sexta-feira, junho 04, 2021

Vice-presidente da CPI diz que governo brasileiro ignorou mais de 50 e-mails da Pfizer


Governo brasileiro simplesmente desconheceu os e-mails da Pfizer

Victória Olímpio
Correio Braziliense

O senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI da Covid no Senado, revelou a omissão do Governo Federal nas compras das vacinas contra covid-19. No Twitter, ele afirmou que mais de 50 e-mails da Pfizer, empresa farmacêutica multinacional, foram ignorados: “Cinquenta e três!”, precisou. “Na investigação que estamos fazendo na CPI da Pandemia descobrimos que, na verdade, foram 53 e-mails da Pfizer que ficaram sem resposta”.

Segundo ele, o último recebido, do início de dezembro, mostrava a empresa desesperada por alguma resposta e informações do governo para que doses da vacina fossem enviadas ao Brasil:

QUERIAM FORNECER – “O último, datado de 2 de dezembro de 2020, é um e-mail desesperador da Pfizer pedindo algum tipo de informação porque eles queriam fornecer vacinas ao Brasil”.

Randolfe relatou ainda que enquanto os e-mails eram ignorados, o Itamaraty estava pressionando a Índia para que cargas de hidroxocloroquina fossem liberadas a uma empresa brasileira: “Essa omissão na aquisição de vacinas da Pfizer acontecia ao mesmo tempo que o nosso Itamaraty pressionava a Índia para liberar cargas de hidroxocloroquina a uma empresa brasileira”.

O senador apontou a atitude do governo como lobby, crime de acordo com o artigo 321 do Código Penal: “A atuação do Ministério das Relações Exteriores se assemelha, claramente, à advocacia administrativa, em outras palavras: Lobby! É isso mesmo, o governo brasileiro fazendo lobby para uma empresa. Isso é crime, de acordo com o artigo 321 do Código Penal!”.

CARTA SEM RESPOSTA – No mês passado, também em depoimento à CPI da Covid, o ex-secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, já havia dito que a carta do laboratório oferecendo 500 mil doses do imunizante contra o novo coronavírus não foi respondida.

 Segundo ele, a carta era datada de 12 de setembro de 2020, e até novembro do mesmo ano não houve qualquer resposta do governo ao laboratório.

 

Faroeste: PGR repele insinuações de carta de desembargadora Ilona Reis sobre Aras
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias | TJ-BA

A Procuradoria Geral da República (PGR) se manifestou sobre a carta da desembargadora Ilona Reis, divulgada pela revista Crusoé nesta sexta-feira (4) (leia mais aquiaqui aqui). A desembargadora foi presa em dezembro de 2020 e é investigada na Operação Faroeste (leia mais aqui). 

 

Segundo a PGR, a prisão da desembargadora já foi reiterada pela Corte Especial Superior Tribunal de Justiça (STJ) “após análise de farto acervo probatório documental e pericial”. “As provas apontam para a existência de uma organização criminosa que vendia sentenças, formada por desembargadores, advogados e autoridades policiais, fazendo parte da apuração inclusive crimes de homicídio”, diz o comunicado.

 

Sobre o encontro entre a subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, e a desembargadora, a PGR afirma que, “na condição de investigada, Ilona Reis pediu para ser atendida na Procuradoria-Geral da República”. “A audiência foi realizada na Assessoria Jurídica Criminal e, conforme os padrões de atendimento em casos desse tipo, na presença de vários procuradores. Na oportunidade, a desembargadora manifestou interesse em fazer acordo de colaboração premiada. Embora tenha havido um segundo encontro também a pedido da desembargadora, o acordo não foi firmado”, confirma a Procuradoria.

 

Segundo a PGR, de forma paralela, “em decorrência de diligências concluiu-se a coleta de provas contra a investigada e o pedido de prisão foi encaminhado ao STJ. Surpreende que a alegação da agora ré não tenha sido apresentada no processo, mas na imprensa. O PGR repele as insinuações”, diz a manifestação.

Após vender água 'co


Após vender água 'consagrada' para curar coronavírus, R.R Soares é internado com Covid
O missionário R.R. Soares está internado com Covid (Foto: Reprodução/ Facebook)

O missionário R.R. Soares, de 73 anos, líder da Igreja Internacional da Graça de Deus, está internado com Covid-19 no Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro. A informação foi divulgada pelo colunista Ancelmo Gois, no jornal O Globo. 

 

Em maio de 2020, o missionário chegou a anunciar, em seu programa de TV, uma água “consagrada” para curar o novo coronavírus durante. Soares vendeu o líquido garantindo propriedades milagrosas e pediu doações dos fies durante o programa SOS da Fé.

 

De acordo com UOL, à época, o missionário criou um placar para mostrar os curados por sua oração. Em vídeos falando sobre o produto são reproduzidos relatos de supostos curados para mostrar pessoas de diferentes locais do Brasil que adquiriram a água.

 

O missionário também é apontado como um dos "conselheiros" de figuras do governo de Jair Bolsonaro na condução da pandemia. Fabio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social do governo federal, disse que Soares era uma figura de consulta. 

 

Não há detalhes sobre o estado de saúde do missionário evangélico.

