quinta-feira, setembro 23, 2010

STF retoma julgamento sobre aplicação da Lei da Ficha Limpa

Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal retoma hoje (23) à tarde o julgamento da primeira ação contestando a vigência da Lei da Ficha Limpa nestas eleições. O recurso – o primeiro a chegar à Corte – foi impetrado pelo candidato do PSC ao governo do Distrito Federal, Joaquim Roriz. Ele teve seu registro de candidatura barrado pela lei.

A sessão plenária de ontem (22) em que a matéria era analisada foi suspensa por um pedido de vista do ministro José Antonio Dias Toffoli, que ficou de apresentar o seu voto na sessão plenária de hoje à tarde.

Fonte: Tribuna da Bahia

O Supremo quer bater penaltis com bola oval

Carlos Chagas

Imagine-se um grupo de aficionados de futebol, num bar, discutindo as regras do pênalti, sobre se devem ou não ser permitidas as “paradinhas”. Ouvem-se argumentos ponderáveis de lá e de cá quando, de repente, um dos participantes insere no debate a dúvida a respeito de os pênaltis serem cobrados com bola redonda ou com bola oval.

Seria o caos, para não falar no ridículo, mas como todos os envolvidos na discussão tinham suas irredutíveis preferências de clube, uns com bons goleiros e outros com excelentes batedores, estabeleceu-se a confusão.

Com todo o respeito e guardadas as proporções, foi o que aconteceu na tarde de ontem na sessão plenária do Supremo Tribunal Federal que examinava recurso de Joaquim Roriz contra a negativa do Tribunal Superior Eleitoral de seu registro como candidato a governador de Brasília.

O presidente do Supremo, Cezar Peluso,interrompeu o voto do relator, Ayres de Brito, por sinal favorável à proibição, para levantar dúvidas sobre a constitucionalidade da lei complementar que proíbe o registro de candidatos que tenham renunciado a mandatos para escapar de cassações. Lembrou que quando o Senado votava texto oriundo da Câmara, aplicaram-se mudanças ditas de redação porque em alguns artigos estabelecia-se a negação do registro para candidatos que tivessem sido condenados e, em outros, para os que forem condenados. Valeria a lei para o passado ou só para o futuro?

O diabo é que a mudança foi aprovada como de redação, não de mérito. O Senado não devolveu a matéria à Câmara, que também abriu mão da prerrogativa, e a presidência da República, sem maiores cuidados constitucionais, sancionou o projeto.

Agora, não sem certa malícia, sabendo-se muito bem quem é Flamengo ou Fluminense, Santos ou Palmeiras, no Supremo Tribunal Federal, incluiu-se a bola oval nas discussões. Ministros favoráveis à aplicação imediata da lei, conforme a voz rouca das ruas, digladiaram-se com ministros aferrrados à letra da Constituição, que proíbe a lei de retroagir para prejudicar. Um pandemônio raras vezes verificado na vetusta mais alta corte nacional de justiça. Surgiram pareceres de filólogos sustentando que “terem sido condenados” é o mesmo que “serem” condenados. Claro que opiniões em sentido contrário, também. Todos falaram ao mesmo tempo até que o mais jovem ministro, Antônio Tofolli, mostrou-se o mais experiente: pediu vistas do processo, adiando sua apreciação pelo menos por 24 horas.

Estão as atenções nacionais voltadas para sessão da tarde de hoje, se é que outras vistas não serão pedidas. Decidir o que? A validade da aplicação imediata da lei ou a felicidade de quantos candidatos condenados esperançosos da sua inconstitucionalidade? A bola deve ser redonda ou oval?

ENTRE GETULIO E LULA

Deixando as comparações para outro dia, acontece com o Lula aquilo que sessenta anos atrás aconteceu com Getúlio Vargas: quanto mais as elites se organizam para bater, mais eles crescem junto às massas. Inclua-se nas elites, como sua Comissão de Frente, os principais veículos de comunicação.

Tome-se dois atos públicos, um realizado ontem, outro previsto para hoje, ambos em São Paulo. Nas Arcadas, estranhamente ao meio-dia, demonstrando falta de experiência em marketing, um grupo de intelectuais posicionou-se contra o autoritarismo e os espaços cada vez maiores ocupados pelo Executivo, quer dizer, contra o presidente Lula. Povo, mesmo, faltou à manifestação, ainda que respeitáveis nomes da inteligência nacional emprestassem sua biografia ao documento divulgado. Por ironia, não apenas conservadores, mas até expoentes como Helio Bicudo e D. Evaristo Arns. Aceitaram subscrever o texto, também, Leôncio Martins Rodrigues, Arthur Gianotti, Celso Lafer, Carlos Velloso, Boris Fausto e outros. Registrou-se sofisticada cobertura pela imprensa, mas faltou a voz rouca das ruas.

Para hoje à noite, na sede do Sindicato dos Jornalistas paulistas, espera-se muita gente convocada pelo PT, a CUT, o MST, a UNE e outras entidades, precisamente em revide à parte da imprensa acusada de sabotagem e má vontade diante do presidente Lula e sua candidata, Dilma Rousseff. O rótulo para a manifestação é “ato contra o golpismo da mídia”. Certamente um exagero.

Noves fora a emissão de juízos de valor a respeito da contenda, a verdade é que dividendos eleitorais, mesmo, só virão favorecer o governo. É isso o que as elites de ontem e de hoje teimam em não entender: descer tacape e borduna no lombo de Getúlio Vargas e de Luiz Ignácio da Silva só transformou aquele em santo e, Deus nos livre, poderá transformar este.

