Lula responde a Trump e a situação vai se agravando
Roberto Nascimento
Viemos realmente num mundo de retrocessos. Agora, por exemplo, nota-se que estamos numa onda senoidal que relembra tempos bicudos do fascismo/nazismo, com golpes de Estado, assassinatos de candidatos a presidente, ameaças de invasões de territórios. Portanto, estamos de volta ao colonialismo, que significa um novo medievalismo.
Nessa nova conjuntura, Groenlândia, Panamá, Canadá e até Croácia e Amazônia estão no radar do novo imperador romano – ops, americano – que tem uma atração fatal por minérios de terras raras, que tanto interessam ao futuro da humanidade.
TRUMP SE MEXE – Em meio a essa nova conjuntura, na segunda-feira Donald Trump fez um movimento em favor de Bolsonaro, como forma de atacar o Brasil, que recebeu integrantes dos BRICS no Rio de Janeiro.
O líder americano ficou incomodado com as falas de Lula, que deu recado indireto aos EUA, criticando as guerra tarifárias e comerciais que estão sendo abertas pelos Estados Unidos, além de defender mais uma vez a possibilidade de trocar o dólar pelas moedas dos países nas relações comerciais.
Nesse particular, os EUA não admitem nenhuma hipótese de abandono do dólar como moeda-padrão, Lula não sabe onde está se metendo, ao defender esse tema.
CASO DA LÍBIA – Muamar Kaddafi, então governante da Líbia, discursou propondo uma nova moeda mundial, em substituição ao dólar. Foi a sentença de morte de Kaddafi e da Líbia, que deixou de ser um país. Era a nação árabe mais ocidentalizada, agora vive há décadas uma guerra de milícias, sem governo, sem nenhum recorte na mídia mundial. Situação dramática vivem os líbios.
Quanto a Trump, de louco e de ogro ele tem um pouco, mas sabe o que pretende fazer. Seu atual objetivo é destruir Lula. Para tanto, vai retaliar o Brasil, primeiro com o aumento das tarifas comerciais, de 10 para 25 por cento.
Lula precisa tomar cuidado, porque o governo Trump está passando o trator em cima de meio mundo. Nós não temos condições de enfrentar a cavalaria trumpista. Teria sido melhor deixar o Itamaraty entrar em ação por meio da diplomacia.
Os pacientes seguem em avaliação médica e realizando exames iniciais nas unidades
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As causas do acidente serão apuradas (Foto: SSP/SE)
Todos os 49 passageiros que estavam em um ônibus interestadual que tombou nesta terça-feira, 8, na rodovia SE-230, no município de Poço Redondo, foram retirados do veículo com vida. O veículo partiu de São Paulo com destino à cidade de Serra Talhada (PE). As causas do acidente serão apuradas.
Após o acidente, a Central de Regulação das Urgências (CRU) enviou ao local Unidades de Suporte Básico (USB) de Nossa Senhora da Glória, Canindé, Monte Alegre e Porto da Folha.
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atendeu 12 vítimas e encaminhou todas para o Hospital Regional de Nossa Senhora da Glória (HRG), nenhuma em estado grave. Outras quatro vítimas deram entrada no HRG por meios próprios.
Os pacientes seguem em avaliação médica e realizando exames iniciais nas unidades. Uma vítima de 77 anos foi encaminhada para o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) após avaliação no Hospital de Glória.
Posição da empresa
A Nova Itapemirim – Suzantur, por meio das redes socais, lamentou o incidente ocorrido em Poço Redondo e acrescentou que todos os passageiros e o motorista encontram-se bem e sem ferimentos graves.
“Todos os atendimentos necessários estão sendo prontamente realizados, e equipes da empresa já estão em diligência no local, prestando todo o suporte necessário. A Nova Itapemirim está empenhada para que todos os passageiros possam seguir viagem até seus destinos com a maior brevidade e segurança possíveis.
