sábado, abril 02, 2022

Jair Bolsonaro ataca novamente ministros do Supremo e se afasta do caminho das urnas

Publicado em 2 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Bolsonaro defendeu ditadura e diz para ministros se calarem

Pedro do Coutto

Num evento no final da tarde de quinta-feira no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar o Supremo Tribunal Federal, referindo-se indiretamente a Luis Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes, acentuando assim que decidiu novamente afastar-se do caminho das urnas e partir para um processo de radicalização iniciado com a ordem do dia do general Braga Netto a respeito do 31 de março.

O ministro Edson Fachin na manhã de ontem, sexta-feira, em declarações à GloboNews, convocou o Tribunal Superior Eleitoral e afirmou que a democracia já está sob ataque. O processo político se complica. Aliás, a complicação deve decorrer, penso, do resultado de alguma pesquisa que apontou algum resultado ruim para Bolsonaro e que está ainda para ser divulgada.

AUMENTOS – É verdade que a pesquisa do Datafolha que revelou um avanço de sua candidatura em relação ao levantamento anterior foi realizada em meio ao aumento da gasolina, do diesel e do gás de cozinha que levou à substituição do presidente da Petrobras.

Essa hipótese de algum novo insucesso na candidatura de Bolsonaro foi abordada num comentário brilhante da jornalista Natuza Nery no final da tarde de quinta-feira, também na GloboNews, tão logo foi divulgado o pronunciamento do presidente da República atacando mais uma vez ministros do STF.

No evento no Planalto, em que esteve presente o deputado Daniel Silveira, cuja figura inclusive foi destacada pelo presidente,  Bolsonaro afirmou-se novamente contrário às urnas eletrônicas dizendo: “O que é que falta? Que alguns poucos não nos atrapalhem. Se não tem ideias, cale a boca! Bota a tua toga e fica aí sem encher o saco dos outros! Como atrapalham o Brasil”

CRÍTICAS – Na quarta-feira, ao participar de campanha política no Rio Grande do Norte, o presidente Bolsonaro já havia iniciado as críticas às urnas eletrônicas afirmando que os votos impressos serão contados. Não disse como será feita tal contagem. Mas destacou: “O povo armado jamais será escravizado. E podem ter certeza que por ocasião das eleições de 2022, os votos serão contados no Brasil. Não serão dois ou três ministros do STF que decidirão como serão contados esses votos”.

O processo político assim ingressou numa atmosfera altamente densa, através da qual o presidente da República revela por ação tácita ter se afastado do caminho das eleições para se reeleger. Falou em tom exaltado e se referiu a inimigos que habitam a Praça dos Três Poderes de Brasília. Sem citar nominalmente a ministra Rosa Weber, ele se mostrou irritado com o despacho que não arquivou manifestação da Polícia Federal de que ele não tenha tentado interferir nas investigações da PF.

Bolsonaro, na sequência, defendeu a ditadura de 64 a 85, dizendo: “Na ditadura, todos aqui tinham direito de ir e de vir, de sair do Brasil, trabalhar, constituir família, estudar”. Críticos do pronunciamento presidencial lembraram, de acordo com Marianna Holanda e Matheus Vargas, Folha de S.Paulo de ontem, que houve milhares de denúncias de torturas que não foram apuradas ao longo do período da ditadura militar. Como se observa, o pronunciamento de Jair Bolsonaro não está absolutamente conexo.

CASO DOS PASTORES – Em certo momento, ele condenou o que fizeram com o ministro Milton Ribeiro “que nos deixou temporariamente”, frisou, após o caso dos pastores e das verbas orçamentárias.

Portanto, Bolsonaro admitiu diretamente que Ribeiro poderá voltar à pasta da Educação. Em outro trecho, reagiu contrariamente àqueles que o criticam por não tomar vacina e usar a máscara. “O problema é meu, a vida é minha. Não vou tomar vacina.”, acentuou.

REPERCUSSÃO – O episódio e sua repercussão representam mais um episódio da sucessão presidencial. Nesse, inclui-se a desistência de Sergio Moro que vinha obtendo 8% das intenções de voto, segundo o Datafolha, e as decisões de João Doria e Eduardo Leite que renunciaram aos governos de São Paulo e do Rio Grande do Sul.

