quarta-feira, agosto 06, 2025

Prisão de Bolsonaro deve antecipar novas sanções dos EUA contra STF


Charge do JCaesar: 21 de julho | VEJA

Charge do JCaesar (VEJA)

Johanns Eller
O Globo

A determinação da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes precipitará novas sanções dos Estados Unidos contra autoridades da Corte e do Judiciário, segundo aliados do ex-presidente com interlocução junto à Casa Branca de Donald Trump.

Antes da ordem de Moraes, a expectativa no bolsonarismo era de uma trégua na ofensiva americana sobre o Supremo, para, nas palavras do ex-apresentador Paulo Figueiredo, deixar o “sistema digerir” as sanções impostas ao ministro pelo governo Trump no âmbito da lei Magnitisky, chamada informalmente de “pena de morte financeira”.

ISOLAMENTO – A expectativa de Figueiredo, de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e dos aliados mais próximos era de que as medidas de Trump levassem os ministros do Supremo a reavaliar o apoio que tem dado internamente a Moraes, levando a um isolamento dele na Corte.

Imaginavam, ainda, que esse movimento facilitasse a votação do projeto que anistia os presos do 8 de janeiro na Câmara dos Deputados, que já tem assinaturas suficientes para ser analisada no plenário em regime de urgência, mas foi deixado em banho maria pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Caso a Corte e o Congresso brasileiro não recuassem, os bolsonaristas sempre previram a inclusão de outras autoridades do Judiciário na lista da Magnitsky – como o decano do STF, Gilmar Mendes, o presidente do tribunal, Luís Roberto Barroso, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

ANTECIPAÇÃO – Com a prisão domiciliar de Bolsonaro, essas etapas deverão ser antecipadas, apostam aliados com quem a equipe da coluna conversou logo após a prisão.

O ministro do STF foi incluído na lista da Magnitsky na última quarta-feira (30) após meses de especulações. Desde março, quando se licenciou do mandato para ficar nos Estados Unidos em uma espécie de autoexílio, o deputado Eduardo Bolsonaro ameaçava com a inclusão de Moraes e de outros ministros do Supremo entre os sancionados pela lei.

Depois que Trump anunciou o aumento das tarifas sobre os produtos brasileiros para 50%, exigindo como contrapartida o fim do processo contra Bolsonaro, e ainda incluiu Moraes na Magnitisky, integrantes do Supremo e aliados do ex-presidente em Brasília tentaram engatar uma conversa de bastidores com vistas a buscar algum tipo de acordo.

SEMANA PASSADA -Um desses encontros se deu no início da semana passada, quando as sanções da Magnitisky já eram esperadas, mas não estavam em vigor ainda. Lideranças do PL tomaram um café da manhã com o decano do STF, Gilmar Mendes, para discutir a situação.

A conversa, porém, foi definida pelos dois lados como ‘muito ruim”, porque Gilmar disse que o Supremo não recuaria e não aceitaria, por exemplo, enviar os processos dos golpistas e do 8 de janeiro para a primeira instância – e os bolsonaristas, por sua vez, diziam que não poderiam evitar as sanções.

Na abertura do segundo semestre do Judiciário, o ministro Alexandre de Moraes disparou contra os Bolsonaro em seu discurso no Supremo. Para o magistrado, a ofensiva de Eduardo nos EUA reflete a ação de “uma organização criminosa que age de maneira covarde e traiçoeira” com o objetivo de “tentar submeter o funcionamento do STF ao crivo de autoridade estrangeira”.

NÃO SE VERGARÃO – Moraes declarou, ainda, que a Corte, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal “não se vergarão a essas ameaças”.

Bolsonaro já estava submetido ao monitoramento por tornozeleira eletrônica e o recolhimento domiciliar noturno desde o último dia 18.

Segundo Moraes, ele desrespeitou as medidas cautelares impostas pelo STF no último final de semana, em especial quando o ex-presidente se dirigiu a apoiadores através de uma ligação de vídeo com o filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e outra chamada com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) durante atos bolsonaristas no Rio de Janeiro e na Avenida Paulista, em São Paulo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A quem interessa esse tipo de impasse. O Brasil é um dos países que mais podem se beneficiar da disputa entre Estados Unidos e China/Rússia, porque tem condições de negociar com os dois grupos simultaneamente. Mas a curta visão de Lula, de Moraes e dos bolsonaristas favorece o confronto, e quem sai perdendo são os brasileiros, como um todo(C.N.)


