quarta-feira, novembro 05, 2025

Antes da escolha, Messias já procura romper barreiras com Moro e Flávio Bolsonaro


Flávio e Moro são uns dos principais opositores ao governo Lula

Rafael Moraes Moura
O Globo

Favorito para a indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, pretende procurar todos os 81 senadores em sua peregrinação por votos, incluindo dois dos principais e mais ferrenhos opositores ao governo Lula: Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Sergio Moro (União Brasil-AP).

“Messias é um homem de diálogo. O gabinete dele na AGU nunca esteve fechado para ninguém. Ele vai procurar os 81 senadores”, disse um interlocutor do ministro. Para assumir a cadeira no STF, o indicado pelo presidente da República precisa de ao menos 41 votos.

“SEM TEMPO” – Procurado , o senador Flávio Bolsonaro disse que não vai receber Messias. “Eu não tenho por que recebê-lo, porque ele não vai me convencer de votar nele. Muto antes de ser evangélico, ele é um petista. É mais um que o Lula vai colocar lá no STF pra fazer o que ele mandar. “ Moro, por sua vez, não havia se manifestado até a publicação desta reportagem.

O chefe da Advocacia-Geral da União (AGU) ainda não conhece pessoalmente o ex-juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, autor de uma das decisões mais controversas da Lava-Jato que expuseram “Messias” (ou “Bessias”, como ficou conhecido) em praça pública, em março de 2016. Os dois estarão frente a frente na sabatina da Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Na época do áudio, a operação vivia o seu auge e Messias era subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil. Diante do avanço do processo de impeachment e da erosão de sua base no Congresso, a então presidente Dilma Rousseff havia nomeado Lula como ministro da Casa Civil, em uma espécie de última cartada para salvar o governo.

“BESSIAS” – Na interceptação telefônica que os bolsonaristas pretendem explorar na sabatina na Comissão de Constituição e Justiça, Dilma diz a Lula que vai enviar a ele o “termo de posse”. “Seguinte: eu tô mandando o ‘Bessias’ junto com o papel, pra gente ter ele. E só usa em caso de necessidade, que é o termo de posse, tá?”, afirmou Dilma.

A nomeação de Lula – que acabou suspensa por decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF – foi vista na época como uma tentativa desesperada de Dilma de colocar Lula na articulação política e afastar a ameaça de impeachment, além de garantir foro privilegiado ao petista, evitando que ele fosse preso em primeira instância por Moro. Mas de nada adiantou.

APROVAÇÃO – Apesar da mobilização nas redes sociais e da promessa de dificultar a vida do indicado e até constrangê-lo na sabatina revivendo o episódio “Bessias”, parlamentares aliados de Jair Bolsonaro admitem reservadamente que o indicado de Lula deve ser aprovado pelo plenário.

Interlocutores do chefe da AGU também pretendem usar o fato de Messias ser evangélico como um reforço argumentativo para convencer integrantes da bancada conservadora – principal foco de resistência ao governo Lula – a não rejeitarem o seu nome.

REDE DE APOIO –  Messias deve contar inclusive com o apoio do ministro André Mendonça, do STF, que já sinalizou que está disposto a ajudá-lo a reduzir a rejeição e obter os votos necessários para ter a indicação confirmada.

Além de já terem ocupado o cargo de chefe da AGU, Messias e Mendonça são evangélicos – Messias é membro da Igreja Batista, enquanto Mendonça é pastor da Igreja Presbiteriana.

OAB enfrenta Lula e chama emenda dos precatórios de “retrocesso civilizatório”

Publicado em 5 de novembro de 2025 por Tribuna da Internet

Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com/)

Eduardo Barretto
Estadão

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) escalou um embate com o governo Lula em relação à emenda constitucional que tira o pagamento de precatórios do teto de gastos do arcabouço fiscal, além de limitar o pagamento de precatórios por Estados e municípios e refinanciar débitos previdenciários com a União. Em manifestação no Supremo Tribunal Federal (STF), a instituição classificou a medida de “retrocesso civilizatório”.