Bahia Noticias 

Vídeos mostram 'ministério paralelo' orientando Bolsonaro contra vacinas; assista


Vídeos mostram 'ministério paralelo' orientando Bolsonaro contra vacinas; assista
Foto: Reprodução/Twitter @Metropoles

Imagens obtidas pelo Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, mostram o aconselhamento do chamado “ministério paralelo” sendo feito diretamente ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) – com trechos explícitos de ressalvas à aplicação de vacinas. Trechos de uma reunião, ocorrida em 8 de setembro, também confirmam que Arthur Weintraub intermediava os contatos entre o grupo e o Palácio do Planalto.

 

Entre os participantes do encontro, estão a imunologista Nise Yamaguchi, o deputado Osmar Terra, o virologista Paolo Zanoto e outros médicos de diversas especialidades. Confinados em uma sala de reuniões do Planalto, nenhum dos profissionais usa máscara.

 

As imagens também apontam Osmar Terra como o cacique intelectual do grupo. “Uma honra trabalhar com o senhor neste período” afirmou Nise Yamaguchi ao deputado. Na CPI da Covid, ela negou a existência de um gabinete paralelo, e disse que prestava apenas “aconselhamento”.

 

Tratado com deferência especial, o virologista Paolo Zanoto parece ter intimidade com Bolsonaro. O presidente faz questão de que ele saia da plateia e se sente ao seu lado. Para cumprimentá-lo, o presidente da República bate continência.

 

Na ocasião, Zanoto aconselha Bolsonaro a tomar “extremo cuidado” com as vacinas contra a Covid-19. “Não tem condição de qualquer vacina estar realisticamente na fase 3”, diz. Na data do encontro, e-mails da Pfizer estavam sem resposta nos computadores do Ministério da Saúde.

 

A orientação antivacina prossegue. “Com todo respeito, eu acho que a gente tem que ter vacina, ou talvez não”, afirma o virologista, enquanto uma médica balança a cabeça de forma negativa. Ele baseia sua argumentação em um suposto problema dos coronavírus no desenvolvimento vacinal, sem apresentar qualquer evidência.

 

Zanoto deu uma série de entrevistas durante a pandemia avaliando que não seria “uma boa ideia” fazer vacinação em massa no Brasil. Em 8 de dezembro de 2020, por exemplo, em programa da RedeTV, o profissional, formado em biologia na USP e com doutorado em virologia em Oxford, sustenta:

 

“Aqui no caso do Covid-19, do Sars-CoV-2, isso é um vírus que causa muito mais mortalidade em grupos etariamente bem definidos e com comorbidades. Então é óbvio que, se você tem uma função, uma distribuição de risco, deveria ser também uma distribuição de risco associada com, digamos assim, um incentivo a essas pessoas se vacinarem. Por outro lado, vacinar em massa todo mundo não é uma boa ideia, porque a gente não tem uma ideia muito boa de tudo o que acontece com essas vacinas, pois elas não foram desenvolvidas em prazo razoável para se estimar efeitos adversos de baixíssima frequência.”

 

As imagens também confirmam algo que o Metrópoles revelou na semana passada. O ex-assessor especial da presidência Arthur Weintraub fazia a ponte entre o “ministério paralelo” e Bolsonaro. Zanoto diz que encaminhou a Weintraub a sugestão do que ele chama de “shadow board”, um grupo de supostos especialistas em vacinas para aconselhar o governo sobre o tema.

 

Na sua vez de falar, o presidente Jair Bolsonaro reforça a retórica antivacina. Ele revela que vetou uma lei que estipulava celeridade da Anvisa na aprovação de fármacos.

 

“O projeto foi aprovado na Câmara e eu vetei o dispositivo. O veto foi derrubado depois, o que dizia? O que chegasse aqui para combater o coronavírus, a Anvisa tinha 72 horas para liberar [na verdade, o prazo era de 5 dias]. Se não liberasse, haveria aprovação tácita. Eu perguntei: ‘Até vacina? Até vacina.’”

 

O presidente também expressou desconfiança sobre imunizantes já aprovados no exterior. “Mesmo tendo aprovação científica lá fora, tem umas etapas para serem cumpridas aqui. Você não pode injetar qualquer coisa nas pessoas, muito menos obrigar”, disse, enquanto uma médica reagia com as mãos aos céus e agradecia a Deus.

 

A atuação de Osmar Terra como uma espécie de “ministro” do gabinete paralelo é explicitada quando ele apresenta a Bolsonaro um cardiologista que seria o primeiro a dizer que não existe risco ao coração no uso da hidroxicloroquina. Bolsonaro endossa a tese com um suposto exemplo de “um amigo” e lança a teoria de que os riscos do medicamento são potencializados para amedrontar as pessoas. “Provavelmente por ser um remédio muito barato”, completa.

 

Naquele 8 de setembro do ano passado, o Brasil tinha 127.517 mortes por Covid-19 confirmadas, e 4.165.124 casos registrados. Nesta sexta-feira (4/6), o país soma 469.388 vidas perdidas para a doença, e 16.803.472 contaminados.
 