Reiteramos nosso compromisso com a segurança, o respeito e o cuidado com nossos clientes”.
por Aisla Vasconcelos
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Tombamento de Patrimônio Histórico: A Casa do Barão de Jeremoabo e a Responsabilidade Coletiva
O Casarão do Barão de Jeremoabo, localizado na Fazenda Caritá, é um bem público de inestimável valor cultural e histórico. Apesar de seu estado de ruína, sua preservação é um imperativo que transcende a vontade de um único gestor municipal, como o prefeito de Sítio do Quinto (município onde o casarão pode estar localizado após desmembramentos territoriais). O tombamento de bens históricos e culturais no Brasil é um processo abrangente, que não depende exclusivamente da decisão de um prefeito.
Embora o município tenha um papel importante na preservação de seu patrimônio cultural, o tombamento pode ser realizado por diferentes esferas de poder e por iniciativa de qualquer cidadão.
Esferas e Iniciativas do Tombamento
O processo de tombamento de um bem pode ser conduzido em três níveis distintos, cada um com seus órgãos e competências:
Nível Federal: O principal órgão responsável é o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Ele atua na proteção de bens de relevância nacional.
Nível Estadual: Cada estado brasileiro possui seus próprios órgãos de proteção ao patrimônio cultural. Na Bahia, por exemplo, o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) é o responsável.
Nível Municipal: Os municípios também têm seus próprios conselhos e departamentos para a proteção do patrimônio local.
É importante destacar que a iniciativa para solicitar o tombamento de um bem não se restringe apenas ao poder público. Qualquer pessoa ou instituição pode iniciar o processo, apresentando a solicitação aos órgãos responsáveis, o que democratiza e fortalece a defesa do patrimônio.
O Processo e Suas Implicações
O processo de tombamento envolve uma série de etapas técnicas e legais:
Avaliação Técnica: Especialistas realizam uma análise aprofundada do bem, avaliando sua relevância histórica, cultural, artística, arquitetônica ou paisagística.
Análise de Relevância: Com base na avaliação, é determinado se o bem preenche os critérios para ser considerado patrimônio e, assim, digno de proteção.
Registro: Em caso de aprovação, o bem é oficialmente registrado em um dos Livros do Tombo específicos para sua categoria (histórico, arqueológico, etnográfico, belas artes ou paisagístico).
Uma vez tombado, o imóvel passa a ter restrições ao seu uso e transformação, visando garantir sua preservação. Isso significa que qualquer intervenção (reforma, demolição, etc.) precisa ser autorizada pelo órgão responsável pelo tombamento. No entanto, é crucial entender que o tombamento por si só não garante a conservação do bem. É fundamental que o proprietário, com o apoio e incentivo do poder público, adote medidas contínuas de conservação e, quando necessário, restauração.
Além do tombamento, existem outras formas de proteção do patrimônio cultural, como o registro (para bens imateriais), o inventário (para catalogar e conhecer os bens) e a desapropriação (em casos extremos, para adquirir o bem e assegurar sua proteção).
A situação da Casa do Barão de Jeremoabo no Caritá, portanto, vai além de uma disputa municipal. É um bem que clama pela atenção das esferas estadual e federal, além da mobilização da sociedade civil, para que sua história não seja perdida e seu legado, definitivamente, preservado.
Jeremoabo: O Grito das Ruínas Históricas e o Dever de Agir
Jeremoabo vive um drama que se desenrola em suas ruínas históricas, um cenário de perda que clama por atenção e ação. Logo ao assumir a prefeitura, Tista de Deda havia manifestado a intenção de desapropriar o Casarão do Coronel João Sá, um valioso patrimônio cultural da cidade. Infelizmente, a inação tem permitido que essa joia siga o mesmo caminho trágico do Casarão do Barão de Jeremoabo na Fazenda Caritá, ambos caminhando a passos largos para o colapso e para o esquecimento.