 Mas isso não significa exatamente que vão ser candidatos à Presidência da República. A desincompatibilização vale também para o Senado Federal e a Câmara dos Deputados. Eduardo Leite, ao meu ver, tem um caminho muito difícil, pois mesmo na hipótese de Doria desistir da candidatura ao Planalto, ficaria horrível para o PSDB retomar um projeto  que havia sido interrompido pelas prévias realizadas entre os tucanos.

O quadro sucessório tornou-se mais restrito, porque se um candidato que tem 8% dos votos desiste, que dirá aqueles que têm 2%, como é o caso de João Doria, e 1% como é o caso de Simone Tebet. A atmosfera ficou novamente muito pesada e a democracia, como Fachin destacou, encontra-se novamente sob ataque.

“Não confundirás liberdade com delinquência” devia ser jurisprudência de todos os tribunais

Publicado em 2 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Charge: Dia Internacional da Liberdade de Expressão

Charge do Miguel Paiva (Brasil 247)

Conrado Hubner Mendes
Folha

A retórica bolsonarista induz equivalência onde há diferença, e diferença onde há equivalência. Também invoca liberdade onde há delinquência, e aponta delinquência onde há liberdade. E o faz por meio de verve histriônica que estimula pânico moral, atrofia a reflexão e forja inimigos imaginários. Ataca o fígado, polui o pensamento.

Essa confusão essencial do projeto de dominação autoritária interdita a civilidade e deixa a esfera pública estupidificada para fazer juízos objetivos sobre fatos e normas. Já a esfera escura do Telegram, testando os limites da lei e da autoridade judicial, vem com sangue nos olhos e pistola nas mãos.

MUITOS EXEMPLOS – A tentativa de obter lucro político com o desgoverno conceitual tem muitos exemplos. O campo da liberdade de expressão é o mais fértil.

Já se ouviu que Daniel Silveira teria liberdade de expressão para ameaçar de morte ministros do STF e incitar ataques ao tribunal porque, afinal, Felipe Neto teve tal liberdade para criticar o presidente. Se um foi preso, por que o outro não foi?

A mesma confusão ocorre quando se tenta induzir equivalência entre ordem judicial de suspensão do Telegram, empresa que por um ano ignorou decisões do STF e se recusou a cooperar na investigação de atividades criminosas facilitadas na rede; e a ordem de ministro da Justiça para suspender filme escrito por Danilo Gentili em que um personagem malvado, interpretado por Fábio Porchat, fazia insinuações sobre pedofilia.

O CASO DO REITOR – Esse esfumaçamento de distinções se espalha para campos inesperados. Até ex-reitor da USP já caiu no vórtice de falsas equivalências. Diante da pressão para indeferir tentativa de intimidação contra docente da universidade, publicou nota genérica onde dizia que professores “às vezes emitem opiniões contraditórias e até discutíveis”. Mas assegurou: “Defenderei o direito de externarem suas opiniões, mesmo que, com elas, não concorde”.

Sofriam processos éticos na universidade um negacionista climático, um negacionista pandêmico que desenhou com Bolsonaro o gabinete paralelo da saúde, e um professor de direito que criticou PGR em coluna de jornal.

O então reitor tratou tudo como “opiniões pessoais de docentes que resultaram em grande polêmica”. Não se permitiu distinguir crítica baseada em fatos e argumento jurídico, de um lado, e corrupção da ciência, de outro. Seria importante.

MANIPULAÇÃO – Quando essa prática contagiosa de manipulação se propaga por meio de infraestrutura industrial de desinformação, com capacidade inédita de customização a perfis pessoais, seu potencial se torna muito explosivo. Em especial no processo eleitoral.

Se o TSE subestimar o momento histórico e continuar a tomar decisões precárias em coerência e fundamento jurídico, não conseguirá sustentar a credibilidade das eleições. Pode cair e levar a democracia junto.

A decisão liminar do ministro Raul Araújo vai nessa trágica direção. Considerou que músicos do Festival Lollapalooza teriam feito “propaganda eleitoral antecipada” no palco. Determinou multa em caso de violação. Sequer dialogou com o requisito legal de “pedido explícito de voto”. Nem ponderou se não se tratava de elementar crítica ao atual presidente, que nem candidato é ainda. Nada na lei o apoiava.

