Conselho se esforça para poupar o presidente doSenado, enrolado com lobista, bois e recibos falsos
Otávio Cabral
Wilson Dias/ABR
Renan Calheiros: articulação com aliados para evitar processo de cassação
O Conselho de Ética do Senado deu na semana passada uma valiosa contribuição para consolidar a péssima reputação da classe política brasileira. Sem se preocupar em ao menos fazer de conta que pretendia investigar alguma coisa, o senador Epitácio Cafeteira, do PTB do Maranhão, concluiu que o presidente do Congresso, Renan Calheiros, não praticou atos que ferissem o decoro parlamentar ao utilizar os serviços de um lobista da empreiteira Mendes Júnior para pagar as despesas de uma filha durante quase dois anos. Cafeteira também não viu nada de mais no fato de esses serviços incluírem o empréstimo de um apartamento para encontros particulares e o uso do escritório da empreiteira como se fosse uma tesouraria de Renan Calheiros. O senador Epitácio também não detectou conflito algum no fato de o presidente do Congresso manter relações de amizade com um empreiteiro do calibre de Zuleido Veras, acusado de corrupção, formação de quadrilha e fraude em licitações. Se aprovada, a decisão de Cafeteira, além de constranger os políticos sérios, cria um novo e vergonhoso patamar ético no Parlamento. Qualquer senador pode sentir-se autorizado a receber um empreiteiro em sua casa, pedir-lhe um favor financeiro e, depois, compensá-lo com a apresentação de uma emenda ao Orçamento. Estará simplesmente seguindo a jurisprudência criada pelo senador Cafeteira.
Fotos Cristiano Mariz
As fazendas do senador em Alagoas: lucros excepcionais com a venda de gado para um lugar isolado pela febre aftosa
"A decisão de arquivar o caso ocorreu antes de a investigação começar. É um precedente perigoso, um convite à quebra de decoro", protestou o senador Demostenes Torres, do DEM de Goiás, um dos parlamentares que se insurgiram contra o relatório de Cafeteira. O que se viu no Conselho de Ética foi a montagem de uma farsa para absolver Renan Calheiros sem nenhuma investigação, e ela só não se concretizou ainda porque o custo político poderia ser impagável mesmo para o padrão daqueles senhores. Uma reportagem do Jornal Nacional, da Rede Globo, fez o que a comissão não se interessou em fazer. Os jornalistas tiveram acesso aos recibos que o senador Calheiros apresentou para justificar a origem dos recursos que, segundo ele, foram usados para pagar a pensão da filha. Renan não conseguiu provar que o dinheiro entregue pelo lobista Cláudio Gontijo à jornalista Mônica Veloso, mãe de sua filha, saiu de suas contas pessoais e tenta convencer que tinha condições financeiras de fazer os pagamentos. Para comprovar pelo menos essa parte de sua versão, o senador apresentou 64 recibos atestando a venda de 1 700 cabeças de gado, que lhe rendeu cerca de 1,9 milhão de reais. Os documentos se assemelham a uma versão rural da famosa Operação Uruguai – a fracassada armação feita pelo ex-presidente Fernando Collor antes de seu impeachment.
Celso Junior/AE
Reunião do Conselho de Ética: encenação para livrar o senador Renan Calheiros de uma investigação rigorosa
Desde o início da semana, a operação Alagoas do presidente do Congresso já chamava atenção pelos valores envolvidos nas transações. Renan Calheiros declarou ganhos de 1,9 milhão de reais com a venda de gado nos últimos quatro anos, transformando o senador em um fenômeno da pecuária moderna. O estado de Alagoas está classificado como área de risco da febre aftosa e não pode vender 1 quilo de carne para além de suas fronteiras. Isso, é claro, fez o preço do boi cair e a produção minguar na região, exceto para o rebanho de Renan Calheiros, que conseguiu fazer negócios a valores bem acima dos de mercado. De acordo com as declarações de renda do senador, a maior parte de sua criação foi vendida a empresas de Maceió e até a uma da Paraíba, contrariando as determinações de segurança sanitária. A reportagem procurou os compradores dos bois de Renan Calheiros e descobriu surpreendentes indícios de fraude. A empresa Carnal, segundo documentos assinados pelo senador, comprou 127.000 reais em gado de sua fazenda. Em entrevista, o proprietário da empresa, João Teixeira dos Santos, diz que nunca fez nenhum negócio com o senador e que a empresa está desativada há tempos. Outra compradora do gado de Renan Calheiros, de acordo com os recibos assinados, é a empresa GF da Silva Costa. No endereço onde ela deveria funcionar mora uma família que nunca ouviu falar nem da empresa nem de seu dono.
Fotos reprodução
O outro lado da venda de gado: o gerente da fazenda de Calheiros disse ao Jornal Nacional que o rebanho é menor do que o anunciado e os "compradores" garantem nunca ter feito negócio com o senador
Os recibos parecem ter sido produzidos em série, num arquivo de computador. São assinados pelo senador Renan Calheiros e foram entregues ao Conselho de Ética acompanhados, em sua maioria, dos respectivos comprovantes de depósitos bancários. Entre as empresas compradoras do gado do senador, duas já foram multadas pela Secretaria da Fazenda de Alagoas por extravio de notas fiscais. Renan Calheiros disse que tem como comprovar que as transações efetivamente aconteceram e prometeu apresentar mais documentos. "Estão querendo sujar o nosso nome", protestou José Marcolino Neto, dono do supermercado Manaíra, em João Pessoa, que teria comprado 45 cabeças de gado do senador. "Desconheço esse negócio e esse recibo." Segundo Renan Calheiros, se houve algum problema nas vendas, a responsabilidade é do veterinário Gualter Peixoto, que cuida de suas fazendas em Alagoas. Peixoto não é um veterinário qualquer. Ele também é o chefe do setor do Vigilância Sanitária da prefeitura de Murici e tem como patrão Renan Calheiros Filho, o prefeito, filho do senador. O veterinário-marchand desapareceu na semana passada. Em Murici, funcionários da prefeitura informaram que ele dá expediente apenas na terça-feira, do meio-dia às 6 da tarde. As informações agropecuárias de Renan Calheiros foram desmentidas pelo próprio gerente de sua fazenda, Everaldo de Lima Silva. Segundo ele, pastam nas fazendas de Renan 1 100 bois, 600 a menos do que informou o senador.
Alexandre Schneider
A VEJA, Mônica Veloso confirmou que os pagamentos eram feitos pelo lobista em dinheiro
Na sexta-feira, o Conselho de Ética do Senado, que estava preparado para arquivar o caso, decidiu solicitar uma perícia nos documentos apresentados por Renan Calheiros. Foi o penúltimo ato de uma encenação que estava marcada para terminar naquele dia e que só não acabou por causa das novas suspeitas de fraude. Foi tudo tão escandalosamente armado que, nas últimas duas semanas, coube ao senador Renan Calheiros – ele mesmo, o investigado – a tarefa de avalizar a indicação dos membros do Conselho de Ética, discutir com aliados o nome do relator e usar sua influência para controlar o processo desde o início. Ninguém parecia constrangido em testemunhar Renan usando o cargo de presidente do Congresso para promover as articulações de sua própria absolvição. Na tarde de 30 de maio, por exemplo, cinco dias depois de publicada a primeira denúncia de que o lobista da Mendes Júnior pagava suas despesas pessoais, Renan se reuniu com o líder do governo, Romero Jucá, do PMDB, e com a líder do PT, Ideli Salvatti, para definir o nome do presidente do recém-indicado Conselho de Ética. Os dois partidos são donos das maiores bancadas e, por isso, têm a prerrogativa de indicar o presidente e o relator da comissão. Jucá – um raro exemplo de ética, principalmente quando o assunto é fazenda – sugeriu o nome do petista Sibá Machado para a presidência. Renan, de início, não gostou. Na cabeça do senador, por trás das denúncias havia uma conspiração de petistas querendo sua derrocada, e Sibá não estava na lista de seus convivas. Ideli Salvatti garantiu que Sibá faria tudo o que a cúpula do PT determinasse. Renan concordou.
Joedson Alves/AE
Jader Barbalho: o conselheiro que foi obrigado a renunciar
Definido o nome do presidente, passou-se à etapa seguinte, a escolha do relator, missão para a qual os governistas já tinham o nome do senador Epitácio Cafeteira como principal candidato. Ele possuía o perfil apropriado para assumir o papel de impostor. Renan, de novo, estava à frente do processo de escolha. Ele só deu sinal verde à indicação de Cafeteira depois de ouvir do aliado José Sarney que o colega maranhense era confiável e faria tudo o que fosse necessário para absolvê-lo rapidamente, mesmo que para isso, como se viu, precisasse apresentar um suspeitíssimo relatório, sem ouvir testemunhas, sem periciar documento, formando seu juízo sobre o caso sentado numa privada. Nem a divulgação dos recibos suspeitos impediu o senador de continuar a vergonhosa articulação. Renan passou a madrugada de quinta para sexta-feira ao telefone. Um de seus principais interlocutores foi o deputado Jader Barbalho, que renunciou em 2001 para não ter o mandato cassado. A notícia atrapalhou os planos de encerrar o caso na sexta-feira. Pegaria mal. Combinou-se então um novo ato, acertado no gabinete do senador Marconi Perillo, do PSDB. O Conselho, com o aval da oposição, aceitaria prorrogar em dois dias o início da votação do relatório de Cafeteira para que os recibos fossem periciados e também tomados os depoimentos do lobista Cláudio Gontijo e do advogado de Mônica Veloso (ela, que é a principal testemunha, não foi convidada). Mas esqueceram-se de combinar a nova versão com o senador Epitácio Cafeteira, que, radical, anunciou que renunciaria se houvesse o adiamento. A renúncia de Cafeteira era tudo que Renan Calheiros não queria. A sorte do senador é que o celular de Cafeteira tocou durante a sessão. Era sua esposa, Maria Isabel, pedindo que ele reconsiderasse. Ele reconsiderou. A votação do relatório com postulados éticos de Cafeteira está marcada para terça-feira.
Roberto Stuckert Filho/Ag. Globo
O lobista Gontijo: dinheiro vivo
Com reportagem de Alexandre Oltramari
Fonte: Veja Online
sábado, junho 16, 2007
De suspeito, Renan vira condutor da investigação
Por Blog do Josias
A manobra de proteção ao senador Renan Calheiros tornou-se uma pantomima levada longe demais. Tão longe que o próprio presidente do Congresso se convenceu de que o arquivamento sumário do processo o condenaria a uma absolvição recoberta pelo manto diáfano da culpa. Num último esforço para evitar o impensável, o Conselho de Ética do Senado agarrou-se ao inaceitável: fará uma investigação de fancaria.
Decidiu-se que, num único e escasso dia –a próxima segunda-feira (18)— serão ouvidas as testemunhas e submetido a perícia um monturo de papéis que inclui uma infinidade de extratos bancários, declarações de IR, notas fiscais, recibos e cópias de cheques. Quem fará a perícia? Por ora, ninguém sabe.
As decisões foram tomadas numa sessão presidida, à sombra, pelo próprio acusado. Pelo telefone, Renan Calheiros guiou cada passo de um Conselho de Ética que se pretendia autônomo. Com os olhos grudados na TV Senado, Renan valeu-se do telefone para mudar a direção dos ventos sempre que eles estiveram prestes a se converter em redemoinho.
Surpreendido na noite da véspera por uma reportagem que pôs em xeque sua condição de rei do gado, Renan saltou da cama agarrado a um maço de notas fiscais, atestados de vacinação de rebanho e cópias de cheques. Esgrimiu-os em reunião com alguns conselheiros e líderes partidários. E destacou o assecla Romero Jucá para brandir o papelório diante das câmeras, no Conselho de Ética.
O jogo de cena não teve os efeitos desejados. Parte do conselho manteve-se aferrada à decisão de reivindicar o aprofundamento das apurações. Quando sentiu que a tese, antes minoritária, perigava arrebanhar adeptos inesperados, Renan teclou os números do celular de Jucá. Pediu-lhe que informasse ao conselho que fazia questão de que os novos documentos fossem submetidos a perícia.
Estipulou um prazo conveniente: até segunda-feira. Sugeriu que, já na terça, o conselho voltasse a se reunir. A coisa caminhava bem. Os insurretos PSDB, DEM e PDT puseram-se de acordo. Alguns de modo entusiástico. Outros algo contrafeitos. Súbito, Epitácio Cafeteira, que fora escalado como coveiro do processo, rebelou-se. Ameaçou renunciar ao posto de relator. Um sopro de tensão varreu a atmosfera. Jucá perambulava de orelha em orelha. Arthur Virgílio mastigava as unhas (veja foto).
Seguiram-se apelos para que Cafeteira reconsiderasse sua decisão. Negou uma, duas, três vezes. Demóstenes Torres (DEM-GO) insinuou uma hipótese plausível: As digitais de Renan, o presidente-sombra da sessão, poderiam estar impressas nos dois movimentos encenados no conselho –o pedido de perícia e a ameaça renúncia. Depois, diria: Eu pedi para ser investigado, mas o Conselho de Ética não quis.
De repente, a turra de Cafeteira amoleceu. O relator, antes irredutível, concordou com a protelação. A causa? Ouvira, pelo celular, um pedido de sua mulher, que, por sua vez, acabara de receber um telefonema de Renan, sempre ele. A pedido do investigado, a companheira do coveiro Cafeteira apelou para que ele se mantivesse na relatoria. Foi atendida.
Depois da meia-volta providencial de Cafeteira, Renan, em novo telefonema a Jucá, “sugeriu” que, além da “perícia” de um dia, o Conselho convocasse para segunda-feira duas testemunhas: o amigo Cláudio Gontijo e Pedro Calmon Filho, o advogado da ex-amante. Nada de Mônica Veloso. Assim, sob a presidência invisível de Renan Calheiros, o Conselho de Ética “deliberou” que fará, como sugerido, oitivas e perícias na segunda. Na terça, volta a reunir-se para “julgar” o caso. Jefferson Peres (PDT-AM) disse, ao ler um “voto em separado”, que uma investigação séria deveria durar “o tempo necessário”. Foi solenemente ignorado.
