
Charge do Duke (dukechargista.com,br
Vicente Limongi Netto
Paladinos de barro do Palácio do Planalto usam da intimidação, arma dos fracos e sem argumentos, na torpe tentativa de desqualificar a matéria da revista “Época”, que revelou, com fatos abundantes, que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) forneceu relatórios aos advogados do senador Flávio Bolsonaro, para ajudá-lo no inquérito das “rachadinhas”.
Aos desesperados alquimistas palacianos só resta uma melancólica saída, diante da verdade mostrada na reportagem de Guilherme Amado: exibir ao público e ao Supremo um rosário de falsa e hipócrita indignação, porque os fatos falam por si.
CULPA DA IMPRENSA – Sem poder responder à Época, o destemperado Bolsonaro voltou a atacar a imprensa. Em solenidade na Policia Militar do Rio de Janeiro, recomendou aos policiais que não acreditem no que a imprensa publica. Patética, deplorável e absurda sandice, mais uma, de um chefe da nação que deslustra o cargo.
Escrevi, a propósito, sobre o assunto, em artigo também na Tribuna da Internet do dia 26 de agosto. Ponderei, entre outras coisas, que Bolsonaro deveria respeitar os outros. Se quiser ser respeitado. Aprender a conviver com o contraditório. Adquirir bons modos. Evitar ser grosseiro e mal educado. Cansamos de suas diatribes. Não trate jornalistas como se fossem seus vassalos. Pare de pisar nos outros. Troque de remédios. Tudo indica que os que usa estão vencidos.
E o “mito” aloprado reiterou que não vai tomar vacina. Posso reforçar, então, o que escrevi, aqui na Tribuna da Internet, dia 2 de dezembro. Problema dele. Sobrarão vacinas para brasileiros que respeitam as normas sanitárias.
CAFAJESTE ENGRAVATADO – As imagens são claras, repugnantes e irrefutáveis. Local: plenário da AssemblEia Legislativa de São Paulo. O cafajeste engravatado, deputado Fernando Cury (Cidadania). aproxima-se da deputada Isa Penna( PSOL).
Sorrateiro, pelas costas, esfrega-se no corpo da parlamentar e coloca a mão boba no seio dela. Constrangida, ela repele a torpeza do cretino.
E o trêfego Cury ainda teve o descaramento de declarar que não fez nada de errado. É a pandemia, gerando ordinários e patifes.
BAGAÇO DE LARANJA – Pense com carinho, sem pressa, esfrie a cabeça. Tem horas que a saúde e o conforto da família são mais importantes. No trabalho, você se dedica, se esfola e, geralmente, no fim, é tratado como laranja. O patrão chupa e joga os bagaços na nossa cara. Jamais passei por tais constrangimentos, embora tivesse gênio explosivo e pouca paciência com serviçais de donos de empresas. Muito menos com poderosos calhordas, encrustados nos ministérios, no executivo e no legislativo, que pretendiam monitorar ou conduzir a informação a gosto deles.
Jamais dobrei a espinha para calhordas, pulhas e falsos democratas. Como chefe, sempre apoiei repórteres. Porque nunca deixei de ser um deles. São eles que colhem notícias. São eles que fazem o jornal, a revista, o rádio e a televisão. Tive o prazer de conviver e trabalhar com mestres. Aprendi muito com eles.
Belo dia, por ordem da matriz, fui sacado da chefia de reportagem porque fiquei do lado do repórter contra exigência torpe e canalha de um estúpido burocrata do Ministério das Comunicações.
AMADURECIMENTO – Nunca me arrependi da minha atitude. Com o tempo, com esposa, filhas e netos, vamos amadurecendo. Respiramos mais, antes de possíveis desatinos. Permaneço, até quando Deus permitir, nos calcanhares dos venais, hipócritas, canalhas, oportunistas e patrulheiros em geral. Estão em todos os lugares.
Ocupam cargos altos. Cretinos, incompetentes e covardes. Inimigos da liberdade de informação. Detestam o contraditório. Ameaçam empresas. Se julgam donos da verdade, éticos e santos. Morro de rir.
A bruxa do mal e da subserviência morde, espanta, ronda e assassina chefes de famílias. Cuidem-se. Tenham saúde, luz e nervos de aço.