domingo, maio 24, 2026

Denúncia Grave: Professor Marcelão aponta suposto desvio de R$ 9 milhões do FUNDEB em Coronel João Sá

Denúncia Grave: Professor Marcelão aponta suposto desvio de R$ 9 milhões do FUNDEB em Coronel João Sá

Uma denúncia de extrema gravidade tomou as redes sociais nos últimos dias, trazendo à tona indícios de severa irregularidade na gestão dos recursos públicos da educação no município de Coronel João Sá. O professor Marcelão, utilizando suas redes sociais (Instagram), trouxe a público um cenário alarmante: o suposto uso de verbas do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) para o pagamento de funcionários fantasmas.

Segundo o educador, os valores desviados não seriam módicos. A estimativa apresentada aponta que mais de R$ 9 milhões já teriam sido transferidos a pessoas que, na prática, não prestam serviços à educação municipal.

Cabos Eleitorais e Fins Políticos

O teor da denúncia ganha contornos ainda mais polêmicos ao tocar na finalidade desses supostos pagamentos. De acordo com o professor Marcelão, os beneficiários desses salários seriam, na verdade, supostos cabos eleitorais.

O objetivo do esquema seria financiar pessoas para atuarem na propaganda e promoção política de um ex-prefeito do município, que atualmente se posiciona como pré-candidato a deputado estadual. Se confirmada a acusação, o caso configura não apenas o desvio de uma verba carimbada e protegida por lei, mas também um grave crime eleitoral e de improbidade administrativa.

O Exercício da Cidadania e o Papel das Autoridades

Ao dar voz à indignação, o professor Marcelão exerceu um direito constitucional e um dever de cidadania. A fiscalização dos atos do Poder Executivo é um pilar da democracia, especialmente quando parte de quem vivencia o dia a dia da comunidade escolar.

Nota de Contexto: O FUNDEB é a espinha dorsal da educação pública municipal. Cada centavo retirado desse fundo representa salas de aula sem estrutura, falta de material didático, merenda de baixa qualidade e desvalorização dos profissionais que realmente estão no chão da escola. Nove milhões de reais fazem uma falta imensurável para o futuro das crianças de Coronel João Sá.

Agora que a denúncia se tornou pública e ganhou repercussão, a bola está com os órgãos de controle. Diante da gravidade dos fatos narrados, cabe exclusivamente às autoridades competentes investigar o caso a fundo. População e sociedade civil aguardam o posicionamento e a devida apuração por parte de:

  • Ministério Público (MP): Para a abertura de inquérito civil e criminal.

  • Tribunal de Contas dos Municípios/Estado (TCM): Para auditoria nas folhas de pagamento e extratos do fundo.

  • Controladoria-Geral da União (CGU): Uma vez que o FUNDEB envolve a complementação de recursos federais.

Espaço para o Contraditório

Até o momento, os apontamentos correm no campo das denúncias e suspeitas levantadas pelo cidadão. O espaço permanece aberto para que a Prefeitura Municipal de Coronel João Sá, o ex-prefeito citado e os demais envolvidos apresentem suas justificativas e esclarecimentos oficiais à sociedade. A apuração rigorosa dirá quem está com a razão, mas o silêncio, diante de R$ 9 milhões questionados, não é uma opção.




O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal DedeMontalvao. 

EDITORIAL: O Custo Real do Poder – A PEC que Ataca os Vereadores e Protege os Privilégios de Brasília

Ver essa foto no Instagram

Um post compartilhado por 🅰🅼🅸🅲🆂 🆃🆅 (@amicstv)

EDITORIAL: O Custo Real do Poder – A PEC que Ataca os Vereadores e Protege os Privilégios de Brasília


Por José Montalvão


O debate político nacional foi chacoalhado pela proposta de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pretende simplesmente extinguir o cargo de vereador em municípios de até 60 mil habitantes. Defendida por parlamentares como o deputado federal Amom Mandel, a tese central é de que os recursos economizados com o fim dos legislativos municipais poderiam ser direcionados para áreas essenciais como a saúde e a educação.

No entendimento deste Blog, essa PEC não passa de um imenso retrocesso democrático e uma cortina de fumaça conveniente. Ao tentar cortar a corda na ponta mais fraca e mais próxima do cidadão — o vereador, que conhece a realidade do calçamento, do posto de saúde e da escola do interior —, Brasília tenta desviar a atenção do verdadeiro ralo do dinheiro público. O nobre deputado parece desconhecer, ou fingir que não sabe, que o parlamento brasileiro possui um dos poderes legislativos mais caros do planeta.

O Raio-X do Desperdício: O Legislativo Mais Caro do Mundo

Enquanto se propõe asfixiar a representação política nas pequenas e médias cidades, o topo da pirâmide estatal segue intocável. A estrutura política brasileira consome cerca de R$ 0,12% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, um valor proporcionalmente muito superior ao de grandes nações e democracias consolidadas como os Estados Unidos e o Reino Unido.