 

VEJA: 

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Decisão de não punir Pazuello constrange oficiais, que temem insubordinação

 

Na quinta-feira, depois da divulgação da opção pela blindagem de Pazuello por pressão do presidente da República, Jair Bolsonaro, poucos oficiais se dispuseram a fazer comentários

Decisão de não punir Pazuello constrange oficiais, que temem insubordinação


04/06/21 13:14 ‧ HÁ 2 HORAS POR ESTADAO CONTEUDO

POLÍTICA PAZUELLO

Silêncio e constrangimento. A decisão de não punir o general Eduardo Pazuello pela quebra das regras e normas disciplinares do Exército foi recebida na tropa com sentimentos amargos. Informalmente, o efetivo se divide entre os "operacionais" e os "políticos" - sendo esses geralmente os articuladores dos interesses da Força, cabendo aos primeiros cuidar da prontidão para emprego em caso de mobilização. Na quinta-feira, depois da divulgação da opção pela blindagem de Pazuello por pressão do presidente da República, Jair Bolsonaro, poucos oficiais se dispuseram a fazer comentários.


A punição ou o arquivamento da apuração é atribuição do comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira. A consulta aos outros 15 generais de quatro estrelas integrantes do Alto Comando é uma formalidade.

O colegiado queria uma punição, ainda que limitada a mera advertência verbal. Não funcionou. A desaprovação do presidente Jair Bolsonaro não admitiu concessões.

O Exército foi enquadrado. Como disse um oficial da reserva, "Bolsonaro está bem perto de conseguir o que sempre quis, o Exército dele".



Diferentes generais da reserva que eram favoráveis à punição não quiseram comentar o caso após a decisão do comandante, por respeito à hierarquia e por ainda estarem subordinados a Paulo Sérgio.

Um dos únicos a falar, o general Paulo Chagas, combatente de cavalaria e já reformado, disse ao jornal O Estado de S. Paulo que o desfecho do caso Pazuello ameaça a disciplina e o comandante colocou sua autoridade em risco.

"Lamento a decisão. Está aberto o precedente para que a política entre nos quartéis. A disciplina está ameaçada", afirmou Chagas, que fez campanha com Bolsonaro e depois se afastou do presidente.

Os fundamentos da Força contemplam uma tropa formada por brigadas chefiadas por generais e batalhões comandados por coronéis, quase todos combatentes, líderes da tropa. Para um desses coronéis, a não punição de Pazuello por participar de um ato político "é um convite à insubordinação: nada mais impede que na campanha eleitoral de 2022 haja um 'manifesto dos sargentos' ou uma 'carta dos capitães' apoiando uma ou outra candidaturas".

De fato, seria ingênuo supor que entre os cerca de 200 mil homens e mulheres do Exército as ideias políticas sejam unanimemente conservadoras e à direita. A aparência monolítica tem sido o resultado da combinação das três virtudes militares básicas - ordem, disciplina, hierarquia - obedecidas com extremo rigor. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Festejos juninos: MPE recomenda que municípios não autorizem eventos

 em 4 jun, 2021 13:10

Recomendação visa coibir eventos juninos nos dois municípios (Foto: MPSE)

O Ministério Público de Sergipe, por meio da Promotoria de Justiça de Japaratuba e Pirambu, expediu recomendações para que as respectivas Prefeituras coíbam quaisquer eventos em alusão aos festejos juninos em 2021, com o objetivo de evitar aglomerações e manter o distanciamento social, uma das medidas mais eficientes para evitar a transmissão da Covid-19. Também foi recomendado que as administrações municipais fiscalizem e promovam a conscientização da população por meio dos canais de comunicação em massa.

As recomendações também são direcionadas ao Comandante-Geral da Polícia Militar do Estado de Sergipe para que haja fiscalização, nos respectivos Municípios, e que sejam adotadas medidas legais, na eventualidade da prática dos crimes previstos nos tipos penais do art. 267 (pandemia), art. 268 (infração de medida sanitária preventiva) e art. 269 (omissão de notificação de doença).

Os documentos emitidos pela Promotoria de Justiça ressaltaram que, de acordo com o painel divulgado pelo Ministério da Saúde (MS), não houve decréscimo na curva de contaminação, pelo contrário, encontra-se em plena ascensão. E, que, segundo o Boletim de Monitoramento, também do MS – Centro Operacional de Emergências em Saúde Pública –, “as medidas não farmacológicas visam reduzir a transmissibilidade do vírus na comunidade e portanto retardar a progressão da epidemia. Ações como essa, além de reduzirem o número de casos, tem o potencial de reduzir o impacto para os serviços de saúde, por reduzir o pico epidêmico”.

Portal Infonet entrou em contato com o prefeito de Pirambu, Guilherme Jullius, que informou que já recebeu a recomendação e que está elaborando um decreto acompanhando a orientação do MPE.

A reportagem do Portal também tentou contato com a Prefeitura de Japaratuba, através do telefone fixo informado no site oficial da Prefeitura, mas a ligação não completa. Também foi feito contato com Polícia Militar, mas até a publicação da matéria não recebemos resposta. O Portal Infonet permanece à disposição através do e-mail jornalismo@infonet.com.br.

