terça-feira, fevereiro 08, 2011

INSS faz acordos para benefício por invalidez

Ana Magalhães
do Agora

O segurado que tem, na Justiça, uma ação de concessão de um benefício por incapacidade --como, por exemplo, auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez-- pode receber o pagamento de maneira mais rápida. Isso porque o INSS informou que já está propondo acordo para quem tem a incapacidade reconhecida pelo perito judicial.

O INSS está seguindo orientação feita pela AGU (Advocacia-Geral da União) em janeiro deste ano. O objetivo das propostas de acordo é reduzir o número de ações previdenciárias na Justiça.

A medida pode antecipar o pagamento do benefício em cerca de um ano e meio, já que evita que o processo suba a instâncias superiores. Além disso, os valores acordados podem ser pagos, em média, entre 45 e 60 dias, segundo informações do Ministério da Previdência Social.

  • Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta terça

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

PREROGATIVAS PROFISSIONAIS DO ADVOGADO NO ACESSO AOS AUTOS.

A Constituição Federal no art. 133 dispõe que “o advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei”, cuja atividade profissional é regulamentada pela Lei Federal nº. 8.906, de 04.07.1994, o chamado Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil – EOAB.

A lei retro citada ao tratar dos direitos dos advogados no art. 6º diz: “Não há hierarquia nem subordinação entre advogados, magistrados e membros do Ministério Público, devendo todos tratar-se com consideração e respeito recíprocos”. Já no art. 7º o diploma legal detalha os direitos dos advogados, as chamadas prerrogativas profissionais, dispondo, dentre outros:

“I - Exercer, com liberdade, a profissão em todo território nacional;

XIII - Examinar, em qualquer órgão dos Poderes Judiciário e Legislativo, ou da Administração Pública em geral, autos de processos findos ou em andamento, mesmo sem procuração, quando não estejam sujeitos a sigilo, assegurada a obtenção de cópia, podendo tomar apontamentos;

XIV - Examinar em qualquer repartição policial, mesmo sem procuração, autos de flagrante e de inquérito, findos ou em andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos;”

O advogado mesmo não constituído por qualquer das partes (sem procuração) poderá consultar quaisquer autos processuais fazendo anotações e extraindo cópia deles, salvo aqueles que estejam tramitando em segredo de justiça, hipótese em que o acesso somente será permitido se for advogado constituído por qualquer das partes.

Na práxis forense o advogado, se não constituído nos autos por qualquer das partes ao pretender extrair cópia de autos de processo que não tramite em segredo de justiça, deixará sua cédula de identificação profissional (cartão de identidade da OAB) e terá 02 horas para extrair cópia. Quando no processo tiver fluindo prazo comum as partes e não houver ajuste sobre ele, os autos para anotações ou extrair cópias pelo prazo de 01 (uma) hora, na chamada carga rápida., o que resulta da Lei. Em alguns Regimentos das Corregedorias varia o tempo de retirada de autos pelo advogado sem exibição de mandato.

A prerrogativa do advogado de retirar autos de processo mesmo sem procuração é indeclinável e em nenhum momento poderá ser objeto de transação, sob pena de grave violação ao Estatuto da OAB.

Embora tais prerrogativas sejam de natureza constitucional em razão do que dispõe o art. 133 da CF, no dia a dia se tenta por diversas formas cercear o exercício da profissão, o que deve ser repudiado pelo próprio advogado, pela OAB e o próprio cliente quando ele estiver ciente das garantias dadas ao seu advogado.

A Polícia Federal com beneplácito de alguns Juizes Federais, das Cortes Regionais Federais e do próprio STJ na apuração dos crimes contra a administração pública ou de ordem financeira, sistematicamente, passou a pedir o sigilo das investigações, impedindo o acesso aos autos pelo advogado constituído pelo investigado, ferindo em flechada certeira o estado de direito, o que foi vedado pelo STF com a Súmula Vinculante nº. 14 que garantiu o acesso pelo advogado a autos de investigação mesmo se de natureza sigilosa (sobre o direito de acesso aos autos, faço remissão ao artigo de doutrina INQUÉRITO POLICIAL SIGILO IRRESTRITO. IMPOSSIBILIDADE. MONTALVÃO, A. Fernando D. Inquérito Policial sigilo irrestrito. Impossibilidade. Jus Vigilantibus, Vitória, 8 fev. 2006. Disponível em: http://jusvi.com/doutrinas_e_pecas/ver/20076).

A prerrogativa do advogado de retirar autos de processo mesmo sem procuração é indeclinável e em nenhum momento poderá ser objeto de transação, sob pena de grave violação ao Estatuto da OAB por quem assim admitir. Lembrar-se-á ainda que a publicidade dos autos processuais princípio de ordem constitucional, podendo qualquer cidadão assistir audiência de julgamento em qualquer instância ou tribunal.

O plenário do STF confirmando medida liminar concedida pela Minª Ellen Gracie, em decisão recente, no MS de nº. 26772, rel. o Min. Gilmar Mendes, reafirmou o entendimento de que é garantido o acesso a autos findos ou em tramitação por advogado sem mandato, salvo se o feito estiver em segredo de justiça. O MS foi impetrado pelo advogado Raimundo Carreiro contra decisão do Min. Presidente do TCU. O Min. Gilmar Mendes baseou seu voto no Estatuto dos Advogados (Lei 8.906/94). Segundo o artigo 7º, inciso XIII, da lei é direito do advogado "examinar, em qualquer órgão dos Poderes Judiciário e Legislativo, ou da administração pública em geral, autos de processos findos ou em andamento, mesmo sem procuração, quando não estejam sujeitos a sigilo, assegurada a obtenção de cópias, podendo tomar apontamentos". Como o processo em questão não é sigiloso, o ministro considerou a pretensão do advogado plausível.

O CNJ em decisão recente deu provimento ao recurso interposto pela OAB, Seccional do Espírito Santo, e cassou no último dia 25.01, portaria editada pela Juíza Federal da 2ª Vara Federal Criminal de Vitória, que violava as prerrogativas profissionais dos advogados. A Portaria estabelecia que os advogados, sem procuração, só poderiam ter acesso aos autos dos processos mediante "a formulação de requerimento por escrito ao juiz, indicando fundamentalmente o interesse jurídico".

Violações como essas são inconcebíveis e injustificáveis, devendo o advogado quando cerceado em seus direitos tomar providências próprias e provocar ação da Subsecional ou Seccional da OAB para defesa dos seus direitos. Se o cerceamento for por provimento de Corregedoria, deverá recorrer a OAB o mais rápido possível reclamar ao CNJ, independentemente das medidas judiciais.

Por Medida Provisória passou a se exigir do advogado instrumento público para acessar a autos de procedimento administrativo na Receita Federal, medida que também foi derrubada pelo Judiciário Federal. Tais tentativas afetam o exercício da profissão e afronta o estado democrático de direito, com sérias consequências negativas para o cidadão.

Mais grave ainda é a pretensão de se limitar o acesso aos autos pelo próprio advogado quando constituído pela parte no processo. Se o advogado é constituído pela parte em nenhum momento poderá ter seu direito cerceado e mesmo sem procuração, só se o processo for sigiloso. Em Paulo Afonso, passou haver embaraços ao exercício das prerrogativas do advogado mesmo quando constituído nos autos.

