Blog da Noelia Brito |
Mandado de prisão preventiva contra ex-ministro da Educação aponta para quatro crimes Posted: 22 Jun 2022 09:14 AM PDT
O Mandado de Prisão Preventiva nº 342/2022, expedido pela 15ª Vara Federal do Distrito Federal, por ordem do juiz federal Renato Borelli, contra ex-ministro da Educação do governo Bolsonaro, Milton Ribeiro, revela que o ex-ministro, que também é pastor evangélico, professor e advogado, é investigado pela prática de pelo menos quatro crimes: corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência. Como os autos seguem em sigilo, ainda não se tem informações sobre os fundamentos da determinação da prisão preventiva. A não ser que a defesa de Milton Ribeiro obtenha um habeas corpus a toque de caixa junto ao TRF da 1ª Região, o ex-ministro deve ficar preso pelo menos até amanhã, quando poderá ser solto após ser ouvido na audiência de custódia agendada para as 14:00hs, do dia 23. Acaso não seja liberado após a audiência de custódia, como a prisão foi preventiva, não há prazo para sua soltura. Milton Ribeiro foi preso, nesta quarta-feira, 22, na Operação Acesso Pago, que investiga a prática de "tráfico de influência e corrupção para a liberação de recursos públicos" do FNDE. O inquérito foi aberto após o jornal "O Estado de S. Paulo" revelar, em março, a existência de um "gabinete paralelo" dentro do MEC controlado pelos pastores e de um áudio, este revelado pela "Folha de S.Paulo", em que Ribeiro afirmou que, a pedido de Bolsonaro, repassava verbas para municípios indicados pelo pastor Gilmar Silva. Dias depois, o jornal "Folha de S.Paulo" divulgou um áudio de uma reunião em que Ribeiro afirmou que, a pedido de Bolsonaro, repassava verbas para municípios indicados pelo pastor Gilmar Silva. | ||
Posted: 22 Jun 2022 05:42 AM PDT
A ação desta quarta-feira foi batizada de Acesso Pago e investiga a prática de "tráfico de influência e corrupção para a liberação de recursos públicos" do FNDE. O inquérito foi aberto após o jornal "O Estado de S. Paulo" revelar, em março, a existência de um "gabinete paralelo" dentro do MEC controlado pelos pastores e de um áudio, este revelado pela "Folha de S.Paulo", em que Ribeiro afirmou que, a pedido de Bolsonaro, repassava verbas para municípios indicados pelo pastor Gilmar Silva. Em uma de suas "lives" Dias depois, o jornal "Folha de S.Paulo" divulgou um áudio de uma reunião em que Ribeiro afirmou que, a pedido de Bolsonaro, repassava verbas para municípios indicados pelo pastor Gilmar Silva. A Polícia Federal realiza na manhã desta quarta-feira (22) uma operação contra o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e pastores suspeitos de operar um balcão de negócios no Ministério da Educação e na liberação de verbas do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). Milton Ribeiro e os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura são alvos de mandados de prisão. Ribeiro e ao menos um dos pastores, Gilmar Santos, já foram presos. A PF também cumpre mandados de busca e apreensão em endereços de Ribeiro, de Gilmar e do pastor Arilton Moura, esses dois últimos são ligados ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e apontados como lobistas que atuavam no MEC. Com base em documentos, depoimentos e um relatório da CGU (Controladoria-Geral da União) foi possível mapear indícios de crimes na liberação de verbas do fundo. Ao todo, são cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e cinco de prisões em Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal. A PF investiga Ribeiro por suposto favorecimento aos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura e a atuação informal deles na liberação de recursos do ministério. Há suspeita de cobrança de propina. O inquérito foi aberto após o jornal "O Estado de S. Paulo" revelar, em março, a existência de um "gabinete paralelo" dentro do MEC controlado pelos pastores. Dias depois, o jornal "Folha de S.Paulo" divulgou um áudio de uma reunião em que Ribeiro afirmou que, a pedido de Bolsonaro, repassava verbas para municípios indicados pelo pastor Gilmar Silva. "Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do [pastor] Gilmar", disse o ministro no áudio. "Porque a minha prioridade é atender primeiro os municípios que mais precisam e, segundo, atender a todos os que são amigos do pastor Gilmar", complementou Ribeiro. Após a revelação do áudio, Ribeiro deixou o comando do Ministério da Educação. Em vídeo, o presidente Jair Bolsonaro chegou a dizer que botava "a cara no fogo" por Ribeiro. O caso envolve suspeitas de corrupção. Prefeitos denunciaram pedidos de propina – em dinheiro e em ouro – em troca da liberação de recursos para os municípios. Milton Ribeiro disse que pediu apuração dessas denúncia à Controladoria-Geral da União. Nota da redação deste Blog - Se não der zebra o mais tardar daqui para o final do ano também chegará em Jeremoabo, ou se surgir fato novo talvez até antes. Sinal que a desgraça do protegido é o protetor. Na hora do cancão piar não tem quem quebre o galho todo mundo sai de baixo, a exemplo do presidente que hoje disse: " que ele responda pelos atos dele". |