sexta-feira, setembro 03, 2021

'Som do carro no talo': Motorista leva multa de R$ 29 mil por som alto em Salvador


por Mauricio Leiro

'Som do carro no talo': Motorista leva multa de R$ 29 mil por som alto em Salvador
Imagem Ilustrativa | Foto: Gabriel Cabral/Folhapress

Na música 'Seu Polícia', Zé Neto e Cristiano prometeram o "som do carro no talo", mas assumiram: "manda a multa que eu vou pagar". Só que essa brincadeira saiu bem cara para um motorista de Salvador. O homem foi autuado e multado em R$ 29.154,98 por poluição sonora, por produzir ruídos acima do permitido pela legislação com seu veículo. O caso foi julgado pela Comissão de Julgamento de Autos de Empreendimentos, Atividades, Publicidades, Ambiental e Poluição Sonora (CJA), na última quinta-feira (2). Mas acredite: essa não foi a multa mais alta que o município aplicou. 

 

"Tivemos multas de R$ 100 mil, de um 'paredão', no Alto do São João, na Boca do Rio. O permitido pelo trio elétrico é de 110 decibéis, a multa de R$ 29 mil teve 109 decibéis contabilizados, provavelmente foi após as 22 horas. Existe uma tabela própria. Temos multas superiores a essa. A multa incide pelos decibéis, quanto maior encontrado na ação fiscal, maior valor", comentou Márcia Cardim, subcoordenadora de fiscalização. 

 

Responsável por dar limite a quem quer fazer barulho, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) aponta que a multa varia de R$ 1.068,00 a R$ 168.00,00, dependendo dos índices encontrados na hora da medição. O cálculo é baseado na Unidade Fiscal de Referência (UFIR), que é um indexador usado como parâmetro de atualização do saldo devedor dos tributos e de valores relativos a multas e penalidades de qualquer natureza. 

 

"A arrecadação da Sedur não é só a sonora. De janeiro a agosto de 2021 foram 312 autos. No final de semana de 27 a 29 de agosto foram lavrados 17. Foram mais de 700 denúncias, mas esse final de semana também promete. As pessoas estão com dinheiro no bolso e estamos preocupados. A fiscalização sonora terá ‘Operação Morfeu’, que será com a Guarda Municipal, e a "Operação Cílere". Vamos ter uma outra com a Guarda Municipal, só para a região da Barra, indo até domingo e também na terça-feira", comentou Márcia.

 

E O QUE A LEI DIZ?

O volume permitido, entre 7h e 22h, é de 70 decibéis, e de 60 decibéis das 22h às 7h, de acordo com a Lei do Silêncio (Lei Municipal 5.354/98). As denúncias podem ser feitas através do Fala Salvador ou pelo telefone 156.

Bahia Notícias


Nota da redação deste Blog - Enquanto isso, em Jeremoabo o povo mesmo prejudicado desistiu de denunciar já que tudo pode.

A lei existe porém é desrespeitada e fica por isso mesmo; dane-se quem não gostar.

Manifestações no dia 7 de Setembro não contam com o aval das Forças Armadas

Publicado em 3 de setembro de 2021 por Tribuna da Internet

Brasília, 56 anos, uma capital gradeada | Agência Brasil

Na terça, será impedido o acesso à Praça dos Três Poderes

Augusto Fernandes
Correio Braziliense

Os atos programados por defensores do presidente Jair Bolsonaro para o 7 de Setembro, em Brasília e outras capitais do país, não têm recebido o apoio das Forças Armadas. O teor político que tem sido dado para as manifestações, inclusive com ameaças de invasão e depredação ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF) e de interdições de rodovias, é motivo de preocupação dentro dos quartéis, que não querem dar respaldo a protestos que sejam marcados por episódios de violência.

