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segunda-feira, julho 05, 2010

Pesquisas, adeus…

Carlos Chagas

O Ibope favorecia Serra, agora aponta Dilma na frente. O Datafolha marcava empate, depois cravou Serra. A Sensus passou de um para a outra, voltou e parou no meio. É o samba do crioulo doido? Nem tanto. A conclusão surge clara: as pesquisas são inconfiáveis pela simples razão de consultarem no máximo três mil pessoas num eleitorado de 180 milhões. Por mais sofisticadas que sejam as metodologias, não dá para aferir sequer as tendências, quanto mais o resultado das urnas de outubro. Talvez mais tarde, provavelmente só no dia da eleição.

Melhor fariam os candidatos, como também os eleitores, se passassem ao largo das pesquisas, considerando-as mera atividade comercial de empresas interessadas no faturamento ou na publicidade para seus veículos de comunicação. Pautar-se pelos números contraditórios será, para os candidatos, um exercício diário de auto-flagelação.

É bobagem mudar discursos, alterar o visual e corrigir agendas em função do que divulgam os institutos. Os comandos de campanha precisariam, mesmo, definir roteiros e diretrizes sem levar em consideração as pesquisas conflitantes, confiando mais nos programas, nas promessas, no passado e no perfil de cada pretendente ao palácio do Planalto. A lição vale também para a mídia, que não pode, sob pena de desmoralizar-se, ficar oscilando, dia sim, dia não abrindo maiores espaços e concedendo mais tempo ora para Dilma, ora para Serra.

Apenas uma ilusão?

O Supremo Tribunal Federal concedeu três liminares para candidatos enquadrados na lei da ficha limpa, autorizando-os a registrar-se mesmo tendo sido condenados no passado. Estariam impedidos mas não estão mais, pelo menos se no exame do mérito das ações, a mais alta corte nacional de justiça confirmar a medida inicial.

Trata-se da derrocada da nova lei, já chamada de lei Viúva Porcina, aquela que foi sem ter sido. A continuar o processo como vai, logo montes de fichas suja estarão sendo beneficiados. O problema não é saber se o Supremo desautoriza o Tribunal Superior Eleitoral, porque na Justiça essas coisas acontecem. Mais importante é verificar a débâcle das esperanças nacionais a respeito da aplicação da lei moralizadora. Se não vai valer, ou se valerá muito pouco para as eleições de outubro, quem garante não estará revogada até o próximo pleito? A bandidagem prepara as comemorações…

Fonte: Tribuna da Imprensa

José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 05, 2010
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Brechas enfraquecem a Lei da Ficha Suja para as eleições 2010

Interpretações diversas e falta de estrutura do Judiciário podem ajudar candidatos fichas-sujas a concorrer a cargos 05/07/2010 | 00:01 | Rosana Félix

A expectativa positiva em torno da Lei da Ficha Limpa, uma das maiores conquistas da sociedade nos últimos anos, pode virar uma frustração. Brechas na lei, interpretações diversas e a falta de estrutura do Judiciário são vistas como obstáculos para barrar os candidatos fichas-sujas nas eleições deste ano. Isso tudo serve de motivação para que políticos já condenados digam que têm direito a concorrer, como fez recentemente o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP).

Na semana passada, em apenas dois dias o Supremo Tribunal Fe­­­deral (STF) livrou dois candidatos dos efeitos da lei. Na quinta-feira, o ministro Gilmar Mendes suspendeu decisão contrária ao senador Heráclito Fortes (DEM-PI). Na sexta-feira, foi a vez de o ministro José Antonio Dias Toffoli conceder liminar favorável à deputada estadual Isaura Lemos (PDT-GO).

Na sexta, Carlos Ayres Britto negou três pedidos de suspensão de inelegibilidade. Um do deputado João Pizzolatti, de Santa Catarina, um de Athos Pereira, ex-prefeito de Montes Claros (MG), e um de Juarez Firmino de Souza Oliveira, candidato a vereador em Maringá em 2008.

Brizza Cavalcante/Ag. Câmara

Brizza Cavalcante/Ag. Câmara / Jovita Rosa: contra a corrupção Ampliar imagem

Jovita Rosa: contra a corrupção

Movimento acompanha aplicação da nova norma

O Movimento Contra a Cor­­rupção Eleitoral (MCCE) – responsável pela campanha em prol da Ficha Limpa – é otimista quanto à aplicação da lei. Segundo a diretora da secretaria-executiva do MCCE, Jovita José Rosa, a Justiça sempre manifestou a intenção de barrar a candidatura dos fichas-sujas, mas faltava um embasamento legal para isso.

“Quem é que não sabe que o Paulo Maluf tem ficha-suja? Te­­­nho certeza de que o Judiciário vai cumprir seu papel e mostrar para a sociedade que está tratando com seriedade a questão das candidaturas”, diz. Para ela, mesmo nos casos em que não fique configurada a intenção em causar prejuízo ao erário, é preciso vetar a candidatura dos maus gestores. “É hora de combater esse mal. A corrupção gera injustiça e a injustiça gera violência. Temos de cortar esse mal, e o Ficha Limpa está aí para isso.”

Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, a lei “já pegou”. “O número de políticos que estão procurando se livrar da lei é bem inferior do que a gente esperava. Isso significa que ela já inibiu as pessoas que não tem ficha limpa de concorrer”, afirma.

Presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Mozart Valadares Pires é mais cauteloso. Ele não viu “flexibilização ou fragilização” da lei nos casos em que o STF permitiu o registro das candidaturas de políticos com a ficha suja. “É preciso ter cuidado e serenidade”, anotou, destacando que analisou várias vezes o despacho do ministro Gilmar Mendes, que suspendeu a aplicação da lei para o senador Heráclito Fortes (DEM-PI). “O senador entrou com recurso e o prazo para o registro das candidaturas termina hoje. O ministro só concedeu o efeito suspensivo ao senador para evitar dano irreparável ou de difícil reparação. Na volta do recesso, a análise de casos como esse será prioritária”, disse Pires.

O presidente da AMB, Mozart Valadares Pires, ressaltou que a lei de Ficha Limpa é um marco no país. E reforçou estar tranquilo quanto à sua aplicação. “Não é porque temos uma lei rígida que vamos querer impedir que todos sejam candidatos. A lei não pode se transformar em caça às bruxas”, advertiu.

Rosana Félix e Agência Estado

Lançada em abril de 2008, a campanha Ficha Limpa reuniu cerca de 1,6 milhão de assinaturas e mobilizou diversas entidades da sociedade civil. Ela foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 4 de junho, como Lei Complementar n.º 135/2010.

Apesar de a lei ser um grande avanço, dificilmente causará grande impacto na disputa deste ano. A opinião é de Fabiano Angélico, coordenador de projetos da Transparência Brasil, ONG comprometida com o combate à corrupção. “A lei foi aprovada e parece que tudo está resolvido. Mas dificilmente ela vai funcionar bem em 2010, pois não há uma base de dados adequada, e a Justiça Eleitoral não tem estrutura suficiente para analisar tudo”, afirma.

A lista dos inelegíveis é grande e são poucos os órgãos que encaminham informações à Justiça Eleitoral sobre administradores públicos condenados. Entre eles estão o Tribunal de Contas do Paraná (TC) e o Tribunal de Contas da União (TCU), que informam quais gestores públicos tiveram contas consideradas irregulares nos últimos anos. No Paraná, há 1,2 mil pessoas nessa situação. Em todo o Brasil, quase 5 mil.

Para tentar minimizar o problema, na semana passada o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que todos os tribunais passem a enviar informações sobre os inelegíveis à Justiça Eleitoral. “Mas são 27 tribunais estaduais, cinco tribunais regionais federais e todas as categorias profissionais. É impossível enquadrar todos os fichas-sujas neste ano”, observa Angélico.