Não é por aí que mudarão os ventos da corrida sucessória, de resto já decidida por antecipação. Acusar o presidente Lula de autoritarismo e de participação indevida na campanha não acrescentará um voto sequer para José Serra. Também será injustiça debitar toda a culpa da derrota ao candidato tucano. Ele errou, é verdade, desde a demora em se lançar até a hesitação diante da escolha de seu vice, no final aceitando um desconhecido silvícola. Também perdeu tempo e espaço preciosos sem apresentar projetos concretos e ordenados para energia, transporte, habitação, saúde, educação, combate à pobreza e demais propostas que poderiam ter levado o eleitorado a meditar. Limitou-se, como se limita até hoje, a sugestões pontuais e desencontradas, à maneira de conceder o décimo-terceiro salário aos beneficiados pelo bolsa-família.

O erro maior das elites, porém, está na essência do comportamento dos jornalões e sucedâneos, empenhados em denegrir e desconstruir o Lula e seu governo, como seus avós fizeram com Getúlio, em vez de apresentarem alternativas para beneficiar o povão. Em 1954 obtiveram sucesso através do golpismo de que agora são até injustamente acusados. É que naqueles idos freqüentavam o palco atores hoje retirados, os militares. Para má sorte de Getúlio e felicidade do Lula.

REORGANIZAÇÃO

Está em curso a elaboração de uma estratégia alternativa das oposições, tomando-se como provável a eleição de Dilma Rousseff. PSDB, DEM e penduricalhos partem do princípio de que deverão renovar suas lideranças para enfrentar o segundo governo do PT. Como Fernando Henrique já está, José Serra precisará ficar no banco, entrando em campo lideranças do tipo Aécio Neves, Geraldo Alckmin e alguns da velha guarda que tiverem sido beneficiados pelas urnas, como Tasso Jereissati, José Agripino e Artur Virgílio. Será preciso encontrar uma linguagem diferente daquela adotada durante os oito anos do Lula, ou seja, oposição, sim, mas positiva, quer dizer, críticas, mas também propostas e projetos capazes de sedimentar as eleições de 2014.

O eixo São Paulo-Minas, ao que tudo indica, fornecerá aos tucanos oxigênio bastante para um novo tipo de evolução política. Geraldo Alckmin e Antonio Anastásia (leia-se, também Aécio Neves) precisarão do apoio do palácio do Planalto, mas a recíproca será igualmente verdadeira. Dilma Rousseff governará com muito mais segurança mantendo amplos canais com Belo Horizonte e com São Paulo.

MELHOR AGUARDAR

Não adianta tentar conversar com Dilma Rousseff sobre seu futuro governo. A candidata não abre a guarda, nem sobre quem aproveitará da atual administração, muito menos sobre novas aquisições. Só depois da eleição começará a cuidar do assunto. Parece evidente que consultará o presidente Lula, mas o primeiro-companheiro, pelo que se ouve, cuidará de não fazer indicações. Papel importante, mas não essencial, terá o vice-presidente Michel Temer, que apesar de paulista vem revelando durante a campanha o seu lado mineiro. De tudo, uma conclusão: melhor aguardar.

EXAGEROS

A paixão política vem dominando a campanha eleitoral de tal forma que certas oposições, de uns dias para cá, querem interferir na pauta da TV-Estatal, a Empresa Brasil de Comunicação. Se ela existe para informar sobre o governo, e se o presidente Lula, até prova em contrário, é o chefe do governo, como deixar de acompanhar suas atividades, mesmo quando comparece a comícios?

Fonte: Tribuna da Imprensa

Datafolha: vantagem de Dilma sobre Serra cai 3 pontos

Agência Estado


A vantagem da candidata do PT à sucessão presidencial, Dilma Rousseff, caiu de 24 para 21 pontos porcentuais em relação ao seu principal oponente, José Serra (PSDB). Divulgada na noite de hoje, a pesquisa Datafolha encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela Rede Globo mostra a petista com 49% das intenções de voto, enquanto Serra tem 28%. Na sondagem anterior, divulgada no dia 16, Dilma liderava com 51%, enquanto Serra tinha 27%. O resultado, mesmo com a oscilação nos números, confirma uma vitória em primeiro turno da petista, levando em conta os votos válidos.

A candidata do PV, Marina Silva, foi de 11% para 13% das intenções de voto em relação à mostra anterior. Os demais candidatos não alcançaram 1%. O total de votos brancos e nulos somou 3% e o dos eleitores que não sabem ou não responderam em quem vão votar ficou em 5%. Na simulação de segundo turno, a pesquisa Datafolha mostra que Dilma derrotaria Serra por 55% a 38%.

O Datafolha também avaliou a aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com a sondagem, consideraram ótima ou boa a gestão federal 78% dos entrevistados, enquanto 17% a consideraram regular e 4%, ruim ou péssima.

A sondagem foi realizada entre os dias 21 e 22 de setembro e ouviu 12.294 eleitores. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo número 31.330/2010.

Fonte: A Tarde

quarta-feira, setembro 22, 2010

Prognóstico das eleições para Câmara dos Deputados

DIAP identifica 812 candidatos com chance de eleição para Câmara

Agência DIAP
Seg, 20 de Setembro de 2010 11:23

O levantamento feito pela assessoria parlamentar do Departamento identifica 812 candidatos com chance de vitória na eleição de 3 de outubro para as 513 cadeiras disponíveis na Câmara dos Deputados. A pesquisa abrange as 26 unidades da Federação e também o Distrito Federal

O DIAP acaba de concluir seu prognóstico com o nome dos 812 candidatos com chance de eleição para as 513 cadeiras da Câmara dos Deputados. O levantamento abrange todos os 26 estados e o Distrito Federal.