A afirmação foi feita em resposta à Advocacia-Geral da União (AGU), que defendeu a emenda e disse que uma decisão do STF sobre o caso pode impactar o planejamento orçamentário de Estados e municípios. “Com efeitos sobre a alocação orçamentária dos próximos exercícios e sobre a trajetória da dívida pública consolidada”, afirmou a AGU.

QUESTIONAMENTO – A regra foi promulgada pelo Congresso em setembro e questionada pela OAB na Corte. Precatório é uma ordem judicial para que o Poder Executivo pague uma dívida. “O resultado (da emenda) é um retrocesso civilizatório e uma afronta ao decidido por essa Corte, que foi cristalina nos precedentes apontados ao dispor que não há Estado de Direito quando o crédito judicial contra o Estado se transforma em mera expectativa, sujeita à conveniência fiscal do devedor”, disse a OAB ao STF no último dia 24.

No documento, o presidente da OAB, Beto Simonetti, afirmou ainda que a emenda constitucional é uma “moratória disfarçada” e “usurpa a autoridade do Poder Judiciário”. Moratória é o adiamento do pagamento de uma dívida.

RECUO – O relator, ministro Luiz Fux, mandou a ação ao plenário virtual do STF em 17 de setembro, uma semana após a OAB acionar a Corte. Dois dias após a decisão, contudo, Fux recuou e retirou o processo de pauta. Até o momento, 22 entidades pediram ao Supremo para participar da ação como “amigo da corte”, ou seja, parte interessada no caso. Como envolve o pagamento de dívidas do Estado, o processo tem mobilizado prefeitos e governadores de todo o País.

Fux tratou do tema ainda em setembro com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB); o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD); e o prefeito de Porto Alegre (MDB). Na oportunidade, Nunes disse a pessoas próximas que aproveitaria a oportunidade para dar um abraço no ministro pelo voto que isentou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no julgamento da trama golpista.

Pauta | Entenda o "shutdown" dos EUA e o impacto para o Brasil

 


Entenda o “shutdown” dos EUA e o impacto para o Brasil

 

O shutdown do governo dos Estados Unidos completa 36 dias nesta quarta-feira (5) e se tornou a mais longa da história do país. Não é apenas uma paralisação administrativa temporária, mas um fenômeno político-econômico que evidencia as tensões internas do sistema de freios e contrapesos norte-americano, e produz efeitos que se irradiam para além das fronteiras do país.
 

Clique aqui para baixar a sugestão de imagem.

O professor e coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP)Ahmed El Khatib, explica que a paralisação ocorre quando o Congresso não consegue aprovar o orçamento federal ou uma medida temporária de financiamento, levando à suspensão parcial das atividades governamentais.
 

“A interrupção afeta desde serviços burocráticos até setores estratégicos, como fiscalização de fronteiras, emissão de vistos, inspeção de alimentos e pesquisas científicas. Esse mecanismo, que deveria ser uma exceção, tornou-se recorrente nas últimas décadas e representa uma vulnerabilidade estrutural tanto para a maior economia do mundo quanto para a estabilidade do sistema financeiro internacional”, diz El Khatib.
 

Impactos na economia americana
 

No plano doméstico, os impactos econômicos são imediatos e multifacetados. Em primeiro lugar, há os efeitos diretos sobre os servidores públicos e contratados federais, que ficam sem remuneração durante o período de shutdown. “Esse contingente, que chega a centenas de milhares de pessoas, reduz o consumo e provoca retração em setores locais, como comércio, serviços e turismo”. Há também o impacto macroeconômico agregado, já que a paralisação desacelera o crescimento do PIB e gera perdas de produtividade.
 

