| Economia e Infra-Estrutura |
| Paulo Passarinho |
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Paulo Passarinho Uma amiga me explicou que é natural que seja assim, pois, se assim não for, o Banco Central fica subordinado aos políticos, sempre muito corruptos ou irresponsáveis. Ponderei que a solução da "independência" significa colocar o Banco Central sob comando dos bancos privados, principais beneficiários do modelo e da política econômica. Além de serem os principais financiadores dos tais políticos que não prestam... Acho que deixei a minha amiga com uma pulga atrás da orelha, mas atentei para a força que determinadas "verdades", exaustivamente repetidas pela mídia dominante, exerce sobre todos nós. E me ocorreu um outro fenômeno, ora em curso: acho que ninguém mais atenta, se importa ou acredita que continuamos submetidos a um modelo econômico totalmente controlado pelo sistema financeiro, e nocivo ao povo e à nação brasileira. A razão desse fenômeno se relaciona a algumas versões construídas durante esses quase oito anos de governo Lula. Desenvolvimentismo e distribuição de renda passaram a ser as maiores características de um "novo modelo" que teria se implantado no país. Marcio Pochmann, atual presidente do IPEA, em artigo publicado no O Globo, chegou a escrever que "nos últimos anos o Brasil passou a acusar importantes sinais de transição para o modelo social-desenvolvimentista". Desenvolvimentismo deve ser traduzido por taxas de crescimento da economia, que nos teria retirado da estagnação econômica, marca deixada por nossa história econômica, de 1980 para cá. O exame, contudo, das taxas de crescimento do país entre os anos de 2003 e 2009 não nos permite aceitar tanto otimismo. Nesse período, de acordo com dados oficiais e estudos do professor Reinaldo Gonçalves, o país cresceu a uma média de 3,5%. Esse resultado, primeiramente, nos coloca ainda muito distantes da média histórica de crescimento do PIB brasileiro. Entre 1890 e 2009, a taxa média de crescimento real foi de 4,5%. Entre 1932 e 1980, essa taxa chega a 6,8%. Não restam dúvidas que houve mudanças no ritmo do crescimento econômico do país em relação ao governo anterior, de FHC, quando essa taxa média foi de apenas 2,3%. Mas, o próprio Reinaldo Gonçalves nos pondera que de 2003 a 2008 tivemos uma conjuntura internacional extremamente favorável. Nesse período, a renda mundial cresceu à taxa média real anual de 4,2% e o comércio mundial a uma taxa anual de 7,2%. Mesmo incluindo o ano de crise de 2009, essas taxas ficam respectivamente em 3,6% e 4,3%. O resultado que alcançamos, assim, em termos da participação do Brasil na economia mundial, poderá surpreender a muitos: em 2002, tínhamos uma participação de 2,81% no PIB mundial, e agora, em 2009, representamos 2,79% da produção mundial. Em termos mais diretos, esses dados nos mostram que, em comparação com os outros países, nós crescemos menos do que a maioria desses, não nos aproveitando a contento de uma conjuntura internacional extremamente favorável. Mas, e a distribuição de renda? Esse é um outro assunto que merece maior atenção do que as manchetes de jornais nos sugerem. Primeiramente, de acordo com os dados da PNAD, existe uma melhor distribuição de renda entre aqueles que vivem de rendimentos do trabalho - salários, diárias, renda de autônomos. A PNAD capta com mais precisão esse tipo de rendimento, não cobrindo de forma adequada rendimentos típicos dos capitalistas, especialmente juros e lucros. Entretanto, esse é um processo que vem sendo observado desde 1995 e se associa a vários fatores: forte redução dos índices inflacionários; reajustes reais do salário-mínimo, programas de transferência de renda e a extensão de direitos da seguridade social. A evolução do salário mínimo real, a partir de 1995, nos dá uma clara idéia desse processo. De acordo com o Dieese, e tendo o salário mínimo de julho de 1940 como referência para um índice igual a 100, em 1995 tivemos o mais baixo valor da história, com o índice de 24,53. Em 2003, esse índice já havia se recuperado, chegando a 30,70 (elevação de 25,15%, em relação a 1995), e em 2008 alcançou a 42,75 (elevação de 39,25%, em relação a 2003). Desse modo, entre 1995 e 2008, o crescimento real do valor do salário-mínimo foi de 74,28%, continuando a sua trajetória de elevação real até hoje, em 2010. Mas, além desse importante dado sobre o salário-mínimo, tivemos o crescimento do emprego formal. O governo tem se utilizado dos dados do Caged - Cadastro Geral de Emprego e Desemprego do Ministério do Trabalho - para a divulgação de dados recordes de geração de empregos no país. Contudo, o que não se divulga com tanto estardalhaço é que os saldos positivos na geração de novos postos de trabalho no país ocorrem exclusivamente até a faixa salarial correspondente a dois salários-mínimos. A partir da faixa salarial entre dois e três SM's, o saldo de vagas é negativo. Não há, portanto, saldo positivo na geração de empregos nas faixas salariais acima de dois salários. Esse fenômeno pode nos ajudar a entender os dados de um estudo do IPEA que apontou que, entre 2002 e 2008, trabalhadores brasileiros mais qualificados (na verdade, com mais de 9 anos de estudo) tiveram, na média, queda nos seus rendimentos. Esse estudo aponta que nas ocupações que exigem um nível de escolaridade acima de onze anos, por exemplo, houve uma redução no salário médio de mais de 12%, neste período considerado. Dessa forma, muito antes de festejarmos a criação de uma nova classe média ou a ascensão de milhões a uma nova classe social, o que devemos admitir é que temos reduzido de fato o número de miseráveis. E, principalmente, em função da extensão de mecanismos de crédito aos mais pobres - com prazos de pagamento extremamente elásticos, além de taxas de juros que garantem altíssimas rentabilidades aos financiadores -, houve um aumento do consumo de bens duráveis para uma imensa parcela da população. Neste contexto, mecanismos como o crédito consignado ou a ampliação da oferta dos serviços de cartão de crédito, estimularam esse tipo de consumo, através principalmente do aumento do nível de endividamento das famílias. Confundir esse processo em curso com o fortalecimento da classe média, me parece uma grosseira simplificação. O propalado crescimento da chamada "classe C" - para estudos veiculados pela FGV-RJ, e com ampla repercussão na imprensa (para muitos, golpista) brasileiros com uma renda familiar de R$ 1.200,00 já estariam classificados nessa categoria! - deveria ser analisado com mais critério e cuidado. E, antes de chegarmos a conclusões rápidas ou superficiais, sobre um processo de real melhoria da distribuição de rendas - incluindo os capitalistas, é claro - no Brasil, é importante assinalar que mantemos uma das estruturas tributárias das mais regressivas do mundo. E, ao mesmo tempo, a política fiscal praticada pelo governo - onde no ano passado, por exemplo, mais de 35% do Orçamento Geral da União se destinaram ao pagamento de juros e amortizações da dívida pública - privilegia, de forma escancarada, aos mais ricos. Por tudo isso, prefiro ficar com as palavras de Jessé Souza, coordenador do Centro de Pesquisa sobre Desigualdade Social da Universidade Federal de Juiz de Fora e autor do livro A Ralé Brasileira. Em recente entrevista, ele afirmou: "Esses índices mostram apenas que a pobreza absoluta diminuiu. Mas a desigualdade é um conceito relacional. O Brasil é uma das sociedades complexas mais desiguais do planeta. Entre 30% e 40% de sua população tem inserção precária no mercado e na esfera pública. Somos uma sociedade altamente conservadora, que aceita conviver com parcela significativa da população vivendo como "subgente". Essa c lasse social, que chamamos provocativamente de "ralé", é a mão de obra barata para as classes média e alta que podem - contando com o exército de empregadas, motoboys, porteiros, carregadores, babás e prostitutas - se dedicar às ocupações rentáveis e com alto retorno em prestígio. É isso que chamo de "desigualdade abissal" como nosso problema central". Desigualdade abissal que - sem uma profunda alteração do modelo econômico em curso, com uma total alteração da política econômica dos banqueiros - não será alterada. 02/06/2010 Paulo Passarinho é economista e presidente do CORECON-RJ Fonte: Socialismo.org |
segunda-feira, junho 07, 2010
Desigualdade abissal
Procurador do DF deve ser afastado hoje
Bandarra e uma promotora são acusados de ligação com irregularidades na gestão Arruda
BRASÍLIA
O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) deve afastar hoje o procurador-geral do Distrito Federal, Leonardo Bandarra, e a promotora de Justiça Deborah Guerner e instaurar processo administrativo-disciplinar. Eles são suspeitos de violação de deveres funcionais.