Fonte: MPSE

INFONET

Cantor Devinho Novaes é preso em Aracaju durante festa com amigos

 em 4 jun, 2021 10:06


De acordo com a assessoria do cantor, ele foi convidado para uma reunião de um pequeno grupo para comemorar o aniversário de um amigo (Foto: Divulgação)

O cantor sergipano de arrocha, Devinho Navaes, foi preso na madrugada desta sexta-feira, 4. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP/SE), o cantor estava envolvido em uma ocorrência de descumprimento ao decreto governamental e perturbação do sossego. A prisão aconteceu por resistência dos envolvidos a ordem policial.

A SSP informa que a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de descumprimento ao decreto governamental e perturbação do sossego, e ao chegar ao local, os militares constataram a denúncia e verificaram o uso de bebidas alcoólicas e som de mala de carro.

No local, além do cantor, estavam três amigos de Devinho. De acordo com a SSP, os militares tentaram dialogar, mas houve resistência dos envolvidos, inclusive, um deles, segundo a SSP, se exaltou e partiu para o enfrentamento à ação policial.

Os policiais informaram que foi necessário a aplicação de uso de força e um disparo de munição não letal. Um dos envolvido foi imobilizado e conduzido para atendimento médico no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Os demais, inclusive o cantor, foram levados para a delegacia. De acordo com a SSP/SE, Devinho Novaes assinou um termo circunstanciado e foi liberado.

Em nota, a assessoria de imprensa do cantor informou que o artista foi convidado para uma reunião de um pequeno grupo para comemorar o aniversário de um amigo perto da sua casa, no Bairro Aruana. No local estavam cerca de 20 pessoas e ele logo foi surpreendido com a chegada da polícia que foi fiscalizar o local e interromper a festa.

Ainda segundo a nota, Devinho respeitou e colaborou com o trabalho da Polícia Militar, assinou a advertência e se comprometeu em não participar de eventos. “O cantor já está em casa desde o início da madrugada e pede desculpas ao público pelo ocorrido. Como artista tem a responsabilidade de seguir os decretos governamentais e incentivar seus fãs”.

Por Karla Pinheiro

INFONET

“Politização das Forças Armadas precisa ser combatida”, assinala o general Santos Cruz


Santos Cruz: presidente “tem que apresentar as provas de suas acusações [ sobre fraude eleitoral] ou responder processo por desacreditar instituições” — Foto: Gabriel de Paiva/Agência O Globo

Santos Cruz é exemplo de equilíbrio, seriedade e interesse público

Deu no Correio Braziliense

O general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo do presidente Jair Bolsonaro, disse nesta sexta-feira (4/6) que a decisão do Exército de não punir o general Eduardo Pazuello por participação em atos políticos é uma “desmoralização” e “ataque frontal à disciplina e à hierarquia”.

Segundo ele, “a politização das Forças Armadas para interesses pessoais precisa ser combatida”. “É um mal que precisa ser cortado pela raiz”.

NOTA DO COMANDO – Nesta sexta-feira, dia 4, o Alto Comando do Exército divulgou uma nota encerrando o procedimento administrativo contra o general e ex-ministro da Saúde sob a justificativa de que Pazuello não cometeu “transgressão disciplinar” ao subir em carro de som e discursar em defesa de Jair Bolsonaro (sem partido).

“Não se pode aceitar a subversão da ordem, da hierarquia e da disciplina no Exército, instituição que construiu seu prestígio ao longo da história com trabalho e dedicação de muitos. Péssimo exemplo para todos. Péssimo para o Brasil”, comentou Santos Cruz em suas redes sociais.

A decisão sobre Pazuello deve agora acelerar a discussão da PEC que veda aos militares da ativa a ocupação de cargo de natureza civil na administração pública, tema já defendido por Santos Cruz.

IMAGEM INSTITUCIONAL – No ano passado, o general da reserva falou em um evento que militares da ativa do governo deveriam ir para a reserva. Segundo ele, pelo número de militares e pelo posto que ocupam, a sociedade acaba “confundindo” e achando que há fusão de “imagem institucional e governamental”.

“Fica um vínculo até visual, porque ontem (o militar) estava em traje civil servindo ao governo e hoje está de uniforme comandando um alto escalão qualquer”, disse o general durante a live “Direitos Já! Fórum pela Democracia”.

Santos Cruz comparou a situação dos militares com a do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, que precisou pedir demissão da carreira de juiz para integrar o governo. “No meio militar você tem pessoas da ativa à disposição do governo. Ele continua na ativa. É muito melhor passar para a reserva.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Santos Cruz é um general de verdade. Em tudo o que faz, transmite equilíbrio, seriedade, eficiência e interesse público. Seria um presidente de primeira, mas não tem chances eleitorais(C.N.)


Em delação, advogado acusa Bretas de negociar penas e influenciar eleições

 

Em delação, advogado acusa Bretas de negociar penas e influenciar eleições 
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Acuado após ser alvo de mandados de busca e apreensão de celulares e computadores pela Polícia Federal em outubro de 2020, advogado carioca Nythalmar Dias Ferreira Filho (31) firmou há quatro meses um acordo de delação premiada com Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciando ilegalidades cometidas pelo braço da Operação Lava-Jato no Rio de Janeiro.