DESCULPE, FOI ENGANO – Dois dias depois, esculachado por artistas, juristas e instituições em todo canto do país, Araújo revogou sua liminar e saiu de fininho. Disse que se confundiu e pensava ser a organização do evento que “promovia propaganda política ostensiva estimulando artistas”.

Assegurou que artistas, individualmente, teriam ampla liberdade de expressão. Mas a liminar revogada mencionava só comportamento de artistas, não a organização. Não ficou bonito para a castigada dignidade judicial.

Não é difícil imaginar a exploração que o presidente continuará a fazer desse bate-cabeça jurisprudencial, que não foi inventado por Araújo. Se artistas têm liberdade para, em evento privado, gritar “fora Bolsonaro”, por que não poderia o presidente, em comício pago com dinheiro público, antes do período de campanha, gritar algo na linha de “metralhar a petralhada” e “mandar militantes para a ponta da praia”?

INSTILAR DESCONFIANÇA – Para um projeto político que desde sempre busca instilar desconfiança nas eleições e na justiça eleitoral, a prática lotérica do Tribunal Superior Eleitoral ajuda muito.

Não que jurisprudência firme do TSE impedisse o autocrata de fazer o mesmo, mas pelo menos dificultaria.

Aliás, o tribunal não tem reservas abundantes de capital político para gastar no voluntarismo monocrático aos sábados pela tarde. Essa postura torna mais fácil travestir delinquência em liberdade.

Grupo formado por ACM Neto, Alcolumbre e Caiado quer expulsar Moro do União Brasil


O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato do União Brasil ao governo da Bahia, ACM Neto Foto: Reprodução

ACM Neto se acertou com Lula sem consultar o União Brasil

Sérgio Roxo, Julia Lindner e Bianca Gomes
O Globo

Uma ala do União Brasil formada por egressos da direção do antigo DEM quer a impugnação da filiação do ex-juiz Sergio Moro ao partido. A decisão é uma reação à declaração do ex-magistrado de que “não desistiu de nada”.

“O requerimento de impugnação da filiação dele será assinado pelos oito membros com direito a voto no partido, o que corresponde a 49% do colegiado. A filiação, uma vez impugnada, requer 60% para ter validade — declarou o secretário-geral do União Brasil, ACM Neto.

NOTA DE PROTESTO – O grupo é o mesmo que na quinta-feira havia soltado uma nota em que deixavam “claro que o eventual ingresso (de Moro) ao União Brasil não pode se dar na condição de pré-candidato à Presidência da República”.

Assinavam a nota ACM Neto, o ex-senador José Agripino Maia, o deputado Efraim Filho (PB), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, a deputada Professora Dorinha (BA), o ex-ministro Mendonça Filho, o senador Davi Alcolumbre e o prefeito de Salvador, Bruno Reis.

Questionado pelo GLOBO sobre a decisão da ala do União Brasil de apresentar a impugnação da sua filiação, Moro não respondeu. Pessoas próximas ao ex-ministro disseram que o pedido de impugnação não preocupa em nada e que é apenas um ato político da ala conduzida por ACM Neto.

CAIADO É CONTRA — “Se ele se filiou para ser candidato a presidente, vamos pedir a impugnação da filiação dele agora” — disse Caiado.

Também o deputado Elmar Nascimento (BA), líder do União na Câmara, afirmou que Moro não tem respaldo na legenda para ser candidato à presidência. “A gente falou sobre ele entrar para disputar uma vaga no Congresso, se ele não quiser, paciência, não disputa a nada” — disse, ao GLOBO.

Para Elmar, o presidente do partido, Luciano Bivar, seria um nome mais forte do que Moro para representar a sigla eventualmente na corrida presidencial, por ser mais articulado. Já o deputado Alexandre Leite (SP), que na quinta-feira anunciou que Moro se filiaria para ser candidato a deputado federal, afirmou ao GLOBO que também apoia uma eventual impugnação se ele insistir na candidatura à presidência:

OUTRAS OPINIÕES – Aliado de Moro, o deputado Bozzella (SP) afirmou que o partido não pode ignorar o potencial que Moro tem como um “ativo muito forte” em São Paulo.

— Ele entra sem garantia de nada, mas você não pode obrigar que tem que ser daquela forma. Isso vale com qualquer filiado. Moro veio sem nenhuma garantia. Ele dizer que vai ser candidato a A, B ou C, só tempo vai dizer — disse.

