não cessava, a gravidade da cirurgia, a quase morte. Depois, a recaída, outra cirurgia perigosa num corpo já enfraquecido. Enfim, a lenta recuperação já na fase final do segundo turno, com as orações repetidas e a inabalável fé em Deus. Parece um enredo de ficção, mas é tudo verdade, diria Orson Welles, ao comentar este calvário na vida de um homem chamado Jair Messias Bolsonaro.
Na semana passada, ele chamou o alfaiate para fazer o terno da posse – azul marinho, com camisa branca e uma gravata surpresa, que pode até ser em tons discretos e verde e amarela, cairia bem.
PREPARAÇÃO INTERNA – É claro que o presidente eleito precisa se preparar para a posse, decidir se vai usar o carro aberto ou o blindado, que parece mais adaptado à situação atual. Mas a preparação externa é uma bobagem, o importante mesmo é a preparação interna, para o exercício do governo de um dos mais importantes países do mundo – quinto em extensão territorial/população, uma das dez maiores economias do mundo e que atravessa uma crise assustadora, devoradora e arrasadora.
O fato concreto é que Bolsonaro dá sinais de que precisa de preparação interna, pessoal e intransferível, porque todo esse imbróglio eleitoral e a quase morte fizeram exacerbar sua religiosidade, a ponto de promover uma oração pela TV, em transmissão direta, para comemorar a eleição na noite do domingo 28.
Nunca se viu nada igual. Depois o presidente, ao apresentar seu programa de governo, o texto vem encabeçado pela citação bíblica do versículo 32 do capítulo do Evangelho de João: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.
TEMENTE A DEUS – Tudo bem que o novo presidente seja religioso, temente a Deus. Isso é ótimo, claro. Teoricamente, significa que não vai roubar, matar ou torturar comunistas. Eu posso dormir tranquilo.
Pessoalmente, sou religioso, igual ao Luiz Vieira e também ando com Jesus Cristo no meu coração. Mas sou ecumênico, respeito e admiro todas as religiões, como o Espiritismo, o Judaísmo, o Budismo, as  Religiões Africanas, o  Protestantismo etc. Já fui assinante das revistas dos Testemunhas de Jeová, frequentei a Igreja Messiânica e até os Mantos Amarelos. Mas não aceito o desvirtuamento religioso que ocorre com o islamismo, por exemplo. Não, não estou louco, o Papa Francisco também gosta das outras religiões, que Deus o abençoe sua caminhada rumo ao ecumenismo.
Quando começou essa onda pentecostal, fiquei pensando que seria de grande ajuda para diminuir a criminalidade, mas estava enganado, porque nas favelas a força do Deus Dinheiro fala muito mais alto.
ESTADO LAICO – Eu não sou nada, minha vida não interessa, sou apenas um sujeito meio estranho, cheio de curiosidade e que hoje se interessa pelas novas mensagens de Cristo, através de Irmã Faustina, a nos pedir que sejamos mais misericordiosos.
Mas a vida de Jair Messias Bolzonaro interessa a todos, porque é o presidente eleito, que promete cumprir a Constituição, cujo texto determina que o Estado seja laico. É uma imposição, não dá para ficar distraído e dizer que não sabia de nada.
Por isso, insisto que Bolsonaro necessita de apoio psicológico para ser presidente. É preciso que ele tenha exata compreensão de que é o presidente de todos os brasileiros. Tem de entender que Deus e os médicos o salvaram para que ele salve a todos nós, inclusive os palestinos e ciganos que adoram viver neste imenso país que abre os braços para todos, feito o Cristo Redentor.

Especialistas em segurança são praticamente unânimes ao condenar uso de “snipers”; e não se opõem porque tenham pena dos criminosos

