SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice José Alencar serão incluídos na relação de testemunhas do processo que corre no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o esquema do mensalão. Lula será incluído na lista de testemunhas de defesa do ex-deputado Roberto Jefferson.
Alencar, por sua vez, aparecerá na relação de nomes apresentada pelo ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, ao lado de outros integrantes do governo como o ex-presidente da Câmara Aldo Rebelo e o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos.
O advogado de Jefferson, Luiz Francisco Barbosa, disse ontem que a inclusão de Lula na relação de testemunhas tem por objetivo obter do presidente esclarecimentos sobre as circunstâncias em que ele teria sido informado por Jefferson sobre a existência do esquema de pagamento a parlamentares.
"O presidente da República é um líder nacional, pela vontade da maioria, mas é um brasileiro como os outros", disse Barbosa. "Sei que ele não irá se constranger por isso e eu certamente não vou. É um depoimento do interesse de Jefferson".
A lista que será apresentada por Jefferson terá 41 nomes, mesmo número de testemunhas arroladas pela acusação no processo. Já a lista de Dirceu terá 40 integrantes.
Depoimentos
A inclusão de altos membros do governo na lista de testemunhas de defesa deve ajudar a acirrar os ânimos em torno dos depoimentos do processo do mensalão. Na próxima sexta-feira, está previsto o depoimento do publicitário Marcos Valério. No dia 12, será a vez de Jefferson.
Na semana passada, foram ouvidos, entre outros, Dirceu e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. Ontem, o advogado de Dirceu, José Luís Oliveira Lima, aproveitou para negar que Valério fosse um "facilitador" para o agendamento de encontros na Casa Civil, tese que apareceu no depoimento prestado no dia anterior pela presidente do Banco Rural, Kátia Rabello.
"Não procede afirmar que Marcos Valério era um intermediário da agenda do ministro José Dirceu. De maneira alguma. Junto ao Ministério ele não era, não é verdade", disse o advogado. Apesar de reconhecer que o próprio Dirceu já admitiu ter encontrado Valério na Casa Civil, Oliveira Lima insistiu que a participação do publicitário em reuniões ocorreu por sua relação com o banco e não com Dirceu.
Ainda assim, ele afirmou que a defesa de Dirceu está satisfeita com os depoimentos colhidos até agora. "Acho que os depoimentos estão demonstrando, no meu entender, que o ministro Dirceu não tinha nenhum conhecimento dos fatos. Mais do que isso, na minha opinião, provam a inocência dele", afirmou o advogado.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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