SMTT iniciará otimização de semáforos na Barão de Maruim

 

Serviços iniciarão nesta quarta-feira, 6, e provocarão alterações no trânsito

A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Aracaju (SMTT) inicia, nesta quarta-feira, 6, a otimização do sistema semafórico em toda a extensão da Avenida Barão de Maruim. As intervenções serão realizadas em cinco etapas e envolvem obras no meio da via para a passagem de cabeamento, além da substituição de equipamentos que controlam os semáforos.

De acordo com o diretor de Planejamento e Sistemas da SMTT, Flávio Novais, a primeira etapa ocorre no cruzamento da avenida com a Avenida Ivo do Prado, onde será feita a substituição de alguns equipamentos. Também será realizada uma obra no trecho entre a Rua Vila Cristina e a Rua Dom José Thomaz, com cortes nas calçadas e vias para a passagem do cabeamento elétrico.

As demais etapas acontecerão sequencialmente nos cruzamentos com a Rua Itabaiana, Rua Santa Luzia, Rua Arauá, Rua Lagarto e Avenida Gonçalo Prado Rollemberg. Paralelamente, será executada a última etapa, que contempla a troca de equipamentos no cruzamento da Barão de Maruim com a Avenida Hermes Fontes.

Durante as intervenções, os semáforos dos cruzamentos afetados poderão ser temporariamente desligados. Nestes momentos, agentes de trânsito atuarão nos locais para orientar o fluxo de veículos.

Os serviços impactarão o tráfego na região. Inicialmente, as faixas centrais da via serão interditadas, enquanto as laterais permanecerão liberadas nos dois sentidos. Posteriormente, haverá inversão: as faixas centrais serão liberadas e as laterais interditadas.

Segundo Flávio Novais, ao longo de toda a avenida também estão sendo instaladas câmeras que integram o novo sistema semafórico. Esses equipamentos farão a leitura de dados como a quantidade e o tipo de veículos que circulam pelo local, contribuindo para a melhoria da mobilidade urbana.

Com informações da SMTT

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Prisão de Bolsonaro é a ponta do iceberg


Marina Dias, da Pública aliados@apublica.org 
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5 de ago. de 2025, 19:51 (há 11 horas)
para mim

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O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro teve a prisão domiciliar decretada ontem (4), após ter participado por telefone de uma manifestação contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e em defesa de sua anistia. Apesar de sua prisão recente, a Agência Pública acompanha o caso há muito tempo. Nós cobrimos cada etapa do julgamento da tentativa de golpe de estado, sempre estivemos de olho nas articulações e alianças do clã Bolsonaro com a extrema direita norte-americana e também aos ataques ao STF promovidos por Jair e seus apoiadores.

Desde 2019, a equipe da Pública acompanha de perto a aproximação de Eduardo Bolsonaro de figuras da extrema-direita dos Estados Unidos. Em 2023, revelamos que ele passou a articular sanções americanas contra o STF – movimentações que resultaram no tarifaço de Trump contra o Brasil.

Contamos na mão as 77 reuniões feitas por Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos ao longo do governo do pai e demos os nomes aos seus principais aliados. Mostramos também que Eduardo abriu uma empresa no país, que tinha “indícios de lavagem de dinheiro”, como definiram especialistas. Quando contatamos o deputado para fazer questionamentos, ele encerrou o contrato. Desde então, seguimos nessa mesma toada, alternando entre investigações das negociações do bolsonarismo nos EUA e seus negócios por lá. 

Hoje, na live “Trump, Bolsonaro e as eleições de 2026”, nossa diretora executiva, Natalia Viana, e o professor, ativista e colunista, James Green, analisaram como resistir à ofensiva bolsonarista-trumpista e de que forma os EUA podem influenciar as eleições no Brasil ano que vem. Durante a conversa, um comentário chamou atenção: foi Steve Bannon (ex-estrategista de Donald Trump e aliado da família Bolsonaro) que escolheu Eduardo como líder da extrema-direita na América Latina.

Além disso, Bannon também cunhou o termo “primavera brasileira”, que passou a ser utilizado no final de 2022 para se referir aos acampamentos e protestos que buscavam manter Jair Bolsonaro no poder, ainda que isso fosse contra os resultados democráticos. 

Uma investigação que publicamos hoje revela um pouco mais do envolvimento de bolsonaristas com o trumpismo. Uma empresa do influenciador Paulo Figueiredo, que rodou pelos Estados Unidos com Eduardo Bolsonaro pedindo sanções ao Brasil, é citada em uma ação judicial norte-americana relacionada a um caso de falência. A ação busca recuperar transferências que teriam sido parte de uma fraude bilionária liderada, de acordo com apurações do Mother Jones, pelo magnata chinês Miles Guo, trumpista e ex-sócio de Steve Bannon.