Publicada: 05/11/2018 - 5:29
Na entrevista que concedeu no começo desta madrugada, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), deputado mais votado e filho de Jair Bolsonaro, presidente eleito, defendeu o abate de pessoas que estejam portando fuzis. A proposta foi lançada por Wilson Witzel (PSC), governador eleito do Rio. Segundo o parlamentar, anda fácil ser bandido no Brasil. Digamos que seja verdade. Será esse o caminho? Além de ilegal, a prática desrespeita os mais comezinhos manuais de segurança pública do mundo. Também é contrária à instrução que recebem as forças de segurança no Brasil. Os assassinatos seletivos seriam feitos por “snipers”, atiradores à distância. Desde logo, pergunta-se: “Por que só fuzil? E se for uma .45?” Como resta óbvio, uma coisa leva à outra. Daí para o morticínio em razão de simples suspeitas é um passo. Conversei com especialistas em segurança, inclusive oficiais da Polícia Militar de São Paulo. Não há um único que considere a ideia boa. Ao contrário. É vista como desastrosa. Na fala de um deles: “Se isso se generaliza, vai acontecer o óbvio: os policiais também serão considerados alvos pelo crime onde quer que estejam. Até porque quem costuma exibi essas armas não são os chefões, mas os soldados do narcotráfico. Poderia dar início a uma carnificina.” Outro alerta ainda: “Os chefões desses grupos criminosos já estão presos; matar os peixes pequenos fora de uma situação de confronto corresponde a declarar uma guerra em detrimento das ações de inteligência. E aí vai ter troco. Passará a ser muito mais inseguro ser um policial”. Mais um alerta: “Quando os criminosos souberem que podem ser abatidos à distância, talvez parem de desfilar com fuzis, o que não quer dizer que não tenham fuzis”. O oficial chama a atenção ainda para outra coisa: “Vítimas de confrontos entre facções ou com as milícias passarão a ser atribuídas à Polícia Militar”.  Um deles resume de maneira peremptória: “Esse absurdo não pode prosperar”.

1/3 do Congresso eleito é alvo de investigações

Levantamento feito pelo ‘Estado’ leva em conta inquéritos no Supremo, ações criminais e por improbidade; PT, MDB e PP são os partidos com mais implicados

O Estado de S.Paulo
05 Novembro 2018 | 05h00


Um terço do novo Congresso é acusado de crimes como corrupção, lavagem, assédio sexual e estelionato ou é réu em ações por improbidade administrativa com dano ao erário ou enriquecimento ilícito. No total, são 160 deputados e 38 senadores. O levantamento feito pelo Estado envolve casos em andamento nos Tribunais de Justiça dos Estados, na Justiça Federal, no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal
Entre os alvos estão nomes conhecidos como os atuais senadores Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Aécio Neves (PSDB-MG). Presidente do PT, Gleisi é alvo na Lava Jato enquanto Aécio, ex-presidente do PSDB, é réu por corrupção na delação da J&F. Ambos conquistaram uma cadeira na Câmara. Aécio diz que “provará na Justiça que foi alvo de uma ação premeditada por criminosos confessos de mais de 200 crimes”. Gleisi não quis se manifestar.
Gleisi e Aécio
Os senadores Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Aécio Neves (PSDB-MG), que se elegeram deputados federais Foto: FOTOS: FELIPE RAU E DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
Além de tucanos e petistas, há ainda integrantes do PSL, o partido do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e de outras 21 legendas – apenas seis partidos não elegeram pessoas investigadas ou acusadas na Justiça. Ao todo, os parlamentares respondem a 540 acusações (379 contra deputados e 161 contra senadores), das quais 334 são por improbidade – 263 de deputados e 71 casos envolvendo senadores. Entre os crimes, as acusações mais comuns são as de lavagem de dinheiro (34), corrupção (29) e crimes eleitorais (16).
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O partido com maior numero de envolvidos é o PT. Trinta de seus 62 eleitos são investigados ou réus. A ex-prefeita de Fortaleza Luizianne Lins é uma das recordistas. Ela é alvo de processos por improbidade na Justiça do Ceará e no STJ. Sua defesa alega inocência. Proporcionalmente, o MDB é quem tem mais parlamentares enredados com a Justiça. São 16 deputados e oito senadores ou 52% da bancada no Congresso ante 48% do PT. Entre os atingidos está o líder do partido, o deputado Baleia Rossi (SP), alvo de uma ação por improbidade administrativa. Sua assessoria não respondeu.
O PSL de Bolsonaro já chega no parlamento com sete deputados ou 12,5% dos 56 congressistas eleitos na mira da Justiça – um oitavo deputado, Luciano Bivar teve reconhecida pela Justiça a prescrição do crime ambiental de que era acusado no dia 16, uma semana após o pleito. Procurado, não se manifestou. O levantamento do Estado não levou em consideração ações de danos morais e execuções fiscais, o que aumentaria os processados para 40% do Congresso.
Além da improbidade (um só deputado, Carlos Henrique Gaguim, do DEM-TO, responde a 153 ações), da corrupção, de crimes eleitorais e da lavagem de dinheiro, outras 31 condutas são imputadas aos parlamentares. As mais comuns são de formação de quadrilha (12), peculato (12), fraudes em licitação (10), falsidade ideológica (8) e crimes ambientais (6). Mas também foram identificados congressistas que respondem por crimes contra a ordem tributária, calúnia, homicídio, assédio sexual e delitos da Lei Maria da Penha.
Com o maior número de parlamentares, São Paulo é o Estado com mais alvos da Justiça. São 32 dos 73 deputados e senadores, ou 43,8% dos representantes paulistas. Amazonas (63,6%) e Alagoas (58,3%) têm, proporcionalmente, a maior quantidade de representantes com problemas. Segundo Estado com mais congressistas (56), Minas tem dez investigados. O Rio tem 14 de seus 49 parlamentares nessa situação. O Rio Grande do Norte é o único Estado que não elegeu acusados.
Siglas. Para o MDB, o fato de um candidato ser ou não réu não impede a candidatura. “O MDB defende o amplo direito à defesa de seus filiados e não antecipa julgamentos”. DEM e PSD informaram que as candidaturas são definidas com autonomia pelas instâncias partidárias. O DEM informou que “segue com rigor as determinações da Justiça para compor seu quadro de candidatos”. “O partido recomenda que os nomes a serem apresentados sejam ficha limpa”. O PSDB informou esperar que cada parlamentar faça sua defesa. A DC destacou que seu deputado não é condenado. PR, SD, PT, PP, PRB, PSC, PCdoB, PSB, Podemos, PTB, PPS, PROS, Avante, Patriota e PRP não responderam. / ANA BEATRIZ ASSAM, ANA NEIRA, CARLA BRIDI, LUIZ RAATZ, MARCELO GODOY, MARIANNA HOLANDA, MATHEUS LARA, PAULO BERALDO e TÚLIO KRUSE e JOÃO ABEL e VICTOR OHANA, ESPECIAIS PARA O ESTADO
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Marcelo do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Jeremoabo sofre acidente de carro

