domingo, outubro 05, 2025

"Introdução ao livro "Empresariado e Ditadura no Brasil" (organizado por Pedro Campos, Rafael Brandão e Renato Lemos)" by Pedro Henrique Pedreira Campos

 

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Introdução ao livro "Empresariado e Ditadura no Brasil" (organizado por Pedro Campos, Rafael Brandão e Renato Lemos)
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Author Photo Pedro Henrique Pedreira Campos
2020, Empresariado e Ditadura no Brasil
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ABSTRACT
Introdução do livro "Empresariado e Ditadura no Brasil", escrito por Pedro Campos, Rafael Brandão e Renato Lemos
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Nova Canudos Mostra o Caminho: O Poder do Título Cidadão Honorário

Nova Canudos Mostra o Caminho: O Poder do Título Cidadão Honorário

A concessão de títulos de Cidadão Honorário deveria ser um ato de reconhecimento solene, destinado a figuras que realmente contribuíram de forma significativa para o desenvolvimento de um município. Infelizmente, este blog tem criticado frequentemente a Câmara de Vereadores de Jeremoabo por banalizar essa honraria, tornando muitos títulos inócuos.

No entanto, a vizinha Nova Canudos deu uma verdadeira aula de como valorizar o seu município. Ao conceder o título a um Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a administração elevou o status da honraria e, consequentemente, o nome da cidade.

Homenagear uma autoridade de tamanha relevância nacional não é apenas um gesto de cortesia; é uma estratégia inteligente que coloca o município em evidência e cria laços com esferas de poder que podem trazer benefícios futuros para a população.

É um contraste claro: enquanto alguns municípios usam o título para agradar grupos internos ou políticos de pouca expressão, Nova Canudos demonstrou que reconhecer a excelência e a importância de figuras nacionais enaltece a própria cidade. Fica a lição para Jeremoabo: a concessão de um título deve refletir a ambição e o prestígio que o município deseja alcançar.


Você acredita que a concessão de títulos de Cidadão Honorário a figuras públicas de alto escalão é uma forma eficaz de atrair a atenção do Governo Federal e Estadual para um município?

O Vazio na Audiência: O Impacto da Saída de Júnior de Santinha na Rádio Jornal

                                        Foto Divulgação - Rádios.com.br


O Vazio na Audiência: O Impacto da Saída de Júnior de Santinha na Rádio Jornal

Em rádio, a audiência é a prova de fogo para qualquer comunicador, e o radialista Júnior de Santinha parece ter deixado um vazio que ecoa nos números da Rádio Jornal 91,3 de Aracaju. Embora o ditado afirme que ninguém é insubstituível, os dados de audiência levantam sérias dúvidas sobre a validade dessa máxima.

O programa de Júnior de Santinha, conhecido por seu cunho popular e pela intensa participação dos ouvintes, cativava o público. Com a saída do radialista, a rádio registrou uma queda perceptível no ranking de audiência.

Segundo uma pesquisa baseada nas métricas de visitas do site https://www.google.com/search?q=R%C3%A1dios.com.br, a emissora viu seus números caírem drasticamente no período de agosto a setembro, época do afastamento do locutor. Em agosto, as visitas registradas foram de 67.187, enquanto em setembro o número despencou para 54.228.

A diferença de mais de 12 mil visitas não pode ser ignorada. Seja por coincidência ou não, a queda sugere que a conexão direta e a popularidade de Júnior de Santinha eram o principal motor para manter o engajamento da Rádio Jornal. O público não apenas ouvia, mas participava e se sentia representado pelo radialista.


Você acredita que a força de um comunicador popular pode ser o fator mais determinante para a audiência de uma rádio?

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Governo põe lei anti-Magnitsky em banho-maria em meio a negociações entre Lula e Trump

 Foto: Daniel Torok/Arquivo/Divulgação

Donald Trump04 de outubro de 2025 | 17:01

Governo põe lei anti-Magnitsky em banho-maria em meio a negociações entre Lula e Trump

mundo

A possível reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump levou o governo brasileiro adotar cautela na elaboração de um projeto de lei destinado a limitar os impactos econômicos de sanções americanas.

A gestão Lula discute com ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e a cúpula do Congresso a apresentação de uma proposta com o objetivo de proteger empresas e instituições financeiras que possam ser alvo de punições dos EUA —como a Lei Magnitsky— ou que mantenham relações comerciais com entidades ou indivíduos atingidos por essas medidas.