Nenhum Provimento das Cortes tem limitado o acesso aos autos pelos advogados e nem poderia, dada as garantias dos art. 7º, XIII, do EOAB, pelo menos é que se vê na Consolidação das Corregedorias do TST, do TRF e do TJBA. Na Vara do Trabalho, na 2ª Vara Cível e na Vara criminal tem havido cerceamentos ao advogado sem mandato e na Vara do Trabalho mesmo com mandato, o que deverá ser corrigido, cabendo a OAB local se reunir com os Juízes e Diretores ou escrivães antes de qualquer iniciativa mais dura. O Judiciário Federal tem dispensado o respeito às prerrogativas profissionais do advogado, devendo servir de ser espelho. No escritório da república a exigência é da subscrição de requerimento para acesso a autos de inquérito, o que viola os incisos XIII e XIV do art. 7º do EOAB.

A plena observância das garantias profissionais dos advogados é garantia não somente do advogado, posto que a destinação seja ao cidadão.

A inobservância do que dispõe do art. 7º, incisos I, IV, “b” e “c”, XIII, XIV e XV, do EOAB, além das demais garantias do mesmo artigo citado, importará que o advogado de iniciativa própria, tome as medidas judiciais e administrativas e recorra a OAB para que não se admita a menor e breve ameaça as prerrogativas profissionais. Já chega de ouvir pode consultar no balcão e não pode retirar os autos, quando a carga rápida nos casos em que ela se aplica, para o advogado com ou sem procuração, força o devido respeito.

Dever-se-á ainda lembrar que a inobservância dos princípios constitucionais pelo serventuário da justiça se constitui em ato de improbidade administração, cabendo a quem tiver o direito violado, representar ao Ministério Público Federal ou estadual, conforme o caso, já que o art. 11 da Lei de Improbidade Administrativa prevê: Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, e notadamente: I - praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele previsto, na regra de competência; II - retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício; IV - negar publicidade aos atos oficiais.

Se violadas as garantias profissionais do advogado deverá ele, ou por intermédio da OAB reclamar diretamente ao Juiz Titular ou Substituto da Vara, e se houver omissão destes, representar contra o servidor e o Juiz perante a Corregedoria de sua competência ou ao CNJ. Se as restrições decorrem de provimentos de qualquer órgão, a reclamação deverá ser feita ao CNJ.

CONVOCAÇÃO DE SUPLENTE. O STF por decisão monocrática da Minª Carmem Lúcia manifestou o entendimento que a vaga deixada por parlamentar deverá ser ocupada pelo suplente do partido (decisão de 04.02.2011). O entendimento foi firmado pela ministra ao analisar dois mandados de segurança apresentados pelos suplentes Humberto Souto (PPS-MG) e Carlos Victor (PSB-RJ), que queriam as vagas deixadas pelos deputados Alexandre Silveira, PPS, que assumiu a Secretaria Extraordinária de Gestão Metropolitana de Minas Gerias, e Alexandre Cardoso, do PSB, que assumiu a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro. Assim que for preenchida a 11ª vaga de Ministro do STF (o indicado é o Min. do STJ Luiz Fux) a Corte deverá dar uma definição, já que a decisão última, como a de 09.12.2010, não expressa o pensamento do plenário da Corte. Até lá o Congresso Nacional e as Assembléias Legislativas estão convocando os suplentes das coligações. Para a decisão do STF obrigar a todos deverá ser tomada por maioria absoluta dos Ministros em sessão plenária ou se decorrente de Súmula Vinculante. Até lá o suplente da coligação continuará no cargo, salvo se houver decisão judicial em contrário. O melhor é aguardar.

APAGÃO. Na TV se exibia o filme Ray Charles (bela produção) e o jogo Brasil e Equador quando deu chabu. Apagão geral em todo o Nordeste brasileiro. Pelo que me lembro foi o primeiro grande apagão no sistema CHESF. Como a presidente Dilma aparenta não perdoar, na indicação dos cargos CHESF poderá haver mudanças. No Bar de Gildo Priquitinho foi um inferno. Como o movimento no momento era grande Gildo teve que se socorrer de segurança privada a peso de ouro para manter o controle do estabelecimento.

APOSENTADOS DO INSS. O segurado que se aposentou pelo INSS entre 5 de outubro de 1988 e 05 de abril de 1991 tem chances de conseguir na Justiça uma revisão de até 132,8% no benefício e atrasados que podem chegar a R$ 130.590. Os cálculos foram feitos pelo consultor previdenciário Marco Anflor, do site Assessor Previdenciário. O maior aumento pode ser conquistado por quem se aposentou em abril de 1990 e contribuía pelo teto previdenciário da época. Esse aposentado recebe, atualmente, R$ 1.584,88 e, com a revisão, passaria a ganhar o atual teto do INSS (R$ 3.689,66). Do site Agora.

FRASE DA SEMANA. "Legal pode ser o sigilo, e o é, quando a lei o admite. Mas, quando, ao contrário, a lei não o consente, o sigilo redunda em clandestinidade, vício que inquina os atos jurídicos, os desnatura, exautora e nulifica." Rui Barbosa.

Paulo Afonso, 07 de fevereiro de 2011.

Fernando Montalvão.

Titular do escritório Montalvão Advogados Associados.

''Dança das cadeiras'' opõe Câmara a STF

Por Eduardo Bresciani, estadao.com.br, Atualizado: 7/2/2011 0:46

Decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) podem fazer com que a Câmara dos Deputados tenha sua composição alterada em 20 cadeiras, segundo levantamento feito pelo Estado. Isso pode ocorrer porque a Câmara está dando posse aos suplentes de deputados licenciados seguindo a lista dos mais votados dentro das coligações, mas liminares concedidas pelo STF determinam que sejam empossados suplentes do partido daquele deputado que se licenciou.

A Câmara, no entanto, deve analisar cada caso em separado e só vai cumprir as liminares depois de um processo interno.

A nova interpretação sobre a posse dos suplentes surgiu no julgamento de uma liminar em dezembro de 2010. Por 5 votos a 3, o STF decidiu pela convocação do suplente do mesmo partido, e não da coligação, no caso da substituição do deputado Natan Donadon (PMDB-RO), que tinha renunciado ao cargo. A base da decisão é a regra de fidelidade partidária imposta pelo próprio STF, em 2007, segundo a qual o mandato pertence ao partido e não ao parlamentar. Até agora, porém, as decisões foram concedidas em caráter liminar, sem julgamento de mérito.

Na sexta-feira, a ministra Carmem Lúcia decidiu que os suplentes Humberto Souto (PPS-MG) e Carlos Victor (PSB-RJ) devem assumir as cadeiras dos licenciados Alexandre Silveira (PPS-MG) e Alexandre Cardoso (PSB-RJ). O problema é que a Câmara já deu posse a João Bittar (PR-MG) e Dr. Carlos Alberto (PMN-RJ), tendo por base a sequência das coligações.