Em todo o Brasil, os 27 partidos que disputam as eleições lançaram 5.965 candidatos para as 513 vagas de deputado federal.

Feito com base em informações qualitativas e quantitativas, o levantamento, que não possui caráter de pesquisa eleitoral nem a pretensão de ser conclusivo, considerou os seguintes aspectos: 1) desempenho individual do candidato (perfil, vínculos políticos, econômicos e sociais, experiência política anterior e serviços prestados); 2) trajetória e popularidade do partido, com base nas últimas cinco eleições); 3) os recursos disponíveis (financeiros e humanos, como financiadores e militantes); 4) coligações e vinculação a candidatos majoritários (senador, governador e presidente); 5) apoio governamental (máquinas municipais, estaduais e federal); e 6) pesquisas eleitorais.

A metodologia considera como candidatos competitivos todos os 406 atuais deputados que concorrem à reeleição. São considerados candidatos à reeleição apenas os deputados federais que estão no efetivo exercício do mandato. Não são considerados candidatos à reeleição os suplentes que em algum momento, ao longo dos últimos quatro anos, exerceram o mandato. São classificados como novos todos os demais, inclusive os ex-deputados ou suplentes que exerceram o mandato na atual legislatura.

A distribuição por gênero identifica que 78 mulheres estão bem cotadas para ocupar, cada uma, uma vaga na Câmara Federal. Assim sendo, o Parlamento poderá contar com 43 novas mulheres além das 35 que tentam renovar o mandato de deputada federal. Atualmente, a bancada feminina no Congresso Nacional é 45 parlamentares.

Por partido, o PT, que ocupa em todo o Brasil a terceira colocação de candidatos lançados para a disputa da Câmara Federal, aparece em 1º lugar no ranking de chance de eleger deputados federais. O partido do presidente Lula lançou 371 candidatos nos 26 estados e no Distrito Federal e 137 deles têm boas chances de serem eleitos.

O PMDB, que aparece em 2º lugar com chance de eleger deputados federais, também ocupa a 2ª posição de maior quantidade de candidatos lançados para a disputa das vagas do Parlamento. O partido lançou 422 candidatos para a Câmara dos Deputados e 115 dos seus filiados têm chance de eleição.

O terceiro partido com maior chance de eleger deputados federais é o PSDB, que lançou 323 candidatos a deputado federal. O partido, que ocupa a 7ª posição no ranking nacional de candidatos lançados para a disputa de cada uma das vagas da Câmara dos Deputados, tem chance de eleger 87 candidatos.

O fato de o nome aparecer na lista, entretanto, não significa garantia de eleição, até porque as coligações e a exigência de quociente eleitoral podem alterar significativamente as chances de candidatos bem posicionados em seus partidos, mas com menor desempenho eleitoral do que outros da mesma coligação. As chances destes nomes devem ser analisadas a luz do número de vagas a serem alcançadas por seus partidos e coligações. Veja nosso prognóstico para cada partido e coligação em cada unidade da federação.

O presente levantamento faz parte da projeção do DIAP para as bancadas partidárias da próxima legislatura, conforme levantamentos por partido e por coligação em cada unidade da federação.

Veja os nomes dos candidatos que, na visão do DIAP, são os mais competitivos para a Câmara em cada um dos 26 estados e do Distrito Federal.

Caso o leitor venha a constatar alguma impropriedade, inconsistência com pesquisa eleitoral ou tenha opinião divergente, favor enviar e-mail para diap@diap.org.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
ou incluir comentário neste portal eletrônico.

STF adia julgamento de Ficha Limpa; entenda o caso

STF julga candidatura de Joaquim Roriz (PSC) foto: José Cruz/ABr

Julgamento deve ser retomado nesta quinta-feira em Brasília

Um pedido de vista do ministro José Antônio Dias Toffoli interrompeu o julgamento da candidatura de Joaquim Roriz (PSC) ao governo do Distrito Federal, impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por se enquadrar na lei da Ficha Limpa.

O julgamento deve ser retomado nesta quinta-feira.

A discussão, no entanto, vai além do caso de Roriz, já que o veredito servirá como base para a avaliação de todas as outras candidaturas questionadas. O TSE já recebeu mais de 1.700 recursos contra a nova lei.

O julgamento no STF, que começou na tarde desta quarta-feira, foi interrompido por volta das 18h, em função do pedido de vista, que no jargão jurídico significa mais tempo para a avaliar o assunto.

Apenas um voto foi registrado até o final da sessão: o do relator do caso, ministro Carlos Ayres Brito, que negou o pedido de Roriz – o que representa um voto a favor da Ficha Limpa.

Desde que foi aprovada pelo Senado, em maio, a nova lei tem colocado juristas em lados opostos: há entendimentos contra e a favor da aplicação da lei ainda este ano, por exemplo.

Entenda o que está em jogo.

O que é a lei da Ficha Limpa?

A lei complementar 135/2010, também conhecida como lei da Ficha Limpa, foi aprovada em maio deste ano pelo Senado por 76 votos a zero, e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no mês seguinte.

De iniciativa popular, a lei tem como princípio "barrar" a candidatura de pessoas condenadas pela Justiça.

De acordo com as novas regras, o político condenado por um colegiado de segunda instância não poderá se candidatar por um período de oito anos. Entre os crimes previstos estão o de lavagem e ocultação de bens, trabalho escravo e enriquecimento ilícito, além de diversos outros.