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Ontem por volta das 21:00 horas quando trafegava pela BR-110  já chegando no Posto Paloma o senhor Marcelo do Sindicato sofreu um grave acidente chegando a fraturar o braço,teve fratura na cabeça, está internado no Hospital Municipal de Jeremoabo aguardando uma  Regulação para ser encaminhado para Juazeiro ou Aracaju.
 Ontem foi Marcelo, amanhã poderá ser você,  o Hospital Municipal de Jeremoabo continua sendo uma negação, uma vergonha, há mais de vinte anos venho cobrando das autoridades uma solução para esse Hospital que só tem de REGIONAL a propaganda.
Um caso desse já era para existir no mínimo um serviço de RX a altura da região e médico ortopedista permanente para resolver esses casos.
Agora são precisamente 09;OO horas, o paciente Marcelo ainda encontra-se internado no Hospital na dependência de uma REGULAÇÃO, sem saber para onde será encaminhado, se para Juazeiro ou Aracaju.
É muito sofrimento, infelizmente em pelo século XXI no Brasil ainda existem casos vergonhosos iguais a esse.
Ainda tem elementos que dizem que a saúde de Jeremoabo está as mil maravilhas.
A culpa não é do atual prefeito, mas de todos que já passaram.
Vocês alienados ainda não acordaram para entender os motivos dos prefeitos não preocuparem-se com essa ineficácia crônica do Hospital de Jeremoabo, simplesmente porque qualquer caso grave que acontecer com algum deles ou mesmo de seus familiares, dispõe do cofre da viúva para em caso de emergência fretar em avião UTI e se deslocar para Salvador ou mesmo para o Sírio Libanês. 

Nota da redação deste Blog - Após publicar esta matéria vejo-me na obrigação de retornar para parabenizar o prefeito Deri por uma qualidade que era desconhecida por mim, haver encarnado nos prefeitos anteriores.
Escrevi que há mais de vinte anos venho cobrando...
Falaram que Deri só tem 100 dias de governo, que estou criticando Deri; é evidente segundo o entendido,  ele Deri estava encarnado em  Spencer, Tista, Pedrino, Anabel e o Interino.

domingo, novembro 04, 2018

Ministério Público: contratação de assessorias sem licitações pode enquadrar Herzem em Improbidade Administrativa


