quinta-feira, junho 05, 2025

Moraes pode esperar sentado, porque dificilmente Zambelli será extraditada


Carla Zambelli disse que 'não sobreviveria na cadeia' após ser condenada  pelo STF; relembre - Estadão

Cidadania italiana é uma proteção contra atos de Moraes

Maria Clara Matos e Teo Cury
da CNN

Em entrevista à CNN, a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que anunciou estar fora do Brasil por motivos de saúde, disse ser “intocável” como cidadã italiana. A declaração acontece em meio a condenação da parlamentar a dez anos de prisão por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), além da perda de mandato e de um pedido de prisão preventiva emitido pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A dúvida é saber se a parlamentar pode sim ser extraditada, mesmo com a dupla cidadania. Ela diz que, como cidadã italiana, é intocável na Itália”. O pesquisador da Universidade de Harvard e professor da Universidade Federal Fluminense, Vitelio Brustolin, explica que o tratado de extradição entre Brasil e Itália prevê que a extradição de nacionais é facultativa, ou seja, não obrigatória, mas que ela pode ser possível.

QUEM DECIDE? – A decisão depende das autoridades judiciais italianas e das considerações políticas e diplomáticas — o que acaba sendo um processo complexo.

Em 2015, Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil com dupla cidadania dos dois países foi extraditado após uma decisão favorável da Corte de Cassação de Roma. Pizzolato foi condenado pela justiça brasileira no caso do Mensalão, que apurou a venda de votos do Congresso.

“Um detalhe importante é que a Constituição da Itália tem o precedente legal de proteger os seus cidadãos, só que admite extradição quando houver previsão por conversões internacionais”, atesta Brustolin, que lembra que a extradição da parlamentar brasileira depende de como a justiça italiana leia o caso.

CARLA CONTESTA – “Tenho cidadania italiana e nunca escondi, se tivesse alguma intenção de fugir eu teria escondido esse passaporte. (…) Como cidadã italiana eu sou intocável na Itália, não há o que ele possa fazer para me extraditar de um país onde eu sou cidadã, então eu estou muito tranquila quanto a isso”, disse Carla Zambelli ao progrma Bastidores CNN.

Para que exista uma possibilidade de Carla Zambelli ser extraditada, é preciso, antes de tudo, que o governo brasileiro formalize o pedido.

Isso aconteceria com a seguinte sequência: a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a prisão da deputada, como já aconteceu. O ministro já Moraes autorizou, agora falta o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, formalizar o pedido de extradição pela pasta.

INTERPOL – O professor Vitelio Brustolin explica que, se a prisão internacional for emitida com a inclusão do nome de Zambelli na lista vermelha da Interpol, a Organização Internacional de Polícia Criminal, a deputada pode ser presa.

Além do ex-diretor do Banco do Brasil condenado pelo Mensalão, Brustolin cita o caso do ex-banqueira Salvatore Caciola, extraditado em 2008 em Mônaco. Caciola tem cidadania italiana e foi preso após um alerta da Interpol.

Assim, autoridades policiais de outros países podem detê-la e, após a detenção, o país onde ela foi detida pode decidir sobre extradição com base em seus tratados e próprias leis nacionais.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O marido de Carla Zambelli (PL-SP), coronel Antonio Aginaldo (PL), secretário de Segurança Pública da cidade de Caucaia, interior do Ceará, pediu afastamento temporário do cargo há duas semanas, em 21 de maio. A justificativa foi a doença de um parente, e Carla Zambeli alega estar em tratamento na Itália. Quanto à extradição dela, não será nada fácil. No caso de Pizzolato, ele estava envolvido em casos graves de corrupção. Caciola era banqueiro falido, fugindo com o dinheiro, e mesmo assim só foi preso porque resolveu curtir alguns dias em Mônaco, que é outro país, e acabou apanhado na Alfândega pela Interpol. O caso da deputada Carla Zambelli tem ingredientes políticos e vai ser muito difícil a Itália aceitar extraditá-la. (C.N.)