Nos últimos dias, Bolsonaro tem convocado apoiadores para as manifestações. Em diversos discursos, incitou os eleitores a não ceder nas críticas contra o STF e considerou o feriado como uma oportunidade única para que o país renove a sua independência. Ontem, o chefe do Executivo disse que “quem quer paz se prepare para a guerra”.

HÁ PREOCUPAÇÃO – A postura do chefe do Executivo e a mobilização dos bolsonaristas para os protestos da próxima semana não são bem avaliadas entre os militares. Dentro da caserna, a análise é de que o país precisa dar uma trégua na crise entre as instituições, e não reforçá-la. Dessa forma, as Forças Armadas evitam aderir ao movimento a favor do governo para não deixar a impressão de que estariam apoiando o Executivo na rixa com o Judiciário.

Apesar da presença de militares no governo, que devem incentivar os protestos de apoiadores do presidente, a maioria das Forças Armadas não quer embarcar nas falas de Bolsonaro também para evitar que a instituição seja vista como uma aliada do chefe do Executivo em um eventual golpe.

Constantemente, o presidente diz que as FAs são um “poder moderador” e que dão “apoio total” a suas decisões, discurso que não encontra respaldo nos quartéis.

RISCO DE VIOLÊNCIA – O deputado Coronel Armando (PSL-SC), da reserva do Exército, não esconde a preocupação de que as manifestações bolsonaristas sejam marcadas por atos violentos de pessoas infiltradas. Segundo ele, por mais que os atos promovidos por apoiadores do presidente sejam normalmente pacíficos, a situação política atual pode contribuir para atitudes mais exaltadas.

“Qualquer manifestação que passe a ter episódios de depredação ou de ameaça a instituições não deve ter a participação dos militares, seja da ativa, seja da reserva”, afirmou.

O parlamentar comentou que as Forças Armadas nunca incentivaram militares a participar de manifestações de cunho político e que, portanto, não seria diferente desta vez.

IMAGEM DOS MILITARES – De todo modo, o parlamentar destacou que isso não impede que alguém compareça ao ato desfardado. Mesmo assim, ele acredita que não seria bom para a imagem da instituição a presença de militares nos protestos do feriado.

“Manifestações pacíficas e pela liberdade democrática são legítimas, mas quando um protesto toma um caráter violento por parte de alguns infiltrados, isso muda de figura. A gente não pode estar nessa situação. Esperamos um ato pacífico, pela independência do país”, enfatizou.

O deputado General Peternelli (PSL-SP), também da reserva do Exército, acrescentou que “o país precisa de tranquilidade e o bem comum para todos”. “O foco de todos nós tem de ser o cidadão e a população brasileira. Quando há polarização, temos de sempre perguntar se ela contribui ou não para o bem comum da população. A manutenção da lei e da ordem é uma atribuição legal das Forças Armadas.”

PF prende mais um blogueiro bolsonarista por determinação do ministro Alexandre de Moraes

Publicado em 3 de setembro de 2021 por Tribuna da Internet

Urgente: a pedido da PGR, Moraes manda prender blogueiro bolsonarista | O  Antagonista

Wellington Macedo é um defensor de atos antidemocráticos

Márcio Falcão e Wellington Hanna
TV Globo — Brasília

A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira (3) o blogueiro bolsonarista Wellington Macedo. A ordem foi do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República.

A TV Globo apurou que ele foi preso em um hotel de Brasília. Em nota, a Polícia Federal confirmou a prisão e não divulgou maiores detalhes sobre o caso.

ATOS ANTIDEMOCRÁTICOS – “A medida, cumprida em Brasília, tem o objetivo de aprofundar investigações em curso nos autos de inquérito que tramita naquela Corte”, diz o comunicado.

Macedo é investigado no Supremo em um inquérito que investiga a organização e o financiamento de atos contra as instituições e a democracia.

Macedo não é o primeiro blogueiro bolsonarista a ser investigado e ter a prisão determinada pelo STF por condutas relacionadas à disseminação de notícias falsas e ameaças a autoridades.

