quinta-feira, junho 05, 2025

Cordel da História que a Câmara Quis Reescrever

                       Foto Divulgação - E 06 de julho qual o destino???
                           

Cordel da História que a Câmara Quis Reescrever

Em Jeremoabo afamada,
Terra quente e nordestina,
Os problemas foram embora,
Tudo é paz, tudo é bonina.
A saúde tá de ouro,
A educação é fina!
Só que os nobres vereadores
Sem ter dor de cabeça ou sina,
Resolveram, num lampejo,
Reescrever nossa esquina.

“Vamos mudar a História!”,
Disse um deles, com fervor,
“Se não tem mais o que fazer,
Vamos brincar de historiador!”
E esqueceram por completo
Do passado em ruína e dor,
Pois a primeira casa da vila
O vento levou com furor,
E o tempo, qual grande lixeira,
Apagou o que restou de valor.

A Fazenda Caritá,
Do Barão, nobre figura,
Está entregue ao abandono,
Só tem mato e ferrugem pura.
E o casarão imponente,
Que em tempos foi de bravura,
Hoje geme em silêncio,
Clamando por estrutura.
Mas os vereadores... não veem,
Só focam na escritura!

Tanta história afundando
Nas águas do esquecimento,
Mas o presidente da Câmara
Falou com seu mandamento:
“Água mole em pedra dura
Tanto bate até que fura!”
Só que em Jeremoabo, amigo,
Essa água virou enchente impura
E afogou a memória antiga
Com decreto e assinatura!

Já o prefeito Tista de Deda,
Com um olhar mais centrado,
Resolveu fazer o certo:
Salvar o que está largado.
Quer tombar o Casarão,
De valor inestimado,
E criar uma biblioteca,
Um espaço bem estruturado.
Enquanto isso os vereadores
Debatem o passado... fabricado!

Querem mudar datas, nomes,
Fazer história de gaveta,
Com caneta na mão errada
E memória muito seletiva e estreita.
Mas história, meu povo, não é
Pra se escrever em palanque ou enfeita.
Ela mora no chão, no tijolo,
Na lembrança que ainda respeita
O suor de quem construiu
Nossa terra – com luta e com alma perfeita.

E assim segue Jeremoabo,
Com o povo vendo a cena:
Uns salvando a memória,
Outros puxando a antena.
Mas o tempo não perdoa,
Nem a omissão pequena.
Que se salve o que sobrou,
Antes que vire apenas pena,
Num cordel, num canto triste,
De uma história tão amena.

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