Com base nos depoimentos colhidos pela corregedora Lenir de Azevedo, responsável pela sindicância interna do Ministério Público, Bandarra e Deborah passaram a figurar na lista de suspeitos de receber propina para facilitar a corrupção durante a gestão do ex-governador José Roberto Arruda e de vazarem informações para dificultar as investigações. Arruda é acusado de chefiar o "mensalão do DEM".
Ouvido pela corregedora, o principal delator do esquema revelado pela Polícia Federal na Operação Caixa de Pandora, Durval Barbosa, disse que entregou R$ 1,6 milhão a Deborah para ter informações privilegiadas sobre a Operação Megabyte, que faria apreensão em sua casa e em empresas de informática. "E (disse) que em nenhum momento teve dúvidas de que a propina também se destinaria a Bandarra."
Durval sustenta ainda ter ouvido de Arruda que este pagava "propina de R$ 150 mil ao procurador-geral" por causa de um esquema com contratos no setor da coleta de lixo.
No seu parecer, Lenir afirma que outros depoimentos apontam para "indícios de veracidade" nas denúncias. "Algumas delas direcionam no sentido de demonstrar a prática, em tese, de violação a deveres funcionais, tanto por parte da promotora, como do procurador-geral."
A indicação de que o parecer do corregedor-geral, Sandro Neis, pedirá o afastamento dos colegas se deve ao fato de ele ter acatado a sindicância. No caso de Bandarra, a medida o impedirá de atender à sua própria determinação, oficializada em novembro, de ser removido em julho para a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público.
Quanto ao processo administrativo disciplinar, confirmadas as denúncias, a punição máxima contra Bandarra e Déborah será a de aposentá-los compulsoriamente, com direito à pensão equivalente ao salário de hoje.
Tanto Bandarra quanto Deborah afirmaram, em suas defesas no CNMP, que as suspeitas são injustificadas, sob a alegação de que não tiveram nenhuma participação nas irregularidades.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, vai acompanhar a sessão de hoje do CNMP. Ele acha "revoltante" punir sem abrir mão do dinheiro público. "Isso agride o bom senso, o bolso do contribuinte e todos que querem um país honrado."Fonte: Estadao
Nos jornais: Dilma lidera entre beneficiados por programas sociais
O Estado de S. Paulo
Dilma bate Serra por 43% a 33% entre beneficiados por programas sociais
A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, tem dez pontos porcentuais de vantagem sobre o tucano José Serra no segmento do eleitorado beneficiado por programas sociais do governo federal, segundo a pesquisa Ibope/Estado/TV Globo. Dilma tem 43% das intenções de voto entre os eleitores que recebem auxílio governamental e Serra, 33%. Já no segmento não beneficiado, o tucano tem 38% contra 34%. No universo total de entrevistados, os dois aparecem empatados, com 37%. O levantamento revela que os programas do governo federal chegam a 30% dos domicílios do País. O mais abrangente é o Bolsa-Família, que tem beneficiários em 22% dos domicílios. A seguir vem o Farmácia Popular, com 4%. Nenhum dos demais programas listados pelo Ibope teve mais de 1% das citações. Os números mostram que a pré-candidata petista tem apoio significativo entre os atendidos por programas federais, mas, ao menos por enquanto, derrubam a tese de que esse grupo penderia de forma quase homogênea para o lado governista na eleição. Descontados os indecisos e os que pretendem votar em branco, esse eleitorado está dividido ao meio: metade fica com Dilma e metade com os dois principais candidatos de oposição: Serra e Marina Silva (PV).
Pesquisa mostra poucas opções de discurso para tucano
Análise: José Roberto de Toledo
A pesquisa Ibope/Estado/TV Globo mostra a dificuldade de José Serra (PSDB) fixar um discurso de campanha eficiente. Entre os temas pesquisados, apenas "segurança" e "impostos" revelam potencial para serem explorados em uma campanha oposicionista. São os únicos temas nos quais mais eleitores acham que as coisas pioraram do que melhoraram nos últimos dois anos. Serra ganha de Dilma Rousseff (PT) entre o eleitorado mais crítico. Ele pode tentar ampliar sua vantagem nesse segmento, mas o teto de crescimento é baixo.
Emprego e renda ajudam petista; tucano capta descontentes
A pesquisa Ibope/Estado/TV Globo mostra que a geração de empregos e a melhora da renda são fatores que impulsionam a preferência dos eleitores por Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência. Já o eleitorado descontente com serviços públicos, principalmente na segurança e na saúde, tende a votar majoritariamente no tucano José Serra. Dos entrevistados que consideram que a oferta de empregos "melhorou muito" no País nos últimos dois anos, 51% pretendem votar na petista e 32%, em Serra. A vantagem também é larga no segmento para o qual a situação do emprego melhorou "um pouco": 47% a 33%.
PT faz último esforço para emplacar Pimentel
O PT mineiro deflagrou ontem uma operação de última hora para tentar emplacar a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel ao governo do Estado. Com ameaças veladas, o diretório estadual apresentou ao PMDB uma proposta de chapa majoritária encabeçada por Pimentel e com o senador Hélio Costa como único candidato da base aliada ao Senado. O candidato a vice seria Clésio Andrade (PR), que foi vice-governador durante o primeiro mandato de Aécio Neves (PSDB). Na prática, os petistas fizeram um apelo para que Costa desista da pré-candidatura e opte por mais um mandato no Senado. O argumento é de que as pesquisas contratadas pelos dois partidos mostraram que Pimentel teria mais chances de vencer o governador Antonio Anastasia, pré-candidato do PSDB com apoio de Aécio. Os petistas ameaçam não se engajar numa eventual campanha de Costa. Se o peemedebista for o candidato, o PT-MG avisa que não fará coligação nas eleições proporcionais.
Ex-assessor de Dilma quer depor sobre dossiê
Pivô do primeiro escândalo da disputa presidencial deste ano, o jornalista e consultor Luiz Lanzetta disse ontem estar à espera de uma convocação para depor sobre encontro que teve com arapongas de Brasília, alguns ex-agentes e servidores da Aeronáutica e da Polícia Federal, especializados em produzir dossiês contra adversários políticos de seus clientes. Lanzetta, que trabalhava para a campanha à Presidência da ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, se desligou anteontem do comitê petista, após a divulgação do encontro com os espiões, há um mês e meio.
Em entrevista ao Estado, o jornalista adiantou que pretende, ao depor "no Congresso ou em praça pública", dar detalhes da conversa que teve com o ex-agente do serviço secreto da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o "sargento Dadá", e o delegado aposentado Onézimo Souza, no restaurante Fritz, em Brasília, no dia 20 de abril.