Bozzella acrescentou que a candidatura de Moro a deputado federal, se ocorrer, tem que ser viabilizada de forma natural, não como uma imposição.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Nada de novo no front ocidental, diria o escritor alemão Erich Maria Remarque. O partido União Brasil é uma espécie de frente, com várias alas, tipo escola de samba. Quem comanda o movimento contra Moro é a chamada ala das baianas, liderada por ACM Neto, que fez acordo com Lula na Bahia sem consultar o partido.

Além disso, dizer que Bivar seria candidato mais forte do que Moro é certamente Piada do Ano. Com toda certeza, Moro só entrou no União Brasil com apoio irrestrito de Bivar. O resto é perfumaria, como se dizia antigamente. (C.N.)

Site IBI abre novo espaço no campo da inteligência investigativa na imprensa brasileira.

 

Já está no ar o mais novo e revolucionário veículo da imprensa brasileira. O Site IBI — Inteligência Brasil Imprensa (ibi.ong.br), do coletivo de profissionais da imprensa, que será o braço digital do Jornal Repórter — que há mais de 17 anos vem atuando com seriedade e credibilidade no jornalismo impresso. Nasce visando abrir um novo espaço no campo da inteligência investigativa, reunindo notícias de todas as regiões brasileiras, permitindo que jornalistas, radialistas, fotógrafos e articulistas tenham um espaço para interagir e publicar. Com amplo espaço para colaboradores, o IBI discutirá também os problemas enfrentados pelos profissionais da Imprensa, em nosso país.


Entre eles, identificar os profissionais em estado de vulnerabilidade, promover qualificação profissional, orientação jurídica, discutir e propor políticas públicas para a categoria junto ao legislativo. Bem como, promover e discutir ações de proteção e segurança dos profissionais da imprensa, junto aos governos, Estados e Municípios, defender o Estado Democrático de direito, a Liberdade de Expressão e Imprensa, os Direitos Humanos e Ação Social. 


Mas, Calma! Só estamos começando e para todo início de um sonho, uma certeza: Podemos, todos juntos (concretizar) deste coletivo (IBI), um instrumento de liberdade e igualdade, com democracia e dignidade. 


O portal irá focar o seu conteúdo editorial — produzido por um grupo de jornalistas, fotógrafos e colaboradores de comprovada credibilidade — em temas voltados aos Negócios, Economia, Política, Cultura, Turismo, Sociedade, Saúde, Meio Ambiente, Sustentabilidade, Variedades, entreoutros.


Dele fará parte também a versão digital do Jornal Repórter.

 

O jornal ainda terá distribuição gratuita da edição impressa direcionada a diversos setores como Governo do Estado e Secretarias, Assembleia Legislativa, Agências de Turismo, bancas de revista, Câmaras de Vereadores, entre outros, e via Internet, em PDF, para milhares de leitores do seu banco de endereços eletrônicos.


Ambos os veículos se propõem a serem opções de veiculação de anúncios, notas e fotos de interesse da população.  

 

Vamos lá! O que você está esperando? Basta acessar o endereço eletrônico www.ibi.ong.br e acompanhar as principais notícias do nosso portal. 

 

Ah! Acompanhe também nas redes socias do IBI, Instagram, Facebook e Twitter, as notícias serão replicadas lá. 

 

 

Um grande abraço, 

 

 

Fábio Costa Pinto 

Direção Executiva (Jornalista)

 

Paulo Roberto Passos Amâncio

Direção Editorial (Jornalista)

 

Wandaick da Costa de Souza

Direção de Imagem e Fotografia (Repórter Fotografico).

Neste domingo, Jerônimo lança Programa de Governo Participativo em Feira de Santana

 



O pré-candidato ao Governo do Estado pelo Partido dos Trabalhadores (PT-BA), Jerônimo Rodrigues, realiza o lançamento do Programa de Governo Participativo (PGP), neste domingo (3), em Feira de Santana, cidade onde trabalhou como professor da Universidade Estadual de Feira de Santana. O lançamento, que terá as presenças dos pré-candidatos a vice-governador, Geraldo Junior (MDB), e a senador, Otto Alencar, além de Jaques Wagner, será às 9h no Zilas Cerimonial, na Rua Rio Xingu, no bairro Irmã Dulce. 

