SÃO PAULO - O ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira, arrolado pela Justiça como um dos 40 réus no caso do mensalão, firmou um acordo pelo qual se livrou de um julgamento e, em troca, e de forma voluntária, prestará três anos de trabalho comunitário em locais ainda a serem designados. O ex-secretário terá de se apresentar mensalmente ao juiz para relatar as atividades que vai desenvolver.
Em 2005, Silvio Pereira foi acusado de ter recebido um jipe Land Rover de uma empresa parceira da Petrobras, a GDK, para interferir em uma licitação. "Foi feita justiça. Foi um resultado justo, que era previsto dentro da própria lei. Estou muito contente porque, a partir de agora, esse processo do mensalão é um caso encerrado", afirmou após deixar o edifício da 2ª Vara Criminal Federal, em São Paulo. Questionado sobre se o esquema do mensalão existiu, ele respondeu: "Para mim, ele nunca existiu".
Se fosse julgado e condenado, o ex-secretário-geral poderia ficar preso por um ano por formação de quadrilha. O acordo permite que ele dispute cargos eletivos, mas o ex-secretário não poderá ocupar cargos públicos como, por exemplo, um ministério ou uma secretaria.
Questionado sobre se considera que saiu impune do processo, Silvio Pereira respondeu: "Por que saí impune? A lei prevê esse dispositivo. O juiz não achou isso, o procurador também não achou, não sou eu quem vou achar". Silvio evitou responder às questões a respeito do jipe e disse que não pretende voltar para o PT, partido que deixou voluntariamente após o escândalo, ou para a política.
Questionado sobre os motivos pelos quais não voltaria a fazer parte da legenda, limitou-se a dizer: "Por tudo". Ele não responde a mais nenhum processo na Justiça. "A única certeza que eu tenho é que nunca deveria estar entre os 40 réus. Sempre tive e continuo tendo (essa certeza)", reiterou. "Para mim, esse processo realmente se encerra hoje (ontem)". O ex-secretário-geral disse que trabalha atualmente em um restaurante da sua família. "Não tenho nenhuma mágoa nem nada", afirmou, em referência aos integrantes do PT.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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