GABRIELA GUERREIROda Folha Online, em Brasília
Com o apoio de 52 deputados e 16 senadores, foi lançado nesta quarta-feira o movimento suprapartidário "Fora Renan" para pressionar o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a se afastar do cargo. O grupo promete fazer manifestações semanais para pressionar Renan a deixar a presidência da Casa Legislativa.
O movimento é liderado pelos deputados da chamada "terceira via", mas tem o apoio discreto de deputados e senadores da base aliada do governo e, principalmente, da oposição. Os parlamentares articularam as principais ações do grupo em jantar de desagravo, nesta terça-feira, aos senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Pedro Simon (PMDB-RS) --que foram afastados pelo PMDB da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado.
"Queremos estimular toda a sociedade para aderir à pressão pelo 'Fora Renan'. Toda quarta-feira vamos fazer atos simbólicos fortes para mostrar que a permanência do Renan é inaceitável", disse o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).
O grupo deu início à coleta de assinaturas para um abaixo-assinado contra a permanência de Renan na presidência. No texto do documento, os parlamentares afirmam que o peemedebista conduziu o Senado a uma situação de contra-senso. "Senado e Câmara são a mesma coisa, todos somos parlamentares do Congresso Nacional. Assim somos cobrados pela sociedade e por isso defendemos mudanças", diz o abaixo-assinado.
Segundo Ivan Valente (PSOL-SP), os deputados estão dispostos a também paralisar os trabalhos da Câmara a partir do dia 2 de novembro caso Renan insista em permanecer no comando do Senado --a exemplo do que prometem senadores da oposição.
"Esse processo depende também da Câmara, não só do Senado, porque vamos paralisar todo o Congresso", afirmou Valente.
Pergaminho
No primeiro ato do grupo, cerca de dez deputados levaram ao Salão Verde da Câmara na tarde de hoje um pergaminho tamanho gigante assinado por populares favoráveis ao afastamento de Renan.
Com o título de "Senado da Ré-pública e os 46 Calheiros", o pergaminho faz uma alusão aos senadores que absolveram Renan no primeiro processo a que respondeu por quebra de decoro parlamentar --no qual foi absolvido por 40 votos favoráveis e seis abstenções.
"A diferença é que, agora, os 46 Calheiros não existem mais, os senadores estão mudando de posição. Portanto, é fundamental que haja mobilização da sociedade para que o presidente do Senado se afaste do cargo. Se ele não desistir, vai cair no próximo julgamento em que a sessão será aberta", disse Alencar.
Fonte: Folha Online
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