O Congressional Budget Office (CBO) calculou que o shutdown de 2018-2019, o mais longo da história, com 35 dias, causou prejuízos de aproximadamente US$ 11 bilhões, sendo que US$ 3 bilhões foram perdas permanentes, incapazes de serem recuperadas posteriormente. Já em 2013, durante o governo Obama, os 16 dias de paralisação resultaram em perdas estimadas em US$ 24 bilhões, de acordo com a Standard & Poor’s. Além do impacto financeiro, há o fator psicológico: o clima de incerteza faz com que famílias adiem gastos, empresas suspendam investimentos e consumidores percam confiança no governo.
 

Os mercados financeiros são particularmente sensíveis ao risco político e à instabilidade fiscal. Os shutdowns alimentam a percepção de que o sistema político dos EUA pode se tornar disfuncional, especialmente em contextos de polarização ideológica. “Isso pressiona os rendimentos dos títulos do Tesouro, considerados tradicionalmente os ativos mais seguros do mundo, e gera volatilidade nas bolsas”.
 

O professor da FECAP lembra que a crise do teto da dívida de 2011 é um exemplo emblemático: embora não tenha havido um shutdown prolongado, a incapacidade do Congresso em chegar a um acordo levou a agência Standard & Poor’s a rebaixar a nota de crédito soberano dos EUA pela primeira vez na história. O episódio provocou quedas generalizadas nas bolsas internacionais e aumento da aversão global ao risco, evidenciando o efeito sistêmico que uma paralisia governamental pode gerar.
 

Impactos no cenário internacional
 

O professor da FECAP explica que, no âmbito internacional, os efeitos são ainda mais complexos: o dólar é a moeda de reserva global e os títulos do Tesouro americano são a principal referência de segurança para bancos centrais, fundos soberanos e investidores institucionais.
 

“Qualquer ameaça, ainda que remota, de instabilidade fiscal nos EUA repercute no sistema financeiro global, provocando fuga de capitais de mercados emergentes, valorização do dólar e elevação do custo de financiamento externo. Economias latino-americanas, como o Brasil, são particularmente vulneráveis, pois em cenários de incerteza, investidores internacionais retiram recursos de países emergentes para alocá-los em ativos considerados mais estáveis, pressionando o câmbio e alimentando a inflação.”
 

Além disso, a paralisação de órgãos alfandegários e de fiscalização nos EUA pode atrasar exportações e importações, afetando cadeias globais de suprimento. O setor agroexportador brasileiro, por exemplo, já enfrentou entraves relacionados à inspeção de carnes em shutdowns anteriores.
 

O efeito geopolítico também merece destaque. Em tempos de disputas hegemônicas crescentes entre Estados Unidos e China, cada episódio de shutdown fragiliza a imagem de Washington como potência estável e confiável. A incapacidade de o Congresso aprovar o orçamento transmite ao mundo sinais de fragilidade institucional e paralisia decisória.
 

“Isso compromete a liderança americana em fóruns multilaterais e reduz sua autoridade para propor soluções globais em temas como mudanças climáticas, segurança internacional e regulação financeira. Do ponto de vista simbólico, cada shutdown alimenta narrativas de declínio da hegemonia norte-americana, abrindo espaço para que outros atores, especialmente a China, apresentem-se como alternativas de estabilidade”, acrescenta o docente.
 

Linha do tempo histórica dos shutdowns
 

1980 (era Carter): primeira paralisação moderna, ligada a disputas sobre orçamento. Durou 1 dia, afetando temporariamente 400 mil trabalhadores.
 

1981, 1984 e 1986 (era Reagan): três shutdowns de curta duração (entre 1 e 2 dias cada), motivados por divergências sobre gastos sociais e defesa. Custos relativamente pequenos, mas serviram de prenúncio da polarização crescente no Congresso.
 

1990 (era Bush pai): shutdown de 3 dias, em meio a disputas sobre impostos e corte de gastos. Prejuízos de US$ 800 milhões estimados.
 

