sábado, fevereiro 06, 2021

Antes de morrer, Brizola reconheceu que Jango estava certo ao não resistir ao golpe em 1964


Com sua lucidez, Jango evitou uma sangrenta guerra civil

Luiz Augusto Erthal
Site Toda Palavra

Duas semanas antes de morrer, o ex-governador Leonel Brizola ligou para Denize Goulart – sobrinha de sua mulher, Neuza, e filha do ex-presidente João Goulart – e pediu que ela fosse ao seu apartamento, em Copacabana. Denize foi acompanhada pelo sobrinho Christopher Goulart, filho do seu irmão, João Vicente, e pela amiga Ana Guimarães.

Ela chegou por volta das 11 horas e, embora ainda fosse de manhã, Brizola propôs abrir um vinho. A atitude pouco usual do velho líder trabalhista sugeria uma conversa longa e, talvez, para ele, um tanto difícil.

LÁGRIMAS NOS OLHOS – Começou com um preâmbulo intimista – as reminiscências do exílio, a vida no Uruguai e a própria família – como preparação para algo mais solene que viria em seguida.

“De repente ele olhou para mim e, para minha surpresa, me disse: ‘Eu tenho que te pedir perdão por tudo que vocês passaram. Tenho que pedir perdão a ti, ao teu irmão e aos meus próprios filhos’”, revelou Denize durante um debate organizado pelo Cineclube Macunaíma, da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), na noite desta terça-feira, 2, após a exibição do filme “Jango”, de Sílvio Tendler.

“Mas perdão por quê?  Não há nada que perdoar”, respondeu Denize, confessando que jamais pensou em ouvir algo assim de Brizola. Ela narrou, então, a declaração feita por ele com lágrimas nos olhos no final daquela manhã no antigo edifício da Avenida Atlântica, esquina com a Rua Xavier da Silveira:

O ROMPIMENTO – “Eu fui muito contra o teu pai, muito contra o Jango. Rompi com ele em 64, nos afastamos, apesar de termos depois nos reconciliado. Mas eu fui responsável por muitas coisas e hoje acho que teu pai tinha razão. Não existia a mínima possibilidade de resistência naquele momento. Teu pai já sabia o que eu não sabia”.

“Ele falou isso olhando nos meus olhos. Eu chorava e ele também”, contou Denize.

A revelação feita por ela remete a uma das questões mais polêmicas da história política recente do Brasil: a decisão do presidente João Goulart de se deixar depor sem luta em 1964.

CAMPANHA DA LEGALIDADE – Três anos antes, em 1961, após a renúncia do presidente Jânio Quadros e o veto militar declarado em seguida contra a posse do vice-presidente constitucional, João Goulart, Brizola, seu cunhado, havia levantado em armas o Rio Grande do Sul, estado que governava na época, para defender a Constituição e o direito de Jango a assumir a presidência da República. A Campanha da Legalidade, como ficou conhecido o último levante armado do povo brasileiro, liderado por Brizola, foi decisiva para impedir o golpe militar naquele momento.

Três anos depois, com a efetivação, em 1964, dos planos golpistas articulados contra os governos trabalhistas desde Getúlio Vargas (1951-1954) até João Goulart (1961-1964), Brizola, então deputado federal pelo PTB, tentou repetir a resistência armada, mas não teve o apoio do presidente. Ele chegou a assumir a direção do governo gaúcho e o comando das forças legalistas do então III Exército, àquela época o mais poderoso do país por sua missão de defender a fronteira Sul do Brasil.

PLANO DE RESISTÊNCIA – Após tentar, sem sucesso, desarticular o movimento golpista que eclodiu no dia 31 de março em Minas Gerais, inicialmente no Rio de Janeiro, onde se encontrava, e depois em Brasília, para onde voou na manhã do dia 1o de abril, Jango foi ao encontro de Brizola em Porto Alegre. Eles se reuniram na casa do general Ladário Teles, comandante do III Exército, onde Brizola apresentou ao presidente um plano de resistência.

