domingo, julho 04, 2021

Virou bagunça! Ministério da Saúde deu aval para reverendo negociar compra de vacinas


Flávio Bolsonaro com o reverendo que negocia vacinas

Bruno Tavares
Jornal Nacional

E-mails obtidos pelo Jornal Nacional revelam que o diretor de Imunização do Ministério da Saúde, Lauricio Monteiro Cruz, deu aval para que um reverendo e a entidade presidida por ele negociassem 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca em nome do governo brasileiro com a empresa americana Davati.

A Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários, conhecida como Senah, foi fundada pelo reverendo Amilton Gomes de Paula. A sede fica em Brasília. São os nomes da Senah e do reverendo que aparecem nos e-mails obtidos pelos Jornal Nacional.

CARTA DE PROPOSTA – O JN procurou Cristiano Carvalho, representante oficial da Davati no Brasil, e ele confirmou que estava copiado nas mensagens.

No dia 23 de fevereiro, Lauricio Cruz, que é diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, enviou um e-mail para o reverendo Amilton. O assunto do e-mail era: “lista de presença e carta de proposta para fornecimento”.

A mensagem do e-mail começa assim: “inicialmente agradecemos a disponibilidade da Senah, representada por sua pessoa (…) Na apresentação da proposta comercial para fornecimento de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca”. E finaliza dizendo que “todos os processos de aquisição de vacinas no âmbito do Ministério da Saúde estão sendo direcionados pela Secretaria Executiva”.

REUNIÃO NO MINISTÉRIO – No dia 4 de março, o reverendo postou fotos em uma rede social de uma reunião no Ministério da Saúde. Cruz está em uma das fotos. Na postagem, o reverendo escreveu: “Senah faz reunião no ministério para articulação mundial em busca de vacinas e para a consecução de uma grande quantidade dos imunizantes a ser disponibilizada no Brasil”.

Em 9 de março, Cruz envia outro e-mail, desta vez endereçado a Herman Cardenas, presidente da Davati nos Estados Unidos: “Informo que o Instituto Nacional de Assuntos Humanitários, representado pelo seu presidente Amilton Gomes, esteve no Ministério da Saúde em agenda oficial da Secretaria de Vigilância em Saúde e no Departamento de Logística com a discussão sobre as tratativas sobre a vacina da ‘AstraZenica’ e que o mesmo foi encaminhado para a Secretaria Executiva do Ministério da Saúde”.

Em outro trecho do e-mail, o diretor de Imunização deixa claro que a Senah tinha o aval do Ministério da Saúde para negociar a compra de vacinas com a Davati: “por fim, esperamos que os avanços de forma humanitária entre o Ministério e ‘AstraZenica’ pelo Instituto Nacional de Assuntos Humanitários”. Esse instituto a que ele se refere é a Senah, a entidade presidida pelo reverendo Amilton Gomes de Paula.

EM ESTÁGIO FINAL – No dia seguinte, 10 de março, o reverendo Amilton enviou e-mail para o presidente da Davati nos Estados Unidos. Em inglês, o reverendo escreve: “Eu cordialmente venho agradecer pela confiança depositada em nossa instituição em conduzir negociações com o Ministério da Saúde do Brasil. As negociações estão em estágio final e a expectativa é que o contrato seja assinado em 12 de março de 2021”.

O reverendo diz ainda: “nós pedimos para que enviem os dados para preencher o contrato de aquisição das vacinas (…) E que seja fornecido o s-g-s para ser enviado ao ministro quando ele requisitar”.

SGS é nome de uma empresa de certificação que atesta se determinado produto está em conformidade com as normas e regulamentações.

PREÇO ASTRONÔMICO – Por fim, o reverendo faz um pedido: “nós solicitamos com urgência o FCO atualizado, com o valor de US$ 17,50 como acordado em 5 de março e com a data de entrega”. FCO é uma sigla em inglês que quer dizer oferta completa de venda.

O reverendo manda um novo e-mail, um dia depois. E reafirma, em inglês, para o presidente da Davati, o papel da Senah.