Procurador do DF deve ser afastado hoje
O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) deve afastar hoje o procurador-geral do Distrito Federal, Leonardo Bandarra, e a promotora de Justiça Deborah Guerner e instaurar processo administrativo-disciplinar. Eles são suspeitos de violação de deveres funcionais. Com base nos depoimentos colhidos pela corregedora Lenir de Azevedo, responsável pela sindicância interna do Ministério Público, Bandarra e Deborah passaram a figurar na lista de suspeitos de receber propina para facilitar a corrupção durante a gestão do ex-governador José Roberto Arruda e de vazarem informações para dificultar as investigações. Arruda é acusado de chefiar o "mensalão do DEM".
O Globo
Novo código prevê sentença única para casos iguais
O anteprojeto do novo Código de Processo Civil, que será entregue amanhã ao Senado, aposta na redução do número de recursos e na força da jurisprudência para dar mais agilidade aos processos judiciais. Elaborado por uma comissão de juristas, ele prevê que uma decisão dos tribunais superiores valerá automaticamente para milhares de ações do mesmo tipo. Isso reduzirá em 70% os chamados processos de massa - por exemplo, sobre cadernetas de poupança. "Com o novo código, uma decisão vai acabar com todas as outras ações", diz o ministro do Superior Tribunal de Justiça Luiz Fux, membro da comissão. Na 1ª instância, só será permitido um recurso. Já as custas de um recurso perdido serão pagas por quem o impetrou.
'O juiz não deve aplicar a lei cegamente'
ENTREVISTA
Luiz Fux
Depois de presidir por seis meses a comissão de juristas que se debruçou sobre o Código de Processo Civil, o ministro Luiz Fux, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), acredita que conseguiu compilar todos os anseios da sociedade com relação ao papel da Justiça. Ele diz que conseguiu incorporar ao texto que será apresentado amanhã ao Senado cerca de 80% das milhares de sugestões que recebeu da sociedade. Por isso, acha que a proposta não enfrentará resistências. De acordo com o magistrado, as principais mudanças estão relacionadas à morosidade do rito processual — o que, segundo ele, é hoje a crítica mais contundente feita ao trabalho do Judiciário. Por isso, segundo ele, a restrição ao número de recursos num processo e a força da jurisprudência são os grandes trunfos do texto redigido pela comissão.
Dossiê afasta Pimentel da campanha de Dilma
O afastamento do jornalista Luiz Lanzetta não será a única baixa no comando da campanha da pré-candidata petista Dilma Rousseff.
Considerado um homem-problema não só por causa do episódio dos supostos dossiês contra o tucano José Serra e a vinculação com Lanzetta, mas também devido ao impasse na aliança com o PMDB mineiro, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel será isolado do núcleo duro da campanha. Com isso, se fortalecem no comando o presidente do PT, José Eduardo Dutra, e o deputado Antonio Palocci (SP), que desistiram de disputar a eleição para ter exclusividade na coordenação. A estratégia para afastar Pimentel sem alarde é empurrá-lo para cuidar de sua candidatura ao Senado ou, numa hipótese menos provável, ao governo de Minas. Ontem, o grupo do exprefeito insistia em lançá-lo como cabeça de chapa, o que a cúpula do PT rejeita. A avaliação reservada entre os petistas é que o braço direito de Dilma vai perder duplamente: seu posto na coordenação da campanha presidencial e a candidatura ao Palácio Tiradentes. Hoje, a Executiva do PT deve desautorizar o PT mineiro e decidir pelo apoio a Hélio Costa, do PMDB, tendo Pimentel apenas como candidato ao Senado.
Em Minas, acordo com PMDB emperra
Após um dia de tensas negociações, com socos na mesa e troca de acusações, líderes do PT e do PMDB de Minas não chegaram a um acordo sobre o palanque para as eleições no estado. À revelia da cúpula nacional do partido e do presidente Lula, que tentam viabilizar a candidatura do peemedebista Hélio Costa para o governo, os petistas propuseram lançar o ex-prefeito Fernando Pimentel como cabeça de chapa, tendo o presidente do PR mineiro, Clésio Andrade, como vice e Costa como candidato a senador. Os mineiros planejam boicotar o encontro entre os líderes nacionais de PT e PMDB hoje, em Brasília, para selar um acordo. No mesmo horário, em BH, prometem oficializar a candidatura do ex-prefeito.
Após convenção, petista tem agenda internacional
Na próxima semana, após a convenção nacional que a consagrará oficialmente candidata a presidente pelo PT, a exministra Dilma Rousseff sai do foco político interno para se dedicar a uma agenda externa, em viagem a França, Espanha e Bélgica. Os coordenadores da campanha petista negam que a viagem à Europa seja estratégia para tirar Dilma do fogo cerrado provocado pela crise do suposto dossiê contra o pré-candidato tucano José Serra. Ela viaja dia 15 e, se todos os encontros que o assessor para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, tenta agendar se confirmarem, só retorna depois de reuniões com o presidente da França, Nicolas Sarkozy; com o presidente do governo espanhol, José Luiz Zapatero; e com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.
Folha de S. Paulo
PT e PMDB decidem hoje saída para impasse em MG
Após quatro horas de reunião ontem, em um hotel em Belo Horizonte, esgotou-se a chance de o PT e do PMDB em Minas chegarem a um acordo sobre liderança de uma chapa única para disputar o governo do Estado.
O PT mineiro resolveu resistir à pressão do diretório nacional do partido pelo apoio à candidatura de Hélio Costa (PMDB) e, em reunião com outros partidos aliados no Estado, resolveu insistir numa chapa com o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel na cabeça.
Deputado tucano nega acusação de pivôs do dossiê
O deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) contestou ontem afirmações feitas pelos jornalistas Luiz Lanzetta e Amaury Ribeiro Júnior.
Ambos disseram ter ouvido do delegado aposentado da Polícia Federal Onézimo Sousa, durante encontro ocorrido em abril, em Brasília, que Itagiba havia montado uma "central de espionagem" que teria investigado parlamentares do PMDB em benefício do PSDB. "Eu não faço e nunca fiz dossiês. Quem faz é criminoso e canalha. O que eu faço é investigar crimes e apontar criminosos", disse o deputado, que é delegado licenciado da Polícia Federal. Itagiba disse que a menção a seu nome é uma "versão de defesa" e uma "cortina de fumaça" montada pelas pessoas que estão sob suspeita de levantamento de dossiês para a campanha presidencial de Dilma Rousseff (PT). "Eu não sou investigado em nada nesse processo.
Base de Aécio vacila em apoiar Serra
O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, vai hoje à mineira Montes Claros, ao lado de Aécio Neves, numa tentativa de sedimentar os apoios de prefeitos de PSDB, DEM e PPS no Estado. Em Minas, que tem 853 cidades, os três partidos controlam 286 prefeituras. A Folha ouviu 264 prefeitos dessas legendas e 79 deles disseram que não estão fechados com Serra. A fratura atinge 28% do total: 43% no DEM, 36% no PPS e 16% no PSDB. A indefinição ou mesmo traição declaradas dos prefeitos é um teste à dedicação a Aécio, que vem resistindo aos apelos para ser vice na chapa tucana, mas prometeu apoio total a Serra nas três legendas no Estado.