Outro ponto importante da lei prevê a inelegibilidade, também por oito anos, de políticos que renunciaram ao exercício de um cargo eletivo para não perder o mandato.

O que está em discussão?

Oficialmente, os ministros do Supremo analisam um recurso de Joaquim Roriz, candidato ao governo do Distrito Federal, que foi considerado "ficha suja" pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A decisão sobre o caso de Roriz servirá como base para todos os outros casos – e por isso a sessão desta quarta-feira é considerada, na prática, como uma discussão sobre a aplicação da Lei da Ficha Limpa.

O tema central do julgamento deverá ser o início da aplicação da nova lei, ou seja, se as regras do Ficha Limpa já poderão ser aplicadas nas eleições deste ano.

A dúvida está em curso desde que a lei foi aprovada pelo Senado. Isso porque a Constituição prevê um prazo mínimo de um ano para que uma nova regra eleitoral entre em vigor.

Há, ainda, outras questões jurídicas envolvidas. Os advogados de defesa de Roriz deverão levantar a teoria da presunção de inocência - segundo a qual, de acordo com a Constituição, todos são inocentes até que o caso tenha tramitado por todas as instâncias jurídicas possíveis.

Também espera-se que os membros da Corte discutam a retroatividade da lei do Ficha Limpa, que impede a candidatura de políticos que renunciaram ao mandato antes mesmo de a nova lei existir.

Quais são os argumentos a favor da lei?

Um dos maiores defensores da Lei do Ficha Limpa, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Ophir Cavalcante diz que não se pode "opor" o interesse individual aos princípios da moralidade e da probidade, que segundo ele são princípios "constitucionais" e de "interesse da sociedade".

Ainda de acordo com Cavalcante, o princípio da presunção da inocência deve valer apenas para situações que envolvem condenações criminais.

"No que diz respeito a uma restrição ética, de participação em um pleito eleitoral, a sociedade pode, a Constituição prevê que não se aplique esse princípio (da presunção de inocência)", diz.

"Isso não é novo no nosso Direito e atende a várias decisões do Supremo nesse sentido", completa.

Sobre a aplicação da nova lei já nas eleições de 3 de outubro, os defensores do Ficha Limpa argumentam que a lei não representa uma mudança no processo eleitoral – e que por isso não precisa aguardar o prazo de um ano para entrar em vigor.

"Não se trata de modificação do processo eleitoral. Não houve quebra de paridade entre os partidos. A lei apenas mudou os critérios para candidatura", diz o presidente da OAB nacional.

A mesma ideia é aplicada no argumento sobre a retroatividade da lei. Segundo Cavalcante, a inelegibilidade "não é pena", mas sim "requisito" para candidaturas.

"A Ficha Limpa estabelece condições para o futuro das candidaturas. Seria retroativa se afetasse o mandato atual. Para um novo mandato, o candidato tem que se submeter às novas regras", diz.

Quais são os argumentos contrários à lei?

Os juristas contrários à lei do Ficha Limpa argumentam que não são contra a moralidade na política, mas que as novas regras vão de encontro à Constituição e que, por isso, não deveriam ser validadas pelo STF.

O presidente da comissão de estudos eleitorais da OAB-SP, Sílvio Salata, exemplifica sua posição com um caso fictício de um candidato que, em 2006, foi acusado e condenado à perda do mandato, além de ter ficado inelegível por três anos, seguindo determinação da lei em vigor na época.

"Esse mesmo político cumpriu o prazo de três anos e decidiu concorrer novamente, agora em 2010. E agora ele é considerado 'ficha suja' e está, de novo, inelegível, dessa vez por mais oito anos", diz. "É uma dupla sanção", completa.

Um dos pontos mais graves da lei, na avaliação de Salata, diz respeito ao princípio da presunção de inocência.

Para ele, impor a inelegibilidade a uma pessoa que foi condenada apenas por um colegiado "parece um retorno ao regime militar", quando a legislação proibia as candidaturas "pelo simples fato de um político ter sido acusado de alguma coisa".

Na opinião de Salata, a lei do Ficha Limpa fere ainda a Constituição nos princípios da anualidade e da retroatividade. "O político que renunciou ao mandato para fugir da cassação não sabia que isso o tornaria inelegível", diz.

"As tentativas de aperfeiçoar a legislação eleitoral são válidas, mas não indo de encontro à Constituição. Isso traz a ideia de insegurança jurídica, o que não é nada bom para o país", acrescenta.

O que acontece se o Supremo derrubar a lei ou parte dela?

A situação jurídica não é totalmente clara. Os ministros do Supremo podem, inclusive, derrubar apenas alguns aspectos da lei, e não necessariamente todos eles.

Um exemplo é de que a Corte decida manter a lei como está, apenas exigindo que sua aplicação fique para a eleição de 2012.

Para o presidente nacional da OAB, essa decisão seria "um desastre", pois causará "uma grande frustração" em toda a sociedade. Mas sua avaliação é de que o adiamento das novas regras não significa o "fim da linha".

"Não acredito que a lei cairá no esquecimento. No entanto, é possível que, nesse período, a lei acabe sofrendo algumas modificações, via Congresso", diz Cavalcante.

Já Sílvio Salata vê um "grande ponto positivo" se a lei ficar para o pleito de 2012. "Temos que ter uma legislação severa contra os políticos que danificam o patrimônio público", diz.