Tramitação. Diante disso, a tendência é que a Casa abra um processo interno antes de cumprir a decisão do Supremo, da mesma forma que foi feito no caso da substituição de Donadon. Por esse trâmite, cada caso seguirá separadamente para as mãos do corregedor, Eduardo da Fonte (PP-PE), que vai ouvir a defesa do suplente da coligação e levará um parecer para a decisão da Mesa.

No entendimento da área técnica da Câmara, a tendência é de que sejam acatadas as liminares. Apesar disso, a Casa manterá a chamada dos suplentes pela coligação até que o STF tome uma decisão sobre o mérito de algum caso.

Nas trocas ordenadas pela Justiça o suplente do partido do parlamentar afastado tem menos votos do que o que vem em seguida, pela coligação.

Polêmica. Isso torna o assunto polêmico. No Distrito Federal, por exemplo, Augusto Carvalho (PPS), primeiro suplente da coligação de Geraldo Magela (PT), teve 18.893 votos, enquanto João Maria (PT), o petista que vem em seguida, recebeu apenas 2.199 votos.

Em alguns casos, suplentes envolvidos nessas disputas permanecerão com mandato em qualquer um dos critérios. João Bittar, que teve a saída ordenada pelo Supremo, é um deles. O deputado do PR mineiro pode usar o mesmo critério para ficar com a vaga de Bilac Pinto (PR), na qual já foi empossado Jairo Ataíde (DEM). O mesmo acontece com Francisco Escórcio (PMDB-MA), que é segundo suplente da coligação e primeiro de seu partido. Assim, ele ficaria ou com a vaga de Pedro Fernandes (PTB), secretário de Estado, ou com a de Pedro Novais (PMDB), ministro do Turismo.

Fonte: MSN

Bancada do PT discutirá atuação do partido na Câmara

Por AE, estadao.com.br, Atualizado: 6/2/2011 19:52

A bancada do PT na Câmara dos Deputados realizará entre segunda e terça-feira um seminário para discutir questões políticas e de organização. Segundo o líder do partido, deputado Paulo Teixeira (SP), o encontro servirá para balizar a atuação da bancada. 'O PT terá papel fundamental na sustentação do governo e na continuidade e aprofundamento do projeto do partido e de aliados em implementação desde 2003', disse.

O seminário começa amanhã, às 14h, quando o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), falará sobre as perspectivas e desafios da nova legislatura. Depois de Maia, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, e os ministros Antonio Palocci (Casa Civil) e Luiz Sérgio (Relações Institucionais) falarão com os petistas sobre a conjuntura brasileira e os desafios para o Brasil.

Na terça-feira, serão discutidos questões da bancada, matérias prioritárias para votação da pauta legislativa como reforma política e tributária, questões trabalhistas, salário mínimo e a proposta de emenda à Constituição que acaba com o trabalho escravo. Com informações da Agência Brasil.

Tiririca: “Uma andorinha só não faz verão”

Surpreso com receptividade no Congresso, deputado diz que precisará da ajuda dos colegas e de muito trabalho para fazer por merecer os 1,3 milhão de votos recebidos

Wilson Dias/ABr
Campeão de votos na Câmara, Tiririca pede ajuda dos colegas para retribuir votação
Fábio Góis

Em um canto do plenário, pouco antes de a Câmara escolher seu novo presidente, Tiririca falou ao Congresso em Foco já como deputado empossado. Tranquilamente, sem a turba de repórteres, servidores e visitantes que, naquele dia, devem tê-lo feito resgatar as lembranças da infância pobre em Itapipoca, cidade onde nasceu há 45 anos, no interior do Ceará.

Alçado à condição de deputado mais votado do país em números absolutos, o palhaço demonstra humildade ao assumir o novo papel. Surpreso com a receptividade no Congresso, diz que precisará da ajuda dos colegas e de muito trabalho para fazer por merecer os 1,3 milhão de votos dirigidos a ele pelos eleitores paulistas.

Recém-operado para retirada da vesícula, o agora congressista pelo PR de São Paulo dava respostas curtas, em tom baixo. E por vezes esboçava um sorriso desanimado que, se não traduzia propriamente alegria ou satisfação, demonstrava o cansaço de quem ficou o dia inteiro sob a mira de flashes e microfones.

Já passava das 22h, e a eleição para a presidência da Câmara já se aproximava do fim, a passos lentos. Antes da abordagem do repórter, a assessoria de imprensa se apressou em dizer por que o deputado volta e meia ficava confinado na sala de lanches anexa ao plenário (o “cafezinho da Câmara”), como este site registrara: o ator Tiririca – é assim que a página oficial da Câmara na internet o registra (confira) – precisava, por recomendações médicas pós-operatórias, alimentar-se a cada três horas.

Esclarecimento feito – e Tiririca assistia atentamente à atuação de seus assessores, como criança sob sermão dos pais –, a entrevista com ares de bate-papo pode então ser feita. Mas sem que tenha sido evitada a interferência de um ou outro que, àquela hora da noite, ainda queria fotos com o intérprete de “Florentina”.

Confira as amenidades da entrevista com Tiririca:

Congresso em Foco - Então quer dizer que o senhor entrou várias vezes no cafezinho, durante todo o dia, porque precisava comer a cada três horas? Comeu bem, então?
Deputado Tiririca:
É verdade.

Como foi o primeiro dia como deputado?
Achei bacana, achei legal.

Seus novos colegas o receberam adequadamente, o trataram bem?
Muito bem, foi muito bacana. A recepção foi acima do esperado, eu não esperava isso.

Encontrou com o deputado Romário?
Não encontrei, não conversei com ele.

Topa uma partida de futevôlei com ele aqui em Brasília?
Com certeza, um futebolzinho também.

Deputado, o senador Eduardo Suplicy aceitou uma luta de boxe com o deputado Acelino “Popó” de Freitas (saiba mais). A princípio, o combate está marcado para a quinta-feira (3), às 8h (a entrevista foi feita dois dias antes, na terça-feira, e a luta foi adiada). O senhor vai prestigiá-los?
(risos) Quinta-feira, oito da manhã? (mais risos) Ele chamou (Popó para o desafio), foi?

Chamou... E não só aceitou a luta como disse que ia lutar sério.
Sério?

Sério.
É doido...

O senhor vai ou não assistir à luta?
Vou não. Não quero ver um colega se despedindo, não... (risos)

Mas os dois são profissionais, deputado...
Eu sei, mas... o Popó?

Popó bate forte, não é?
É...

O senhor tem coragem de enfrentá-lo?
Tá doido...

Mudando de assunto, deputado. O que o senhor acha de integrar uma frente parlamentar do humor?
Você acha que funcionaria? Claro... (pausa para orientações da assessoria) Em defesa da cultura popular, aí sim.

O senhor vai propor algo nesse sentido?
Com certeza.

Já registrou seu voto para a presidência da Câmara, deputado?
Já votei.

Vai revelar o voto?
Tranquilo. Marco Maia (PT-RS, eleito presidente da Câmara). Estamos esperando o resultado.

Deputado, na primeira vez em que o senhor veio ao Congresso, em 15 de dezembro, foi um tumulto. Lembro que elogiei sua elegância e perguntei ao senhor onde havia comprado o terno. O senhor disse que havia comprado na semana anterior...
Foi você?