As discussões preveem o impedimento da aplicação automática de punições estrangeiras a empresas brasileiras. A proposta busca conferir robustez institucional, por meio de uma lei aprovada pelo Congresso, ao entendimento defendido pelo ministro do STF Flávio Dino —que, em decisão de agosto, afirmou que ordens judiciais e executivas de governos estrangeiros não têm validade no Brasil sem homologação do Supremo.

Com o apoio de uma ala da Corte, a minuta do projeto prevê a criação de um conselho composto por representantes dos Três Poderes e da sociedade civil, responsável por deliberar sobre a aplicação de sanções estrangeiras em território nacional. Pela proposta em debate, o colegiado seria formado por integrantes da Procuradoria-Geral da República, da Advocacia-Geral da União, além de ministros, parlamentares e representantes da sociedade civil.

Segundo autoridades envolvidas nas discussões, o colegiado poderia autorizar em casos excepcionais o cumprimento no Brasil de exigências do governo americano, caso se comprove o risco de prejuízos financeiros significativos para a empresa brasileira que se recusar a adotar as sanções.

A minuta já foi apresentada a ministros do STF, lideranças do Congresso e representantes do setor financeiro. O objetivo é garantir que a iniciativa conte com o respaldo não apenas do Executivo, mas também do Legislativo e do Judiciário.

Para as instituições privadas brasileiras, seria uma forma de justificar ao governo americano o eventual descumprimento de sanções não autorizadas pelo conselho que seria criado.

Fontes próximas às tratativas afirmam que o texto em discussão se inspira em legislações existentes no Canadá e na União Europeia.

No caso europeu, um estatuto especial protege operadores econômicos contra leis extraterritoriais. Criada nos anos 1990, a norma foi pensada para empresas que mantinham negócios com Irã e Cuba, ambos sob sanções americanas.

Embora o estatuto proíba o cumprimento automático dessas medidas, ele também prevê a possibilidade de empresas solicitarem autorizações à Comissão Europeia para se adequar a eventuais exigências dos EUA.

Apesar de representar um arcabouço jurídico mais sólido do que a decisão judicial de Dino, fontes com conhecimento das discussões ponderam que é difícil garantir a efetividade de uma norma do tipo.

Isso porque o governo ou a Justiça americana podem, ainda assim, impor punições como bloqueio de acesso ao mercado dos EUA a empresas ou países que contornem sanções impostas por Washington.

Apesar das conversas em curso no STF, no Palácio do Planalto e no Congresso, a avaliação dentro do governo é que o momento não é propício para o avanço do projeto.

O envio de uma proposta dessa natureza ao Congresso poucos dias após Trump elogiar a “excelente química” com Lula poderia ser interpretado como um gesto hostil, reabrindo tensões diplomáticas entre os dois países.

Um ministro admite que a possibilidade de um encontro entre os dois líderes freou o andamento do projeto.

Mesmo assim, integrantes do governo Lula ainda nutrem a expectativa de que o petista possa negociar com Trump a revogação de sanções impostas pelos EUA. Entre elas, a Lei Magnitsky aplicada contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Catia Seabra e Adriana Fernandes/FolhapressPolitica Livre

Lula amplia propaganda nas redes a 1 ano da eleição e foca soberania, IR e influenciadores

Foto: Antônio Cruz/Arquivo/Agência Brasil
O presidente Lula05 de outubro de 2025 | 07:03

Lula amplia propaganda nas redes a 1 ano da eleição e foca soberania, IR e influenciadores

brasil

O governo Lula (PT) mudou a estratégia de comunicação a um ano da eleição de 2026, ampliou a verba para anúncios na internet e passou a apostar em influenciadores e modelos de vídeos virais, tendo como foco o discurso de soberania e de justiça tributária.

Dados parciais da Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência mostram que a pasta passou a direcionar cerca de 30% da verba publicitária para sites e plataformas digitais, contra 20% no ano anterior.

A nova estratégia de comunicação da Secom, elaborada pelo ministro Sidônio Palmeira, contrasta com a orientação anterior, de Paulo Pimenta (PT), que defendia aumentar o investimento em rádios como forma de alcançar a população mais pobre e distante das capitais —ele deixou o cargo em janeiro.

O novo ministro nomeou Mariah Queiroz para a secretaria de Estratégias e Redes. Ela trabalhava na comunicação do prefeito de Recife, João Campos (PSB), um dos políticos de maior projeção nas plataformas digitais.

Ao menos 20 influenciadores digitais foram contratados para participar de campanhas desde agosto. A aposta é tentar replicar modelo de vídeos que viralizam na internet, como o de “gatinhos” explicando propostas do governo.