Punição a tortura na ditadura divide opiniões no país
Vinte e cinco anos após o fim da ditadura militar (1964-1985), os brasileiros se dividem sobre o perdão aos agentes do regime que torturaram presos políticos. Pesquisa feita pelo Datafolha revela que 40% defendem a punição, enquanto 45% se declaram contrários. Outros 4% são indiferentes, e 11% não sabem opinar. "Há uma diferença pequena, mas o resultado aponta mais para equilíbrio do que para apoio a um dos lados", afirma Mauro Paulino, diretor-geral do instituto. Em 29 de abril, o STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitou, por 7 votos a 2, ação da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) que pedia a revisão da Lei da Anistia, de 1979, para permitir a punição de crimes de agentes públicos.
Marina usa estrutura da Natura para a campanha
O escritório dos sócios da Natura na rua Amauri, no Itaim Bibi, em São Paulo, tem sido usado como bunker informal da campanha da pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva. A prática contraria o discurso do vice Guilherme Leal, que disse que se afastaria do comando da empresa e que não usaria sua estrutura para fins político-partidários.
Embora os verdes tenham montado o comitê oficial numa casa na Vila Madalena, o escritório do Itaim Bibi abriga as reuniões mais importantes, que não aparecem na agenda pública da senadora. Além de Marina e Leal, só pisam lá alguns dirigentes da campanha e os assessores mais próximos da dupla. Jornalistas e profissionais contratados pelo PV não têm acesso aos encontros.
Conselho pode afastar procurador do DF
O CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) decide hoje se afasta do cargo, por conta de acusação de envolvimento no escândalo conhecido como mensalão do DEM, o procurador-geral do Ministério Público do DF, Leonardo Bandarra. Ele é acusado de ter recebido propina para fazer vista grossa a contratos fraudulentos e beneficiar políticos em investigações.
A Folha teve acesso a depoimentos sigilosos prestados ao Ministério Público Federal e a processos que fundamentam as denúncias contra Bandarra.
PF infla número de operações especiais
Ao citar, em entrevistas concedidas em abril, os feitos da Polícia Federal na gestão Lula, no contexto de uma crítica ao governo FHC, a pré-candidata Dilma Rousseff (PT) informou o número de 1.012 "operações especiais" realizadas até aquele momento no período 2003-2010. O mesmo número consta do site da PF. Contudo, levantamento feito pela Folha indica que o termo "operações" hoje serve para descrever atividades rotineiras do órgão, como fiscalização em áreas indígenas, blitz em empresas de segurança e até reforço no policiamento para o dia de eleições. No governo Lula, a PF cresceu em pessoal (de 9.231 servidores, em 2002, para 14.295 em 2010) e investimentos (de R$ 141 milhões, em 2002, para R$ 227 milhões em 2009), alcançando repercussão inédita na história do órgão, com prisões em massa e acusações contra congressistas, juízes e ministros.
PF diz não ter "a menor intenção" de manipular quantidade de ações
A assessoria de comunicação da Polícia Federal informou que o órgão "preocupa-se mais com a qualidade de suas ações do que propriamente com o número delas". "A Polícia Federal não tem a menor intenção de manipular seus dados operacionais para incrementar a quantidade de operações que desencadeia", informou. Segundo a PF, as "chamadas "operações especiais" são assim definidas quando envolvem mais de um Estado (ou outro país), e ainda quando há um número significativo de mandados de prisão ou de busca e apreensão". O "conceito de operação", de acordo com a polícia, "não está ligado à natureza da operação, mas sim à complexidade da ação desenvolvida pela instituição".
Bolsa Família já beneficia 26% dos novos assentados
Um em cada quatro novos assentados da reforma agrária já é atendido pelo programa Bolsa Família. O governo quer estender o benefício também aos sem-terra à espera de um lote. Segundo os cadastros oficiais, de 66,4 mil famílias assentadas em 2008, 17,5 mil (26%) já possuem o cartão. A meta agora é alcançar os demais assentados a partir de 2008, desde que estejam na faixa de renda familiar para inclusão, de R$ 140 mensais per capita. Nesse público-alvo estão também as 214 mil famílias acampadas que recebem uma cesta básica do governo a cada três meses.
A entrada dos assentamentos no Bolsa Família ainda engatinha por conta de uma série de dificuldades.
Correio Braziliense
Guerra de salários na Esplanada
A agressiva política de reajustes adotada pelo governo federal a partir de 2003 elevou os salários dos servidores do Executivo a níveis nunca antes alcançados. Isso reduziu a distância histórica entre as carreiras de elite da administração direta e suas irmãs nos demais Poderes. Agora, como em uma roda gigante, funcionários do Legislativo e do Judiciário brigam por reestruturações. A estratégia é clara: manter-se no topo. Com a proximidade das eleições presidenciais, o lobby das entidades que representam empregados da Câmara dos Deputados, do Senado e dos tribunais ganhou força. Sob o discurso de que a falta de correções nos contracheques estaria provocando um êxodo de bons profissionais e estimulando o canibalismo econômico na Esplanada, os chefes do Parlamento e da Justiça foram convencidos a apoiar integralmente as reivindicações. Desde o fim do ano passado, as calculadoras dos mais altos gabinetes de Brasília trabalham sem parar.
O conflito dos investigadores
A aprovação da emenda à Constituição (PEC) que retira do Ministério Público (MP) a função de controle externo da atividade policial tensiona ainda mais a relação entre as duas instituições. A proposta, aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, numa votação quase unânime dos deputados participantes — apenas três dos 32 parlamentares foram contrários —, pode anular investigações em andamento cujo foco são agentes e delegados da Polícia Federal. A Procuradoria-Geral da República (PGR) instaurou mais de 60 ações envolvendo a Polícia Federal. Pelo menos a metade ainda está em andamento. Os procedimentos investigam irregularidades na conduta dos policiais. Entre os mais recentes estão clonagem de placas de carros oficiais, sumiços de euros e mercadorias apreendidas em operações e benefícios oferecidos a servidores responsáveis por fiscalizar contratos. O fim do controle externo também privilegiaria policiais militares e civis investigados, principalmente por abuso de autoridade e crimes de tortura, corrupção e concussão — quando se obtém vantagens em razão da função exercida.
A reação dos procuradores
A aprovação da Proposta de Emenda Constitucional na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara despertou reação imediata de promotores e procuradores, que criticam a retirada do controle da atividade policial do âmbito do Ministério Público. Entidades representativas dos policiais e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) aplaudiram os votos dos deputados. A proposta cria o Conselho Nacional de Polícia, órgão que passaria a fazer o controle. A proposta da PEC, de autoria do deputado Regis de Oliveira (PSC-SP), segue trâmite na Câmara e, se aprovada em plenário, vai ao Senado. Caso a PEC aprovada na CCJ se consolide, o destino das centenas de investigações que estão em curso é incerto. “Vai ser necessária uma norma de transição, para avaliar o que acontecerá com os inquéritos em curso no Ministério Público”, afirma o presidente da OAB, Ophir Cavalcante. “Caso a lei entre em vigor, não sei dizer se os atuais inquéritos deixariam de valer.”
Serra quer evitar “Dilmasia” em Minas
O pré-candidato à presidência da República José Serra (PSDB), acompanhado do ex-governador Aécio Neves e do governador Antonio Anastasia, retorna a Minas Gerais nesta segunda-feira, quando visitará Montes Claros, onde terá encontro com lideranças regionais. A expectativa é de que a presença de Aécio — que fará sua primeira aparição pública ao lado do ex-governador paulista desde que retornou de viagem ao exterior — sirva de impulso para o engajamento dos prefeitos tanto na campanha de Serra como no trabalho para a reeleição de Anastasia. Mas existe uma ameaça de divisão dos chefes de executivo em relação ao candidato a presidente do PSDB.
