quarta-feira, dezembro 31, 2025

Aprovação de Valmir em Itabaiana no 3º mandato é fenômeno a ser estudado

 25 dez, 2025 7:17

https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/aprovacao-de-valmir-em-itabaiana-no-3o-mandato-e-fenomeno-a-ser-estudado/


Todo mundo que acompanha o blog sabe o quanto pesquisas eleitorais são criticadas. Mas isso não quer dizer que não se respeite as pesquisas sérias e bem feitas. A crítica acontece por que tem pesquisas que poderiam ser grafadas como pe$qui$a$ e Sergipe Del Rey inteiro sabe ao que o blog se refere.

Por isso que sempre defendemos o uso de pesquisas eleitorais para consumo interno. Mas a prova de que pesquisas são importantes e devem ser utilizadas de maneira séria são as pesquisas de avaliação de gestões. Essa semana, por exemplo, veio a público a ótima avaliação do prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho.

E para não alongar o assunto, vamos direto ao ponto: o Instituto França apontou que Valmir tem 71,98% de aprovação ao final desse primeiro ano de seu terceiro mandato. E começa aqui o que o blog define como fenômeno, pois Valmir já foi testado, aprovado e reconhecido como um gestor acima da média. Mas um terceiro mandato começar tão bem avaliado é um sinal de que ele segue com uma disposição para o trabalho invejável.

Na atualidade, nenhum político sergipano passa pelo pente-fino diário da mídia e dos demais políticos como Valmir passa diariamente, incluindo-se nesses casos algumas injustiças escancaradas que acabam sendo colocadas na conta das tentativas diárias de “queimar” Valmir de Francisquinho no intuito de inviabilizar sua inegável força eleitoral. E é por isso mesmo que uma aprovação tão alta chama tanto a atenção, pois batem tanto em Valmir e, mesmo assim, o povo de Itabaiana abraça a sua gestão e o povo de Sergipe segue reverenciando o seu trabalho a ponto dele ser o nome mais competitivo da oposição para uma eventual disputa do governo no ano que vem.

E é essa força que chama também a atenção de quem se propõe a um jornalismo sério e que analisa os fatos, mas deixa preferências ou conveniências de lado. E foi isso o que este blog fez para buscar entender o que é esse fenômeno chamado Valmir de Francisquinho.

Para isso, bastou dedicar um tempo na busca e análise de notícias recentes que envolvem Itabaiana e Valmir. E esses são alguns dos resultados: a gestão de Valmir foi considerada pelo Centro de Liderança Política, um órgão de abrangência nacional, como a 5ª melhor do Nordeste e a 30ª melhor do Brasil em acesso a saúde, sendo também a 1ª em todo o país em cobertura vacinal.

Ainda em termos nacionais, o IBGE, em 2010, informava que Itabaiana tinha cerca de 86 mil habitantes. A partir de 2013, quando Valmir assumiu a prefeitura pela primeira vez, o crescimento não parou mais e, em 2022, o mesmo IBGE apontou pouco mais de 103 mil habitantes, mantendo essa expansão em 2025, quando projetou quase 110 mil habitantes.

E mais recentemente, o Observatório de Sergipe, instituição muito competente ligada ao Governo do Estado, também identificou que Itabaiana, nesses últimos anos, saiu do 5º PIB Per Capita de Sergipe e chegou a 3ª colocação nesse índice que analisa a renda de cada cidadão residente no município.



E se a saúde de Itabaiana foi reconhecida esse ano como a melhor do estado por uma instituição nacional, o SINTESE coloca o município entre os 5 com direito a notas azuis, ou seja, com a gestão municipal garantindo um ensino público qualificado e eficiente.

E com serviços públicos essenciais funcionando bem, é preciso que a infraestrutura tenha a atenção necessária para atender o crescimento e a demanda. Nesse caso, Valmir de Francisquinho tem, nesse exato momento, 43 obras de porte e de grande importância em estados avançados de execução.

E o blog fecha com um ponto muito importante num município em que a gestão é ativa e presente na vida da população: Itabaiana é Selo Diamante em transparência na gestão pública, algo que o Tribunal de Contas do Estado de Sergipe só confere a partir de análises técnicas rigorosas.

Nada disso significa que Itabaiana ainda não tenha muito a ser feito. Mas com tudo isso analisado fica mais fácil entender as razões que mantém Itabaiana como uma referência positiva nesses últimos anos e por qual razão Valmir de Francisquinho tem uma alta aprovação do povo de Itabaiana, ainda que já esteja em seu terceiro mandato, e segue cultivando uma grande admiração de todos os sergipanos.

 

Frase do Dia

“Volta teu rosto sempre na direção do sol, e então, as sombras ficarão para trás.”  Sabedoria oriental.

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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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