Para fazer o registro da candidatura, o interessado precisa apresentar certidões negativas da Justiça, entre outros documentos. O coordenador da Transparência Brasil diz temer pela má-fé de parte dos candidatos. “Se determinada pessoa já foi condenada por irregularidade, qual será a confiabilidade dela em declarar algo?”

Interpretação

A tese do “eu não sabia” também pode prejudicar a aplicação da nova norma. Paulo Maluf, condenado por improbidade administrativa e procurado pela Interpol, afirma que vai concorrer à reeleição. “A minha ficha é a mais limpa do Brasil”, declarou na semana passada. A defesa dele vai se basear em um trecho polêmico da Lei n.º 135/2010. Pelo texto, estão inelegíveis os condenados por “ato doloso de improbidade administrativa que importe lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito”. Os advogados de Maluf vão dizer que ele não tinha intenção de causar prejuízo ao erário, e que tampouco enriqueceu com isso.

Segundo Angélico, se a tese for apresentada a um juiz com uma linha “garantista”, Maluf poderá obter o registro. Ele cita como exemplo o julgamento do STF a respeito do “mensalão mineiro”. Por 5 a 3, os ministros do STF aceitaram a denúncia contra o senador e ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo (PSDB). Os três votos contrários afirmaram que não havia provas concretas de que o tucano sabia do esquema. “É muito difícil provar o envolvimento de um governante, pois ele não vai querer guardar nada que indique envolvimento com irregularidades. As evidências estão com os operadores. Mas nem todos os juízes pensam assim.”

Cassação

Outro trecho da Ficha Limpa que pode gerar polêmica é referente ao dos políticos cassados. A lei diz que são inelegíveis os condenados “por conduta vedada aos agentes públicos em campanhas eleitorais que impliquem cassação do registro ou do diploma, pelo prazo de oito anos a contar da eleição”. Por isso os ex-governadores Jackson Lago (PDT-MA), Marcelo Miranda (PMDB-TO) e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), por exemplo, não poderiam concorrer nas eleições de outubro, pois todos foram cassados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no ano passado.

Entretanto, há uma linha de interpretação que indica que eles podem conseguir o registro eleitoral. Quando eles foram cassados, foram penalizados com a suspensão dos direitos políticos por três anos, contados a partir da data do fato, ou seja, da eleição que ocorreu em 2006. O presidente da As­­­sociação dos Magistrados Bra­­­sileiros (AMB), Mozart Valadares, afirmou que os três já foram condenados, cumpriram a pena e não podem ser responsabilizados mais uma vez. “Na minha leitura, esses três serão candidatos sem nenhum problema”, declarou em entrevista a Ale­­­xandre Garcia, na Globo News.

Fonte: Gazeta do Povo

José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 05, 2010
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Ex-governador Roberto Requião e Rubens Bueno brigam em aeroporto

Dirceu Portugal/ Agência de Notícias Gazeta do Povo

Dirceu Portugal/ Agência de Notícias Gazeta do Povo / Bueno fala ao  telefone, após incidente com o ex-governador Bueno fala ao telefone, após incidente com o ex-governador
Encontro Inesperado


Bueno diz que atingiu soco no rosto do ex-governador. Assessoria de Requião nega agressão e culpa presidente do PPS pelo tumulto

04/07/2010 | 15:36 | Hélio Strassacapa, Dirceu Portugal e Felippe Aníbal atualizado em 04/07/2010 às 18:00

O ex-governador e candidato ao Senado, Roberto Requião (PMDB), e o presidente do PPS, Rubens Bueno, se desentenderam, na manhã desde domingo (4), após uma discussão no saguão do aeroporto de Campo Mourão, no Norte do estado. O bate-boca gerou um empurra-empurra e o ex-governador teve seu braço arranhado no tumulto. Bueno afirma que acertou um soco no rosto de Requião, mas a assessoria do ex-governador nega a agressão.

O incidente aconteceu por volta das 11h30, quando Requião desembarcou no aeroporto para participar da Festa do Carneiro no Buraco. O político do PMDB teria feito uma piada, dizendo que, quando era governador, era prestigiado por uma grande comitiva sempre que visitava a cidade e que, agora que não está mais no cargo, poucas pessoas o receberam.

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  • Rubens Bueno e Requião: falta de decoro em praça pública

Após o deboche, Bueno teria se colocado entre Requião e o carro que levaria o ex-governador à festa. Segundo seguranças, Requião teria estendido a mão, fazendo menção de cumprimentar o presidente do PPS, mas Bueno teria rejeitado o gesto, iniciando a discussão. Os dois teriam trocado xingamentos e, segundo um segurança, Bueno teria acertado um soco com a mão esquerda, atingindo olho direito do ex-governador.

“Ele tem costume de ficar atacando todo mundo. Não é a primeira vez que sofro esse tipo de ataque”, disse Rubens Bueno. “O termo adequado para Requião é falaz. Estamos de lado opostos, mas ele não precisava perder o respeito pelas pessoas”, complementou.

De acordo com um segurança, o ex-governador tentou revidar a agressão, mas foi contido a tempo pelos agentes. “O homem é forte, tivemos de fazer uma força descomunal para conte-lo”, disse o segurança.

“Gata no cio”

A assessoria de imprensa de Requião negou que o ex-governador tenha sido agredido por um soco. De acordo com o assessor Benedito Pires, que presenciou o tumulto, após a discussão, houve um “empurra-empurra natural”. O confronto não atrapalhou a agenda do governador que, segundo Pires, pouco tempo depois já estava na Festa do Carneiro no Buraco. “O soco não existiu. O Bueno se interpôs ao governador e o ofendeu. Claramente, a intenção dele (Bueno) era causar essa confusão”, disse o assessor de Requião.

Em seu Twitter, Requião comentou com acidez o incidente. O ex-governador disse que foi arranhado por Bueno e que o presidente do PPS levou “uns petelecos”. Requião também gravou um vídeo e disponibilizou na internet com declarações sobre o incidente em Campo Mourão. Nas imagens, o governador se refere a Bueno como “limpinho”, “famoso” e “gata no cio” e dá sua versão sobre o ocorrido.

“Estendi a mão a ele e não me deu a mão. Me insultou e, de repente, como uma gata no cio tentou me arranhar. Com facilidade, afastei o pequeno rapaz. Mas ele, histérico, insistiu e levou uns petelecos do pessoal que estava em volta, amigos deles e alguns motoristas que foram me buscar”, disse Requião.

O político do PMDB classificou o incidente de “falta de educação” e disse que optou por não reagir. “Daria uma surra no pequeno menino com facilidade, mas não é isso que se espera de alguém que quer ser Senador da República pelo estado do Paraná. Me comportei com decência, mas o Rubinho perdeu a linha” , finalizou. Por volta das 17h30, Requião embarcava de volta a Curitiba.

José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 05, 2010
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CBF demite Dunga e toda comissão técnica: novo treinador até o fim do mês

Valterci Santos / Agência de Notícias Gazeta do Povo

Valterci Santos / Agência de Notícias Gazeta do Povo / Dunga é  demitido junto com toda a comissão técnica Dunga é demitido junto com toda a comissão técnica
Fim de era


Novo treinador terá pela frente um "ciclo de seis anos" e terá missão de comandar processo de renovação da Seleção Brasileira

04/07/2010 | 15:40 | GloboEsporte.com / Globo.com

A CBF oficializou há pouco, em nota publicada em seu site oficial, a dissolução da comissão técnica que comandou a seleção brasileira na Copa de 2010. Em linguagem seca e objetiva, a entidade oficializou a dispensa do técnico Dunga e de seus auxiliares. Apesar de muita especulação, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, ainda não escolheu o nome do técnico – mas já decidiu que o fará até o fim do mês.