Guo, desde 2015, está auto-exilado nos EUA. Ele foi condenado por nove crimes, entre eles lavagem de dinheiro e organização criminosa. 

Amanhã entra em vigor mais uma medida orquestrada pela aliança bolsonarista-trumpista: a tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos. A justificativa para a medida foi que as autoridades brasileiras estariam prejudicando empresas americanas, o direito à liberdade de expressão dos cidadãos norte-americanos e a economia do país. 

Mas assim como mostramos que a investigação comercial ordenada por Trump a respeito do pix é resultado de uma retaliação das big techs que andam insatisfeitas com os rumos de decisões brasileiras sobre as regulamentações digitais, quem garante que o tarifaço não é apenas mais uma forma de tentar controlar a política interna do Brasil?


Quem acompanha a Pública entende os bastidores antes que virem manchete. Ajude a manter esse jornalismo corajoso e vigilante. Apoie nossas próximas investigações - torne-se um Aliado hoje!
 
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Marina Dias
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terça-feira, agosto 05, 2025

Prisão de Bolsonaro irrita ministros do STF, isola Moraes e pode ser reconsiderada

 Foto: Antonio Augusto/ STF/Arquivo

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal)05 de agosto de 2025 | 18:15

Prisão de Bolsonaro irrita ministros do STF, isola Moraes e pode ser reconsiderada

brasil

A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL) irritou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e deixou Alexandre de Moraes isolado na Corte.

Magistrados inclusive que não participam do julgamento do ex-presidente na Primeira Turma, e também alguns que a integram, consideram que a decisão foi exagerada, desnecessária e insustentável do ponto de vista jurídico.

Com isso, dizem, o ministro debilita o STF justamente no momento em que a Corte, e especialmente ele próprio, estão sob feroz ataque de uma potência estrangeira, os EUA.

A aposta entre integrantes do Supremo é a de que Moraes vai reconsiderar a determinação de mandar Bolsonaro para a prisão domiciliar.

Do ponto de vista técnico, magistrados ouvidos pela reportagem consideram que não faz sentido Moraes afirmar, em decisão anterior, que Bolsonaro estava liberado para “proferir discursos em eventos públicos ou privados” e na sequência mandar prender o ex-presidente porque ele falou a manifestantes em Copacabana no domingo (3).

Neste dia, por meio de ligação telefônica transmitida em viva-voz por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, o ex-presidente disse “boa tarde, Copacabana. Boa tarde, meu Brasil. Um abraço a todos. É pela nossa liberdade. Estamos juntos”.

Do ponto de vista político, integrantes do STF afirmaram que a decisão de Moraes teve o condão de quebrar o consenso que existia até então entre amplos setores do empresariado, da imprensa e da opinião pública de que os ataques do presidente norte-americano Donald Trump ao Brasil estavam tendo respostas adequadas do STF.

O vento estava a favor do Supremo e contra Trump e Jair Bolsonaro. Mas desde a segunda (4), dizem, começou a mudar.

Antes da prisão de Bolsonaro, diversas pesquisas mostravam que a população brasileira estava contra as atitudes de Trump que condenava a família Bolsonaro por causa do tarifaço. A reação de Lula em defesa da soberania brasileira também era aprovada pela maioria.

Empresários, economistas, cientistas políticos, advogados, diplomatas e ex-chanceleres eram praticamente unânimes em dizer que o norte-americano tentava submeter o país a uma chantagem e que Bolsonaro e seu filho estavam traindo a própria pátria.

Depois da decisão de Moraes, afirma um magistrado, a conta do tarifaço de Trump começou a cair no colo do STF.

Editoriais de jornais, analistas e empresários passaram a criticar duramente a decisão de Moraes.

A defesa de Bolsonaro já recorreu para que o magistrado reconsidere a determinação.

Mônica Bergamo/FolhapressPolitica Livre

Bolsonaro preso: e agora?

 


Bolsonaro preso: e agora?

 

Rodrigo Augusto Prando, Professor e pesquisador da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Graduado em Ciências Sociais, Mestre e Doutor em Sociologia, pela Unesp.

 

 

Em 4 de agosto, o ex-presidente Jair Bolsonaro teve sua prisão domiciliar decretada por Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
 

Bolsonaro, réu em julgamento no STF, já cumpria medidas cautelares com uso de tornozeleira eletrônica, horários determinados para estar em sua residência e proibição do uso de redes sociais, suas ou de terceiros. Foi, portanto, o descumprimento desta última medida que o levou à prisão domiciliar. E agora, quais os possíveis desdobramentos?
 