 

De acordo com apuração da Veja, ele, que alegou ser vítima de perseguição, chegou a pedir uma audiência com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes no ano passado para tratar do tema, mas não obteve sucesso. 

 

Documentos apresentados por Nythalmar, aos quais a revista teve acesso, revelam alguns segredos que o advogado pretende revelar às autoridades. O material aponta que o juiz Marcelo Bretas, responsável pelos processos da Lava-Jato no Rio, não é imparcial, e que o magistrado atua como policial, promotor e juiz ao mesmo tempo. Segundo os anexos apresentados pelo advogados, Bretas negocia penas, orienta advogados, investiga, combina estratégias com o Ministério Público (MP), direciona acordos, pressiona investigados, manobra processos e já tentou até influenciar eleições.

 

Dentre as provas das acusações está uma gravação de uma conversa ocorrida em 2017 entre Nythalmar, Marcelo Bretas e um procurador da República encarregado da operação. O trio discutia estratégias para convencer o empresário Fernando Cavendish, ex-proprietário da Construtora Delta, a confessar seus crimes em troca de vantagens judiciais. No áudio, o juiz diz a Nythalmar, que representava Cavendish, que havia sondado o MP sobre um acordo que a depender do resultado poderia “aliviar” a pena de seu cliente. 

 

“Você pode falar que conversei com ele, com o Leo, que fizemos uma videoconferência lá, e o procurador me garantiu que aqui mantém o interesse, aqui não vai embarreirar”, diz Bretas, citando o procurador Leonardo Cardoso de Freitas, então coordenador da Lava-Jato no Rio, que também fazia parte da conversa. Bretas então acrescentou: “E aí deixa comigo também que eu vou aliviar. Não vou botar 43 anos no cara. Cara tá assustado com os 43 anos”. O tempo de pena é uma referência a outra decisão do juiz, conhecido pela rigidez de seus veredictos, que condenou o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear, a 43 anos de reclusão, em 2016. “Foi boa então você ter colocado 43 no Othon, né?”, responde o advogado, sobre o temor gerado a outros investigados após a pena no início da Lava-Jato. “É, ooo”, confirmou o juiz. 

 

A conversa rendeu frutos e após o empresário confessar ter pago milhões de propina a políticos, dentre outros crimes, assinou um acordo de delação premiada com o MP e conseguiu responder o processo em liberdade. 

 

Agora em seu próprio acordo de colaboração, o advogado afirma que o áudio “demonstra de forma inequívoca que o juiz responsável, juntamente com os membros da força-tarefa, montou um esquema paraestatal, ilegal de investigação, acusação e condenação”. “O diálogo demonstra claramente que o juiz não só tinha ciência das colaborações antes de serem fechadas, bem como participava, negociava e
intermediava com a ciência, participação e cooperação do MPF nas investigações, fato este gravíssimo”, acrescentou Nythalmar, expondo a suposta parcialidade de Marcelo Bretas, por se aliar a outras partes para negociar acordo. 

 

O delator, que atuava na Vara comandada por Bretas desde 2016, revelou que tinha proximidade com o juiz e que a relação gerou rumores de tratamento privilegiado, sobretudo observada a rápida ascensão profissional. Na delação, ele detalha sua relação com o juiz e diz que de fã incondicional da Lava-Jato, se desencantou ao presenciar ilegalidades como pressões para que réus confessassem crimes em troca de penas mais brandas ou da sobrevivência de seus empreendimentos, no caso de empresários.

 

Um dos episódios mais escandalosos do comportamento impróprio de Marcelo Bretas apontado Nythalmar Ferreira foi a intermediação de um acordo informal com o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, em troca de poupar a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo das investigações de corrupção. O advogado conta que em maio de 2018, a pedido do filho de Cabral, procurou o juiz com a proposta de livrar Adriana. Segundo Ferreira, o magistrado ajustou detalhes com o procurador Eduardo El Hage, chefe da Lava-Jato no estado à época, e orientou que o casal redigisse uma carta de próprio punho “abrindo mão de todo o patrimônio”. 

 

O advogado revelou ainda que para dissimular a jogada combinada entre as partes, o MP recorreu da decisão. Preso, Cabral passou a confessar seus crimes em junho de 2018 e em agosto do mesmo ano Bretas revogou a prisão domiciliar da ex-primeira dama e a autorizou a responder às acusações em liberdade. 

 


MANOBRA CONTRA GILMAR MENDES
Em um dos anexos apresentados por Nythalmar ele revela que Marcelo Bretas e procuradores se uniram para constranger o ministro Gilmar Mendes, relator dos casos que envolviam o Rio. Neste sentido, eles tentaram transferir para o estado uma investigação de São Paulo que tinha como alvo o ex-presidente da Dersa, Paulo Preto, apontado como operador financeiro do PSDB, partido de políticos aos quais o ministro tem ligações históricas. A ideia de Bretas e dos procuradores fluminense era pegar algum elo entre o empresário e Gilmar e, com a transferência para o Rio, embasar a argumentação para a escolha de um novo relator do caso. Segundo o advogado, a manobra pretendia abrir “caminho, na visão deles, para a Lava-Jato de São Paulo ocorrer no Rio de Janeiro com mais tranquilidade, sem ser tolhida ou vigiada pelo ministro Gilmar Mendes”. 

