Meio/Ideia: Flávio Bolsonaro não se recupera e Lula consolida vantagem

Fotos: Laurent Gillieron/POOL/AFP e Nelson Almeida/AFP
A pesquisa Meio/Ideia divulgada agora há pouco mostra estabilidade na disputa presidencial às vésperas das convenções partidárias. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém vantagem sobre o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno, preservando o cenário registrado desde a divulgação do caso Dark Horse. Segundo o levantamento, Lula aparece com 45% das intenções de voto, contra 40% de Flávio. Outros 10,5% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco ou nulo, enquanto 4,5% disseram não saber em quem votar. Na comparação com a pesquisa anterior, divulgada em 28 de maio, os dois candidatos oscilaram dentro da margem de erro, de 2,5 pontos. Lula passou de 46,5% para 45%, enquanto Flávio variou de 41,4% para 40%, indicando manutenção do quadro eleitoral. (Meio)
Confira a íntegra da pesquisa Meio/Ideia. (Meio)
A pesquisa também simulou outros cenários de segundo turno. O presidente Lula mantém os mesmos 45% das intenções de voto em todas as hipóteses testadas, enquanto o desempenho varia entre os possíveis adversários. Ronaldo Caiado aparece com 37,6% das intenções de voto; seguido por Romeu Zema, com 37%, e Michelle Bolsonaro, com 36%. Renan Santos tem 33%, enquanto Joaquim Barbosa registra 23%, no cenário em que o presidente abre sua maior vantagem. (Meio)
Apesar da estabilidade no cenário geral, os dados revelam diferenças relevantes entre os segmentos do eleitorado. Flávio lidera entre os homens, com 46,3% das intenções de voto, ante 39,2% de Lula. Entre as mulheres, o cenário se inverte: o presidente abre vantagem de mais de 16 pontos percentuais, com 50,4%, contra 34,2% do senador. Flávio aparece à frente entre os eleitores mais jovens, com 45,7% das intenções de voto na faixa de 16 a 24 anos, contra 33,3% de Lula. O senador também lidera entre os entrevistados de 25 a 34 anos. Lula passa a liderar entre os eleitores com 35 anos ou mais e registra seu melhor desempenho na faixa de 45 a 59 anos. O levantamento também mostra diferenças expressivas conforme a renda dos eleitores. Lula tem ampla vantagem entre os brasileiros que recebem até um salário mínimo, com 58,8% das intenções de voto, contra 28,4% de Flávio. Já o senador assume a dianteira na faixa de um a três salários mínimos e amplia a vantagem entre os eleitores com renda superior a cinco salários mínimos. (Meio)
Mais cruzamentos de dados desta rodada e das anteriores da pesquisa Meio/Ideia estão disponíveis para assinantes premium na nova plataforma interativa em nosso site. (Meio)
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro teve sua influência política medida após ganhar protagonismo nas últimas semanas. Em uma pergunta espontânea sobre quem é hoje a mulher mais poderosa do Brasil, Michelle foi a resposta de 15,4% dos entrevistados. Na sequência aparecem a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, com 9%, e a ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia, com 4,5%. A ex-presidente Dilma Rousseff foi lembrada por 2,5% dos entrevistados, enquanto a ministra Simone Tebet registrou 2%. (Meio)
Cila Schulman e Mauricio Moura contam como Michele saiu do papel de uma primeira-dama discreta para se transformar na mulher mais poderosa do Brasil em apenas três anos. (Meio)
Entender como Michelle construiu seu capital político e sua autonomia feminina ao mesmo tempo em que navega nos valores religiosos da submissão pode parecer impossível para quem não convive com a gramática evangélica brasileira. Mas Deborah Bizarria, economista e colunista do Central Meio, traduz as ambiguidades e explica o movimento das mulheres conservadoras que desafiam o bolsonarismo no Meio Político desta semana, que chega exclusivamente para assinantes premium a partir das 11h. Assine o Meio e confira!