Foi. E uma coisa me intrigou na ocasião. No dia seguinte, um grande jornal mostrava o senhor devolvendo o sapato a alguém que estava entre as dezenas de pessoas ao redor. Mas houve uma versão de que o senhor é que havia deixado o sapato pelo caminho...
Não fui eu, não. Foi um jornalista que perdeu sapato. Acharam, colocaram na minha mão, mas não era meu sapato, não. (“O dele era de amarrar e o do jornalista era modelo esportivo”, esclarece a assessoria.)

O senhor continua elegante, deputado. Vai ser assim daqui em diante?
Com certeza. Aqui, sim. Aqui a conversa é outra.

Deputado, o Congresso em Foco agradece por mais esta entrevista, e deseja ao senhor toda a sorte no mandato, e que o senhor faça por merecer o recorde histórico de votos que recebeu em outubro.
Obrigado, obrigado mesmo. Vamos tentar fazer por merecer. É isso que, se Deus, quiser, e com a ajuda dos colegas – porque uma andorinha só não faz verão – eu quero retribuir os votos que eu tive com muito trabalho. Se Deus quiser.

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Fonte: Congressoemfoco

O Brasil não é nosso. É de Sarney e Mailson

Juntos, Sarney e Mailson levaram o país ao fundo do fundo do poço. Hoje, brilham. Sarney, como o todo-poderoso do Congresso. Mailson, como... não, não pode ser... guru econômico


São conhecidos os defeitos do atual senador Fernando Collor (PTB-AL), mas é preciso admitir que nenhum outro presidente, desde o restabelecimento das eleições presidenciais diretas, recebeu uma herança tão pesada quanto a que o seu antecessor, José Sarney, lhe legou, em março de 1989.

Juntos, Sarney e seu último ministro da Fazenda, Mailson da Nóbrega, levaram o país ao fundo do fundo do poço. Inflação de mais de 72% ao mês. Dívida pública, desemprego e miséria em forte alta. Produtividade, esperança e autoestima totalmente em baixa.

Tão simpático quanto falante, Mailson era objeto de infinita condescendência por parte da imprensa, dos empresários e analistas financeiros. Funcionário de carreira do Banco do Brasil e com longa vivência na administração federal, Mailson era um bom burocrata, nada além disso. Jamais foi um grande conhecedor de economia, área em que se graduou num modesto curso noturno em Brasília. Nem tinha a credibilidade necessária – como faria Fernando Henrique em 1993, no governo Itamar Franco – para recrutar os melhores economistas nacionais em torno da missão, então considerada impossível, de vencer a inflação.

Embora fosse um homem com credenciais muito aquém das necessárias para lidar com o cenário de hiperinflação e baixo crescimento econômico então existente, a torcida em seu favor era próxima da unanimidade. Tratava-se, afinal, de minimizar os estragos do desastre a que se assistia ao vivo e a cores.

Àquela altura, Sarney, desgastado por denúncias de corrupção e sucessivas demonstrações de incompetência administrativa, não encontraria gente mais qualificada que topasse o funesto papel de coveiro, digo, ministro da economia brasileira. E assim Mailson administrava o que ele mesmo chamava de política “feijão com arroz”. O que significava mais ou menos o seguinte: conter a gastança pública na boca do caixa, administrando o Tesouro Nacional de maneira a adiar ou reduzir ao máximo as (poucas) despesas passíveis de corte ou retardamento; evitar os pacotaços e planos de impacto que nos anos precedentes (em especial, de 1985 a 1987) avacalharam com o setor produtivo sem cumprir o seu objetivo fundamental, que era controlar a inflação; e gastar saliva, tentando convencer a todos de que o gelo estava sendo enxugado da melhor maneira possível.

Hoje, os dois brilham. Sarney, como o todo-poderoso do Congresso. Mailson, como... não, não pode ser... guru econômico!

Pela quarta vez às voltas com o supremo “sacrifício” de, tadinho, presidir o Senado, Sarney se tornou símbolo do que existe de mais decadente na política brasileira. Seus atos desmentem suas palavras. Poucas personalidades políticas desfrutam de prestígio tão baixo junto à opinião pública. No entanto, o homem exala poder por todos os poros. Faz e desfaz ministros. No Poder Judiciário, é invencível. Ele e seu grupo político contabilizam façanhas judiciais como a censura a um jornal que ousou investigar ilegalidades maranhenses (Estadão) e a cassação de um senador (Capiberibe, PSB-AP) e um governador (Jackson Lago, ). Em 56 anos de política, Sarney distribuiu cargos e votos entre parentes, amigos e afilhados. Obteve riqueza, fama e até uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. Para isso, sempre soube acender vela para o santo certo. Bajulou os militares durante a ditadura, tornando-se um dos seus principais porta-vozes (presidiu a Arena, o partido dos generais!). Travestiu-se de democrata para caber no figurino da “nova república”. Foi Tancredo, foi FHC e agora, como sabemos, é petista desde criancinha, morre de paixão pelo Lula, e tem uma admiração sem fim por Dilma.

Conforme a revista Veja, somando a pensão de ex-governador do Maranhão, a aposentadoria de funcionário do Tribunal de Justiça maranhense e a remuneração do Senado, Sarney recebe atualmente dos cofres públicos R$ 62,3 mil por mês. Salário de marajá, sem dúvida! Mas somente a cereja do bolo para quem preside o Congresso, possui extensa rede de influência nos três poderes, tem uma filha governadora, controla o principal grupo de comunicação do seu estado, e é a mais expressiva liderança da francamente majoritária base governista. Sim, não há como negar, estamos diante de um dos donos do Brasil.

Mailson também está entre os reis do pedaço. Sua consultoria, Tendências, é uma das maiores e mais influentes do país. Na empresa, seja como sócios ou como funcionários, muitos técnicos que no passado ocuparam funções de destaque em Brasília. Ao que se saiba, não há gênios entre eles, que são mais conhecidos pelas boas relações que mantêm com burocratas da área econômica e pela onipresença no noticiário econômico do que por eventuais rasgos de brilhantismo. Como líder espiritual do (assim eles gostam de dizer) “time”, Mailson tenta traduzir para jornalistas econômicos, funcionários de instituições financeiras, investidores – enfim, para os seus “clientes” – aquilo que vai na cabeça dos pensadores econômicos liberais.

O diabo é que ele não tem o conhecimento de causa nem o talento de, digamos, um Armínio Fraga ou um Paulo Rabello de Castro. O resultado é que fala bobagens reconhecíveis até mesmo por um modesto corretor de imóveis como eu. Um exemplo fundamental. Mailson previu o fim do mundo por causa da Constituição de 1988, da qual foi durante anos a fio inimigo feroz. Até mesmo no campo liberal, admite-se hoje que a Constituição contribuiu para o atual surto de desenvolvimento ao promover a inclusão social de milhões de brasileiros, beneficiados por direitos que ela reconheceu. Mailson expressa a média de opiniões do “Mercado”, Deus supremo da versão apequenada da economia que ele professa. E acrescenta dose própria de antipatia contra o PT, sempre regada por extremo simplismo nas análises.