Além de Dunga, que desembarcou hoje em Porto Alegre dizendo que ainda iria conversar com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira para falar sobre o futuro, foram demitidos também o auxiliar Jorginho, o supervisor Américo Faria (na entidade desde 1989) e o médico José Luís Runco (que estava na seleção desde 2002)

  • Saiba mais
  • Jorginho garante na chegada: 'Não estamos arrependidos de nada'
  • Dunga é aplaudido em Porto Alegre e deixa futuro na seleção em aberto
  • Lista para substituir Dunga na seleção brasileira tem cinco nomes
Veja a íntegra da nota oficial da CBF

"Encerrado o ciclo de trabalho que teve início em agosto de 2006, e que culminou com a eliminação do Brasil da Copa do Mundo da África do Sul, a CBF comunica que está dispensada a comissão técnica da Seleção Brasileira.

A nova comissão técnica será anunciada até o final deste mês de julho."

O novo técnico, segundo fonte da entidade, terá a importante missão de renovar a seleção. Analisando a idade das seleções na Copa, os dirigentes perceberam que o Brasil era uma das seleções mais velhas da competição. Enquanto a Alemanha usou nove jogadores sub-23 e a Argentina usou sete, o Brasil tinha apenas um – Ramires.

Mas o novo técnico da Seleção terá um trabalho diferente, com um ciclo possivelmente mais extenso do que os tradicionais quatro anos que separam duas Copas. Por causa das Olimpíadas de 2016, a ideia da CBF é trabalhar para um ciclo de seis anos – que começará ainda este ano com os cinco amistosos programados para 2010 (o primeiro já no dia 10 de agosto contra os Estados Unidos em Nova York).

Esse “ciclo de seis anos” incluirá pelo menos uma competição importante por ano. Em 2011, haverá Copa America e a seletiva para os Jogos Olímpicos de 2012. Em 2012, as Olimpíadas. Em 2013, Copa das Confederações no Brasil. Em 2014, a Copa no Brasil. Em 2015, Copa America, também no Brasil (embora haja especulação de que ela poderia mudar para o Chile). E, enfim, as Olimpíadas do Rio em 2016.

Por conta disso – e da necessidade de renovação – ainda há uma dúvida na CBF sobre a contratação (ou não) de um técnico específico para a seleção olímpica – como já aconteceu no passado. Essa escolha vai depender, claro, do nome escolhido para comandar a seleção principal. Pode ser que o novo treinador queira comandar os dois times – ou escolher um nome de confiança para trabalhar os novos valores.

Fonte: Gazeta do Povo

José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 05, 2010
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Jaques Wagner passa bem e deixa Hospital Espanhol

Iracema Chequer | A Tarde
Governador deixa hospital ao lado da primeira-dama e lamenta  boatos: precipitação
Patricia França

O Governador do Estado, Jaques Wagner, foi liberado por volta das 18h do Hospital Espanhol, na Barra, onde se submeteu a uma série de exames de rotina neste domingo, 4. Na saída da unidade médica, Wagner e o médico responsável pelo caso, o cardiologista Ângelo Castro Lima, concederam entrevista coletiva esclarecendo os boatos que circularam na internet dando conta de que o governador havia sofrido um infarto.

Castro Lima informou que Wagner vinha sentindo dores de cabeça e, por esse motivo, realizou uma tomografia na semana passada. Com o objetivo de retirar qualquer dúvida sobre possíveis problemas de saúde, o cardiologista solicitou a realização de uma bateria de exames clínicos e de uma arteriografia neste domingo. "O governador está em perfeitas condições de saúde, pronto para desempenhar suas funções laborativas", disse.

Wagner deu entrada neste domingo no Hospital Espanhol por volta das 9h, acompanhado da primeira-dama Fátima Mendonça e já retornou ao Palácio de Ondina no início desta noite. "Fiz um exame normal para me preparar para a campanha, por isso ninguém foi avisado. Estou saindo agora e amanhã volto ao trabalho", reforçou o governador.

Como os boatos sobre um possível infarto se disseminaram na rede e a notícia ganhou repercussão nacional, a primeira-dama do país, Marisa Letícia, o radialista e ex-prefeito de Salvador, Mário Kertész, e o governador de Sergipe, Marcelo Déda, chegaram a telefonar para Wagner a fim de se certificarem do estado de saúde do governador.

Ainda na saída do hospital, o governador demonstrou contrariedade com o ocorrido. "Lamento que o mercado tenha se precipitado. Em minha opinião, quando se trata de um assunto desses (saúde), deveria haver mais cuidado", avaliou.

*Com redação de Danielle Villela, do A TARDE On Line.

>> Leia cobertura completa no jornal A TARDE
José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 05, 2010
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domingo, julho 04, 2010

Prefeito de Santa Brígida é condenado

Redação Notícias do Sertão

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Credito: Divulgação.

Ele teria contratado empresas de servidores municipais

O TCM - Tribunal de Contas dos Municípios julgou, nesta quinta-feira (01), procedente a ação contra o prefeito de Santa Brígida, José Francisco dos Santos Teles do PSDB - Partido da Social Democracia Brasileira, por ter contratado empresas que pertencem a servidores municipais, durante o exercício de 2008. O relator, conselheiro substituto Oyama Ribeiro de Araújo, determinou imputação de multa no valor de R$ 4 mil, além de formulação de representação ao Ministério Público. Cabe recurso da decisão.

Segundo o TCM, José Francisco Teles contratou com empresas de assessores e secretários municipais, ou de seus parentes, discriminando o comércio local. As compras são do secretário de Infraestrutura e Meio ambiente, Ronaldo Nunes de Carvalho, proprietário da Avícola Galo D'Ouro, que contratou, de janeiro a agosto de 2008, o montante de R$ 67.631,60.

José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 04, 2010
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TIM: pra que promoção de 0,25 se não funciona!

Redação Notícias do Sertão

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Serviços da TIM continuam sem funcionar

Os usuários da TIM devem ta pensando porque tanta promoção se a operadora não consegue completar as ligações que tentam fazer. O sofrimento de quem precisa utilizar os serviços para ligar de TIM para TIM é algo incalculável. É necessário tentar várias vezes para conseguir falar. O que no máximo se consegue é vê no display do celular dizendo “ rede ocupada” e segundo depois uma mensagem informando “ ligue agora! Já estou disponível para receber chamadas”, o usuário liga e continua sem falar, ou aquela voz a dizer que a ligação ta sendo encaminhada para uma caixa de mensagem e será cobrado após o sinal.

A promoção intitulada Brasil Infinity Pré, que daria direito ao cliente de utilizar os serviços da operadora por apenas 0,25(vinte e cinco centavos) nas chamadas locais e DDD utilizando o código 41, para números TIM Móvel e TIM Fixo é uma propaganda enganosa, pois quase ninguém consegue realizar as ligações.

A vuvuzela utilizada na propaganda da TIM, onde informa que se o Brasil for campeão a promoção irá até 2014, deveria está direcionada para os ouvidos dos responsáveis pela operadora alertando que já tem muitos brasileiros brincalhões desejando que a seleção perca e não seja obrigado a ficar esse longo tempo utilizando os serviços da TIM.

