segunda-feira, abril 11, 2011
Demanda por uísque escocês dispara nos mercados emergentes
Abrigando a maior concentração mundial de destilarias de uísque, a Escócia tem muito a agradecer aos mais de 100 produtores da bebida, que injetam mais de 3 bilhões de euros na economia local. Essa indústria vivencia um boom, ao qual a Associação do Uísque Escocês (SWA) se refere como um renascimento.
– Hoje, temos cerca de 107 destilarias em funcionamento na Escócia, ou seja, 20 a mais do que tínhamos há uma década. Nós temos visto um enorme investimento de aproximadamente 1 bilhão de libras [1,13 bilhão de euros] nos últimos dois ou três anos e isso é porque estamos tendo um recorde de exportações no momento – disse Campbell Evans, diretor de assuntos governamentais e de consumidores na SWA.
Embora mercados tradicionais como Estados Unidos e França ainda sejam os maiores compradores de uísque escocês, os responsáveis pelo atual crescimento do setor são os consumidores na Ásia e na América Latina. Esse é um desenvolvimento positivo para companhias como a Diageo, que, com 28 destilarias de malte, é o maior produtor do mundo de uísque escocês. Apoiando-se na confiança nos mercados emergentes, a companhia fez investimentos significativos para expandir sua produção.
– Não se trata apenas de China e Índia. Tanto mercados como o Vietnã estão em ascensão, como também importantes mercados na América Latina, como México e Brasil – disse o diretor de relações corporativas da empresa, Ken Robert.
Ele acrescenta que a Diageo abriu, recentemente, uma nova destilaria onde investiu mais de 45 milhões de euros.
– Nos últimos cinco anos, investimos algo em torno de 600 milhões de libras (680 milhões de euros) em nossas instalações produtivas – disse.
Sabor de prosperidade
Por que é, então, que países como China, Coreia do Sul, Índia e Venezuela estão cada vez mais sedentos por uísque? De acordo com Campbell Evans, da SWA, isso tem muito a ver com a imagem de prosperidade da bebida.
– Em muitos mercados ao redor do mundo, o uísque escocês é uma bebida associada à ascensão social, e isso vale certamente para a Ásia, onde há uma predileção por uísques mais velhos. Na China, poder beber uísque escocês 12 anos ou comprar um Mercedes-Benz são características muito importantes de uma classe média crescente – explicou.
Não são somente empresas como a Diego, cuja marca Johnnie Walker é o uísque mais vendido no mundo, que estão desfrutando o assim chamado renascimento da bebida. Localizada perto de Glasgow, a destilaria Glengoyne é de propriedade da empresa familiar Ian Macleod Distillers. As vendas anuais da empresa cresceram mais de 30% em 2010, apesar da recessão que atingiu o Reino Unido.
– Tivemos uma vantagem real na indústria do uísque pelo fato de sermos exportadores. Mais de 90% da produção do uísque escocês são exportados. Vendemos para muitos mercados ao redor do mundo, como também em diferentes segmentos de preços. Acho que por isso fomos capazes de criar um bom equilíbrio durante a recessão em diversos outros mercados – disse o diretor de marketing da empresa, Iain Weir.
Mercado do Reino
Unido congelado?
A situação, no entanto, não é totalmente favorável à indústria do uísque escocês. Ao contrário de mercados emergentes, onde um público mais jovem demonstra um crescente interesse pela bebida, no Reino Unido, os consumidores envelheceram.
– No Reino Unido, o mercado de uísque tem estado em declínio durante vários anos. Um dos desafios dessa indústria é trazer de volta pessoas mais jovens para o uísque escocês, já que nos últimos anos, bebidas como vodca, gim e vinho são os produtos preferidos pelos jovens. Assim, o Reino Unido e, de fato, a Escócia são mercados que irão requerer muita atenção ao longo dos próximos anos – explicou Ken Robertson, da Diageo.
