quinta-feira, junho 23, 2022

Fachin deve entender que não haverá golpe e os militares não podem ser confundidos com Bolsonaro

Publicado em 23 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Relembre três momentos do Padre Quevedo no Fantástico

Padre Quevedo teria bons conselhos para passar a Fachin

Carlos Newton

O ministro Edson Fachin, que até 16 de agosto continuará a ser presidente do Tribunal Superior Eleitoral, está fazendo uma tempestade em copo d’água e possibilitando o agravamento da crise institucional que atinge o país desde o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016.

Irritado pelos ataques diários do presidente Jair Bolsonaro à Justiça Eleitoral, Fachin passou a se comportar como se Forças Armadas estivessem apoiando um golpe de Estado, para impedir a vitória do petista Lula da Silva.

PADRE QUEVEDO – Se ainda estivesse entre nós, o padre Óscar Quevedo já teria invadido aquele imenso elefante branco onde está sediado o TSE, que tem cerca de três mil pessoas a bordo, entre servidores e terceirizados, algo que nenhum país do Primeiro Mundo jamais pensou em construir.

Quevedo entraria no gabinete do presidente do TSE e lhe diria, cheio de convicção: “Isso non ecziste!”. E o piedoso padre estaria corretíssimo, porque as Forças Armadas não se confundem com Jair Bolsonaro.

Apenas o apoiaram em 2018, lideradas pelo então comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, e depois integraram o governo do irrequieto capitão, embora soubessem que  ele era “um mau militar”, no dizer do general-presidente Ernesto Geisel, que falava pouco e não fazia avaliações impróprias e sem fundamento concreto.

NÃO DEU CERTO – Apoiar Bolsonato foi uma bela tentativa, mas não deu certo. O capitão já  mostrou que não tem preparo nem talento para governar, é melhor deixar esse abacaxi para a sociedade civil e voltar para os quartéis, onde reina a paz e a tranquilidade, especialmente depois daqueles generosos reajustes salariais e da manutenção dos privilégios previdenciários.

O padre Quevedo também aconselharia Fachin a parar de provocar as Forças Armadas, é aceitar a colaboração delas para garantir a maior segurança possível às eleições.

Afinal, foram os ministros do TSE que pediram aos militares para colaborar. Agora, fica feio dizer que não precisam mais deles. Afinal, ninguém sabe o dia de amanhã, como se dizia antigamente. 


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