A recente discussão sobre as ruínas da Casa do Barão na Fazenda Caritá trouxe à tona uma denúncia ainda mais grave. Fomos procurados por Beto da Casa do Criador, um cidadão visivelmente indignado com o abandono do patrimônio. Com um profundo senso de gratidão e lealdade a Jeremoabo, Beto não hesitou em revelar informações alarmantes sobre a Casa do Coronel João Sá.
Segundo Beto, como um dos proprietários do Casarão do Coronel João (que pertence a uma sociedade), ele tem insistido constantemente com os demais sócios para que não permitam que essa relíquia histórica se deteriore. No entanto, a resposta que tem recebido é desoladora: "deixasse cair". Revoltado com essa atitude de descaso contra o patrimônio de Jeremoabo, Beto denunciou que soube que a aquisição da Casa do Coronel João Sá foi uma compra imoral e ilegal. Ele tem dúvidas se o imóvel é tombado ou se já pertence à prefeitura, mas tem certeza de que se trata de um imóvel público.
A Responsabilidade em Ação
Diante da gravidade dessa denúncia, a responsabilidade recai agora sobre as instituições. Cabe aos vereadores de Jeremoabo apurar este caso gravíssimo que, se confirmado, causaria prejuízos imensos ao município. Eles, como fiscalizadores do erário e do patrimônio público, não podem se dar ao luxo de estar "ociosos discutindo o sexo dos anjos" e a "mudança de datas" enquanto o patrimônio se desfaz. Têm a obrigação de apurar com toda a firmeza e urgência que o caso requer, sob pena de omissão e prevaricação.
Da mesma forma, o prefeito Tista de Deda tem o dever de investigar a fundo as alegações de Beto da Casa do Criador e, se for o caso, proceder com a desapropriação para salvar esse importante marco histórico. Por uma questão de justiça, não devemos condenar o prefeito, pois é reconhecido que todas as irregularidades que chegam ao seu conhecimento são apuradas, corrigidas e devidamente providenciadas.
A negligência com o patrimônio é uma ferida aberta na identidade de uma cidade. Jeremoabo não pode permitir que sua história seja reduzida a escombros por omissão ou por atos de suposta ilegalidade. A voz da indignação popular se ergue, exigindo ação imediata e respostas transparentes para que esses tesouros não sejam perdidos para sempre. A história de Jeremoabo não pode ser jogada na lata do lixo.
Jeremoabo: O Grito do Patrimônio e a Urgência de Respostas
Jeremoabo vive um drama que se desenrola em suas ruínas históricas. Logo ao assumir a prefeitura, Tista de Deda havia manifestado a intenção de desapropriar o Casarão do Coronel João Sá, um valioso patrimônio cultural da cidade. Infelizmente, a inação tem permitido que essa joia siga o mesmo caminho trágico do Casarão do Barão de Jeremoabo na Fazenda Caritá, ambos caminhando para o colapso.
A recente publicação sobre as ruínas da Casa do Barão na Fazenda Caritá trouxe à tona uma denúncia ainda mais grave. Fui procurado por Beto da Casa do Criador, um cidadão visivelmente indignado com o abandono do patrimônio. Com um senso de gratidão e lealdade a Jeremoabo, Beto não hesitou em revelar informações alarmantes sobre a Casa do Coronel João Sá.
Segundo Beto, como um dos proprietários do Casarão do Coronel João Sá (que pertence a uma sociedade), ele tem insistido constantemente com os demais sócios para que não permitam que essa relíquia histórica se deteriore. No entanto, a resposta que tem recebido é desoladora: "deixasse cair". Revoltado com essa atitude de descaso contra o patrimônio de Jeremoabo, Beto denunciou que soube que a aquisição da Casa do Coronel João Sá foi uma compra imoral e ilegal. Ele tem dúvidas se o imóvel é tombado ou se já pertence à prefeitura, mas tem certeza de que se trata de um imóvel público.
Diante da gravidade dessa denúncia, a responsabilidade recai agora sobre as instituições. Cabe aos vereadores de Jeremoabo apurar este caso grave, que, se confirmado, causaria prejuízos imensos ao município. Da mesma forma, o prefeito Tista de Deda tem o dever de investigar a fundo as alegações e, se for o caso, proceder com a desapropriação para salvar esse importante marco histórico.