O PRIMEIRO PRESO – Em junho de 2020, Moraes determinou a prisão de Oswaldo Eustáquio durante a investigação da organização e do financiamento de atos antidemocráticos na Esplanada dos Ministérios.

Segundo as investigações, à época, Oswaldo Eustáquio defendia de forma oblíqua uma ruptura institucional. Os investigadores citam por exemplo uma postagem em que ele afirma:

“Esse Supremo Tribunal Federal… corrupto… corrupto, que que ele fez? [Está] mancomunado com o Rodrigo Maia. [….] Em 64 não houve golpe militar, foi um contragolpe… porque daqui a pouco as pessoas vão falar: Oswaldo, você é a favor de uma intervenção militar? Não, eu sou a favor de uma intervenção do povo”.

Também naquele mês, a extremista Sara Giromini e outros cinco investigados foram alvos de mandados de prisão preventiva. O grupo chegou a acampar na Esplanada dos Ministérios e a disparar fogos de artifício na direção do prédio do STF.

“Apenas reproduziram e contextualizaram o conteúdo da representação feita pelo procurador”

 Lula perde ação contra jornalistas e é obrigado a pagar R$ 31,9 mil...


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Ex-presidente acionou a Justiça ao alegar danos morais por causa de reportagem

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não obteve sucesso ao processar três jornalistas por causa de reportagem publicada em 2015 pela revista Época. O petista procurou a Justiça alegando ter sofrido danos morais em decorrência do teor do conteúdo veiculado na ocasião. Por isso, pediu indenização. A solicitação, no entanto, não foi atendida.

Mais do que não aceitar o pedido de indenização, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal intimou Lula a pagar R$ 31,9 mil a título de honorários dos advogados dos três jornalistas que acabaram processados. A intimação foi publicada em 25 de março, mas ganhou vez na imprensa por meio de conteúdo divulgado no último fim de semana pelo site Poder 360.

O trio de profissionais da imprensa que se tornou alvo do processo movido pela defesa do ex-presidente era formado por Filipe Coutinho, Thiago Bronzatto e Diego Escosteguy. Os dois primeiros foram os repórteres que assinaram a matéria em que Lula era classificado como “o operador”, pois, segundo a matéria, o Ministério Público entendia que ele “era suspeito de ajudar a Odebrecht a ganhar contratos na América Latina e na África”. Escosteguy era, por sua vez, o redator-chefe da publicação mantida pela Editora Globo.

Derrotas do ex-presidente

Diante do teor da reportagem, que foi capa da edição 882 da revista Época, Lula recorreu ao poder Judiciário e sofreu seguidas derrotas. Primeiramente, o pedido de indenização por danos morais foi negado pela 12ª Vara Cível de Brasília. Depois, os advogados do ex-presidente tiveram insucesso perante o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJ-DFT) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Por isso, a intimação para o petista fazer o pagamento aos jornalistas.

Relator de um dos recursos apresentados pela defesa de Lula, o desembargador James Eduardo Oliveira considerou que os profissionais então contratados pela revista Época apenas explicaram ao público a ação de uma autoridade. Afinal, o ex-presidente havia sido alvo de investigação por parte do Ministério Público.

“Apenas reproduziram e contextualizaram o conteúdo da representação feita pelo procurador”

“Não se vislumbra deturpação dos fatos nem qualquer sinal de abuso da liberdade de comunicação. Os apelados [os três jornalistas] apenas reproduziram e contextualizaram o conteúdo da representação feita pelo procurador da República Anselmo Lopes, sem ataques pessoais e sem endossar as acusações que nela se continham”, afirmou Oliveira em trecho de sua decisão, lembra o Poder 360. Assim, o magistrado citou o nome do procurador responsável pela investigação noticiada há seis anos pela revista Época.

https://portal.comunique-se.com.br/lula-perde-processo-contra-jornalistas-da-revista-epoca/

Nota da redação deste Blog - Sou associado da ANASPS - cujo escritório sede fica localizado em Brasília. Essa associação quando é Ação de interesse coletivo ela através de suas BANCAS DE ADVOGADOS ESPECIALIZADOS toma a iniciativa de iniciar a AÇÃO. 

