segunda-feira, novembro 06, 2023

Quando o governo mente sobre economia, pode alegar que foi só uma “marolinha”

Publicado em 6 de novembro de 2023 por Tribuna da Internet

Economia - Mantega deixa Fazenda com bons dados de emprego, mas PIB baixo

Na Fazenda, Mantega inventou a “contabilidade maquiada”

Marcus André Melo
Folha

No governo de Cristina Kirchner (2007-2015), a inflação oficial anunciada pelo Indec (o IBGE argentino) entre 2007 e 2013 era, na média, 15 pontos percentuais inferior à real. Empresas e instituições começaram a produzir índices alternativos. O governo então passou a multá-las, acusando-as de produzirem fake news.

A oposição reagiu criando o seu próprio índice, o “IPC Congreso”. Em 2013, o FMI reagiu com uma moção de censura à Argentina que eventualmente poderia evoluir para proibição de empréstimos. Ou sua expulsão, por deliberadamente produzir informações falsas, como aconteceu com a Tchecoslováquia, em 1954.

INCENTIVO À MENTIRA – A competição política gera incentivos para os governos mentirem e manipularem informações fiscais e financeiras. O que pode explicar a diferença entre a percepção da economia pelo eleitorado e a economia real, mensurada em termos de crescimento, inflação e desemprego?

Ryan E. Carlin e colegas (2021) analisaram empiricamente a questão em Comparative Political Studies. Se não há incentivos para denúncias, a disponibilidade de informações confiáveis não irá importar muito.

Por isso os autores criaram um índice de Qualidade do Ambiente Informacional que combina indicadores de transparência das informações econômicas, liberdade de expressão e força da oposição.

CONTABILIDADE CRIATIVA – O comportamento do índice tem a forma de “u” invertido entre 1993 e 2014. Nesse período, os destaques negativos para a transparência foram o caso Indec na Argentina e a contabilidade criativa adotada no Brasil.

Em termos gerais, há uma correlação (defasada) entre o que ocorre na economia real e a percebida. A memória coletiva é curta: a associação começa a se dissipar após três meses e se dilui após um ano. O efeito global depende do que os autores chamam ambiente informacional: quanto melhor ele for, mais robusto o efeito da economia na opinião pública.

Caso contrário, maior a incongruência entre a economia real e a percebida.

NÃO ERA MAROLINHA – No Brasil, a incongruência foi maior em 2008 e 2010 (não estávamos passando apenas por uma “marolinha”). O trabalho daqueles autores não cobre todo o governo Dilma nem o pós-covid, cujo impacto nas finanças públicas foi brutal.

A manipulação escancarada de informações, de que o Indec é emblemático, é, na realidade, a etapa final de um processo que tem início com o descaso com a responsabilidade fiscal.

Aqui, o ambiente informacional na atual conjuntura é marcado pelo que chamei de um governo de coalizão monstro inédita, sem oposição efetiva (cujas consequências analisei aqui), pela transparência pública fortalecida pela criação do IFI (Instituição Fiscal Independente) e por ampla liberdade de expressão. Mas quem defende politicamente a responsabilidade fiscal? O presidente, o centrão, Haddad? Essa defesa é crível?


domingo, novembro 05, 2023

Fim de festa: foliões se despedem do Pré-Caju

 

Fim de festa: foliões se despedem do Pré-Caju

Por Redação

Fim de festa: foliões se despedem do Pré-Caju
Fotos: Fred Pontes

Após um final de semana repleto de música e festa, o Pré-Caju chegou ao fim neste domingo (5). Atrações como  Bell Marques, Claudia Leitte, Xandy Harmonia, Tomate, Luiz Caldas, Cid Natureza, Quinto Round, Rafa & Pipo Marques, DJ Dennis, Matheus e Kauan animaram o último dia de festa.

A festa, idealizada por  Fabiano Oliveira, contou com apresentações em blocos pela avenida Santos Dumont, que também terá a Pipoca da FM Sergipe, além do Camarote AJU.

No primeiro dia, o evento contou com a presença dos mais famosos cantores de todo o país como Saulo Fernandes, Bell Marques, Ivete Sangalo, Léo Santana, Chicabana e Liene Show e Luanzinho.