Nada disso, no entanto, impede o sucesso da versão empobrecida de tucanismo econômico que ganha voz por intermédio do guru Mailson. O que ele diz é repetido por gente à beça, na imprensa, no “mercado” e até no governo.

Que jeitosos são o tucano Mailson e o petista Sarney. E como são cordiais no trato! Essa facilidade que ambos têm para lidar com as pessoas deve ajudá-los a exercer a dura tarefa de serem donos de diferentes nacos do Brasil. Que, definitivamente, não é nosso. É de gente como eles.

*Formado em Jornalismo, profissão que nunca exerceu, Bezerra é colaborador bissexto deste site e maluco assumido. Leia mais sobre o articulista


Outros textos do colunista Bezerra Couto*
Fonte: Congressoemfoco

ACM Neto: “Se depender de mim, Kassab fica”

Novo líder do DEM na Câmara diz que pedirá a prefeito de São Paulo que não deixe o partido. Deputado baiano venceu disputa interna contra grupo liderado pelo paulistano, que flerta com o PMDB

Agência Brasil
ACM Neto derrotou candidato apoiado por Bornhausen (à esquerda) na disputa pela liderança do DEM

Fábio Góis

O novo líder do DEM na Câmara, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), diz que pedirá pessoalmente ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), que não deixe o partido. ACM Neto faz parte da ala liderada pelo presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), que disputa o poder interno com a ala de Kassab, que tem o ex-presidente do partido Jorge Bornhausen (SC) como uma de suas principais referências.

“Se depender de mim, vai ficar. Vou trabalhar pra isso. Vou visitá-lo em São Paulo e pedir a ele que fique. Vou criar as condições que estiverem ao meu alcance para a permanência do prefeito. É um quadro importante, e nós desejamos que ele continue na nossa legenda”, diz o deputado, de 32 anos.

ACM Neto foi conduzido à liderança após derrotar o paranaense Eduardo Sciarra, apoiado por Kassab e Bornhausen, por 27 votos a 16. Dentro do partido, há quem veja na nova vitória da ala de Rodrigo Maia um impulso a mais para a saída do prefeito paulistano.

Depois de ter seu pior desempenho nas eleições para deputado e senador desde a redemocratização, o DEM (antigo PFL) tenta manter o prefeito da maior cidade do país e seus dois governadores – Rosalba Ciarlini (RN) e Raimundo Colombo (SC) - para sobreviver politicamente. Em dezembro de 2009, o partido perdeu de maneira traumática o governo do Distrito Federal, o único que tinha na época, com o escândalo do mensalão de José Roberto Arruda (saiba tudo sobre o assunto).

Kassab e Colombo estão cada vez mais pertos do PMDB, e a sina do governo único pode se repetir para o segundo maior partido de oposição do país. Desde 1999, quando o PFL elegeu 106 deputados, a quantidade das cadeiras ocupadas pelo partido só vem caindo. A legenda tem apenas 43 representantes na Câmara e cinco no Senado. Por causa da perda de votos na Câmara, o DEM corre risco de perder R$ 6 milhões do Fundo Partidário este ano.

O grupo de ACM Neto é aliado do senador Aécio Neves (PSDB-MG), enquanto o de Kassab e Bornhausen é ligado ao ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB), candidato derrotado por Dilma Rousseff (PT) na disputa presidencial.

O novo líder diz que a divisão interna é passageira. “Tudo isso é momentâneo, circunstancial, e pode mudar”, relativizou o deputado, neto do senador Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA), morto em julho de 2007. “Estamos firmes no propósito de reorganizar o partido e dar as condições para que ele possa se fortalecer”, acrescentou.

Confira na íntegra da entrevista de ACM Neto:

Congresso em Foco – O senhor vai exercer pela segunda vez não consecutiva a liderança do DEM. Quais serão seus principais desafios?
ACM Neto -
Temos grandes desafios não apenas na atuação parlamentar, mas também na estruturação partidária. Estamos firmes no propósito de reorganizar o partido e dar as condições para que ele possa se fortalecer.

A que o senhor atribui o racha atual no partido?
São coisas normais. Todos os partidos têm suas divisões, algumas ficam mais nos bastidores, outras vão mais a público. Nós estamos há oito anos na oposição, e estamos partindo para o terceiro período consecutivo na oposição. Isso foi uma opção que o partido fez por opção ideológica, por respeito à vontade das urnas. Isso tem preço. O preço de perder quadros, de não fazer governadores. Agora, tudo isso é momentâneo, circunstancial, e pode mudar. Então, quem tem espírito partidário, quem tem desejo de seguir à frente neste partido, vai saber encontrar o caminho da unidade. E é isso o que eu procurarei fazer.

Depois da queda de Arruda, o único governador do partido na gestão passada, o DEM conseguiu eleger dois governadores em outubro – mas um deles ameaça ir para o PMDB. O DEM ainda não se recuperou do “mensalão do Arruda”? Como é chegar à liderança nesse cenário?
O DEM saiu mais forte das urnas. O presidente Lula apregoou a extinção do partido, e isso não ocorreu. O partido não tinha nenhum governador quando entrou nas eleições de 2010, e saiu com dois. Então, acho que o partido tem o seu caminho de reconstrução, de fortalecimento, e nós vamos marchar nessa direção.

Há também a ameaça de desfiliação do prefeito Kassab. O senhor acredita que ele vai ficar ou sair no DEM?
Se depender de mim, vai ficar. Vou trabalhar pra isso. Vou visitá-lo em São Paulo e pedir a ele que fique. Vou criar as condições que estiverem ao meu alcance para a permanência do prefeito. É um quadro importante, e nós desejamos que ele continue na nossa legenda.

O partido é criticado por não trabalhar um nome próprio para a Presidência da República. Como o senhor responde àqueles que dizem que o partido está acomodado na condição de coadjuvante do PSDB?
Nós tivemos [candidato próprio] no passado. Primeiro, na figura de Luiz Eduardo Magalhães, que estava sendo preparado para ser candidato à Presidência da República e, infelizmente, aos 43 anos de idade, Deus o levou. Depois, houve a candidatura de Roseana Sarney, que foi vítima de um escândalo público [menção ao caso Lunus, empresa do ex-marido de Roseana, em São Luís, onde a Polícia Federal encontrou R$ 1,3 milhão em dinheiro não declarado, em plena disputa presidencial de 2002. Roseana era a candidata do então PFL]. Acabou não dando certo. Depois, de lá pra cá, realmente não houve um quadro nacional que tivesse condições de disputar a eleição para presidente. Esse pode ser um caminho, mas não o único. O ideal é que consigamos, a médio e longo prazo, projetar essa preparação de um quadro para a disputa presidencial. Mas isso não impede que a gente tenha parceiros e dialogue com outros partidos para compor projetos e construir caminhos.