“A Senah, devidamente reconhecida como interlocutora na negociação referente à aquisição das vacinas AstraZeneca entre a companhia Davati e o Ministério da Saúde, vem através deste informar que em 12 de março, às dez da manhã, no horário do Brasil, haverá um encontro com o secretário-executivo do Ministério da Saúde, coronel Élcio Franco, para tratar de questões relacionadas à aquisição de vacinas da AstraZeneca via Davati, fortalecendo assim a confiabilidade dos laços para futuras aquisições”, escreveu o reverendo.

HOUVE A REUNIÃO – Ele pede, então, a presença de representantes da Davati à reunião, já no dia seguinte. O representante da Davati no Brasil, Cristiano Carvalho, confirmou ao Jornal Nacional, por telefone, que o encontro com Élcio Franco, na época secretário executivo do Ministério da Saúde, ocorreu dia 12 de março, às 10h05. A Davati era empresa de material de construção antes da pandemia

Na agenda oficial de Élcio Franco, em dia 12 de março, aparece uma reunião com o presidente do Instituto Força Brasil, coronel Hélcio Bruno de Almeida. O representante da Davati diz que ele também participou da reunião.

O secretario Élcio Franco foi exonerado do cargo em 26 de março. E o negócio com a Davati não foi concretizado. O Jornal Nacional tentou contato com o reverendo Amilton, com o Ministério da Saúde e com a Casa Civil, mas não obteve resposta.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Realmente, virou bagunça. Daqui a pouco vai aparecer no Ministério o pastor Malacheia, digo Malafaia, querendo sua parte nesse latifúndio medicamentoso, no qual predomina o Deus Dinheiro, aquele que na política só aparece para os eleitos. (C.N.)

Afinal de contas quem está mentindo? Em quem deveremos acreditar?

 

Veja lista de cidades onde foram aplicadas 25 mil vacinas vencidas.

As doses foram inoculadas após a data de validade em mais de 1,5 mil municípios brasileiros

atualizado 02/07/2021 15:52

Vacinação em massa em Botucatu (4)Divulgação/Prefeitura de Botucatu

Cerca de 25 mil doses de vacinas vencidas foram aplicadas, em pelo menos 1.532 municípios brasileiros. Todas dizem respeito a imunizantes produzidos pela AstraZeneca, que expiraram entre 29 de março e 4 de junho.

O problema foi revelado pelo Metrópoles no fim de abril deste ano. Naquela ocasião, a investigação identificou 1,2 mil casos em municípios de 23 estados. Ao ser confrontada com a situação, a Secretaria de Saúde do Paraná reconheceu o problema e disse que o Ministério da Saúde tinha sido informado.

                                   


 




Eles mentem. Nós acreditamos. E eles seguem mentindo..

Marco Aurélio deixa STF depois de 31 anos com trajetória de divergências

por Matheus Teixeira | Folhapress

Marco Aurélio deixa STF depois de 31 anos com trajetória de divergências
Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil

Se dependesse do ministro Marco Aurélio, o STF (Supremo Tribunal Federal) não teria criminalizado a homofobia, o inquérito das fake news não existiria e lactantes e gestantes poderiam trabalhar em local insalubre.
 

Além disso, as pessoas que estavam presas por condenação em segunda instância teriam sido liberadas no fim de 2018 e Renan Calheiros (MDB-AL) teria sido afastado da presidência do Senado em 2016.
 

Esses são apenas alguns exemplos de casos em que o ministro ficou vencido em julgamentos no STF nos 31 anos como integrante da corte.
 

Conhecido por discordar da maioria e, às vezes, ficar isolado no plenário, ele acumulou diversas polêmicas nas mais de três décadas em que esteve na corte, período que irá acabar no próximo dia 12, quando terá que se aposentar.
 

A controvérsia mais recente, desencadeada após a soltura de André do Rap, um dos chefes do PCC (Primeiro Comando da Capital), também não foi novidade na trajetória de Marco Aurélio.
 