O senador e pré-candidato do PL à Presidência da República Flávio Bolsonaro (RJ) adotou um tom político eleitoral em sua fala na audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre o novo tarifaço que os EUA pretendem adotar contra produtos brasileiros. Ao contrário de entidades americanas e brasileiras, que marcaram suas participações por discussões estritamente técnicas, Flávio focou seus argumentos nas eleições brasileiras de outubro. De acordo com ele, uma tarifa adicional sobre produtos brasileiros teria efeito político favorável ao presidente Lula. (Folha)
O governo, por sua vez, acusou Flávio de agir contra os interesses do país após sua participação na audiência USTR sobre o tarifaço. Por nota, o Palácio do Planalto afirma que “divergir do governo é legítimo”, mas sustenta que recorrer a uma potência estrangeira para pressionar o Brasil configura “traição à Pátria”. Segundo a nota, há uma diferença entre fazer oposição ao governo e atuar contra os interesses nacionais. (g1)
Presente na audiência, o economista Gustavo Pessoa, professor da FGV, contou no Central Meio os bastidores da participação de Flávio e do momento em que o senador se atrapalhou para responder as perguntas dos representantes norte-americanos. (Meio)
Já o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que o governo brasileiro mantém as negociações com autoridades dos EUA para tentar evitar a adoção das tarifas. Márcio Elias Rosa descartou, porém, qualquer possibilidade de o governo negociar a redução da tarifa brasileira incidente sobre o etanol importado dos Estados Unidos. (g1)
Os Estados Unidos, aliás, nunca tiveram participação tão baixa no comércio exterior brasileiro quanto no primeiro semestre de 2026, respondendo por apenas 9,4% das exportações e 11,1% da corrente de comércio total. O comércio bilateral diminuiu 12,8% na comparação anual, para US$ 36,4 bilhões, com os produtos sobretaxados por Trump caindo 16,6%. (Estadão)
O clima voltou a esquentar entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o governo em torno da votação do fim da escala 6x1, já aprovada com folga na Câmara dos Deputados. Alcolumbre reagiu às declarações do líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), que ameaçou tratar o senador como “inimigo dos trabalhadores” caso a proposta de emenda à Constituição não seja encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) até a próxima semana. Em nota, Alcolumbre afirmou que não aceitará “ameaças ou tentativas de intimidação”. (Folha)
De volta ao batente
Orlando Pedroso

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira acreditar que o memorando de entendimento firmado com o Irã “acabou”. A declaração vem depois de uma série de ataques na região. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã diz ter lançado ataques contra alvos militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait, em resposta aos bombardeios americanos contra o território iraniano. “É uma perda de tempo negociar com eles”, afirmou Trump durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a Otan, na Turquia. Essa foi a sinalização mais contundente de Trump de que o acordo firmado com o Irã está em colapso. (CNN Brasil)
O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou a suspensão do processo de transição de governo e acusou o presidente Gustavo Petro de tentar promover um golpe de Estado ao se recusar a reconhecer o resultado do segundo turno das eleições presidenciais. Espriella também fez um apelo às Forças Armadas colombianas para que cumpram seu papel constitucional de proteger a democracia. A posse do novo presidente está marcada para 7 de agosto. Apesar da crise política, Gustavo Petro afirmou que pretende concluir o mandato e transmitir o cargo na data prevista. (Folha)
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Viver
Em uma virada histórica, a Argentina venceu o Egito por 3 a 2, em Atlanta, depois de sofrer dois gols, de Yasser Ibrahim e Zico. A reação albiceleste ocorreu após os 30 minutos da segunda etapa, quando Cuti Romero e Messi empataram o jogo em cinco minutos. Enzo Fernández decretou a vitória já nos acréscimos, quando a partida se encaminhava para a prorrogação (veja os lances). Apesar de perder um pênalti, Messi voltou a se isolar na artilharia da Copa, com 8 gols. Os argentinos enfrentam a Suíça nas quartas de final, que passou pela Colômbia por 4 a 3 nos pênaltis, após empate sem gols. (CNN Brasil e CazéTV)