 

Lima Duarte se despede de Lolita Rodrigues: "Fiquei sozinho"

 

Lima Duarte se despede de Lolita Rodrigues: "Fiquei sozinho"

Por Redação

Lima Duarte se despede de Lolita Rodrigues: "Fiquei sozinho"
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Lima Duarte publicou um vídeo se despedindo da atriz Lolita Rodrigues, que morreu neste domingo (5), aos 94 anos. "Ela era a única pessoa mais velha que eu nesse mundo da televisão. Hoje sou eu o mais antigo. Fiquei sozinho", contou ele.

 

Nas imagens, o ator lembrou do momento em que conheceu a atriz. "Ela cantava músicas espanholas. Eu era operador de som, ajustava o microfone para ela cantar. Ficamos tão amigos. Lolita, como eu te amei."

 

A dupla participou da primeira transmissão da TV no país, na TV Tupi, em 1950, ao lado de Mazzaropi, Lia de Aguiar, Hebe Camargo, Vadeco, Ivon Cury e Wilma Bentivegna, Baltazar e a orquestra de George Henri.

 

"Fazer a passagem, como dizem os espíritas, tá na hora mesmo, eu vou indo, eu vou logo te encontrar. Descanse em paz, Lolita", finalizou.

PF x Abin, a nova guerra fratricida para Lula mediar, é um problema na certa

Publicado em 5 de novembro de 2023 por Tribuna da Internet

ABIN vai abrir um escritório em Goiânia – Coluna Esplanada

Charge do Izânio (Arquivo Google)

Eliane Cantanhêde
Estadão

Envolvido em tantas guerras, de Israel, Ucrânia, Rio, Centrão, déficit zero, o presidente Lula vai se meter em outra pós-feriado, mais próxima e mais delicada: a que corre solta entre Polícia Federal (PF) e Agência Brasileira de Inteligência (Abin), depois de uma operação de prisão, busca e apreensão na agência, acusada de usar um equipamento espião e ilegal para monitorar a localização de 33 mil políticos, adversários, advogados, ministros do STF e jornalistas no governo Bolsonaro.

Os dois órgãos têm funções sensíveis, de inteligência e informação, e Lula não pode descuidar. Por isso, segundo o Planalto, vem conversando com os dois lados e deve receber para uma conversa, logo, logo, o diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa, uma escolha pessoal dele próprio, agora na linha de fogo da PF.

MUITA EXPERIÊNCIA – Confirmado o encontro, Corrêa tem chance de fazer, além de uma contundente autodefesa da instituição que comanda, um longo resumo de sua trajetória profissional.

Ele, aliás, é justamente delegado federal de carreira, já foi Secretário Nacional de Segurança e diretor geral da Polícia Federal nos governos petistas e, nessas condições, chefiou o atual diretor da PF, Andrei Passos, bem mais jovem, mas igualmente delegado federal de carreira e escolha pessoal de Lula para o atual cargo. Logo, parece uma guerra fratricida… E vai longe.

Quase que simultaneamente, em março deste ano, a PF abriu investigação e Abin também iniciou sindicância interna sobre o uso de equipamento ilegal para espionagem até meados de 2021, no governo anterior, quando tudo era possível e as instituições de Estados foram usadas e abusadas politicamente.

HERANÇA DE BOLSONARO – Se foi na era Bolsonaro, por que a guerra entre os dois diretores gerais da era Lula? A versão da PF, que a Abin acusa de ter iniciado os bombardeios, é que a agência estava fazendo corpo mole para elucidar os fatos, apontar e punir os responsáveis e que, afinal, crime não é caso de sindicância, mas de polícia.

A versão da Abin é política: Corrêa estaria sendo alvo porque, como autor de uma proposta de criação do Ministério da Segurança Pública, independente do da Justiça, tornou-se um candidato natural a ministro. E, como ministro, viraria chefe da PF e de Passos. Em documento interno, a Abin acusou indiretamente a PF de “politização e disputas mesquinhas de poder com a inteligência de Estado”.

O fato é que o software FirstMile, da empresa Cognyte, foi efetivamente usado ilegalmente e com fins políticos pela Abin, então dirigida por um terceiro delegado federal de carreira, Alexandre Ramagem – que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, vetou para a PF e Bolsonaro, vejam só!, quer lançar à Prefeitura do Rio em 2024.

Briga de narrativas – A “nova Abin”, comandada por Corrêa, diz que vinha apurando tudo e que enviou dez ofícios para a PF e três para o STF (que depois autorizou a operação policial), repassando “integralmente” os resultados da sindicância, além de dados e computadores.