Tentativa de golpe não é “opinião política” cara de pau golpista

 em 5 jun, 2025 3:47

Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
    “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

 

Desesperado e acuado, Jair Bolsonaro, aquele golpista de extrema-direita que foi presidente, usou a rede social X há poucos dias para publicar um texto do Cardeal Gerhard Muller, condenando o fascismo e defendendo a democracia e a opinião política (certamente o texto publicado foi pela assessoria já que o fascista não ler nem um texto bíblico, quanto mais…) para comparar com o que vem acontecendo com ele neste momento às vésperas de uma prisão eminente.

“A democracia está seriamente em perigo quando se converte em um instrumento para silenciar o dissidente. A opinião política, ainda que seja minoritária ou impopular, não pode ser criminalizada sob nenhum pretexto. Não se pode tratar como criminoso alguém que simplesmente se opõe à ideologia da moda dominante”, um dos parágrafos escrito pelo cardeal.

Realmente, cara de pau golpista Jair, a democracia corre perigo quando se converte em instrumento para silenciar dissidente, mas não é o seu caso. Seu caso foi o contrário, tentou cessar a democracia e estabelecer uma ditadura fechando o legislativo e o judiciário. Não foi mera “opinião política”, foi tentativa de golpe dito pelos seus próprios comparsas em depoimentos. Ele fala em liberdade de expressão da boca para fora. Só o “gado” dele confunde golpe ditatorial com democracia e liberdade de expressão.

https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/tentativa-de-golpe-nao-e-opiniao-politica-cara-de-pau-golpista/

Justiça condena ex-prefeito de Dores por fraude em licitação

 Processo licitatório foi direcionado para favorecer empresa

Processo licitatório foi direcionado para favorecer empresa (Foto: Freepik)

Após ação criminal ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal condenou o ex-prefeito de Nossa Senhora das Dores (SE) Thiago de Souza Santos e mais quatro pessoas por fraude em licitação e desvio de recursos públicos. As penas chegam a sete anos de reclusão, a serem cumpridos em regime semiaberto. Os crimes ocorreram na contratação da empresa Aliança Consultoria para prestação de serviços de cursos e capacitações na área de saúde. O valor total do contrato assinado foi de R$ 986 mil.

Os outros quatro condenados são Antônio dos Reis Lima Neto, secretário municipal de Saúde à época, Bhona da Silva Andrade, pregoeira e presidente da comissão de licitação do município, Natalia Pessoa Santos, sócia formal da Aliança Consultoria e Victor Boris Santos Maciel, primo de Natália e sócio de fato na empresa. Na decisão judicial, Tércia Monteiro Viana Silva, assessora de gabinete do secretário municipal de Saúde, foi absolvida das acusações a pedido do MPF.

Fraude

De acordo com as investigações realizadas pelo MPF e pela Polícia Federal (PF), os ilícitos foram cometidos em 2019, na Secretaria Municipal de Saúde de Nossa Senhora das Dores, na aplicação de verbas federais repassadas pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS) ao Fundo Municipal de Saúde.

A apuração mostrou que houve arranjos para a licitação em reunião prévia entre o prefeito, a pregoeira do município, Bhona Andrade, e Victor Boris Maciel, sócio de fato da empresa Aliança

No edital, regras abusivas limitaram a concorrência entre empresas, como a exigência de registro das empresas concorrentes no Conselho Regional de Administração (CRA-SE) e a comprovação de possuir, no quadro permanente de funcionários, uma lista de 16 profissionais de diversas áreas da saúde, como médicos, enfermeiros, odontólogos e fisioterapeutas.

A empresa Aliança, mesmo sem cumprir os requisitos exigidos no edital, foi declarada vencedora da licitação. No mesmo dia da sessão, foi assinado o contrato, no valor total de R$ 986.015,00, e realizado o empenho em favor da empresa.