Contra políticos homofóbicos
Em ano eleitoral, a 14ª Parada do Orgulho Gay teve viés político. Ao meio-dia de ontem, numa avenida paulista bem colorida, militantes fantasiados distribuíam panfletos nos quais pediam para os simpatizantes não votarem em candidatos homofóbicos. Na concentração, uma placa gigante trazia a seguinte mensagem: “Vote contra a homofobia: defenda a cidadania”. Todos os atuais presidenciáveis foram convidados, mas nenhum apareceu na parada. Estima-se que cerca de 3 milhões de pessoas tenham acompanhado os 4Km que ligam o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) à Praça Franklin Roosevelt, no Centro. Segundo a militante Gizelle Freitas, da Associação de Gays, Lésbicas e Transexuais de Ribeirão Preto, a organização não governamental vai preparar um relatório na próxima semana apontando os deputados que votaram contra o projeto de lei que torna a homofobia crime. A proposta tramita no Congresso desde 2006, já foi aprovado na Câmara e vai passar pelo crivo dos senadores.
Fonte: Congressoemfoco
Fique atento: o que é corrupção?
Blog: http://amacorumbaiba.blogspot.
Fique atento: o que é corrupção?
Contratar parentes para prestar serviços ou vender para a Prefeitura é corrupção, é, também, uma forma de enriquecimento dos contratados com o dinheiro do povo. Noutras administrações essas pessoas jamais prestaram serviços ou venderam à Prefeitura. Seriam incapazes para tal? Suas declarações de renda são reais? Outro detalhe é a figura do laranja que recebe bens para serem devolvidos muito depois; às vezes até os administram bem gerando mais lucros. A Receita Federal pode e deve apurar fatos dessa espécie, basta denunciar. A AMAC recebe essas denúncias e guarda sigilo de nomes. A CORRUPÇÂO é um mal que corroi o nosso dinheiro. Candidatos gastam fortunas para se elegerem, coisa de mais ou menos R$2.000.000,00, para ganhar pouco mais de R$ 5.000,00 mensal, ou seja cerca de R$240.000,00, durante os 4 anos de mandato, o que representa pouco mais de 10% do que gastou. E o resto? É amor ao povo, à cidade ou à receita dos cofres públicos?
A Sociedade deve gritar e dizer um basta ao assalto aos cofres públicos. Quanto menor é o roubo, mais obras, mais saúde, mais educação e, evidentemente, mais qualidade de vida para a população. Um Prefeito honesto é transparente, mostra as contas, não tem medo que o povo saiba como gastou. Balancetes podem ser marretados, processos licitatórios são mais confiáveis. O correto é mostrar as Notas Fiscais e os materiais adquiridos, principalmente os de construções que deveriam ser transformados em obras públicas. Apenas como parâmetro para cálculo sabe-se que 25 tijolos 20 x 20 constroem 1 metro quadrado de parede. Denunciem, também, as perseguições; elas são meios para amedrontar os cidadãos, para calar os menos protegidos. Ficha limpa é só o começo.
Carro bate em ônibus de banda de forró na BR-235
Na manhã desta segunda-feira, 07, um acidente na BR-235 próximo ao povoado Terra Dura, na região da lixeira de Itabaiana, sentido Ribeirópolis, fez duas vítimas fatais.
Dois jovens que seguiam num Fiat Punto, morreram ao colidir de frente com um ônibus da banda de forró Mulheres Perdidas. Segundo informações divulgadas pelo coronel França, a colisão ocorreu por volta das 4h30 da manhã. Equipes da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros foram acionadas para socorrer às vítimas, que tiveram de ser removidas das ferragens.
Ainda de acordo com o coronel França, os ocupantes do ônibus nada sofreram. No entanto, o motorista do veículo, apesar de não apresentar ferimentos aparentes, estava muito nervoso e teve de ser contido pelos policiais.
Fonte: Emsergipe
INSS iniciará campanha entre os usuários
O Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) em Sergipe informou ao Ministério Público Federal (MPF) que, a pedido deste, irá realizar uma campanha de conscientização entre os seus usuários. A assessoria de comunicação do órgão já apresentou o plano de mídia da campanha que pretende alertar aos cidadãos que não é necessário um atravessador para requerer e acompanhar processos administrativos no INSS.
O Instituto deverá ainda iniciar um canal de diálogo com a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Sergipe (OAB/SE) a fim de obter sugestões para melhoria do funcionamento do serviço do INSS. Na reunião com o procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Pablo Barreto, o gerente executivo do órgão, Augusto Fábio Oliveira dos Santos, informou que mais doze agências do INSS serão inauguradas no Estado em 2010 e uma em 2011. Com isso, todas as cidades sergipanas com mais de 20 mil habitantes serão atendidas pelo Instituto.
O objetivo de todas essas ações é melhorar o atendimento prestado pelo INSS no Estado, bem como esclarecer à população que todos os serviços prestados pelo Instituto são gratuitos e podem ser requeridos por qualquer pessoa.
Fonte: Emsergipe
Dilma já pode ser considerada favorita na corrida presidencial.
Em relação à pesquisa Ibope anterior (abril), Dilma cresceu 5 pontos, Serra caiu três pontos. Na simulação de um segundo turno deu empate de 42%. Mas, em relação à pesquisa anterior o placar era de 46% para Serra e 37% para Dilma. Novamente, Dilma sobe, Serra cai.
Mais significativo ainda. Dilma assumiu a dianteira na pesquisa espontânea. Dilma tem 19% contra 15% de Serra.
Para fechar o quadro. Serra apresenta a maior rejeição com 24%, Dilma tem rejeição menor. Com exceção da região Sul, Dilma subiu em todas as regiões do país, e a queda do Serra foi uma constante.
Está difícil agora a mídia manter a manchete forçada do "Serra está na frente".
Não está não. Dilma é a favorita.
# posted by Oldack Miranda/Bahia de Fato
O discurso e o método
Dora Kramer
Tem alguma coisa fora do lugar nessa história de dossiês e espionagens envolvendo as candidaturas presidenciais do governo e da oposição.
O que se diz hoje não bate com o que se falou ontem, os atos não correspondem aos discursos e o caso virou um emaranhado de insinuações e acréscimos de versões desordenadas.
Começou, no relato da revista Veja na semana passada, como a reação de um grupo do comando da campanha de Dilma Rousseff à descoberta de um esquema paralelo de produção de dossiês contra adversários (internos e externos).
Foi afastado o profissional (Luiz Lanzetta) apontado como executor das contratações dos serviços e providenciou-se uma reorganização de comando interno em conformidade com o que tinha a aparência de uma nova – e saudável – filosofia vigente.
O assunto parecia encerrado.
A oposição, porém, não entendeu assim. Considerou que a existência do grupo e o fato de circularem entre integrantes da campanha papéis com informações financeiras sobre antigos colaboradores e da filha do candidato do PSDB, José Serra, já caracterizavam má-fé.
Além disso, havia o histórico: a tentativa de compra de um dossiê contra ele mesmo na campanha ao governo de São Paulo, em 2006, por um grupo de petistas flagrados pela Polícia Federal com o dinheiro da transação em um hotel perto do Aeroporto de Congonhas, foi um caso.
O outro, o dossiê sobre os gastos da Presidência da República à época do governo Fernando Henrique, preparado na Casa Civil para ser usado como arma de intimidação aos oposicionistas na CPI dos Cartões Corporativos. Depois de muitas negativas, um subordinado a Erenice Guerra, braço direito de Dilma na Casa Civil, assumiu a autoria e foi afastado.
Com base nesse conjunto, José Serra responsabilizou Dilma Rousseff pela circulação de dossiês no comitê de campanha.
