sábado, julho 10, 2021

Pacheco reage contra Bolsonaro: “Quem pretender retrocesso democrático será inimigo da nação”

Publicado em 9 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, durante entrevista à CNN Brasil(foto: Reprodução/YouTube CNN Brasil)

Pacheco descola de Boldonaro e critica as posturas dele

Julia Lindner
O Globo

 Após o presidente Jair Bolsonaro voltar a colocar em dúvida a segurança das eleições, o presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou que “todo aquele que pretender algum retrocesso ao Estado Democrático de Direito será apontado pelo povo brasileiro como inimigo da nação”.

Pacheco disse que confia na justiça eleitoral brasileira e que não acredita que o sistema esteja suscetível a fraudes em 2022.

TUDO PELA DEMOCRACIA — “Não podemos admitir qualquer tipo de fala, de ato, de menção que seja atentatória à democracia ou que estabeleça um retrocesso na democracia. Tudo quanto houver de especulações em relação a algum retrocesso á democracia, como a frustração das eleições próximas, é algo que o Congresso, além de não concordar, repudia veementemente. Nós não admitiremos nenhum retrocesso nesse sentido”, assinalou.

Pacheco também manifestou solidariedade ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, chamado de “imbecil” por Bolsonaro. “Discordo de qualquer ataque pejorativo que seja feito a ele (Barroso) ou a qualquer cidadão.”

ELEIÇÃO É INEGOCIÁVEL – Em mais de um momento, Pacheco garantiu que as eleições acontecerão no próximo ano. Ele reforçou que as eleições e a democracia são inegociáveis:

— As eleições são uma realidade da democracia brasileira, são inegociáveis e o formato dessas eleições, que é algo que se discute muito hoje na sociedade, sobre a manutenção do formato atual ou de uma nova tecnologia através do voto auditável, é uma discussão que haverá de se ter com todos os personagens da República, mas sem ataque a pessoas. Essa discussão não será feita pelo Executivo, não será feita pelo TSE, e sim pelo Congresso.

— Nesse momento precisamos de união de pacificação de busca de consenso, mas também precisamos também de firmeza para poder afirmar princípios e preceitos constitucionais que não serão transigidos em hipótese alguma pelo Congresso Nacional — disse Pacheco.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Bolsonaro não está bem. Demonstra enfrentar um grave desequilíbrio emocional. Precisa de tratamento, caso contrário explode antes da eleição
(C.N.)


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