sexta-feira, janeiro 09, 2026

Lobby para salvar Vorcaro e Moraes fracassa e agora só resta Dias Toffoli


Charge do Iotti (Gaúcha/Zero Hora)

Carlos Newton

Está mais do que evidente o fracasso do lobby montado em Brasília para cancelar a liquidação extrajudicial do Banco Master, salvar o criminoso do colarinho imundo Daniel Vorcaro e aliviar o desespero que atinge o ministro Alexandre de Moraes & família.

Já foi por água abaixo o esquema montado no Tribunal de Contas da União pelo ministro Jhonatan de Jesus, que tentou de diversas maneiras encontrar uma saída honrosa para Vorcaro, como se isso fosse possível, em meio a tanta fraude despudorada.

SEM INFLUENCIADORES – Também foi desarmada a tentativa de usar “influenciadores” nas redes sociais para denegrir o Banco Central e levantar dúvidas sobre as justificativas de sua equipe técnica para pedir, por unanimidade, a liquidação do Master.

Agora, resta apenas o Supremo, onde o patético relator Dias Toffoli faz o possível e o impossível para atrapalhar o Banco Central, reerguer o enlameado Vorcaro e limpar o nome do ministro Alexandre de Moraes, que se deixou contaminar pela ganância que assola em Brasília, uma ilha da fantasia cercada de pobres por todos os lados.

Se realmente conhecesse Direito e não tivesse chegado ao Supremo apoiado apenas por relações político-partidárias, o envaidecido ministro Toffoli saberia que é absolutamente inviável tentar reverter a liquidação do Banco Master.

BC INDEPENDENTE – A legislação em vigor consagra a autonomia e a independência do Banco Central, uma prática que veio a ser adotada pelas democracias no permanente processo de aperfeiçoamento do sistema de Três Poderes planejado pelo Barão de Montesquieu em 1748, quando criou a base teórica que justificou a Revolução Francesa em 1789 e mudou a trajetória política do mundo.

Além disso, Toffoli já era veterano no Supremo em agosto de 2021, quando o tribunal, por oito votos a dois, consolidou o entendimento sobre a autonomia e a independência do Banco Central.

Segundo a jornalista Malu Gaspar, de O Globo, que entrevistou a respeito três ministro do Supremo, a direção do Banco Central só precisa apresentar um mandado de segurança ao próprio STF para acabar com essa intromissão de Toffoli no caso Master.

EXEMPLO DA RECEITA – Há farta jurisprudência, porque a Receita Federal costuma apresentar com frequência mandados de segurança ao Supremo para suspender deliberações do TCU consideradas abusivas e inconvenientes.

No entanto, do alto de sua ignorante soberba, o ministro Toffoli insiste em conduzir ilegalmente as investigações sobre o caso do Banco Master, que não envolve nenhum investigado com foro privilegiado, entenda-se.

Na forma da lei, as apurações têm de ser feitas diretamente pelo Banco Central, no tocante à gestão financeira ruinosa, e pela Polícia Federal, no que diz respeito à gestão criminosa, no caso, com formação de quadrilha. O Supremo e Toffoli, portanto, não têm nada a ver com coisa alguma.

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P.S. –
 Ainda estamos no recesso e o circo já está pegando fogo. Imagem o que acontecerá depois do dia 20, quando terminam as férias do Supremo, do TCU e do Congresso. Comprem pipocas em profusão. (C.N.)

 

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Relator diz que veto de Lula à dosimetria “rasga a bandeira branca da paz” do Congresso

 

Deputadoa diz que trabalhará para derrubar a medida

Luísa Marzullo
O Globo

Relator do projeto que altera a dosimetria das penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) criticou o veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à proposta e afirmou que a decisão rompe um esforço de pacificação institucional construído no Congresso.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar disse que o presidente “rasgou a bandeira branca da paz do Brasil”. “O Congresso entregou a bandeira branca da paz nas mãos do Lula. Ele rasgou e tocou fogo nela”,  afirmou Paulinho, ao comentar o veto.

TENSÕES POLÍTICAS – O projeto, conhecido como PL da Dosimetria, foi aprovado pela Câmara e pelo Senado e vinha sendo defendido por seus articuladores como uma tentativa de reduzir tensões políticas em torno das condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes.

O texto alterava critérios de cálculo das penas e de progressão de regime para crimes contra o Estado Democrático de Direito, o que, segundo críticos, poderia resultar na redução das condenações já fixadas pela Corte. Entre os principais pontos da proposta estavam a proibição da soma de penas quando mais de um crime fosse cometido no mesmo contexto — fazendo prevalecer apenas a condenação mais grave — e a flexibilização das regras para progressão de regime, permitindo a mudança para o semiaberto ou aberto após o cumprimento de ao menos 16,6% da pena, independentemente de reincidência ou do uso de violência ou grave ameaça.