Antes desse caso, ele já havia mandado soltar o goleiro Bruno Fernandes, acusado de matar a ex-namorada, e votou para libertar Suzane Von Richthofen, denunciada por matar os próprios pais.
 

Além disso, foi o responsável, em 2000, por liberar o banqueiro Salvatore Cacciola, que estava preso por fraude contra o sistema financeiro e, depois de ser solto, acabou fugindo e só foi preso em 2007, em Mônaco, pela Interpol.
 

O ministro costuma afirmar que não vê a capa do processo, ou seja, que não oscila de posição de acordo com a opinião pública.
 

No caso de André do Rap, Marco Aurélio concedeu habeas corpus por entender que a prisão preventiva do traficante tinha se tornado ilegal por não ter sido renovada depois de 90 dias, como determina o Código de Processo Penal.
 

"O que fiz? Cumpri a lei. Agora, se cumprir a lei é errado, nós estamos muito mal. Precisamos, quem sabe, fechar o Brasil para balanço", afirma.
 

Se muitas vezes ficou vencido e não conseguiu impor sua visão sobre diversos temas, em outras viu o STF mudar de posição para aderir à tese que defendia e costumava ser minoritária.
 

Esse foi o caso, por exemplo, da discussão sobre a constitucionalidade de uma lei de 1990 que vetava a progressão de regime para quem cumpre pena por crime hediondo.
 

O STF julgou o tema pela primeira vez em 1992, e Marco Aurélio ficou vencido ao defender que a norma não era compatível com a Constituição.
 

Por 14 anos, a corte entendeu que a legislação não estava errada, até que, em 2006, o plenário se rendeu à tese de Marco Aurélio e derrubou a lei.
 

Algo parecido ocorreu no debate sobre a possibilidade de cumprimento de pena após decisão de segunda instância.
 

Em 1995, o Supremo afirmou que a execução da pena antes do trânsito em julgado do processo era, sim, possível.
 

Marco Aurélio, porém, divergiu dessa decisão desde o primeiro momento. Também depois de 14 anos, ele conseguiu impor sua interpretação, e o plenário da corte vetou a prisão após julgamento de segundo grau.
 

Em 2016, porém, a corte mudou novamente de jurisprudência, de novo com o voto vencido de Marco Aurélio.
 

No fim de 2018, o ministro deu uma decisão individual e mandou soltar todas as pessoas que estavam presas com base nesse entendimento do Supremo. O então presidente da corte, Dias Toffoli, revogou a decisão do colega.
 

Em setembro de 2019, porém, o plenário derrubou novamente a autorização para prisão em segunda instância e, hoje, vigora a posição defendida por Marco Aurélio ao menos desde 1995.
 

Na discussão sobre o aborto de fetos anencéfalos, Marco Aurélio teve que aguardar oito anos para ver sua posição prevalecer. O Código Penal criminaliza o aborto, com exceção aos casos de estupro e de risco à vida da mãe, e não cita a interrupção da gravidez de feto anencéfalo.
 

Em 2004, o ministro determinou que o aborto nessas situações não configuraria crime. Meses depois, o plenário da corte derrubou a decisão do ministro.
 

Em 2012, contudo, o STF reviu a própria jurisprudência e descriminalizou a interrupção da gravidez de feto anencéfalo.
 

Além das divergências, a atuação de Marco Aurélio nas últimas décadas também ficou marcada pelo embate com colegas e por não poupar críticas a outros ministros.
 

Recentemente, ele classificou o presidente da corte, Luiz Fux, como autoritário e chamou Alexandre de Moraes de xerife.
 

Além disso, ele não faz questão de esconder os desentendimentos pessoais com o ministro Gilmar Mendes. Em 2019, Marco Aurélio chegou a se declarar impedido de julgar recurso contra decisão do colega por ter com ele "relação de inimizade".
 

Dois anos antes, ele havia afirmado em entrevista à Rádio Guaíba que, se estivesse no século 18, o embate com o colega "acabaria em duelo" e que "escolheria uma arma de fogo, não uma arma branca" para o confronto.
 