Isso na terça-feira. Na quarta, Dilma cancelou entrevista coletiva numa visita a Goiânia para não precisar falar no assunto, José Dirceu foi chamado a Brasília para administrar a “crise” no partido.
No fim daquele mesmo dia Dilma falou com a imprensa para dizer que a acusação de Serra é uma “falsidade” e, no dia seguinte, o presidente do PT anuncia a decisão de interpelar o tucano na Justiça para que ele prove “quem fez, como fez o dossiê, com qual objetivo e dinheiro”.
Pois, se a história do dossiê é uma “falsidade”, o PT age como se fosse de enorme gravidade. Afastou um contratado, mandou que se suspendesse um tipo de atividade, convocou um antigo presidente para administrar crise interna, sentiu necessidade de preservar a candidata durante um dia inteiro para que não abordasse o tema e anunciou ação na Justiça sabendo de sua inutilidade.
Evidente, pois se o terreno do dossiê é o da clandestinidade ninguém consegue provar nada. A Polícia Federal até hoje não mostrou de onde veio o dinheiro dos aloprados. Isso a despeito de ter posto as mãos nas notas e nos personagens.
Essa ação na Justiça é um gesto vazio e não ajuda a esclarecer coisa alguma.
Tampouco as insinuações sobre “a verdadeira origem do dossiê”. Qual? Ninguém assume. No máximo há uma pista em frase do presidente do PT, José Eduardo Dutra, apontando “disputas internas da oposição” ao reclamar que atribuam ao partido dele a confecção de dossiês.
Antes de se perder o fio da meada, foi o PT que havia descoberto um esquema clandestino na própria campanha, mandado suspender os trabalhos, afastado o contratado para executar o serviço e administrado uma crise interna de poder.
De uma hora para outra o caso derivou para as “disputas internas da oposição” sem que se diga exatamente do que se trata, embora a insinuação aponte obviamente na direção de Minas e São Paulo.
Se o PT tem informação relevante de interesse público a respeito, diga do que se trata. Se não tem, faz feio entregando-se à perfídia.
O dossiê é um dos mais velhos e também dos mais repulsivos personagens da política. Contra ele a luta é sempre desigual, porque vive no subterrâneo, se alimenta de lama e só briga no escuro.
Se forem em frente nesse campo, PT e PSDB têm tudo a perder.
Fonte: Gazeta do Povo
Lula e a pimenta na moqueca
Tasso Franco
A presença do presidente Lula da Silva na próxima quinta-feira, 10, em Salvador, às vésperas da Convenção nacional do PSDB na Bahia, 12, no Centro Espanhol, com a presença de José Serra e de toda cúpula tucana, coloca pimenta na moqueca política baiana numa semana que agiatará o cenário político local e põe o Estado em posição relevante no Nordeste, 4º colégio eleitoral, e base de ações dos partidos para a região. A visita de Lula foi programada após a divulgação bem antecipada da festa tucana. Ao que tudo indica, servirá de contraponto à investida da coligação DEM/PSDB no estado em reforço a Paulo Souto e também a Serra no Nordeste. Óbvio que Wagner não iria deixar que fosse servido esse vatapá em seu terreiro sem uma reação.
E isso virá com a presença do seu mais forte cabo eleitoral, o presidente Lula, o qual, segundo a última pesquisa Ibope/Rede Globo divulgada no fim de semana, tem a marca de 82% de aceitação de ótimo/bom no NE, com apenas 4% de ruim/péssimo, número extraordinário e nunca conseguido por outro presidente. Além disso, a pesquisa revelou sua candidata a presidente (Dilma) em ascensão com 37% das intenções de votos; contra 37% de José Serra; 9% de Marina Silva (PV). Numa hipótese de segundo turno, Dilma (42%); José Serra (42%). Uma polarização nunca vista numa fase ainda de pré-campanha restando apenas 7% do eleitorado que ainda não se decidiu.
Portanto, amparar-se em Lula é sempre um reforço considerável. Diz-se que o presidente não virá somente para a inauguração do Palácio Rio Branco, mas, também, trará um pacote de bondades para a Bahia, incluindo o Centro Histórico de Salvador. Estratégia, aliás, que não é nova no PT. Lula, quando eleito pela primeira vez, em 2002, teve uma extraordinária votação em Salvador, mais de 80% dos votos válidos, mas, estranhamente, ficou quase um ano sem vir à Bahia. Época do então governo Souto e do prefeito Antonio Imbassahy, no final de 2003, quebrou o jejum para anunciar a retomada das obras do metrô. E, evidente, ajudar o companheiro Nelson Pelegrino, o qual era candidado a prefeito de Salvador.
Imbassahy saiu em 2004 da Prefeitura de Salvador. Quem venceu o pleito foi João Henrique (PDT), num segundo turno contra César Borges (PFL) e Pelegrino (PT) ficou em 3º lugar, com o PT alinhando-se, posteriormente, ao governo de João. Imaginava-se, pois, que o metrô avançasse. Ao contrário, encolheu. Wagner ganhou a eleição em 2006 com a casadinha acarajé/abará Lula/Wagner e assumiu em janeiro de 2007. E Lula engrenou seu segundo mandato em 2007. Juntos, pois. Aí a relação governo da Bahia com governo federal se modificou, ainda que se esperava mais dessa aliança em resultados para o estado.
Isso não aconteceu de forma mais direta porque a engrenagem, a engenharia política e de gestão maltratada na relação Souto/Lula, teve que começar praticamente do zero. E outros estados do NE, que já vinham embalados, especialmente Pernambuco e Ceará, avançaram. O governo federal tem dispensado atenção à Bahia. Tem. A questão é que os projetos são estruturantes e demoram anos para serem executados: Transposição das Águas do Rio São Francisco, Ferrovia Oeste/Leste, Ponte Itaparica/Salvador e remodelagem do Recôncavo, recuperação do Porto e Malha Rodoviária e assim sucessivamente. E Wagner tem que apresentar resultados agora, até outubro de 2010, para dar continuidade ao seu projeto político.
A presença do presidente Lula em Salvador tem, assim, dois significados: pagar dívida com o Estado que sempre lhe dá um número de votos excepcional e ajudar o companheiro Wagner, a joia mais importante do PT na Federação. Dilma vencendo com Wagner governador é uma coisa. Com Souto é completamente diferente. E se for Serra/Souto, então, é a morte para o PT.
Fonte: Tribuna da Bahia
O governo Wagner não correspondeu à imensa expectativa da Bahia
Osvaldo Lyra- Editor de Política
O ex-deputado Genebaldo Correia é um dos nomes do PMDB cotados a assumir uma vaga na Câmara dos Deputados. Ele, que andou afastado da política nos últimos anos, disse que não se arrepende de nada do passado e que está “absolutamente tranquilo” sobre seu envolvimento no escândalo dos Anões do Orçamento, já que nunca recebeu nenhuma condenação sobre o assunto. Nessa entrevista concedida à Tribuna da Bahia, ele fala da perspectiva de crescimento do pré-candidato do PMDB, Geddel Vieira Lima, das chances de ir para o segundo turno com o governador Jaques Wagner e da estratégia de mirar no democrata Paulo Souto para alcançar esse objetivo. Sobre um eventual apoio do DEM na segunda fase do pleito, Genebaldo diz ser possível, mas admite que não será automática. “Vai depender das circunstâncias desse segundo turno”. Sobre a divisão do palanque de Dilma Rousseff com o PT baiano, ele diz que aqui não será a exceção, já que a petista terá dois palanques em vários estados do país. Genebaldo disse também que não aceitará provocação da prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, que chamou o ex-ministro Geddel de deselegante e oportunista. “Ela deve estar sem discurso internamente, uma vez que seus adversários estão sendo mais prestigiados do que seu próprio grupo”. Numa avaliação sobre o governo do estado, o peemedebista diz que Wagner “não correspondeu à imensa expectativa da Bahia e que não vemos as mudanças naquilo que nós lutávamos tanto tempo antes”. Ele acredita ainda na vitória de Dilma e que o presidente Lula vai fazer o sucessor.