José Nery (PSOL-PA) sugeriu que a perícia documental fosse feita pela Receita e pela Polícia Federal. Sibá Machado, que supostamente presidia a sessão, disse que planejava recorrer a técnicos do TCU. Romero Jucá apressou-se em esclarecer que a perícia não seria “contábil”. O que se deseja é única e tão somente atestar a autenticidade dos papéis. Encerrada a sessão, sabe-se apenas que a “investigação” vai durar um dia.
http://www.folha.uol.com.br/
A manobra de proteção ao senador Renan Calheiros tornou-se uma pantomima levada longe demais. Tão longe que o próprio presidente do Congresso se convenceu de que o arquivamento sumário do processo o condenaria a uma absolvição recoberta pelo manto diáfano da culpa. Num último esforço para evitar o impensável, o Conselho de Ética do Senado agarrou-se ao inaceitável: fará uma investigação de fancaria.
Decidiu-se que, num único e escasso dia –a próxima segunda-feira (18)— serão ouvidas as testemunhas e submetido a perícia um monturo de papéis que inclui uma infinidade de extratos bancários, declarações de IR, notas fiscais, recibos e cópias de cheques. Quem fará a perícia? Por ora, ninguém sabe.
As decisões foram tomadas numa sessão presidida, à sombra, pelo próprio acusado. Pelo telefone, Renan Calheiros guiou cada passo de um Conselho de Ética que se pretendia autônomo. Com os olhos grudados na TV Senado, Renan valeu-se do telefone para mudar a direção dos ventos sempre que eles estiveram prestes a se converter em redemoinho.
Surpreendido na noite da véspera por uma reportagem que pôs em xeque sua condição de rei do gado, Renan saltou da cama agarrado a um maço de notas fiscais, atestados de vacinação de rebanho e cópias de cheques. Esgrimiu-os em reunião com alguns conselheiros e líderes partidários. E destacou o assecla Romero Jucá para brandir o papelório diante das câmeras, no Conselho de Ética.
O jogo de cena não teve os efeitos desejados. Parte do conselho manteve-se aferrada à decisão de reivindicar o aprofundamento das apurações. Quando sentiu que a tese, antes minoritária, perigava arrebanhar adeptos inesperados, Renan teclou os números do celular de Jucá. Pediu-lhe que informasse ao conselho que fazia questão de que os novos documentos fossem submetidos a perícia.
Estipulou um prazo conveniente: até segunda-feira. Sugeriu que, já na terça, o conselho voltasse a se reunir. A coisa caminhava bem. Os insurretos PSDB, DEM e PDT puseram-se de acordo. Alguns de modo entusiástico. Outros algo contrafeitos. Súbito, Epitácio Cafeteira, que fora escalado como coveiro do processo, rebelou-se. Ameaçou renunciar ao posto de relator. Um sopro de tensão varreu a atmosfera. Jucá perambulava de orelha em orelha. Arthur Virgílio mastigava as unhas (veja foto).
Seguiram-se apelos para que Cafeteira reconsiderasse sua decisão. Negou uma, duas, três vezes. Demóstenes Torres (DEM-GO) insinuou uma hipótese plausível: As digitais de Renan, o presidente-sombra da sessão, poderiam estar impressas nos dois movimentos encenados no conselho –o pedido de perícia e a ameaça renúncia. Depois, diria: Eu pedi para ser investigado, mas o Conselho de Ética não quis.
De repente, a turra de Cafeteira amoleceu. O relator, antes irredutível, concordou com a protelação. A causa? Ouvira, pelo celular, um pedido de sua mulher, que, por sua vez, acabara de receber um telefonema de Renan, sempre ele. A pedido do investigado, a companheira do coveiro Cafeteira apelou para que ele se mantivesse na relatoria. Foi atendida.
Depois da meia-volta providencial de Cafeteira, Renan, em novo telefonema a Jucá, “sugeriu” que, além da “perícia” de um dia, o Conselho convocasse para segunda-feira duas testemunhas: o amigo Cláudio Gontijo e Pedro Calmon Filho, o advogado da ex-amante. Nada de Mônica Veloso. Assim, sob a presidência invisível de Renan Calheiros, o Conselho de Ética “deliberou” que fará, como sugerido, oitivas e perícias na segunda. Na terça, volta a reunir-se para “julgar” o caso. Jefferson Peres (PDT-AM) disse, ao ler um “voto em separado”, que uma investigação séria deveria durar “o tempo necessário”. Foi solenemente ignorado.
José Nery (PSOL-PA) sugeriu que a perícia documental fosse feita pela Receita e pela Polícia Federal. Sibá Machado, que supostamente presidia a sessão, disse que planejava recorrer a técnicos do TCU. Romero Jucá apressou-se em esclarecer que a perícia não seria “contábil”. O que se deseja é única e tão somente atestar a autenticidade dos papéis. Encerrada a sessão, sabe-se apenas que a “investigação” vai durar um dia.
http://www.folha.uol.com.br/
Apertem os cintos! O vibrador sumiu!
Por: José Simão
BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta! E adorei a declaração da Paris Hilton: "Deus me libertou". Agora só falta o juiz! E sabe por que o Lula deixou cair aquele copo no chão? Porque era água! E atenção! Aeroporto de Gozonhas Urgente! Continua o babado da ministra do Prazer Aéreo, Marta Suplício: relaxa e goza! E as companhias aéreas aderiram: "Voe Tam! E tenha orgasmos múltiplos". "Voou Gol? Foi bom pra você?". "Varig: Viação Aérea Relaxa I Goza!". E se o meu vôo atrasar, eu vou relaxar e gozar na cortina do aeroporto. Só por desaforo! Rarará! E podia botar aquela velha sexóloga da GNT como operadora de vôo: "Senhores passageiros, próximo orgasmo, portão 69!". E a Martícia tá certa: só gozando a gente consegue chegar nas nuvens, porque de avião não dá! Rarará! E aí a Marta pediu desculpa. Não aceito! Mandar gozar e depois pedir desculpa é coito interrompido. Configura coito interrompido. Rarará! Apertem os cintos que o vibrador sumiu! E os Irmãos Bacalhau sugerem medidas pra implantação do Projeto Relaxa e Goza: 1) Distribuição de bonecas infláveis. 2) Telão com filme da Rita Cadillac no saguão. 3) Aeromoças farão na sala de embarque! 4) Atendentes do tele-sexo no Infraero Informa: "favor não gozar no saquinho de vomitar!". E o Lula mandou a gente parar de falar mal do país lá fora. Só que a gente não fala mal do país, fala mal dele. E dos amigos dele. E como a gente vai falar mal do país lá fora se o único que viaja é ele?! Rarará! E adorei a charge do Alecrim com o painel eletrônico da Infrazero: "Vôo 2345, Relaxa e Goza. Vôo 2278, Relaxa e Goza. Vôo 6785, Relaxa e Goza". Rarará! É mole? É mole, mas sobe. Ou, como diz o outro, é mole, mas chacoalha pra ver o que acontece. Antitucanês Reloaded, a Missão. Continuo com a minha heróica e mesopotâmica campanha "Morte ao Tucanês". Acabo de receber mais um exemplo irado de antitucanês. É que na Espanha tem a placa de uma cidade chamada Vibradores! Vibradores a cem metros! Rarará! Mais direto impossível. Viva o antitucanês. Viva o Brasil! E atenção. Cartilha do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. "Suplício": agüentar a companheira Marta Suplicy relaxando e gozando. Rarará! O lulês é mais fácil que o inglês. Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje só amanhã. Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno! simao@uol.com.br
Fonte: O POVO
BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta! E adorei a declaração da Paris Hilton: "Deus me libertou". Agora só falta o juiz! E sabe por que o Lula deixou cair aquele copo no chão? Porque era água! E atenção! Aeroporto de Gozonhas Urgente! Continua o babado da ministra do Prazer Aéreo, Marta Suplício: relaxa e goza! E as companhias aéreas aderiram: "Voe Tam! E tenha orgasmos múltiplos". "Voou Gol? Foi bom pra você?". "Varig: Viação Aérea Relaxa I Goza!". E se o meu vôo atrasar, eu vou relaxar e gozar na cortina do aeroporto. Só por desaforo! Rarará! E podia botar aquela velha sexóloga da GNT como operadora de vôo: "Senhores passageiros, próximo orgasmo, portão 69!". E a Martícia tá certa: só gozando a gente consegue chegar nas nuvens, porque de avião não dá! Rarará! E aí a Marta pediu desculpa. Não aceito! Mandar gozar e depois pedir desculpa é coito interrompido. Configura coito interrompido. Rarará! Apertem os cintos que o vibrador sumiu! E os Irmãos Bacalhau sugerem medidas pra implantação do Projeto Relaxa e Goza: 1) Distribuição de bonecas infláveis. 2) Telão com filme da Rita Cadillac no saguão. 3) Aeromoças farão na sala de embarque! 4) Atendentes do tele-sexo no Infraero Informa: "favor não gozar no saquinho de vomitar!". E o Lula mandou a gente parar de falar mal do país lá fora. Só que a gente não fala mal do país, fala mal dele. E dos amigos dele. E como a gente vai falar mal do país lá fora se o único que viaja é ele?! Rarará! E adorei a charge do Alecrim com o painel eletrônico da Infrazero: "Vôo 2345, Relaxa e Goza. Vôo 2278, Relaxa e Goza. Vôo 6785, Relaxa e Goza". Rarará! É mole? É mole, mas sobe. Ou, como diz o outro, é mole, mas chacoalha pra ver o que acontece. Antitucanês Reloaded, a Missão. Continuo com a minha heróica e mesopotâmica campanha "Morte ao Tucanês". Acabo de receber mais um exemplo irado de antitucanês. É que na Espanha tem a placa de uma cidade chamada Vibradores! Vibradores a cem metros! Rarará! Mais direto impossível. Viva o antitucanês. Viva o Brasil! E atenção. Cartilha do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. "Suplício": agüentar a companheira Marta Suplicy relaxando e gozando. Rarará! O lulês é mais fácil que o inglês. Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje só amanhã. Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno! simao@uol.com.br
Fonte: O POVO
Raio Laser
Tribuna da Bahia e equipe
O começo…
Um almoço na aprazível casa do ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) em Interlagos, com a provável participação do prefeito João Henrique, pretende definir hoje o futuro da relação do PT, ou de pelo menos parte do partido, com o governo municipal. Um dos convidados à mesa, o deputado federal Walter Pinheiro (PT), deve ser confrontado de novo com a proposta de assumir um cargo na administração como forma de pacificar a relação de seu partido com João Henrique e o PMDB, legenda a que o prefeito deve se filiar, definitivamente, na segunda-feira.
...da operação...
Muito inclinado a avaliar o convite “com carinho”, Pinheiro tem um desafio pela frente: convencer a militância petista de que a opção de assumir uma secretaria – o cargo mais comentado é o de Governo – seria o melhor caminho a ser seguido, depois do titubeio público do PT com relação a se fica ou sai da administração municipal. Com impacto direto sobre a bancada – a entrada de Pinheiro no governo significa a ascensão de mais um suplente à condição de deputado federal-, a decisão, entretanto, tem como contrapartida o aumento da vinculação do partido com o governo João Henrique, fato a respeito do qual os petistas não conseguem dizer hoje se é positivo ou negativo.
…corpo e…
Exatamente por este motivo, a estratégia peemedebista com relação ao PT é a de evitar que a eventual indicação de Walter Pinheiro pareça um gesto pontual ou exclusivamente de um segmento do partido. O problema continua sendo convencer outro quadro petista igualmente vinculado à política de Salvador e por isso considerado um dos concorrentes de Pinheiro numa eventual disputa pela Prefeitura – o deputado federal Nelson Pelegrino – a aceitar também uma posição de peso na administração para selar o abraço definitivo do PT no governo.
...alma
O cargo pensado para Pelegrino é a Secretaria da Fazenda, cuja oferta já fora feita em outro momento ao deputado federal, mas teria repentinamente malogrado por motivos até hoje não explicados. Politicamente, o prefeito João Henrique já teria avalizado a negociação do posto para o petista de forma preliminar. Como a articulação que visa trazer de volta o PT de corpo e alma para a administração municipal está só no começo, não há notícias de que Pelegrino participará do almoço, nem de que estaria disposto a tomar o caminho do Litoral Norte no dia de hoje. Pelo menos até ontem à noite.
Saúde
Dos ilustres membros da comitiva da viagem que o governador Jaques Wagner (PT) faz à Europa, a quinta em cinco meses de governo, o nome que mais chama a atenção é o do secretário estadual da Saúde, Jorge Solla, cuja área de atuação aparentemente (muito aparentemente) não guarda nenhum tipo de relação com o propósito da viagem – participação num seminário sobre construção de estádios de futebol e visitas a indústrias pesqueiras na Galícia e em Saragosa (Espanha).
TAC.
Por não cumprir diversos tópicos de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que previa melhorias no Parque Zoobotânico de Salvador, firmado em 26 de maio do ano passado entre o Ministério Público e a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), o Estado da Bahia poderá responder a uma ação penal pública, e o zoológico poderá ser interditado. A informação foi dada pelo promotor de Justiça do Meio Ambiente Luciano Santana em uma visita surpresa de inspeção ao zoológico de Salvador realizada na tarde de ontem, dia 15.
Viagem
Para quem acredita em coincidências: com sua repentina viagem à Europa – o secretário estadual de Indústria e Comércio, Rafael Amoedo, chegou a desmarcar compromissos assumidos com mais de um mês de antecedência afirmando ter sido convocado de última hora para a trip - o governador Jaques Wagner se livra temporariamente de assuntos como a greve dos professores e a p articipação na filiação do prefeito João Henrique (PDT).