Uma questão fundamental: Bolsonaro provocou a prisão? Duas respostas: não, foi um descuido seu e de seu filho ao usar o telefone para participar de manifestações, especialmente, em Copacabana; ou sim, Bolsonaro procurou a prisão.
 

O ex-presidente tem bons advogados e é orientado, mas o confronto está no DNA do bolsonarismo e, certamente, a prisão foi buscada objetivando a imagem de vítima e de perseguido. Assim, ao que tudo indica, Bolsonaro, como de costume, dobrou a aposta e foi para o tudo ou nada. Ele, seu entorno íntimo e seus apoiadores já vislumbram uma condenação e, desta forma, ao ser preso em condição domiciliar, há um reforço da narrativa interna de perseguição política, de injustiça e de que Moraes é um ditador de toga.
 

No plano internacional Donald Trump, presidente dos EUA, deverá escalar a crise com o Brasil, já que, além do tarifaço, suspendeu vistos de ministros do STF e aplicou a Lei Magnitsky ao ministro Moraes.
 

Ainda na noite de segunda-feira, 4 de agosto, já bem tarde, os EUA, por meio do Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental, do Departamento de Estado, emitiram nota afirmando que: “Os Estados Unidos condenam a ordem de Moraes que impôs prisão domiciliar a Bolsonaro e responsabilizarão todos aqueles que colaborarem ou facilitarem condutas sancionadas” e, ainda: “Impor ainda mais restrições à capacidade de Jair Bolsonaro de se defender publicamente não é um serviço público. Deixem Bolsonaro falar!”. É isso: os EUA querem conduzir nossa Justiça!
 

É muito provável, no cenário em tela, que os EUA penalizem com a Lei Magnitsky, por exemplo, outros ministros do STF e aumentem as tarifas já anunciadas. É provável, mas não certo, já que Trump não opera sempre em uma lógica afeita à racionalidade, mas com arreganhos autocráticos de populistas digitais da extrema direita.
 

Um dos pontos que chama a atenção na decisão de Moraes é que ele registra a participação ativa do senador Flávio Bolsonaro no imbróglio jurídico. Acerca de Flávio Bolsonaro, Moraes assevera: “O Senador Flávio Nantes Bolsonaro, ainda, publicou postagem em seu perfil, na plataforma Instagram, com a legenda de agradecimento aos Estados Unidos da América, em uma clara manifestação de apoio às sanções econômicas impostas à população brasileira”.
 

Lembremos que já está em curso uma investigação em desfavor de Eduardo Bolsonaro, deputado licenciado que, no EUA, apresenta-se como o estrategista que atua contra o Brasil e a favor dos EUA e de sua família. Não bastasse o pai, Jair; agora, Eduardo e Flávio, estão, segundo o que se depreende das manifestações do STF, na condição daqueles que conspiram contra a soberania brasileira, atacando nossas instituições, buscando coagir autoridades do judiciário e, não menos importante, fazendo aquilo que sempre fizeram: inflando as bases radicais do bolsonarismo.
 

A prisão domiciliar de Bolsonaro acelera, no campo da direita, a busca de um sucessor, daquele ator que poderá herdar seu espólio político-eleitoral. Cada um dos postulantes deverá, inexoravelmente, apresentar-se como aquele que abraça as teses extremistas e à família Bolsonaro ou que buscará amainar o discurso e atuar respeitando as instituições e a democracia. Veremos, em breve, cada posição.

 

*O conteúdo dos artigos assinados não representa necessariamente a opinião do Mackenzie.

 

Sobre a Universidade Presbiteriana Mackenzie

 

A Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) foi eleita como a melhor instituição de educação privada do Estado de São Paulo em 2023, de acordo com o Ranking Universitário Folha 2023 (RUF). Segundo o ranking QS Latin America & The Caribbean Ranking, o Guia da Faculdade Quero Educação e Estadão, é também reconhecida entre as melhores instituições de ensino da América do Sul. Com mais de 70 anos, a UPM possui três campi no estado de São Paulo, em Higienópolis, Alphaville e Campinas. Os cursos oferecidos pela UPM contemplam Graduação, Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado, Extensão, EaD, Cursos In Company e Centro de Línguas Estrangeiras.