Desvio

De acordo com as investigações, a licitação foi superfaturada e os serviços contratados não foram entregues por completo. Ficou constatado, em depoimentos e documentos, que os profissionais palestrantes apresentados pela Aliança não atendiam aos requisitos do contrato, que houve fraudes nas listas de presença e que materiais previstos nos contratos como bolsas, cadernos e camisetas não foram entregues. Os levantamentos do MPF e da Polícia Federal indicam que houve pagamento irregular de R$ 191,2 mil, em valores de 2021, para a empresa Aliança.

Penas

Os cinco envolvidos foram condenados pelos crimes de fraude à licitação e peculato (desvio de recursos públicos). Thiago Santos foi condenado a sete anos de reclusão e Antônio Lima Neto, a cinco anos e sete meses de reclusão. A pregoeira Bhona Andrade recebeu pena de cinco anos e dois meses de reclusão. Os responsáveis pela Aliança Consultoria, Natália Santos e Victor Boris Maciel, receberam penas de cinco anos e um mês de reclusão. Todos devem cumprir as penas em regime semiaberto. Os cinco condenados também deverão pagar multa de 2% sobre o valor do contrato licitado. Ainda cabe recurso da sentença.

Improbidade Administrativa

Pelos mesmos fatos relatados na denúncia criminal, o MPF também ajuizou uma ação de improbidade administrativa, que está em fase de instrução e tramita na Justiça Federal com o nº 0800465-70.2021.4.05.8501.

Portal Infonet não conseguiu localizar o ex-prefeito e os demais envolvidos, mas permanece à disposição através do e-mail jornalismo@infonet.com.br

Fonte: MPF/SE

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Dia do Meio Ambiente e o Temor de um Novo Ataque à História em Jeremoabo

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                                    Foto Divulgação


Dia do Meio Ambiente e o Temor de um Novo Ataque à História em Jeremoabo

Hoje, 5 de junho, celebramos o Dia Mundial do Meio Ambiente, uma data crucial que nos convida à reflexão sobre a importância da preservação do nosso planeta e dos recursos naturais. É um momento para reforçar a conscientização sobre a sustentabilidade e a responsabilidade de cada um de nós com as futuras gerações. No entanto, em Jeremoabo, esta data, que deveria ser de união em prol de um bem maior, é permeada por um receio alarmante.

O motivo da apreensão reside na recente e polêmica postura da Câmara de Vereadores, que, sem o devido diálogo com historiadores, políticos, órgãos públicos e, principalmente, com a própria população, demonstra a intenção de alterar a data da emancipação política do município. Esse ato, que beira o autoritarismo e a desconsideração com a memória histórica da cidade, acende um alerta: se a data de fundação de Jeremoabo pode ser arbitrariamente manipulada, o que impediria a mesma Casa Legislativa de, a qualquer momento, tentar implantar ou mudar a data oficial comemorativa do Dia do Meio Ambiente no município?

O temor não é infundado. A falta de critério, de pesquisa e de participação popular na decisão sobre a data da emancipação política sugere um preocupante padrão de desrespeito. A história e as datas comemorativas não são meros caprichos ou ferramentas para manobras políticas. Elas são pilares da identidade de um povo, frutos de um processo que envolve pesquisa, consulta e, acima de tudo, o reconhecimento da comunidade.

Mudar datas de forma unilateral, sem embasamento ou consulta, é uma afronta à inteligência e à cultura local. É uma demonstração de que a representação política, em vez de servir aos interesses e à memória do povo, age de forma autônoma e descolada da realidade.

Neste Dia do Meio Ambiente, que a reflexão sobre a preservação de nossos recursos naturais se estenda também à preservação de nossa história e de nossa identidade. Que a Câmara de Vereadores de Jeremoabo entenda que a gestão pública é um compromisso com o bem comum e com o respeito às tradições e aos valores de uma comunidade. O povo de Jeremoabo espera que seus representantes atuem com sabedoria, responsabilidade e, acima de tudo, com o devido respeito à história e ao futuro da cidade.