A negligência com o patrimônio é uma ferida aberta na identidade de uma cidade. Jeremoabo não pode permitir que sua história seja reduzida a escombros por omissão ou por atos de suposta ilegalidade. A voz da indignação popular se ergue, exigindo ação imediata e respostas transparentes para que esses tesouros não sejam perdidos para sempre.
Por uma questão de justiça não devemos condenar o prefeito, isso porque todas as irregularidades que chegam ao seu conhecimento tem mandado apurar, corrugir e tomar as providências, agora os vereadores que estão ociosos discuntido sexo dos anjos, e mudança de datas, como fsicalizadores do erário e patrimonio publico estão na obrigação de apurar com toda firmesa e urgência que o caso requer, sob pena de omissão e prevaricação
O site Meus Sertões recebeu 100 fotos e seis vídeos curtos, enviados pelo artesão, músico e responsável por projetos de manifestações culturais do Departamento de Cultura de Jeremoabo Flávio Luiz Silva Passos, 51 anos. Este material mostra o abandono da fazenda Caritá, lugar onde Cícero Dantas Martins, o Barão de Jeremoabo nasceu e passou a infância. Ali também foi instalado um dos primeiros engenhos de açúcar da Bahia.
Flávio diz que seu objetivo é lutar pela recuperação da fazenda e do engenho, visando que o local se transforme em ponto de visitação de alunos da comunidade e atração turística, onde se possa apreciar trilhas, serras e nascentes existentes na propriedade. No entanto, não tem conseguido obter apoio das instituições estadual e federal de preservação do patrimônio artístico e cultural.
Antes de falarmos do jogo de empurra que impede a preservação, vamos falar um pouco do Barão e da propriedade. Cícero Dantas Martins ganhou o título de barão por ser o responsável pela implantação da indústria açucareira na região. Político, foi deputado e senador e está sepultado com a mulher na Igreja de Bom Conselho, na cidade que tem o seu nome.
A fazenda onde o Barão nasceu está em uma área de caatinga preservada, que possuiu fontes de água e árvores bicentenárias. Do antigo engenho, restam equipamentos que eram movidos por escravos e bois. A fazenda de Cícero foi vendida, posteriormente, para o coronel João Sá, pecuarista, latifundiário, deputado estadual e ex-prefeito de Jeremoabo.
A área da fazenda foi requerida à Agência Nacional de Mineração por uma empresa multinacional para exploração de manganês, segundo o canal Folha Serrana, no You Tube. A principal aplicação do minério é na fabricação de ligas metálicas e baterias. Impasses com o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) atrasaram a liberação, mas recentemente os processos foram acelerados.
Flávio, que é neto de uma prima de João Sá, diz que a exploração ocorrerá a partir do Riacho dos Porcos, um pouco distante da sede da fazenda e das ruínas do engenho. Ele tentará também fazer com que a multinacional recupere as instalações. Enquanto isso, não ocorre, existe dificuldade para que o local seja tombado.
De acordo com o diretor de Preservação do Ipac-BA (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia) Roberto Pelegrino não há verba para o tombamento. Ele ressalta que a preservação deve ser feita pelos proprietários. No entanto, há uma divergência quanto a quem a fazenda pertence.
Caso não seja resolvida a questão, segundo Pelegrino, as prefeituras de Jeremoabo e do Sítio do Quinto podem tomar providências juntas ou separadamente. A atuação do Ipac está limitada a orientar comunidades e agentes públicos a se inscrever em editais do governo estadual, onde têm alguma chance em obter verbas para pequenas obras de restauração.
A situação de abandono da fazenda é de conhecimento do governo estadual e da secretaria de Cultura desde 1999, pelo menos. À época foi lançado o “Inventário de Proteção do Acervo Cultural da Bahia – Monumentos e Sítios das Mesorregiões Nordeste, Vale Sanfranciscano e Extremo Oeste Baiano”.
