Navio-plataforma P-74 está ligado a 9 poços de produção
Deu na Aepet
A Petrobras recebeu o principal prêmio da indústria mundial de petróleo e gás, o Distinguished Achievement Award for Companies, pelo conjunto de inovações desenvolvidas para viabilizar a produção de Búzios, o maior campo de petróleo em águas profundas do mundo, no pré-sal da Bacia de Santos.
A premiação foi na noite deste domingo (15) em Houston, Texas. O tradicional prêmio é concedido anualmente durante a abertura formal da Offshore Technology Conference (OTC).
CONDIÇÕES DESAFIADORAS – Para tornar o projeto de Búzios realidade, a Petrobras desenvolveu uma série de tecnologias para um cenário que combina condições desafiadoras, como águas ultraprofundas e reservatórios localizados abaixo da camada de sal, a mais de 7 mil metros de profundidade, com elevados níveis de pressão e baixas temperaturas.
Para chegar a essa nova fronteira de exploração e produção, a Petrobras desenvolveu soluções pioneiras: desde novas configurações de dutos e equipamentos submarinos até tecnologias para separação e reinjeção de CO2.
Por meio dessas tecnologias, Búzios se tornou um projeto de classe mundial, que combina segurança, reservas gigantes de óleo de alta qualidade, baixo custo de extração e redução de emissões, segundo um comunicado da companhia:
GANHOS DE PRODUTIVIDADE – São ganhos de produtividade sem precedentes na indústria offshore mundial. Em julho deste ano, com apenas três anos de operação, o Campo de Búzios atingiu 715 mil barris de óleo equivalente (boe) por dia, o equivalente a cerca de 25% da produção total da Petrobras.
E a expectativa é chegar ao final da década com a produção diária acima de 2 milhões de barris de óleo equivalente por dia, tornando-se o ativo da Petrobras com maior produção.”
PRÊMIOS INTERNACIONAIS – A Petrobrás recebeu esse reconhecimento internacional, pela quarta vez, numa trajetória que acompanhou sua evolução tecnológica em águas profundas e ultraprofundas. A primeira vez foi em 1992, pelas inovações desenvolvidas para o campo de Marlim, na Bacia de Campos; a segunda, em 2001, pelas soluções concebidas para Roncador; pela terceira vez, em 2015, pelo conjunto de dez tecnologias especialmente criadas para produção do pré-sal.
Em 2019, a edição brasileira da Conferência (OTC Brasil) também concedeu à Petrobrás o Distinguished Achieviement Award, pelo conjunto de inovações implantadas durante o Teste de Longa Duração (TLD) de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Quando recebo informações sobre essas façanhas da Petrobras, que está extraindo petróleo a menos de US$ 8 o barril, baixo custo só comparável aos melhores campos da Arábia Saudita, sinto um misto de orgulho e ódio. Orgulho pelo avanço científico e técnico de um empresa genuinamente brasileira, mas tenho ódio a esses civis e militares que estão vendendo os ativos da empresa sem haver o menor motivo para fazê-lo. Desculpem o desabafo, porém o ódio sempre acaba ofuscando o orgulho que tenho por ter trabalhado na Petrobras. (C.N.)