Cordel da História que a Câmara Quis Reescrever

                       Foto Divulgação - E 06 de julho qual o destino???
                           

Cordel da História que a Câmara Quis Reescrever

Em Jeremoabo afamada,
Terra quente e nordestina,
Os problemas foram embora,
Tudo é paz, tudo é bonina.
A saúde tá de ouro,
A educação é fina!
Só que os nobres vereadores
Sem ter dor de cabeça ou sina,
Resolveram, num lampejo,
Reescrever nossa esquina.

“Vamos mudar a História!”,
Disse um deles, com fervor,
“Se não tem mais o que fazer,
Vamos brincar de historiador!”
E esqueceram por completo
Do passado em ruína e dor,
Pois a primeira casa da vila
O vento levou com furor,
E o tempo, qual grande lixeira,
Apagou o que restou de valor.

A Fazenda Caritá,
Do Barão, nobre figura,
Está entregue ao abandono,
Só tem mato e ferrugem pura.
E o casarão imponente,
Que em tempos foi de bravura,
Hoje geme em silêncio,
Clamando por estrutura.
Mas os vereadores... não veem,
Só focam na escritura!

Tanta história afundando
Nas águas do esquecimento,
Mas o presidente da Câmara
Falou com seu mandamento:
“Água mole em pedra dura
Tanto bate até que fura!”
Só que em Jeremoabo, amigo,
Essa água virou enchente impura
E afogou a memória antiga
Com decreto e assinatura!

Já o prefeito Tista de Deda,
Com um olhar mais centrado,
Resolveu fazer o certo:
Salvar o que está largado.
Quer tombar o Casarão,
De valor inestimado,
E criar uma biblioteca,
Um espaço bem estruturado.
Enquanto isso os vereadores
Debatem o passado... fabricado!

Querem mudar datas, nomes,
Fazer história de gaveta,
Com caneta na mão errada
E memória muito seletiva e estreita.
Mas história, meu povo, não é
Pra se escrever em palanque ou enfeita.
Ela mora no chão, no tijolo,
Na lembrança que ainda respeita
O suor de quem construiu
Nossa terra – com luta e com alma perfeita.

E assim segue Jeremoabo,
Com o povo vendo a cena:
Uns salvando a memória,
Outros puxando a antena.
Mas o tempo não perdoa,
Nem a omissão pequena.
Que se salve o que sobrou,
Antes que vire apenas pena,
Num cordel, num canto triste,
De uma história tão amena.

"A Câmara dos Iluminados Reescritores da História"

 

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"A Câmara dos Iluminados Reescritores da História"

Em Jeremoabo, onde o sol castiga e a poeira sobe mais rápido que verba desaparece, os nobres vereadores – depois de solucionarem todos os problemas da cidade, como saúde impecável, ruas lisinhas, escolas funcionando com ar-condicionado e merenda gourmet – encontraram-se num raro estado: ociosidade legislativa crônica.

Sem buracos para tapar (literal e figurativamente), sem escândalos de licitação pra "fiscalizar" e com tanto tempo livre quanto um gato de praça, decidiram então assumir um novo e nobre propósito: reescrever a história de Jeremoabo!

Sim, senhoras e senhores, esqueçam historiadores, livros, documentos ou qualquer ligação com a realidade. Agora quem dita os fatos são eles: os Guardiões do Arquivo Imaginário.

Primeira missão: discutir – com toda solenidade que um cafezinho ralo permite – a data da emancipação política da cidade. Afinal, datas são como cargos comissionados: mudam conforme o interesse.