CONFRONTO – Ao comentar o veto, Paulinho da Força argumentou que a proposta não configurava anistia e defendia previsibilidade jurídica e proporcionalidade das penas. Para o deputado, a decisão do Palácio do Planalto representa uma opção pelo confronto político, em vez do diálogo institucional com o Congresso, que construiu o texto de forma suprapartidária.

O parlamentar afirmou ainda que pretende atuar pela derrubada do veto presidencial, que ainda será analisado em sessão conjunta do Congresso Nacional. Para que o veto seja rejeitado, é necessária maioria absoluta de votos tanto na Câmara quanto no Senado.

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A pergunta certa: por que Toffoli se empenha tanto em salvar o Master?


Toffoli e Banco Master: Sigilo em Processo Revelado

Charge reproduzida do Arquivo Google

Mario Sabino
Metrópoles

Mais do que em qualquer outro aspecto da vida, à exceção da medicina, o que importa no jornalismo é fazer a pergunta certa. E a pergunta certa a ser feita no caso do Banco Master é: por que Dias Toffoli parece empenhado em ajudar Daniel Vorcaro?

Se não, recapitulemos os passos do ministro nesse sentido, e não são poucos.

POBRES PRETEXTOS – Toffoli lançou mão de um pretexto mixuruca oferecido pela defesa do “banqueiro” — uma proposta de negócio imobiliário, encontrada na casa de Vorcaro, em que aparece o nome de um deputado federal — para puxar para a sua alçada no STF as investigações sobre as operações com títulos podres perpetradas pelo banco para obter bilhões de reais junto ao Banco Regional de Brasília (BRB), para o qual Vorcaro queria vender o Master.

Na sequência, no mesmo dia em que viajou a Lima na companhia do advogado de um diretor do Master, Toffoli decretou sigilo completo sobre as investigações e ordenou que nada prosseguisse sem a sua autorização.

Para completar, o ministro inventou uma acareação sem pé nem cabeça, antes que houvesse qualquer depoimento dos envolvidos, entre o investigado Vorcaro, o investigado ex-presidente do BRB e um diretor do Banco Central, que não deveria figurar em investigação nenhuma.

TUDO ERRADO – O espanto aumentou entre os já pasmos espectadores do imbróglio, porque não há nada de remotamente normal em o BC ter de prestar satisfação a um ministro do STF (ou a um ministro do TCU, estranheza adicional nessa história) sobre a liquidação de um banco.

A acareação foi vista pelo BC, pelo setor financeiro, bem como por brasileiros ainda capazes de ligar lé a cré, como intimidação contra a instituição que selou o destino do Master. A avaliação geral é que o ministro estaria fazendo pescaria para achar uma brecha que lhe permitisse anular a liquidação do banco.

Diante da repercussão negativa, com o BC tentando evitar o absurdo de ver um diretor seu colocado no mesmo plano dos investigados, Toffoli mudou de ideia e decidiu que a PF tomaria os depoimentos de todos antes de uma eventual acareação.

DEU CONFUSÃO – O atropelo do ministro é tamanho que houve confusão entre a delegada da PF responsável por conduzi-los e o juiz auxiliar do gabinete de Toffoli destacado para acompanhá-los. Ela ainda achava que a sua tarefa era acarear, porque a PF não foi informada com a devida formalidade da mudança determinada pelo ministro.

Diante do impasse, foi preciso ligar para Toffoli. Resolvido o ponto, o juiz auxiliar repassou à delegada perguntas formuladas pelo ministro.

Houve outro quiproquó, já que juiz não deveria fazer o papel de investigador, e delegados não podem funcionar como bonecos de ventríloquo de ninguém. Ocorreu, então, um segundo telefonema, agora para o diretor-geral da PF.

ESCULHAMBAÇÃO – A saída para mais essa esculhambação do sistema acusatório, teoricamente em vigor no país, foi fazer a ressalva de que as perguntas entregues à delegada pelo juiz auxiliar eram da lavra de Toffoli.

Finalmente tomados, os depoimentos trouxeram o esperado, com Vorcaro dizendo que é a alma mais honesta do Brasil, o ex-presidente do BRB afirmando que não havia nada de errado nos procedimentos que visavam à aquisição do Master, e o diretor do BC dizendo que a liquidação se justificava.

Ao final, houve apenas uma acareação de meia hora entre os dois primeiros, que mostraram ter “percepções distintas sobre os mesmos fatos”, segundo a defesa do ex-presidente do BRB.

PRÓXIMOS PASSOS – Não se sabe quais serão os próximos passos de Toffoli. Ele vai insistir no suposto objetivo de anular a liquidação do Master? Ou vai se concentrar apenas em garantir que um inocentíssimo Vorcaro não seja preso pelas fraudes que o seu banco perpetrou?

De qualquer modo, tais questões são decorrentes da pergunta certa a ser feita: por que Toffoli parece empenhado em ajudar Daniel Vorcaro?

É isso que a opinião tem direito de saber, antes de mais nada.


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