O Comparativo de Custos

O Congresso Nacional brasileiro, composto pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, opera com um orçamento anual que supera os R$ 15 bilhões. Levantamentos realizados pela União Interparlamentar apontam que o parlamento do Brasil ostenta a vergonhosa marca de ser o segundo mais caro do mundo em termos absolutos.

A Máquina de Privilégios e Mordomias

O custo astronômico que sangra os cofres públicos não vem da vereança das pequenas cidades, mas sim dos benefícios previstos em lei para o alto escalão em Brasília:

  • Verbas de Gabinete: Cada deputado federal dispõe de mais de R$ 130 mil por mês apenas para contratar até 25 secretários e assessores.

  • Cota Parlamentar: Valores que podem passar de R$ 400 mil anuais destinados a custear passagens aéreas, combustível, telefonia e alimentação dos parlamentares.

  • Moradia e Deslocamento: Direito a imóveis funcionais luxuosos em Brasília ou o recebimento de generosos auxílios-moradia.

  • Assistência Médica: Cobertura de saúde integral e ilimitada, inclusive com livre acesso aos hospitais privados mais caros do país.

Cortar na Carne de Brasília: O Exemplo da Suécia

Se o Congresso Nacional quer verdadeiramente economizar recursos para salvar a saúde e a educação do Brasil, ele deve cortar na própria carne em vez de silenciar os municípios. O caminho correto seria diminuir o número de deputados e senadores, extinguir o excesso de mordomias nocivas ao país e seguir o modelo de nações exemplares como a Suécia.

Na Suécia, a política é vista como um serviço temporário à comunidade, e não como uma carreira de enriquecimento e blindagem. Como bem destaca o parlamentar sueco Håkansson:

"Não há sentido em conceder privilégios especiais a parlamentares, uma vez que nossa tarefa é representar os cidadãos e conhecer a realidade em que as pessoas vivem. Também pode-se dizer que é um privilégio em si representar os cidadãos, uma vez que temos a oportunidade de influenciar os rumos do país."

Lá, os deputados não têm assessores pessoais a rodo, não andam em carros oficiais com motorista particular, moram em apartamentos compactos e lavam a própria roupa. São cidadãos comuns exercendo um mandato.

Conclusão: Menos Demagogia, Mais Coerência

Querer acabar com os vereadores em cidades de até 60 mil habitantes é afastar o povo do debate e enfraquecer o municipalismo. Quem fiscalizará os prefeitos dessas cidades se o legislativo local sumir? Um deputado em Brasília, encastelado em seus privilégios de R$ 15 bilhões, certamente não fará isso.

O Brasil não precisa de menos democracia na base; precisa de mais vergonha na cara no topo. Que os deputados e senadores comecem abrindo mão de suas cotas, de seus planos de saúde vitalícios e de seus excessos de assessores. O povo não é bobo e sabe muito bem que, nessa tentativa de "enxugar gastos", Brasília está apenas tentando manter o banquete dos grandes enquanto nega as migalhas aos pequenos.

Blog de Dede Montalvão: Defendendo o municipalismo, a coerência política e o fim dos verdadeiros privilégios.

José Montalvão Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da ABI (C-002025

Aliados de Flávio temem que filme reabra crise do financiamento às vésperas da eleição



Cúpula do PL monitora desgaste de Flávio Bolsonaro após revelações sobre Daniel Vorcaro

Publicado em 23 de maio de 2026 por Tribuna da Internet

Charge de Mário Adolfo (Dito & Feito)

Luísa Marzullo
O Globo

A cúpula do PL encomendou uma pesquisa para medir o impacto político da crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro sobre a corrida presidencial de 2026. Segundo relatos feitos ao O Globo o levantamento servirá como base para que o partido decida os próximos passos da estratégia eleitoral do senador após o desgaste provocado pelas mensagens, áudios e pela revelação do encontro entre os dois.

Nos bastidores, dirigentes do partido afirmam que a principal preocupação hoje é medir se a crise abriu uma distância considerada “crítica” entre Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas simulações de segundo turno.

PREVISÃO – O levantamento foi discutido internamente entre dirigentes como o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o coordenador da pré-campanha, Rogério Marinho, e outros integrantes da cúpula da legenda. A expectativa é que o resultado fique pronto em cerca de dez dias.

Interlocutores da direção do PL afirmam que o partido trabalha internamente com uma espécie de “número mágico” para definir a gravidade do cenário: caso a pesquisa indique abertura de cerca de dez pontos de vantagem de Lula sobre Flávio, dirigentes admitem que a discussão sobre a viabilidade da candidatura presidencial do senador inevitavelmente ganhará força dentro da legenda.