"Mas não podemos concordar com meios que afrontam a constituição. Se a lei do Ficha Limpa vigir na próxima eleição não há problema nenhum", completa.

Fonte: BBC-Brasil

Seqüestro e tentativa de homicídio em Jeremoabo!!!

Era pensamento meu, banir Jeremoabo do nosso Blog; todavia, quando lembro de: Martin Luther King

“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem-caráter, nem dos sem-ética.
O que mais preocupa é o silêncio dos bons!"

a razão fala mais alto do que o coração, e o dever me convoca para não ceder terreno para os maus.

Ontem a tardinha aqui chegando, fui informado através de amigos, os quais me interpelaram se não recebi emails enviados pelos mesmos, onde respondi, que durante o final de semana estava viajando a lazer e não tinha aberto a caixa de amails, então passaram a narrar um fato que se não fosse horripilante seria hilariante.

Trata-se de mais uma do auxiliar direto do tista de deda, que se aproveitando do cargo de “ Secretário de Saúde” deu uma de bandido daqueles antigos filmes de cowboy.

Pois bem, olhem o que me narraram:

Antes de entrar na narração dos fatos informo:

Art. 16. Possuir, deter, portar, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou munição de uso proibido ou restrito, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar:

Pena – reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa.

(LEI No 10.826, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003.)

Iniciando a narração:

O Secretário Municipal de Saúde, da administarção do tista de deda, praticou e preparou mais uma aqui em Jeremoabo, que se o Dr. Secretário de Saúde do tista de deda, fosse alguns dos menos iguais, nessa altura do campeonato estaria hospedado na penitenciária em Paulo Afonso, mas vou transcrever um dos emails que recebi:

vc já soube que dr. Leopoldo aprontou?

Sexta-feira passada levou uma moça pro "dilirius" motel, ela, não foi por livre e espontânea vontade, e sim com uma arma na cara.
Lá o entre fico, ou não dou, o dr. sacou da pistola deu tiros, a moça abriu a porta caiu fora, escondida na portaria, o dr. andava pelo motel perguntava pela "rapariga".
enquanto isso o funcionário chama a policia, volta o dr. para o quarto tá cheio da tonha, bebida e remédio pros nervos "depressão". o funcionário liga pro patrão em Ribeira do Pombal; como em Jeremoabo não tem delegado, ai, o delegado de Ribeira veio com o dono do motel, o dr. não estava ou estava mais no quarto, mas, ..muito bem segue investigação. hoje a moça que é parente de alguém do raso, foi depor na delegacia.
Ontem o dr. ligou pra Jovino, esclarecendo que o mesmo estava em Aracaju enquanto seu nome rolava na lama, e, que houve um boato dizendo que o mesmo estava com um viado no motel.
abc (fulado)

Informo aos leitores deste Blog, que não mudei o conteúdo do email e, que o mesmo se encontra quase Ipsi Literis

Para quem não lembra, esse é o Dr. Secretário de Saúde do tista de deda, que há pouco tempo atrás a sua esposa sem habilitação dirigindo um veículo de sua propriedade, atropelou um adolescente em plena praça principal da cidade, deixando o mesmo praticamente inutilizado para as atividades laborativas da vida.

Portanto, meus amigos, a única coisa que o eleitor-cidadão-contribuinte espera, é que o Ministério Público juntamente com o Juiz, apliquem Lei, pois pelo que esse Blog pesquisou, não existe somente a inflação do crime de PORTE ILEGAL de ARMA, mais salvo melhor Juízo, seqüestro e tentativa de homicídio, dentre outros

Vou deixar uma pergunta importante:

Porque os órgãos de divulgação de Jeremoabo, não divulgaram e denunciaram essa fato?

Na TV, Geddel mentiu sobre atraso nos repasses do SAMU

O secretário estadual de Saúde da Bahia, Jorge Solla, afirmou hoje (21) que o candidato Geddel Vieira Lima (PMDB) mentiu quando disse no debate da TV Itapoan que o Estado deve ao município de Salvador repasses referentes ao SAMU. "Ao contrário, a prefeitura é que deve à Secretaria, por força de um convênio que existe desde o tempo de Imbassahy, e que João Henrique renovou, com validade até o próximo mês de dezembro".

Até 2006 o governo baiano não repassava os recursos relativos ao SAMU às prefeituras. Isto só veio acontecer no governo Wagner. Desde então, o Estado e o município fazem encontro de contas mensal, uma vez que a prefeitura tem que ressarcir o custo dos servidores estaduais colocados à disposição. "É só checar as planilhas para comprovar que eles nos devem".
# posted by Oldack Miranda/Bahia de Fato

Diap inclui Emiliano (PT) entre os que serão eleitos

O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) identificou 812 candidatos com chances de ocupar vagas na Câmara Federal. O candidato a deputado federal Emiliano (1331) aparece entre os 39 nomes identificados na Bahia.

O levantamento abrange todos os 26 estados e o Distrito Federal. No Brasil, os 27 partidos que disputam as eleições lançaram 5.965 candidatos para as 513 vagas de deputado federal.

Feito com base em informações qualitativas e quantitativas, o levantamento, que não possui caráter de pesquisa eleitoral, nem a pretensão de ser conclusivo, considerou os seguintes aspectos:

1) desempenho individual do candidato (perfil, vínculos políticos, econômicos e sociais, experiência política anterior e serviços prestados);
2) trajetória e popularidade do partido, com base nas últimas cinco eleições);
3) os recursos disponíveis (financeiros e humanos, como financiadores e militantes);
4) coligações e vinculação a candidatos majoritários (senador, governador e presidente);
5) apoio governamental (máquinas municipais, estaduais e federal);
6) pesquisas eleitorais.