Que balanço o senhor faz de sua passagem pela Corregedoria da Câmara?
Com muita tranqüilidade, fiz um balanço de quantos processos eu peguei desde que cheguei à Corregedoria, de quantos estou deixando [para o próximo corregedor]. Agora, há uma incompreensão sobre o procedimento legal. Não cabe à Corregedoria punir, e sim encaminhar ao Conselho de Ética, e ela encaminhou. Quem não puniu foi o Conselho de Ética. É um erro gravíssimo, o Conselho de Ética precisa ser completamente repensado nessa Casa. Eu tenho, inclusive, um projeto que está pronto, e a qualquer instante pode ser pautado, de reforma completa do colegiado. Por quê? Porque a Corregedoria processou e mandou deputados para o Conselho. Agora, o Conselho é que pune, e não puniu.

O Conselho de Ética acaba alimentando a má imagem que já tem junto à sociedade?
Não vamos exagerar. Acho que existem casos e casos. Eu diria que a maioria dos deputados brasileiros é de pessoas sérias e honradas. Agora, tem alguns que não são, e esses têm de ser punidos.

Como será sua segunda atuação como líder de bancada?
De um lado, com combatividade, fiscalizando o governo, cobrando as ações do Poder Executivo, que é o meu papel. Agora, por outro lado, também sabendo negociar, dialogar, conversar. E construir uma agenda para o país, que é o que eu pretendo.
Fonte: Congressoemfoco

Incêndio atinge a Cidade do Samba no Rio

Há muita fumaça no local. Bombeiros já foram chamados

07/02/2011 | 07:42 | Gazeta do Povo atualizado em 07/02/2011 às 07:46

Reprodução/TV Globo

Reprodução/TV Globo / Grande nuvem de fumaça dá uma ideia da dimensão do incêndio Ampliar imagem

Grande nuvem de fumaça dá uma ideia da dimensão do incêndio

Um incêndio atinge na manhã desta segunda-feira (7) Cidade do Samba, na Gamboa, na Zona Portuária do Rio. Há muita fumaça no local.

Cerca de 50 bombeiros chegaram ao local há pouco, segundo informações do Bom Dia Brasil, da Rede Globo. Ainda não informações sobre feridos.

De acordo com o telejornal, imagens mostram que os barracões atingidos são o da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), o da Portela, da União da Ilha do Governador e da Grande Rio.

Fonte: Gazeta do Povo

Lembranças oportunas

Carlos Chagas

Nos idos de janeiro de 1972, recém-chegado a Brasília para assumir a direção de “O Estado de S. Paulo” na capital federal, ouvi de um amigo que havia passado por aqui o ex-presidente Juscelino Kubitschek, embora proibido pelo governo militar. Ele comprara uma fazendinha lá para os lados de Luziânia e nela costumava refugiar-se com frequência. Mas não podia desembarcar no aeroporto comercial, nos limites da cidade. Obrigava-se a chegar e utilizar um aeroclube na cidadezinha de Formosa, do outro lado do Distrito Federal. Claro que num precário teco-teco.

Telefonei para o presidente, então com gabinete no Banco Denasa, no Rio, que um ex-genro depois fez questão de expulsá-lo, num gesto de ingratidão digno de ficar para a História. JK narrou-me todo o episódio.

Naquela oportunidade, retornando à antiga Capital, como sempre tendo que contornar Brasília, ia na cabine de um caminhão, conduzido por um amigo. Era de tarde, chovia a cântaros. Ele estava sem paletó, de chapéu de palha.

Teve uma tentação, que transmitiu ao amigo: em vez de dar a volta, porque não cortariam caminho passando pelo centro de Brasília? Desde sua cassação em 1964, não podia ver a cidade por ele criada.

Entraram pela avenida do Catetinho, primeira residência para ele desenhada por Oscar Niemeyer, nos tempos em que a Capital repousava nas pranchetas. Uma construção de madeira, transformada em museu. Estacionaram defronte e, apesar da água que caia, desceu da viatura. A memória começara a funcionar, trazendo-lhe imagens daquele período desafiante e feliz da construção da cidade. O zelador de plantão, abrigado da chuva, contou haver feito uma promessa, quando se deparou com JK parado, com as mãos na cintura: deixaria de beber naquele momento mesmo! Era um fantasma que estava vendo, apesar de sem gravata e de chapéu de palha…

O caminhão tomou o rumo da cidade e entrou pela Avenida W-3 – Sul, naquela época centro do comércio local. Nem dava para ver direito as lojas e restaurantes, tamanho o aguaceiro, mas ficou impressionado com o número de bancos lá instalados.�

Dobraram à direita e entraram na Esplanada dos Ministérios. Diante da catedral, outra parada. Não conhecia o monumento, erigido depois de sua cassação. O motorista foi primeiro, para verificar se havia muita gente na igreja. Se houvesse, não desceria. Sorte: só duas ou três beatas rezando o terço.

Extasiou-se com mais aquela “obra do Oscar”. Entendeu de pronto a mensagem das colunas de cimento reunindo-se e tomando o rumo do infinito, como numa oração eterna. Ajoelhou-se, rezou e sentiu o primeiro nó na garganta.

Dali, ainda debaixo do temporal, foram à Praça dos Três Poderes. À direita o Supremo Tribunal Federal, à esquerda o Palácio do Planalto, atrás o Congresso. Diante dele, o pequeno museu da criação da Brasília, com seu rosto gravado em bronze na parede externa. Não se conteve. Suas lágrimas misturavam-se às que caíam do céu. Tinha valido à pena, pensou, sem mágoas para o general de plantão que devia estar no terceiro andar do Planalto.

A saída pela W-3-Norte, ainda incompleta, e um sentimento que, relatou-me pelo telefone, deveria ter sido o mesmo de um súdito das Gálias que pela primeira vez entrasse em Roma. Não falou, mas aquela era a sua Roma, que havia erigido tijolo por tijolo, e que agora negavam-lhe a presença.

Anos depois um ex-agente do SNI revelou que o presidente não passara sozinho por Brasília. Fora acompanhado de longe por arapongas, numa viatura encarregada de vigiá-lo permanentemente. O agente contou não ter tido coragem de abordá-lo, exigindo que se retirasse de imediato ou conduzindo-o a um quartel. (continua amanhã)

Fonte: Tribuna da Imprensa

Dona Dilma foi elogiadíssima, de todos os lados. Enfrentou a intimidação e a chantagem, deixou bem claro: “Ninguém ameaça o Presidente da República”. Se continuar assim, será aplaudida no Maracanã, contrariando Nelson Rodrigues: “O Maracanã vaia até minuto de silêncio”.

Helio Fernandes

Fiquei satisfeitíssimo, dezenas e dezenas de comentaristas, aqui mesmo, apoiaram e referendaram a posição dela, enfrentando os que acreditavam que podiam ou podem ameaçar, assustar ou intimidar um presidente eleito.

A maioria dos comentaristas deixou bem clara a convicção: “Pela decisão de enfrentar os corruptos-corruptores, merece aplausos, mas será criticada, a critério dos que escrevem. Podem ficar contra (civilizadamente, lógico) se assim entenderem. É um direito de todo e qualquer cidadão”.

A posição do repórter é a mesma de sempre. No final de 1952, quando Golbery (ainda na ativa) exigiu de Vargas a demissão do seu Ministro do Trabalho (João Goulart) e o presidente aceitou, estava se enfraquecendo e fortalecendo os golpistas, que se escondiam atrás no Manifesto dos Coronéis, redigido e assinado por 69 coronéis. Fiquei a favor do Presidente, defendendo não a pessoa que estava no Poder, mas sim aquele que representava as instituições.

