segunda-feira, julho 12, 2021

General Santos Cruz considera uma “ameaça absurda” a fala de Bolsonaro contra a eleição


 (crédito: Ed. Alves)

Santos Cruz defende um combate permanente à corrupção

Deu no Correio Braziliense
(Agência Estado)

O general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo, chamou de “ameaça absurda” a afirmação do presidente Jair Bolsonaro sobre não haver eleições em 2022 caso não seja adotado o voto impresso. Ao participar de live organizada pelo grupo Parlatório na noite deste domingo, 11, o militar defendeu ainda uma “reação forte” da sociedade e das instituições contra a ameaça feita pelo chefe do Executivo.

“Algumas ameaças são absurdas, como de o presidente da República dizer que talvez não tenha eleição. Eleição é fundamento básico da democracia”, disse Santos Cruz.

REAÇÃO FORTE – “Esses pontos sofrem algum desgaste, mas tem de haver reação forte das pessoas e das instituições. Temos algumas instituições muito fracas, seja no Judiciário, seja no Congresso Nacional, que, na minha opinião, têm de ser mais fortes”, acrescentou.

O general afirmou que o fanatismo no Brasil pode acabar em violência. Também considerou que há um desrespeito generalizado no país a ser enfrentado pela lei. O ex-ministro disse ainda que a corrupção é um ponto que deve ser combatido por aumentar o risco de ruptura institucional.

Para Santos Cruz, as Forças Armadas estão no centro da discussão política devido à decisão de Bolsonaro de nomear diversos militares para o governo.

CRIA-SE ALARMISMO – O general avaliou também que o caráter político da CPI da Covid criou um desgaste para as Forças Armadas. Mesmo assim, ele julga que não contribui para melhorar o cenário a resposta institucional do Ministério da Defesa e dos comandantes das Forças Armadas em repúdio às declarações do senador Omar Aziz, presidente da CPI, a respeito do suposto envolvimento de militares em corrupção.

“Estamos vendo um contexto de manifestações que não contribuem em nada, que trazem alarmismo, prejudicam o ambiente institucional”, disse Santos Cruz. “Isso começa com um mau exemplo vindo de cima”, completou.

Participam da live do Parlatório, entre outros, o ex-presidente da República Michel Temer, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro, o presidente do Google no Brasil, Fábio Coelho, a vice-presidente Executiva do Santander, Patrícia Audi, o presidente da BR Distribuidora, Wilson Ferreira Júnior, e o ex-porta-voz da Presidência, general Rêgo Barros.

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