Foto: BLOG DO ANDERSON
A 8ª Promotoria de Justiça de Vitória da Conquista do Munistério Público do Estado da Bahia (MP-BA) acaba de divulgar a Instauração de Inquérito Civil para apurar supostas irregularidades nas contratações diretas de assessorias na Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista. De acordo com a nota divulgada no Diário Oficial da última quinta-feira (1), o prefeito Herzem Gusmão Pereira poderá ser enquadrado em Improbidade Administrativa, “mediante processos de inexigibilidade de licitação, sem a devida observância dos requisitos legais, conforme deliberação do TCM [Tribunal de Constas do Estado da Bahia]”. Até a manhã deste domingo (4) o alcaide ainda não havia se manifestado sobre o assunto.

INSTAURAÇÃO DE INQUÉRITO CIVIL
Portaria nº. 10/2018
IDEA 644.9.192648/2018
Data de Instauração 31/10/2018
Área IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA
Assunto Apurar supostas irregularidades nas contratações diretas de assessorias pelo Prefeito Herzem Gusmão Pereira, mediante processos de inexigibilidade de licitação, sem a devida observância dos requisitos legais, conforme deliberação do TCM.
Representado Herzem Gusmão Pereira​

https://www.blogdoanderson.com

Uso de drone para matar gente na favela é crime tipificado pelo Código Penal. Por Afrânio Silva Jardim

 
Wilson Witzel (PSC) (Foto: Wilson Witzel/Facebook/Reprodução)
Salvo a hipótese de guerra regularmente declarada, que afasta a aplicação da legislação penal comum, quem “abater” um suposto criminoso através de um DRONE estará praticando um crime de homicídio, qualificado pelo uso de recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima.
Quem instigar ou auxiliar o operador do drone também terá praticado este homicídio, na qualidade de partícipe, sendo regra expressa do nosso Código Penal.

Vejam as regras penais pertinentes:
“Artigo,. 121. Matar alguém:
Pena – reclusão, de seis a vinte anos.
§ 2º Se o homicídio é cometido:
IV – à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido;”
“artigo 29: Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)”
Somente não haverá o crime de homicídio, se a vítima do disparo feito pelo drone estiver agredindo terceira pessoa ou estiver na iminência de fazê-lo. Esta situação deve ser concreta e devidamente comprovada no inquérito policial.
Vejam o que está disposto no artigo 25 do Código Penal:
“Artigo. 25. – Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem”.
Evidentemente, a atuação das polícias, do Ministério Público ou do Poder Judiciário continuará a ser pautada pelo nosso ordenamento jurídico e não pela vontade de um Governador de Estado ou mesmo Presidente da República. Eles também devem respeito às leis do nosso país.
Fora disso, teremos instaurado a barbárie em nossa sociedade e assistiremos a um absolutamente indesejável “banho de sangue”.
.x.x.x.
Afranio Silva Jardim, professor associado de Direito Processual Penal da Uerj. Mestre e Livre-Docente em Direito Processual Penal pela Uerj.

Relação de Bolsonaro com o Nordeste ainda desperta dúvidas

Na região, maioria dos governadores eleitos são de partidos da oposição
Publicado em 04/11/2018, às 10h00


Até agora, nenhum nordestino foi indicado como ministro ou passou a fazer parte da equipe de 22 pessoas que está trabalhando na transição / Foto: Reprodução / Facebook
Até agora, nenhum nordestino foi indicado como ministro ou passou a fazer parte da equipe de 22 pessoas que está trabalhando na transição
Foto: Reprodução / Facebook
Da Editoria de Política
Angela Belfort, Maria Eduarda Bravo e Renata Monteiro
O “tratamento secundário” prometido pelo então candidato Jair Bolsonaro (PSL), um mês antes da eleição, aos “governos que, por exemplo, façam uma oposição radical” levanta dúvidas sobre como será o tratamento dispensado ao Nordeste nos quatro anos em que ele estará à frente da Presidência da República. Entre os governadores eleitos da região, quatro são do PT (Ceará, Bahia, Piauí e Rio Grande do Norte) e um do PCdoB (Maranhão). Eles são oposição radical ao governo central que assumirá em janeiro. Ainda como candidato, Bolsonaro chegou a dizer que “esses marginais vermelhos serão banidos da nossa pátria”, referindo-se aos petistas. Os chefes do Executivo eleitos pelo PSB, como foram os casos de Pernambuco e Paraíba, também são de oposição.
Outro ingrediente é o fato de que, até agora, nenhum nordestino foi indicado como ministro ou passou a fazer parte da equipe de 22 pessoas que está trabalhando na transição entre o governo do presidente Michel Temer (MDB) e do futuro presidente.
“A eleição terminou. É importante pensar no Brasil e no Ceará”, afirmou o governador reeleito do Ceará, Camilo Santana (PT), numa coletiva que ocorreu na semana passada. “A minha disposição é de diálogo, respeito. Acredito que vivemos numa federação, e que a relação possa existir de forma institucional entre o presidente da República e os Estados. Estarei sempre na luta em defesa do meu Estado e do povo do Ceará”, diz.
Camilo Santana também dá uma dica de como os governadores vão se colocar diante do novo governo central. “Até o final do ano, todos os governadores, não só do Nordeste, mas do Brasil, devem conversar, porque as preocupações dos governadores são as mesmas”, contou, na mesma entrevista.
O secretário de Comunicação Social e de Assuntos Políticos do Maranhão, Márcio Jerry Barroso, revela que, em primeiro lugar, espera do novo presidente da República “uma atitude compatível com o cargo nos marcos da democracia com todos os entes federados, respeitando as manifestações democráticas dos governadores e parlamentares que têm uma visão diferente da dele”.