Pesar
Foi sepultado ontem, no Cemitério do Campo Santo, o corpo da sra. Zilma Visnevski, viúva de um dos precursores da indústria baiana, o saudoso José Visnevski, responsável pela implantação da primeira fábrica de papel da Bahia. A sra. Zilma deixou quatro filhos, dentre eles os rotarianos Luciano Visnevski, que modernizou e mantém a fábrica, e Maria Helena Visnevski, que preside a Cultura Inglesa.
Mansão
Como membro da Comissão de Planejamento e Meio Ambiente da Câmara de Vereadores, o vereador Paulo Câmara (PSDB) encaminhou requerimento ao presidente desta comissão visando instalar uma sessão especial na Câmara de Vereadores para tratar do caso Mansão Wildberger, convocando a secretária do Planejamento, Cátia Karmelo, e representantes de entidades IAB, OAB e outras. Encontrar uma solução para o impasse é a proposta do vereador.
CURTAS
* Vontade - A amigos, o deputado federal Walter Pinheiro teria admitido esta semana que tem tesão não só na possibilidade de assumir a secretaria municipal de Governo de Salvador como de promover outras indicações para a Prefeitura como forma de ajud ar o prefeito João Henrique a tirar a cidade do buraco. * Planos - Se, de fato, pular no barco de João Henrique como secretário municipal de Governo, enfrentando a resistência da militância, Walter Pinheiro vai buscar indicar outros postos na administração. Num quadro em que o PT assumiria a Secretaria da Fazenda, seu interesse seria o de fazer também o secret ário de Planejamento da Prefeitura. . * Reação - A ira da militância petista com o movimento de Walter Pinheiro de se aproximar ainda mais da Prefeitura de Salvador é tamanha que gente conhecida da legenda passou a atribuir a seu recente, “mas muito sólido” relacionamento com o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) todo o tesão que diz ter ganho para ajudar a cidade. * Bombando - Presidente da Câmara Municipal, Valdenor Cardoso (PTC) voltou a ser chamado de “presidente do século” por funcionários da Casa logo após a solenidade de inauguração do Centro de Cultura e Debates, ontem pela manhã. Funcionários aludiam ao fato de o novo espaço, considerado um charme, ter sido implantado exclusivamente com recursos do Banco Real, que ganhou a concorrência promovida pelo presidente para administrar a conta bancária do Legislativo. * The flash - Depois da bordoada que levou do presidente do PTN, Josué Marinho, por ter dado o voto na Câmara Municipal que sepultou a CPI do Neylton, o vereador Palhinha capitulou. Admitiu ontem, em telefonema desaforado ao presidente do PTN - antes, portanto, do prazo de 48 horas lhe dado por Marinho para que explicasse sua posição -, que vai se desfiliar da legenda. * Desfrute -Empolgado com o Centro de Cultura e Debates da Câmara Municipal, inaugurado ontem pela manhã, o vereador tucano José Carlos Fernandes tratou de solicitar logo uma pauta para o auditório de 200 lugares. Quer realizar a próxima reunião do diretório municipal do PSDB no elegante espaço em que se transformou o antes sombrio subsolo da Prefeitura que abrigou por anos os gabinetes dos vereadores. * Assunto - A filiação do prefeito João Henrique e a primeira reunião do diretório estadual do DEM devem mobilizar a atenção da imprensa na segunda-feira.
O começo…
Um almoço na aprazível casa do ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) em Interlagos, com a provável participação do prefeito João Henrique, pretende definir hoje o futuro da relação do PT, ou de pelo menos parte do partido, com o governo municipal. Um dos convidados à mesa, o deputado federal Walter Pinheiro (PT), deve ser confrontado de novo com a proposta de assumir um cargo na administração como forma de pacificar a relação de seu partido com João Henrique e o PMDB, legenda a que o prefeito deve se filiar, definitivamente, na segunda-feira.
...da operação...
Muito inclinado a avaliar o convite “com carinho”, Pinheiro tem um desafio pela frente: convencer a militância petista de que a opção de assumir uma secretaria – o cargo mais comentado é o de Governo – seria o melhor caminho a ser seguido, depois do titubeio público do PT com relação a se fica ou sai da administração municipal. Com impacto direto sobre a bancada – a entrada de Pinheiro no governo significa a ascensão de mais um suplente à condição de deputado federal-, a decisão, entretanto, tem como contrapartida o aumento da vinculação do partido com o governo João Henrique, fato a respeito do qual os petistas não conseguem dizer hoje se é positivo ou negativo.
…corpo e…
Exatamente por este motivo, a estratégia peemedebista com relação ao PT é a de evitar que a eventual indicação de Walter Pinheiro pareça um gesto pontual ou exclusivamente de um segmento do partido. O problema continua sendo convencer outro quadro petista igualmente vinculado à política de Salvador e por isso considerado um dos concorrentes de Pinheiro numa eventual disputa pela Prefeitura – o deputado federal Nelson Pelegrino – a aceitar também uma posição de peso na administração para selar o abraço definitivo do PT no governo.
...alma
O cargo pensado para Pelegrino é a Secretaria da Fazenda, cuja oferta já fora feita em outro momento ao deputado federal, mas teria repentinamente malogrado por motivos até hoje não explicados. Politicamente, o prefeito João Henrique já teria avalizado a negociação do posto para o petista de forma preliminar. Como a articulação que visa trazer de volta o PT de corpo e alma para a administração municipal está só no começo, não há notícias de que Pelegrino participará do almoço, nem de que estaria disposto a tomar o caminho do Litoral Norte no dia de hoje. Pelo menos até ontem à noite.
Saúde
Dos ilustres membros da comitiva da viagem que o governador Jaques Wagner (PT) faz à Europa, a quinta em cinco meses de governo, o nome que mais chama a atenção é o do secretário estadual da Saúde, Jorge Solla, cuja área de atuação aparentemente (muito aparentemente) não guarda nenhum tipo de relação com o propósito da viagem – participação num seminário sobre construção de estádios de futebol e visitas a indústrias pesqueiras na Galícia e em Saragosa (Espanha).
TAC.
Por não cumprir diversos tópicos de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que previa melhorias no Parque Zoobotânico de Salvador, firmado em 26 de maio do ano passado entre o Ministério Público e a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), o Estado da Bahia poderá responder a uma ação penal pública, e o zoológico poderá ser interditado. A informação foi dada pelo promotor de Justiça do Meio Ambiente Luciano Santana em uma visita surpresa de inspeção ao zoológico de Salvador realizada na tarde de ontem, dia 15.
Viagem
Para quem acredita em coincidências: com sua repentina viagem à Europa – o secretário estadual de Indústria e Comércio, Rafael Amoedo, chegou a desmarcar compromissos assumidos com mais de um mês de antecedência afirmando ter sido convocado de última hora para a trip - o governador Jaques Wagner se livra temporariamente de assuntos como a greve dos professores e a p articipação na filiação do prefeito João Henrique (PDT).
Pesar
Foi sepultado ontem, no Cemitério do Campo Santo, o corpo da sra. Zilma Visnevski, viúva de um dos precursores da indústria baiana, o saudoso José Visnevski, responsável pela implantação da primeira fábrica de papel da Bahia. A sra. Zilma deixou quatro filhos, dentre eles os rotarianos Luciano Visnevski, que modernizou e mantém a fábrica, e Maria Helena Visnevski, que preside a Cultura Inglesa.
Mansão
Como membro da Comissão de Planejamento e Meio Ambiente da Câmara de Vereadores, o vereador Paulo Câmara (PSDB) encaminhou requerimento ao presidente desta comissão visando instalar uma sessão especial na Câmara de Vereadores para tratar do caso Mansão Wildberger, convocando a secretária do Planejamento, Cátia Karmelo, e representantes de entidades IAB, OAB e outras. Encontrar uma solução para o impasse é a proposta do vereador.
CURTAS
* Vontade - A amigos, o deputado federal Walter Pinheiro teria admitido esta semana que tem tesão não só na possibilidade de assumir a secretaria municipal de Governo de Salvador como de promover outras indicações para a Prefeitura como forma de ajud ar o prefeito João Henrique a tirar a cidade do buraco. * Planos - Se, de fato, pular no barco de João Henrique como secretário municipal de Governo, enfrentando a resistência da militância, Walter Pinheiro vai buscar indicar outros postos na administração. Num quadro em que o PT assumiria a Secretaria da Fazenda, seu interesse seria o de fazer também o secret ário de Planejamento da Prefeitura. . * Reação - A ira da militância petista com o movimento de Walter Pinheiro de se aproximar ainda mais da Prefeitura de Salvador é tamanha que gente conhecida da legenda passou a atribuir a seu recente, “mas muito sólido” relacionamento com o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) todo o tesão que diz ter ganho para ajudar a cidade. * Bombando - Presidente da Câmara Municipal, Valdenor Cardoso (PTC) voltou a ser chamado de “presidente do século” por funcionários da Casa logo após a solenidade de inauguração do Centro de Cultura e Debates, ontem pela manhã. Funcionários aludiam ao fato de o novo espaço, considerado um charme, ter sido implantado exclusivamente com recursos do Banco Real, que ganhou a concorrência promovida pelo presidente para administrar a conta bancária do Legislativo. * The flash - Depois da bordoada que levou do presidente do PTN, Josué Marinho, por ter dado o voto na Câmara Municipal que sepultou a CPI do Neylton, o vereador Palhinha capitulou. Admitiu ontem, em telefonema desaforado ao presidente do PTN - antes, portanto, do prazo de 48 horas lhe dado por Marinho para que explicasse sua posição -, que vai se desfiliar da legenda. * Desfrute -Empolgado com o Centro de Cultura e Debates da Câmara Municipal, inaugurado ontem pela manhã, o vereador tucano José Carlos Fernandes tratou de solicitar logo uma pauta para o auditório de 200 lugares. Quer realizar a próxima reunião do diretório municipal do PSDB no elegante espaço em que se transformou o antes sombrio subsolo da Prefeitura que abrigou por anos os gabinetes dos vereadores. * Assunto - A filiação do prefeito João Henrique e a primeira reunião do diretório estadual do DEM devem mobilizar a atenção da imprensa na segunda-feira.
Renan Calheiros ganha sobrevida até terça
Tribuna da Bahia Notícias-----------------------
O Conselho de Ética do Senado adiou para terça-feira a votação do relatório do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA) que absolve o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), nas denúncias de que teria recebido dinheiro da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso —com quem tem uma filha fora do casamento. Depois de insistir na votação do relatório ainda nesta sexta-feira, Cafeteira decidiu aceitar o adiamento da sessão. Por intermédio do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), Renan pediu que o conselho adiasse a votação. Renan também sugeriu que o conselho convoque o advogado da jornalista Mônica Veloso, Pedro Calmon Filho, além do lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior, para prestarem depoimento na próxima segunda-feira. “O senador Renan entende que circunstância política do processo mudou. A ele não interessa que paire nenhuma dúvida sobre ele”, justificou Jucá. Apesar do pedido de Renan, inicialmente o relator afirmou que não aceitaria o adiamento da votação de seu relatório. “Vou ficar desmoralizado. Não encontrei nada contra o senador Renan”, afirmou. Mas minutos depois voltou atrás e disse estar de acordo com a votação na terça-feira. Cafeteira disse ter recebido um telefonema de sua esposa, a quem rendeu elogios ao longo da sessão do conselho, para acatar a proposta alternativa. “Atendendo a um pedido da minha mulher e do senador Renan, eu aceito prorrogar”, disse o relator. Segundo Cafeteira, foi o próprio Renan que ligou para sua mulher pedindo que intercedesse junto ao marido para adiar a votação. Senadores do governo e da oposição se mostraram favoráveis ao adiamento da votação para que, até lá, sejam periciados os novos documentos encaminhados ao conselho por Renan.
PF vai vistoriar documentos
A Secretaria-Geral de Controle Externo do Senado e a Polícia Federal irão vistoriar os novos documentos apresentados pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL) ao Conselho de Ética do Senado. A decisão foi tomada ontem pelo presidente do conselho, Sibá Machado (PT-AC), que ainda não encaminhou o material para perícia alegando estar à espera dos originais. Mas promete fazê-lo o mais rápido possível. O objetivo das perícias é verificar se o presidente do Senado utilizou notas frias para justificar parte de sua renda financeira com a venda de gado. Sibá pretende definir que os peritos concluam o trabalho até terça-feira —quando o conselho se reúne e deve votar o relatório que sugere o arquivamento das denúncias contra Renan. Até o início da noite de ontem havia uma polêmica no conselho sobre como seriam periciados os documentos. Para alguns parlamentares, o ideal seria que o Senado participasse da análise. Outros senadores propuseram que as análises fossem feitas pelo TCU (Tribunal de Contas da União), pela Polícia Federal, pelo Instituto Nacional de Criminalística ou pela Receita Federal. A decisão de Sibá de designar a secretaria de controle para acompanhar o trabalho deve desagradar ao autor da representação contra Renan no conselho, senador José Nery (PSOL- PA). Para Nery, os documentos não deveriam passar por perícia coordenada pelo próprio Senado. Nery sugeriu enviar os documentos para perícia ao TCU ou à PF. Mas o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), criticou a proposta, alegando que os documentos devem apenas passar por uma análise técnica capaz de comprovar sua autenticidade. Os documentos citados pelos senadores foram apresentados a eles por Renan, pouco antes da sessão de ontem do Conselho de Ética. O peemedebista disse que vai comprovar que não usou notas frias, como revelado pelo “Jornal Nacional” anteontem à noite. De acordo com a reportagem, o senador teria utilizado as notas para justificar a renda que possui. Acusado de ter usado dinheiro da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão e aluguel à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha, Renan quer provar que tinha recursos para arcar com essas despesas pessoais. A regra em vigor no Congresso impede o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de renunciar ao mandato para escapar de uma eventual punição. Essa possibilidade só era viável antes do início do processo por quebra de decoro no Conselho de Ética. Uma vez nomeado um relator para o caso, o acusado só pode ser absolvido ou punido. Nos escândalos recentes, alguns integrantes do Congresso preferiram renunciar para não ficarem inelegíveis por oito anos. Jader Barbalho (PMDB-PA), Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA) e José Roberto Arruda (DEM-DF) foram políticos que renunciaram aos seus mandatos para escapar de uma cassação. O processo contra Renan, entretanto, pode ser longo e com várias possibilidades de protelação. Primeiro, é necessário que o conselho termine de analisar. Depois, o caso vai para plenário. Até ontem, a perspectiva de Renan era a de que tudo terminasse rapidamente. Agora, talvez a estratégia tenha de ser alterada -para que o presidente do Senado consiga encontrar provas convincentes sobre a legalidade de suas atividades como pecuarista em Alagoas.
