O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), participou da Marcha para Jesus neste sábado (25) em Balneário Camboriú, no litoral catarinense. Ele discursou no evento religioso, mas não citou o escândalo do Ministério de Educação. As investigações levantam a suspeita de tráfico de influência e corrupção na pasta, e levou a um pedido de investigação contra o presidente.
"Um milagre a minha sobrevivência. Por que não dizer quase um milagre, uma eleição. Depois também formar um ministério com pressões das mais variadas possíveis para que Brasília continuasse como sempre esteve ao longo das últimas décadas. Fizemos o contrário, apostamos, porque sempre devi lealdade a este povo que está aqui à minha frente", declarou Bolsonaro em discurso.
Na ocasião, Bolsonaro voltou a defender o armamento da população e afirmou que tem "um Exército que se aproxima dos 200 milhões”.
"Sempre tenho falado das quatro linhas da Constituição. Tenham certeza, se preciso for, e cada vez mais parece que será preciso, nós tomaremos as decisões que devam ser tomadas. Porque cada vez mais eu tenho um Exército que se aproxima dos 200 milhões de pessoas nos quatro cantos deste Brasil", disse Bolsonaro.
O político chegou na marcha às 10h40, no Pontal Norte da Praia Central. Ele discursou por volta de 20 minutos e encerrou o evento. Por volta de 12h25, o presidente deixou o palco e foi almoçar com apoiadores, lideranças da marcha, políticos e empresários.
Mais cedo, o presidente tentou andar junto à multidão na areia alargada da Praia Central, mas desistiu e seguiu de carro. Além da areia, apoiadores acompanharam o presidente em embarcações no mar e nas sacadas de prédios na orla.
O retorno de Bolsonaro a Brasília está previsto para ocorrer no fim da tarde deste sábado (25).
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