Tribuna da Bahia – O ex-ministro Geddel Vieira Lima está em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de votos, com 9%. O que fazer para reverter esse quadro?
Genebaldo Correia – Com certeza é fazer o que ele vem fazendo. Viajando e tendo contato direto com a população. É evidente que entre os candidatos que estão na disputa, ele é o menos conhecido. Agora é importante a gente dizer que as pesquisas também indicam que 80% da população não conversa sobre política. Nesse período pré-eleitoral, o mundo da política se restringe aos candidatos, aos prefeitos, deputados, funcionários de órgãos públicos, ou aqueles que têm contato com o poder público. Então, o que Geddel precisa ter é acesso ao povo para dizer o que pensa e o que pretende fazer pelo estado. Inclusive, toda vez que ele tem contato com a população, ele empolga. Por isso, tenho a certeza de que ele vai crescer e muito no horário eleitoral gratuito e nos debates, período em que ficará em igualdade com o ex-governador (Paulo Souto) e com o atual (Jaques Wagner), que está todo dia na mídia e com a máquina na mão.
TB - Há chances de ele ir para o segundo turno e com quem?
Genebaldo – Há chances reais sim. É evidente que a força da máquina nos faz prever que o atual governador estará no segundo turno e é evidente também que, para Geddel chegar á próxima fase do pleito, ele terá que ultrapassar o ex-governador Paulo Souto, o que acredito que acontecerá ao longo da campanha.
TB – Em caso de uma possível derrota no primeiro turno, o PMDB apoiaria o PT baiano, por ser aliado nacionalmente?
Genebaldo – Eu acho que uma previsão tão antecipada sobre o que vai acontecer nessa eleição não é prudente. Temos a certeza que a disputa no estado se dará em dois turnos, mas a eleição nacional também deverá ser definida na segunda etapa do pleito. A presença da Marina (Silva, do PV) no processo determina a realização da eleição federal também em dois turnos. E no segundo turno será outra eleição.
TB - O DEM participa da gestão João Henrique, do PMDB. Ambos os partidos têm candidato próprio ao governo do estado. Diante disso, é possível dizer que há entendimento com os democratas para um eventual segundo turno?
Genebaldo – Não. Não necessariamente. Isso significa que se foi possível um entendimento na prefeitura de Salvador, em circunstâncias parecidas, é possível que também haja entendimento num eventual segundo turno da eleição no estado. Os partidos então convivendo numa administração municipal com razoável entendimento. Então é possível também que haja uma convivência numa futura gestão do estado. Agora, uma coisa, necessariamente, não implica na outra, que seja automática. Vai depender das circunstancias desse segundo turno.
TB - Em relação à chapa majoritária, o que dificulta o anúncio, já que o PMDB possui um arco amplo de alianças? Faltam nomes de peso, com densidade eleitoral?
Genebaldo – Por acaso o vice-prefeito Edvaldo Brito e o vice-governador Edmundo Pereira não são nomes de peso e não possuem densidade eleitoral? O atual vice governador é, inclusive, um nome disputado. Tentaram segurar ele do lado de lá. Mas não é essa a questão. Primeiro que não passou a hora de anunciar a chapa, já que a convenção ainda será realizada no próximo dia 19. E segundo que nosso agrupamento tem 11 partidos. É preciso que isso seja discutido amplamente. Quem tinha pressa de anunciar a chapa era o governador. A nossa não.
TB - E quanto à questão do palanque duplo para Dilma na Bahia, como ficará a relação entre o PT e o PMDB, que são adversários no estado?
Genebaldo – A Bahia não será uma exceção. Em vários estados nós teremos dois palanques para Dilma. É natural que a candidata venha para eventos do PT e momentos do PMDB. Se ela veio no anúncio da chapa do PT, ela virá para a convenção do PMDB. E temos que levar em conta que o discurso sobre a Presidência da República é de unidade. Até porque, na administração federal, o PMDB não sofreu as restrições que sofreu aqui com o governo estadual. O Lula realmente prestigiou o PMDB com seis ministérios, dando liberdade para trabalhar. Então é uma aliança que no plano federal deu certo. Na Bahia, não deu certo. Então aqui o palanque será de críticas ao Governo do Estado, mas de defesa da continuidade da política nacional, sob a liderança do presidente Lula. Então, não teremos grandes dificuldades. Agora, é claro que o tom da relação será dada pelo Governo do Estado. Na medida em que a gente for mal- tratado, saberemos responder à altura.
TB – Moema chamou Geddel de “deselegante” e “oportunista”. Por ser coordenadora da campanha de Dilma no Nordeste, o senhor acredita que isso pode dificultar ainda mais a relação do PT e o do PMDB durante a campanha?
Genebaldo – Eu creio que não. Isso não será motivo de perturbação para nós. Se ela está pretendendo desviar as nossas atenções para este tipo de debate, esse tipo de provocação, certamente está enganada. Ela deve ter seus motivos para estar querendo conduzir a campanha para esse rumo, porque deve estar sem discurso internamente, uma vez que seus adversários em Lauro de Freitas estão sendo mais prestigiados do que seu próprio grupo. Então, a gente compreende essa dificuldade de discurso da parte da prefeita, e não vamos aceitar a provocação.
TB – Há quem diga que o PMDB pavimentou a candidatura de Geddel dentro do próprio governo, que ele usava a máquina para construir a candidatura. O senhor concorda com essa análise?
Genebaldo – É verdade que participamos do governo, agora de forma diferente do procedimento do PT. Nós participamos do governo porque tínhamos o direito de participar, porque fomos parte da campanha vitoriosa, ajudamos a eleger o governador. Então não foi adesão de última hora, nem troca de favor. Agora, no momento que percebemos que não dava para continuar, a gente entregou os cargos com mais de um ano de antecedência, deixando o governador absolutamente à vontade, mesmo antes da proibição da transferência de partidos, para ele rearrumar o governo dele. Não fizemos como o PT fez na prefeitura de Salvador. Que participou até os 44 minutos do segundo tempo e depois saiu do governo e foi para a rua para atacar o PMDB, em plena campanha eleitoral. Hoje o governador diz que está no governo e tinha a preferência do apoio para disputar a reeleição. Mas perguntamos: e João Henrique, não estava no governo e não tinha o direito de disputar a reeleição? Não era legítimo o pleito PMDB, de reeleger o prefeito? Esse julgamento que a gente não compreende. Em um momento a favor de um, mas em outro não quer que seja a favor do outro.
TB – Como avalia o governo Wagner?
Genebaldo – Como um governo que não correspondeu à imensa expectativa da Bahia e que não vemos as mudanças naquilo que nós lutávamos tanto tempo antes. Ele não conseguiu corresponder a essa expectativa. Em segundo lugar, é um governo sem marca. Qual a marca do governo Wagner? Quais foram os setores que ele privilegiou? Nós sabemos que não se pode resolver todos os problemas, mas qual o setor que ele resolveu? Você não encontra.
TB – O governo diz que a principal marca é a mudança no social...
TB – O senhor disse recentemente que a ida de Otto Alencar para vice de Wagner se daria no “plano eleitoreiro”, interessados apenas na "vitória pela vitória". A população vai entender esse tipo de mudança de postura, de um carlista no campo do PT?
