terça-feira, agosto 11, 2026

Mapas, cálculos e fabricação de explosivos: entenda como agia grupo que tentava explodir o Planalto

 

Mapas, cálculos e fabricação de explosivos: entenda como agia grupo que tentava explodir o Planalto
Foto: Reprodução / TV Globo / Agência Brasil

Um grupo que planejava atentados contra políticos e prédios públicos em Brasília é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF). Segundo a investigação, o grupo compartilhava pela internet instruções para fabricar explosivos e tinha mapas de prédios públicos, incluindo a planta do Palácio do Planalto, um dos alvos principais.

 

Dois grupos foram identificados durante a investigação. O maior deles reunia mais de 600 pessoas no Telegram. Integrantes considerados mais radicalizados eram convidados para um grupo restrito, com 46 participantes, em que os participantes compartilhavam instruções para a prática de atos violentos.

 

O planejamento das ações era extremamente articulado. Os participantes tinham acesso a mapas de prédios públicos, manuais para fabricação de explosivos, inclusive coquetéis molotov, e cálculos sobre a quantidade e o custo dos materiais.

 

Um dos objetivos era explodir o Palácio do Planalto, mirando no debate do 2º turno, mas além do edifício, os integrantes tinham mapas de ministérios, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Em uma das conversas, eles compartilharam a planta baixa do Palácio do Planalto e discutiram possíveis caminhos para entrar e sair do local. 

 

Segundo o MJSP, as estimativas indicavam a possibilidade de produzir mais de três granadas por integrante. As conversas também mencionavam a produção de pólvora e o baixo custo para sua fabricação.

 

O acesso aos grupos era controlado. Para entrar, era necessário receber um link ou procurar pelo nome exato. Os administradores também selecionavam pessoas que consideravam ter o perfil desejado.Em uma das conversas, um integrante chegou a pedir indicações de outros grupos de nazistas para fazer novos recrutamentos.

 

O relatório do CyberLab, laboratório de repressão a crimes cibernéticos do MJSP, classificou os dois grupos como de alto grau de periculosidade. A investigação aponta a presença de ideologia neonazista, misoginia e incentivo à violência.

 

As conversas indicam que os integrantes não pretendiam apenas destruir estruturas. A intenção era usar Brasília para transmitir ao país uma mensagem considerada violenta e antidemocrática pelas autoridades.

Motta declara apoio a Lula após seu partido rejeitar coligação com Flávio Bolsonaro

 

Motta declara apoio a Lula após seu partido rejeitar coligação com Flávio Bolsonaro

Presidente da Câmara foi um dos fiadores da neutralidade do Republicanos e pretende fazer campanha aliado ao petista

Por Isadora Albernaz/Folhaprss

10/08/2026 às 19:00

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo

Imagem de Motta declara apoio a Lula após seu partido rejeitar coligação com Flávio Bolsonaro

O presidente Lula (PT) com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB)

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou nesta segunda-feira (10) que ele e seu partido na Paraíba vão apoiar a reeleição do presidente Lula (PT), após a sigla rejeitar uma aliança com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e anunciar neutralidade na disputa ao Palácio do Planalto.

Em entrevista à imprensa, Motta afirmou que aguardava o desfecho das negociações no Republicanos para se posicionar a respeito do tema. Segundo ele, um quarto mandato de Lula converge com aquilo que a cúpula do partido no estado pensa ser "o melhor para o país".

A Paraíba é um estado com tradição petista, e Motta, que também é candidato à reeleição, pretende fazer campanha aliado ao atual presidente.

"O Republicanos, em nível nacional, declarou a posição de neutralidade, ou seja, liberando os diretórios estaduais e os seus membros para apoiar ali a candidatura nacional, quem entender ser a candidatura melhor para o país. E a tendência nossa, aqui na Paraíba, e isso já havia sido dito antes, é que caminhamos com o presidente Lula", disse o chefe da Câmara.

"Nós iremos declarar esse apoio ao presidente, porque é o presidente que converge com aquilo que pensamos ser o melhor para o país. Então eu estava aguardando a posição do partido para que pudesse trazer de público a nossa posição, e a nossa posição está sendo aqui revelada em primeira mão, de apoio ao presidente Lula em seu projeto de reeleição", completou.

Ele deu as declarações durante a posse da advogada Giovanna Mayer como desembargadora do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) da Paraíba.

Na Paraíba, Hugo Motta também articula para eleger o pai, Nabor Wanderley (Republicanos), que é prefeito de Patos (PB), a uma cadeira ao Senado na chapa do ex-governador João Azevedo (PSB). Eles esperam contar com o apoio de Lula, que recebeu 66,6% dos votos no estado em 2022, contra 33,4% do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em dezembro do ano passado, Nabor Wanderley já havia divulgado nas redes sociais uma foto em que posa ao lado do presidente. Na época, petistas apostavam na conjuntura eleitoral para realinhar Motta ao governo.

A aliança deles com o PT da Paraíba chegou a ficar em risco após desentendimentos entre o chefe da Câmara e o governo na condução das votações.

Esse cenário fez com que Motta fosse um dos grandes fiadores da neutralidade do Republicanos. A decisão foi oficializada em convenção nacional realizada na última terça (4), confirmando a tendência de isolamento de Flávio Bolsonaro.

Segundo o presidente da sigla, deputado federal Marcos Pereira (SP), 17 diretórios estaduais preferiram a neutralidade, 9 se posicionaram pela aliança nacional com o PL e somente 1 informou preferir caminhar com Lula. O partido não passou a lista de como cada representante estadual da legenda.