Fonte: CorreiodoBrasil
Quase 300 deputados têm parente na política
Relações de família com outros políticos são a realidade de quase metade da Câmara. Para cientista político, o país está voltando aos padrões oligárquicos da República Velha, do início do século 20
| Um negócio de família: de cada dois deputados federais, um tem outros parentes na política. Um quadro que revela o quanto ainda é oligárquico o poder no Brasil |
Edson Sardinha e Renata Camargo
Tradição familiar não é sinônimo de sucesso na política. Mas é quase isso, a julgar pela atual composição da Câmara. Um em cada dois deputados da atual legislatura tem laços de parentesco com outras figuras da vida pública brasileira. Dos 564 deputados que assumiram mandato este ano, entre titulares, suplentes e licenciados, 271 (48%) são parentes de políticos. São filhos, netos, pais, irmãos, sobrinhos, tios, primos, cônjuges ou ex-cônjuges de quem tem ou já teve mandato, exerceu algum cargo de nomeação política ou participou de eleição.
Onze dos 22 partidos com assento na Câmara têm ao menos metade de sua representação formada por deputados com familiares políticos. O quadro é de amplo predomínio em algumas das principais legendas do país, como o PMDB, o DEM e o PP, campeões no número de parlamentares com parentes na política entre as cinco maiores bancadas da Casa. Os dados fazem parte de levantamento exclusivo feito pelo Congresso em Foco sobre as relações de parentesco entre os parlamentares no Legislativo federal.
Clique para conhecer a lista completa dos deputados e seus parentes políticos
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Dois terços dos senadores têm parente na política
Os senadores e seus parentes na política
Tudo sobre a bancada dos parentes
Dos 84 peemedebistas que assumiram mandato na Câmara este ano, 55 (65,5%) misturam vínculos políticos e familiares. Isso também ocorre com 31 (63,3%) dos 49 integrantes do Democratas. E ainda com 29 (63%) dos 46 representantes do PP. O PSC, o PTB, o PR, o PSDB e os nanicos PHS, PRP, PRTB e PTC completam a relação dos partidos em que a prática de fazer política em família alcança pelo menos metade de seus nomes.
A chamada “bancada dos parentes” triplicou na Casa nos últimos quatro anos. O livro O que esperar do novo Congresso – Perfil e Agenda da Legislatura 2007-2011, feito pelo Congresso em Foco em parceria com o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), apontava a existência de 92 deputados com elos políticos familiares na legislatura passada.
Para o cientista político Ricardo Costa de Oliveira, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), os números do novo levantamento confirmam o que ele já suspeitava: cresce nos estados a concentração de poder nas mãos de poucas famílias.
“O que estamos observando é o mesmo que aconteceu na primeira República, a República Velha. Cada vez é maior a existência de linhagens, de oligarquias, nos estados. Muitos achavam que era um fenômeno da República Velha, no início do século XX, mas é cada vez mais um fenômeno contemporâneo do início do século XXI. E está aumentando como se observa no levantamento do Congresso em Foco”, afirma o professor.
Nas duas Casas
Algumas famílias conseguem ter representantes nas duas Casas Legislativas. Oito deputados são filhos de senadores. Dois deputados têm filhos senadores. Dono da maior bancada no Senado e da segunda mais numerosa na Câmara, o PMDB abriga, por exemplo, os senadores Renan Calheiros (AL) e Wilson Santiago (PB) e seus herdeiros políticos, os deputados Renan Filho (AL) e Wilson Filho (PB). Outros peemedebistas também mantêm um pé nas duas Casas: o deputado João Arruda (PR) é sobrinho do senador Roberto Requião (PMDB-PR); a deputada Marina Raupp (RO) é casada com o senador Valdir Raupp (PMDB-RO); Teresa Surita (RR) é ex-mulher do senador Romero Jucá (PMDB-RR), e o deputado Celso Maldaner (SC) é irmão do senador Casildo Maldaner (PMDB-RS).
Para Ricardo Costa, esse tipo de poderio mostra o quanto os partidos políticos têm sido dominados por famílias. “O PMDB e mesmo legendas de esquerda estão sendo monopolizados por famílias que controlam o partido. Esse é mais um fator para reprodução das famílias na política parlamentar. E também isso é a ponta do fenômeno no poder Legislativo. São grandes redes de cumplicidade e de favores, conectando o Legislativo, o Judiciário, o Executivo e todas as instituições do sistema político”, diz o cientista político.