Nas duas últimas eleições estaduais, em 2014 e 2018, Jerônimo coordenou o Programa de Governo de Rui Costa, que cumpriu o maior número de compromissos de campanha em todo o Brasil. Agora, Jerônimo voltará a percorrer os 27 territórios de identidade da Bahia na condição de pré-candidato ao Governo com a mesma finalidade: ouvir sugestões e demandas de baianos e baianas para suas respectivas regiões. Essas propostas serão estruturadas e poderão fazer parte do Plano de Governo que será registrado na Justiça Eleitoral. No ato deste domingo, em Feira de Santana, será apresentado o modelo de participação popular do PGP 2022. 

O evento terá transmissão ao vivo no Instagram e Facebook do pré-candidato e contará com a participação de lideranças políticas de todo estado, como prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, deputados, além de movimentos sociais e da sociedade civil. A data de lançamento do PGP coincide com o aniversário de Jerônimo Rodrigues, que completa 57 anos neste domingo.

Ascom PT Bahia

Sucessão em Jeremoabo

 Paulo Afonso - Bahia 02/04/2022


                                             Foto: Divulgação

Luiz Brito DRT BA 3.913


Embora a sucessão municipal esteja distante, alguns políticos de Jeremoabo já se preparam para concorrer à Prefeitura. Pelo menos 6 pessoas, incluindo as que acham cedo para falar do assunto, são cotadas para suceder o prefeito, Derivaldo José dos Santos (PP), em 2024.

Os nomes ventilados são o do ex-prefeito Tista de Deda, o empresário Fábio da Secof e o vereador governista Jairo do Sertão. Por fora aparecem um sobrinho do prefeito Deri, de prenome Mateus de Clovis e o secretário Tista Andrade Eles seriam uma espécie de “alternativa” do partido, já que  o atual vice, Fábio da farmácia, segundo comentam, teria dito que não tem interesse em disputar a sucessão. Há quem também afirme que Fábio, o vice,   não  teria interesse na disputa.

Outro vereador que deixou nas entrelinhas o desejo de disputar a sucessão, não necessariamente agora em 2024, mas talvez em 2028 foi o presidente da Câmara, Kaká de Sonso.  A revelação foi feita durante entrevista dele na rádio Alvorada na última sexta-feira, 1 de abril. O também vereador Antônio Chaves, detentor de 8 mandatos consecutivos, inclusive, já atuou como prefeito interino, também em entrevista à rádio Alvorada,  praticamente descartou a possibilidade de disputar a sucessão. “Não tenho nenhum interesse” a não ser que seja um apelo popular, sentenciou Chaves. 

Hipotéticamente, o nome em evidência para a sucessão é o do vereador Jairo do Sertão. O parlamentar  em entrevista ao programa Boa Conversa, da rádio Alvorada FM,  semana passada, revelou  sua pretensão de disputar a Prefeitura de Jeremoabo.

De todos os nomes que começam a ser ventilados para a sucessão jeremoabense, o empresário Fábio da SECOF, é considerado nos bastidores com amplas possibilidades de ser o futuro prefeito da terra da jurema em flor. 

Tista de Deda que desde  o resultado da eleição passada tornou-se um túmulo,  não dá sinais de que  pretenda  tentar novamente a Prefeitura de Jeremoabo. 

Nota da redação deste Blog - Em Jeremoabo Santo de casa tem que aprender a fazer milagres; acredito que se o eleitor de Jeremoabo tiver bom  senso, discernimento e tentar correr atrás do prejuízo, nas próximas eleições escolherá um filho da terra; que seja Tista, Anabel,  Jairo, ou quem quer que seja, mas que tenha sido gerado e nascido no solo da Jurema em Flor.

Isso porque estamos sentindo na própria pele o que significa eleger quem não é filho de Jeremoabo,  o primeiro ato é abandonar os jovens da terra e lotear os principais empregos da prefeitura com o pessoal de fora, com familiares do gestor e cabos eleitorais, o restante, as migalhas servem  para enrolar os do " andar de baixo", isso sem falar nas fraudes e corrupção.

Quanto a possibilidade do atual vice prefeito sair candidato é bem remota, isso porque está mais para uma inegibilidade por 8(oito)anos, o processo por abuso do poder econômico está ai para ser julgado com uma dezena de denúncias graves,  bem fundamentadas e  documentadas.  