1995-1996 (governo Clinton vs. Congresso Republicano de Newt Gingrich): dois shutdowns consecutivos. O primeiro de 5 dias, seguido de um segundo de 21 dias, totalizando 26 dias de paralisação. Teve impacto de cerca de US$ 1,4 bilhão em custos diretos (valores da época) e mais de 250 mil funcionários federais afetados.
 

2013 (Obama, impasse sobre o Obamacare): shutdown de 16 dias, teve custo de US$ 24 bilhões (Standard & Poor’s). Cerca de 850 mil funcionários ficaram em licença não remunerada.
 

Na opinião do professor da FECAP, repetidos episódios de shutdown corroem a confiança na governança americana e colocam em xeque a previsibilidade de sua política fiscal, o que é particularmente perigoso em um mundo interdependente, no qual o papel central dos EUA como âncora de estabilidade financeira é fundamental para o equilíbrio da ordem global.
 

“O shutdown dos Estados Unidos é um fenômeno que vai além da interrupção administrativa, ele representa um choque de credibilidade política e econômica. Traz consequências internas como queda do PIB, perdas de consumo, enfraquecimento da confiança dos cidadãos e paralisia de serviços essenciais; e externas, ao gerar instabilidade nos mercados globais, pressão sobre moedas emergentes, aumento da aversão ao risco e abalo da imagem internacional dos EUA”, finaliza.
 

O especialista: Ahmed Sameer El Khatib é Doutor em Finanças e Doutor em Educação, Mestre em Ciências Contábeis e Atuariais, graduado em Ciências Contábeis, Pós-doutor em Contabilidade e Pós-doutor em Administração. É graduando e doutorando em Psicologia Clínica. É professor e coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) e professor adjunto de finanças da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).
 



Sobre a FECAP 

FECAP, localizada na Liberdade, região central da capital paulista. Foto: Divulgação.

A Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) é referência nacional em Educação na área de negócios desde 1902. A Instituição proporciona formação de alta qualidade no Ensino Médio (técnico, pleno e bilíngue), Graduação, Pós-graduação, MBA, Mestrado, Extensão e cursos corporativos e livres. Diversos indicadores de desempenho comprovam a qualidade do ensino da FECAP: nota 5 (máxima) no ENADE (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) e no Guia da Faculdade Estadão Quero Educação 2021, e o reconhecimento como melhor centro universitário do Estado de São Paulo segundo o Índice Geral de Cursos (IGC), do Ministério da Educação. Em âmbito nacional, considerando todos os tipos de Instituição de Ensino Superior do País, a FECAP está entre as 5,7% IES cadastradas no MEC com nota máxima.


-----

 
FECAP - Assessoria de Imprensa
Contato: atendimentoimprensa@fecap.br 

Telefone/WhatsApp: 11 96613-5719

A guerra pelo medo - Bolsonaro vai pra Papuda - Último Aviso da Rússia à OTAN e muito mais...

 

A guerra pelo medo: o que está em disputa no debate sobre segurança pública

04/11/2025 Por 

Extrema-direita tenta transformar o luto em palanque e o medo em projeto de poder. Lula precisa responder com inteligência, não com pânico. A semana promete ser explosiva. No rastro da operação no Rio, o Congresso se torna arena de guerra psicológica: a direita busca capitalizar a dor para impor seu punitivismo e reescrever a narrativa … Ler mais

Bolsonaro deve ir para a Papuda na próxima semana, avaliam aliados

04/11/2025 Por 

Expectativa, porém, é que o ex-mandatário fique pouco tempo na Papuda antes de voltar à prisão domiciliar. 247 – Aliados de Jair Bolsonaro acreditam que o Supremo Tribunal Federal (STF) deve ordenar, já na próxima semana, a transferência do ex-mandatário para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A decisão, segundo a coluna de Paulo Cappelli, do … Ler mais

Trump afirma que dias de Maduro como presidente “estão contados”

04/11/2025 Por 

Tensões dos EUA com a Venezuela crescem e países do Caribe entram em alerta. 247 – Em entrevista divulgada pelo perfil oficial do governo dos Estados Unidos na rede X, o presidente Donald Trump afirmou acreditar que os dias de Nicolás Maduro no poder “estão contados”. A fala reforçou o clima de tensão entre Washington e … Ler mais

Por trás do massacre, o cálculo eleitoral da direita?

