Foto: Divulgação/Governo do Estado
A ordem de serviço para o início das obras do novo Hospital Universitário de Paulo Afonso será assinada nesta sexta-feira (7), às 15h, na Praça do Coreto, na Chesf, com a presença do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. O evento marca o início oficial da execução de um dos projetos de saúde mais aguardados da região.
O novo hospital é fruto de uma parceria entre o Governo da Bahia, o Governo Federal, a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e a Eletrobrás/Chesf. O projeto foi articulado com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que garantiu a participação da Ebserh na gestão da unidade e o suporte da Eletrobrás na aquisição de equipamentos.
A obra representa um investimento estimado em R$ 155 milhões e prevê um hospital de referência regional, com 165 leitos — sendo 30 de UTI (20 adultos e 10 neonatal) —, além de seis salas cirúrgicas, duas delas obstétricas. O prazo de execução estabelecido é de 18 meses a partir do início efetivo dos trabalhos.
Com gestão vinculada à Univasf/Ebserh, o hospital atenderá 22 municípios da região e deverá fortalecer tanto a assistência de média e alta complexidade quanto a formação de profissionais da área da saúde. A cerimônia será realizada na Praça do Coreto, na Chesf, e contará com a presença de autoridades estaduais, federais e lideranças locais.
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Nota da Redação Deste Blog - O Caminho da Esperança: A Luta e a Conquista pelo Novo Hospital Universitário de Paulo Afonso
A assinatura da ordem de serviço para a construção do novo Hospital Universitário de Paulo Afonso representa um marco histórico para o sertão baiano. É uma vitória do povo, conquistada com luta, persistência e união de forças que transcendem governos e siglas partidárias. O governador Jerônimo Rodrigues, com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, concretiza um sonho antigo que por muito tempo pareceu distante, travado por entraves políticos e financeiros.
A obra representa um investimento de R$ 155 milhões e prevê um hospital de referência regional, com 165 leitos, sendo 30 de UTI — 20 adultos e 10 neonatais —, além de seis salas cirúrgicas, duas delas voltadas à obstetrícia. O prazo de execução é de 17 meses a partir do início dos trabalhos, e a expectativa é de que o novo hospital revolucione o atendimento de saúde pública em Paulo Afonso e nas cidades vizinhas como Glória, Santa Brígida, Rodelas, Jeremoabo, Chorrochó e Abaré.
Esse avanço não caiu do céu. Foi fruto de uma longa caminhada. O projeto enfrentou bloqueios orçamentários e barreiras políticas impostas pelo governo anterior, marcado pelo culto ao “mito”, que sucateou a saúde e a educação pública. Além disso, houve resistência de políticos locais, que tentaram, por conveniência, atrasar um projeto essencial para toda a região. Mas prevaleceu a força da sociedade civil organizada, de vereadores comprometidos, de deputados atuantes e da Justiça Federal, que garantiu o prosseguimento legal do processo.
É importante destacar também o empenho dos ex-vereadores naquela ocasição, José Ivaldo e Raimundo Caires, que ainda em suas atuações plantaram as sementes desse projeto, lutando para que Paulo Afonso se tornasse um polo regional de saúde e ensino. Hoje, o sonho amadurece e ganha corpo com o novo hospital universitário — um equipamento que trará atendimento especializado, formação de profissionais da saúde, geração de empregos e desenvolvimento econômico.
Entretanto, enquanto Paulo Afonso avança, Jeremoabo segue na contramão do progresso. O que se observa na Câmara de Vereadores é uma inversão de valores preocupante: em vez de buscar o governador Jerônimo para reivindicar uma reforma estrutural urgente no Hospital Municipal de Jeremoabo, os vereadores parecem mais preocupados em retirar nomes históricos de escolas e debater, sem propósito, a data da emancipação política do município — assunto resolvido há mais de um século.
É triste constatar que, enquanto o vizinho município se prepara para receber um hospital de ponta, Jeremoabo amarga uma saúde primária precária, carente de recursos técnicos, profissionais e estruturais. Falta visão, sobra vaidade. Os vereadores, que deveriam ser fiscais e aliados do desenvolvimento, parecem agir apenas para garantir empregos a parentes, amigos e cabos eleitorais.
Diante desse cenário, resta ao prefeito Tista de Deda tentar realizar milagres em meio ao caos herdado, enfrentando um sistema viciado e uma classe política que insiste em permanecer prisioneira do atraso. A chamada “maldição dos capuchinhos”, expressão simbólica usada por muitos para descrever o círculo vicioso de estagnação política e social de Jeremoabo, parece ainda pairar sobre a cidade.
Por isso, é hora de romper com o comodismo e o clientelismo. A Câmara de Vereadores de Jeremoabo precisa compreender que seu papel não é bajular o poder nem se ocupar de temas irrelevantes, mas atuar como parceira do progresso, elaborando projetos, fiscalizando com responsabilidade e ajudando o prefeito a buscar soluções técnicas e financeiras para a crise da saúde pública. O povo não precisa de discursos vazios nem de festas políticas — precisa de postos equipados, médicos capacitados e hospitais funcionando com dignidade.
Que o exemplo de Paulo Afonso sirva como chamada à consciência: quando há união, planejamento e compromisso com o interesse coletivo, o desenvolvimento acontece. Que Jeremoabo desperte antes que o tempo cobre o preço da omissão.