Quando trata-se de  assunto particular, pessoal, ela tem parceria com BANCAS DE ADVOGADOS em todo Brasil, então a depender da localidade o segurado é encaminhado para contratar os serviços com abatimentos.

Como não durmo no ponto, mesmo já tendo advogados em Jeremoabo e Paulo Afonso, hoje a tarde entrei em contato com colegas de Brasília e expus uma calúnia contra  minha pessoa ao ser acusado por um crime que não cometi, ou seja divulgar a verdade através de fatos e documentação oficial. 

Enviei a matéria que publiquei, anexando documento da OAB e uma Carta Precatório.

Os colegas fizeram foi gozação e disseram: poxa amigo, "você está disputando  Espaço com a Revista Época ".

E passaram esse caso do Presidente Lula QUE com as devidas proporções é semelhante ao que está acontecendo comigo em Jeremoabo cuja unica diferença é que Lula -e ex-presidente.

Isso só me dá orgulho porque é sinal que estou no caminho certo, publicando furos de notícias respaldado na lei.

N. 0028540-64.2015.8.07.0001 - CUMPRIMENTO DE SENTENÇA - A: FELIPE RIBEIRO ANDRE. Adv(s).: DF32293 - FELIPE RIBEIRO ANDRE. R: LUIZ INACIO LULA DA SILVA. Adv(s).: SP172730 - CRISTIANO ZANIN MARTINS. Poder Judiciário da União TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS 12ª Vara Cível de Brasília Número do processo: 0028540-64.2015.8.07.0001 Classe judicial: CUMPRIMENTO DE SENTENÇA (156) EXEQUENTE: FELIPE RIBEIRO ANDRE EXECUTADO: LUIZ INACIO LULA DA SILVA CERTIDÃO Certifico e dou fé que juntei aos autos extrato das custas finais. Fica a parte executada intimada para providenciar o pagamento do valor indicado no prazo máximo de 05 (cinco) dias. Para a emissão da guia de custas judiciais, deverá a parte acessar a página do Tribunal (www.tjdft.jus.br) no link Custas Judiciais, ou procurar um dos postos de Apoio Judiciário da Corregedoria localizados nos Fóruns. Caso haja interesse, poderá a parte imprimir ou salvar documentos de seu interesse, ficando, desde já, advertidas de que os documentos contidos nos autos de processos findos poderão ser eliminados de acordo com a tabela de temporalidade aprovada pelo Tribunal. BRASÍLIA, DF, 23 de março de 2021 21:03:08. PATRICIA SOARES SETTE Diretora de Secretaria


' O pau que dá em Chico, dá em Francisco'.

 

CONDUTA ATÍPICA

Jornalista que criticou promotor no PR é absolvido da acusação de calúnia

Por 

A denúncia de crime contra a honra deve demonstrar a intenção de ofensa. Por essa razão, a 7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região confirmou, na íntegra, sentença que absolveu o jornalista Benedito Francisquini, diretor do jornal Tribuna do Vale, de Santo Antônio da Platina (PR), da acusação de caluniar o promotor de justiça eleitoral João Conrado Blum Júnior, da 57ª Zona Eleitoral da Comarca de Andirá (PR).

O caso começou quando o jornal, em outubro de 2012, apontou ter ocorrido interferência do Ministério Público na divulgação de uma reportagem que mostrava o então candidato e hoje prefeito de Andirá (PR), Ronaldo Xavier (PTB), comprando três comprimidos de ecstasy de um traficante. As imagens, feitas na reta final da campanha eleitoral, foram veiculadas pela TV Tarobá, afiliada da Rede Bandeirantes no estado.