04/11/2025 Por 

Há algo brutal demais no morticínio praticado pela polícia fluminense esta semana. E se o objetivo não tiver sido o “combate ao crime organizado”, mas causar uma comoção capaz retomar a pauta conservadora e mudar os rumos das eleiçẽos de 2026? Estudo do Instituto Democracia em Xeque sobre a megaoperação policial no Rio de janeiro aponta … Ler mais

Snowden denuncia a arapuca do ChatGPT

04/11/2025 Por 

Opiniões políticas. Projetos criativos. Condições médicas. Segredos íntimos. Tudo o que se informa ao robô é lido, analisado e pode ser empregado ou vendido pela OpenAI – cuja parceria com a Casa Branca, a NSA e a CIA é cada vez mais notória. Em 13 de maio de 2025, um tribunal federal dos EUA emitiu uma … Ler mais

China intensifica compras de soja brasileira em meio à queda nos preços

04/11/2025 Por 

Queda nos preços do grão sul-americano e acordo entre Washington e Pequim impulsionam as importações da China. 247 – Importadores chineses de soja intensificaram a compra de cargas do Brasil nos últimos dias, aproveitando a queda dos preços do grão sul-americano e a expectativa de um novo acordo comercial entre os Estados Unidos e a China. … Ler mais

China reforça liderança econômica global com inovação e abertura na APEC

04/11/2025 Por 

Comprometida com a cooperação internacional, China defende crescimento inclusivo e sustentável para impulsionar o desenvolvimento da Ásia-Pacífico. 247 – A postura da China em favor de uma economia mundial mais aberta e inovadora foi destaque na Reunião de Líderes Econômicos da APEC, realizada na República da Coreia. Durante o encontro, Pequim reafirmou seu compromisso com a … Ler mais

13 perguntas ao governador da chacina que a mídia tradicional não faz ou não publica

04/11/2025 Por 

A mídia hegemônica acabou encenando novo episódio da morte do jornalismo objetivo, imparcial e equidistante que ela diz defender. Empenhada em passar o pano para o governador assassino, porque precisa afirmar sua versão de que o morticínio no Alemão e na Penha criou, afinal, dificuldades intransponíveis para a reeleição de Lula, a mídia hegemônica acabou … Ler mais

Alckmin defende combate total ao crime organizado “por terra, mar e ar”

04/11/2025 Por 

Vice-presidente destaca leis mais duras e ações integradas do governo Lula contra facções criminosas. 247 – O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), defendeu nesta segunda-feira (3) uma atuação ampla e coordenada das forças de segurança no enfrentamento ao crime organizado em todo o território nacional. As informações são da CNN … Ler mais

Governador Jerônimo Rodrigues assina ordem de serviço para construção do novo Hospital Universitário de Paulo Afonso

 

                                     Foto: Divulgação/Governo do Estado


A ordem de serviço para o início das obras do novo Hospital Universitário de Paulo Afonso será assinada nesta sexta-feira (7), às 15h, na Praça do Coreto, na Chesf, com a presença do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. O evento marca o início oficial da execução de um dos projetos de saúde mais aguardados da região.

O novo hospital é fruto de uma parceria entre o Governo da Bahia, o Governo Federal, a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e a Eletrobrás/Chesf. O projeto foi articulado com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que garantiu a participação da Ebserh na gestão da unidade e o suporte da Eletrobrás na aquisição de equipamentos.