Fachin vê ‘democracia ameaçada’ e pede ‘aliança indivisível’ a presidentes dos TREs




O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Edson Fachin, afirmou na manhã desta sexta-feira, 1º, que a Justiça Eleitoral está "sob ataque" e a democracia, "ameaçada". A declaração integrou o discurso em que o chefe da corte eleitoral pregou uma "aliança indivisível" para os presidentes dos nove Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) da região Nordeste.

Fachin também registrou que a Justiça Eleitoral vai enfrentar "um período turbulento" com o pleito de 2022, apontando que a sociedade está ‘em alerta’.

"Os deveres nos chamam hoje, mais do que nunca, para dissipar o flerte com o retrocesso e assegurar que a institucionalidade prevaleça sobre a ordem de coisas inconstitucional", disse o ministro, após ressaltar a importância da defesa do processo eleitoral.

Segundo o presidente do TSE, a preocupação da corte para as Eleições 2022 é "garantir a segurança e a paz das cidadãs e dos cidadãos brasileiros".

"Não vamos aguçar o circo de narrativas conspiratórias das redes sociais, nem animar a discórdia e a desordem, muito menos agendas antidemocráticas. Nosso objetivo, neste ano, que corresponde ao nonagésimo aniversário da Justiça Eleitoral, é garantir que os resultados do pleito eleitoral correspondam à vontade legítima dos eleitores", ressaltou.

Fachin ainda destacou alguns "pontos relevantes" que devem estar nos radares dos presidentes dos TREs, entre eles o enfrentamento ao "grande mal" da desinformação e a realização de ações voltadas ao incentivo da participação feminina na política e ao combate à violência política de gênero.

Leia a íntegra do discurso de Fachin

A reunião de hoje é a segunda desta série de reuniões com os Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais de todo o Brasil. São os primeiros passos desse trabalho colaborativo para o avivar de nossa Justiça Eleitoral. Estreitar os laços com nossos Tribunais irmãos é compromisso da atual gestão frente à Presidência do Tribunal Superior Eleitoral.

De início, agradeço a presença das senhoras e dos senhores e informo que estamos aqui para dialogar. Para ouvir a respeito de suas realidades. Para compartilhar informações, experiências e planos para as Eleições de 2022.

Temos à nossa frente um período turbulento. Espero que, com serenidade e sabedoria, encontremos soluções e superemos desafios. A justiça eleitoral está sob ataque. A democracia está ameaçada. A sociedade constitucional está em alerta. Impende, no cumprimento dos deveres inerentes à legalidade constitucional, defender a Justiça Eleitoral, a democracia e o processo eleitoral.

Já é de conhecimento de todas e todos que a preocupação precípua do Tribunal Superior Eleitoral para as Eleições de 2022 é garantir a segurança e a paz das cidadãs e dos cidadãos brasileiros. Não vamos aguçar o circo de narrativas conspiratórias das redes sociais, nem animar a discórdia e a desordem, muito menos agendas antidemocráticas.

Nosso objetivo, neste ano, que corresponde ao nonagésimo aniversário da Justiça Eleitoral, é garantir que os resultados do pleito eleitoral correspondam à vontade legítima dos eleitores. Os deveres nos chamam hoje, mais do que nunca, para dissipar o flerte com o retrocesso e assegurar que a institucionalidade prevaleça sobre a ordem de coisas inconstitucional. Trata-se, obviamente, de uma nobre missão, cujo sucesso depende de um esforço de trabalho conjunto.

O dia de hoje será de comunhão e de diálogo. Nesta manhã, contaremos, nesta mesa de abertura, com a exposição do Dr. Frederico Alvim, Assessor Especial de Enfrentamento à Desinformação, que falará tanto sobre o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação quanto sobre o Programa de Fortalecimento Institucional.

Passaremos, logo após, às saudações iniciais da Dra. Christine Peter, Secretária- Geral da Presidência, do Dr. Rui Moreira, Diretor-Geral da Secretaria do Tribunal, da Dra. Flávia da Costa Viana, Juíza Auxiliar da Presidência e chefe da Assessoria Consultiva, do Dr. José Gilberto Scandiucci, Assessor de Assuntos Internacionais, e da Dra. Giselly Siqueira, Secretária de Comunicação e Multimídia.