 

Informações

Assessoria de Imprensa Instituto Presbiteriano Mackenzie

imprensa.mackenzie@agenciarace.com.br

Eudes Lima, Eduardo Barbosa, Guilherme Moraes, Kelly Teodoro e Mariana Chávez
(11) 2766-7280 / (11) 2766-7254

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Datafolha: Congresso tem alta de reprovação e é associado por 78% à defesa dos próprios interesses

 Foto: Leonardo Sá/Agência Senado/Arquivo

Desempenho de senadores e deputados volta a ser mal avaliado por 35%, contra aprovação de 18%05 de agosto de 2025 | 13:14

Datafolha: Congresso tem alta de reprovação e é associado por 78% à defesa dos próprios interesses

brasil

A reprovação popular ao trabalho de deputados federais e senadores voltou a subir, mostra pesquisa do Datafolha, que aponta ainda uma elevada opinião na sociedade de que os congressistas atuam mais em prol de seus próprios interesses —78% dos entrevistados.

Em março do ano passado, ainda nas gestões de Arthur Lira (PP-AL) na Câmara e Rodrigo Pacheco (PSD-MG) no Senado—, o Datafolha havia apontado uma melhora na avaliação do Congresso Nacional, com reprovação (23%) e aprovação (22%) praticamente igualadas.

Agora, os números voltaram a piorar, repetindo os do final de 2023: 35% dizem considerar ruim ou péssimo o desempenho do Legislativo, contra 18% de ótimo ou bom.

Foram realizadas 2.004 entrevistas em todo o Brasil, distribuídas em 130 municípios, nos dias 29 e 30 de julho. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

Desde o final de junho, o Congresso é um dos alvos preferenciais da campanha comandada por petistas e governistas nas redes sociais com o mote “ricos contra pobres”.

Nas peças criadas em grande parte por inteligência artificial, congressistas são descritos como defensores de ricos e de privilégios próprios, em especial após a suspensão do pacote de aumento de impostos decretado pelo governo Lula.

Neste ano, Hugo Motta (Republicanos-PB) assumiu a presidência da Câmara e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a do Senado.

O Datafolha também perguntou aos entrevistados se, em sua opinião, um deputado ou senador pensa mais nos seus próprios interesses ou nos interesses da população ao tomar uma decisão.

Para 78%, os congressistas agem mais em benefício próprio do que no da coletividade. Apenas 18% pensam o contrário.

Na pesquisa, 73% dos entrevistados disseram considerar que os congressistas tratam melhor os ricos que os pobres (só 5% disseram ver o contrário).

Tanto em relação à percepção do trabalho geral como na questão sobre interesses próprios versus interesses da sociedade, a avaliação dos congressistas encontram melhores números entre eleitores de Lula e piores entre simpatizantes do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Nos que pretendem votar em Lula em uma eventual candidatura à reeleição do petista no ano que vem, há empate técnico sobre o trabalho de deputados e senadores —28% de ruim e péssimo e 26% de bom e ótimo. Já entre eleitores de Bolsonaro, a rejeição (38%) supera em muito a aprovação (14%).

Congressistas aliados ao ex-presidente tentam há tempos emplacar no Congresso uma anistia aos condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, mas até agora a proposta foi barrada pelo PT e pelo centrão.

A diferença de percepção se mostra também na afirmação de que deputados e senadores agem pensando mais em benefício próprio —71% entre lulistas dizem pensar assim contra 83% dos bolsonaristas.

O Datafolha também mediu a avaliação do Congresso romando como base o grau de conhecimento dos eleitores sobre o tarifaço promovido pelo governo de Donald Trump contra o Brasil.

O cidadão que declarou conhecimento da medida apontou uma rejeição maior ao Congresso.

Ao todo, 48% dos que se declararam bem informados sobre a taxação classificaram como ruim ou péssimo o desempenho de deputados e senadores. Entre os que disseram não ter tomado conhecimento, a rejeição foi de apenas 20%.

As pesquisas do Datafolha sobre o trabalho do Congresso realizadas desde os anos 1990 mostram uma histórica rejeição popular ao trabalho de deputados e senadores.

A soma dos que declararam considerar ótimo ou bom o desempenho nunca superou 25% desde 1993 —esse índice foi alcançado no final de 2010, último ano do segundo mandato de Lula. A única pesquisa que registrou aprovação numericamente à frente da rejeição (24% a 22%) foi no início de 2003, primeiro ano do primeiro mandato de Lula.

O fundo do poço até agora na avaliação popular do Legislativo foi registrado no final de novembro de 2017, com 60% de reprovação e apenas 5% de aprovação. No mês anterior, a Câmara havia barrado pela segunda vez o andamento de denúncia e consequente afastamento do então presidente Michel Temer (MDB).

Ranier Bragon, Folhapress

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