O inventariante classifica a sede da fazenda como “casa rural de relevante interesse arquitetônico (…) provavelmente anterior a meados do século XVIII (18)” e ressalta que sua planta lembra o “antigo domus romanos”. Por fim, assinala que a falta de uso continuado deixou o imóvel muito estragado e dominado por morcegos e cupins.
Quanto ao engenho, também tratado como de relevante interesse arquitetônico, assinala que ele conserva a almanjarra e o forno com quatro tachos.
O grupo de Jeremoabo não conseguiu acesso ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). No entanto, as notícias que vêm de Brasília são as piores possíveis. O governo federal anunciou esta semana o corte de 72% das verbas para preservação de patrimônio e memória em todo o país, o que resultará na paralisação de obras em andamento e a falta de investimento em novas iniciativas. Outro fato lamentável são as nomeações políticas para a direção do Instituto, aprovadas pelo atual presidente do Brasil.
Jornalista, editor, professor e consultor, 61 anos. Suas reportagens ganharam prêmios de direitos humanos e de jornalismo investigativo.
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paulo@meussertoes.com.br
Nota da Redação deste Blog--
O Legado em Ruínas: Vereadores de Jeremoabo Deviam Focar na Reconstrução, Não em Datas
Enquanto Jeremoabo se vê envolvida em uma desgastante e infrutífera discussão sobre a mudança da data de sua emancipação política, uma questão de valor inestimável se desintegra em silêncio: a Residência do Barão de Jeremoabo na Fazenda Caritá. Os vereadores e seus coadjuvantes, ao invés de perderem tempo e gastarem o dinheiro do contribuinte com assuntos inócuos e inoportunos, deveriam canalizar seus esforços para auxiliar o prefeito na recuperação desse imóvel de interesse cultural e histórico fundamental para Jeremoabo, para a Bahia e para o Brasil.
A casa do Barão de Jeremoabo na Fazenda Caritá não é apenas um prédio antigo; ela é uma peça viva da História do Brasil, com raízes profundas que remontam ao período imperial. É o berço de Cícero Dantas Martins, figura cuja influência permeou a política e a sociedade da época, sendo inclusive referenciado em obras literárias e históricas de renome. Abandonar esse patrimônio à própria sorte, enquanto se polemiza sobre datas já estabelecidas, revela uma desconexão preocupante com as verdadeiras prioridades do município.
É crucial que os vereadores de Jeremoabo se espelhem em atitudes e bons exemplos que de fato valorizam a cultura e a memória. O Museu do Nordeste Barão de Jeremoabo, localizado na Fazenda Santo Antônio do Camuciatá, em Itapicuru, Bahia, é um paradigma a ser seguido. Ocupando o antigo sobrado do Barão, construído em 1894, esse museu não só preserva o prédio, mas também abriga um rico acervo histórico e cultural, transformando um imóvel em um centro de conhecimento e identidade.
A recuperação do Casarão da Fazenda Caritá seria um ato concreto de valorização da história, gerando turismo cultural, educação e orgulho para a comunidade. Seria um investimento no futuro, ancorado no respeito ao passado, ao invés de um gasto estéril em debates que só servem para dividir e desviar o foco do essencial. Jeremoabo merece que seus representantes atuem com a visão de construir e preservar, e não de destruir ou distorcer sua rica herança.
Estudantes da Faculdade Ages realizaram uma visita de campo à Fazenda Caritá, antiga casa do Barão de Jeremoabo, para documentar in loco e pesquisar a história de Jeremoabo que se revela entre as ruínas.
A Luta Pelo Casarão da Fazenda Caritá: Um Tesouro Histórico de Jeremoabo em Busca de Reconhecimento
O Casarão da Fazenda Caritá, outrora imponente residência do Barão de Jeremoabo, Cícero Dantas Martins, emerge como um símbolo do patrimônio histórico e cultural que, apesar das ruínas impostas pelo tempo e pelo abandono, clama por reconhecimento e preservação. Sua relevância transcende as fronteiras municipais, e o esforço para sua recuperação envolve diversas esferas do poder público e da academia.