Politica Livre

Milei compartilha mensagem em que Lula é chamado de porco

 

Milei compartilha mensagem em que Lula é chamado de porco

Ofensa ocorre dois dias depois de chanceler brasileiro falar sobre crise com vizinho

Por Daniela Arcanjo/Folhapress

10/08/2026 às 20:55

Atualizado em 10/08/2026 às 21:17

Foto: Reprodução/Instagram

Imagem de Milei compartilha mensagem em que Lula é chamado de porco

O presidente da Argentina, Javier Milei

O presidente da Argentina, Javier Milei, manteve nos últimos dias em suas redes sociais mensagens ofensivas a Lula (PT) e, no domingo (9), compartilhou um texto em que o petista é chamado de porco.

"O ódio e o desprezo com que o criminoso Lula da Silva, do Brasil, se manifesta em relação ao nosso secretário de Estado, Marco Rubio, vêm diretamente de seus chefes na ditadura castro-comunista", afirmou em sua conta na rede social X o deputado republicano Carlos A. Giménez, em referência ao regime de seu país de origem. E completou: "Os brasileiros merecem muito mais do que esse porco".

O mesmo deputado chegou a publicar uma montagem (neste caso, sem compartilhamento por Milei) de foto de Nicolás Maduro após ser capturado pelos EUA, com a imagem de Lula no lugar do ditador da Venezuela, e a legenda "o que o espera".

Antes disso, o argentino já havia republicado, por exemplo, a imagem de Lula sendo fichado no Dops (Departamento de Ordem Política e Social) em 1980, quando foi preso por liderar greves de metalúrgicos durante a ditadura militar.

Nos últimos dias, o volume de mensagens sobre Lula na movimentada conta de Milei aumentou. Em outra publicação compartilhada pelo ultraliberal, o conservador Agustín Laje afirma que "o esforço de grande parte da imprensa argentina para forjar a imagem de um inexistente 'Lula inocente e honesto' foi monumental".

"Lula goza de cobertura jornalística favorável em nosso país, e uma parcela significativa da mídia decidiu que proteger o socialismo do século 21 exigia mentir a seu favor", disse o escritor de ultradireita.

Outra publicação compartilhada por Milei afirma: "Nenhum veículo de comunicação brasileiro deu ao nosso ministro das Relações Exteriores espaço para expor sua posição".

A mensagem diz respeito à entrevista do chanceler brasileiro, Mauro Vieira, ao jornal argentino Clarín no final de semana. Nela, o chefe do Itamaraty disse que Milei precisa "parar com as agressões" contra Lula para que as relações entre os dois países se normalizem —na semana passada, o Brasil dispensou o embaixador argentino em Brasília em resposta aos ataques do ultraliberal.

"Milei não fez isso uma única vez, mas em várias ocasiões em menos de uma semana, a primeira delas na convenção", afirmou Vieira, em referência à cerimônia de lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) em São Paulo, onde a mais recente crise entre Argentina e Brasil começou.

Estrela do evento, o ultraliberal usou seu discurso para chamar Lula de ladrão, presidiário e "lixo socialista" e se referiu a Alexandre de Moraes como "lixo careca". O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) não permitiu uma visita de Milei a Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar em Brasília, como pretendia fazer o presidente argentino em sua passagem pelo Brasil.

As desavenças entre os dois remontam a 2023, quando Milei se referiu ao petista como comunista e corrupto durante sua vitoriosa campanha à Casa Rosada. Em junho de 2024, Lula sugeriu que seu homólogo pedisse desculpas, ao que o argentino respondeu que havia coisas mais importantes do que "o ego inflado de algum esquerdinha".

Em nenhum momento, porém, a crise havia sido tão séria quanto no último mês. Após o evento em São Paulo, em 25 de julho, o Itamaraty convocou o embaixador argentino em Brasília, Guillermo Daniel Raimondi, e o representante brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli.

Com novas ofensas no início de agosto, o governo Lula decidiu dispensar Raimondi e manter Bitelli no Brasil, rebaixando as relações entre com a Argentina, um dos principais parceiros comerciais do país, ao nível de encarregado de negócios. Trata-se da maior crise entre as duas nações em pelo menos 40 anos.

Politica Livre

 

Real Time Big Data aponta empate técnico entre ACM Neto e Jerônimo nos dois turnos

Por Política Livre

11/08/2026 às 07:09

Atualizado em 11/08/2026 às 07:15

Foto: Reprodução/Arquivo

Imagem de Real Time Big Data aponta empate técnico entre ACM Neto e Jerônimo nos dois turnos

ACM Neto e Jerônimo Rodrigues

Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (11) aponta empate técnico entre o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) na disputa pelo governo da Bahia. No primeiro turno, Neto aparece com 44% das intenções de voto, contra 42% de Jerônimo. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados.

No cenário de segundo turno, a diferença também está dentro da margem de erro. ACM Neto registra 45% das intenções de voto, enquanto Jerônimo soma 44%. Nulos e brancos representam 7%, e 4% dos entrevistados não souberam ou não responderam. Os demais candidatos aparecem com até 2% no primeiro turno.

A pesquisa também mediu a rejeição dos pré-candidatos ao governo da Bahia. ACM Neto (União Brasil) aparece com 44%, enquanto o governador Jerônimo Rodrigues (PT) registra 43%. A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro do levantamento, de dois pontos para mais ou para menos.

Ronaldo Mansur (PSOL) tem 20% de rejeição, seguido por Ariel Capistrano (DC) e José Estevão (DC), ambos com 14%. Aroldo Félix (UP) aparece com 13%. Apenas 2% dos entrevistados afirmaram que poderiam votar em todos os candidatos, enquanto outros 2% não souberam ou não responderam.

O levantamento ouviu 1.600 eleitores entre os dias 6 e 10 de agosto. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BA-00277/2026.

Politica Livre

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