Fonte:Notícias do Sertão

José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 04, 2010
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BURRICE DE DUNGA "LASCA" O BRASIL

A CULPA DA ELIMINAÇÃO É DESTE "BABACA"

"Futebol não é meu forte, mas harmonia, descontração e alegria têm que ter em qualquer lugar, principalmente em uma seleção. Futebol não é só arte, que arte a seleção Brasileira tem mais? Dunga mostrou arrogância, prepotência e descaso, como “se ganhar é bom, se não, fiz minha parte”. Dunga é assim. Mas o Brasil tem que ser Brasil, superior, tem que ser descontraído e alegre. A Argentina de Maradona, (não considero um grande treinador) faz da alegria e da descontração uma formula para a vitória, vencer é o rumo, é a meta.Tai um exemplo de como a Arrogância e a Prepotência não combinam com nada, nem com política e muito menos com futebol.

Que fique o exemplo, superior só Deus. Aqueles que se achem o tal, reflitam, carreguem a humildade como uma bandeira, e para Dunga um recado: Sua cara de 'mau' não combina com a seleção Brasileira e você senhor Dunga não poderia nunca dirigir uma seleção Brasileira, você não transmite felicidade e nem alegria, daí fica difícil você representar um povo que é muito diferente de você.

Ah! Sim, dizem que Lula foi a África assistir o jogo, só falta agora ter ido secar a seleção Brasileira, Lula só tem sorte pra ele mesmo."

Pura Política (João andrade Neto)

Fonte: Sudoeste Hoje

José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 04, 2010
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Ayres Britto nega liminar a políticos que tentavam escapar da ficha limpa

Políticos de SC, MG e PR tentaram reverter lei que vetou suas candidaturas. Para vice-presidente do STF, só um colegiado poderia revogar as decisões

03/07/2010 | 12:21 | G1/Globo.com

O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, negou na noite desta sexta-feira (2) três pedidos de liminar para suspender a lei da Ficha Limpa. As medidas foram apresentadas pelo deputado federal João Pizzolatti (PP-SC), pelo ex-prefeito de Montes Claros (MG) Athos Avelino Pereira e o ex-vice-prefeito Sued Kennedy Parrela Botelho e pelo candidato a vereador paranaense Juarez Firmino de Souza Oliveira.

A lei da ficha limpa veta a candidatura de políticos condenados crimes eleitorais por um colegiado de juízes. A norma foi aprovada no Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 4 de junho. Também ficam inelegíveis aqueles que renunciaram para escapar da cassação e os cassados pela Justiça Eleitoral por irregularidades cometidas nas eleições de 2006.

  • Saiba mais
  • Ministro do STF suspende lei Ficha Limpa para deputada de Goiás
  • Ficha Limpa permanece intocada, diz presidente do TSE
  • Candidatos podem ser eleitos sub judice

Ayres Britto está no exercício da presidência da Suprema Corte e negou os pedidos alegando que não poderia suspender individualmente uma decisão tomada por um colegiado de juízes. O ministro afirma que “não está totalmente convencido” da possibilidade de concessão do efeito suspensivo por decisão monocrática, ao analisar uma decisão de colegiado.

“Se não é qualquer condenação judicial que torna um cidadão inelegível, mas unicamente aquela decretada por um 'órgão colegiado', apenas o órgão igualmente colegiado do tribunal ad quem [instância superior] é que pode suspender a inelegibilidade”, argumenta Ayres Britto em seu despacho.

A negativa de Britto aos pedidos de suspensão da lei da Ficha Limpa ocorre depois de colegas – ministro Dias Toffoli e ministro Gilmar Mendes – de Ayres Britto terem concedido duas sentenças favoráveis a políticos atingidos pela norma, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) e a deputada estadual de Goiás, Isaura Lemos (PDT).

Casos

Ao negar o pedido do deputado federal catarinense João Pizzolatti (PP), Ayres Britto alegou que o parlamentar, condenado por improbidade administrativa, não foi penalizado pelo exercício de seu mandato, mas por ser sócio de uma empresa que teve um contrato com a Prefeitura de Pomerode (SC) considerado irregular pela Justiça.

O mesmo argumento foi utilizado por Britto no caso do ex-prefeito de Montes Claros (MG) Athos Avelino Pereira e do ex-vice-prefeito Sued Kennedy Parrela Botelho, condenados pela Justiça Eleitoral de Minas.

Já para Juarez Firmino de Souza Oliveira, condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, Ayres Britto afirmou que o Supremo não poderia suspender um recurso da Justiça Eleitoral. Oliveira teve suas contas de campanha para vereador de 2008 rejeitadas pelo Juízo Eleitoral da 66ª Zona de Maringá (PR). O TRE do estado extinguiu o recurso apresentado pelo candidato, que recorreu ao STF para garantir efeito suspensivo a recurso especial eleitoral contra a decisão do TRE, evitando a inelegibilidade.

Fonte: Gazeta do Povo

José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 04, 2010
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Maioria já gasta como rico

Com a renda “esticada” pelo crédito, nova classe média exibe padrão de compras parecido com o das famílias de maior renda

Publicado em 04/07/2010 | Cristina Rios

Dos produtos de supermercado ao eletrodoméstico ou carro, a “nova classe média” já compra como a população de maior poder aquisitivo. Pes­­quisas mostram que, embora os ganhos mensais de cada uma sejam diferentes, a classe C – que hoje representa 52% da população brasileira e viu sua renda ser “esticada” graças às facilidades de crédito – adotou um padrão de consumo muito semelhante ao da classe B.

Uma das explicações para isso é que,
apesar da diferença entre as rendas, o dinheiro que sobra depois de pagar as contas é praticamente o mesmo nas classes B e C. Por um lado, o orçamento da classe B tem sido pressionado principalmente pelos gastos com serviços privados, como escola particular, transporte e saúde privada, o que ajuda a diminuir a renda disponível para compras. A classe C, por sua vez, está habituada a usar mais os serviços públicos, que não pesam no bolso. A renda que sobra, espichada pelo crédito ou até mesmo pela poupança, ajuda a satisfazer a vontade de consumo, aponta pesquisa de consumo Lupas, da CCZ Publicidade.

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A nova classe C representa 52% da população e esticou seu poder aquisitivo graças a facilidade de crédito

Crescimento - Ascensão social ocorre em vários países emergentes

A formação de uma nova classe média não é um movimento exclusivo do Brasil. Em países em desenvolvimento, ela já soma 400 milhões de pessoas, volume que deve chegar a 2 bilhões até 2030.

A classe média praticamente dobrou de tamanho na maioria dos países emergentes nos últimos quinze anos e já representa 29% da população do México e 45% da do Chile, por exemplo. Na China, ela praticamente inexistia até meados dos anos 2000 e agora representa 31% da população. No Brasil, ela representa 52% da população.

A combinação de estabilidade econômica, aumento de renda e um cenário global favorável fez com que pelo menos 32 milhões de pessoas ascendessem das classes D e E para a C. O resultado é que a classe C se tornou a mais numerosa do país, com 90 milhões de brasileiros.

  • Saiba mais
  • Preço não é decisivo na hora da compra

“Há uma proximidade entre as classes que ninguém imaginava. As empresas sempre consideraram a classe C como um outro mundo, à parte das classes A e B. A pesquisa mostra tam­­bém que a B está muito mais próxima da C do que da A”, afirma Viviane Camargo, diretora de atendimento da CCZ. O levantamento ouviu 51 mulheres em Curitiba das classes B (renda familar entre R$ 2,23 mil e R$ 4,6 mil) e C (R$ 933 a R$ 1,4 mil).

A pesquisa mostra que a classe C tem em casa as mesmas marcas e produtos que a classe B consome. Desde a ge­­ladeira de inox, do computador, da tevê de LCD e do carro novo na garagem (tudo financiado em várias parcelas) até os itens básicos, como sabonete e o sabão em pó, o suco e a margarina.