Doze anos depois, glorificado, consagrado, orgulhoso e sabendo que sairia novamente vitorioso, a repetição. O mesmo Golbery, mentor intelectual (?) do golpe de 64, derrubou o mesmo João Goulart, já então presidente da República. É quase certo, é uma suposição mas também um fato: se não tivesse havido 1952, não teria havido 1964. A primeira resistência reforçaria a segunda.

Eduardo Cunha, com Lula, colocou a céu aberto a intimidação, a chantagem, a ameaça; “Ou nomeia o meu candidato para presidente de Furnas, ou derrubo a CPMF”. O presidente Lula considerava fundamental a aprovação dessa CPMF.

Ficou seis meses recebendo e aceitando toda a aviltante perseguição do deputado-lobista, finalmente cedeu, nomeou para Furnas o indicado por ele. E este, tripudiando, “trabalhou” contra a CPMF, ela foi derrotada no Senado.

Na época, ainda na Tribuna de papel (que não voltará nunca mais, os 31 anos do processo judicial que se passaram se transformarão em 40, 50, 100, não tenho a pretensão de resistir fisicamente tanto tempo, embora mentalmente esteja cada vez mais forte, ninguém me abaterá) critiquei o presidente Lula pela entrega não dos cargos, mas do Poder.

Agora, o episodio ia se repetindo, no mesmo palco, com o mesmo roteiro, o mesmo público e aparentemente o mesmo espetáculo. Só que mudou um dos personagens, o que vem provar (como tem acontecido no mundo) que a liberdade, a dignidade, a credibilidade, o respeito ao Poder, que pelo menos em teoria pertence ao povo, pode ser defendido e preservado por apenas uma pessoa.

No caso não de um homem mas uma mulher, a primeira que chega ao Poder em toda a nossa Historia. Cumpriu integralmente o que foi definido por um dos Presidentes-Fundadores dos EUA: “O governo é do POVO, pelo POVO e para o POVO”. Foi Monroe que fez a definição que resiste a mais de 200 anos. Além de lobista-chantagista, Eduardo Cunha se revelou péssimo e execrável analista. Pensou (?) que podia repetir integralmente o que fizera com Lula, em Furnas e com a mesma “técnica” de intimidação.

Colocou as exigências no mesmo patamar anterior, estava satisfeitíssimo com tudo o que ganhara em Furnas, queria enriquecer ainda mais, é o objetivo de uma vida. Só que assim que soube da “exigência”, Dona Dilma disse publicamente: “O presidente de Furnas será um técnico”.

Eduardo Cunha não acreditou, e apoiado abertamente pelo líder (Deus me perdoe a calunia) Henrique Eduardo Alves, veio a público de forma acintosa, referendando a própria indicação para Furnas. Nem lhe passava pela cabeça que fosse repudiado.

A presidente Dilma não deu uma palavra pública, (a não se a convicção exposta anteriormente) chamou o Chefe da Casa Civil, levou uma lista de técnicos que poderiam presidir Furnas, se decidiu por um deles, mandou direto para o site do Planalto. (Como publiquei aqui no exato momento que isso acontecia). E foi embora, satisfeita com o dever cumprido. E o Poder (dela e da República) mantido, garantido, estabelecido, defendido.

Só aí, Eduardo Cunha e o deputado Alves, compreenderam que haviam sido atingidos, derrotados, desprezados, saíram ganindo. E em vez de responderem a Dona Dilma, passaram a culpar o PMDB e alguns nomes da “cúpula”.

O PDMD é uma efervescência completa. A “cúpula” perdeu o medo de Cunha e Alves, que assustavam internamente, de forma intimidativa e acenando com artifícios e exibição de possíveis acusações guardadas e arquivadas para um momento com este.

As acusações cruzam os “céus” do partido, mas apesar de todas dúvidas e ressalvas, o “comando da legenda” se alinha agora, muito mais a FAVOR da presidente do que CONTRA ela. O silêncio, o ostracismo, o desprezo, rondam os que fizerem da chantagem a arma do Poder político.

Como gostava de dizer o presidente Lula, “foi um gol de placa”. Só que agora Lula não falou nada, ficou confuso, intrigado e até contrariado com a soberba decisão da presidente. Na restrita intimidade, Lula diz tímida mas incisivamente, visivelmente queixoso, mas sem afirmação: “Como é que a Dilma conseguiu agir dessa maneira?”

Não sei até quando a presidente Dilma continuará trilhando ou transitando por essa estrada aparentemente desimpedida, mas na verdade cheia de obstáculos, armadilhas perigosas, descaminhos muitas vezes não observados.

Agora terminou a primeira grande vitoria do governo da presidente Dilma. Hoje ela está completando 37 dias da posse, não sei qual presidente obteve uma vitoria tão rápida. E tão significativa, tão demonstrativa, tão elucidativa. Mas que precisa que o cidadão-contribuinte-eleitor compreenda que no que depender dela, será d-e-f-i-n-i-t-i-v-a.

***

PS – Não posso deixar de repetir o que está no título, e que foi dito por Nelson Rodrigues, num programa de televisão, depois de assistir episodio inédito: “O Maracanã vaia até minuto de silêncio”.

PS2 – Nelson disse isso, se referindo ao jogo Botafogo-América, dia 22 de julho de 1967, vitoria do Botafogo por 3 a 1.

PS3 – Os generais do golpe (que gostavam realmente de futebol) não perdiam jogos da seleção e finais de campeonato, aprenderam a lição. Ficavam num bar (acima da bancada de imprensa), quando a seleção aparecia, eles saíam também do “bunker” elevado, davam a impressão de estarem sendo aplaudidos.

PS4 – Se fizer, se cumprir o que o país espera dela, se compreender que “o futuro a Deus pertence”, mas que a máquina de construir está nas mãos dela, Dilma pode entrar e sair do Maracanã pela porta da frente.

PS5 – Não precisará se esconder como os generais, “eleitos e entronizados” por eles mesmos. Espero sinceramente que isso aconteça. O contrário? Que decepção e frustração.

Helio Fernandes/Tribuna da Imprensa

Jogador do Corinthians morre ao reagir a assalto

G1


O jogador de apenas 19 anos reagiu a um assalto quando saia de uma boate em Belo Horizonte

O meia William Morais, do Corinthians, que estava emprestado ao América-MG, foi morto na madrugada deste domingo, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. O jogador, de apenas 19 anos, ao sair de uma festa, teria reagido a um assalto, levado um tiro no tórax e falecido imediatamente.

O corpo do atleta foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para os exames de rotina. A ocorrência foi encaminha à Seccional Noroeste, no bairro Alípio de Melo, na região norte da capital mineira. A diretoria do clube está no local para tomar as medidas necessárias.

William Morais era um dos reforços contratados pela diretoria do América-MG para a disputa do Campeonato Mineiro e, principalmente, do Brasileirão de 2011. O meia atuou na partida de estreia no estadual, diante do Uberaba, em Varginha. Neste fim de semana, o Coelho está de folga na tabela e só voltará a jogar no próximo domingo, contra o Ipatinga, às 17h (de Brasília), na Arena do Jacaré.

