Vai começar tudo de novo. Vencida a batalha na Câmara, o governo será submetido agora aos apetites do PMDB do Senado. O partido volta a exigir que Lula lhe devolva o ministério das Minas e Energia em troca da aprovação da emenda que prorroga a CPMF até 2011.
Lula vem toureando os senadores peemedebistas desde maio, quando Silas Roundeau (foto) viu-se compelido a deixar o ministério. Foi golpeado pela Operação Navalha, aquela que levantou o véu das malfeitorias praticadas pela Construtora Gautama. Desde então, responde pela pasta de Minas e Energia o interino Nelson Hubner.
Orientado pelo Planalto, Hubner ergueu uma barragem para conter os pedidos de nomeação política para empresas do Sistema Eletrobrás. Abriu-se uma única exceção: premido pela iminência de uma sublevação de bancadas do PMDB na Câmara, Lula acomodou o arquiteto Luiz Paulo Conde na presidência de Furnas Centrais Elétricas.
Os senadores, porém, continuam se considerando desatendidos em suas reivindicações. Já não contam com a interlocução privilegiada de um Renan Calheiros (PMDB-AL) em desgraça. Enxergam na CPMF a última oportunidade para encostar Lula contra a parede.
O presidente pede paciência. Tenta argumentar, reservadamente, que deseja reconduzir Rondeau ao antigo posto. Antes, precisa saber se ele será ou não denunciado pelo Ministério Público. O problema é que o governo não tem controle sobre os prazos da Operação Navalha. E o PMDB tem pressa.
O próprio Silas Rondeau acalenta a expectativa de voltar ao ministério que ocupava desde julho de 2005 e que teve de deixar há cinco meses. O ex-ministro tem feito visitas regulares à casa de seu padrinho, o senador José Sarney (PMDB-AP). Entre quatro paredes, diz ter obtido de Lula a promessa de recondução caso se livrasse da denúncia.
Parte da bancada de 19 senadores do PMDB começou a esgrimir um raciocínio alternativo: prega-se a nomeação de um outro ministro. Subiria ao cargo sabendo que, caso Rondeau fosse inocentado, teria de ceder a cadeira para ele. Do contrário, continuaria no ministério.
É nesse contexto que surge o nome do senador maranhense Edison Lobão. A exemplo de Rondeau, é unha e carne com Sarney. Acaba de trocar o oposicionista DEM pelo governista PMDB. O problema é que, diferentemente de Rondeau, que acumula uma experiência de três décadas no setor elétrico, a intimidade de Lobão com a área é nula.
Além do Ministério Público, o futuro de Rondeau está condicionado à análise da ministra Eliana Calmon, relatora do caso Gautama no STJ. Tenta-se, no momento, encontrar explicações plausíveis um leque de suspeitas. Uma delas está relacionada a uma anotação encontrada em documentos apreendidos pela Polícia Federal na tesouraria da Gautama. O ex-ministro é associado ao número 120, referência a um suposto pagamento de R$ 120 mil. Que Rondeau jura não ter recebido, a despeito dos negócios que sua gestão mantinha com a empreiteira no âmbito do programa Luz para Todos.
Escrito por Josias de Souza
Fonte: Folha Online
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