“Quando todo mundo esperava que a denúncia ganhasse contornos policiais, já que se trata de um caso criminoso caracterizado por tráfico e porte de substâncias entorpecentes, eis que o prefeito acabou sendo beneficiado pela interferência do Ministério Público Eleitoral, que ingressou com ação contra a Tribuna do Vale e o site Youtube, que exibiu o filme, exigindo a retirada do vídeo da rede mundial de computadores, o recolhimento dos exemplares do jornal e a proibição de novas reportagens sobre o assunto”, escreveu o jornalista na reportagem “Imagens de prefeito comprando droga têm repercussão nacional”.

O trecho considerado ofensivo pelo promotor dizia o seguinte: “A Justiça Eleitoral concedeu liminar ao MP, registrando o raro caso de censura prévia, contrariando expressamente o que reza a Constituição da república. O que mais intriga é que a ação do MP foi por iniciativa própria do promotor de justiça, que não foi acionado pela coligação do prefeito Xavier. Ou seja, o MP atuou como advogado de defesa do prefeito flagrado cometendo um crime”.

Para o Ministério Público Federal, autor da ação penal, o jornalista caluniou o promotor, pois lhe atribuiu fato definido como crime de “advocacia administrativa”, previsto no artigo 321 do Código Penal. O crime de calúnia está tipificado no artigo 138 do mesmo Código. No primeiro grau, o juiz Rogério Cangussu Dantas Cachichi, da 1ª Vara Federal de Jacarezinho (PR), disse que, embora a imputação do crime de advocacia administrativa seja repreensível sob os aspectos moral e cível, a ofensa não demonstrou ter se revestido de tamanha contundência e gravidade que a caracterize como ilícito penal. 

“A lesão moral que sofrera a vítima não foi tal nem tamanha que autorizasse tutela penal. A matéria veiculada sequer citou o nome da vítima; o ponto de maior pessoalização dá-se pela referência ao cargo de Promotor de Justiça. O teor publicado está menos próximo da ofensa à honra objetiva tutelada pelo direito penal do que da crítica áspera, contundente, até desrespeitosa que, se não edifica, também não destrói”, cravou na sentença, que absolveu o réu com base no artigo 386, inciso III, do Código de Processo Penal — o fato não constitui infração penal.

A atipicidade da conduta também foi reconhecida nesta mesma linha de raciocínio pelo relator da Apelação Criminal no TRF-4, juiz convocado Rodrigo Kravetz. Para este, a configuração de calúnia necessita que a ofensa seja dirigida contra pessoa certa e determinada. E isso não ficou claro no caso concreto, porque a matéria jornalística não citou o nome do promotor, referindo-se, apenas ao seu cargo.

“O conteúdo da publicação dita por ofensiva se dirigiu não à pessoa do Promotor de Justiça, mas sim ao proceder em relação à impetração de liminar pelo Ministério Público, para que não fosse veiculada notícia contra um candidato à Prefeitura Municipal de Andirá/PR”, registrou o relator. Para ele, não ficou demonstrado, portanto, o intuito de ofender, ou manchar a honra de João Conrado Blum Júnior, mas tão somente de informar e criticar sobre possíveis irregularidades nas eleições municipais. 

Clique aqui para ler a sentença.
Clique aqui para ler o acórdão.

https://www.conjur.com.br/2016-ago-15/jornalista-criticou-promotor-absolvido-acusacao-calunia


Nota da redação deste Blog Estou sendo convovado a publicar materias reais a respeito do que seja crimes de calúnia, injuria e difamação,  APENAS A SERVIÇO DA VERDADE E DA JUSTIÇAS NO SENTIDO  de mostrar que nem que brilha é ouro.