No caso de vários bens duráveis – como televisor, geladeira, rádio, aparelho de DVD e lavadora de roupas –, a classe C já está colada na B, com um índice de penetração nos lares próximo de 100%, segundo um estudo elaborado pela Con­fe­deração Nacional da Indús­tria (CNI). Pelo menos 89% das famílias da nova classe média têm celular, 52% têm computador, 75% têm freezer, 54% aspirador de pó e 34% tevê por assinatura, o mesmo índice dos que possuem banda larga.

“Hoje, para se saber a classe social de uma pessoa é preciso saber quanto ela ganha e não quanto ela gasta. Com o efeito do crédito, compra quem quer e não apenas quem pode”, afirma o cientista político Bolívar Lamounier, um dos autores do livro A Classe Média Brasileira – Ambições, Valores e Projetos de Sociedade.

Dívidas

Mas, se as classes C e B se aproximam no consumo, se distanciam quando o assunto é endividamento. Ambas usam o crédito para realizar os sonhos de consumo, mas o comprometimento da renda e o risco de inadimplência são maiores entre os que ganham menos. O levantamento da CNI mostra que, nos últimos 12 meses, a necessidade de ajustar as despesas à receita, cortando gastos, afligiu pouco mais de um terço das famílias de classe média alta (36%). Mas a proporção correspondente nas classes de renda mais baixa foi de 61% na classe C, 64% na classe D e 54% na classe E.

“Com a economia aquecida, o risco de uma explosão de inadimplência é pequeno. O problema é se há um desaquecimento, com reflexos em aumento do desemprego”, lembra Christian Majczak, da consultora GO4!. “A classe B tem mais gordura para cortar do que a C”, acrescenta. Para ele, as duas classes deverão continuar muito parecidas nos próximos anos, com a classe B seguindo pressionada pelos custos de serviços, que vêm subindo acima da inflação.

Juntas, as classes B e C deverão responder por 74% do consumo do país em 2010. Mas estimativas apontam que o consumo de produtos e serviços nas classes C, D, E deve crescer entre 7% e 8% ao ano até 2013, o dobro do projetado para as classes A e B.

“Duelo” de classes

Classe B

A empresária Francine Quadros Maes (foto 1), de 37 anos, e o marido, Fabiano Maes, de 37 anos, têm uma pet shop no bairro Água Verde, que garante uma renda mensal de R$ 4 mil.

Ela mora em casa própria, mas há tempos não renova os eletrodomésticos. Não tem tevê de plasma e o micro-ondas pifou e não tem data para ir para o conserto ou ser trocado. “Preferimos esperar e comprar um novo quando der”, explica Francine. “Hoje nossas prioridades são outras, como por exemplo o uniforme da nossa filha.”

Educação

Apesar de ganhar mais que o dobro da Samara (personagem do texto ao lado), o orçamento de Francine vem sendo espremido pelos gastos com a educação da filha, de sete anos, Ana Thereza. “É a nossa maior despesa”, diz a empresária. A escola integral sai por R$ 1,3 mil ao mês, mas ainda há mais gastos pesados, que incluem o plano de saúde de R$ 600 e a prestação do carro, de R$ 700. “As despesas são altas, então temos que ter controle.”

Lazer

Francine conta que chegou a buscar uma escola pública para a filha, mas não deu certo. Os gastos são controlados também no supermercado, mas ela não abre mão de algumas marcas de que gosta. Como a filha fica o dia todo na escola, o casal estabeleceu uma rotina de lazer, que inclui a ida ao cinema ou um lanche no McDonald´s pelo menos uma vez por semana. A família não tem poupança, mas os dois economizam todo o ano para poder fechar a pet shop por dez dias e tirar férias.

Classe C

A vendedora Samara Costa (na foto 2, com o filho João Gabriel), de 31 anos, tem uma renda de cerca de R$ 1,6 mil por mês, mas acaba de comprar um micro-ondas Brastemp de quase R$ 1 mil. Como João Gabriel estuda em colégio público, as despesas são basicamente o aluguel da casa, de R$ 320 (que já inclui a água) e os gastos com alimentação e transporte. “Eu economizo e compro tudo à vista”, explica.

Luxos

Samara aproveitou uma liquidação na Leroy Merlin e comprou um lustre R$ 1 mil. “Era uma promoção, o preço original era R$ 4 mil e não resisti. Mas também usei minhas economias para pagar na hora.” O lustre vai decorar a sala da casa nova, que ela está comprando por meio do programa Minha Casa, Minha Vida em Fazenda Rio Grande, na Grande Curitiba.

A vendedora também não economiza quando o assunto é alimentação.

“Não compro por marca e sim por qualidade.” Na sua geladeira, por exemplo, não pode faltar suco de soja concentrado e potes de margarina Amelia, que custam cerca de R$ 6. “É mais parecida com a manteiga, sem ser gordurosa”, explica.

Controle

Apesar dos “luxos”, Samara diz que controla os gastos na ponta do lápis. “Eu compro roupa duas vezes por ano, sempre nas liquidações das estações.” Ela ainda não tem computador, mas está nos seus planos comprar um. “Mas vai ter que ficar para depois da compra da casa”, afirma. Além do trabalho como vendedora, Samara faz vários bicos para aumentar a renda e as economias, que a ajudaram a juntar R$ 10 mil em uma poupança para dar de entrada na casa própria.

Fonte: Gazeta do Povo

José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 04, 2010
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Um castigo ainda pior

Fotos: Jonathan Campos/Gazeta do Povo / Homem caminha em meio à  água da enchente em Murici: cidade de 27 mil habitantes tem 60% da  população dependente do Bolsa Família Homem caminha em meio à água da enchente em Murici: cidade de 27 mil habitantes tem 60% da população dependente do Bolsa Família Tragédia no Nordeste


Cidades destruídas pelas chuvas no Nordeste estão entre as piores no Índice de Desenvolvimento Humano, com população dependente do Bolsa Família

Publicado em 04/07/2010 | Bruna Maestri Walter, enviada especial

Drama das Marias

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Vida no barraco improvisado - Com a destruição das casas e o aperto nos abrigos, muitas famílias fizeram moradias improvisadas com lonas, pedaços de madeira retirados dos escombros e lençóis. Sivanilda Maria da Silva vive em um deles com seis filhos e o marido, na cidade de Murici, em Alagoas. A base do barraco é a grama encharcada e a lona com furos permite que a água invada a moradia

A doação de R$ 20 que faz falta - Quando via as imagens sobre a destruição em Santa Catarina, em novembro de 2008, a vendedora de bijuterias Maria Sônia Ferreira conta que chorava com as histórias dos que perderam tudo. Emocionada, doou R$ 20. “Foi pouco, mas foi de coração”, diz. “Eu chorava quando vi o povo na tevê e hoje estou passando pior do que eles.” Sem sua casa, hoje ela vive em um abrigo de Santana do Mundaú, em Alagoas

Em casa para evitar saques - A casa da feirante Maria Cassiano foi atingida pela enxurrada, em Rio Largo, em Alagoas, mas ficou de pé. A lama invadiu a residência, mas mesmo assim Maria quer ficar no local para evitar saques do pouco que sobrou. “Se deixar, o povo malandro vem e leva.”

Mortadela dos destroços - Moradora da cidade de Barreiros, em Pernambuco, Cândida Maria Andrade Santos reclama que não recebe cestas básicas. O vizinho Anderson da Silva Santos, na mesma situação, entrou em um supermercado atingido pela enxurrada e retirou do meio da lama cinco pacotes de mortadela. Um deles deu para Cândida Maria, que aceitou prontamente

Malandragem

Pessoas tiram proveito entre desabrigados

Na tentativa de receber uma casa nova do governo, falsos desabrigados se infiltraram entre os flagelados das chuvas nos alojamentos de Alagoas. As autoridades já descobriram casos em União dos Palmares e há indícios em Murici. Os aproveitadores teriam criado “flagelados fantasmas’’ para receber alimentos por, supostamente, abrigarem vítimas das enchentes em suas casas. Outros estariam vendendo alimentos recebidos. As denúncias partem dos próprios desabrigados. “Eles nos avisam quando alguém só aparece para dormir’’, conta a responsável pelas doações em União dos Palmares, Elizabeth de Oliveira.