Em propaganda publicada na última semana nas redes “gov.br”, por exemplo, o apresentador João Kléber transporta o seu “teste de fidelidade” —quadro popularesco que visava provocar e “flagrar” eventuais adúlteros— à disputa entre os governos Lula e Donald Trump, aliado à família Bolsonaro.

No vídeo, o apresentador diz estar nas ruas de São Paulo para saber “se o povo é fiel ao nosso país” ou “vai dar aquela escapadinha para o lado de fora”. Ele pergunta para uma série de pessoas se elas preferem Pix ou cartão de crédito, novela brasileira ou mexicana, futebol brasileiro ou americano.

João Kléber encerra o vídeo afirmando que o “povo é fiel ao nosso país” e diz que o governo também protege o Brasil.

Nos bastidores, petistas dizem que o tarifaço de Trump caiu no colo do marketing lulista, permitindo ao governo e ao partido retomarem em parte a defesa da soberania e das cores verde e amarelo, usadas como mote do bolsonarismo havia anos.

Em julho, a página do governo fez publicação em alusão às declarações de Trump em defesa de Bolsonaro. A peça da Secom apresenta uma montagem com fotos de “gatinhos” que falam sobre a “soberania nacional”.

“O país dos cães pode até ter um cachorro mandão, pode negociar com os gatinhos, sugerir parcerias, latir de vez em quando. Mas não pode, por exemplo, querer decidir o que os gatinhos vão fazer no país dele, muito menos meter o focinho nas decisões da justiça felina”, diz o vídeo.

A publicação foi feita no momento em que se aproximava o julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) que condenou o ex-presidente Bolsonaro pela trama golpista.

A questão da justiça tributária tem como principal mote o projeto que ampliou a isenção do Imposto de Renda a R$ 5.000 e que elevou a taxação de quem tem renda mensal superior a R$ 50 mil.

“Numa vitória histórica do povo brasileiro, os deputados mantiveram a compensação pelos super-ricos, que passarão a contribuir de forma mais justa”, diz texto governista em menção à aprovação da proposta de forma unânime na Câmara dos Deputados.

A Secom afirmou, em nota, que a participação dos influenciadores e produtores de conteúdos nas campanhas reflete os novos hábitos dos brasileiros na hora de buscar informações, “com aumento marcante do tempo dedicado à navegação nas redes”.

“Essa ação está em absoluta conformidade com a legislação vigente sobre a comunicação pública.”

A pasta diz não negociar diretamente com os influenciadores. Afirma ainda que eles são contratados pelas agências de publicidade, sendo pagos com verbas de produção das campanhas.

Em geral, as agências colocam um teto de R$ 20 mil por vídeo de cachê por vídeo produzido por influenciadores, segundo autoridades que acompanham as negociações. Questionada, a Secom não informou quanto cada influenciador recebeu.

No caso da peça “Teste de Fidelidade ao Brasil”, a Secretaria diz que a participação de João Kléber foi ofertada “de forma bonificada” pelo Kwai, “a partir da compra de espaços que já seria feita dentro da plataforma para exibição de conteúdo promocional”.

Os dados parciais de execução de publicidade da Secom apontam que o Kwai recebeu ao menos R$ 7 milhões em anúncios, sendo a terceira empresa digital mais beneficiada pelas verbas federais.

O ranking da propaganda online da Secretaria é liderado pelo Google, que também distribui os anúncios no Youtube. A empresa recebeu ao menos R$ 26 milhões, dentro de R$ 235 milhões distribuídos pela pasta neste ano a todos os meios —incluindo TVs, rádios, jornais e outras mídias.

No ano passado, em cerca de R$ 370 milhões de propagandas da Secom, o Google recebeu R$ 10 milhões.

A mudança de estratégia do governo fez a empresa pular de sexto para segundo veículo mais beneficiado em todos os meios de 2024 para 2025, atrás apenas da TV Globo, que recebeu R$ 54 milhões neste ano. O canal nacional da TV Record é o atual terceiro veículo mais beneficiado, com R$ 25 milhões em anúncios da Secom, segundo os dados ainda parciais da pasta.

Parte dos influenciadores que gravam para o governo não é remunerada. Há casos em que a Secom pede e eles assinam documentos cedendo os vídeos.

Autoridades que integravam gestões anteriores da secretaria dizem que havia receio de contratar influenciadores por causa da dificuldade de explicar ao órgãos de controle os critérios de seleção e remuneração.