Donos do poder
Em vias de perder parte de sua bancada para o Partido da Social Democracia (PSD), ainda em fase de criação, o DEM tem na Câmara herdeiros de algumas das principais lideranças do antigo PFL. O atual líder, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), de 32 anos, representa a quarta geração da família do ex-senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), o mais poderoso integrante do clã. ACM, o avô, era filho do ex-deputado Francisco Peixoto de Magalhães.
O deputado Felipe Maia (DEM-RN), de 37 anos, é filho do atual presidente do partido, o senador José Agripino (DEM-RN), também filho e sobrinho de importantes lideranças políticas do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Agripino recebeu o comando do partido há um mês das mãos do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), filho de seu primo, o ex-prefeito do Rio César Maia. Rodrigo, por sua vez, sucedeu o ex-senador Jorge Bornhausen (DEM-SC) na presidência da sigla. Jorge é pai do deputado licenciado Paulo Bornhausen (DEM-SC).
Proporcionalmente, entre as maiores bancadas, o PP é o terceiro em número de deputados com parentes na política. A legenda abriga, por exemplo, os deputados Missionário José Olimpio (SP), Mário Negromonte (BA) e João Leão (BA), pais de deputados estaduais. Alvo de uma série de representações na Câmara por causa de declarações consideradas homofóbicas e racistas, Jair Bolsonaro (PP-RJ) tem um filho deputado estadual, Flávio Bolsonaro (PP), e outro vereador no Rio, Carlos Bolsonaro (PP).
De pai para filho
Metade da bancada do PSDB na Câmara também está amarrada por laços familiares a outros políticos. Uma prática que vai desde a novata Bruna Furlan (SP), de 27 anos, filha do prefeito de Barueri, o ex-deputado federal Rubens Furlan (PSDB), até o experiente Bonifácio de Andrada (MG), de 80 anos, que representa a quinta geração de parlamentares federais descendentes do Patriarca da Independência, José Bonifácio de Andrada. A família Andrada está no Congresso há 190 anos. O atual líder dos tucanos, Duarte Nogueira (SP), é filho do ex-prefeito de Ribeirão Preto Antonio Duarte Nogueira.
O parentesco também tem grande peso no Partido Social Cristão. Dos 19 deputados que assumiram mandato pelo PSC na Câmara, 12 são familiares de lideranças políticas. O deputado Filipe Pereira (RJ) é filho do vice-presidente do PSC e um dos líderes da Assembleia de Deus, Everaldo Dias Pereira. O líder do partido, Ratinho Júnior (PR), é filho do ex-deputado Carlos Massa, mais conhecido como o apresentador de TV Ratinho, atualmente no SBT. O PSC também traz um caso curioso e único na atual legislatura: o de um casal unido na política, mas que representa estados diferentes. O deputado Silas Câmara, do Amazonas, é casado com a deputada Antônia Lúcia (PSC), do Acre.
Em crescimento
Entre os principais partidos na Câmara, o PT é o que tem, proporcionalmente, menos parlamentares ligados a famílias de políticos. Dos 97 petistas que passaram pela Casa este ano, 23 têm algum parente na política. Alguns deles, são bastante conhecidos. O partido que nasceu no movimento sindical também vê o crescimento de alguns núcleos familiares dentro de sua estrutura.
Filho do ex-deputado e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT-SP), Zeca Dirceu (PR), de 32 anos, exerce seu primeiro mandato federal depois de comandar a prefeitura de Estrela d’Oeste (PR). O deputado José Guimarães (PT-CE) é irmão do ex-deputado José Genoino (PT-SP), ex-presidente do partido. Vander Loubet (PT-MS) é sobrinho do ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, e primo do senador Valdemir Moka (PMDB-MS). Jilmar Tatto (PT-SP) é irmão do vereador paulistano Arselino Tatto (PT) e do deputado estadual Enio Tatto (PT).
