quinta-feira, agosto 19, 2021

Estados Unidos jamais apoiariam volta da ditadura no Brasil

 



Por Vicente Nunes (foto)

Em conversas reservadas, integrantes do governo dos Estados Unidos dizem que não há a menor possibilidade de o país apoiar o retorno da ditadura no Brasil, como pregam defensores do presidente Jair Bolsonaro. “Nunca ouvimos embaixadores dos EUA e de países relevantes falarem em apoio à ditadura no Brasil”, diz uma autoridade norte-americana.

Segundo essa mesma fonte, o futuro do Brasil não vai depender de uma pessoa, mas das instituições reconhecidas, que são fortes e independentes. “Essas instituições vão impedir que algo fora da Constituição ocorra no Brasil”, acrescenta. Ela lembra que os EUA e seus aliados estão de olhos bem aberto em relação ao que se passa no Brasil atualmente.

Outro integrante do governo de Joe Biden afirma que os Estados Unidos não escolhem vencedores ou perdedores. “Isso cabe aos eleitores. E nós temos total confiança no sistema eleitoral brasileiro”, complementa. “Trabalhamos com líderes eleitos, gostemos ou não.”

Para as autoridades norte-americanas, não há interesse em ruptura institucional no Brasil, nem por parte dos EUA, nem dos países vizinhos nem dos parceiros comerciais. “Certamente, se aparecesse qualquer sinal efetivo de que o Brasil voltaria para uma ditadura, trabalharíamos para reverter isso”, frisa.

Correio Braziliense

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Para os EUA, militares brasileiros devem ficar bem longe da política

Por Vicente Nunes

Autoridades dos Estados Unidos que acompanham o dia a dia do Brasil estão convencidas de que os militares brasileiros devem ficar bem longe da política, para evitar os desnecessários ruídos de volta da ditadura. “Nossa percepção é de que militares não são atores políticos”, diz um integrante do governo de Joe Biden.

Apesar de todo o estresse provocado pela insistência de integrantes das Forças Armadas em endossarem as maluquices do presidente Jair Bolsonaro, o governo norte-americano não vê possibilidade — não neste momento — de mudar a postura de colaboração entre os militares norte-americanos e os brasileiros. “Tudo continua como está”, ressalta a mesma fonte.

Para o governo do EUA, o Brasil é um parceiro estratégico em operações de força de paz, em operações de segurança na região, sobretudo no que se refere à Venezuela. “A parceria está mantida. Mas, de novo, é importante ressaltar que as Forças Armadas não são atores políticos”, complementa o auxiliar do governo norte-americano.

Correio Braziliense

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