Folhapress

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  • Municípios estão em uma das regiões menos desenvolvidas do país. Conheça os índices sociais


O tumulto para receber doações é grande no município alagoano de Branquinha, uma das 95 cidades afetadas pela enxurrada em Ala­­goas e Pernambuco. O Exército pôs cordas e bancos para organizar a entrega feita na igreja, único prédio que ficou de pé no centro de Branquinha. Agentes da prefeitura cadastram as pessoas atingidas pela cheia e dizem que elas terão prioridade no recebimento de cestas básicas. “Eu preciso tanto quanto os cadastrados”, retruca na fila a moradora Roseane da Silva, 32 anos. A casa onde ela vive com o marido e dois filhos não foi atingida, mas Roseane diz que não tem como comprar alimentos. “O temporal só piorou a situação.”

Branquinha está entre as 50 ci­­dades do país com pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), de um total de 5.507 municípios. O indicador mede a combinação dos níveis de riqueza, educação e ex­­pectativa de vida. Entre os estados, Alagoas é o que tem o pior IDH. Pernambuco aparece na 23.ª colocação.

Os dois estados registram 57 mortes pela chuva. Agora, os go­­vernos terão de contornar a situação diante de uma realidade que já costuma ser difícil. Há municípios afetados com mais da metade de sua população atendida pelo programa Bolsa Família, que beneficia pessoas em situação de pobreza e de extrema pobreza. “Aqui temos os desabrigados, os desalojados e os necessitados. Todos estão num patamar único”, diz a prefeita de Branquinha, Renata Moraes. Cer­­ca de 60% da população da ci­­dade depende do programa do governo federal. Em Jacuípe, na divisa de Alagoas com Pernam­buco, o índice chega a 73%.

Entre a população atingida pela enxurrada no Nordeste estão boias-frias, quilombolas, moradores de assentamentos rurais e trabalhadores de usinas. A economia nas cidades é muito dependente da cana-de-açúcar, do serviço público e do comércio.

Busca por emprego

Na falta de empregos, trabalhadores costumam ir para outros estados cortar cana. O marido da empregada doméstica So­­lange Bezerra do Nascimento, 36 anos, é um deles. Ele saiu no dia 5 de junho de Branquinha e a esposa ficou com os três filhos. Na cheia do dia 18, Solange dormia com as crianças e conta que, não fosse o irmão Valdemar ter batido na por­­ta, ela desceria pelo rio. “Meu marido não estava aqui na hora que mais precisava. Quem me acudiu foi minha família. Ele nem tem culpa, não sabia que ia acontecer isso.”

Solange perdeu a casa e vive agora com a mãe e o irmão. O marido não pode voltar mais cedo, se­­não perde o contrato de trabalho. Deve voltar entre 23 e 24 de dezembro, para o Natal.

“A vida é sofrida porque pobre não tem vida boa”, resume o trabalhador rural afastado José Sebas­­tião da Silva, 48 anos, sobre a vida dele em Branquinha. Ele ficou sem a casa, não tem economias e espera não perder o benefício que recebe por causa de um acidente de trabalho. Acha que poderia perder o auxílio caso não conseguisse uma bicicleta emprestada para ir a Murici fazer a perícia médica. “Dá mais de uma hora para Murici, mas, se não fizer a perícia, não recebo mais.”
Fonte: Gazeta do Povo
José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 04, 2010
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Uma década de impunidade

Em 2000, relatório final da CPI do Narcotráfico apontou 104 nomes ligados a uma rede de comércio de drogas, desmanche de carros e corrupção policial. De lá para cá, poucos foram condenados

Publicado em 04/07/2010 | Aline Peres e Diego Ribeiro

Dez anos depois da passagem da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico pelo Paraná, o saldo é de impunidade. Dos 104 nomes citados no relatório final da comissão no estado – entre empresários, policiais e empresas – somente dois foram condenados. As informações levantadas na época pelos parlamentares e promotores do Ministério Público (MP) estadual sobre a rede de comércio ilegal de drogas, desmanche de veículos roubados e corrupção policial se dissolveram com o tempo. O resultado foi o contrário do esperado: nesses dez anos, o Paraná se tornou porta de entrada do narcotráfico, que faz de Curitiba hoje uma das capitais mais violentas do país.

Entre os motivos do baixo índice de condenação estão, segundo fontes ouvidas pela Gazeta do Povo, desde a superexposição das suspeitas na CPI até a vulnerabilidade do MP no início da década, com poucas pessoas e quase nenhuma tecnologia disponível para investigar. Nos processos contra 44 acusados aos quais a reportagem teve acesso, apenas em cinco deles há três condenações: uma do empresário Paulo Mandelli e duas de Joarez França Costa, conhecido como Caboclinho – ambos suspeitos de serem ligados a desmanche de veículos. Os dois foram os únicos condenados até agora, mas já estão soltos. Dos 27 policiais suspeitos de ligação com o narcotráfico e outros crimes, na época, nenhum foi punido ou afastado, de acordo com a Se­­cretaria de Estado da Segurança Pública.

Com a repercussão do caso, as investigações da CPI culminaram com a exoneração do então secretário de Segu­­rança Pública, Cândido Manuel Martins de Oliveira, acusado de omissão. Na sequência, ne­­nhum processo criminal foi aberto contra ele.

Histórico

A CPI Nacional do Narcotráfico teve início em abril de 1998, mas passou pelo Paraná em 2000. No dia 5 de dezembro daquele ano, foi divulgado o relatório final das investigações, na Câmara dos Deputados, em Brasília. O documento continha 1,4 mil páginas. No total, foram citadas 828 pessoas entre políticos, empresários, juízes, advogados e policiais envolvidos com o crime organizado ou por sonegação fiscal, em 17 estados.

Durante as investigações, os parlamentares descobriram a Conexão Acreana, comandada pelo ex-deputado Hildebrando Pascoal, acusado de tráfico e assassinato de mais de 60 pessoas. No Rio de Janeiro, Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foi reconhecido como o maior gerente do tráfico do país.

Com a conclusão dos trabalhos, houve o encaminhamento de cópias dos indiciados à Procura­­doria Geral da República, que repassou as acusações para o Ministério Público. O que se viu foram investigações incipientes e frágeis, com pouca consistência probatória.

Muita denúncia, pouca prova

Cerca de 800 denúncias anônimas che­­ga­­­­ram à Comissão Parlamentar contra po­­liciais e traficantes no Paraná. Embora as denúncias fossem muitas, a capacidade de verificá-las era pequena. As investi­­ga­­ções da CPI chegaram a pequenos tra­­fi­­cantes. As apurações do Ministério Pú­­blico alcançaram os esquemas de des­­man­­ches e roubo de veículos, mas os ba­­rões do tráfico nunca foram atingidos. “Não queríamos chegar aos pequenos traficantes apenas, mas aos grandes. E isso nós não conseguimos”, lamenta o ex-deputado federal Padre Roque.

Segundo os promotores Paulo Kessler e Luiz Eduardo Silveira de Albuquerque, o medo das testemunhas travava as investigações. De acordo com Kessler, muitas delas depuseram na CPI, mas o medo fazia com que as testemunhas não fossem até o Ministério Público – o que impedia o pedido de abertura de inquérito. Albuquerque explica que mais da metade dos que foram até a Comissão para testemunhar eram pequenos traficantes. “Eles se sentiam ameaçados e iam lá. Alguns sumiram, outros foram mortos”, diz.