De todas as bancadas na Câmara, apenas as diminutas representações do Psol, formada por três nomes, e do PSL, com um deputado, não têm parentes políticos. Com apenas cinco deputados, o PMN abriga dois filhos de importantes lideranças locais: Jaqueline Roriz (DF), filha do ex-governador e ex-senador Joaquim Roriz (PSC), e Fábio Faria (RN), filho do vice-governador do Rio Grande do Norte, o ex-deputado estadual Robinson Faria (PMN). Jaqueline é filha também de Weslian Roriz (PSC), candidata derrotada ao GDF no ano passado, e irmã da deputada distrital Liliane Roriz. A deputada está na mira do Conselho de Ética, acusada de ter recebido dinheiro do mensalão do ex-governador José Roberto Arruda e de ter usado indevidamente a verba indenizatória.
Menos privilégios
Para o professor Ricardo Costa de Oliveira, só há uma maneira de frear a ascendente familiarização da política brasileira: institucionalizar a política, reduzindo privilégios decorrentes do mandato. Na avaliação dele, as benesses oferecidas a quem ocupa cargos públicos no Brasil estimula a entrada e a longa permanência de famílias na política. O interesse imediato desses grupos, pondera o cientista político, nem sempre é servir ao público.
“Você teria de aprimorar a institucionalização da política. Quer dizer, um poder Legislativo com menos gastos, sem vantagens e privilégios para o parlamentar. Precisamos da institucionalização de um Congresso moderno, sem depender dessa rede de clientelismo e patronagem. O sistema só piorou com essas famílias ampliando os poderes no Estado”, considera o professor da UFPR.
Fonte: Congressoemfoco
Oposição precisa se reinventar para ser alternativa ao PT
Partidos
Publicado em 11/04/2011 | Euclides Lucas Garcia Especialistas defendem que PSDB, DEM e PV mostrem com mais clareza ao eleitorado suas propostas à atual política do governo
Publicado em 11/04/2011 | Euclides Lucas GarciaSem poder e sem rumo. É assim que os especialistas veem hoje a situação dos partidos de oposição no Brasil. Há mais de oito anos fora do Palácio do Planalto, o PSDB ainda não encontrou o discurso a adotar e vê José Serra e Aécio Neves numa queda de braço pela liderança da legenda. O DEM, que sempre viveu à sombra dos tucanos, perdeu há alguns dias o seu maior expoente, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que ainda levou consigo vários companheiros de partido para o recém-fundado PSD. Tido como uma terceira via, o PV corre o risco de perder Marina Silva, segundo ela, por não democratizar o poder dentro do partido. Diante desse cenário (veja quadro ao lado), especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo defendem que a oposição se realinhe e defina sua estratégia programática. Dessa forma, deixará claro ao eleitorado quais são suas bandeiras e vai impedir que o poder interno permaneça nas mãos de alguns poucos filiados.
A crise pela qual passa a oposição, em especial o PSDB, é tão evidente que o tema foi abordado na edição desta semana da revista norte-americana The Economist. “O PT, partido de Lula, construiu uma organização poderosa quando estava na oposição. O PSDB, ao contrário, está cada vez mais fraco. Também ao contrário do PT, o PSDB sempre foi mais um clube de tecnocratas brilhantes do que uma organização de massas”, diz a publicação. A revista trata ainda da disputa por poder entre Serra e Aécio e afirma que “tão prejudicial quanto a profusão de pretensos líderes no PSDB é a falta de um programa distinto”. Por fim, a The Economist alerta para o fato de os tucanos terem perdido votos entre os jovens e a classe média para Marina Silva na eleição do ano passado.
Em ebulição
Divididos internamente e ainda em busca de um discurso de oposição, os partidos fora do poder estão mergulhados em uma crise que, segundo especialistas, não deve acabar tão cedo:
Nacionalmente
PSDB
Fora da Presidência da República desde 2002, os tucanos ainda não encontraram um discurso de oposição, ao contrário do PT, que se fortaleceu nos anos em que não foi governo. A reestruturação do partido tem esbarrado também na briga interna pelo comando da legenda entre o senador Aécio Neves e José Serra, que disputam quem será o candidato presidencial em 2014. Cogita-se, inclusive, um rodízio no controle do partido entre serristas e aecistas.