Na sua última sessão como ministro, em 1º de julho, Marco Aurélio fez um discurso de agradecimento aos colegas e deixou claro os limites da relação com Gilmar.
 

"O Supremo é a composição atual, e aí devo agradecer a convivência com Vossa Excelência, presidente, ministro Luiz Fux. Com a convivência judicante com o ministro Gilmar Mendes --e apenas judicante", afirmou.
 

Além do campo jurídico, a diferença de Marco Aurélio em relação aos atuais colegas também está na postura adotada no plenário.
 

O ministro é um crítico dos votos longos e também da prática de o relator distribuir seu voto aos demais magistrados antes dos julgamentos.
 

Ele costuma afirmar que os votos foram ficando mais longos com o passar do tempo e que prefere manter a tradição da época em que chegou à corte, quando apenas o relator do processo apresentava uma posição mais demorada sobre o tema.
 

As decisões polêmicas de Marco Aurélio, porém, também lhe renderam reveses. Em 2016, quando determinou o afastamento de Renan Calheiros da presidência do Senado, a casa legislativa simplesmente não cumpriu a ordem do magistrado.
 

O ministro afirmou que, como o parlamentar havia se tornado réu perante o STF, não poderia ocupar um cargo que está na linha sucessória da Presidência da República. Dois dias depois e sem que a decisão tivesse sido cumprida, o plenário da corte manteve Renan à frente do Senado.

Bahia Notícias

“Segundo turno será entre mim e Lula, pois Bolsonaro nem estará na eleição”, diz Ciro


Ciro Gomes durante campanha em São Paulo

Ciro Gomes afirma que jamais faria coalizão com o MDB

Do UOL, em São Paulo

O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), afirmou hoje que o atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nem estará no segundo turno das eleições de 2022. Segundo Ciro, a disputa presidencial será entre ele e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Há muito tempo acho que o Bolsonaro não estará no segundo turno. Não sei sequer se estará na eleição. Sairá da cabeça da nação brasileira essa espada que obriga a esquecer todas as contradições do Lula e do PT só para se livrar do mal maior, mais emergente, mais doído, que é a tragédia do genocida e corrupto Bolsonaro”, afirmou Ciro ao UOL Entrevista, conduzido pelo apresentador Diego Sarza e pelos colunistas Tales Faria e Josias de Souza.

EM OUTRO PLANO – “É meu cálculo, minha avaliação, e acredito francamente que o segundo turno é muito provável que seja eu contra o Lula, o que permitirá o país discutir as coisas em outro plano”, assinalou Ciro Gomes.

Segundo ele, são jornalistas e políticos que falam sobre centro, direita e esquerda. “O povo brasileiro tem uma inclinação progressista em matéria de economia, e uma tendência mais conservadora em matéria de costumes. Não dá para entender o povo brasileiro com esses critérios tão rasos sobre partidos.”

Ciro ainda deu um panorama da atual conjuntura política: “Você tem o Bolsonaro derretendo e o STF (Supremo Tribunal Federal) que devolveu as franquias eleitorais ao Lula. Os partidos foram forçados a antecipar suas decisões e nada está posto. Tudo que parece hoje é muito mais luz do que fogo”.

PLANO DE DESENVOLVIMENTO – Ciro Gomes disse ainda que quer unir o Brasil ao redor de um projeto nacional de desenvolvimento e que tenta uma ampla aliança de centro-esquerda.

“O que estou procurando fazer: quero aliança com o DEM, PSD, PSB, Rede, PDT e PV. Se eu vou conseguir ou não é outra conversa”, disse. “Com o MDB não quero nem para ir para o céu”, ressalvou o pré-candidato do PDT.


Jeremoabo regredindo com Lixo nas ruas, mato, lama e para completar um criadouro de mosquito ou de abelhas italianas.