Genebaldo - Eu acho até que o carlismo não vai ser tema da campanha eleitoral. Por motivos óbvios: os carlistas já são carlistas, tem carlistas na aliança com o PMDB, como o senador César Borges, e tem carlista na aliança do PT, como Otto Alencar. Agora, o que é que a gente vê dificuldade no governo Wagner é que ele não poderá falar em herança maldita. Se falar, vai ficar vermelho. Tem essa dificuldade, que complica o discurso dele, de que gostaria de ter um confronto com o carlismo, para mostrar que fez mais e melhor que os carlistas. Ele não vai ter essa oportunidade, porque perdeu todo o seu discurso.
TB – O senhor considera que há excessos quando se fala que houve conotação política na liberação de recursos do Ministério da Integração Nacional para prefeituras do PMDB?
Genebaldo – Eu acho que isso é natural que ocorra, porque o ministério atendeu e bem, dentro de suas possibilidades, a Bahia. Não só prefeituras do PMDB, mas também de outros partidos. Mas quem faz essa crítica é porque não acompanha quem comanda os outros ministérios, e outros órgãos do governo que são administrados por pessoas de origem em outros estados. Vá ver quanto o BNDES emprestou para a Bahia e quanto emprestou para São Paulo e Rio de Janeiro. Isso é natural, que o ministro dê preferência pelo seu estado, principalmente, se for um estado do Nordeste, onde há uma defasagem no Orçamento da União. Então você não pode acabar com os desníveis regionais se der o mesmo tratamento do Nordeste aos estados do Sul, ou outra região. O fato concreto existe. De fato houve maior transferência para cá, mas de certa forma há uma explicação para isso.
TB – Como a própria Tribuna da Bahia mostrou recentemente, a construção de uma adutora em seis municípios próximos a Coronel João Sá.
Genebaldo – Uma obra que não é do município, mas que é absolutamente regional e vai beneficiar mais de 300 mil habitantes da região.
TB – Depois de tanto tempo afastado da política, o que mudou na vida do senhor?
Genebaldo – Não mudou. Pode ter mudado no aspecto físico, no cabelo branco, agora a minha vocação política permanece, tanto que eu continuo querendo dar a minha contribuição ao meu partido e ao meu município, onde disputei mandato de prefeito, e estou aqui para a luta. Então a minha vocação a vida toda foi para a atividade política, e nela eu estou.
TB – O que fez no passado que não voltaria a fazer de novo?
Genebaldo – Eu não tenho nenhum arrependimento do que fiz no passado. Tanto até que você está com uma certa cerimônia de abordar uma questão que absolutamente não me causa constrangimento. Eu fui realmente acusado naquele processo, e não é diferente de muitos outros na história do país que foram também acusados, como Juscelino Kubitschek e Getúlio Vargas, que, quando se suicidou, a oposição disse que era mar de lama. Quando se vem mais para cá, vê eventos recentes também de pessoas que estão sendo acusadas e que estão respodendo a isso.
TB – Então, qual a lição extraída do episódio dos Anões do Orçamento?
Genebaldo – Isso aconteceu em 1993 e, de lá para cá, já são 17 anos. Eu pergunto: nesse período, que sentença me condenou por alguma coisa? Nenhuma. Em nenhum grau e isso me deixa absolutamente tranquilo. Que experiência eu tiro disso? É que a vida política é cada vez mais uma atividade de risco, sacrificante, que expõe as pessoas, a sua honra, a sua dignidade para um julgamento momentâneo e circunstancial. Isso me deu a experiência de ter a maturidade de enfrentar essas situações com a absoluta tranquilidade.
TB – Acredita em uma vitória de Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB) na corrida presidencial?
Genebaldo – Acredito na vitória de Dilma. O presidente Lula vai fazer o sucessor. Não dou muito crédito a quem diz que não há transferência de votos. Nós que vivemos na Bahia sabemos que quando o governante está forte, ele faz o candidato. Eu me lembro que quando Paulo Souto se lançou candidato, a princípio, na liderança, o título dele era ‘Paulo Souto, candidato de ACM’. Era líder não por ser Paulo Souto, mas por ser candidato de ACM. É o que está acontecendo com a Dilma, que é candidata de Lula. Há até uma piada, de que perguntaram a um eleitor que recebe o Bolsa Família em quem ele votaria, e ele respondeu: ‘Na mulher de Lula’. Responderam: ‘Mas a mulher de Lula nem é candidata’. Ele retrucou: ‘É sim, é Dilma’.
Fonte: Tribuna da Bahia
Polícia prende 11 candidatos por tentativa de fraude no concurso da PM
A TARDE On Line*
Onze candidatos pernambucanos do concurso da Polícia Militar foram levados presos em flagrante para a Delegacia de Homicídios, no bairro dos Barris, em Salvador, acusados de tentativa de fraude durante a realização da prova, na manhã deste domingo, no Colégio da PM, em Dendezeiros. O esquema com pontos eletrônicos de escuta para transmissão e recepção de respostas foi descoberto quando um deles foi ao banheiro após três horas do início do exame e acabou sendo pego pelo detector de metais. Logo em seguida, a fiscalização se estendeu a todas as salas do local, encontrando os outros dez envolvidos.
Segundo o Capitão da PM Everaldo Marciel, os acusados confessaram que estavam portando os equipamentos eletrônicos para a fraude. O oficial contou ainda que um veículo de marca Honda, modelo Civic, de cor preta, com placa de Serra Talhada, Pernambuco, estava do lado de fora da escola em atitude suspeita, com três ocupantes dentro que deviam estar envolvidos no esquema. Desconfiados de que estavam sendo vigiados, fugiram do local antes da abordagem policial.
Everaldo Marciel disse que há três meses o Serviço de Investigação da Polícia Militar monitorava sites de relacionamento, onde algumas dessas fraudes são combinadas. Com isso, representantes da PM, da Consultec, empresa organizadora do concurso, e da Universidade Estadual da Bahia (Uneb) intensificaram a fiscalização. "Reuniões foram realizadas para a preparação de segurança", afirmou o capitão.
Três dos candidatos presos são soldados temporários da Aeronáutica: Juarez Humberto da Silva Júnior, Evandro José Barreto da Silva Júnior e Genivaldo Rodrigues Cardoso Júnior. Os outros são Fábio Oliveira da Cunha, Luan Pereira Marins, George Wilians Silva, Tiago Correia da Silva, Joaquim Martins do Rio, Rivaldo Luiz de Souza, Iggor Marcelo Alves Mendes Pereira e Alex Luiz Pereira da Silva. Todos serão julgados pelos crimes de estelionato formação de quadrilha.
A Consultec afirma que a prova não será anulada, já que a fraude foi descoberta.
domingo, junho 06, 2010
Nova fraude do Ibope mostra empate
O SARAIVA
sábado, 5 de junho de 2010
Segundo levantamento do Ibope feito a pedido do Estado e da TV Globo, Serra e Dilma têm, cada um, 37% das preferências dos eleitores. Marina Silva, do PV, aparece com 9%.
Em relação à pesquisa anterior do Ibope, feita em abril, antes da propaganda dos dois principais pré-candidatos no rádio e na TV, Dilma subiu cinco pontos porcentuais, e Serra caiu três.
O empate persiste na simulação de um eventual segundo turno: 42% para o tucano, 42% para a petista. Na pesquisa Ibope de abril, o placar era de 46% a 37%.
Do Blog COM TEXTO LIVRE.
IBOPE atira a boia para salvar Serra
O SARAIVA

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