Fernando Exman
BRASÍLIA. Os 425 atrasos verificados ontem em todo o país demonstraram que o governo fracassou na tentativa de acabar com o apagão que tem imposto calvários diários a milhares de passageiros que utilizam o transporte aéreo. Novamente, o epicentro do problema foi o Aeroporto de Congonhas (SP). Apesar de o ministro da Defesa, Nelson Jobim, ter prometido há cerca de três meses que Congonhas deixaria de ser o principal centro de distribuição de vôos do Brasil, o fechamento do aeroporto por menos de meia hora, no domingo, causou um efeito cascata em praticamente toda a malha aérea do país.
A crise do setor teve início em setembro do ano passado, quando o Boeing da Gol chocou-se com o Legacy. Ontem, dos 46 principais aeroportos do país, só cinco não foram prejudicados. Até as 20h, 26,2% dos 1.625 vôos programados atrasaram mais de uma hora. Outras 109 decolagens foram canceladas. No Aeroporto de Congonhas, 75 (32,5%) vôos atrasaram e 26 foram cancelados (11,3%). No Galeão (RJ), a Infraero, estatal que administra os aeroportos do país, contabilizou 34 atrasos (23,3%) e 11 cancelamentos (7,5%). Proporcionalmente, o aeroporto mais prejudicado foi o de Juazeiro do Norte (CE), onde três dos quatro vôos previstos atrasaram.
Por meio de nota, a Aeronáutica informou que os atrasos registrados ao longo do dia de ontem decorreram das condições meteorológicas nas regiões Sul e Sudeste. O comunicado divergiu de informações da Infraero repassadas pelos atendentes de Congonhas, segundo as quais o fechamento do aeroporto ocorrera devido a problemas de comunicação entre a torre de controle e os aviões. De acordo com a estatal, o Aeroporto de Congonhas foi fechado entre 20h41 e 21h05 no domingo.
Enquanto milhares de passageiros enfrentavam filas e salões de embarque abarrotados, Jobim e o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, voltaram a protagonizar uma quebra-de-braço. No Rio, Zuanazzi reafirmou que não pretende renunciar ao cargo. O ministro da Defesa rapidamente rebateu a declaração do presidente da Anac. Ates de reunir-se com o comando do Exército em Brasília, disse que a saída do desafeto já está acertada com o Palácio do Planalto.
Segundo Jobim, há um entendimento com o ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia, que Zuanazzi deixará a agência assim que a Anac voltar a ter três das cinco cadeiras da diretoria ocupadas. O presidente da Anac foi indicado para o cargo pelo ministro das Relações Institucionais e pela chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Nos últimos meses, os outros quatro diretores da agência renunciaram. Não suportaram a pressão do ministro da Defesa e das CPIs do Apagão Aéreo instaladas no Congresso. Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou o major-brigadeiro Allemander Jesus Pereira Filho para a diretoria da Anac. O militar será responsável pela área de segurança, investigação e prevenção de acidentes da agência.
Fonte: JB Online
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