 

Independência, fim da escravidão e queda de ditaduras foram obras das oposições através da história

Publicado em 3 de setembro de 2021 por Tribuna da Internet

Planalto e oposição devem encarar o 7 de Setembro como uma data de todos

Pedro do Coutto

Ao se aproximar a data de 7 de setembro, que está sendo objeto de manifestações políticas em favor do governo ou contra ele, todos nós devemos lembrar que a independência do Brasil foi uma conquista do nosso país e que, portanto, não pode estar condicionada ou sujeita à interpretações momentâneas, seja num sentido ou em outro: ou seja, sob qualquer inspiração político-partidária. Mas o Dia da Pátria, na minha visão, abre oportunidade para uma análise histórica dos acontecimentos marcantes da vida brasileira e de sua característica primordial como nação.

A independência proclamada por Dom Pedro I em 1822, data que se aproxima do bicentenário, foi uma decorrência de uma ação oposicionista contra a Corte de Lisboa, conduzida no lado brasileiro pela figura extraordinária de José Bonifácio de Andrada e Silva. O fim da escravidão em 1888 foi uma outra consequência que assinalou a vitória da oposição ao regime imperial que consagrava o trabalho escravo, tanto assim que o Brasil foi o último país a aboli-lo em todo o mundo. A campanha abolicionista que teve como líder maior Joaquim Nabuco contou com a participação, entre outros, de Ruy Barbosa, de José do Patrocínio e de Lopes Trovão, considerado um dos maiores oradores da campanha.

DERROTA FRAGOROSA – A libertação dos escravos foi uma derrota fragorosa da indignidade do escravagismo e da posição verdadeiramente anticristã dos escravagistas. A República que, como lembrou o historiador Hélio Silva, “não esperou o amanhecer de 15 de novembro de 1889”, foi outra vitória das oposições brasileiras.

Em 1945, o fim da ditadura Vargas foi outra consequência histórica da força oposicionista. Finalmente, mais um exemplo concreto, a campanha pelas Diretas Já e pela vitória de Tancredo Neves levaram ao fim a ditadura político-militar instaurada em abril de 1964. Eleito com esmagador apoio popular, o destino impediu Tancredo Neves de assumir. Mas, sem sombra de dúvida, a democracia se reconsolidou no país com a investidura de José Sarney na Presidência da República. Terminava o longo ciclo militar de poder, abalado irremediavelmente com o episódio do Riocentro em maio de 1981.

Por todos esses acontecimentos, tanto o Palácio do Planalto quanto as oposições devem encarar o 7 de Setembro como uma data de todos os brasileiros e, principalmente, do próprio Brasil. Reportagens de Igor Gielow, Folha de S. Paulo de quinta-feira, e de Gustavo Schmitt, no O Globo, focalizam a existência de tensões e, sobretudo, intenções absurdas de transformar a data máxima brasileira numa expressão partidária. No Brasil existem partidos, é claro, mas o país não é partido de corrente alguma. É de todos os brasileiros e brasileiras.

RECUO DA ECONOMIA – Ivan Martínez-Vargas e Carolina Nalin, no O Globo, destacam o recuo do Produto Interno Bruto na escala de 0,1% no segundo trimestre deste ano. O resultado é apresentado como uma estagnação. Mas é pior. Trata-se de um recuo porque a população brasileira, segundo o próprio IBGE, cresce 0,7% de um ano para o outro, já descontada a mortalidade. O crescimento populacional assim é resultado  de 1,4% de nascimentos e de 0,7% de mortes.

A comparação entre o PIB e o índice demográfico é fundamental, uma vez que a renda per capita de um país é o resultado da divisão de seu Produto Interno Bruto pelo número de habitantes. Dessa forma, acentuo, o crescimento econômico efetivo tem que levar em conta o aumento populacional. O tema é focalizado também por Eduardo Cucolo, Leonardo Vieceli e Eduardo Sodré, Folha de S. Paulo.

O Goldman Sachs, o Morgan Stanley e o  Credit Suisse fazem projeções para o PIB que a meu ver não tem base na realidade porque, no fundo, se referem a um possível crescimento do produto este ano em relação a uma base muito fraca no exercício anterior, pois, no momento, em retração de compras até nos supermercados, como será possível estimar que o PIB possa avançar entre 4,9 e 5,2 pontos, como destacam ?