DEM
Considerado um partido que vive à sombra do PSDB e depois de perder cadeiras no Congresso nas eleições do ano passado, o DEM elegeu há cerca de um mês o senador Agripino Maia (RN) como seu presidente nacional. A eleição foi motivada por uma disputa interna por poder, em meio às ameaças do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, de deixar a legenda. Como não conseguiu assumir o comando do partido, Kassab, que era o maior expoente do DEM nacionalmente, fundou o PSD e já levou vários colegas consigo.
PV
Terceira colocada na última eleição presidencial com quase 20 milhões de votos, Marina Silva deu sinais recentes de que pode deixar o partido. Para ela, os dirigentes da legenda vão “na contramão da renovação” e sufocam a “pouca democracia” existente no PV. Ela critica em especial o presidente do partido, José Luiz Penna (SP), que adiou a convenção nacional verde deste ano para 2012, a fim de permanecer no comando por mais um ano.
PPS
Em busca de uma reestruturação e de fortalecer a “democracia interna”, o partido iniciou uma caça aos infiéis, que não têm se alinhado ao estatuto da legenda ou apoiaram candidatos adversários nas eleições do ano passado. A “limpa” começou pelo Paraná, que, há duas semanas, expulsou um grupo de 47 filiados, 37 com mandato.
No Paraná
PMDB
Completamente dividido, o partido se caracteriza pelo fato de seus filiados ignorarem o interesse partidário e buscarem apenas a realização de ambições pessoais. Os dois principais expoentes da legenda, o senador Roberto Requião e Orlando Pessuti brigam pelo comando do diretório de Curitiba e para conseguirem emplacar o candidato na disputa à prefeitura da capital no ano que vem. Requião quer Rafael Greca, enquanto Pessuti tenta trazer Gustavo Fruet do PSDB para a vaga.
PV
Única deputada federal da legenda, Rosane Ferreira reclama da falta de democracia dentro do partido, assim como em nível nacional. O atual presidente do PV estadual, Melo Viana, tenta se manter por mais dois anos na direção do partido.
Fonte: Redação
À deriva
Para o cientista político Mário Sérgio Lepre, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), como não tiveram origem em posicionamentos ideológicos concretos e não se enraizaram na sociedade como deveriam, os partidos políticos têm sofrido o reflexo dessa fragilidade histórica.
Outro aspecto, segundo ele, é que os partidos no Brasil, com exceção do PT, sempre tiveram a luta política vinculada ao governo. Agora, na oposição, não sabem como agir. “O PT sempre bateu firme na tecla de ser contra e cresceu com isso, se distanciou da geleia geral de todos os partidos, que sempre foram governo e viveram do governismo”, afirma. “O papel que deveria ser de oposição não existe mais, porque todos os partidos só sabiam viver vinculados à máquina pública. Agora, eles entendem que a vida de oposição é muito difícil quando o governo vai bem.”
O resultado disso, para Lepre, é que a oposição de maneira geral não tem um discurso definido, apesar de haver espaços ideológicos a serem preenchidos. “Ainda não caiu a ficha na oposição de que é preciso deixar claro o que a diferencia do governo, que ela tem sim algo diferente a propor. Por exemplo, bater na tecla de que pagamos impostos em excesso, mas os serviços públicos são ruins”, avalia.
Concentração de poder
A opinião é compartilhada pelo professor de Ciência Política do Grupo Uninter Luiz Domingos Costa. Para ele, isso é reflexo da estrutura personalista dos partidos, que, comandados com mão de ferro por poucas ou uma única liderança, têm enorme dificuldade de se realinhar quando se tornam oposição. “Após uma derrota de quem ficou a mercê deste ou daquele líder, o partido entra numa rota interna critica, não se organiza, fica sem estratégias definidas”, defende. “É o caso do PSDB hoje, com a disputa entre Serra e Aécio. Ambos estão pisando em ovos, não assumem uma postura crítica ao governo Dilma, nem uma plataforma clara de atuação aos eleitores. O PSDB não sabe o que falar hoje.”
“Essa personalização marca também o PMDB local. O [senador Roberto] Requião e o [ex-governador Orlando] Pessuti são pessoas acima do partido, enquanto os demais vivem em um limbo”, lembra Lepre. “Esse é um problema na política brasileira: as coisas correm em torno de nomes e não de forças partidárias.”