Enquanto isso, a primeira casa da cidade virou pó e virou lenda, levada pelo vento e pela indiferença. A Fazenda Caritá, berço do Barão de Jeremoabo, está tão abandonada que até os fantasmas pediram transferência. E o Casarão do maior político da história local, que já foi arena de grandes decisões políticas da Bahia, agora ameaça ruir de vergonha. Mas calma! O prefeito Tista de Deda, mais preocupado com a memória do que com manchetes, propõe tombar o espaço como patrimônio histórico e transformá-lo em Biblioteca Pública. Isso sim é reescrever a história – com livro, não com lápis político.

Enquanto isso, na sala da Câmara, os excelentíssimos discutem se o nome da cidade devia ser com “J” ou “G”, e se o Barão de Jeremoabo nasceu mesmo ou foi criação de algum marqueteiro da época do Império.

E assim segue a saga dos Vereadores Cronistas, preocupados com a tinta da pena enquanto a cidade escorre pelas rachaduras do tempo.

Mas não tem problema. Se continuarem nessa toada, logo criarão o cargo de "Historiador Legislativo", com direito a diário oficial, assessoria de memória seletiva e selo de autenticidade histórica carimbado com as digitais da conveniência.


Emendas parlamentares: uma questão de dever, não de favor


Emendas parlamentares: uma questão de dever, não de favor


O radialista Júnior de Santinha acertou em cheio ao aplaudir a ação do deputado que, cumprindo promessas de campanha, destinou emendas parlamentares para o município. O que parece ser um ato de generosidade ou um grande feito, na verdade, deveria ser algo corriqueiro e esperado de qualquer representante eleito. É a famosa "lei do retorno" em sua forma mais literal.

Durante a campanha eleitoral, muitos candidatos se desdobram em promessas de benefícios para as cidades que representam. Ao serem eleitos, essas promessas se traduzem, em grande parte, na destinação de emendas parlamentares. Essas emendas não são um presente do parlamentar, mas sim uma fatia do orçamento público, composta pelos impostos pagos por cada cidadão. Ou seja, é o dinheiro do contribuinte retornando para o município em forma de melhorias e investimentos em áreas como saúde, educação, infraestrutura e segurança.

É lamentável que, em um cenário onde a gratidão e o compromisso com o eleitor deveriam ser a norma, a atitude de um deputado que cumpre sua palavra se torne algo digno de aplausos e destaque. A verdade é que muitos outros parlamentares falham em honrar essa obrigação, desviando-se do propósito original das emendas e deixando de beneficiar as comunidades que os elegeram.

O que deveria ser um dever inquestionável do parlamentar, a destinação de recursos para o desenvolvimento de seu município, transforma-se em um ato excepcional. Isso reflete uma falha sistêmica na política, onde a responsabilidade se confunde com o favor. O aplauso a essa ação, embora compreensível pela escassez de exemplos semelhantes, serve como um lembrete amargo de que estamos longe de um cenário ideal, onde o cumprimento do dever é a regra, e não a exceção.

quarta-feira, junho 04, 2025

A Relíquia Pisoteada: O Grito Silencioso da História de Jeremoabo



Abra esse Link que documenta parte da verdadeira história de Jeremoabo

https://museubaraodejeremoabo.com.br/barao-de-jeremoabo.php 


É com pesar e indignação que testemunhamos a lamentável situação de um dos marcos mais preciosos da história de Jeremoabo: as ruínas da Fazenda Caritá, berço de Cícero Dantas Martins, o Barão de Jeremoabo, nascido em 28 de agosto de 1838. O que hoje se vê em vídeos e fotos é um triste retrato do descaso, uma relíquia cultural e histórica em fase terminal, esmagada sob o peso da inação e da falta de prioridade.

Enquanto a Câmara de Vereadores de Jeremoabo, empossada em 2025, parece mais interessada em reescrever o passado através da alteração de datas, a verdadeira história do município agoniza. É paradoxal e profundamente preocupante que, em vez de se dedicarem à recuperação do que é genuinamente valioso, os representantes eleitos se percam em discussões que, longe de engrandecer, apenas avacalham a rica trajetória de Jeremoabo.