A jornada para a valorização desse tesouro começou com a administração do prefeito Tista de Deda, que iniciou os trâmites para a regularização do imóvel. Paralelamente, o deputado Jacó intensificou essa luta ao apresentar o Projeto de Lei 23.398/2019 na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). O objetivo é que o Estado da Bahia reconheça o Casarão da Fazenda Caritá como patrimônio cultural imaterial, um passo crucial para sua preservação.
Para justificar a proposta, o parlamentar fundamenta-se em um texto do professor Roberto Ventura, renomado estudioso de teoria literária da Universidade de São Paulo (USP) e autor do livro "Estilo Tropical". Ventura salienta a importância histórica do prédio, que, embora em ruínas, carrega um peso significativo na literatura e na história do Brasil.
O Barão de Jeremoabo, Cícero Dantas Martins (nascido em 1838 na própria Fazenda Caritá e agraciado com o título de barão por D. Pedro II), é uma figura que ecoa em obras de gigantes da literatura. No romance "A Guerra do Fim do Mundo", Mario Vargas Llosa criou o Barão de Canabrava, figura inspirada diretamente na liderança baiana de Jeremoabo. Sua influência também é sentida nas entrelinhas de "Os Sertões", de Euclides da Cunha, onde o ensaio histórico de 1902 denuncia o massacre de Canudos. A citação de uma carta do barão ao Jornal de Notícias, em 1897, defendendo-se de acusações de monarquismo e aliança com Conselheiro, ilustra sua relevância histórica.
Outros registros, descritos na justificativa do projeto, solidificam a posição do barão na literatura e na história: como chefe da vasta região de Itapicuru e Jeremoabo, estendendo seu prestígio até Inhambupe. Segundo o folclorista Câmara Cascudo, ele teceu uma imensa rede de influência que cobria léguas e léguas, abrangendo engenhos, fazendas, sítios e povoados.
A Questão da Desapropriação e o Valor Patrimonial
Uma nota da Redação esclarece um ponto crucial sobre a propriedade da Fazenda Caritá: embora o INCRA tenha realizado a desapropriação do terreno da Fazenda Caritá em 07.07.2005 (conforme registro no Cartório de Jeremoabo, Livro 2-Q, fls 68, matrícula 01-3029.2.0003959'35 de 06.11.2006), é imperativo entender que um prédio histórico não pode ser desapropriado pelo INCRA para fins de reforma agrária.
A missão do INCRA foca na desapropriação de imóveis rurais que não cumprem sua função social, visando a reforma agrária. Edificações de valor histórico e cultural, como o Casarão da Fazenda Caritá, enquadram-se em categorias de proteção patrimonial e não são alvo desse tipo de desapropriação.
Portanto, a quem quer que pertença o terreno da Fazenda Caritá, seja ao Sítio do Quinto (município desmembrado de Jeremoabo) ou a Jeremoabo, a realidade inquestionável é que o Casarão da Antiga Residência do Barão de Jeremoabo é um patrimônio Cultural e Histórico. Sua preservação transcende questões de divisa territorial e propriedade, sendo um dever para com a memória do estado e do país. A luta para que este casarão seja devidamente reconhecido e restaurado é uma batalha pela preservação da própria identidade de Jeremoabo e do sertão baiano.
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No Museu e Arquivo Histórico do Itapicuru-Bahia, documentos e registros valiosos preservam a memória. Eles nos ajudam a entender a trajetória e as transformações dessa cidade e de todo o nosso estado ao longo dos anos, honrando a história do Barão de Jeremoabo, que é intrinsecamente a história do seu povo.