Por partido, o PT, que ocupa em todo o Brasil a terceira colocação de candidatos lançados para a disputa da Câmara Federal, aparece em 1º lugar no ranking de chance de eleger deputados federais. O partido do presidente Lula lançou 371 candidatos nos 26 estados e no Distrito Federal e 137 deles têm boas chances de serem eleitos.

Com informações de www.diap.org.br
# posted by Oldack Miranda @Bahia de Fato

Ministros do PMDB e PV pedem votos para Lídice e Pinheiro

Romulo Faro

Os candidatos ao Senado Lídice da Mata (PSB) e Walter Pinheiro (PT) apresentaram no horário eleitoral gratuito depoimentos de ministros pedindo votos para eles. Entre os que aparecem como garotos propaganda estão o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que é do PMDB, e o ministro da Cultura, Juca Ferreira, do PV.

O posicionamento de Ferreira já era conhecido, pois foi por apoiar a reeleição do governador Jaques Wagner (PT) e a eleição de Dilma Rousseff (PT) que ele pediu licença do partido.

O detalhe é que tanto o PV como o PMDB têm candidaturas próprias na Bahia. Pelo Partido Verde, concorre ao Senado Federal o deputado Edson Duarte. Já na cota do PMDB estão os candidatos do PR (César Borges) e PTB (Edvaldo Brito), da coligação “A Bahia Tem Pressa”, encabeçada pelo candidato ao governo Geddel Vieira Lima (PMDB).

Questionado sobre o assunto, Geddel, que até pouco tempo era colega de Temporão na Esplanada dos Ministérios, minimizou o apoio. “Temporão é uma figura que não tem nenhuma importância nem relevância para o PMDB. Ele está apenas garantindo seu emprego”, disparou Geddel.

O ministro José Gomes Temporão esteve recentemente na Bahia. Na semana passada, ele participou da inauguração do Hospital do Subúrbio, em Periperi, acompanhando o secretário da Saúde do Estado, Jorge Solla. Na verdade, dizem fontes petistas, o apoio foi declarado aos candidatos do partido de Wagner em almoço após a inauguração da unidade de saúde.

No programa eleitoral da chapa petista que contou com a participação dos ministros, Lídice e Pinheiro começaram provocando os candidatos da chapa do candidato peemedebista com uma foto de Geddel, César Borges e Edvaldo Brito, afirmando que havia acabado a propaganda do “Time de Geddel”.

O resto do programa de Lídice e Pinheiro foi utilizado para os dois responderem perguntas de pessoas sobre o funcionamento do Senado. O programa foi encerrado comemorando o resultado das pesquisas, argumentando que o “time de Lula, Dilma e Wagner está subindo e César cai”. (RF)

FontE: Tribuna da Bahia

Política Diap aponta 51 baianos com chances de eleição para Câmara

Lílian Machado

O Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) divulgou ontem um levantamento em que identificou a chance de eleição de 51 candidatos a uma das 39 vagas de deputado federal da Bahia.

Os partidos com tendência a garantir um maior número de deputados são PT, com doze nomes concorridos e maior posição no ranking; o DEM, com nove, e o PMDB, que possui seis com possibilidade de êxito. Os demais, PR e PP, cada um tem quatro candidatos na disputa acirrada; PCdoB, PDT, PSDB apresentam três postulantes; PTB e PV, dois; e PSC e PRB podem levar um parlamentar cada.

A Câmara Federal apresenta 39 vagas para os baianos. O prognóstico, realizado em todo o Brasil, foi feito com base em informações qualitativas e quantitativas. Entretanto, segundo informações do Departamento, a pesquisa não tem caráter eleitoral, “nem a pretensão de ser conclusivo”.

Na lista composta pelo PT, partido que tem na chapa majoritária o governador e candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT), aparecem com chance de reeleição os candidatos Sérgio Barradas Carneiro, Nelson Pelegrino, Geraldo Simões, Luiz Alberto e Zezéu Ribeiro. Entre os novos com probabilidade de serem eleitos são listados Emiliano José e Josias Gomes, Walmir Assunção, Waldenor Pereira, Rui Costa, Afonso Bandeira e Amauri Teixeira. Desses, dois já passaram pelo Congresso - Emiliano e Josias.

No prognóstico do Diap, o DEM do candidato ao governo Paulo Souto tem a chance de levar três novos nomes, sendo citados Gerson Gabrielli (sem cargo eletivo), Luiz de Deus e José Nunes – ambos são deputados estaduais. Já na lista da reeleição aparecem ACM Neto, Cláudio Cajado, Fábio Souto, Jorge Khoury, Luiz Carreira e Paulo Magalhães.

O PMDB de Geddel Vieira Lima - terceiro partido na relação, leva os veteranos Colbert Martins, Marcelo Guimarães Filho, Veloso e Severiano Alves. Entre os novos são citados os nomes de Lúcio Vieira Lima e Arthur Maia.

Lista traz a volta de nomes conhecidos

Partido aliado no campo local ao projeto de Geddel, o PR apresenta quatro com possibilidade de reeleição. Entre os candidatos citados estão João Carlos Bacelar, José Rocha, Tonha Magalhães e Maurício Trindade. O PP, coligado ao PT de Jaques Wagner, apresentou os nomes de João Leão, Mário Negromonte e Roberto Britto como reeleitos e o deputado estadual Luiz Argolo como novo integrante na Câmara Federal.