 


INTERFERÊNCIA NAS ELEIÇÕES

Outra ilegalidade supostamente cometida por Marcelo Bretas apontada por Nythalmar Ferreira é a interferência nas eleições de 2018. Segundo o advogado, o juiz atuou deliberadamente para influenciar na disputa entre Wilson Witzel (PSC) e Eduardo Paes (PSD) ao governo do Rio de Janeiro. 

 

O advogado conta que na véspera do primeiro turno Bretas vazou o depoimento de um ex-assessor de Paes, acusando o candidato que liderava as intenções de voto de envolvimento com fraude de licitações e recebimento de propina. Na delação, Nythalmar diz ter ouvido do próprio juiz a revelação de que tinha antipatia pelo ex-prefeito e que “foi importante que a população fluminense soubesse quem era Eduardo Paes antes da eleição”.

 

Ele conta ainda que para tentar selar a paz com o juiz, Pae se comprometeu a, caso eleito, nomear a irmã de Bretas para uma secretaria no governo. Ele diz ainda que na ocasião houve uma negociação incomum entre o magistrado, Paes e Witzel. Nythalmar relata que após ser derrotado, o ex-prefeito fez um acordo informal com Marcelo Bretas garantindo que abandonaria a política “em troca de não ser perseguido”. Witzel, por outro lado, nomeou Marcilene Cristina Bretas, a irmã do juiz, para um cargo na Controladoria-Geral do Estado.

 


RESPOSTA DE BRETAS
Procurado pela revista Veja, o juiz Marcelo Bretas disse desconhecer o teor da delação de Nythalmar Ferreira, mas disse que não há irregularidades no trabalho da 7ª Vara. “A pessoa pode falar o que quiser. Já há algum tempo querem achar alguma coisa para indicar (contra mim), mas vamos esperar que alguém demonstre alguma coisa, porque falar realmente é muito fácil”, disse o magistrado.

Bahia Notícias

IstoÉ aponta nepotismo e lobby na Embratur. Negócios, em Pernambuco e São Paulo, envolveriam advogado pernambucano e irmão de Bolsonaro

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Apenas cinco dias após ação que deixou duas pessoas cegas no Recife, SDS compra mais munição não letal para o Batalhão de Choque

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'Otto fica lá posando como o pai da medicina e humilhando mulheres', diz Bolsonaro

por Mauricio Leiro

'Otto fica lá posando como o pai da medicina e humilhando mulheres', diz Bolsonaro
Foto: Reprodução / Youtube

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou suas falas contra o senador Otto Alencar (PSD) e criticou sua atuação durante a CPI da Covid. Bolsonaro participou de sua live, nesta quinta-feira (3), ao lado do ministro da educação Milton Ribeiro.

 

"Eu não politizei isso. Quem diz para não tomar e não dá alternativa são eles. O Marcos Do Val recomendou ao Otto. Otto fica lá posando como o pai da medicina. Humilhando mulheres. Ameaçando de prender lá quem não responde sim ou não para o Renan Calheiros. Eu não aceitaria ser convocado por Renan Calheiros. Aceitar convite ou Otto. Três marmanjos. O Omar Aziz que conhece tudo de saúde, investigado no seu estado. Renan Calheiros. Ficam lá maltratando pessoas, que falam o contrário. A Nize [Yamaguchi] e a Mayra [Pinheiro]...", comentou o presidente. 

 

Bolsonaro comentou que a CPI tinha uma “chance ímpar” de discutir sobre o tratamento imediato. "Poderia falar de lockdown da Argentina. É de fazer inveja de Hugo Chávez. Está perdendo a chance de ser útil.  A pessoa que não dá o tratamento é um canalha. Eu tomei o remédio. Me sinto mal há poucas semanas. Quase 200 pessoas lá da presidência, tomaram aquele remédio. Esperar sentir falta de ar para procurar médico. Vou pagar com a mesma moeda. O comprovadamente científico é usar um tubo? Isso virá à tona, milhares de pessoas poderiam estar vivas", disse.

Bahia Notícias

Denunciado, Queiroz quer ser deputado federal e comenta: 'boa ideia'


Denunciado, Queiroz quer ser deputado federal e comenta: 'boa ideia'
Foto: Reprodução

O policial Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Patriota), investigado por operar um esquema de “rachadinha” no gabinete, faz planos para a eleição de 2022 e anunciou para interlocutores que pretende disputar uma vaga a deputado federal. Segundo a colunista do UOL, Juliana Dal Piva, ele também aguarda o movimento do presidente Jair Bolsonaro que ainda não escolheu por qual partido vai disputar a reeleição. 

 

Procurado, Queiroz escreveu diretamente à coluna que considera uma "boa ideia". Na mensagem enviada, ele disse: "obrigada por me informar sobre possível candidatura a dep federal (sic), pois nem eu mesmo sabia dessa pretensão. Mas, sabe, você me deu uma boa ideia". É a primeira vez que ele responde diretamente, sem intermédio de sua defesa, a um veículo de imprensa desde a entrevista concedida ao SBT em dezembro de 2018.