O Conselho de Ética do Senado adiou para terça-feira a votação do relatório do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA) que absolve o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), nas denúncias de que teria recebido dinheiro da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso —com quem tem uma filha fora do casamento. Depois de insistir na votação do relatório ainda nesta sexta-feira, Cafeteira decidiu aceitar o adiamento da sessão. Por intermédio do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), Renan pediu que o conselho adiasse a votação. Renan também sugeriu que o conselho convoque o advogado da jornalista Mônica Veloso, Pedro Calmon Filho, além do lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior, para prestarem depoimento na próxima segunda-feira. “O senador Renan entende que circunstância política do processo mudou. A ele não interessa que paire nenhuma dúvida sobre ele”, justificou Jucá. Apesar do pedido de Renan, inicialmente o relator afirmou que não aceitaria o adiamento da votação de seu relatório. “Vou ficar desmoralizado. Não encontrei nada contra o senador Renan”, afirmou. Mas minutos depois voltou atrás e disse estar de acordo com a votação na terça-feira. Cafeteira disse ter recebido um telefonema de sua esposa, a quem rendeu elogios ao longo da sessão do conselho, para acatar a proposta alternativa. “Atendendo a um pedido da minha mulher e do senador Renan, eu aceito prorrogar”, disse o relator. Segundo Cafeteira, foi o próprio Renan que ligou para sua mulher pedindo que intercedesse junto ao marido para adiar a votação. Senadores do governo e da oposição se mostraram favoráveis ao adiamento da votação para que, até lá, sejam periciados os novos documentos encaminhados ao conselho por Renan.
PF vai vistoriar documentos
A Secretaria-Geral de Controle Externo do Senado e a Polícia Federal irão vistoriar os novos documentos apresentados pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL) ao Conselho de Ética do Senado. A decisão foi tomada ontem pelo presidente do conselho, Sibá Machado (PT-AC), que ainda não encaminhou o material para perícia alegando estar à espera dos originais. Mas promete fazê-lo o mais rápido possível. O objetivo das perícias é verificar se o presidente do Senado utilizou notas frias para justificar parte de sua renda financeira com a venda de gado. Sibá pretende definir que os peritos concluam o trabalho até terça-feira —quando o conselho se reúne e deve votar o relatório que sugere o arquivamento das denúncias contra Renan. Até o início da noite de ontem havia uma polêmica no conselho sobre como seriam periciados os documentos. Para alguns parlamentares, o ideal seria que o Senado participasse da análise. Outros senadores propuseram que as análises fossem feitas pelo TCU (Tribunal de Contas da União), pela Polícia Federal, pelo Instituto Nacional de Criminalística ou pela Receita Federal. A decisão de Sibá de designar a secretaria de controle para acompanhar o trabalho deve desagradar ao autor da representação contra Renan no conselho, senador José Nery (PSOL- PA). Para Nery, os documentos não deveriam passar por perícia coordenada pelo próprio Senado. Nery sugeriu enviar os documentos para perícia ao TCU ou à PF. Mas o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), criticou a proposta, alegando que os documentos devem apenas passar por uma análise técnica capaz de comprovar sua autenticidade. Os documentos citados pelos senadores foram apresentados a eles por Renan, pouco antes da sessão de ontem do Conselho de Ética. O peemedebista disse que vai comprovar que não usou notas frias, como revelado pelo “Jornal Nacional” anteontem à noite. De acordo com a reportagem, o senador teria utilizado as notas para justificar a renda que possui. Acusado de ter usado dinheiro da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão e aluguel à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha, Renan quer provar que tinha recursos para arcar com essas despesas pessoais. A regra em vigor no Congresso impede o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de renunciar ao mandato para escapar de uma eventual punição. Essa possibilidade só era viável antes do início do processo por quebra de decoro no Conselho de Ética. Uma vez nomeado um relator para o caso, o acusado só pode ser absolvido ou punido. Nos escândalos recentes, alguns integrantes do Congresso preferiram renunciar para não ficarem inelegíveis por oito anos. Jader Barbalho (PMDB-PA), Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA) e José Roberto Arruda (DEM-DF) foram políticos que renunciaram aos seus mandatos para escapar de uma cassação. O processo contra Renan, entretanto, pode ser longo e com várias possibilidades de protelação. Primeiro, é necessário que o conselho termine de analisar. Depois, o caso vai para plenário. Até ontem, a perspectiva de Renan era a de que tudo terminasse rapidamente. Agora, talvez a estratégia tenha de ser alterada -para que o presidente do Senado consiga encontrar provas convincentes sobre a legalidade de suas atividades como pecuarista em Alagoas.
Geddel destina R$ 130 mi a prefeituras baianas
Os convênios firmados até o último dia 14 destinam a 27 prefeituras do semi-árido baiano R$ 130 milhões, dinheiro previsto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e dirigido principalmente à construção de redes de esgoto. De acordo com o ministro, os municípios poluem os rios da Bacia do São Francisco por falta de obras de infra-estrutura. “Esse problema será resolvido com as obras de esgotamento sanitário. Não haverá desculpa da falta de recursos”, diz. Lapão é um dos municípios atendidos, com R$ 6 milhões para obras de saneamento. O prefeito, Hermenilson Carvalho, conta que uma parte do dinheiro será investida na complementação do sistema de tratamento de esgoto para os 28 mil habitantes. “Não queremos mais despejar o nosso esgoto no rio, como tem sido feito até agora”, afirma. O rio do qual Carvalho fala é o intermitente Jacaré, que seca durante grande parte do ano. Afluente do São Francisco, o rio foi incluído nos projetos de revitalização de bacias do ministério. Em parceria com a Companhia de Desenvolvimento do Rio São Francisco e Parnaíba (Codevasf), Lapão pretende, por meio da construção de barreiras, tornar o Jacaré perene. O coordenador da Codevasf, Jonas Paulo, diz que o procedimento será instalado neste ano. “Faremos, em vários pontos do rio, barramentos de contenção, que são como minirepresas, mas abertas para as águas ultrapassá-las”, explica. “Dessa forma, a vazão de água é monitorada e o impacto ambiental é o menor possível.” Com a vazão controlada desde a nascente, diz Paulo, Lapão terá água o ano inteiro. A principal atividade econômica do município é a agricultura. Predominam lavouras de feijão, milho, mamona e sorgo, cultivados na agricultura de sequeiro. Nesse modelo de produção, aproveita-se o período de chuvas para preparar a terra, plantar e colher. No restante do ano, a renda é extraída da produção de hortaliças por meio da agricultura irrigada, o que fez de Lapão o segundo maior produtor de cenouras do país, segundo o prefeito. Para o prefeito, a perenização do Jacaré vai gerar renda e trabalho para a população. “Fazemos agricultura irrigada utilizando água do subsolo extraído por meio de poços. Portanto, com a pere-nização teremos água para reabastecer o lençol freático e prover o desenvolvimento”. O prefeito e o coordenador da Codevasf participaram anteontem da inauguração Campo de Provas da Fazenda Palmeiras, no município de Barra. Essa é uma área de experimentação de técnicas para recuperação das margens do São Francisco, com o objetivo de evitar o assoreamento. Na ocasião, Geddel firmou convênios para obras de saneamento, no valor de R$ 70 milhões, para os seguintes municípios: Xique Xique, Barra, Itaguaçu, Lapão, Canarana, Gentio do Ouro e Morro do Chapéu. Em Ibotirama, foram assinados R$ 11 milhões em convênios com quatro municípios: Morpará, Muquém do São Francisco, Ibotirama e Ipupiara. O município de Barra é sede da diocese à qual pertence o bispo dom Luiz Cappio, que fez greve de fome para protestar contra a transposição do rio no fim de 2005. O ministro Geddel Vieira Lima chegou na tarde de ontem ao município de Propriá (SE). Ele anunciou investimentos para a região, voltados principalmente para obras de revitalização, como esgotamento sanitário, recuperação de áreas florestais, incentivo à apicultura racional e recuperação ambiental. Na cidade, Geddel teve uma reunião no Colégio Nossa Senhora das Graças com líderes de associações e autoridades políticas, onde discutiram sobre a transposição do Rio São Francisco. O encontro foi mobilizado pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco e a Diocese de Propriá. De Propriá, a comitiva seguiu para Penedo (AL). Hoje, logo cedo, o ministro fará um sobrevôo sobre o Rio São Francisco até a sua foz, passando pelo município alagoano de Paiçabuçu com destino a Salvador, chegando ao fim a viagem que o ministro Geddel Vieira Lima chamou de “Travessia para o futuro”.
Ex-liquidante e assistentes do Banco Econômico são condenados
O ex-liquidante do Banco Econômico (Besa), Flávio Cunha, o assistente de liquidação Edésio de Castro Alves, o auditor aposentado da Receita Federal e advogado Francisco de Assis Vaz Guimarães, o procurador do Banco Central (Bacen) José Carlos Zanforlin, e a advogada Sebastiana Lúcia Filadelfo de Oliveira, foram condenados pela 17ª Vara Federal baiana por gestão fraudulenta. Os cinco são responsáveis pelo desvio de mais de 12,7 milhões de reais (atualizados até setembro de 2002) da massa liquidanda do Besa, por meio de um contrato celebrado com a empresa Vaz Guimarães Advogados Associados. O Econômico, que pertenceu ao empresário Ângelo Calmon de Sá, sofreu intervenção em agosto de 1995 e entrou em liquidação extrajudicial um ano depois, sendo posteriormente vendido para o Excel. Cunha e Alves foram julgados culpados também por gestão fraudulenta em outra sentença do mesmo Juízo que condenou, ainda, o servidor aposentado do Bacen Roberto Silveira de Moraes e mais quatro pessoas cooptadas por eles para participar de um esquema criminoso que causou prejuízos financeiros de mais de 4,4 milhões de reais (atualizados até setembro de 2002) ao Besa. Desta vez, o desvio ocorreu por meio da contratação da empresa Moraes Sistemas e Informações para a realização de um falso planejamento tributário, contrariando, inclusive, as determinações do Bacen. Na primeira sentença, de 3 de abril, a Justiça condenou Cunha a três anos e seis meses de reclusão e 100 dias-multa, com cada dia-multa calculado com base no valor do salário mínimo vigente à época dos fatos. Condenou ainda Guimarães à reclusão de três anos e cinco meses e 100 dias-multa; Alves e Zanforlin, a três anos e cinco meses e 50 dias-multa e Sebastiana, a três anos e 50 dias-multa. Na segunda sentença, de 24 de abril, Cunha e Moraes foram condenados a três anos e cinco meses de reclusão e 80 dias-multa e Alves, a três anos e quatro meses de reclusão e 40 dias-multa. Apesar de ter fixado pena de reclusão para os réus, o juiz, na mesma sentença, substituiu a pena privativa de liberdade por duas penas restritivas de direito.
Marta se diz “arrasada” pelo “relaxa e goza”
A ministra do Turismo, Marta Suplicy, afirmou ontem, em entrevista a emissoras de rádios parceiras da Radiobrás, que ficou “arrasada” por ter dito a frase “Relaxa e goza, porque depois você esquece todos os transtornos”, referindo-se aos problemas enfrentados por passageiros nos aeroportos. A frase foi dita na última quarta-feira , depois do lançamento do Plano Nacional de Turismo 2007-2010. “Fiquei muito triste com a frase, arrasada, porque a frase não condiz com o pensamento que eu estava no momento, que era exatamente de dizer para as pessoas não desistirem de viajar por causa do que estava acontecendo nos aeroportos. E foi uma frase infeliz, que me deixou tristíssima”, afirmou. Ela voltou a se desculpar e disse que respeita parlamentares da oposição que fizeram comentários sobre a frase.
Fonte: Tribuna da Bahia
Ex-liquidante e assistentes do Banco Econômico são condenados
O ex-liquidante do Banco Econômico (Besa), Flávio Cunha, o assistente de liquidação Edésio de Castro Alves, o auditor aposentado da Receita Federal e advogado Francisco de Assis Vaz Guimarães, o procurador do Banco Central (Bacen) José Carlos Zanforlin, e a advogada Sebastiana Lúcia Filadelfo de Oliveira, foram condenados pela 17ª Vara Federal baiana por gestão fraudulenta. Os cinco são responsáveis pelo desvio de mais de 12,7 milhões de reais (atualizados até setembro de 2002) da massa liquidanda do Besa, por meio de um contrato celebrado com a empresa Vaz Guimarães Advogados Associados. O Econômico, que pertenceu ao empresário Ângelo Calmon de Sá, sofreu intervenção em agosto de 1995 e entrou em liquidação extrajudicial um ano depois, sendo posteriormente vendido para o Excel. Cunha e Alves foram julgados culpados também por gestão fraudulenta em outra sentença do mesmo Juízo que condenou, ainda, o servidor aposentado do Bacen Roberto Silveira de Moraes e mais quatro pessoas cooptadas por eles para participar de um esquema criminoso que causou prejuízos financeiros de mais de 4,4 milhões de reais (atualizados até setembro de 2002) ao Besa. Desta vez, o desvio ocorreu por meio da contratação da empresa Moraes Sistemas e Informações para a realização de um falso planejamento tributário, contrariando, inclusive, as determinações do Bacen. Na primeira sentença, de 3 de abril, a Justiça condenou Cunha a três anos e seis meses de reclusão e 100 dias-multa, com cada dia-multa calculado com base no valor do salário mínimo vigente à época dos fatos. Condenou ainda Guimarães à reclusão de três anos e cinco meses e 100 dias-multa; Alves e Zanforlin, a três anos e cinco meses e 50 dias-multa e Sebastiana, a três anos e 50 dias-multa. Na segunda sentença, de 24 de abril, Cunha e Moraes foram condenados a três anos e cinco meses de reclusão e 80 dias-multa e Alves, a três anos e quatro meses de reclusão e 40 dias-multa. Apesar de ter fixado pena de reclusão para os réus, o juiz, na mesma sentença, substituiu a pena privativa de liberdade por duas penas restritivas de direito.