CÁLCULO OTIMISTA – Tanto a base é fraca que os três bancos acham, num cálculo otimista, que o Produto Bruto brasileiro crescerá entre 1,5% a 2% no próximo ano, mas o consumo das famílias no indispensável setor de alimentos retraiu-se, o desemprego continua alto e o Banco Central elevou a taxa Selic justamente para obter maior colocação dos títulos do governo no mercado. Caso contrário, não teria o menor sentido o devedor propor ao credor taxas de juros mais altas.

De qualquer forma, o problema persiste porque a inflação em 12 meses está calculada em 7%. Como se vê, 1,8% acima da remuneração dos títulos do Tesouro, a base da Selic. Na verdade, os bancos não são devedores da taxa Selic e sim credores através dela da dívida acumulada pelo Tesouro Nacional.

DESONERAÇÃO DA FOLHA – Se for prorrogada por cinco anos a desoneração das contribuições patronais para com o INSS, matéria de Mariana Holanda e Fábio Puppo, na minha opinião, o governo decretará a insolvência do INSS. Isso porque a contribuição da renda está reduzida de 20% sobre a folha de salários para uma escala entre 1% a 4% do faturamento bruto das empresas. É claro que tal esquema representa um risco para a Previdência Social do país.

Prorrogar a desoneração por cinco anos, desejo acentuar, será estabelecer a insolvência do INSS porque o mercado não está admitindo novos empregados e as aposentadorias vão crescendo, como é natural, em face do atingimento tanto do tempo de contribuição necessário, quanto da idade exigida. Sem novos empregos, a receita previdenciária não cresce, e com o acréscimo das aposentadorias, os encargos não param de aumentar. O governo está assim diante de um dilema que ameaça não só toda a população, como a sobrevivência de um projeto social indispensável para a vida humana.

MORTE MISTERIOSA – Pai da jornalista Lygia Jobim, o embaixador José Jobim, que apareceu morto em 1979 na Urca como se houvesse se enforcado, tornou-se o nome da turma do Instituto Rio Branco que concluiu o curso na quarta-feira. A reportagem é de Eliane Oliveira, O Globo, lembrando que José Jobim foi embaixador do Brasil no Paraguai e embaixador junto ao Vaticano. No final de uma tarde, disse à sua filha que iria visitar um amigo e não retornou mais. Dois dias depois, a família recebeu um telefonema informando que o seu corpo fora encontrado na Urca.

O presidente Jair Bolsonaro participou da formatura que foi das mais rápidas e não teve a presença de jornalistas, segundo o Itamaraty, em função de cuidados exigidos pela Covid -19. A paraninfa da turma foi a embaixadora Maria Celina de Azevedo Rodrigues, presidente da Associação dos Diplomatas do Brasil. Antes de desaparecer, o embaixador José Jobim publicou um livro sobre o preço da construção da hidrelétrica de Itaipu. Diplomatas ouvidos pelo O Globo disseram não terem sido informados sobre o evento, talvez em função da escolha de José Jobim como patrono da turma.


Nelson Rodrigues tinha razão: como os idiotas já são maioria, acabam nos governando

Publicado em 3 de setembro de 2021 por Tribuna da Internet

Nelson Rodrigues | Citações políticas, Nelson rodrigues frases, Citações  sábiasMário Assis Causanilhas

O jornalista e acadêmico uruguaio Leonardo Haberkorn desistiu de continuar dando aulas na carreira de Comunicação na Universidade ORT de Montevidéu, justificando sua atitude por meio de uma carta aberta que comoveu o mundo da Educação no Uruguai e vale para qualquer país do mundo.

O reduzido texto do professor universitário revela uma cruel realidade, porque ainda não tinha percebido que a situação chegara a tal ponto. É perigoso nivelar a sociedade por baixo. Como dizia Nelson Rodrigues, os idiotas são maioria e seremos governados por eles.