As ruínas da Fazenda Caritá não são apenas um amontoado de pedras; são o testamento material de um legado, o local onde um dos personagens mais importantes da região deu seus primeiros passos. Recuperar esse patrimônio seria iniciar a reescrita da história de Jeremoabo pelo caminho certo, honrando suas raízes e oferecendo às futuras gerações um elo tangível com o passado.

Felizmente, a esperança reside nos jovens alunos que, ao conhecerem o que ainda resta dessa grandiosa relíquia, se tornarão testemunhas para as gerações futuras. Eles carregarão a memória de que, diante do que de mais precioso existiu como parte da identidade de Jeremoabo, a Câmara de Vereadores de 2025 foi incapaz de agir. O orgulho e a autopromoção, infelizmente, suplantaram o sério e o precioso, transformando a discussão sobre a mudança de uma simples data em um triste desvio de foco.

É tempo de a Câmara de Vereadores de Jeremoabo reavaliar suas prioridades. A verdadeira grandiosidade não está em manipular datas, mas em proteger e valorizar o que já existe. A história de Jeremoabo clama por respeito e recuperação. Será que os representantes eleitos estarão à altura desse desafio, ou as ruínas da Fazenda Caritá continuarão a ser o símbolo de uma história pisoteada?



Jeremoabo: Prioridades Invertidas e a Soberania Ignorada


Jeremoabo: Prioridades Invertidas e a Soberania Ignorada

A recente entrevista do presidente da Câmara de Vereadores de Jeremoabo, Neguinho de Lié, sobre a proposta de alteração da data de emancipação política do município, levanta uma série de questionamentos cruéis que precisam ser dirigidos ao mesmo. Em primeiro lugar, é imperativo indagar ao nobre vereador: quais as fontes históricas, quais os historiadores renomados e quais os livros que embasaram seu "convencimento" para tal mudança? A história de um povo não pode ser reescrita por meras conveniências ou por opiniões desprovidas de rigor acadêmico. Jeremoabo merece respeito à sua trajetória.

Em segundo lugar, se a intenção é verdadeiramente democrática, e não um mero ato autoritário, a sugestão mais justa e correta seria a realização de um plebiscito. A vontade do povo jeremoabense é soberana e, em matéria tão fundamental como a identidade histórica do município, a decisão final deve pertencer aos cidadãos, e não a um grupo seleto de parlamentares. Mudar uma data tão significativa sem consultar aqueles a quem a história pertence é um flagrante desrespeito à democracia participativa.

Mas, para não nos alongarmos em discussões que parecem tangenciar o supérfluo, a pergunta mais incisiva e pertinente ao presidente da Câmara é: quais os benefícios concretos que essa alteração de data trará para Jeremoabo? Quais as prioridades urgentes que serão magicamente resolvidas com essa mudança? O próprio vereador, em inúmeras ocasiões, referiu-se às deficiências crônicas na saúde, à precariedade da educação, à perene falta d'água, à insegurança que assola a cidade, à ausência de emprego e, em suma, à falta de dignidade que aflige a população. Por quatro longos anos, ecoou a máxima de que "água mole em pedra dura tanto bate até que fura". Será que, por um acaso, furou tudo?

É desconcertante que o presidente da Câmara, que antes parecia tão imbuído da missão de resolver os problemas fundamentais do município, agora pareça ter abandonado essas pautas para se dedicar a uma discussão que beira o "sexo dos anjos". Será que o maior e mais importante problema existente em Jeremoabo, neste momento, é discutir uma mudança de data? É inconcebível que, diante de um cenário tão carente em áreas vitais, a energia e o tempo da Casa Legislativa sejam direcionados para um debate que, na prática, não trará nenhuma melhoria concreta à vida dos cidadãos.