 

                                                        Foto Divulgação -  acentelha








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 Inicio esse comentário dando destaque a essa invenção de algum aloprado, que talvez sem noção do crime que está praticando contra a saúde pública, implantou essa brutalidade em pleno centro da cidade, coisa de suposto psicopata.

O pior de tudo é que a população composta de seres normais ainda não consegui decifrar se esse símbolo é  relacionado ao satanismo, se um criadouro  de abelhas,  criadouro de mosquitos, ou mesmo uma lixeira.

Porém a incompetência e a irracionalidade não fica somente nesse destempero, mas na remoção do asfalto para colocar barro nas ruas e avenidas, a perversidade e vingança não precisa ser detalhada, as fotos falam mais do que mil palavras.

Para encerrar, o lixo que além da culpa da falta de autoridade do prefeito, estamos também diante de falta de civilidade de alguns.



Manifestantes vão às ruas em 15 capitais em atos pelo impeachment de Bolsonaro

por Júlia Barbon e Marcelo Toledo | Folhapress

Manifestantes vão às ruas em 15 capitais em atos pelo impeachment de Bolsonaro
Foto: Divulgação/PT Salvador

Manifestantes foram às ruas neste sábado (3) em ao menos 15 capitais pedindo o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
 

É a primeira mobilização desde que um superpedido de impeachment foi protocolado na Câmara dos Deputados, na última quarta-feira (30), e após novas denúncias de corrupção na compra de vacinas contra a Covid-19 pressionarem o governo federal.
 

Os atos foram preparados às pressas, depois que as organizações que puxam a iniciativa decidiram antecipar a mobilização. Até então, o ato seguinte seria em 24 de julho, mais de um mês depois do Atprotesto de 19 de junho. A manifestação do dia 24, no entanto, está mantida.
 

Até o início da tarde, estavam em andamento ou já haviam terminado manifestações em Belém, Porto Velho, Boa Vista, Recife, Maceió, São Luís, Teresina, João Pessoa, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Florianópolis, Goiânia, Cuiabá e Campo Grande.
 

Cidades do interior de São Paulo, Paraná e Ceará também registraram atos.
 

No Rio de Janeiro, o protesto durou aproximadamente três horas. Começou por volta das 10h e ganhou mais participantes por volta das 11h30, chegando a ocupar três das quatro pistas da avenida Presidente Vargas, no centro. Apesar de aglomerações em alguns momentos, foi mais esvaziado do que o do dia 19.
 

Camisetas de apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) eram vendidas no ato carioca.
 

No Recife, palco de forte repressão policial no protesto de 29 de maio, o ato transcorreu sem incidentes. Além de pedir o impeachment de Bolsonaro, os manifestantes na capital pernambucana empunhavam cartazes pedindo a aceleração da vacinação contra a Covid. Uma das faixas exibia a mensagem "Ninguém aguenta mais! Fora Bolsonaro e seus generais".
 

Em Belém, o ato contou com a presença do prefeito Edmilson Rodrigues (PSOL). "Participei das manifestações democráticas contra a política genocida do governo Bolsonaro e em homenagem às mais de 520 mil vítimas da Covid-19 no Brasil. Por vacina para todos e todas e comida no prato do povo", disse.
 

Em Maceió, manifestantes carregaram um caixão no ato contra Bolsonaro. Uma faixa foi estendida com dizeres "Fora Bolsonaro. Por vacina no braço e comida no prato".
 

Sob chuva, os participantes do ato na capital alagoana utilizaram máscaras e, na marcha pelas ruas, fizeram fila indiana para manter distanciamento e evitar a propagação do novo coronavírus.
 

Manifestantes também foram às ruas de Ribeirão Preto (SP) neste sábado pedindo impeachment, vacinação em massa e a não privatização dos Correios. Eles utilizaram máscaras e ao menos um voluntário distribuía álcool em gel, mas houve aglomerações em alguns momentos.
 

Em Campinas (SP) e em Franca (SP), grupos saíram em passeata pelas ruas, enquanto em Tatuí (SP) os manifestantes fizeram uma carreata com centenas de veículos decorados com balões e bandeiras, a maioria na cor vermelha.
 