Desorientados
Para Costa, o DEM também precisa assumir um projeto político definido para voltar a se fortalecer. “Abandonar o nome PFL teve um efeito devastador. Perdeu-se uma sigla consolidada, que já vinha no imaginário há 20 anos”, afirma. “Enquanto foi fiador do PSDB, o DEM esteve razoavelmente bem, mas nunca teve cara própria. O partido precisa se diferenciar.”
Em relação ao PV, o professor destaca a fraqueza organizacional do partido em comparação com a força política de Marina Silva, que recebeu quase 20 milhões de votos na disputa presidencial de 2010. “O PV é um partido dúbio no que diz respeito à sua agenda e está pouco distribuído pelo país. É uma legenda que nunca foi relevante no Brasil e não era nada antes da Marina”, analisa.
De forma geral, defende Costa, os partidos de oposição precisam encontrar uma agenda de assuntos que os unifique e estabelecer um discurso definido contra o governo, se quiserem crescer.
“O caminho é a vivência democrática e mais republicana. Os partidos precisam colocar o republicanismo acima dos conchavos. Mas isso ainda vai levar tempo”, completa Lepre.
Fonte: Gazeta do PovoLeia Notícias do seu time
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Auxílio sem perícia deve sair no 2º semestre
Ana Magalhães
do Agora
O novo modelo de perícia do INSS, que vai permitir que o segurado com afastamento de até quatro meses não precise passar pelo exame médico no posto da Previdência para garantir o benefício, deve começar a valer nas agências a partir do segundo semestre deste ano.
Segundo o presidente do INSS, Mauro Hauschild, o INSS agora avalia se será preciso criar um projeto de lei para colocar a mudança em prática, ou se bastará um decreto.
"Se o modelo se mostrar eficiente, temos certeza de que um projeto de lei teria condições de ser aprovado rapidamente", disse Hauschild.
Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta segunda,Entenda o que está acontecendo na Líbia e por que é tão difícil derrubar Kadafi.
James Petras
Nas últimas semanas a Líbia sofreu o mais brutal ataque imperialista, por ar, por mar e por terra, da sua história moderna. Milhares de bombas e de mísseis, lançados de submarinos, vasos de guerra e aviões de guerra, americanos e europeus, estão destruindo as bases militares líbias, os seus aeroportos, estradas, portos, depósitos petrolíferos, posições de artilharia, tanques, porta-aviões blindados, aviões e concentrações de tropas.
Dezenas de forças especiais da CIA e do SAS têm treinado, aconselhado e apontado alvos para os chamados ‘rebeldes’ líbios empenhados numa guerra civil contra o governo de Kadafi, as suas forças armadas, as milícias populares e os apoiadores civis ( NY Times 30/03/11). �
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Apesar deste enorme apoio militar e do total controle dos céus e da linha costeira da Líbia pelos seus ‘aliados’ imperialistas, os ‘rebeldes’ ainda não foram capazes de mobilizar o apoio de aldeias e cidades e encontram-se em retirada depois de enfrentarem as tropas governamentais da Líbia e as milícias urbanas, fortemente motivadas ( Al Jazeera 30/03/11). �
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Uma das desculpas mais idiotas para esta inglória retirada dos rebeldes, apresentada pela ‘coligação’ Cameron-Obama-Sarkozy, e repetida pelos meios de comunicação, é que eles estão ‘menos bem armados’ ( Financial Times, 29/3/11). Obviamente, Obama e companhia não contabilizam o grande número de jatos, as dezenas de vasos de guerra e de submarinos, as centenas de ataques diários e os milhares de bombas lançadas sobre o governo líbio desde o início da intervenção imperialista ocidental.
A intervenção militar direta de 20 países estrangeiros, grandes e pequenos, flagelando o estado soberano da Líbia, assim como o grande número de cúmplices nas Nações Unidas, não contribui com nenhuma vantagem militar para os rebeldes – segundo a própria propaganda diária a favor deles. �
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Mas o Los Angeles Times (31/Março/2011) descreveu como “… muitos rebeldes em caminhões com metralhadoras deram meia-volta e fugiram… apesar de as suas metralhadoras pesadas e espingardas antiaéreas serem parecidas com qualquer veículo governamental semelhante”. De fato, nenhuma força ‘rebelde’ na história moderna recebeu um apoio militar tão forte de tantas potências na sua confrontação com um regime instituído. Apesar disso, as forças ‘rebeldes’ nas linhas da frente estão em plena retirada, fugindo desordenadamente e profundamente descontentes com os seus generais e ministros ‘rebeldes’ lá atrás em Bengazi.