Nota da Redação Deste Blog - Jeremoabo e a História: Quando o "Sapateiro" Extrapola as "Chinelas"
Caro José Mário Varjão, sua exaustiva pesquisa intitulada "Emancipação Política de Jeremoabo – transição entre Vila e Cidade. Fundamentos da Constituição de 1824" não é para contadores de anedotas ou para quem se baseia no "ouvi dizer". É um trabalho para aqueles que compreendem o Direito Constitucional e Administrativo, para que, com consciência e sem aventuras, tenham a certeza de que Jeremoabo foi emancipada em 6 de julho de 1925. Contra fatos, não há argumentos, nem mesmo distorcendo os acontecimentos.
Diante da persistente "psicose" de tentar, a todo custo, mudar a data de emancipação de Jeremoabo, somos lembrados do sábio ditado popular: "Sapateiro, não vá além de suas chinelas". A origem dessa expressão, que remonta ao pintor Apeles e ao sapateiro que se aventurou a criticar além do que conhecia, serve como um poderoso lembrete. O sentido é claro: não se deve dar pitaco em assuntos que não se conhece. Se você é sapateiro, não aja como crítico de arte. Se você é analista de mercado, mantenha-se em sua área de expertise.
Essa máxima, tão prezada em contextos como o dos Alcoólicos Anônimos (A.A.), onde serve como um lema para manter o foco no objetivo primordial e evitar a dispersão, aplica-se perfeitamente à situação atual de Jeremoabo. O sucesso reside em fazer uma única coisa bem-feita, em vez de muitas com má qualidade. Em nosso cotidiano pessoal e coletivo, buscar esse lema nos ajuda a manter o foco nos objetivos que realmente importam.
A tendência de muitos é "dizer sim para tudo, abraçar o mundo", o que frequentemente leva à sobrecarga, à angústia e, por fim, à frustração. No cenário atual de Jeremoabo, essa compulsão por "mexer em tudo" sem o devido conhecimento e sem as prerrogativas legais e históricas, assemelha-se a essa tendência de assumir compromissos em excesso, cobrando resultados de onde não se pode entregar e querendo ser o que está além da capacidade.
Os fatos, os documentos oficiais e a própria história de Jeremoabo, evidenciados por pesquisas como a sua, José Mário, e por fontes como o IBGE e a Assembleia Legislativa da Bahia, são irrefutáveis. Tentar reescrever uma data tão simbólica sem o respaldo de uma pesquisa séria e sem a devida compreensão das nuances legais e históricas da época é como o sapateiro que, após consertar um pé, resolve criticar a anatomia inteira do quadro.
Jeremoabo precisa de seriedade, de responsabilidade e de respeito à sua história. Que aqueles que se aventuram a debater essa mudança de data reflitam sobre a sabedoria do ditado e reconheçam que, em assuntos de tamanha complexidade e importância histórica, é fundamental que o "sapateiro" se atenha às suas "chinelas".
Jeremoabo: A Emancipação Ignorada e a Ruína da Memória
A história de Jeremoabo, no sertão baiano, é rica e complexa, profundamente entrelaçada com os grandes movimentos políticos e sociais do Brasil Império. Contudo, essa riqueza tem sido, lamentavelmente, negligenciada e até mesmo ameaçada por um preocupante descaso com seu patrimônio e sua verdade histórica. A pesquisa exaustiva sobre os anais da época confirma que a emancipação política de Jeremoabo, com sua elevação de julgado a vila e município, se consolidou em 6 de julho de 1925, conforme o decreto legislativo da Regência em nome de D. Pedro II. Este marco, que desmembrou Jeremoabo da vila de Itapicurú, não foi apenas um ato administrativo, mas o reconhecimento de uma região de crescente importância.
A Fazenda Caritá: Palco de Decisões Imperiais
No cerne dessa história está a Fazenda Caritá, que emerge das fontes como um verdadeiro epicentro de decisões políticas e sociais que reverberaram por toda a Bahia e pelo Império. Não se tratava de uma mera propriedade rural; a Caritá era, desde a década de 1820, um ponto estratégico, tendo servido inclusive como quartel durante a crucial Guerra da Independência. Foi nesse cenário histórico que, em 28 de junho de 1838, nasceu Cícero Dantas Martins, o futuro Barão de Jeremoabo, cuja vida seria intrinsecamente ligada à fazenda e à história da região.