Flávia Tavares. “Neymar saiu de campo do jeito que essa geração toda entrou: com mais provocação que futebol. A eliminação pra a Noruega virou disputa entre Lula, Nikolas Ferreira, Flávio e Eduardo Bolsonaro e Lindbergh Farias — cada um puxando a sardinha pro seu lado. O argumento de que ‘o Brasil só perde desde que o PT chegou ao poder’ não sobrevive nem à Copa de 2022. Talvez seja hora de a camisa da Seleção voltar a ser de todo mundo.” A análise completa no Cá entre Nós. (Meio)
Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) mostra que mais de dois bilhões de pessoas pelo mundo enfrentam insegurança alimentar moderada ou grave, ou seja, não têm acesso regular a alimentos suficientes ao longo do ano. A vulnerabilidade entre os mais pobres tem sido reforçada pelos desastres relacionados ao clima. (DW)

Cultura
Morreu nesta terça-feira o autor Benedito Ruy Barbosa, aos 95 anos, devido a complicações de insuficiência renal crônica. Nascido em Gália, no interior paulista, foi trabalhando no Paraná que escreveu o romance Fogo Frio, ao presenciar uma das maiores geadas da história do país. O texto foi adaptado em 1959 para peça do Teatro Arena, com direção de Augusto Boal. De volta a São Paulo, passou por redações de jornais, onde desempenhou várias funções, como a de repórter de esportes. Mas foi na teledramaturgia que se encontrou e retratou o Brasil, ajudando a moldar uma identidade nacional. Estreou na Globo com Meu Pedacinho de Chão, em 1971, emplacando sucessos como Cabocla (1979), Paraíso (1982) e Sinha Moça (1986). Sua genialidade se espraiou para outras emissoras, com novelas que se tornaram clássicos, como Os Imigrantes, na Band, e Pantanal, na Manchete. (Folha)
De Rei do Gado a Renascer, relembre as novelas que fizeram de Benedito Ruy Barbosa um dos maiores autores da TV brasileira. (Globo)
Estrelado por Wagner Moura, Margot Robbie e Bradley Cooper, o prelúdio de Onze Homens e um Segredo adicionou novos nomes ao elenco. Escrito e dirigido por Cooper, o longa também vai contar com os atores Vicky Krieps (Trama Fantasma), George MacKay (1917), Lauren Ridloff (Eternos) e Jack Holden (Ten Percent). Conhecido por Lupin, série francesa de sucesso da Netflix, Omar Sy está em negociação e ainda pode ser escalado. (Rolling Stone)

Cotidiano Digital
A DeepSeek está desenvolvendo seu próprio chip de inteligência artificial, focado em inferência, a etapa em que modelos treinados geram respostas para os usuários. Caso avance, o projeto vai reduzir a dependência da startup chinesa de chips da Nvidia e da Huawei. Esse esforço começou há cerca de um ano e ainda se encontra em estágio inicial, com a empresa buscando parceiros externos e contratando engenheiros de design de chips de forma discreta. (Reuters)
E a Microsoft começou a substituir modelos da OpenAI e da Anthropic por modelos próprios em produtos como Excel e Outlook. Dezenas de milhares de solicitações semanais já são processadas pelos modelos internos MAI. O movimento faz parte de uma estratégia para reduzir custos com IA e também diminuir a dependência de fornecedores externos. Os modelos MAI também já estão disponíveis no GitHub Copilot, e um modelo de transcrição próprio deve chegar ao Teams nos próximos meses. (Bloomberg)
O X lançou novos recursos de edição de vídeo, incluindo legendas automáticas em vários idiomas e ferramentas de tela verde, em uma tentativa de incentivar criadores a produzir conteúdo original na plataforma em vez de reciclar material de terceiros. Os recursos chegam primeiro ao iOS, enquanto o aplicativo para Android ainda está sendo reconstruído. (TechCrunch)
Meio em vídeo. O avanço da IA divide opiniões, mas o investidor canadense Chamath Palihapitiya defende uma visão bastante otimista. No episódio mais novo de Pedro+Cora, Pedro Doria e Cora Rónai analisam o impacto da inteligência artificial no mercado, na produtividade e na sociedade, confrontando a perspectiva pessimista com dados reais de inovação e os comentários de quem está moldando o futuro da tecnologia. (YouTube)
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