Publicado em 11 de janeiro de 2021 por Tribuna da Internet
Vicente Limongi Netto
Vergonha! A crônica esportiva, impressa e digital e analistas esqueceram de saudar os 80 anos de vida do cerebral meia Gerson Nunes, o canhotinha de outro do tricampeonato mundial de 1970.
Todas as homenagens ao Gerson ainda seriam poucas, pelo muito que fez pelo futebol brasileiro. Pobre país onde os legítimos ídolos são esquecidos e tratados de forma triste e melancólica, por aqueles que deveriam ter o dever e a gratidão de enaltecê-los.
SEM SUBSTITUTO – Até hoje, é incrível, Gerson ainda não encontrou substituto. Não encontrou tanto nos clubes, nem na Seleção penta campeã do mundo. Gerson, também conhecido como “Papagaio”, enxergava o jogo como ninguém.
Dentro de campo, com maestria, orientava o time e alterava o posicionamento de determinado companheiro, para fugir da forte marcação homem a homem, do adversário e facilitando a penetração e a alternância de jogadas de outros colegas.
Gerson tinha visão de jogo e conhecimento tático. Hoje, como comentarista da rádio Tupi, analisa o jogo com igual precisão. Tem canal no Youtube e página no Instagram. Critica e elogia com autoridade e respeito.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A amizade entre Limongi e Gerson, abrangendo suas famílias, é mais do que conhecida. O famoso craque e comentarista é uma exemplo de vida que Limongi não cansa de exaltar, nessas décadas de relacionamento. São grandes textos que tem escrito sobre Gérson, coisas que vêm do coração.
Também sou amigo do craque. Durante vários anos, trabalhamos juntos todos os domingos, na antiga TVE do Rio. Conversávamos muito no restaurante do hotel ao lado, onde rolava um chope. Detalhe: Gerson não bebia.
É impressionantemente modesto. Certa vez, numa roda de amigos, eu lhe disse que, depois dele, não apareceu nenhum armador igual. Ele me cortou na hora, citando Zenon, do Palmeiras. Todos caímos na gargalhada, inclusive o próprio Gerson e o ex-goleiro do Cruzeiro, Raul Plassmann, que era comentarista da emissora e participava das conversas. Realmente, Zenon foi um grande craque, o melhor armador do país na época, mas não era a mesma coisa do que Gerson. (C.N.)