No PDT, sigla também aliada ao projeto do PT, aparecem José Carlos Araújo, Marcos Medrado e Félix Jr. Já o PSDB, também com três nomes, pode apresentar a reeleição de João Almeida e Jutahy Junior e como novo integrante na Câmara dos Deputados, o ex-prefeito de Salvador Antonio Imbassahy. O histórico PCdoB pode oferecer a chance de reeleição para a deputada Alice Portugal e o deputado Daniel Almeida. Entraria como novo nome o deputado estadual Edson Pimenta.

O PTB pode trazer a volta de dois nomes à Câmara Federal: Benito Gama e Jonival Lucas. O Partido Verde, do candidato Luiz Bassuma, é citado com possibilidade de reeleger Edgar Mão Branca e eleger Rose Bassuma. O PRB pode levar à reeleição de Marcio Marinho.

Fonte: Tribuna da Bahia

Uma decisão fundamental

Carlos Chagas

Caso permaneça em vigência a liturgia do Supremo Tribunal Federal, que sempre foi de enfrentar as questões, evitando protelá-las, amanhã será dia decisivo para as instituições. Se nenhum ministro pedir vista do processo, estará sendo julgado o recurso de Joaquim Roriz, cujo pedido de registro para concorrer a nova eleição de governador de Brasília foi negado pelo Tribunal Superior Eleitoral e pelo relator na mais alta corte nacional de justiça.

De um lado, a voz rouca das ruas, clamando pela aplicação imediata da lei ficha-limpa para impedir a candidatura de cidadãos antes condenados por sentenças colegiadas.

De outro, a Constituição, que estabelece não poder a lei nova retroagir para prejudicar, senão para beneficiar. Além da cláusula de que dispositivos legais modificadores das regras eleitorais precisam ser aprovados um ano antes das eleições, caso não configurado na ficha-limpa, do começo deste ano.

Um embate para ninguém botar defeito, com poderosos argumentos de lá e de cá. Por isso os dez ministros do STF estariam divididos em suas opiniões. Cinco a cinco, situação que levará o presidente da casa, César Peluso, a decidir. Admite-se estar ele com a Constituição, por mais amarga que seja a decisão, capaz de permitir a um monte de condenados disputarem o voto popular sem constrangimentos.

Sempre haverá a hipótese de a solução deixar de ser conhecida amanhã. Há quem suponha o Supremo empurrando o problema com a barriga, para pronunciar-se apenas depois do dia 3 de outubro, quando pelo menos uma parte dos condenados terá sido cassada pelo eleitorado, derrotados muitos deles. Até Joaquim Roriz, conforme as pesquisas. Resta aguardar.

UM LONGO CAMINHO

Apesar da farta propaganda que vem desde os tempos do governo José Sarney, salta aos olhos o longo caminho a percorrer para nos tornamos uma democracia exemplar. Tome-se São Paulo, o estado mais adiantado do país em termos econômicos, sociais, artísticos e até esportivos. Está para ser eleito deputado federal mais votado o palhaço Tiririca. Nada contra a digna profissão dos palhaços, responsáveis por distribuir tanta alegria ao longo das gerações. Só que o indigitado candidato não será conduzido à Câmara federal por conta de suas qualidades e propostas de legislador. Será votado por ser palhaço, ou seja, receberá o voto de protesto de mais de 500 mil cidadãos precisamente por exprimir a rejeição popular aos políticos. O diabo é que levará com ele mais alguns candidatos da coligação a que pertence, na qual se integra o PT. No passado, São Paulo elegeu o “Cacareco”, impedido de tomar posse por tratar-se de um rinoceronte recém-adquirido pelo zoológico da capital. Minas já elegeu o bode “Cheiroso” e em outros estados tem acontecido situações parecidas. Seremos, mesmo, uma democracia?

ONDE INOVAR?

Por enquanto o objetivo é ganhar a eleição, que pelas pesquisas encontra-se a um passo de Dilma Rousseff. Até por conta da campanha, mostra-se a candidata como um videotape do presidente Lula, prometendo continuar suas realizações, até ampliá-las, mas sem ter apresentado até hoje um projeto pessoal, específico, em condições de marcar sua gestão. Trata-se de uma tática eleitoral, até necessária em função da vitória e da popularidade do primeiro-companheiro.

Fica, no entanto, a pergunta no ar: qual a marca da mais do que provável futura presidente da República? Onde ela vai inovar, ingressar na galeria dos governantes nacionais?

Será na ampliação dos direitos sociais, apesar de andar tão comedida a ponto de evitar pronunciar-se sobre a redução da carga de trabalho dos operários e assalariados? Faria retornar prerrogativas surripiadas pelos neoliberais, como a estabilidade no emprego, a co-gestão, o salário-família e um salário-mínimo capaz de prover o trabalhador e sua família de meios efetivos para alimentação, moradia, vestuário, transporte, educação, saúde e até lazer?

Ou chegará a candidata ao palácio do Planalto disposta apenas a manter o bolsa-família, sem cuidar de avanços à altura do programa do PT?

Terá condições de reverter a farra das privatizações que despojou o estado brasileiro de sua soberania, entregando ao estrangeiro o subsolo, as telecomunicações, montes de indústrias de base e até a Petrobrás? Conterá a sanha especulativa das elites financeiras, a começar pelo lucro dos bancos? Disporá de um projeto para conter a marcha da violência e do crime organizado, acima e além de instalar postos policiais nas favelas do Rio?

Tudo isso e muito mais a candidata continua devendo, ainda que se entenda porque não avançou. Terá tempo, entre a proclamação do resultado das urnas e sua posse, no primeiro dia do próximo ano.