Marta se diz “arrasada” pelo “relaxa e goza”
A ministra do Turismo, Marta Suplicy, afirmou ontem, em entrevista a emissoras de rádios parceiras da Radiobrás, que ficou “arrasada” por ter dito a frase “Relaxa e goza, porque depois você esquece todos os transtornos”, referindo-se aos problemas enfrentados por passageiros nos aeroportos. A frase foi dita na última quarta-feira , depois do lançamento do Plano Nacional de Turismo 2007-2010. “Fiquei muito triste com a frase, arrasada, porque a frase não condiz com o pensamento que eu estava no momento, que era exatamente de dizer para as pessoas não desistirem de viajar por causa do que estava acontecendo nos aeroportos. E foi uma frase infeliz, que me deixou tristíssima”, afirmou. Ela voltou a se desculpar e disse que respeita parlamentares da oposição que fizeram comentários sobre a frase.
Fonte: Tribuna da Bahia
Ministro quer mais grampos
PORTO ALEGRE - O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou ontem que uma parte da imprensa quer construir o mito de que o governo federal está preocupado com a alta quantidade de escutas feitas pela Polícia Federal. “Não é verdade. Está havendo escutas de menos”, disse. “Só temos que ter o cuidado para que elas não invadam a privacidade do cidadão e não extravasem o inquérito que está sendo objeto de trabalho pelos policiais”, afirmou.
Tarso defendeu a modernização das escutas telefônicas utilizadas pela polícia para que os direitos de quem não está sendo investigado sejam preservados. Ele disse que é preciso aperfeiçoar a legislação penal brasileira, muito atrasada diante do avanço da tecnologia. “A legislação evolui a 10km por hora, enquanto as novas tecnologias, a 1.000km por hora. Então, há superação da legislação penal e inquisitorial existente em face da revolução tecnológica. Temos que dar maior efetividade às escutas de modo que elas não invadam territórios que não são objeto do inquérito. Isso não é difícil”.
Sobre as críticas de que a PF vem deixando vazar informações, Tarso disse que isso não ocorreu no decorrer das investigações, somente depois que os acusados foram presos. “Se fala em vazamento de maneira inadequada. A Polícia Federal investigou por oito meses e não saiu uma linha de vazamento aí. Quando se cumpre mandados, as pessoas são presas e os advogados têm acesso ao processo, ele se torna praticamente público”.
Fonte: Correio da Bahia
Tarso defendeu a modernização das escutas telefônicas utilizadas pela polícia para que os direitos de quem não está sendo investigado sejam preservados. Ele disse que é preciso aperfeiçoar a legislação penal brasileira, muito atrasada diante do avanço da tecnologia. “A legislação evolui a 10km por hora, enquanto as novas tecnologias, a 1.000km por hora. Então, há superação da legislação penal e inquisitorial existente em face da revolução tecnológica. Temos que dar maior efetividade às escutas de modo que elas não invadam territórios que não são objeto do inquérito. Isso não é difícil”.
Sobre as críticas de que a PF vem deixando vazar informações, Tarso disse que isso não ocorreu no decorrer das investigações, somente depois que os acusados foram presos. “Se fala em vazamento de maneira inadequada. A Polícia Federal investigou por oito meses e não saiu uma linha de vazamento aí. Quando se cumpre mandados, as pessoas são presas e os advogados têm acesso ao processo, ele se torna praticamente público”.
Fonte: Correio da Bahia
PF acredita que presidente sabia
CAMPO GRANDE - Uma ligação telefônica do irmão mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Genival Inácio da Silva, o “Vavá”, interceptada pela Operação Xeque-Mate no sábado passado, às 8h02, revela que ele conversou, pessoalmente, com o presidente sobre máquinas caça-níqueis, segundo conclusão da Polícia Federal (PF).
O telefonema gravado pela Inteligência da PF, que durou 9 minutos 58 segundos, faz parte do último lote que os federais entregaram à Justiça. Ao todo, são 17 diálogos captados pelo grampo, nove deles antes da deflagração da Xeque-Mate, dois no dia da operação e seis após as prisões e a busca na casa de “Vavá”. Entre as 17 ligações listadas pela PF, duas são do irmão de Lula.
Na segunda ligação, a conversa é com o prefeito de Caetés (PE), cidade natal de Lula, José Luiz de Lima Sampaio (PT), que se identifica como “Zé da Luz”, primo em terceiro grau de “Vavá” e Lula. O petista liga para a casa de “Vavá”, em São Bernardo do Campo, no Grande ABC (SP), dia 9, cinco dias depois que a operação foi desencadeada. O irmão do presidente é acusado de tráfico de influência e exploração do prestígio, crimes que teria cometido, de acordo com a PF, dentro de um poderoso esquema de corrupção e exploração de caça-níqueis.
No grampo, “Vavá” explica a “Zé da Luz”, que ligou para se solidarizar a ele, que Lula esteve em sua casa em 25 de março. “Sabe aquele negócio de máquinas, aquela conversa é o seguinte: o Lula veio aqui em casa, eu falei com o Lula, olha vou colocar o pessoal pra trabalhar. Eu vou fazer um relatório das máquinas, eu vou fazer certo? Aí publicaram que o Lula que pediu... porra. É brincadeira do c... né bicho”.
Na análise do grampo que enviou à Justiça Federal, a PF sustenta: “‘Vavá’ confirma que conversou com Lula sobre as máquinas (caça-níqueis) e teria dito na ocasião que ‘tem de colocar esse pessoal para trabalhar’. ‘Vavá’ afirma que ele, por iniciativa própria, iria fazer um ‘relatório’ sobre as máquinas (caça-níqueis) e que a imprensa publicou erroneamente que ‘o Lula que queria saber das máquinas’.
Fonte: Correio da Bahia
O telefonema gravado pela Inteligência da PF, que durou 9 minutos 58 segundos, faz parte do último lote que os federais entregaram à Justiça. Ao todo, são 17 diálogos captados pelo grampo, nove deles antes da deflagração da Xeque-Mate, dois no dia da operação e seis após as prisões e a busca na casa de “Vavá”. Entre as 17 ligações listadas pela PF, duas são do irmão de Lula.
Na segunda ligação, a conversa é com o prefeito de Caetés (PE), cidade natal de Lula, José Luiz de Lima Sampaio (PT), que se identifica como “Zé da Luz”, primo em terceiro grau de “Vavá” e Lula. O petista liga para a casa de “Vavá”, em São Bernardo do Campo, no Grande ABC (SP), dia 9, cinco dias depois que a operação foi desencadeada. O irmão do presidente é acusado de tráfico de influência e exploração do prestígio, crimes que teria cometido, de acordo com a PF, dentro de um poderoso esquema de corrupção e exploração de caça-níqueis.
No grampo, “Vavá” explica a “Zé da Luz”, que ligou para se solidarizar a ele, que Lula esteve em sua casa em 25 de março. “Sabe aquele negócio de máquinas, aquela conversa é o seguinte: o Lula veio aqui em casa, eu falei com o Lula, olha vou colocar o pessoal pra trabalhar. Eu vou fazer um relatório das máquinas, eu vou fazer certo? Aí publicaram que o Lula que pediu... porra. É brincadeira do c... né bicho”.
Na análise do grampo que enviou à Justiça Federal, a PF sustenta: “‘Vavá’ confirma que conversou com Lula sobre as máquinas (caça-níqueis) e teria dito na ocasião que ‘tem de colocar esse pessoal para trabalhar’. ‘Vavá’ afirma que ele, por iniciativa própria, iria fazer um ‘relatório’ sobre as máquinas (caça-níqueis) e que a imprensa publicou erroneamente que ‘o Lula que queria saber das máquinas’.
Fonte: Correio da Bahia
CNJ vai punir juízes corruptos
Corregedor diz que serão extirpados magistrados que envergonham o poder Judiciário
BRASÍLIA - Na posse dos integrantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o novo corregedor nacional de Justiça, César Asfor Rocha, afirmou ontem que serão extirpados do Judiciário os juízes que envergonham o poder. Segundo Rocha, serão mostrados e punidos os responsáveis por irregularidades na Justiça. “Daremos ao CNJ verdadeira translucidez e jamais hesitaremos em mostrar e explicar os deslizes internos do poder Judiciário, nunca animados por nenhum outro motivo ou razão que não sejam prevenir esses deslizes e extirpar do meio judiciário, os que não o honram, não o servem, não o engrandecem, mas o envergonham, o desmerecem e o desprestigiam”, disse ele, que é ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Como corregedor, caberá a Rocha analisar as sindicâncias e processos administrativos eventualmente movidos contra magistrados suspeitos de envolvimento em irregularidades e até crimes. “Sabemos que todos esperam do CNJ uma atuação elevada e nobre, não contra os magistrados, que esses merecerão todos os apoios e aplausos, mas contra os que, travestidos de julgadores, encontram no campo da atividade judicial o espaço para desenvolver ilicitude e cometer infrações”, afirmou.
O corregedor nacional de Justiça disse que pretende acompanhar o levantamento de todos os processos disciplinares e criminais existentes no país contra membros do poder Judiciário. Segundo Rocha, essas ações têm de ter um andamento imediato e urgente. O corregedor nacional deve assumir, entre outras investigações, a sindicância aberta no Conselho Nacional para apurar a suposta participação de magistrados num esquema de venda de decisões judiciais. Entre os investigados, está o ministro Paulo Medina, do STJ.
Rocha afirmou que, passados dois anos da instalação do Conselho de Justiça, agora, o órgão de controle externo do Judiciário deve assumir uma posição mais propositiva, realizando um censo nacional para detectar as necessidades mais urgentes do poder.
Fonte: Correio da Bahia
BRASÍLIA - Na posse dos integrantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o novo corregedor nacional de Justiça, César Asfor Rocha, afirmou ontem que serão extirpados do Judiciário os juízes que envergonham o poder. Segundo Rocha, serão mostrados e punidos os responsáveis por irregularidades na Justiça. “Daremos ao CNJ verdadeira translucidez e jamais hesitaremos em mostrar e explicar os deslizes internos do poder Judiciário, nunca animados por nenhum outro motivo ou razão que não sejam prevenir esses deslizes e extirpar do meio judiciário, os que não o honram, não o servem, não o engrandecem, mas o envergonham, o desmerecem e o desprestigiam”, disse ele, que é ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Como corregedor, caberá a Rocha analisar as sindicâncias e processos administrativos eventualmente movidos contra magistrados suspeitos de envolvimento em irregularidades e até crimes. “Sabemos que todos esperam do CNJ uma atuação elevada e nobre, não contra os magistrados, que esses merecerão todos os apoios e aplausos, mas contra os que, travestidos de julgadores, encontram no campo da atividade judicial o espaço para desenvolver ilicitude e cometer infrações”, afirmou.
O corregedor nacional de Justiça disse que pretende acompanhar o levantamento de todos os processos disciplinares e criminais existentes no país contra membros do poder Judiciário. Segundo Rocha, essas ações têm de ter um andamento imediato e urgente. O corregedor nacional deve assumir, entre outras investigações, a sindicância aberta no Conselho Nacional para apurar a suposta participação de magistrados num esquema de venda de decisões judiciais. Entre os investigados, está o ministro Paulo Medina, do STJ.
Rocha afirmou que, passados dois anos da instalação do Conselho de Justiça, agora, o órgão de controle externo do Judiciário deve assumir uma posição mais propositiva, realizando um censo nacional para detectar as necessidades mais urgentes do poder.
Fonte: Correio da Bahia
sexta-feira, junho 15, 2007
A cultura da mentira
por João Luiz Mauad em 08 de junho de 2007 Resumo: No Brasil, políticos e servidores públicos, por mais fortes que sejam as acusações e as evidências contra eles, sequer se dignam a afastar-se dos cargos durante as investigações e processos, enquanto seus superiores, correligionários e, em vários casos, até mesmo os seus opositores, agem como se nada houvesse. © 2007 MidiaSemMascara.org
As virtudes morais são produto do hábito.
(Aristóteles)
Corrupção na administração pública há em toda parte, mesmo em países desenvolvidos, com leis estáveis e instituições fortes. O que difere é a intensidade, que varia em função do nível de intervencionismo do Estado na vida social e, principalmente, da reação da sociedade diante do problema. Enquanto nações que dispõem de controles institucionais rígidos, leis transparentes e, acima de tudo, têm a verdade como um valor supremo tendem a cobrar dos seus representantes atitudes enérgicas contra a bandalheira e não se deixam engabelar com facilidade, outras, como a nossa, demonstram excessiva leniência diante da questão, permitindo que a corrupção consuma a incrível porção de 12% do PIB.
