quarta-feira, dezembro 31, 2025

Juiz e delegada se desentendem por causa de perguntas feitas por Toffoli

Publicado em 30 de dezembro de 2025 por Tribuna da Internet

ONG na mira de Toffoli é crítica a decisões do ministro - 05/02/2024 -  Poder - Folha

Toffoli desrespeitou a delegada e mandou suas perguntas

Alvaro Gribel e Aguirre Talento
Estadão

A audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 30, sobre investigações de irregularidades no Banco Master começou com duas discordâncias entre a delegada da Polícia Federal Janaína Palazzo e o juiz auxiliar Carlos Vieira Von Adamek, sobre a condução do processo.

Primeiro, Palazzo queria fazer a acareação (confronto de versões), porque essa era a determinação oficial do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, relator do caso, para a sessão desta terça.

SEM DESPACHO – Apesar de a assessoria do STF ter informado que ele havia mudado de ideia, permitindo os depoimentos e deixando a decisão sobre a acareação a cargo da delegada, não houve despacho nesse sentido e, por isso, Palazzo quis seguir o que valia do ponto de vista oficial.

Foi então que Adamek ligou para Toffoli, e o ministro determinou, por telefone, que os depoimentos fossem tomados antes.

Depois, Adamek entregou a Palazzo uma lista de perguntas que deveriam ser feitas pela delegada – o que fez com que ambos elevassem o tom do desentendimento. Ela afirmou que caberia à PF conduzir o interrogatório, e não ao STF.

DELE PRÓPRIO – Adamek, então, ligou novamente para Toffoli, que ordenou que as perguntas fossem feitas como se fossem dele próprio.

De acordo com interlocutores do STF, o juiz auxiliar entregou as perguntas à delegada dizendo que seria uma “sugestão” para o interrogatório dela, mas não interferiu nas perguntas feitas por ela.

Na visão de pessoas envolvidas no processo, as perguntas de Toffoli configuram uma inversão da ordem jurídica, já que o próprio ministro passou a conduzir as investigações, passando por cima da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

NOVIDADE – O procedimento adotado por Toffoli não é comum em apurações criminais na fase de inquérito. No STF, no entanto, o ministro Alexandre de Moraes foi criticado por agir como juiz e investigador. A mesma crítica tem sido feita a Toffoli no caso Master.

Como revelou o jornal O Globo e confirmou o Estadão, na lista de perguntas ao banqueiro Daniel Vorcaro estavam questionamentos sobre o que ele havia achado da atuação do próprio BC sobre a liquidação do Master.

Interlocutores do ministro Dias Toffoli, porém, afirmam que foi a própria delegada quem tomou a iniciativa de perguntar ao banqueiro sobre a atuação do Banco Central no processo de investigação do Master.

OUTROS DEPOIMENTOS – Depois de Vorcaro, deram seus depoimentos o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, foi deixado para falar por último

O BC chegou a pedir ao STF para que ele falasse por videoconferência, mas o pedido foi negado pela Corte, sob justificativa que Vorcaro e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, falariam presencialmente.


Em destaque

PF indicia suplente de Davi Alcolumbre após investigação sobre fraudes milionárias no Dnit

Publicado em 22 de maio de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Breno foi flagrado deixando agência de banco Patrik ...

Mais visitadas