 

Queiroz foi colocado em liberdade pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) em março deste ano. Ele e a mulher tiveram a prisão decretada pelo juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio, no ano passado, durante as investigações sobre desvio de salários no antigo gabinete de Flávio na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio). Com isso, Queiroz foi preso na casa de Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro, em junho do ano passado.

 

Depois, o ex-assessor e a mulher, Márcia Aguiar, ficaram oito meses em prisão domiciliar. Ele ainda ficou um mês preso em Bangu e ela passou um mês foragida até que a defesa obteve um habeas corpus.

 

Assim que obteve a liberdade, Queiroz retomou sua rotina de alinhamento com a família Bolsonaro e de postagens favoráveis ao clã nas redes sociais. Ele também tem feito acenos defendendo as mesmas posições do presidente Jair Bolsonaro. No dia em que se vacinou, por exemplo, Queiroz postou "look down já mais" (sic). 

Bahia Noticia

Não existe nepotismo em pagamento a parentes, diz presidente do Patriota


por Thiago Resende|Folhapress

Não existe nepotismo em pagamento a parentes, diz presidente do Patriota
Foto: Reprodução/RedeTV

O presidente do Patriota, Adilson Barroso, nega que haja nepotismo no partido, apesar de o jornal Folha de S.Paulo mostrar que ao menos dez parentes dele receberam remuneração da sigla nos últimos anos.
 

Em busca de uma legenda para 2022, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), negocia a filiação ao Patriota.
 

As prestações de contas da sigla relativas aos anos de 2017 a 2020 mostram que foram destinados R$ 1,1 milhão de dinheiro público da legenda ao presidente do Patriota e para ao menos dez familiares, incluindo a atual mulher, a ex-mulher, irmãos, filha, cunhada e sobrinhos.
 

"Eu tenho poucos [parentes nos cargos]. Se eu tiver dois, três, quatro parentes no elo de um partido nacional, é muito. E, mesmo assim, está dentro da lei. O partido político, apesar de receber fundo público, é de direito privado e, portanto, não existe nepotismo", disse Barroso.
 

Ele também rebateu as acusações de que promoveu um golpe ao convocar às pressas uma convenção nacional para segunda (31), quando foi anunciada a filiação do senador Flávio Bolsonaro (RJ) e aprovado convite para que Jair Bolsonaro se filie à legenda.
 

O presidente da legenda indicou que quem for contra o presidente deverá sair.
 

Segundo Barroso, o Patriota é um partido de centro-direita. "Não é um partido de direita, para não dizerem que é um partido de extrema- direita".
 

*
 

PERGUNTA - Como foi o encontro com o presidente?
 

ADILSON BARROSO - Estive com o presidente da República hoje [terça-feira, 1º] e fui convidá-lo a participar do Patriota.
 

Ele é muito leal ao grupo dele. Ele pediu um tempo e vai sentar com todo o pessoal desse grupo. Eles vão se entender sobre o assunto e o presidente me dará uma resposta entre 15 a 20 dias.
 


 

Como começou essa negociação para tentar filiar o Bolsonaro?
 

AB - [Começou] com o Flávio. Eu fui atrás do Flávio. Encontrei com ele nos corredores do Congresso. Apresentei a possibilidade de ele se filiar ao Patriota.
 

Não tratamos já da filiação do presidente Bolsonaro, mas eu disse que eu conseguiria aprovar um convite a ele [Bolsonaro] depois ou, se não der certo tudo isso, o Patriota ainda estaria pronto para apoiar a campanha dele. Logo depois ele [Flávio] saiu do Republicanos e veio para nosso partido.
 


 

Qual a sua expectativa após a conversa com Bolsonaro?
 

AB - Eu estou otimista. Tenho a certeza de que hoje o Patriota é o melhor partido para o presidente.
 

O nome Patriota foi ele [Bolsonaro] que pediu, em 2017, quando ele tinha 3% nas pesquisas [de intenção de voto à Presidência]. Não tratamos de exigências. Não veio me pedir nada, só mesmo tempo para conversar com pessoas próximas a ele.
 


 

Por que é o melhor partido para ele?
 

AB - Porque ele já confia na nossa equipe, em nós; confia em mim, no partido. O Patriota se chamava Partido Ecológico Nacional, PEN. E mudou porque ele [Bolsonaro] que deu esse nome. Grande parte do estatuto atual foi ele e o grupo dele que fizeram, revisaram, e aprovamos em 2017. Então é o melhor por tudo isso, e porque agora o filho dele já está no partido e acredita nesse projeto.
 


 

Há meses, Bolsonaro indica que quer ir para um partido no qual ele tenha controle e possa abrigar seu grupo político. Se Bolsonaro se filiar, o que vai acontecer nos diretórios regionais? Bolsonaro terá total controle?
 

AB - Esse assunto não entrou na pauta. Acho que entrará quando já estivermos próximos da palavra final do presidente Bolsonaro.
 