O nível de tolerância das sociedades em relação ao problema da corrupção pode ser medido não apenas pelos índices de impunidade, que em países como o nosso chegam perto da totalidade, mas também pelas reações dos criminosos quando “fisgados” pela lei. Recentemente, dois cidadãos japoneses cometeram suicídio, antes mesmo de serem julgados, porque julgaram que não poderiam conviver com tamanha desonra. Há alguns anos, um funcionário público norte-americano deu um tiro na própria boca, em frente às câmeras de TV, porque, flagrado num caso de corrupção, simplesmente “não suportava mais olhar nos olhos dos filhos”. Exemplos semelhantes, mesmo que não tão trágicos, abundam.
Já em Pindorama, pelo menos desde o suicídio de Getúlio Vargas, a coisa funciona de forma diferente. Políticos e servidores públicos, por mais fortes que sejam as acusações e as evidências contra eles, sequer se dignam a afastar-se dos cargos durante as investigações e processos, enquanto seus superiores, correligionários e, em vários casos, até mesmo os seus opositores, numa clara demonstração de corporativismo, agem como se nada houvesse. Honra, probidade, dignidade e vergonha na cara são valores há muito aposentados pelo relativismo moral que impera por aqui.
Ninguém assume coisa alguma. Ninguém jamais confessa nada. Sempre há uma boa desculpa, uma estória mirabolante a justificar qualquer coisa, por mais estranha e inverossímil que possa parecer. Inventam-se álibis, desculpas esfarrapadas e enredos os mais diversos para escapar da justiça. E o pior de tudo é que, na maioria das vezes, tais estratégias dão certo.
Ao contrário das nações que desenvolveram sociedades avançadas, fundadas em padrões morais onde prevalece a verdade, nossas instituições (formais e informais) foram estabelecidas sobre uma cultura da mentira. Aqui, todo mundo está mentindo até prova em contrário. As leis são estabelecidas na presunção de que somos todos mentirosos e apenas eventualmente dizemos a verdade. Alguns exemplos de procedimentos burocráticos, ou mesmo processuais, que só existem no Brasil e em alguns outros poucos lugares, dão bem a noção da coisa.
Certa vez tentei explicar a um inglês o que vem a ser uma cópia autenticada em cartório e o porquê da sua exigência ser tão disseminada por essas plagas. Parecia uma conversa de surdos. Meu interlocutor não entendia que as pessoas pudessem desconfiar da autenticidade de um documento antes mesmo que este lhes fosse apresentado. Sequer lhe passava pela cabeça que a palavra do portador ou responsável não bastasse. É claro que nem tentei explicar o nosso famigerado “reconhecimento de firma”, que recentemente evoluiu para “reconhecimento de firma por autenticidade”.
Ora, a mim pelo menos parece evidente que, se a verdade deve ser sempre provada e comprovada, ela passa a ser vista como exceção, não como regra. A mentira, por outro lado, é aceita como um hábito, uma tradição impregnada na cultura. Esse costume é tão disseminado que foi absorvido pela própria lei nos processos judiciários. Diferentemente do que ocorre em muitos países, onde o crime de perjúrio é gravíssimo e, quase sempre, funciona de forma a aumentar a penalidade do réu, por aqui a mentira dita em juízo não costuma trazer conseqüências. Muito pelo contrário, sua utilização é, em muitos casos, tida como perfeitamente legítima.
Diga-me com sinceridade, estimado leitor, há algo mais patético do que aqueles inquéritos parlamentares, transmitidos ao vivo pela TV, em que testemunhas e réus respondem às perguntas protegidos por uma liminar da justiça concedendo-lhes o “direito” de omitir a verdade? Quem não se lembra, por exemplo, do jeito cínico, beirando o escárnio, de diversos depoentes perante as inúmeras CPI's do Congresso, todos devidamente autorizados a mentir?
Aristóteles já dizia que as virtudes morais não são produzidas no ser humano pela natureza, mas são produto do hábito. O comportamento humano, por seu turno, é bastante influenciado por estímulos exteriores. Desde cedo, o homem aprende reagindo a incentivos produzidos pelos ambientes natural e social. Se o meio é propício à mentira, se o engodo é incentivado pela própria cadeia institucional, se não criamos as condições necessárias para que a verdade seja a regra e não a exceção, nada adianta chorar sobre o leite derramado.
Fonte: Mídia Sem Máscara
As virtudes morais são produto do hábito.
(Aristóteles)
Corrupção na administração pública há em toda parte, mesmo em países desenvolvidos, com leis estáveis e instituições fortes. O que difere é a intensidade, que varia em função do nível de intervencionismo do Estado na vida social e, principalmente, da reação da sociedade diante do problema. Enquanto nações que dispõem de controles institucionais rígidos, leis transparentes e, acima de tudo, têm a verdade como um valor supremo tendem a cobrar dos seus representantes atitudes enérgicas contra a bandalheira e não se deixam engabelar com facilidade, outras, como a nossa, demonstram excessiva leniência diante da questão, permitindo que a corrupção consuma a incrível porção de 12% do PIB.
O nível de tolerância das sociedades em relação ao problema da corrupção pode ser medido não apenas pelos índices de impunidade, que em países como o nosso chegam perto da totalidade, mas também pelas reações dos criminosos quando “fisgados” pela lei. Recentemente, dois cidadãos japoneses cometeram suicídio, antes mesmo de serem julgados, porque julgaram que não poderiam conviver com tamanha desonra. Há alguns anos, um funcionário público norte-americano deu um tiro na própria boca, em frente às câmeras de TV, porque, flagrado num caso de corrupção, simplesmente “não suportava mais olhar nos olhos dos filhos”. Exemplos semelhantes, mesmo que não tão trágicos, abundam.
Já em Pindorama, pelo menos desde o suicídio de Getúlio Vargas, a coisa funciona de forma diferente. Políticos e servidores públicos, por mais fortes que sejam as acusações e as evidências contra eles, sequer se dignam a afastar-se dos cargos durante as investigações e processos, enquanto seus superiores, correligionários e, em vários casos, até mesmo os seus opositores, numa clara demonstração de corporativismo, agem como se nada houvesse. Honra, probidade, dignidade e vergonha na cara são valores há muito aposentados pelo relativismo moral que impera por aqui.
Ninguém assume coisa alguma. Ninguém jamais confessa nada. Sempre há uma boa desculpa, uma estória mirabolante a justificar qualquer coisa, por mais estranha e inverossímil que possa parecer. Inventam-se álibis, desculpas esfarrapadas e enredos os mais diversos para escapar da justiça. E o pior de tudo é que, na maioria das vezes, tais estratégias dão certo.
Ao contrário das nações que desenvolveram sociedades avançadas, fundadas em padrões morais onde prevalece a verdade, nossas instituições (formais e informais) foram estabelecidas sobre uma cultura da mentira. Aqui, todo mundo está mentindo até prova em contrário. As leis são estabelecidas na presunção de que somos todos mentirosos e apenas eventualmente dizemos a verdade. Alguns exemplos de procedimentos burocráticos, ou mesmo processuais, que só existem no Brasil e em alguns outros poucos lugares, dão bem a noção da coisa.
Certa vez tentei explicar a um inglês o que vem a ser uma cópia autenticada em cartório e o porquê da sua exigência ser tão disseminada por essas plagas. Parecia uma conversa de surdos. Meu interlocutor não entendia que as pessoas pudessem desconfiar da autenticidade de um documento antes mesmo que este lhes fosse apresentado. Sequer lhe passava pela cabeça que a palavra do portador ou responsável não bastasse. É claro que nem tentei explicar o nosso famigerado “reconhecimento de firma”, que recentemente evoluiu para “reconhecimento de firma por autenticidade”.
Ora, a mim pelo menos parece evidente que, se a verdade deve ser sempre provada e comprovada, ela passa a ser vista como exceção, não como regra. A mentira, por outro lado, é aceita como um hábito, uma tradição impregnada na cultura. Esse costume é tão disseminado que foi absorvido pela própria lei nos processos judiciários. Diferentemente do que ocorre em muitos países, onde o crime de perjúrio é gravíssimo e, quase sempre, funciona de forma a aumentar a penalidade do réu, por aqui a mentira dita em juízo não costuma trazer conseqüências. Muito pelo contrário, sua utilização é, em muitos casos, tida como perfeitamente legítima.
Diga-me com sinceridade, estimado leitor, há algo mais patético do que aqueles inquéritos parlamentares, transmitidos ao vivo pela TV, em que testemunhas e réus respondem às perguntas protegidos por uma liminar da justiça concedendo-lhes o “direito” de omitir a verdade? Quem não se lembra, por exemplo, do jeito cínico, beirando o escárnio, de diversos depoentes perante as inúmeras CPI's do Congresso, todos devidamente autorizados a mentir?
Aristóteles já dizia que as virtudes morais não são produzidas no ser humano pela natureza, mas são produto do hábito. O comportamento humano, por seu turno, é bastante influenciado por estímulos exteriores. Desde cedo, o homem aprende reagindo a incentivos produzidos pelos ambientes natural e social. Se o meio é propício à mentira, se o engodo é incentivado pela própria cadeia institucional, se não criamos as condições necessárias para que a verdade seja a regra e não a exceção, nada adianta chorar sobre o leite derramado.
Fonte: Mídia Sem Máscara
PF pede autorização para investigar dois deputados
· ‘Navalha’ alcança Paulo Magalhães e Maurício Quintela
A Polícia Federal encaminha nesta sexta-feira (15) ao procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza um pedido de investigação contra dois deputados federais. Um deles é o oposicionista Paulo Magalhães (DEM-BA). O outro, Maurício Quintella (PR-AL) integra o consorcio governista.
Os dois deputados estão implicados na Operação Navalha, que apura fraudes em licitações e malfeitorias em obras públicas praticadas pela Construtora Gautama, de Zuleido Veras. O pedido da PF será protocolado no gabinete do procurador-geral porque, como deputados, Magalhães e Quintella desfrutam do privilégio de foro. Só podem ser processados e julgados no STF.
Cabe ao Ministério Público Federal encaminhar a solicitação ao Supremo. Algo que deve ser feito pelo procurador Antonio Fernando nas próximas semanas. O STF terá de sortear um ministro para relatar o caso. Só depois da autorização do relator a investigação pretendida pela polícia poderá ser deflagrada.
Paulo Magalhães, sobrinho do senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), foi pilhado nos grampos telefônicos feitos pela PF com autorização da ministra Eliana Calmon, do STJ. Segundo a PF, os diálogos demonstram que o deputado recebeu R$ 20 mil da Gautama, no início de maio. Entre os favores que teria prestado à construtora estaria a intermediação de interesses de Zuleido Veras em processos que tramitam no TCU.
Relatório sigiloso da PF anota, por exemplo, que Magalhães conversou pelo telefone pelo menos duas vezes com Zuleido Veras, no dia 4 de maio. Num dos diálogos, o deputado confirma ter recebido em seu gabinete a visita de Florêncio Vieira, o empregado da Gautama que foi incumbido de entregar-lhe "o material" [dinheiro, segundo a polícia].Detido na Operação Navalha, Florêncio Vieira é identificado nos autos do processo como responsável por vários saques em agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Era, segundo a PF, responsável pelo transporte de dinheiro "para os lugares onde seriam consumados os pagamentos".Numa das conversas interceptadas pelo grampo em 4 de maio, Paulo Magalhães confirma ao dono da Gautama, segundo a PF, que havia recebido os R$ 20 mil. "Zuleido diz ótimo", anota o documento em que a PF fez a transcrição da conversa.
Quanto a Maurício Quintella, as escutas telefônicas captaram diálogos do deputado com Tereza Freire Lima. Trata-se da secretária de Zuleido Veras, também detida no arrastão da Operação Navalha. As conversas sugeririam, segundo a PF, o repasse de dinheiro a Quintella. Os indícios foram reforçados, sempre de acordo com a polícia, por menções ao nome do deputado em documentos apreendidos na sede da Gautama em Salvador (BA).
Entre os papéis recolhidos na operação de busca e apreensão há uma agenda que pertencia a Gil Jacó Carvalho Santos. Vem a ser o diretor financeiro da Gautama, também incluído no rol de presos da Navalha. O nome de Quintella apareceria na agenda associado a cifras.
Os deputados dois deputados negam que tenham recebido dinheiro da Gautama. Se houver autorização do STF, a PF terá de transformar indícios em provas. Uma das linhas de investigação esboçadas pela polícia é o levantamento de emendas apresentadas por Magalhães e Quintella ao orçamento da União.
Deseja-se verificar se os parlamentares destinaram verbas para obras irregulares da Gautama. De resto, pretende-se obter a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos deputados. Algo que, de novo, dependerá de autorização do Supremo. Não por acaso, nesta mesma quinta-feira em que a lâmina fria da suspeição roça, uma vez mais, o prédio do Congresso, o requerimento que pede a abertura da CPI da Navalha começou a encaminhar-se em direção ao arquivo.
Escrito por Josias de Souza
Fonte: Folha Online
A Polícia Federal encaminha nesta sexta-feira (15) ao procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza um pedido de investigação contra dois deputados federais. Um deles é o oposicionista Paulo Magalhães (DEM-BA). O outro, Maurício Quintella (PR-AL) integra o consorcio governista.
Os dois deputados estão implicados na Operação Navalha, que apura fraudes em licitações e malfeitorias em obras públicas praticadas pela Construtora Gautama, de Zuleido Veras. O pedido da PF será protocolado no gabinete do procurador-geral porque, como deputados, Magalhães e Quintella desfrutam do privilégio de foro. Só podem ser processados e julgados no STF.
Cabe ao Ministério Público Federal encaminhar a solicitação ao Supremo. Algo que deve ser feito pelo procurador Antonio Fernando nas próximas semanas. O STF terá de sortear um ministro para relatar o caso. Só depois da autorização do relator a investigação pretendida pela polícia poderá ser deflagrada.
Paulo Magalhães, sobrinho do senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), foi pilhado nos grampos telefônicos feitos pela PF com autorização da ministra Eliana Calmon, do STJ. Segundo a PF, os diálogos demonstram que o deputado recebeu R$ 20 mil da Gautama, no início de maio. Entre os favores que teria prestado à construtora estaria a intermediação de interesses de Zuleido Veras em processos que tramitam no TCU.