Para Padre Roque, a complexidade do programa de proteção à testemunha dificultava a boa vontade das pessoas que se propunham a falar. “Era a pouca fé que as pessoas tinham no Judiciário”, afirma.

O promotor Vani Bueno vê na falta de equipamentos o ponto fundamental pa­­ra a pouca quantidade de provas. “Nós não tínhamos esses equipamentos (de interceptação telefônica). Hoje nós dispomos desses sistemas. As provas técnicas de hoje são muito mais consistentes”, explica. Na opinião de Bueno, os promotores não conseguiram realizar grandes flagrantes. Os que aconteceram foram nos casos de desmanches.

Não bastasse a falta de tecnologia, o número de pessoas era insuficiente. “Houve pe­­dido de quebra de sigilo fiscal, telefônico e bancário, mas não conseguimos cruzar os dados (pela falta de pessoal)”, diz Kessler. Além destes empecilhos, os promotores são unânimes em apontar a superexposição na mídia da CPI como obstáculo aos trabalhos. Os fatos expostos em excesso pela CPI podem ter alertado os traficantes, o que teria dificultado ainda mais as investigações.

Análise

Rede de influência

Para o ex-deputado federal Padre Roque, a CPIteve pontos positivos. “Foi trazido à tona uma questão que estava nos porões do estado”, diz. De acordo com ele, o problema do tráfico não era levado a sério e, a partir do trabalho da Comissão, o tema passou a ser debatido nacionalmente.

Fábio Guaragni, promotor responsável pela investigação de Paulo Mandelli na antiga PIC, elogia as investigações. “A gente percebe que as vitórias do Ministério Público não significam cadeia. Mas por conta de tudo aquilo houve uma profunda revolução dentro da polícia”, opina.

Guaragni ressalta que o MP conseguiu romper com a corrupção policial estruturada na época. “Não é uma punição do sentido processual. A estrutura da criminalidade organizada se desmontou. Paulo Mandelli e o Joarez eram visto como reis do desmanche no estado, tinham amplo trânsito político. E isso foi rompido”, diz.

Defesa

Cândido Manuel Martins de Oliveira, secretário de Segurança Pública em 2000

Como o senhor analisa hoje a CPI do Narcotráfico, dez anos depois?

A CPI foi eminentemente política. Tinha um motivo sério, que era averiguar o problema do narcotráfico. Mas, ao longo do tempo, foi desvirtuada por interesses dos integrantes da própria Comissão. Entre eles, realço o Padre Roque, que era político do Paraná e meu inimigo pessoal.

E qual o motivo da inimizade?

O Padre Roque comandava, praticamente, as invasões de terra através do MST. Eu era secretário da Segurança e cumpria ordens judiciais de despejo. Ele resolveu, através da CPI, tirar sua vingança.

Por que o senhor pediu exoneração?

Como secretário da Segurança, não poderia perdurar sobre a minha conduta nenhuma dúvida. Eu era acusado dos crimes mais hediondos, como tráfico de drogas, comandar desmanches de carro, de tráfico de órgãos. Eu sabia que eram absurdas, mas os órgãos de divulgação davam cobertura. Então, embora o governador (Jaime Lerner) não quisesse me conceder exoneração, eu insisti e ele, finalmente, concordou.

Parte das denúncias é referente a extorsões causadas por policiais. Como o senhor atuou na época?

Posso assegurar com absoluta lealdade que jamais ficou uma denúncia sem apuração. Todos os delegados eram da minha confiança e jamais cometeram, até onde eu sei ou sabia, um ato desabonador.

Como era o trabalho de repressão à corrupção policial?

Era enérgico. Nunca se exonerou tantos policiais corruptos, tanto civis como militares, como no período em que fui secretário de Segurança. Exonerei mais de 5 mil policiais quando se comprovava, evidentemente, que eram culpados.

Sua vida pessoal mudou após a CPI?

Mudou tudo. Eu era um político militante. Hoje, cuido de fazendas. Tenho uma fazenda de gado e agricultura em Clevelândia (no Centro-Sul do Paraná). Minha mãe herdou do pai dela e quem tocava era meu pai, que faleceu, mais ou menos nessa época da CPI, até de desgosto. Ele sabia que eu era inocente.

Pedro Serápio/ Arquivo/ Gazeta do Povo

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Rodolfo Bührer/ Arquivo/ Gazeta do Povo

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Arquivo/ Gazeta do Povo

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Valterci Santos/ Arquivo/ Gazeta do Povo

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Edeson Silva/ Arquivo/ Gazeta do Povo

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Epitacio Pessoa/ AE

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Joedson Alves/ AE

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Marcelo Elias/Gazeta do Povo

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O COMEÇO - Delegado Adauto Abreu: “Era uma ocasião da Polícia Civil do PR”

PIROTECNIA - CPI: de “show pirotécnico” a fracasso de condenações

REI DOS DESMANCHES - Paulo Mandelli: absolvido em quatro de nove ações, até agora

O PALANQUE - Padre Roque: CPI não chegou aos grandes traficantes

O EMPRESÁRIO - Hissan Hussein Dehini: “Não tem como eu ser narcotraficante”

FEDERAL - Moroni Torgan : exposição excessiva atrapalhou as investigações

O FINAL - Michel Temer (no centro): relatório da CPI citou 828 pessoas no país

EXONERADO - Cândido Manuel Martins de Oliveira: pressão o levou a pedir afastamento

  • Saiba mais
  • Veja o que aconteceu com os principais citados nos casos investigados pela CPI
  • Do frisson ao crack

Quando a CPI chegou ao Pa­­raná, a rede de narcotráfico já estava sendo investigada pela Pro­­motoria de Investigações Cri­­minais (PIC), atual Gaeco, criada pelo MP no fim da década de 90. Alguns promotores iniciaram uma investigação que poderia vir a ser uma das maiores tentativas de limpar a polícia do Paraná e uma das ações mais ousadas contra o tráfico de drogas. Segundo Paulo Kessler, um dos promotores na época, as investigações da PIC, antes da própria CPI, ganharam envergadura. “Em 1998, a CPI foi instalada em plano nacional, mas naquela altura já tínhamos informações sobre o tráfico de drogas, desmanche, furto e roubo no estado”, diz.

Apesar do esforço do MP, deputados e de alguns policiais, na prática, pouco se fez contra o narcotráfico. Quando a CPI chegou às re­­giões Sul e Sudeste do Brasil, a di­­ficuldade em investigar aumentou e grandes advogados começaram a intervir em favor de pessoas que estavam próximas de entrar na mira dos parlamentares.

Extorsão

Convidado pelo então deputado federal Padre Roque, integrante da Comissão Parlamentar, o delegado do Grupo Fera naquele período, Adauto Abreu de Oliveira, e a esposa dele, a delegada Leila Aparecida Bertolini, foram até Brasília prestar depoimentos. O delegado paranaense relatou o que muitos já sabiam, mas ninguém tinha coragem de expor. “Era uma ocasião negra da Polícia Civil do Paraná. A Delegacia Antitóxicos (Datox), na época, além de traficar drogas, fa­­zia a extorsão como regra”, afirma.

O delegado havia prendido o ex-policial civil Humberto Aparecido Terêncio, uma das principais testemunhas na CPI, fato que chamou atenção dos parlamentares. De acordo com Abreu, quando chegou à Datox pela primeira vez, ele teria relatado o problema ao então secretário da Segurança Pública do Paraná, Cândido Manuel Martins de Oliveira, que não teria dado a importância necessária ao caso. “O Candinho me chamou de louco e me afastou.”