Mesmo com a nova estratégia, a propaganda em TV ainda consome cerca de metade da verba de anúncios da Secom. Depois da internet (cerca de 30%), os principais destino são rádios (10%), mídia exterior (como painel e outdoor, com 8%), jornais (1,1%), revistas (0,18%) e cinema (0,14%), de acordo com os valores disponíveis.

Os percentuais ainda podem se alterar, pois a divulgação dos detalhes dos gastos do governo em propaganda é lenta. Mas outras bases de dados também apontam que disparada da propaganda nas redes.

Mateus Vargas e Ranier Bragon/Folhapress

Politica Livre 

Ao menos no papel, EUA agora reforçam à tese da “paz em dois Estados”


Palestinian Authority withdraws from Qatar funding scheme for Gaza - Qatari envoy | Reuters

Gaza era muito próspera antes de ser destruída por Israel

Demétrio Magnoli
Folha

“O plano de 20 pontos para encerrar a guerra em Gaza é tudo com que os israelenses sonharam —ou mesmo fantasiaram. Às vezes, parece mais uma lista de exigências de Israel do que compromissos diplomáticos” (Roy Schwartz, editor senior do jornal Haaretz). “Netanyahu obteve quase tudo que queria, graças a Trump” (Mohamad Bazzi, professor de jornalismo da New York University). Equivocam-se os dois: se aplicado, o plano dissolveria a utopia genocida do Grande Israel.

A aposta fácil é no fracasso do plano, porque: a) quase tudo termina em desastre na Terra Santa; b) seu caráter genérico exige complexas negociações a cada etapa, abrindo as portas para manobras de sabotagem de Netanyahu e do Hamas.

DOIS ESTADOS – Contudo, quem está no negócio da análise política, não no das apostas, precisa reconhecer o principal: os EUA retornaram, ao menos no papel, ao princípio da paz em dois Estados.

Netanyahu assumiu o programa da ala extremista de seu gabinete, que prega a limpeza étnica da Faixa de Gaza e o enterro da ideia de um Estado Palestino. Trump impulsionou tal programa ao delinear a visão da “Riviera do Oriente Médio”.

Num giro de 180 graus, porém, seu plano afirma o direito dos palestinos viverem em Gaza e, ainda, seu direito a um Estado independente. Nada disso é invenção do atual presidente americano: são propostas apresentadas no passado pelo governo Biden e inscritas num esboço recente formulado por Macron junto com os sauditas.

OUTRO PROTETOR – O giro de Trump foi deflagrado pelo bombardeio de Doha por Israel. Os países do Golfo beneficiam-se da proteção estratégica dos EUA. Se essa proteção perde valor, tenderão a procurar outro protetor —isto é, a China.

Não por acaso, foi da Casa Branca que Netanyahu enviou suas desculpas ao primeiro-ministro do Qatar. A vaidade, bússola maior de Trump, desempenha papel protagonista: o presidente americano, que sonha com o Nobel da Paz, colocou-se na posição de chairman do Conselho da Paz, órgão de supervisão geral do plano.

Netanyahu diria não, se pudesse. Disse não a Biden, pois sabia que seu interlocutor jamais abandonaria Israel. Diante de Trump, só sabe que tudo pode acontecer.

ROLETA RUSSA – O inédito isolamento internacional do Estado judeu proíbe-lhe brincar de roleta russa com o governo dos EUA. Por esse motivo, tenta reinterpretar o plano, sugerindo falsamente que ele não contém a promessa, lá no fim do arco-íris, da autodeterminação estatal palestina. Mas o sucesso de sua sabotagem exigiria uma negativa do Hamas, o parceiro tácito de sempre.

O Hamas encontra-se na encruzilhada. Seus dirigentes exilados inclinam-se a aceitar o plano, pois são cativos do Qatar, que opera junto com Trump. Por outro lado, os dirigentes em Gaza, que controlam o destino dos reféns israelenses, tendem a recusá-lo, pois o desarmamento extinguiria sua influência política. Uma rejeição reabriria o cenário da limpeza étnica, com o beneplácito de Trump. Seu sim condicional evidencia uma completa falta de opções.

Sobram motivos para objeções palestinas. Inexistem garantias firmes sobre a retirada israelense. O Conselho da Paz e a força internacional de estabilização configurariam um novo protetorado. O “caminho crível” rumo ao Estado Palestino aparece como mera declaração de intenções. O Hamas compartilha com o governo de Netanyahu uma oposição absoluta à paz em dois Estados. O plano de Trump encurrala os dois inimigos-irmãos.


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