Em seguida, terão a palavra o Des. Otávio Praxedes, Presidente do TRE-AL, o Des. Roberto Maynard Frank, Presidente do TRE-BA, o Des. Inácio Cortez, Presidente do TRE-CE, a Desembargadora Ângela Salazar, Vice-Presidente e Corregedora do TRE-MA, o Des. Leandro dos Santos, Presidente do TRE-PB, o Des. André Guimarães, Presidente do TREPE, o Des. José James Gomes Pereira, Presidente do TRE-PI, o Des. Gilson Barbosa, Presidente do TRE-RN, e o Des. Roberto Porto, Presidente do TRE-SE.

Às 11h30, contaremos com a participação da Dra. Polianna Pereira dos Santos, AssessoraChefe da Escola Judiciária Eleitoral do TSE, que fará a apresentação do programa permanente de Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais (CNEJEs).

Às 14hs, após o intervalo para almoço, contaremos com as exposições da Dra. Clara da Mota Alves, Juíza Auxiliar da Presidência e Secretária de Auditoria, e da Dra. Larissa Almeida Nascimento, Juíza Auxiliar da Presidência e da Ouvidoria, que tratarão das inovações na Secretaria de Auditoria e na Ouvidoria do TSE. Em todos os momentos, será aberta a palavra para manifestação ou pronunciamento das presidências dos Regionais.

Em seguida, teremos o painel com as exposições da Min. Maria Claudia Bucchianeri, Coordenadora da Comissão TSE Mulheres, e da Dra. Samara Santos, responsável pelo Núcleo de Inclusão e Diversidade. Por fim, o Dr. Júlio Valente, Secretário de Tecnologia da Informação, falará sobre a participação dos TRE’s no Programa Nacional de Cybersegurança e sobre as inovações do sistema eletrônico de votação. Reitero: após cada uma das apresentações, os senhores Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais e a senhora VicePresidente e Corregedora do TRE do Maranhão disporão de 30 minutos para comentários e indagações.

Para as 17h está programada a visita à sala-Cofre e ao Network Operation Center (NOC). E às 17h30 faremos uma pequena confraternização e encerramento das nossas atividades no Gabinete da Presidência.

Eu gostaria de chamar atenção, desde já e muito objetivamente, para alguns pontos relevantes que deverão estar no radar dos Tribunais Regionais Eleitorais. São eles: (i) conferir celeridade às providências para o pleito de 2022; (ii) dar especial atenção à manutenção das urnas, à convocação e treinamento dos mesários, estes que correspondem aos soldados do nosso front; (iii) trabalhar no sentido de contribuir para o enfrentamento desse grande mal que é a desinformação; (iv) observar as regras de cyber segurança; (v) articular-se com autoridades de segurança pública, buscando apoio para promover a paz no transcurso de todo o período eleitoral e ainda a fim de resguardar a integridade dos mesários e dos servidores da Justiça Eleitoral; e (vi) realizar ações voltadas à conscientização

sobre a participação feminina na política e também ao combate à violência política de gênero, que é a atual bandeira do TSE Mulheres, algo que digo com muito orgulho.

Sugiro, ainda, a exemplo do que tenho feito em âmbito nacional, uma aproximação com os representantes de Partidos Políticos, ouvindo-os e incentivando-os a se engajarem no combate à desinformação; a trabalharem no sentido de sensibilizar os jovens eleitores; a participarem ativamente das fases de fiscalização (inclusive no dia da eleição); a estarem alertas quanto à entrega das prestações de contas e à abertura de contas bancárias.

Mas não é só. Participar da organização das eleições é trabalho que ultrapassa a mera preparação dos atores e exige uma verdadeira articulação, mediante a assunção de tais objetivos como finalidades comuns de ação. Recentemente, diversas alterações normativas importantes foram provocadas pela Justiça Eleitoral, dentre as quais menciono:

Res. TSE nº 23.669/2021 (atos gerais) - Com o objetivo de ampliar a transparência e o acesso à informação na etapa de totalização dos votos, o art. 230 da Resolução foi alterado para diminuir o prazo de disponibilização dos Boletins de Urna (BUs) e tabelas de correspondência no Portal do TSE. Antes, o material era compartilhado em até três dias após o encerramento da totalização. Agora, os BUs e as tabelas ficarão acessíveis para o público ao longo de todo o período de recebimento dos dados pelo Tribunal.