A avaliação predominante hoje dentro do partido é que um desgaste menor ainda poderia ser absorvido ao longo da campanha, sobretudo se não houver novos fatos envolvendo Vorcaro nas próximas semanas. Na campanha de Flávio, interlocutores projetam um recuo entre quatro e cinco pontos, considerado administrável.

RECÁLCULO – Já um cenário de deterioração mais acentuada poderia obrigar o PL a recalcular toda a estratégia presidencial para as eleições de outubro e discutir de maneira mais concreta alternativas dentro do próprio bolsonarismo.

Nesse ambiente, o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou a circular com mais intensidade entre dirigentes partidários, parlamentares e lideranças evangélicas como eventual substituta de Flávio caso a crise se agrave. Aliados do partido avaliam que Michelle preservaria de maneira mais automática a transferência de votos do ex-presidente Jair Bolsonaro e teria menos resistência hoje em setores do eleitorado conservador atingidos pelo desgaste do caso Vorcaro.

Reservadamente, porém, integrantes da direção do PL ponderam considerar difícil que Jair Bolsonaro (PL) aceite substituir o filho pela esposa numa disputa presidencial, sobretudo diante da resistência de seus outros filhos, Carlos e Eduardo, com a madrasta.

ENCONTRO COM VORCARO – Na terça-feira, Flávio reuniu deputados e senadores do PL em Brasília para tratar da crise e admitiu pela primeira vez internamente que procurou Vorcaro pessoalmente após a primeira prisão do banqueiro.

Segundo relatos, o senador afirmou aos parlamentares que decidiu ir até São Paulo depois de perceber a gravidade da situação envolvendo Vorcaro e disse que o encontro ocorreu para “encerrar” a relação envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. A explicação, porém, não eliminou o desconforto dentro da bancada. Parlamentares deixaram a reunião ainda inseguros sobre a possibilidade de novos vazamentos ou revelações envolvendo a relação entre os dois.

A avaliação de integrantes da legenda é que os próximos dias serão decisivos para medir se o episódio ficará restrito a um desgaste momentâneo ou se começará a comprometer de forma mais permanente a viabilidade eleitoral do senador.


Defesas de Lulinha e empresária pedirão arquivamento de inquérito do INSS


Advogados devem apontar falta de provas em quebras de sigilos

Elijonas Maia
Pedro Venceslau
CNN

As defesas de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República, e de Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, vão pedir arquivamento do caso onde são citados nas fraudes bilionárias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). “É um absurdo esse inquérito ainda não estar arquivado”, disse o advogado Marco Aurélio Carvalho à CNN.

O defensor, porém, explica que o pedido de arquivamento não seria de toda a investigação, mas sim das partes que citam o filho mais velho de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na avaliação dele, não houve comprovação de nada ilícito de Lulinha no caso. A PF ainda não detalhou se ele é formalmente investigado.

SIGILO QUEBRADO – O filho do presidente teve os sigilos bancário e fiscal quebrados. Segundo Carvalho, nada foi encontrado e isso comprovaria que ele não teria relação com o esquema. A defesa também vai usar o depoimento de Roberta Luchsinger à PF em que ela isenta Lulinha em relação a pagamentos supostamente intermediados. Ela disse que não repassou nenhum valor a ele “ou a quem quer que seja”.

Sobre a troca de coordenação do caso dentro da PF, a defesa de Lulinha diz que não viu qualquer alteração na condução das investigações do caso do INSS após a mudança na coordenação, diz que continuam avançando. A grande mudança observada, dizem também com a defesa de Roberta, foi que “pararam os vazamentos”.

A leitura dos advogados da empresária e de Lulinha é que houve exploração política por meio de vazamentos reiterados. Mas, segundo ele, “os vazamentos seletivos deixaram de acontecer”.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGEra só o que faltava… Como acusar Fábio Luis de corrupção? O pai diz que ele é um fenômeno igual ao Ronaldo Nazario. Por isso, enriqueceu rapidamente e nem precisa mais trabalhar, pois vive de rendas na Espanha. Quanto ao pai, até o Papa sabe que Lula é o homem mais honesto da terra e também ficou rico por acaso, mediante palestras que dava, mas ninguém assistia e não existe foto nem vídeo de nenhuma delas, lembram? (C.N.)

Publicado em | 11 Comentários | 

PL minimiza desgaste de Flávio, enquanto aliados temem novos desdobramentos da crise


Em destaque

Denúncia Grave: Professor Marcelão aponta suposto desvio de R$ 9 milhões do FUNDEB em Coronel João Sá

Denúncia Grave: Professor Marcelão aponta suposto desvio de R$ 9 milhões do FUNDEB em Coronel João Sá Uma denúncia de extrema gravidade tomo...

Mais visitadas