A população de Jeremoabo espera de seus representantes uma atuação focada nas reais necessidades do município, e não em discussões que desviam o foco dos problemas urgentes. O que se espera é que os vereadores utilizem seus mandatos para, de fato, cobrar melhorias na saúde, na educação, no saneamento, na segurança e na geração de empregos. A história não pode ser um mero palco para caprichos políticos, enquanto as necessidades básicas do povo permanecem negligenciadas. A verdadeira prioridade é a dignidade do povo jeremoabense, e não a reescrita de sua história por conveniência.

Trump conversa com Putin e diz que russo revidará ataque; EUA temem risco nuclear no conflito

 Foto: Reprodução/Instagram

O presidente dos EUA, Donald Trump04 de junho de 2025 | 18:00

Trump conversa com Putin e diz que russo revidará ataque; EUA temem risco nuclear no conflito

mundo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou nesta quarta (4) com Vladimir Putin. Eles discutiram a escalada na guerra da Ucrânia, e o americano disse que o líder russo afirmou estar decidido a retaliar o mega-ataque de Kiev a suas bases de bombardeiros no domingo (1º).

O telefonema, o quarto entre eles desde que o republicano voltou à Casa Branca, girou em torno da crise. Segundo Trump, ambos também discutiram o Irã, que está em difícil negociação com os EUA sobre seu programa nuclear, e concordaram em que Teerã não deve ter acesso à bomba atômica.

“Foi uma boa conversa, mas não uma conversa que levará à paz imediata. O presidente Putin disse, de forma bastante forte, que ele terá de responder aos recentes ataques a aeródromos”, afirmou o americano.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, criticou Trump sem citá-lo. “Se o mundo reage fracamente às ameaças de Putin, ele considera tal atitude como permissão tácita —para novas atrocidades, novos ataques, novos assassinatos”, disse ele, que também rejeitou as demandas russas para a paz.

Antes da ligação, os Estados Unidos haviam criticado o ataque ucraniano, sinalizando ver risco de escalada até nuclear por parte de Moscou.

A desaprovação foi expressa pelo enviado americano para a Ucrânia, Keith Kellogg, e confirmada de forma prática pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, que se recusou participar da rotineira reunião de 57 países que dão apoio militar a Kiev —é a primeira vez que um americano não estará presente.

Na noite de terça (3), Kellogg, que foi rebaixado do posto de negociador principal da guerra por ser visto por Moscou como muito próximo de Volodimir Zelenski, disse: “Estou te falando, os níveis de risco estão indo para o alto. Digo, com o que ocorreu no fim de semana”, afirmou à Fox News.

“As pessoas têm de entender no contexto de segurança nacional. Quando você ataca parte do sistema de sobrevivência nacional de seu oponente, que é sua tríade nuclear, isso significa que seu nível de risco sobe porque você não sabe o que o outro lado vai fazer. Você não tem certeza”, disse.

Tríade nuclear é o jargão para os três meios que grandes potências empregam suas armas atômicas: lançadas por aviões, submarinos ou do solo. No caso, Kellogg se referia aos bombardeiros Tu-95 atacados por Kiev, ao lado de modelos que não são mais usados para essa missão por Moscou, os Tu-22.

Um número incerto deles foi destruído no domingo. Kiev falou em 41, depois disse que destruídos foram 13, número que bate com a estimativa de 12 ouvida pela reportagem a Otan. A agência Reuters disse que os americanos contaram 10, a partir de imagens de satélite —ainda assim um grande estrago, quase 10% da frota de bombardeiros.

A fala calculada de Kellogg revive o temor que permeou as ações dos EUA sob Joe Biden, que apoiava radicalmente a Ucrânia, ao contrário de Trump, que buscou aproximar-se de Vladimir Putin e reabriu as difíceis negociações entre Kiev e Moscou.

Ao longo da guerra, Biden evitava movimentos que provocassem o Kremlin, que desde o início do conflito em 24 de fevereiro de 2022 sacou a carta nuclear contra quem se opusesse a sua invasão. Isso foi sendo flexibilizado, culminando na autorização para ataques limitados com mísseis ocidentais dentro da Rússia, no fim de 2024.