O Estado do Maranhão espera contar com 12 deputados federais e dois senadores que podem ajudar na interlocução junto ao governo Bolsonaro. Segundo ele, também está sendo marcado um encontro – ainda sem data – com os governadores do Nordeste para discutir demandas comuns. “No governo Temer, continuamos fazendo convênios e estabelecemos relações num plano institucional”, compara.
O governador Paulo Câmara (PSB) foi procurado pela reportagem do Jornal do Commercio, mas não atendeu o pedido de entrevista até o fechamento desta edição. Em reserva, interlocutores do Palácio do Campo das Princesas afirmaram que o governador, vice-presidente nacional do PSB, prefere não comentar questões relativas ao governo Bolsonaro até a próxima reunião da Executiva Nacional da sigla, marcada para ocorrer nesta segunda-feira (5).
O deputado federal Bruno Araújo, presidente do PSDB-PE, que logo após o primeiro turno declarou apoio a Bolsonaro, diz que não há necessidade de apreensão em relação à gestão do aliado em relação ao Nordeste.
Segundo o tucano, a região terá papel importante na gestão do militar da reserva e que deve-se evitar o discurso do “nós contra eles”. “Os governadores do Nordeste precisam muito do governo federal, e o Brasil precisa muito Nordeste. Isso (o receio de um isolamento político) faz parte de um discurso antigo e puramente eleitoreiro. O Nordeste tem e terá papel fundamental para o crescimento econômico do País. Não podemos continuar aceitando esse discurso do ‘nós contra eles’”, declarou o parlamentar.

Receitas

Em média, 42% das receitas dos Estados do Nordeste são de repasses da União, segundo um estudo feito pela Fecomércio-São Paulo. “Se houver retaliação por motivo político, os Estados podem ser prejudicados nas transferências voluntárias de recursos, que são os convênios entre o governo federal e os dos Estados. Boa parte desses recursos são negociados politicamente e decorrem de acordos firmados entre a União e os Estados”, argumenta o sócio-diretor da Consultoria Ceplan o economista Jorge Jatobá.

Ainda sob o impacto do resultado da eleição, ele argumenta que os governadores também foram eleitos e não estão falando em nome deles, mas representando os interesses da população, que não são partidários. “Tem que permanecer a capacidade de diálogo em nome do interesse da sociedade. Estamos numa crise política desde 2014. Não podemos prorrogar isso”, sugere. E acrescenta: “No discurso da vitória, Bolsonaro disse que iria governar para todos os brasileiros”.
O presidente do PSL, o deputado eleito Luciano Bivar, afirma que a interlocução entre o futuro presidente e os governadores será republicana. “Não vamos ter dificuldade, independente da coloração e dos apoios dados durante a eleição. O lema do futuro presidente é menos Brasília e mais Brasil. A intenção é que essa interlocução ocorra pelas pastas e que os recursos saiam automaticamente para os Estados e municípios”, resume Bivar.
Professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal de Pernambuco, Ernani Carvalho acredita que as convergências entre os governos central e estadual começarão a ocorrer rapidamente, assim que estiverem montadas as novas equipes das administrações (federal e estaduais). “A agenda de desenvolvimento econômico é urgente, e isso vai aproximar os governos estaduais do central. Eles têm que resolver a questão econômica (a retomada do crescimento) e a questão fiscal – com os gastos em desequilíbrio. De direita ou de esquerda, os novos governantes vão ter que arranjar uma solução para esses problemas que podem deixar a receita (deles) ainda mais escassa”, resume.
Na avaliação do sociólogo Aécio Gomes de Matos, independentemente do que for construído nos próximos meses na relação dos governadores nordestinos com Bolsonaro, é necessário que se crie uma mentalidade regional de atuação em grupo para que haja o fortalecimento local em relação ao governo federal. “Só há um caminho possível para o Nordeste no governo Bolsonaro: estar organizado. A minha dúvida é se as forças políticas da região conseguem se organizar ou se vai continuar a briga de cada Estado para buscar as suas pequenas fatias em Brasília”, cravou.

