terça-feira, julho 13, 2021

O quadro político é desesperador, o presidente entrou em fase terminal e o governo respira por aparelhos


Charge do Beto (Humor Político)

Vicente Limongi Netto

Negacionistas e bolsonaristas, membros da confraria das rachadinhas, lamentam informar que, em razão dos números do  Datafolha, o presidente Bolsonaro encontra-se entubado na unidade intensiva do gabinete dos horrores e o governo está respirando por aparelhos.

O quadro político do paciente é desesperador. Os médicos tentaram de tudo: doses fortes de cloroquina, coquetéis com leite condensado e balas e pirulitos com chicletes.  Familiares do chefe da nação e generais adoradores das boquinhas palacianas agora voltam suas preces e últimas esperanças nos milionários  remédios dos  insaciáveis cientistas de goelas profundas do Centrão. Que costumam salvar a pele do paciente, mas deixando-o sem coordenação motora o resto do mandato.

A FORÇA DA SOLIDARIEDADE – O amor vence a aflição, enfrenta a desesperança. O afago é parceiro do apreço e da boa energia. A fé abraça corações. O texto de Ana Dubeux engrandece os bons espíritos (Correio Braziliense – 11/7), valorizando a luta permanente das mulheres. Estimula o poder feminino. Deplora o rancor e a covardia machista. A jornalista deseja que as mulheres não se abatam diante dos rancores e canalhices de ordinários travestidos de homens imaculados. Diz Ana:

“Não se demore: neste domingo ligue para uma amiga, ouça sua voz, levante seu ânimo, ofereça seu colo. Tenho certeza de que receberá de volta amor, atenção e gratidão por toda a vida. E isso não tem preço”.

VENCEDOR E VENCIDO – Alvissareiro saber que um vencedor como Marco Aurélio Mello aposentou a toga, sem abdicar, porém, da palavra esclarecida, firme e contundente, em defesa da democracia e das liberdades individuais (O Globo- 11/7). Vai continuar praticando o saudável esporte do diálogo, da palavra vigilante e, sobretudo, apoiando o contraditório. Marco Aurélio Mello jamais foi homem de se omitir diante das injustiças.

Por fim, um papel melancólico do Brasil, mais um, na Copa América. Nosso elenco é limitado. Não evolui. O técnico é um vencido, ruim e presunçoso. Creio, reitero, que o hexa está cada dia mais longe para a seleção brasileira. A seleção já começa melancólica na apresentação do belo hino nacional. Ninguém canta. Fingem que cantam. Enquanto seleções adversárias cantam o hino da pátria emocionados e abraçados. Triste constatação.

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