Mas, se tiver alguém em algum lugar que não tem habilidade para perseverar, para fazer o Patriota crescer, essa pessoa tem de deixar a vaga. E continua quem tem essa habilidade.
 


 

O Patriota recebeu muitos políticos do MBL (Movimento Brasil Livre), que abandonou Bolsonaro. O que vai acontecer com eles?
 

AB - Se eles são contra o Bolsonaro, eles são a favor de quem, né? Isso é incrível. Hoje quem está contra o Bolsonaro ajuda o Lula a voltar. Eu não conversei com eles [MBL] ainda e o Bolsonaro não veio ainda. Temos que aguardar.
 


 

A convenção que aprovou o convite à filiação de Bolsonaro foi parar no TSE [nesta quarta-feira, o ministro Edson Fachin rejeitou o pedido de anulação da convenção que havia sido apresentado pelos adversários de Barroso]. Há diversos questionamentos sobre a reunião e o partido está rachado. O que aconteceu?
 

AB - Seria muito bom termos a união, mas só há união em lugares como Cuba e China. Em local democrático, a união vem da decisão da maioria.
 

O estatuto do partido está lá no TSE e ele deu autonomia a essa convenção. Eu não destituí ninguém. Eu cumpri o dever estatutário que eles me delegaram.
 

Se quiserem me tirar da presidência do partido, eles devem esperar até o ano que vem [quando termina o mandato e há previsão de nova eleição para o comando da sigla].
 


 

A ala adversária te acusa de ter feito um golpe para aprovar o convite a Bolsonaro sem que houvesse debate. Que golpe?
 

AB - Eles dizem que eu troquei os delegados. Esse seria o golpe. Mas dentro do estatuto está previsto que eu posso trocar os delegados dentro do meu mandato. Eles mesmos aprovaram isso.
 

Lúcifer, quando morava no céu, tentou golpear Deus. Ele achava que tinha muito poder. Mas depois foi mandado para baixo com seus anjos, com seus seguidores.
 

Da mesma forma, eles [ala adversária no Patriota] achavam que tinham esse poder. E não contavam com isso. Eles mesmos me autorizaram.
 


 

Quem ficaria na presidência do partido se Bolsonaro se filiar?
 

AB - Não adianta sofrer por antecedência. É um cargo que exige muito trabalho. Acho que ele [Bolsonaro] já tem muito trabalho no governo.
 

Para esse cargo no partido, ele precisa de alguém de confiança. E ele confia em mim.
 


 

O que mudou no estatuto após a convenção desta segunda-feira? Foi para abrir caminho para Bolsonaro e o grupo dele?
 

AB - O partido era muito concentrado talvez em duas pessoas, em mim e no Ovasco [Altimari, vice-presidente do Patriota]. Agora o partido terá bem mais membros.
 

Todos os presidentes estaduais poderão votar nas próximas convenções. O Flávio, como líder do partido no Senado, inclusive votou nessa mudança.
 


 

Qual o objetivo?
 

AB - Eu fiz democracia interna no partido, porque, para o presidente Bolsonaro vir, não podemos ter um partido concentrado em mim ou em outra pessoa.
 

Agora, as indicações para diretórios estaduais precisam ser aprovadas numa reunião com diretórios municipais. Antes, bastava uma convenção interna entre poucos membros. É bem mais democrático.
 

A ideia é fazer um partido que possa crescer e no futuro possa ter suas variações de líderes.
 


 

Por que há um grupo no Patriota que é contra a filiação do Bolsonaro ou que defende uma negociação mais lenta sobre os termos desta aliança? Há receio de perda de poder nos estados?
 

AB - Acredito que eles tenham outra ideologia. Ou eles queriam me tirar da presidência antes da hora.
 


 

As prestações de contas do Patriota mostram que foram feitos pagamentos a ao menos dez de seus familiares.
 

AB - Não tem nada ilegal. Nada ilegal feito no partido. Eu jamais contrataria alguém que não fosse formado naquela área, técnico, que não fosse bom e que não desse resultado.
 

Minha equipe é reduzida. Aliás, eu tenho poucos parentes dentro do partido. Não tenho muito, não. Eles exercem suas funções e exercem bem, senão não seríamos o partido que mais cresce.
 

Como eu iria prosperar se só tenho gente que não tem resultado?
 


 

Há alguns anos, o sr. foi contra parentes em cargos do partido. O que mudou? O que motivou essa escolha?
 

AB - Eu tenho poucos [familiares nos cargos]. Se eu tiver dois, três, quatro parentes no elo de um partido nacional, é muito. E, mesmo assim, está dentro da lei.
 

O partido político, apesar de receber fundo público, é de direito privado e, portanto, não existe nepotismo.
 

A pessoa que foi competente para trabalhar e pegar assinatura para criarmos o partido tem de estar com a gente.
 


 

Qual o perfil do Patriota?
 

AB - É um partido de centro-direita. Não é um partido de direita, para não dizerem que é um partido de extrema direita. Não podem dizer que o partido é radical.
 

É um partido também com pessoas que não entendem nada de direita nem esquerda. É um partido que pega tudo.


Bahia Notícia


Nota da redação deste Blog - Só pode ter tomado um curso sobre nepotismo com  o prefeito de Jeremoabo!

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