Entretanto, os líderes ‘rebeldes’, usando elegantes terno e uniformes feitos por medida, respondem à ‘chamada para a batalha’ assistindo a ‘reuniões’ em Londres onde a ‘estratégia de libertação’ consiste no apelo, perante os meios de comunicação, de envio de tropas terrestres imperialistas ( The Independent, Londres) (31/03/11). �
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É baixa a moral dos ‘rebeldes’ na linha da frente. Segundo relatos críveis da frente da batalha em Ajdabiya, “Os rebeldes… queixaram-se de que os seus comandantes iniciais desapareceram. Acusam camaradas de fugirem para a relativa segurança de Bengazi… (queixam-se de que) as forças em Bengazi monopolizaram 400 rádios de campo oferecidos e mais 400… telemóveis destinados ao campo de batalha… (sobretudo) os rebeldes dizem que os comandantes raramente visitam o campo de batalha e exercem pouca autoridade porque muitos combatentes não confiam neles” ( Los Angeles Times , 31/03/2011). Segundo parece, os ‘twitters’ não funcionam no campo de batalha. �
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As questões decisivas numa guerra civil não são as armas, o treino ou a chefia, embora evidentemente esses fatores sejam importantes: A principal diferença entre a capacidade militar das forças líbias pró-governo e os ‘rebeldes’ líbios apoiados por imperialistas ocidentais e por ‘progressistas’, reside na sua motivação, nos seus valores e nas suas compensações materiais.
A intervenção imperialista ocidental exaltou a consciência nacional do povo líbio, que encara agora a sua confrontação com os ‘rebeldes’ anti-Kadafi como uma luta para defender a sua pátria do poderio estrangeiro aéreo e marítimo e das tropas terrestres fantoches – um poderoso incentivo para qualquer povo ou exército. O oposto também é verdadeiro para os ‘rebeldes’, cujos líderes abdicaram da sua identidade nacional e dependem inteiramente da intervenção militar imperialista para os levar ao poder. Que soldados rasos ‘rebeldes’ vão arriscar a vida, a lutar contra os seus compatriotas, só para colocar o seu país sob o domínio imperialista ou neocolonialista? �
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Finalmente, as notícias dos jornalistas ocidentais começam a falar das milícias pró-governo das aldeias e cidades que repelem esses ‘rebeldes’ e até relatam como “um autocarro cheio de mulheres (líbias) surgiu repentinamente (de uma aldeia) … e elas começaram a fingir que aplaudiam e apoiavam os rebeldes…” atraindo os rebeldes apoiados pelo ocidente para uma emboscada mortal montada pelos seus maridos e vizinhos pró-governo ( Globe and Mail, 28/03/11 e McClatchy News Service, 29/03/11). �
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Os ‘rebeldes’, que entram nas aldeias, são considerados invasores, que arrombam portas, fazem explodir casas e prendem e acusam os líderes locais de serem ‘comunistas da quinta coluna’ a favor de Kadafi. A ameaça da ocupação militar ‘rebelde’, a detenção e a violência sobre as autoridades locais e a destruição das relações de família, de clã e da comunidade local, profundamente valorizadas, levaram as milícias líbias e os combatentes locais a atacar os ‘rebeldes’ apoiados pelo ocidente.
Os ‘rebeldes’ são considerados ‘estranhos’ em termos de integração regional e de clã; menosprezando os costumes locais, os ‘rebeldes’ encontram-se pois em território ‘hostil’. Que combatente ‘rebelde’ estará disposto a morrer em defesa de um território hostil? Esses ‘rebeldes’ só podem pedir à força aérea estrangeira que lhes ‘liberte’ a aldeia pró-governo. �
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Os meios de comunicação ocidentais, incapazes de entender essas compensações materiais por parte das forças pró-governo, atribuem o apoio popular a Kadafi à ‘coerção’ ou ‘cooptação’, agarrando-se à afirmação dos ‘rebeldes’ que ‘toda a gente se opõe secretamente ao regime’.