As manifestações são convocadas por movimentos sociais e partidos de esquerda, que têm buscado ampliar a adesão de alas da direita e do centro contrárias a Bolsonaro. Embora não seja a posição majoritária, parte dos líderes resiste à entrada de novas cores ideológicas.
 

Um superpedido de impeachment foi protocolado na Câmara por iniciativa de PT, PDT, PSB, PC do B e PSOL, além de ex-bolsonaristas como os deputados Alexandre Frota (PSDB-SP) e Joice Hasselmann (sem partido-SP) e de outros movimentos da sociedade civil.
 

A bandeira "fora, Bolsonaro" se mantém como a principal das manifestações, ao lado dos pleitos por mais vacinas contra a Covid e por auxílio emergencial de R$ 600. As suspeitas de corrupção que vieram à tona nos últimos dias vão engrossar a lista de pautas.
 

Os organizadores atribuem a diminuição no número de atividades ao prazo curto que tiveram para preparar a nova rodada. De maio para junho, a quantidade de atos tinha quase dobrado. A expectativa é que, ao menos nas maiores capitais, o volume de participantes, na casa dos milhares, seja mantido.
 

Partidos como o PT do ex-presidente Lula --hoje o maior adversário de Bolsonaro para as eleições de 2022--, o PSOL e o PC do B estão envolvidas na organização desde maio, em conjunto com frentes como a Povo sem Medo, a Brasil Popular e a Coalizão Negra por Direitos, que reúnem centenas de entidades.
 

No lado dos mobilizadores, uma das principais novidades foi a entrada do diretório municipal de São Paulo do PSDB, anunciada ao longo da semana por seu presidente, Fernando Alfredo. O diretório nacional do partido, no entanto, manteve a decisão de não participar ativamente da convocação.
 

A situação se repete em outras legendas, que também têm movimentos internos e instâncias locais envolvidas na mobilização, mas no plano nacional adotaram posição de neutralidade, alertando para os riscos de aglomerações em meio à pandemia e deixando a adesão a critério dos filiados.
 

Setores ou dirigentes de siglas como PSL, PV e Avante decidiram endossar os atos, uma novidade em relação a junho. Já estavam nessa situação: PDT, PSB e Rede Sustentabilidade. O Cidadania é o único partido mais ao centro que decidiu, em ato do presidente nacional, Roberto Freire, apoiar os protestos.
 

A avaliação geral é a de que o presidente da República perdeu de vez um fundamento estruturante de seu discurso, o de que seu governo não tinha casos de corrupção --embora a tese já fosse contestada a partir de investigações de ministros e de filhos por suspeitas da prática de "rachadinha".
 

Grupos à direita, como o MBL (Movimento Brasil Livre) e o VPR (Vem Pra Rua), que capitanearam manifestações contra governos do PT e em favor da Operação Lava Jato, até aqui se mantêm fora da convocação, apesar de assinarem pedidos de impeachment de Bolsonaro.

Bahia Notícias

Atos contra Bolsonaro ocorrem em Feira, Ilhéus, Juazeiro, Alagoinhas e Barreiras

Atos contra Bolsonaro ocorrem em Feira, Ilhéus, Juazeiro, Alagoinhas e Barreiras
Feira de Santana / Foto: Divulgação

Manifestantes também protestaram contra o governo Bolsonaro em cidades do interior baiano neste sábado (3). Além de Vitória da Conquista (ver aqui), houve atos em Feira de Santana, Ilhéus, no Litoral Sul; Juazeiro, no Sertão do São Francisco, Alagoinhas, no Agreste, e em Barreiras, no Extremo Oeste.

 

Em Feira de Santana, a concentração começou na Avenida Getúlio Vargas, em frente à prefeitura, por volta das 9h. Depois, o grupo saiu em caminhada pelo centro do município, finalizando o ato às 12h. Estiveram presentes  estudantes, professores, servidores públicos, ativistas de movimentos sociais.