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É IMPOSSIVEL ENSINAR A QUEM NÃO QUER APRENDER

Leonardo Haberkorn

“Depois de muitos anos, hoje dei aula na faculdade pela última vez. Cansei de lutar contra celulares, contra WhatsApp e Facebook. Eles me venceram. Eu desisto. DeiteI a toalha fora. Cansei de falar de assuntos que me apaixonam perante rapazes e moças que não conseguem descolar a vista de um telefone que não cessa de receber selfies.

′Claro, é verdade, nem todo mundo é assim. Mas eles estão cada vez mais robotizados. Até três ou quatro anos atrás, a exortação a deixar o telefone de lado por 90 minutos – mesmo que fosse só para não ser rude – ainda tinha algum efeito. Já não tem mais.

Pode ser que seja eu, que tenha me desgastado demais no combate. Ou que esteja fazendo algo errado. Mas há uma coisa certa: muitos desses garotos não têm consciência do quão ofensivo e destruidor é o que eles fazem. Além disso, é cada vez mais difícil explicar como funciona o jornalismo perante as pessoas que não o consomem nem veem sentido a ser informado.

NINGUÉM SABE NADA – Essa semana, na aula saiu o tema Venezuela. Apenas uma estudante entre 20 pôde dizer o básico do conflito. O bem básico. O resto não tinha a mínima ideia. Perguntei se vocês sabiam que uruguaio estava no meio dessa tempestade. Obviamente, ninguém sabia.

Perguntei se vocês conheciam quem é o Vouga. Silêncio. Do fundo do salão, uma única garota balbuciou: Não era o chanceler?

É assim com tudo. O que está acontecendo na Síria? Silêncio. Que partido é mais liberal, ou está mais à ′′esquerda′′ nos Estados Unidos, os Democratas ou Republicanos? Silêncio.  Sabem quem é Vargas Llosa? Sim, sim! Alguém leu algum dos seus livros? Não, ninguém.  

ESCRAVOS DO CELULAR – Sinto muito que os jovens não podem sair do celular, nem mesmo na sala de aula. Conectar pessoas tão desinformadas com jornalismo é complicado.

É como ensinar botânica a alguém que vem de um planeta onde não existem vegetais. ′′ Em um exercício em que deviam sair para procurar uma notícia na rua, uma estudante retornou com a notícia de que ainda são vendidas jornais e revistas nas ruas.

Chega um momento em que ser jornalista te joga contra. Porque um é treinado a calçar os sapatos do outro, cultiva a empatia como ferramenta básica de trabalho.

ELES SÃO VÍTIMAS – E aí vê que esses garotos – que continuam a ter a inteligência, a simpatia e o aconchego de sempre – foram enganados, que a culpa não é só deles. Que a incultura, o desinteresse e a absorção não lhes nasceram sozinhos.

Que eles foram a matar a curiosidade e que, com cada professora que deixou de lhes corrigir as faltas de ortografia, eles aprenderam que tudo dá mais ou menos o mesmo. Então, quando você entende que eles também são vítimas, quase sem perceber você vai baixando a guarda.  E o mau acaba sendo aprovado como medíocre; o medíocre passa por bom; e o bom, as poucas vezes que chega, comemora-se como se fosse brilhante.

Não quero fazer parte desse círculo perverso. Nunca fui assim e não serei. O que eu faço, sempre gostei de fazer direito. O melhor possível. E não suporto desinteresse diante de cada pergunta que faço e responde-se com o silêncio. Silêncio. Silêncio. Silêncio. Eles queriam que a aula terminasse. Eu também.

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TCM aponta má gestão em Jeremoabo

Matéria completa: portaldafeira.com.br https://www.portaldafeira.com.br/noticia/153979/tcm-aponta-ma-gestao-em-jeremoabo                  ht...

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