A documentação consultada, incluindo relatos da época, como o do sexto vigário de Jeremoabo, Januário José de Souza Pereira, descreve uma freguesia em formação, com uma população escassa mas em constante crescimento, fruto do processo de povoamento do rio São Francisco e dos sertões adjacentes desde o século XVII. A Caritá, situada próxima ao rio Vaza Barris, era parte integrante desse tecido social e geográfico.
O Descaso com o Patrimônio e a Tentativa de Apagar a História
É com profunda consternação que se constata o abandono da Fazenda Caritá. A residência do Barão de Jeremoabo, um local que testemunhou eventos tão cruciais para a formação do município e do próprio país, foi deixada à mercê do tempo, transformando-se em ruínas. As autoridades de Jeremoabo, ao longo dos anos, falharam em preservar e valorizar essa joia histórica, um reflexo de uma desconexão com suas próprias origens.
Essa negligência não é um problema do passado distante. Ela se manifesta de forma ainda mais alarmante na atualidade, com a persistente intenção de desconsiderar e até mesmo "jogar na lata do lixo" o restante da história de Jeremoabo, culminando na tentativa de alterar a data de sua emancipação política. Tal movimento não é apenas um erro factual; é um atentado à memória coletiva e à identidade de um povo. A data de 6 de julho de 1925 não é apenas um número no calendário, mas o registro de um processo histórico que merece ser respeitado e perpetuado.
A Infância na Caritá e a Formação de Cícero Dantas Martins
A vida na Fazenda Caritá, conforme os relatos, era marcada por uma austeridade e respeitabilidade típicas da época. Cícero Dantas Martins e seus irmãos foram criados em um ambiente onde o temor aos pais e a obediência às determinações paternas eram pilares. A descrição da rotina, das brincadeiras infantis às ocupações das irmãs – como crochê e confecção de rendas, sempre sob a supervisão de escravas de confiança –, oferece um vislumbre da vida social e dos costumes dos senhores de engenho no sertão baiano do século XIX. A educação em casa, a reclusão das moças e a rigidez nas refeições e na capela da casa-grande pintam um quadro vívido de uma época e de uma sociedade que moldaram figuras como o Barão de Jeremoabo.
Um Apelo à Preservação da Memória
A história de Jeremoabo, com sua emancipação em 6 de julho de 2025 e o papel central da Fazenda Caritá, é um patrimônio inestimável que não pode ser apagado ou distorcido. É um apelo urgente às autoridades e à comunidade para que reconheçam a importância de preservar esses marcos, não apenas como ruínas ou datas, mas como testemunhos vivos de sua identidade e de sua contribuição para a história do Brasil. A memória é a base sobre a qual se constrói o futuro, e ignorá-la é condenar uma comunidade a perder suas raízes e seu senso de pertencimento.
Os primeiros casos da nova variante da Covid-19, denominada XFG, foram registrados no Brasil na última sexta-feira (4). A doença foi notificada no Ceará entre os dias 25 e 31 de maio e divulgada por autoridades de saúde do estado.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o país agora se junta a outros 38 países. De acordo com a Folha de S. Paulo, o Ministério da Saúde informou que, além dos seis casos no Ceará, outros dois ocorreram em São Paulo. No entanto, ainda não houve registros de óbitos.
Sequenciamentos genômicos da doença estão sendo monitorados de forma contínua no Brasil. Em outras partes do mundo, a OMS já havia comunicado sobre o possível avanço da nova variante.
Conforme a publicação, no Sudeste Asiático, a proporção de casos atribuídos à XFG subiu de 17,3% para 68,7%, especialmente na Índia, onde a variante se tornou predominante durante a primavera. Já nas Américas, a taxa passou de 7,8% para 26,5%