 

Dezenas de pessoas foram às ruas de Alagoinhas para pedir a saída do presidente Jair Bolsonaro e do vice Hamilton Mourão. O ato teve inicio na Praça Ruy Barbosa, às 9h. Depois, os participantes  percorreram as ruas do centro da cidade. O ato foi concluído às 12h.

 

Ato em Alagoinhas / Foto: Divulgação

 

No caso de Ilhéus, os manifestantes andaram pelas principais ruas da cidade e pararam na Praça Cairú, na região central da cidade.

 

Juazeiro / Foto: Reprodução / TV Bahia

 

Em Juazeiro, a concentração foi na Praça Dedé Caxias, no Centro da cidade. Já em Barreiras, a manifestação contou com a presença de estudantes e professores, que protestaram contra a volta das aulas presenciais sem vacinação.

 

Foto: Reprodução / TV Bahia


Bahia Notícias

Cármen Lúcia irá decidir sobre pedido do PT para obrigar Lira a analisar impeachment

Cármen Lúcia irá decidir sobre pedido do PT para obrigar Lira a analisar impeachment
Foto: Carlos Moura / SCO / STF / Divulgação

A ministra Cármen Lúcia irá decidir sobre o pedido do PT feito por Fernando Haddad e Rui Falcão (SP) para obrigar Arthur Lira (PP-AL) a analisar pelo menos um dos pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

 

As informações são da coluna Painel da 'Folha de S.Paulo'.

 

O deputado e o ex-prefeito impetraram o mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a análise do pedido apresentado em maio de 2020.

 

O mandado foi impetrado um dia após ser protocolado o super pedido de impeachment, que reúne mais de 120 solicitações contra o presidente (lembre aqui).    

 

No pedido de 2020, o militar é denunciado por participar de manifestações de índole antidemocrática e afrontosas à Constituição, além de ter utilizado poderes inerentes ao cargo para favorecimento pessoal.

Bahia Notícias

Senadores insistem em prorrogar CPI, que está funcionando somente como palanque eleitoral

Publicado em 3 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

CPI da Covid quer investigar supostos casos de corrupção do governo

Senadores querem prorrogar os trabalhos até novembro

J.R. Guzzo
Estadão

Desde o seu primeiro minuto, ou antes mesmo de começar, a “CPI da Covid” deixou evidente que tinha dois propósitos. O primeiro era esconder a corrupção em larga escala praticada pelas “autoridades locais” no uso das verbas públicas destinadas ao combate da pandemia. O segundo era servir de palanque eleitoral para os senadores que organizaram a comissão e controlam as suas operações.

A recusa intransigente dos governadores em deporem na CPI, com a bênção do STF, diz tudo o que há para dizer sobre o ocultamento da ladroagem.

PRORROGAÇÃO – O uso político dos chamados “trabalhos” acaba de ganhar um “plus a mais”, como se diz, com o pedido de prorrogação das investigações por mais três meses após o dia 7 de agosto, quando se encerra o seu prazo legal.

Se a prorrogação for aprovada, serão seis meses inteiros, até o dia 7 de novembro, desse espetáculo que tem sido exibido todos os dias no noticiário. Isso não contribui em coisa nenhuma com a apuração da verdade sobre a covid no Brasil. Serve, unicamente, para atender os interesses pessoais dos senadores que administram a CPI e que estão empenhados numa guerra de extermínio contra o governo federal.

Em 50 dias de funcionamento, a investigação do Senado não descobriu um único fato objetivo capaz de comprovar qualquer responsabilidade, por parte de qualquer autoridade do governo, em qualquer coisa com alguma relevância no assunto.

MAIS TEMPO? – Se não descobriu nada até agora, não foi, obviamente, por falta de tempo, nem de recursos e nem de autoridade. Para que, então, querem mais 90 dias de função, depois do encerramento do prazo?