“Rei do desmanche” faz casas populares

O empresário Paulo Mandelli, apontado pela CPI do Narcotráfico como “rei do desmanche” em Curi­­tiba, foi preso em 2005 pela Polícia Fe­­deral, cumpriu pena e foi solto. Foi absolvido em quatro das nove ações penais que respondia. De­­pois de dez anos, a Justiça o condenou uma vez, por receptação, em Foz do Iguaçu. A pena foi fi­­xada em cerca de dois anos de prisão. O caso está em grau de apelação no Tribunal de Justiça do Pa­­raná (TJ), segundo o próprio advogado de Mandelli, Luiz Fernando Bonette.

O homem que já foi uma das pessoas mais procuradas do Paraná hoje vive da construção civil e faz, entre outros trabalhos, residências para o programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida. Ele foi absolvido nos casos de posse de arma, corrupção passiva e ativa, em um caso em que o ex-delegado-geral da Polícia Civil, João Ricardo Képes Noronha, e Joarez da França Costa, conhecido como Caboclinho, eram réus também. O outro arquivamento é referente a um crime de sonegação fiscal.

Mandelli ainda responde por formação de quadrilha, receptação qualificada, associação deli­­tuo­­sa e outra denúncia de sonegação fiscal. A defesa de Mandelli espera que ele seja absolvido nesses casos também. A acusação de formação de quadrilha é rebatida pela defesa em razão da suposta falta de caracterização do crime. No crime de receptação qualificada, o advogado afirma que não há provas do dolo na questão, o que descaracterizaria a ilegalidade.

Quanto à sonegação fiscal, em outros processos denunciados pelo MP, Mandelli já foi absolvido em razão da antecipação da denúncia. O crime teria de ter um julgamento administrativo na Receita Federal antes do criminal.

Caboclinho

Outro empresário ligado a desmanches de carro na época, Joarez da França Costa, foi absolvido em quatro dos sete processos que responde. Segundo Bonette, que também defende Caboclinho, o primeiro é o da posse de uma caneta revólver, em que o Supremo Tribunal Federal o absolveu pelo crime ter prescrito. Os outros são os de corrupção ativa e passiva, tortura e pelo caso que ficou conhecido como “cemitério de motores”. Em 2001, foram encontrados 165 motores enterrados dentro de um terreno em Rio Branco do Sul, região metropolitana de Curitiba.

Caboclinho já foi condenado a 17 anos de prisão por ser mandante da morte de Jesael Cubas, em 1999. O caso está em fase de apelação no TJ. É acusado, também, de um duplo homicídio, em Rio Branco do Sul. A ação ainda está em fase de instrução. Além disso, foi condenado por receptação, em Maringá, no Noroeste do estado, onde possuía uma loja de autopeças. A defesa apelou e nada teria sido definido pelo TJ ainda. Hoje ele mora em Ortigueira, Norte do Paraná.

Indenização

O empresário Hissan Hussein Dehaini, suspeito de tráfico de drogas na época, vai entrar na Justiça contra o Estado do Paraná e pedirá R$ 5 milhões em indenização pelas acusações. Ele alega que perdeu muito dinheiro em seus negócios em Araucária, região metropolitana de Curitiba. Ele é proprietário de hotéis, posto de gasolina e empresa de táxi aéreo.

De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Paraná, Dehaini, ao lado de outras oito pessoas, havia formado uma organização criminosa com o objetivo de traficar drogas. A Justiça absolveu o empresário no fim do ano passado.

Segundo o despacho do juíz João Eduardo Staut Nunes, houve “insuficiência do conjunto pro­batório”. Na opinião de Dehaini, ele foi envolvido nas investigações por ser cunhado do ex-investigador da polícia civil, Samir Skan­­dar, investigado e preso por suspeita de envolvimento com roubos e furto de caminhonetes no estado. O empresário diz que Skan­­dar nunca participou de seus negócios.

“Muitas empresas deixaram de voar conosco. Antes da absolvição, muita gente tinha dúvida”, afirma. Não tem como eu ser narcotraficante ostentando o que eu ostento. Tenho uma casa que vale R$ 5 milhões, tenho hotel que tem heliponto, tenho um carro de R$ 800 mil. A gente tem uma história aqui dentro de Araucária. A gente não tem um botequim que vende coxinha.” O empresário garante que toda a movimentação de dinheiro em suas contas pessoais e das empresas são legais. “Tudo tem origem”, alega.

Fonte: Gazeta do Povo

José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 04, 2010
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Explosão de caminhão deixa mais de 200 mortos no Congo

AFP - STR

AFP  - STR / Caminhão carregava gasolina, quando sofreu acidente Caminhão carregava gasolina, quando sofreu acidente
acidente


A Cruz Vermelha contabilizou pelo menos 221 mortes e 214 pessoas feridas. Após o caminhão capotar, o combustível vazou e atingiu muitas casas construídas com palha e terra, o que facilitou a propagação das chamas

03/07/2010 | 10:59 | Agência Estado

AFP - STR

AFP - STR / Pelo menos 221 pessoas morreram na explosão Ampliar imagem

Pelo menos 221 pessoas morreram na explosão

Mais de 200 pessoas morreram em decorrência da explosão de um caminhão-tanque carregado de gasolina que tombou no leste da República Democrática do Congo, informaram hoje as autoridades locais. A Cruz Vermelha contabilizou pelo menos 221 mortes e 214 pessoas feridas. O motorista do caminhão, que era procedente da Tanzânia, ficou ferido, mas saiu com vida da explosão e do incêndio.

O acidente ocorreu na sexta à noite próximo a vila de Sage, perto da fronteira leste do país. Após o caminhão capotar, o combustível vazou e atingiu muitas casas construídas com palha e terra, o que facilitou a propagação das chamas. Dos feridos, alguns foram atendidos no centro médico de Sange e outros foram transferidos ao hospital de Uvira.

Segundo o porta-voz das Nações Unidas, Madnodje Mounoubai, o acidente foi mais grave por que várias pessoas tentavam saquear a gasolina que se espalhava pelo chão com pequenos vasilhames quando aconteceu a explosão.

Fonte: Gazeta do Povo

José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 04, 2010
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Veja roupas à venda nos mercados

em coleções de roupas
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Grandes redes investem
em coleções de roupas
a preços populares

Imagine encontrar em um mesmo lugar frutas, congelados, produtos de limpeza, perfumaria e roupas cheias de estilo. Pois isso é possível. As grandes redes de supermercados estão investindo no setor, e já é possível comprar muito mais do que apenas produtos básicos. A Revista da Hora foi às quatro lojas mais conhecidas no setor e montou visuais cheios de estilo com peças que são verdadeiros achados.

A rede americana Walmart trabalha com vestuário no Brasil desde 1995, quando abriu sua primeira loja no país. A marca conta com linhas de roupas, acessórios, calçados e moda íntima para homens, mulheres e crianças. "Além de produtos próprios, estabelecemos parcerias com fornecedores de marcas conhecidas em diversos setores", afirma a gerente de desenvolvimento têxtil da marca, Milena Furlanetto Rossi.

Leia essa reportagem completa na edição impressa do Agora, nas bancas neste domingo, 4 de julho

Ou clique aqui, conheça e assine o Agora

José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 04, 2010
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Fotos do dia

A gata Jéssica Maia desfila na Portela desde 2002 A carioca agora se prepara para ser estrela de uma marca de  biquíni Jéssica é professora de dança e desenvolve um projeto social com  crianças da Portela
O argentino Higuaín e o alemão Friedrich disputam bola em jogo das  quartas de final Alemães comemoram o terceiro gol sobre a seleção argentina Maradona consola Messi após eliminação da equipe alviceleste
José Montalvão José D.M.Montalvao - julho 04, 2010
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