Já a PF nega. Diz que a Abin sonegava informações e a sindicância era tipicamente corporativa, “para inglês ver” e “dar em nada”. E pergunta: por que nada aconteceu em dez meses de governo? Por que os dois envolvidos só foram presos agora e um terceiro foi demitido só após a operação policial?

PF e Abin têm duas frentes. Uma é a comunicação, a outra é por apoio político. Ambos, Corrêa e Andrei Passos, têm acesso direto a Lula, mas Corrêa é próximo do chefe da Casa Civil, o petista Rui Costa, e Passos, subordinado direto do ministro da Justiça, Flávio Dino. E agora? Lula vai lavar as mãos e deixar o pau quebrar, ou vai interferir? Como? Ninguém sabe, mas guerra de inteligência e informação é problema na certa. E se uns forem investigar (e vazar…) eventuais podres dos outros?


Brasil vive a guerra civil por outros meios, como a discussão sobre impostos e gastos


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Charge do JCaesar *Veja)

Vinicius Torres Freire
Folha

O Brasil passa por uma daquelas fases acirradas de disputa por dinheiros públicos. Está pior também porque o Orçamento está quase esgotado e há limite, econômico e/ou político, para o aumento da carga de impostos. Sem solução, esse conflito já terminou em inflações medonhas. Mas pode se arrastar a perder de vista, como em tantas outras questões, o que temos visto nas últimas quatro décadas de quase estagnação.

Um “casamento com a mediocridade”, como escreveu o economista Samuel Pessoa, em sua coluna de sábado nesta Folha. Não que o país fosse melhor antes. Preparava o impasse socialmente bárbaro em que está metido.

ENORME DESFAÇATEZ – O conflito aparece como delírio, desinformação, propaganda, sectarismo e desfaçatez de classe, o que costuma passar por debate público. O grau de descaramento ora parece exorbitante. A Reforma Tributária e o “déficit zero” são os ringues da vez.

Empresários costumam se juntar nesses seminários de associações de classe ou similares, quando não raro chamam autoridades para ressaltar o evento de propaganda. Falam de “reformas”, do “manicômio tributário”, “alternativas para o Brasil”, essas papagaiadas.

Na Reforma Tributária, boa dessa gente e profissionais liberais ricos fazem lobby para cavar favores, dinheiros. É um caso maior do comportamento habitual de enfiar jabutis em leis, de obter graças da Justiça, de governador, de prefeito.

DESCARAMENTO – Tais favores arrombam a situação fiscal e pioram o “manicômio tributário”. Acontece também em outras reformas e em privatizações. O descaramento está grande.

Alguns pedem de fato um Orçamento mais racional ou eficaz. No conjunto, dinamitam fundações de um prédio que, dizem, precisa de reformas em alguns andares.

Se pudessem, empurrariam a conta toda para quem recebe benefícios da Previdência e assistência social, para a saúde, para servidores (sim, parte da elite dos servidores saqueia o Orçamento). Etc. Boa parte desse empresariado não está nem aí para a razia do bem público: achando que fariam dinheiro, apoiaram até o plano golpista de Jair Bolsonaro.

RICOS SE PROTEGEM – Pode-se e se deve mexer no Orçamento, mas os ganhos de eficiência teriam de voltar para a despesa. O país é pobrinho, desigual e carece de investimentos. A esquerda acha ou finge que o problema inexiste. De acordo com a propaganda oficial, diz que o governo vai colocar o “pobre no Orçamento e o rico no imposto”. Os ricos driblam o imposto, muita vez com ajuda do governo, e o Orçamento explodiu.

Quando se sugere a contenção do déficit, dizem que se quer dar esse dinheiro da redução da despesa a ricos e à finança, um delírio. Óbvio que “mais déficit” é que dá mais dinheiro a quem empresta ao governo, os mais ricos. A alternativa seria o calote e o confisco, explícito ou via inflação. Sugiram isso, então.

Há triste ignorância, como dizer que metade do Orçamento federal é gasta com juros ou com dívida. A receita do governo paga parte das despesas primárias (como há déficit, é preciso tomar dinheiro emprestado para pagar a conta toda). Mas a dívida que vence e seus juros são “pagos” com novas dívidas.

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