Ato contínuo, na manhã desta quarta (4) Hegseth confirmou que não participaria da reunião dos apoiadores de Kiev em Colônia, na Alemanha.

Segundo disse à reportagem uma pessoa próxima do Kremlin nesta quarta, a leitura do movimento americano é de acomodação. Esse observador não crê em retaliação nuclear, e diz os russos esperavam uma posição de distanciamento dos EUA do humilhante ataque às suas bases.

A situação ficou ainda mais tensa na terça, com o ataque com explosivos de Kiev à simbólica ponte da Crimeia e os rumores de ação contra uma base naval russa na península. Na Ucrânia, o dia foi de expectativa, com alerta de ataques balísticos com o novo míssil Orechnik, desenhado para guerras nucleares, que acabaram não ocorrendo.

Nesta quarta, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse que a ação na ponte não deixou danos significativos. Ele reiterou que as negociações, que tiveram uma rodada na segunda (2) com troca oficial de termos de lado a lado, serão complexas.

Zelenski disse que as demandas russas para cessar-fogo e paz, que incluem cessão territorial, neutralidade e até eleições na Ucrânia, são “um ultimato inaceitável”.

Putin, por sua vez, afirmou em uma teleconferência sobre a guerra com autoridades que “o atual regime em Kiev não precisa de paz”. “Como podemos negociar com aqueles que contam com o terror?”, disse, referindo-se a um ataque no fim de semana contra pontes ferroviárias na Rússia que matou sete pessoas.

O negociador-chefe russo, Vladimir Medinski, relatou ao chefe na reunião os detalhes do encontro de segunda em Istambul. Confirmou que está tudo pronto para mais uma troca de prisioneiros nos dias 7 a 9.

O ataque do domingo teve impacto psicológico e potencialmente sobre algumas capacidades militares russas, mas não altera o modo com que a guerra é lutada por Putin: por atrito de infantaria e artilharia.

Com efeito, suas forças avançaram um pouco mais na região norte da Ucrânia, e já têm a capital regional de Sumi a cerca de 20 km de suas baterias e drones.

COMPROMETIMENTO DE TRUMP DEPENDE DE GASTO, DIZ OTAN

Após anunciar que a Ucrânia seria novamente convidada para a reunião de cúpula do clube, no fim deste mês, o secretário-geral da aliança, o holandês Mark Rutte, afirmou que o comprometimento dos EUA com a Otan depende de seus outros 31 membros aumentarem seus gastos militares.

Na véspera, ele havia dito que seria necessário quintuplicar a capacidade de defesa aérea dos países do bloco.

É um discurso conhecido. A expectativa é de que a Otan estabeleça metas irrealistas de dispêndio na sua cúpula para responder à demanda de Trump, que vê os EUA excessivamente envolvidos na defesa da Europa. Rutte já sugeriu colocar a meta de gasto em 5% do PIB com defesa.

Hoje, o alvo é 2%, vistos como insuficientes. É um movimento em curso há uma década: quando Putin anexou a Crimeia em 2014, só 3 dos então 28 membros do time cumpriam os 2%, número que passou a 23 de 32 em 2024.

No ano passado, segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (Londres), a Rússia elevou em mais de 40% sua despesa militar, ultrapassando todo o gasto da Europa em termos reais. Os EUA seguem sozinhos como maior potência no setor, responsáveis por 39,4% de tudo o que o mundo emprega em defesa, ante 22,1% de seus parceiros de Otan.

Rutte não disse se Zelenski irá participar da cúpula em Haia, na Holanda, como já fez anteriormente. Sua preocupação com os EUA foi temperada nesta semana pelo anúncio de que Trump quer continuar com um general americano no posto do comandante-geral das forças da Otan, historicamente uma prerrogativa de Washington.

Igor Gielow/Folhapress

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