terça-feira, julho 08, 2025

Jeremoabo e a História: Quando o "Sapateiro" Extrapola as "Chinelas"

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Nota da Redação Deste Blog -  Jeremoabo e a História: Quando o "Sapateiro" Extrapola as "Chinelas"

Caro José Mário Varjão, sua exaustiva pesquisa intitulada "Emancipação Política de Jeremoabo – transição entre Vila e Cidade. Fundamentos da Constituição de 1824" não é para contadores de anedotas ou para quem se baseia no "ouvi dizer". É um trabalho para aqueles que compreendem o Direito Constitucional e Administrativo, para que, com consciência e sem aventuras, tenham a certeza de que Jeremoabo foi emancipada em 6 de julho de 1925. Contra fatos, não há argumentos, nem mesmo distorcendo os acontecimentos.

Diante da persistente "psicose" de tentar, a todo custo, mudar a data de emancipação de Jeremoabo, somos lembrados do sábio ditado popular: "Sapateiro, não vá além de suas chinelas". A origem dessa expressão, que remonta ao pintor Apeles e ao sapateiro que se aventurou a criticar além do que conhecia, serve como um poderoso lembrete. O sentido é claro: não se deve dar pitaco em assuntos que não se conhece. Se você é sapateiro, não aja como crítico de arte. Se você é analista de mercado, mantenha-se em sua área de expertise.

Essa máxima, tão prezada em contextos como o dos Alcoólicos Anônimos (A.A.), onde serve como um lema para manter o foco no objetivo primordial e evitar a dispersão, aplica-se perfeitamente à situação atual de Jeremoabo. O sucesso reside em fazer uma única coisa bem-feita, em vez de muitas com má qualidade. Em nosso cotidiano pessoal e coletivo, buscar esse lema nos ajuda a manter o foco nos objetivos que realmente importam.

A tendência de muitos é "dizer sim para tudo, abraçar o mundo", o que frequentemente leva à sobrecarga, à angústia e, por fim, à frustração. No cenário atual de Jeremoabo, essa compulsão por "mexer em tudo" sem o devido conhecimento e sem as prerrogativas legais e históricas, assemelha-se a essa tendência de assumir compromissos em excesso, cobrando resultados de onde não se pode entregar e querendo ser o que está além da capacidade.

Os fatos, os documentos oficiais e a própria história de Jeremoabo, evidenciados por pesquisas como a sua, José Mário, e por fontes como o IBGE e a Assembleia Legislativa da Bahia, são irrefutáveis. Tentar reescrever uma data tão simbólica sem o respaldo de uma pesquisa séria e sem a devida compreensão das nuances legais e históricas da época é como o sapateiro que, após consertar um pé, resolve criticar a anatomia inteira do quadro.

Jeremoabo precisa de seriedade, de responsabilidade e de respeito à sua história. Que aqueles que se aventuram a debater essa mudança de data reflitam sobre a sabedoria do ditado e reconheçam que, em assuntos de tamanha complexidade e importância histórica, é fundamental que o "sapateiro" se atenha às suas "chinelas".

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