Apoio

Região que concentra cerca de 25% da população brasileira, o Nordeste tem tido pouca – ou quase nenhuma – representatividade no núcleo duro do futuro governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Apesar da sua aproximação cada vez maior com nomes como os dos deputados federais Bruno Araújo (PSDB) e Mendonça Filho (DEM), com exceção do presidente nacional do seu partido, o pernambucano Luciano Bivar (PSL), nenhuma outra liderança nordestina tem obtido espaço de destaque na equipe do militar da reserva, fato inédito no País desde a redemocratização.
De 1985 até hoje, o Brasil teve seis presidentes da República. Destes, dois são nordestinos (José Sarney, do MDB, e Lula, do PT) e um, apesar de nascido no Estado do Rio de Janeiro, construiu toda a sua vida política em Alagoas (Fernando Collor, do PTC). Também é da região um vice-presidente do período citado, o pernambucano Marco Maciel, que esteve ao lado de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) entre 1995 e 2003.
Outras lideranças, como Tasso Jereissati (PSDB-CE), Sérgio Guerra (PSDB-PE) e Renan Calheiros (MDB-AL), por exemplo, apesar de nunca terem ocupado os cargos de presidente ou vice, trabalharam como articuladores no governo federal, costuravam indicações em ministérios e estatais e ainda trabalhavam em prol dos projetos do Executivo com seus pares no Congresso Nacional. Com as mudanças percebidas neste início de formação de governo de Bolsonaro – que perdeu a eleição em todos os nove Estados desta parte do País –, fica a dúvida se a nova configuração pode, de alguma maneira, prejudicar a região.
De acordo com o cientista político Vanuccio Pimentel, professor da ASCES-UNITA, por depender da bancada nordestina na Câmara (151 deputados) e no Senado (27 parlamentares) para aprovar suas propostas, mais cedo ou mais tarde Bolsonaro precisará agregar outros representantes da região no seu governo.
O docente diz, ainda, que, caso o novo presidente tome alguma decisão no sentido de isolar algum Estado ou região, poderá sofrer retaliações por parte dos parlamentares. “No presidencialismo de coalizão praticado no Brasil, nos últimos 30 anos se consolidou não só uma necessidade de representação partidária, mas também de parcelas de grupos regionais. Por exemplo, historicamente o Ministério da Integração Nacional ficava sob a responsabilidade de um nordestino. Já foi Ciro Gomes (PDT-CE) e Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). O que se vê com Bolsonaro é que, até agora, não há representatividade regional nem partidária. Quais as consequências que podem surgir disso? Com a posse, ele terá que lidar com o Congresso, que é 1/3 nordestino. Em algum momento, a necessidade de uma representatividade maior vai aparecer”, pontuou Pimentel.
Arthur Leandro, cientista político do Observatório do Poder, lembra que a falta de representação do Nordeste na equipe de Bolsonaro é também um reflexo do que foi a sua campanha à Presidência, marcada por poucos palanques nesta região e pela oposição ferrenha de todos os nove governadores eleitos, quatro deles petistas. “Bolsonaro praticamente não teve palanques no Nordeste.
Em Pernambuco, por exemplo, a candidatura do Coronel Meira (PRP) foi retirada. Isso também contribui para esse cenário. Mas Bolsonaro conseguiu eleger parlamentares, e lideranças como Mendonça Filho têm se aproximado do novo governo, portanto eu não vejo essas dificuldades como intransponíveis”, destacou. 
https://jconline.ne10.uol.com.br


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