Há uma outra realidade material, que muito convenientemente é ignorada: A verdade é que o regime de Kadafi tem utilizado a riqueza petrolífera do país para construir uma ampla rede de escolas, hospitais e clínicas públicas . Os líbios têm o rendimento per capita mais alto de África com 14.900 dólares por ano ( Financial Times, 02/04/11). �
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Dezenas de milhares de estudantes líbios de baixos rendimentos receberam bolsas para estudar no seu país e no estrangeiro. As infra-estruturas urbanas foram modernizadas, a agricultura é subsidiada e os pequenos produtores e fabricantes recebem crédito do governo. Kadafi promoveu esses programas eficazes, para além de enriquecer a sua própria família/clã.
Por outro lado, os rebeldes líbios e os seus mentores imperialistas prejudicaram toda a economia civil, bombardearam cidades líbias, destruíram redes comerciais, bloquearam a entrega de alimentos subsidiados e assistência aos pobres, provocaram o encerramento das escolas e forçaram centenas de milhares de profissionais, professores, médicos e trabalhadores especializados estrangeiros a fugir. �
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Os líbios, mesmo que não gostem da prolongada estadia autocrática de Kadafi no cargo, encontram-se agora perante a escolha entre apoiar um estado de bem-estar, evoluído e que funciona, ou uma conquista militar manobrada por estrangeiros. Muito compreensivelmente, muitos deles escolheram ficar do lado do regime. �
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O fracasso das forças ‘rebeldes’ apoiadas pelos imperialistas, apesar da sua enorme vantagem técnico-militar, deve-se a uma liderança traidora, ao seu papel de ‘colonialistas internos’ que invadem as comunidades locais e, acima de tudo, à destruição insensata de um sistema de bem-estar social que tem beneficiado milhões de líbios desde duas gerações.
A incapacidade de os ‘rebeldes’ avançarem, apesar do apoio maciço do poder imperialista aéreo e marítimo, significa que a ‘coligação’ EUA-França-Inglaterra terá que reforçar a sua intervenção, para além de enviar forças especiais, conselheiros e equipes da CIA. Perante o objetivo declarado de Obama-Clinton quanto à ‘mudança de regime’, não haverá outra hipótese senão introduzir tropas imperialistas, enviar carregamentos em grande escala de caminhões e tanques blindados e aumentar a utilização de munições de urânio empobrecido, profundamente destrutivas. �
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Sem dúvida que Obama, o rosto mais visível da ‘intervenção armada humanitária’ em África, vai recitar mentiras cada vez maiores e mais grotescas, enquanto os aldeões e os citadinos líbios caem vítimas da sua força destruidora imperialista. O ‘primeiro presidente negro’ de Washington ganhará a infâmia da história como o presidente americano responsável pelo massacre de centenas de líbios negros e da expulsão em massa de milhões de trabalhadores africanos subsaarianos que trabalham para o atual regime ( Globe and Mail, 28/03/11). �
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Sem dúvida, os progressistas e esquerdistas anglo-americanos vão continuar a discutir (em tom ‘civilizado’) os prós e os contras desta ‘intervenção’, seguindo as pisadas dos seus antecessores, os socialistas franceses e os ‘new dealers’ americanos dos anos 30, que debateram nessa época os prós e os contras do apoio à Espanha republicana… enquanto Hitler e Mussolini bombardeavam a república por conta das forças fascistas ‘rebeldes’ do general Franco que empunhava o estandarte falangista da ‘Família, Igreja e Civilização’ – um protótipo para a ‘intervenção humanitária’ de Obama por conta dos seus ‘rebeldes’.
James Petras é professor emérito de Sociologia
na Universidade de Binghamton, Nova Iorque.
É autor de 64 livros publicados em 29 línguas,
e mais de 560 artigos em jornais.�
Em http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=24142 encontra-se o texto original.
Fonte : Tribuna da Imprensa
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