A obra representa um investimento estimado em R$ 155 milhões e prevê um hospital de referência regional, com 165 leitos — sendo 30 de UTI (20 adultos e 10 neonatal) —, além de seis salas cirúrgicas, duas delas obstétricas. O prazo de execução estabelecido é de 18 meses a partir do início efetivo dos trabalhos.

Com gestão vinculada à Univasf/Ebserh, o hospital atenderá 22 municípios da região e deverá fortalecer tanto a assistência de média e alta complexidade quanto a formação de profissionais da área da saúde. A cerimônia será realizada na Praça do Coreto, na Chesf, e contará com a presença de autoridades estaduais, federais e lideranças locais.

https://www.tribunadopovo.net/noticia/9641/paulo-afonso/saude-amp-educacao/governador-jeronimo-rodrigues-assina-ordem-de-servico-para-construcao-do-novo-hospital-universitario-de-paulo-afonso.html


Nota da Redação Deste BlogO Caminho da Esperança: A Luta e a Conquista pelo Novo Hospital Universitário de Paulo Afonso

A assinatura da ordem de serviço para a construção do novo Hospital Universitário de Paulo Afonso representa um marco histórico para o sertão baiano. É uma vitória do povo, conquistada com luta, persistência e união de forças que transcendem governos e siglas partidárias. O governador Jerônimo Rodrigues, com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, concretiza um sonho antigo que por muito tempo pareceu distante, travado por entraves políticos e financeiros.

A obra representa um investimento de R$ 155 milhões e prevê um hospital de referência regional, com 165 leitos, sendo 30 de UTI20 adultos e 10 neonatais —, além de seis salas cirúrgicas, duas delas voltadas à obstetrícia. O prazo de execução é de 17 meses a partir do início dos trabalhos, e a expectativa é de que o novo hospital revolucione o atendimento de saúde pública em Paulo Afonso e nas cidades vizinhas como Glória, Santa Brígida, Rodelas, Jeremoabo, Chorrochó e Abaré.

Esse avanço não caiu do céu. Foi fruto de uma longa caminhada. O projeto enfrentou bloqueios orçamentários e barreiras políticas impostas pelo governo anterior, marcado pelo culto ao “mito”, que sucateou a saúde e a educação pública. Além disso, houve resistência de políticos locais, que tentaram, por conveniência, atrasar um projeto essencial para toda a região. Mas prevaleceu a força da sociedade civil organizada, de vereadores comprometidos, de deputados atuantes e da Justiça Federal, que garantiu o prosseguimento legal do processo.

É importante destacar também o empenho dos ex-vereadores naquela ocasição, José Ivaldo e Raimundo Caires, que ainda em suas atuações plantaram as sementes desse projeto, lutando para que Paulo Afonso se tornasse um polo regional de saúde e ensino. Hoje, o sonho amadurece e ganha corpo com o novo hospital universitário — um equipamento que trará atendimento especializado, formação de profissionais da saúde, geração de empregos e desenvolvimento econômico.

Entretanto, enquanto Paulo Afonso avança, Jeremoabo segue na contramão do progresso. O que se observa na Câmara de Vereadores é uma inversão de valores preocupante: em vez de buscar o governador Jerônimo para reivindicar uma reforma estrutural urgente no Hospital Municipal de Jeremoabo, os vereadores parecem mais preocupados em retirar nomes históricos de escolas e debater, sem propósito, a data da emancipação política do município — assunto resolvido há mais de um século.

É triste constatar que, enquanto o vizinho município se prepara para receber um hospital de ponta, Jeremoabo amarga uma saúde primária precária, carente de recursos técnicos, profissionais e estruturais. Falta visão, sobra vaidade. Os vereadores, que deveriam ser fiscais e aliados do desenvolvimento, parecem agir apenas para garantir empregos a parentes, amigos e cabos eleitorais.