Relatório sigiloso da PF anota, por exemplo, que Magalhães conversou pelo telefone pelo menos duas vezes com Zuleido Veras, no dia 4 de maio. Num dos diálogos, o deputado confirma ter recebido em seu gabinete a visita de Florêncio Vieira, o empregado da Gautama que foi incumbido de entregar-lhe "o material" [dinheiro, segundo a polícia].Detido na Operação Navalha, Florêncio Vieira é identificado nos autos do processo como responsável por vários saques em agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Era, segundo a PF, responsável pelo transporte de dinheiro "para os lugares onde seriam consumados os pagamentos".Numa das conversas interceptadas pelo grampo em 4 de maio, Paulo Magalhães confirma ao dono da Gautama, segundo a PF, que havia recebido os R$ 20 mil. "Zuleido diz ótimo", anota o documento em que a PF fez a transcrição da conversa.
Quanto a Maurício Quintella, as escutas telefônicas captaram diálogos do deputado com Tereza Freire Lima. Trata-se da secretária de Zuleido Veras, também detida no arrastão da Operação Navalha. As conversas sugeririam, segundo a PF, o repasse de dinheiro a Quintella. Os indícios foram reforçados, sempre de acordo com a polícia, por menções ao nome do deputado em documentos apreendidos na sede da Gautama em Salvador (BA).
Entre os papéis recolhidos na operação de busca e apreensão há uma agenda que pertencia a Gil Jacó Carvalho Santos. Vem a ser o diretor financeiro da Gautama, também incluído no rol de presos da Navalha. O nome de Quintella apareceria na agenda associado a cifras.
Os deputados dois deputados negam que tenham recebido dinheiro da Gautama. Se houver autorização do STF, a PF terá de transformar indícios em provas. Uma das linhas de investigação esboçadas pela polícia é o levantamento de emendas apresentadas por Magalhães e Quintella ao orçamento da União.
Deseja-se verificar se os parlamentares destinaram verbas para obras irregulares da Gautama. De resto, pretende-se obter a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos deputados. Algo que, de novo, dependerá de autorização do Supremo. Não por acaso, nesta mesma quinta-feira em que a lâmina fria da suspeição roça, uma vez mais, o prédio do Congresso, o requerimento que pede a abertura da CPI da Navalha começou a encaminhar-se em direção ao arquivo.
Escrito por Josias de Souza
Fonte: Folha Online
Risco de desmoralização reduz favoritismo de Renan
Deteriorou-se na noite desta quinta-feira (14) a situação política de Renan Calheiros (PMDB-AL). Notícia veiculada pelo Jornal Nacional fez ruir um dos pilares da defesa do presidente do Congresso: demonstrou-se que os negócios rurais do senador, origem do dinheiro que ele diz ter usado para bancar a pensão que pagou à jornalista Mônica Veloso, estão envoltos numa aura de suspeições.
Há notas de idoneidade duvidosa. Há compradores que negam ter transacionado com Renan, que se encontram em situação fiscal irregular ou que simplesmente negam ter transacionado com Renan. Até mesmo o gerente das fazendas de Renan –três próprias e três arrendadas—diz que o senador não possui 1.700 cabeças de gado, como alega, mas 1.100.
Na manhã desta sexta-feira (15), o Conselho de Ética do Senado reúne-se para votar o relatório de Epitácio Cafeteira (PTB-MA). Ele declarou que não vai mudar o seu parecer. Pede o arquivamento do processo contra o presidente do Congresso por “absoluta falta de provas”. Renan dispunha de maioria acachapante, próxima da unanimidade. Mantém-se a tendência favorável ao engavetamento. Mas o favoritismo não é mais gritante. Dos 15 integrantes do conselho, sete já se mostram sensíveis à tese de que é preciso aprofundar as investigações.
Três senadores apresentarão ao conselho votos alternativos ao de Cafeteira. São eles: Demóstenes Torres (DEM-GO), Marconi Perilo (PSDB-GO) e Jefferson Peres (PDT-AM). Em essência, a trinca propõe a mesma coisa: o sobrestamento da votação do texto de Cafeteira, a realização de perícias técnicas nos documentos exibidos por Renan e a audição de testemunhas.
Em condições normais, o relatório de Cafeteira seria votado em primeiro lugar. Porém, a oposição vai requerer que seja votada antes a tese pró-investigação. Para que ocorra a inversão, o conselho precisa aprovar. Até a noite passada, sondagens feitas pelos próprios senadores indicavam que o requerimento seria rejeitado por oito votos contra sete. Se comprovado, esse primeiro placar já indicará a perspectiva de aprovação do texto de Cafeteira.
Numa frenética troca de telefonemas, líderes de diferentes partidos puseram-se de acordo em relação a um ponto: o arquivamento da representação do PSOL contra Renan, feita assim, a toque de caixa, submeterá o Conselho de Ética e o próprio Senado a um risco de desmoralização. Para tentar se dissociar do desgaste, a oposição cogita abster-se de votar caso os pareceres de Demóstenes, Perilo e Peres sejam ignorados.
Sentindo o cheiro de queimado, aliados de Renan discaram para membros do conselho para pedir-lhes que não retrocedam no apoio ao senador. O próprio presidente do Congresso, em telefonema a alguns de seus colegas, prometeu divulgar, na manhã desta sexta, documentos adicionais. Atestariam, segundo disse, a regularidade das operações de venda de gado que diz ter realizado. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), aconselhou Renan a comparecer à reunião do conselho, para prestar, de corpo presente, novos esclarecimentos.
Escrito por Josias de Souza
Fonte: Folha Online
Há notas de idoneidade duvidosa. Há compradores que negam ter transacionado com Renan, que se encontram em situação fiscal irregular ou que simplesmente negam ter transacionado com Renan. Até mesmo o gerente das fazendas de Renan –três próprias e três arrendadas—diz que o senador não possui 1.700 cabeças de gado, como alega, mas 1.100.
Na manhã desta sexta-feira (15), o Conselho de Ética do Senado reúne-se para votar o relatório de Epitácio Cafeteira (PTB-MA). Ele declarou que não vai mudar o seu parecer. Pede o arquivamento do processo contra o presidente do Congresso por “absoluta falta de provas”. Renan dispunha de maioria acachapante, próxima da unanimidade. Mantém-se a tendência favorável ao engavetamento. Mas o favoritismo não é mais gritante. Dos 15 integrantes do conselho, sete já se mostram sensíveis à tese de que é preciso aprofundar as investigações.
Três senadores apresentarão ao conselho votos alternativos ao de Cafeteira. São eles: Demóstenes Torres (DEM-GO), Marconi Perilo (PSDB-GO) e Jefferson Peres (PDT-AM). Em essência, a trinca propõe a mesma coisa: o sobrestamento da votação do texto de Cafeteira, a realização de perícias técnicas nos documentos exibidos por Renan e a audição de testemunhas.
Em condições normais, o relatório de Cafeteira seria votado em primeiro lugar. Porém, a oposição vai requerer que seja votada antes a tese pró-investigação. Para que ocorra a inversão, o conselho precisa aprovar. Até a noite passada, sondagens feitas pelos próprios senadores indicavam que o requerimento seria rejeitado por oito votos contra sete. Se comprovado, esse primeiro placar já indicará a perspectiva de aprovação do texto de Cafeteira.
Numa frenética troca de telefonemas, líderes de diferentes partidos puseram-se de acordo em relação a um ponto: o arquivamento da representação do PSOL contra Renan, feita assim, a toque de caixa, submeterá o Conselho de Ética e o próprio Senado a um risco de desmoralização. Para tentar se dissociar do desgaste, a oposição cogita abster-se de votar caso os pareceres de Demóstenes, Perilo e Peres sejam ignorados.
Sentindo o cheiro de queimado, aliados de Renan discaram para membros do conselho para pedir-lhes que não retrocedam no apoio ao senador. O próprio presidente do Congresso, em telefonema a alguns de seus colegas, prometeu divulgar, na manhã desta sexta, documentos adicionais. Atestariam, segundo disse, a regularidade das operações de venda de gado que diz ter realizado. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), aconselhou Renan a comparecer à reunião do conselho, para prestar, de corpo presente, novos esclarecimentos.
Escrito por Josias de Souza
Fonte: Folha Online
Lamarca abre a porta de um passado que não passou
A irritação dos militares com os benefícios injetados na biografia de Carlos Lamarca e na conta bancária dos familiares do ex-guerrilheiro, já noticiada aqui no blog, transbordou dos gabinetes fechados. Abriu-se uma porta que dá acesso a um passado que insiste em não passar. Vai abaixo reportagem de Raphael Gomide, veiculada na Folha (assinantes):
“Numa das mais fortes demonstrações de descontentamento desde o fim do regime militar, em 1985, generais do Exército atacaram ontem, no Rio, a concessão da patente de coronel ao guerrilheiro Carlos Lamarca e de benefícios a sua família, pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.
O general-de-exército Luiz Cesário da Silveira Filho, comandante militar do Leste (responsável pelas tropas no Rio, em Minas e no Espírito Santo) foi o mais enfático."Tudo o que é falta grave que pode ser cometida esse assassino cometeu. E está sendo premiado aí! É lamentável, lamentável! Espero que não vá até o final esse processo. Pode dizer: os generais de Exército, os generais da ativa do Alto Comando do Exército [15 generais quatro estrelas da Força mais dois do Ministério da Defesa] estão indignados. Causou profunda indignação na Força", afirmou Cesário, em tom de voz elevado durante reunião da Cúpula do Exército ontem.
Uma palestra do comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, na sede do Clube Militar, no centro do Rio, reuniu membros do Alto Comando, cinco ex-ministros ou comandantes do Exército e muitos generais e oficiais da ativa e da reserva contrariados com o benefício obtido por Lamarca.
O comandante Peri deixou clara a visão da corporação sobre Lamarca: "Para o Exército, ele é desertor; para o Exército, o que ele é? Para o Exército, ele cometeu uma série de crimes". Momentos antes, em resposta a pergunta de audiência de oficiais da ativa e da reserva, Peri afirmou: "O fato é que o pensamento que nós temos em relação ao caso e em relação à pessoa envolvida é o mesmo do Exército de sempre", disse.
[...]
Peri confirmou ter ligado para o ministro da Defesa, Waldir Pires para protestar. À Folha ele sorriu quando questionado sobre a ligação para Pires. "É evidente que conversamos." Em seguida, ao microfone, afirmou: "O que tinha de fazer, eu fiz. Manifestei a quem devia o nosso pensamento. A resposta e as providências são semelhantes a outros casos, em situações semelhantes. O nome da pessoa beneficiada, Lamarca, é que é uma figura singular, mas a solução é semelhante a outros casos e está dentro da competência da comissão".
Outro general da ativa que não quis ser identificado disse que os militares estão revoltados porque Lamarca desertou do Exército como capitão, abrindo mão da carreira, foi promovido a coronel e ainda recebeu benefício de proventos como se tivesse o posto acima. A família de Lamarca terá pensão de R$ 12.152,61 mensais, o equivalente a vencimento de general-de-brigada, além de indenização de R$ 300 mil, a ser dividida por três familiares.O comandante do Exército disse que a análise jurídica preliminar sobre o caso era de que não cabia recurso ao Superior Tribunal Militar, mas ressalvou que ainda não havia estudado o assunto a fundo. O ex-ministro do Exército (1985-1990) Leônidas Pires Gonçalves afirmou: "Não me sinto bem tendo como conviva, mesmo morto, um desertor, traidor, ladrão e assassino frio do tenente Mendes, que se ofereceu para defender seus soldados. Quero que diga assim!". Ele se referia a Alberto Mendes Júnior, tenente que participou do cerco a Lamarca e foi morto a coronhadas em 1970 [...].”
Escrito por Josias de Souza
Fonte: Folha Online
“Numa das mais fortes demonstrações de descontentamento desde o fim do regime militar, em 1985, generais do Exército atacaram ontem, no Rio, a concessão da patente de coronel ao guerrilheiro Carlos Lamarca e de benefícios a sua família, pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.
O general-de-exército Luiz Cesário da Silveira Filho, comandante militar do Leste (responsável pelas tropas no Rio, em Minas e no Espírito Santo) foi o mais enfático."Tudo o que é falta grave que pode ser cometida esse assassino cometeu. E está sendo premiado aí! É lamentável, lamentável! Espero que não vá até o final esse processo. Pode dizer: os generais de Exército, os generais da ativa do Alto Comando do Exército [15 generais quatro estrelas da Força mais dois do Ministério da Defesa] estão indignados. Causou profunda indignação na Força", afirmou Cesário, em tom de voz elevado durante reunião da Cúpula do Exército ontem.
Uma palestra do comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, na sede do Clube Militar, no centro do Rio, reuniu membros do Alto Comando, cinco ex-ministros ou comandantes do Exército e muitos generais e oficiais da ativa e da reserva contrariados com o benefício obtido por Lamarca.
O comandante Peri deixou clara a visão da corporação sobre Lamarca: "Para o Exército, ele é desertor; para o Exército, o que ele é? Para o Exército, ele cometeu uma série de crimes". Momentos antes, em resposta a pergunta de audiência de oficiais da ativa e da reserva, Peri afirmou: "O fato é que o pensamento que nós temos em relação ao caso e em relação à pessoa envolvida é o mesmo do Exército de sempre", disse.
[...]
Peri confirmou ter ligado para o ministro da Defesa, Waldir Pires para protestar. À Folha ele sorriu quando questionado sobre a ligação para Pires. "É evidente que conversamos." Em seguida, ao microfone, afirmou: "O que tinha de fazer, eu fiz. Manifestei a quem devia o nosso pensamento. A resposta e as providências são semelhantes a outros casos, em situações semelhantes. O nome da pessoa beneficiada, Lamarca, é que é uma figura singular, mas a solução é semelhante a outros casos e está dentro da competência da comissão".