Polícia prende acusados
Três suspeitos já foram detidos e reconhecidos por uma testemunha. Todos eles já tinham passagens anteriores pela polícia. Na delegacia, Darisson Carlos Ferraz da Silva, de 18 anos, que confessou ter atirado no jogador de futebol Willian Morais, garante que não está arrependido do que fez na madrugada deste domingo. O criminoso, ao comentar o crime, justificou que se não tivesse matado William, ele mesmo poderia ter sido morto.

"Meu sentimento não é de arrependimento não, agora vou fazer o quê? Se ele tivesse uma arma lá naquele momento ele poderia ter me matado. Antes ele do que eu", declarou em conversa com jornalistas, acompanhado dos dois comparsas, Hebert Lopes dos Santos, de 18 anos, e Daivisson Carlos Basílio Moreira, de 23.

Fonte: Tribuna da Bahia

Remédio grátis faz parte do combate à miséria, diz Dilma

Agência Estado

A presidente Dilma Rousseff afirmou hoje que a distribuição gratuita de remédios contra hipertensão e diabetes faz parte das ações para a erradicação da miséria no País. Dilma estreou hoje o programa semanal de rádio "Café com a Presidenta". Ela disse que os medicamentos são o item que mais pesa no bolso das famílias pobres e que muitos pacientes "morrem ou desistem do tratamento" por falta de dinheiro para comprá-los.

"O que nós queremos é que todas as pessoas que tenham diabetes ou tenham hipertensão façam o tratamento completo, sem parar. Por isso, o remédio vai ser de graça", disse. Substâncias contra a hipertensão e diabetes estarão disponíveis nas drogarias conveniadas ao programa Farmácia Popular, a partir do dia 14. Ainda de acordo com Dilma, as duas doenças estão entre as que mais matam no Brasil - 40 milhões de pacientes têm uma ou as duas enfermidades.

"Aliás, a hipertensão é a maior causa das mortes por derrame cerebral. E o pior: muita gente nem sabe que tem pressão alta ou diabetes", declarou. A presidente ainda recomendou que o brasileiro cuide mais da saúde, tenha uma boa alimentação e faça exercícios físicos. "Eu não quero voltar aqui para dizer que aumentou o número de pacientes que compram remédios porque o melhor é não ficar doente."
Fonte: A Tarde

STJ abranda pena para agressão à mulher

Haroldo Abrantes / Ag. A TARDE
Em janeiro deste ano, foram registrados 660 casos de violência contra a mulher em Salvador
Amélia Vieira, do A TARDE

Aos 45 anos, 17 de casada, Ana* sequer lembra a quanto tempo tolera agressões verbais, ameaças diversas, humilhações e constrangimentos. Empresária bem sucedida, ela é xingada pelo marido na frente de funcionários, de vizinhos e do casal de filhos, de 14 e 15 anos.

Ana é um dos 660 casos de violência doméstica contra mulheres registrados em Salvador de 1º de janeiro até o meio-dia de 1º de fevereiro, na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) - Brotas. “Estou no meu limite”, desabafou Ana, dia 1º, quando foi à Deam pedir ajuda.

O número de agressões registradas em janeiro deste ano é inferior ao de 2010, quando, no mesmo período, foram 721 ocorrências, em um ano que fechou as estatísticas com 8.030 atendimentos apenas na unidade de Brotas. Neste ano, a média é de 20,6 agressões denunciadas por dia. A situação pode se agravar por uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que dá novo rumo à aplicação da Lei Maria da Penha (lei nº 11.340/00).

A sexta turma do STJ entendeu que é cabível a suspensão condicional do processo nos casos de violência doméstica e familiar contra as mulheres. A decisão impacta diretamente na aplicação da Lei Maria da Penha, fundamental para dar suporte a mulheres como Ana*.

Na prática, isso significa que autores desse tipo de delito poderão ter as penas substituídas por prestação de serviços à comunidade ou pagamento de cestas básicas. A decisão da sexta turma do STJ - datada de dezembro do ano passado, mas só divulgada no último dia 18 - contraria o entendimento anterior da própria turma.

A suspensão condicional do processo só é aplicada quando a pena mínima para o crime não é superior a um ano. O benefício é previsto no art. 89 da lei nº 9.099/95 (lei dos Juizados Especiais Criminais).

Leia reportagem completa no jornal A Tarde desta segunda-feira

Pensionista do INSS pode ganhar cinco revisões

Débora Melo
do Agora

Os pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) podem conseguir um aumento no valor do benefício caso a aposentadoria que gerou a pensão tenha direito a alguma correção. Da mesma forma, quem recebe pensão de um segurado que não estava aposentado na data da morte (chamada de pensão originária) também pode ter direito à correção.

"Quem recebe a pensão deve saber qual é a origem do benefício. Se a pensão é decorrente de uma aposentadoria, o que vale é a data de concessão do benefício anterior", afirma o advogado Diego Franco Gonçalves, do escritório Francisco Rafael Gonçalves Advogados Associados.

Um bom exemplo é a revisão dos benefícios por incapacidade, que foi reconhecida pelo INSS no fim do ano passado e já é paga nos postos.

  • Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta segunda,

Dilma quer segurar reajuste para servidor federal

Folha de S.Paulo

O governo federal quer desenterrar a proposta que limita o aumento acima da inflação dos gastos com o funcionalismo (União, Legislativo e Judiciário) e deverá tratá-la como uma das prioridades no primeiro ano de mandato.

Segundo a reportagem apurou, o número ainda não está fechado, mas já se fala em impor um teto de 2% ao ano, além da inflação.

O percentual discutido hoje no Planalto é maior que o proposto pelo Ministério da Fazenda em 2007 (1,5%), porém, menor que os 2,5% a serem aplicados até 2019, já aprovados no Senado.

Em São Paulo, há 84.171 servidores públicos federais, entre ativos e aposentados.

A medida representa uma guinada. Dados mostram que o crescimento das despesas com pessoal na União chegou a 9,8% _descontada a inflação, entre 2009 e 2010.

O Executivo ainda não decidiu se vai mandar uma nova proposta ou recuperar a que está no Legislativo. Sabe, porém, que enfrentará resistência da categoria, tradicional base de apoio
eleitoral do PT.

No passado, o ex-presidente Lula concedeu aumentos generosos, apesar de recomendações contrárias.

Logo que assumiu, Dilma Rousseff (PT) determinou à sua equipe rigor nas despesas e prometeu um bloqueio "duro" e "realista" no Orçamento Geral da União. Teme não ter dinheiro para investir por conta do compromisso fiscal que terá de honrar este ano.

De acordo com negociação em curso, o governo analisa corte orçamentário de R$ 40 bilhões a R$ 50 bilhões, sendo este último valor considerado alto demais pela presidente. E o mercado aguarda o posicionamento final de Dilma.

Hoje, há 2,02 milhões de servidores, entre ativos e aposentados, segundo dados federais, com uma conta robusta de R$ 166 bilhões para pagar.

Fonte: Agora

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