Diante desse cenário, resta ao prefeito Tista de Deda tentar realizar milagres em meio ao caos herdado, enfrentando um sistema viciado e uma classe política que insiste em permanecer prisioneira do atraso. A chamada “maldição dos capuchinhos”, expressão simbólica usada por muitos para descrever o círculo vicioso de estagnação política e social de Jeremoabo, parece ainda pairar sobre a cidade.

Por isso, é hora de romper com o comodismo e o clientelismo. A Câmara de Vereadores de Jeremoabo precisa compreender que seu papel não é bajular o poder nem se ocupar de temas irrelevantes, mas atuar como parceira do progresso, elaborando projetos, fiscalizando com responsabilidade e ajudando o prefeito a buscar soluções técnicas e financeiras para a crise da saúde pública. O povo não precisa de discursos vazios nem de festas políticas — precisa de postos equipados, médicos capacitados e hospitais funcionando com dignidade.

Que o exemplo de Paulo Afonso sirva como chamada à consciência: quando há união, planejamento e compromisso com o interesse coletivo, o desenvolvimento acontece. Que Jeremoabo desperte antes que o tempo cobre o preço da omissão.

Título: O desafio dos municípios para manter o transporte escolar em funcionamento

Video - A herança recebida pelo prefeito Tista de Deda


Garantir o transporte escolar é uma das tarefas mais desafiadoras para os gestores municipais, especialmente nas cidades de pequeno e médio porte, onde a arrecadação é limitada e os custos operacionais não param de crescer. A população, com razão, cobra que os alunos cheguem à escola com segurança e pontualidade. No entanto, por trás dessa obrigação está uma dura realidade financeira: o Governo Federal não cobre integralmente as despesas do transporte escolar, deixando aos municípios o peso maior dessa responsabilidade.

O apoio da União ocorre, sobretudo, por meio de programas como o PNATE (Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar) e o Caminho da Escola. O primeiro repassa recursos anuais em nove parcelas para custear combustível, manutenção e peças dos veículos. Já o segundo oferece ônibus padronizados e acessíveis, financiados com recursos do FNDE ou do BNDES, o que alivia parte das dificuldades logísticas. Contudo, esses programas têm caráter complementar, e não integral — ou seja, cobrem apenas uma parte dos custos reais.

Na prática, os valores enviados pelo Governo Federal raramente são suficientes para manter o transporte funcionando de forma adequada. Municípios com extensas zonas rurais, por exemplo, enfrentam despesas elevadas com combustível, pneus, motoristas e manutenção de estradas vicinais. Em muitos casos, o repasse federal cobre apenas um terço dos gastos mensais, obrigando as prefeituras a realocarem recursos de outras áreas essenciais, como saúde e infraestrutura, para garantir o direito à educação.

Além do PNATE e do Caminho da Escola, existem outras fontes eventuais, como verbas do Salário-Educação, emendas parlamentares e ações do Novo PAC, que podem destinar novos ônibus a determinados municípios. Porém, essas iniciativas são esporádicas e insuficientes para resolver o problema estrutural.

Outro ponto importante é quando o município, por meio de licitação, contrata uma empresa privada para realizar o transporte escolar. Mesmo diante de atrasos ou inadimplência nos pagamentos por parte da prefeitura, a empresa não pode suspender o serviço nem deixar os alunos sem transporte, pois a continuidade do serviço é considerada essencial e está protegida por cláusulas contratuais específicas. Essas cláusulas garantem que, enquanto a questão financeira é negociada ou resolvida administrativamente, o direito dos estudantes ao acesso à escola não seja prejudicado. O descumprimento desse dever pode gerar penalidades à empresa contratada e até rescisão unilateral do contrato.