O NOVO CONGRESSO

Intensa blitz vem sendo desenvolvida pelo governo e o PT no sentido de convencer o eleitorado de que não basta votar em Dilma Rousseff, porque precisam ser eleitos deputados e senadores capazes de formar maioria no futuro Congresso. E não se trata, essa campanha, de estimular a vitória dos candidatos do PMDB. Muito pelo contrário, o objetivo é ampliar as bancadas do PT e penduricalhos, de modo a poderem enfrentar uma possível hegemonia do partido do vice-presidente Michel Temer. Traduzindo: os companheiros reivindicam a presidência da Câmara e, como objeto de negociação poderão, até, ameaçar a presidência do Senado, hoje garantida para a continuação de José Sarney.

Não parece de graça que o presidente Lula aumentou o diapasão de seus pedidos de voto para os candidatos do PT e afins. Rupturas na base oficial, antes do tempo, de jeito nenhum. Mas seria bom que Temer tomasse cuidado.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Instituições em frangalhos

Carlos Chagas

É sempre bom lembrar mestre Gilberto Freire, para quem o Brasil era o país das impossibilidades possíveis. Qualquer dia, ele completava, o Carnaval cairia na sexta-feira santa.

Semana passada assistimos as imagens do governador e do ex-governador do Amapá chegarem a Brasília presos e algemados pela Polícia Federal, na Operação Mãos Limpas, acusados de tráfico de influência, formação de quadrilha, extorsão e outros crimes.

Pois bem. Ontem, libertados, Pedro Paulo Dias e Walder Góes apareceram nas telinhas desembarcando em Macapá, desfilando em carreata, aplaudidos delirantemente por mais de 5 mil pessoas. Um reassumiu o governo local, outro sua candidatura ao Senado.

De duas, uma: ou os referidos políticos sofreram inominável perseguição ou as instituições democráticas encontram-se em frangalhos. Não dá para compor ou sequer explicar as duas situações. Se houve precipitação por parte da Polícia Federal, importa responsabilizar os artífices da demolição da honra alheia. Caso contrário, o lugar do governador e do ex-governador continua sendo a cadeia.

Dirão alguns inocentes que o Amapá fica muito longe, devendo o episódio dar-se por encerrado. Ledo engano, do qual não se livra sequer o governo federal. A obrigação do poder central seria decretar a intervenção naquele estado ou demitir a cúpula da Polícia Federal. Nem uma coisa nem outra aconteceram. Fica tudo como está, uma demonstração a mais do longo caminho a percorrer até a consolidação democrática.

PROMESSAS ELEITOREIRAS

Descamba o candidato José Serra para a demagogia. Diante das perspectivas de vitória de Dilma Rousseff, o tucano deu para fazer todo o tipo de promessas em sua campanha: o décimo-terceiro salário para quantos recebem o bolsa-família; salário mínimo de 600 reais no seu primeiro dia de governo; reajuste imediato de 10% para todos os aposentados.

Olhadas de per si, cada uma dessas promessas parece justa e até necessária. O problema está na precipitação com que foram feitas, depois de anos de silêncio do candidato diante das agruras dos menos favorecidos. Só agora sensibilizou-se? Estaria visando apenas amealhar votos para forçar a realização do segundo turno? Falou sério ou eleitoralmente?

Quem melhor reagiu a essa cascata de ilusões foi o candidato Plínio de Arruda Sampaio, do Psol, apressando-se em concluir pela inocuidade das promessas. Por que não anunciar o décimo-quarto e o décimo-quinto salários?

SILÊNCIO CONSTRANGEDOR

Sob a liderança do PT preparam as centrais sindicais e seus penduricalhos monumental manifestação em favor das acusações e diatribes do presidente Lula contra a parte da mídia que não vem poupando seu governo de críticas e denúncias. O singular nessa história é encontrarem-se em silêncio constrangedor entidades como a Fenarj, filiada à CUT, e muitos sindicatos de jornalistas profissionais igualmente ligados ao movimento de trabalhadores. Precisam definir-se. Concordam com o presidente? Sentem-se tolhidos para discordar dele?

Outra instituição que continua devendo posicionar-se é a Associação Brasileira de Imprensa.

JUSTIÇA MINEIRA

Faz muito que Minas costuma homenagear seus mais expressivos líderes com uma cadeira no Senado. Até mesmo quando eventualmente lhes faltaram votos, uniraM-se as cúpulas divergentes para fazer justiça. Milton Campos, Benedito Valadares, Gustavo Capanema, Magalhães Pinto, Tancredo Neves e Eliseu Resende receberam a homenagem das Gerais, acima e além de tertúlias partidárias superadas pelo reconhecimento de seu valor e dos serviços prestados. A VEZ, agora, é de Itamar Franco.

Fonte: Tribuna da Imprensa

Viúva e ex-mulher dividem pensão do INSS

Gisele Lobato
do Agora

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que viúva e ex-mulher de segurado têm direito a percentuais iguais da pensão por morte do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A regra vale quando a ex-companheira recebia pensão alimentícia.

No caso que chegou ao STJ, a viúva não concordava com a divisão feita pelo INSS, que dividiu a pensão em duas partes iguais, e queria um pagamento maior do que o da ex-mulher do trabalhador.

Na primeira instância, o juiz determinou que a ex-mulher só teria direito a 15% do benefício, já que era esse o percentual do salário do ex-marido que ela recebia enquanto o segurado estava vivo. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região manteve a sentença.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta quarta

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