Desde que começou a funcionar, no último dia 7 de maio, a CPI não foi impedida de ouvir ninguém – a não ser as “autoridades locais” que está protegendo. Não foi proibida ou cerceada de fazer o que quer que seja. Chamou quem quis chamar. Fez as perguntas que quis fazer. Gastou os recursos que exigiu. Quebrou sigilos telefônicos e bancários. Insultou, ameaçou e humilhou em público os convocados que fazem parte da sua lista negra. Tem mais 40 dias de funcionamento pela frente. Do que mais ela necessita?

Cerca de um mês e meio antes de acabar o seu prazo legal de atividade, os controladores da CPI já sabem que precisam de mais 90 dias para o seu inquérito. Não fornecem, é claro, nenhuma explicação sobre essa certeza. Nem é preciso. O que querem está mais do que claro, desde sempre.

 


Ricardo Barros não tem a menor condição de permanecer como líder do governo

Publicado em 3 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Ricardo é a nova versão do homem que sabia demais

Deu em O Globo

A cada dia, com mais denúncias de corrupção se empilhando à porta do Palácio do Planalto e sem respostas convincentes, fica mais insustentável a permanência do deputado Ricardo Barros (PP-PR) como líder do governo na Câmara. B

arros está no centro de um escândalo desde que os irmãos Luis Ricardo Miranda, chefe de Importação do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, e Luis Claudio Miranda, deputado federal (DEM-DF), denunciaram ao presidente Jair Bolsonaro, em março, pressões para importação da vacina indiana Covaxin e disseram ter ouvido dele que se tratava de mais um “rolo” de Barros.

SEM DESMENTIDO – Em nenhum momento a informação foi desmentida. Chama a atenção a diferença de comportamento em relação a outro caso. Na quarta-feira, o governo exonerou Roberto Ferreira Dias, o diretor do Departamento de Logística acusado de cobrar propina de US$ 1 por dose numa negociação para comprar 400 milhões de doses da AstraZeneca.

No ano passado, o então ministro Eduardo Pazuello tentou demitir Dias. Sabe-se lá por que, ele foi mantido. Também só agora o Planalto dispensou o tenente-coronel Marcelo Blanco da função de substituto eventual de Dias. Blanco estava presente ao encontro em que o pedido de propina teria acontecido. Apesar da demora, ambos foram afastados.

No caso de Barros, a atitude foi outra. Ele permanece como líder do governo, apesar de responder a uma ação de improbidade relativa a um contrato de 2017, quando era ministro da Saúde de Michel Temer.

NEGÓCIO FURADO – O contrato, fechado por R$ 20 milhões com a Global — acionista da Precisa, intermediária na malfadada compra da Covaxin —, previa o fornecimento de remédios para doenças raras. Apesar do pagamento antecipado, os medicamentos nunca foram entregues. Pelo menos 14 pacientes morreram por isso. Em sua defesa no processo, Barros disse que se tratava de “um caso isolado de insucesso”.

A atuação dele para permitir a importação da Covaxin foi intensa. Uma emenda de Barros incluiu a Central Drugs Standard Control Organization, da Índia, entre as agências habilitadas pela Medida Provisória que pretendia acelerar a compra de vacinas. Com a MP, a Anvisa passou a poder autorizar a importação e distribuição de imunizantes aprovados no exterior. Apesar disso, a Covaxin ainda não recebeu permissão para uso emergencial no país.

À medida que as denúncias avançam, só aumenta a incerteza sobre as negociações — ou negociatas — que se desenrolavam nos subterrâneos do Ministério da Saúde para comprar vacinas, enquanto brasileiros morriam aos milhares.

CONTINUOU NO ESQUEMA – As denúncias revelam que a influência de Barros persistiu no ministério mesmo depois que ele saiu.

O atual ministro, Marcelo Queiroga, tem obrigação de investigar todas as negociações suspeitas. Dizer que as tratativas não se consumaram não é desculpa. Todo contrato suspeito precisa ser alvo de investigação.

Mais que afastar os acusados, o governo também precisa, para manter um mínimo de credibilidade, se afastar de Barros e tirá-lo da liderança na Câmara.


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