Nos municípios do Nordeste, como Jeremoabo, essa realidade é ainda mais dura. Estradas de barro, longas distâncias e frota desgastada elevam os custos e tornam o serviço mais difícil de manter. Diante desse quadro, é lamentável que os vereadores de Jeremoabo, em vez de se dedicarem a debates técnicos e produtivos, estejam “discutindo o sexo dos anjos”, ou seja, se perdendo em assuntos irrelevantes como a data de emancipação política do município. Em vez disso, deveriam estar ajudando o prefeito a encontrar soluções práticas, promovendo estudos técnicos e medidas legislativas que ajudem a sanar o problema financeiro do transporte escolar e garantam o direito dos alunos de chegar à escola.

Sem uma política nacional mais justa e equilibrada — e sem o engajamento real do poder legislativo local — o transporte escolar continuará sendo um desafio diário. O sonho de muitos alunos de chegar à escola com segurança seguirá dependendo do esforço heroico das prefeituras, enquanto o debate político local insiste em ignorar as necessidades mais urgentes da população.

É urgente que o Governo Federal revise os critérios de repasse de recursos para o transporte escolar, levando em conta as dimensões territoriais, as condições das estradas e o custo regional do combustível. Também é necessário ampliar a assistência técnica e operacional aos municípios, garantindo que a gestão do transporte escolar seja planejada com base em dados e não em improvisos.

Investir no transporte escolar não é apenas garantir o deslocamento dos estudantes — é assegurar o direito à educação, reduzir a evasão escolar e promover a inclusão social. O país só avançará quando entender que nenhum aluno deve ficar para trás por falta de ônibus, combustível ou estrada — e quando os representantes do povo passarem a discutir soluções, e não vaidades.

 

Marcha para Jesus 2025 reúne grandes nomes da música gospel em celebração de fé e esperança

 










Marcha para Jesus 2025 reúne grandes nomes da música gospel em celebração de fé e esperança

Vitória da Conquista será palco de um dos maiores eventos cristãos do sudoeste baiano, com apresentações de Nívea Soares, FHOP Music, Marcos Semeadores e Ministério Esdras Rodrigues


A cidade de Vitória da Conquista se prepara para viver um sábado de fé e adoração com a realização da Marcha para Jesus 2025, que acontece no dia 8 de novembro. O evento deve reunir milhares de cristãos de diversas denominações em um dos momentos mais aguardados da 19ª Semana da Cultura Evangélica, promovida pela Associação de Pastores Evangélicos de Vitória da Conquista (APEVIC), com apoio do Governo da Bahia e da Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur).


Com o tema “Jesus é o motivo da nossa alegria”, a Marcha para Jesus promete uma grande celebração de comunhão e esperança. A concentração está marcada para as 16h, na Praça Norberto Aurich, com percurso pela Avenida Integração até o Centro de Convenções Glauber Rocha, onde o público será recebido com apresentações de destaque da música gospel nacional, como Nívea Soares, Marcos Semeadores, FHOP Music e o Ministério Esdras Rodrigues.


Mais do que um ato de fé, o evento movimenta o turismo religioso da região e reforça o papel da comunidade evangélica na promoção de valores como solidariedade, amor e paz. A programação é gratuita e aberta a todos que desejam participar dessa manifestação de louvor e gratidão.


Serviço:

Evento: Marcha para Jesus – Vitória da Conquista 2025

Data: Sábado, 8 de novembro, às 16h

Local: Saída da Praça Norberto Aurich, com percurso até o Centro de Convenções Glauber Rocha

Realização: APEVIC – Associação de Pastores Evangélicos de Vitória da Conquista

Entrada: Gratuita

Mais informações: @apevic.oficial


Pauta enviada pelo jornalista Fábio Almeida

Em destaque

Um terço dos cursos de medicina não atinge nota satisfatória em exame do MEC e pode sofrer sanção

  Um terço dos cursos de medicina não atinge nota satisfatória em exame do MEC e pode sofrer sanção Futuros médicos alcançaram menos de 60% ...

Mais visitadas