Outro general da ativa que não quis ser identificado disse que os militares estão revoltados porque Lamarca desertou do Exército como capitão, abrindo mão da carreira, foi promovido a coronel e ainda recebeu benefício de proventos como se tivesse o posto acima. A família de Lamarca terá pensão de R$ 12.152,61 mensais, o equivalente a vencimento de general-de-brigada, além de indenização de R$ 300 mil, a ser dividida por três familiares.O comandante do Exército disse que a análise jurídica preliminar sobre o caso era de que não cabia recurso ao Superior Tribunal Militar, mas ressalvou que ainda não havia estudado o assunto a fundo. O ex-ministro do Exército (1985-1990) Leônidas Pires Gonçalves afirmou: "Não me sinto bem tendo como conviva, mesmo morto, um desertor, traidor, ladrão e assassino frio do tenente Mendes, que se ofereceu para defender seus soldados. Quero que diga assim!". Ele se referia a Alberto Mendes Júnior, tenente que participou do cerco a Lamarca e foi morto a coronhadas em 1970 [...].”
Escrito por Josias de Souza
Fonte: Folha Online
Após novas denúncias, Conselho de Ética vota relatório que absolve Renan
da Folha Online
O Conselho de Ética do Senado se reúne nesta sexta-feira para votar o relatório do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA) que sugere o arquivamento da denúncia contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Renan é acusado de quebra de decoro parlamentar por supostamente ter usado o lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Júnior, para pagar pensão e aluguel à jornalista Mônica Veloso, com quem o senador tem uma filha.
Ontem à tarde, senadores já davam como certo o arquivamento do processo. A oposição, porém, insistia na tese de ouvir a jornalista e o lobista para que o processo não fosse arquivado sumariamente.
O posicionamento da oposição foi reforçado à noite, depois de novas denúncias contra Renan divulgadas pelo "Jornal Nacional", da TV Globo. Os senadores oposicionistas esperam que a reportagem influencie os colegas a darem continuidade ao processo, sem o arquivamento do caso hoje.
A reportagem informa que foram encontradas supostas irregularidades nos documentos apresentados pelo presidente do Senado na defesa feita ao Conselho de Ética. Os documentos apresentados por Renan justificariam ao conselho que seus rendimentos seriam compatíveis com a pensão que pagou --em dinheiro vivo, segundo ele-- para Mônica Veloso.
Depoimentos colhidos pela reportagem do "Jornal Nacional" supostamente contradizem a defesa do senador. Renan afirmou ser dono de três fazendas e teria arrendado outras três. Ele diz ter 1.700 cabeças de gado que teriam lucrado R$ 1,9 milhão nos últimos quatro anos. Everaldo de Lima Silva, administrador das fazendas ouvido pela reportagem, disse que Renan teria cerca de 1.100 cabeças de gado.
Defesa
Em sua defesa, Renan afirmou, por meio de sua assessoria, que já tinha dado sua versão para o "Jornal Nacional". De acordo com o programa, o senador afirmou que tem como provar a legalidade da venda do gado com notas fiscais, guias de transporte animal e cópias de cheque.
O senador disse à reportagem que o dinheiro arrecadado com a venda do gado foi depositado em sua conta pessoal e que a negociação foi feita pelo veterinário Gualter Peixoto, que presta serviço para o senador em Alagoas.
Relatório
Cafeteira disse ontem à noite que não vai alterar seu relatório depois das novas denúncias. Segundo ele, seu relatório foi elaborado anteriormente às denúncias do jornal.
"Não tenho que mudar meu relatório sobre uma coisa anterior. Meu relatório é sobre uma coisa antiga. De qualquer maneira, [a denúncia] deixa um grau de dúvida", disse. Apesar de manter seu texto, Cafeteira defendeu a apuração dos fatos. "Acho que pelo menos a denúncia deve ser examinada", afirmou.
O Conselho de Ética do Senado se reúne nesta sexta-feira para votar o relatório do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA) que sugere o arquivamento da denúncia contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Renan é acusado de quebra de decoro parlamentar por supostamente ter usado o lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Júnior, para pagar pensão e aluguel à jornalista Mônica Veloso, com quem o senador tem uma filha.
Ontem à tarde, senadores já davam como certo o arquivamento do processo. A oposição, porém, insistia na tese de ouvir a jornalista e o lobista para que o processo não fosse arquivado sumariamente.
O posicionamento da oposição foi reforçado à noite, depois de novas denúncias contra Renan divulgadas pelo "Jornal Nacional", da TV Globo. Os senadores oposicionistas esperam que a reportagem influencie os colegas a darem continuidade ao processo, sem o arquivamento do caso hoje.
A reportagem informa que foram encontradas supostas irregularidades nos documentos apresentados pelo presidente do Senado na defesa feita ao Conselho de Ética. Os documentos apresentados por Renan justificariam ao conselho que seus rendimentos seriam compatíveis com a pensão que pagou --em dinheiro vivo, segundo ele-- para Mônica Veloso.
Depoimentos colhidos pela reportagem do "Jornal Nacional" supostamente contradizem a defesa do senador. Renan afirmou ser dono de três fazendas e teria arrendado outras três. Ele diz ter 1.700 cabeças de gado que teriam lucrado R$ 1,9 milhão nos últimos quatro anos. Everaldo de Lima Silva, administrador das fazendas ouvido pela reportagem, disse que Renan teria cerca de 1.100 cabeças de gado.
Defesa
Em sua defesa, Renan afirmou, por meio de sua assessoria, que já tinha dado sua versão para o "Jornal Nacional". De acordo com o programa, o senador afirmou que tem como provar a legalidade da venda do gado com notas fiscais, guias de transporte animal e cópias de cheque.
O senador disse à reportagem que o dinheiro arrecadado com a venda do gado foi depositado em sua conta pessoal e que a negociação foi feita pelo veterinário Gualter Peixoto, que presta serviço para o senador em Alagoas.
Relatório
Cafeteira disse ontem à noite que não vai alterar seu relatório depois das novas denúncias. Segundo ele, seu relatório foi elaborado anteriormente às denúncias do jornal.
"Não tenho que mudar meu relatório sobre uma coisa anterior. Meu relatório é sobre uma coisa antiga. De qualquer maneira, [a denúncia] deixa um grau de dúvida", disse. Apesar de manter seu texto, Cafeteira defendeu a apuração dos fatos. "Acho que pelo menos a denúncia deve ser examinada", afirmou.
Reportagem coloca em dúvida lucro de Renan com venda de gado
da Folha Online
Reportagem veiculada nesta quinta-feira pelo "Jornal Nacional", da TV Globo, informa que foram encontradas supostas irregularidades nos documentos apresentados pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na defesa feita ao Conselho de Ética da Casa. Renan é acusado de quebra de decoro parlamentar por supostamente ter usado o lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Júnior, para pagar pensão e aluguel da jornalista Monica Veloso, com quem Renan tem uma filha.
Os documentos apresentados por Renan justificariam ao Conselho de Ética que seus rendimentos seriam compatíveis com a pensão que pagou --em dinheiro vivo, segundo ele-- para a jornalista Mônica Veloso.
Depoimentos colhidos pela reportagem do "Jornal Nacional" supostamente contradizem a defesa do senador. Renan afirmou ser dono de três fazendas e teria arrendado outras três. Ele diz ter 1.700 cabeças de gado que teriam lucrado R$ 1,9 milhão nos últimos quatro anos. Everaldo de Lima Silva, administrador das fazendas ouvido pela reportagem, disse que Renan teria cerca de 1.100 cabeças de gado.
Reportagem desta quarta-feira da Folha já havia lançado suspeita sobre o gado de Renan. De acordo com a reportagem, bois criados por Renan foram vendidos, em média, por R$ 59,40 a arroba de 2003 a 2006. Nesses mesmos quatro anos, gado produzido em São Paulo foi comercializado por R$ 57,20 a arroba.
A curiosidade é que o Estado de Alagoas era tido como "zona de risco desconhecido" para febre aftosa até 2005 --período em que Renan obteve os melhores preços para os seus bois: R$ 69,3 por arroba. Em São Paulo, onde a doença é controlada com vacinação, a média de venda da arroba do boi gordo nesse ano foi de R$ 61,1.
Essa alta lucratividade teria resultado num faturamento de R$ 1,920 milhão para Renan Calheiros em suas fazendas alagoanas em quatro anos.
Outro lado
Renan afirmou, por meio de sua assessoria, que já tinha dado sua versão para o "Jornal Nacional". De acordo com o programa, o senador afirmou que tem como provar a legalidade da venda do gado com notas fiscais, guias de transporte animal e cópias de cheque.
O senador disse ao "Jornal Nacional" que o dinheiro arrecadado com a venda do gado foi depositado em sua conta pessoal e que a negociação foi feita pelo veterinário Gualter Peixoto, que presta serviço para o senador em Alagoas.
O senador disse ainda que não é problema dele se algum empresário enganou o fisco e que pediu à Secretaria da Fazenda de Alagoas documentos sobre os negócios realizados.
Sobre o administrador das fazendas, o senador disse que Everaldo de Lima Silva, "não tem noção" do tamanho do rebanho.
Conselho de Ética
O Conselho de Ética do Senado se reúne nesta sexta-feira para analisar o relatório de Epitácio Cafeteira (PTB-MA), que sugeriu arquivar a denúncia alegando falta de provas consistentes.
O PSDB e o DEM decidiram que vão apresentar dois votos em separado. Os dois partidos querem suspender a votação do relatório de Cafeteira, ouvir depoimentos e realizar perícias nos documentos apresentados por Renan.
Pela proposta do DEM, deve ser suspensa a votação do relatório e ouvidos os depoimentos de Mônica Veloso e Cláudio Gontijo.
No entanto, os senadores já dão como certo o arquivamento do processo. "Não sei se [a aprovação do relatório] vai ser de goleada. Mas vai aprovar o relatório do Cafeteira", afirmou o líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), um dos principais defensores de Renan no conselho.
"Vamos ver se eles [os que defendem ouvir depoimentos e suspender a votação de amanhã] acham alguma prova. É preferível absolver um culpado do que condenar um inocente", disse Cafeteira.
Reportagem veiculada nesta quinta-feira pelo "Jornal Nacional", da TV Globo, informa que foram encontradas supostas irregularidades nos documentos apresentados pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na defesa feita ao Conselho de Ética da Casa. Renan é acusado de quebra de decoro parlamentar por supostamente ter usado o lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Júnior, para pagar pensão e aluguel da jornalista Monica Veloso, com quem Renan tem uma filha.
Os documentos apresentados por Renan justificariam ao Conselho de Ética que seus rendimentos seriam compatíveis com a pensão que pagou --em dinheiro vivo, segundo ele-- para a jornalista Mônica Veloso.
Depoimentos colhidos pela reportagem do "Jornal Nacional" supostamente contradizem a defesa do senador. Renan afirmou ser dono de três fazendas e teria arrendado outras três. Ele diz ter 1.700 cabeças de gado que teriam lucrado R$ 1,9 milhão nos últimos quatro anos. Everaldo de Lima Silva, administrador das fazendas ouvido pela reportagem, disse que Renan teria cerca de 1.100 cabeças de gado.
Reportagem desta quarta-feira da Folha já havia lançado suspeita sobre o gado de Renan. De acordo com a reportagem, bois criados por Renan foram vendidos, em média, por R$ 59,40 a arroba de 2003 a 2006. Nesses mesmos quatro anos, gado produzido em São Paulo foi comercializado por R$ 57,20 a arroba.
A curiosidade é que o Estado de Alagoas era tido como "zona de risco desconhecido" para febre aftosa até 2005 --período em que Renan obteve os melhores preços para os seus bois: R$ 69,3 por arroba. Em São Paulo, onde a doença é controlada com vacinação, a média de venda da arroba do boi gordo nesse ano foi de R$ 61,1.
Essa alta lucratividade teria resultado num faturamento de R$ 1,920 milhão para Renan Calheiros em suas fazendas alagoanas em quatro anos.
Outro lado
Renan afirmou, por meio de sua assessoria, que já tinha dado sua versão para o "Jornal Nacional". De acordo com o programa, o senador afirmou que tem como provar a legalidade da venda do gado com notas fiscais, guias de transporte animal e cópias de cheque.
O senador disse ao "Jornal Nacional" que o dinheiro arrecadado com a venda do gado foi depositado em sua conta pessoal e que a negociação foi feita pelo veterinário Gualter Peixoto, que presta serviço para o senador em Alagoas.
O senador disse ainda que não é problema dele se algum empresário enganou o fisco e que pediu à Secretaria da Fazenda de Alagoas documentos sobre os negócios realizados.
Sobre o administrador das fazendas, o senador disse que Everaldo de Lima Silva, "não tem noção" do tamanho do rebanho.
Conselho de Ética
O Conselho de Ética do Senado se reúne nesta sexta-feira para analisar o relatório de Epitácio Cafeteira (PTB-MA), que sugeriu arquivar a denúncia alegando falta de provas consistentes.
O PSDB e o DEM decidiram que vão apresentar dois votos em separado. Os dois partidos querem suspender a votação do relatório de Cafeteira, ouvir depoimentos e realizar perícias nos documentos apresentados por Renan.
Pela proposta do DEM, deve ser suspensa a votação do relatório e ouvidos os depoimentos de Mônica Veloso e Cláudio Gontijo.
No entanto, os senadores já dão como certo o arquivamento do processo. "Não sei se [a aprovação do relatório] vai ser de goleada. Mas vai aprovar o relatório do Cafeteira", afirmou o líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), um dos principais defensores de Renan no conselho.
"Vamos ver se eles [os que defendem ouvir depoimentos e suspender a votação de amanhã] acham alguma prova. É preferível absolver um culpado do que condenar um inocente", disse Cafeteira.
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