Res. TSE nº 23.674/2021 (calendário eleitoral) - Alterada para se adequar à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 7021/DF, que assegurou a participação no pleito de 2022 das federações que obtiverem registro civil e deferimento do estatuto no TSE até 31 de maio.

Res. TSE nº 23.673/2021 (fiscalização e auditoria do sistema eletrônico de votação) - O parágrafo 1º do artigo 37 ganhou uma nova redação para aumentar a quantidade de urnas submetidas à auditoria dos sistemas eleitorais durante a cerimônia de preparação dos aparelhos. Em 2022, a verificação por amostragem será realizada em 3% a 6% das urnas preparadas para cada zona eleitoral, ao menos uma por município, escolhidas aleatoriamente pelos representantes

das entidades fiscalizadoras.

Res. TSE nº 23.610 (Propaganda Eleitoral) - Incluiu o artigo 125-A, que tem como finalidade o desenvolvimento de ações propostas pelas corregedorias regionais eleitorais para mitigar os efeitos da poluição ambiental que decorrem da distribuição de propaganda durante o período eleitoral. Como tem caráter propositivo, a medida sugerida pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Mauro Campbell Marques, não poderá restringir o pleno exercício da propaganda

eleitoral por partidos, federações e candidatas ou candidatos.

Na semana passada, foi aprovada em Plenário a Resolução que determina a prorrogação das consequências previstas no art. 7º do Código Eleitoral para os eleitores que deixaram de votar nas Eleições 2020 e não apresentaram justificativas ou não pagaram a multa. Ainda nesse contexto, promoveremos a edição de uma norma de suspensão do cancelamento de títulos eleitorais em virtude do não comparecimento a revisões, a exemplo do que foi realizado em 2020, assegurando o exercício ao direito de voto, tão importante no momento de nossa história constitucional e eleitoral.

É igualmente importante ressaltar que, na sessão administrativa de 29 de março, aprovamos a Resolução nº 23.693, que, alterando a Resolução nº23.673, ampliou o universo de urnas eletrônicas que serão objeto de fiscalização e auditoria no dia das eleições. Com isso, pretendemos privilegiar a transparência do processo eleitoral, permitindo que as entidades de fiscalização da sociedade civil chancelem a credibilidade do sistema eleitoral a partir de uma amostragem mais densa dos equipamentos a serem submetidos aos testes de integridade e autenticidade.

Na prática, aumenta-se a quantidade de seções que serão submetidas ao Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas, assim entendido como o evento de auditoria de verificação de funcionamento das urnas em condições normais de uso, previsto no § 6º do art. 66 da Lei nº 9.504/1997, o qual dispõe que "No dia da eleição, será realizada, por amostragem, auditoria de verificação do funcionamento das urnas eletrônicas, através de votação paralela, na presença dos fiscais dos partidos e coligações".

Quanto à aquisição de equipamentos de proteção individual (EPI), a exigência foi mantida. Para tanto, nos reuniremos com autoridades sanitárias para atualização do Plano de Segurança Sanitária, parâmetro do Plano Regional e do Protocolo de Segurança dos regionais para as datas de realização do pleito.

Para finalizar, senhores Presidentes e senhora Corregedora, repito o chamado que lhes fiz no dia 23 de fevereiro: um chamado à união. Nenhuma das medidas aqui mencionadas será plenamente levada a cabo se não houver uma atuação coordenada de nossos tribunais. Reitero, portanto, o convite, esperançoso e fraterno, para uma aliança indivisível em prol da Justiça Eleitoral, eixo central do Estado Democrático de Direito.

Queremos, portanto, ouvi-los. Queremos compreender suas demandas, críticas e sugestões a respeito da condução da nossa Justiça Eleitoral. Lembremo-nos de que se trata de um projeto desta gestão cautelosamente elaborado, ao longo dos últimos meses, com o fim de desenvolver um conjunto de ações a serem trabalhadas em parceria com os Tribunais Regionais, tudo com vistas à condução escorreita do processo eleitoral e à garantia de paz e segurança nas eleições de 2022. Esta é a nossa responsabilidade.

Acredito, muito sinceramente, nas potencialidades dessa agenda a que vos convido e estou seguro de que nosso diálogo trará ricos frutos a esse plano de construção colaborativa e horizontal do TSE com os TREs. Já disse uma vez e neste momento repito: estaremos juntos nessa jornada.

Estadão / Dinheiro Rural

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