Jango governaria de São Borja, na proteção dos pampas gaúchos, nomeando a ele, Brizola, Ministro da Justiça e ao general Ladário Teles, Ministro da Guerra. O III Exército, segundo o general Ladário, teria condições de recrutar e armar 100 mil civis.

Foi uma reunião tensa, segundo relatos do próprio Brizola e de outros presentes, onde também falaram outros chefes militares leais à legalidade democrática.

JANGO RECUSOU – Ao final da reunião e após ponderar as condições militares desfavoráveis à resistência, Jango agradeceu a lealdade oferecida, mas declarou que não pretendia cobrar do povo brasileiro o preço de sangue necessário para defender o seu cargo.

A revelação –  ”Teu pai já sabia o que eu não sabia” – feita por Brizola a Denize, acompanhada do pedido de desculpas e do reconhecimento de que Jango havia tomado a decisão acertada, por não haver condições de resistência, pode estar ligada a informações geopolíticas internacionais que o presidente já possuía no momento da deflagração do golpe.

Jango teria sido informado ainda na manhã do dia 31 de março pelo ex-chanceler San Tiago Dantas, cujas informações haviam sido transmitidas por suas fontes em Washington, de que a Quarta Frota da Marinha norte-americana havia zarpado em direção ao Brasil. Mantida em segredo por 12 anos, a movimentação dos marines para apoiar o golpe de 64 veio a público em 1976 em uma matéria do jornalista Marcos Sá Corrêa publicada pelo Jornal do Brasil.

INSTRUÇÕES DE GORDON – A esquadra partiu da base naval de Norfolk em 31 de março, de acordo com as instruções do embaixador norte-americano no Brasil, Lincoln Gordon, que participara ativamente da conspiração contra Goulart. Foram deslocados dois porta-aviões da Marinha, com uma esquadrilha de aviões de caça, um navio com 50 helicópteros, um encouraçado, uma embarcação de transporte de tropas, além de navios petroleiros. Foram também colocados à disposição da frota 25 aviões C-135 e 110 toneladas de armas e munições.

A Operação Brother Sam permitiria uma intervenção militar rápida em pontos estratégicos do Brasil. Em caso de resistência no Rio de Janeiro e no Sul do país, onde estavam as bases trabalhistas mais sólidas, o plano seria seccionar o país praticamente ao meio com o desembarque dos marines no Espírito Santo. A Estrada de Ferro Vitória-Minas seria estratégica para conduzir tropas e suprimentos para os revoltosos mineiros. Magalhães Pinto, então governador de Minas Gerais, declararia o “estado de beligerância” e os Estados Unidos reconheceriam o novo estado do “Brasil do Norte”, a exemplo do que ocorreu na Coreia e no Vietnã.

A RECONCILIAÇÃO – Brizola e Jango estiveram rompidos por 12 anos. Amargaram, juntos, o exílio no Uruguai, mas não se viam, nem se falavam. Brizola com dona Neuza, confinado no balneário de Atlântida, por determinação do regime uruguaio, a pedido do governo brasileiro para impedir sua movimentação, e Jango com Maria Tereza entre Montevidéu e as suas fazendas no interior.

Ambos eram vigiados de perto por agentes da CIA e das ditaduras que se instalavam àquela altura no Cone Sul: primeiro Brasil, depois Chile, Uruguai, Paraguai e por fim Argentina.

Anos depois, já de volta ao Brasil e como governador do Estado do Rio, Brizola revelou detalhes da reconciliação com o cunhado. Jango foi à sua casa em Atlântida em um dia de 1976 para visitar a irmã, que estaria doente. Na verdade, dona Neuza teria simulado uma doença como artifício para atrair o irmão e buscar uma reaproximação entre ele e o marido.

JOGO DA SELEÇÃO – Jango estava acompanhado de um grupo de militantes trabalhistas gaúchos, que articulavam um movimento no Brasil pela volta dos exilados. Para evitar constrangimentos, Brizola foi para o quarto, onde ligou a televisão, que estava transmitindo um jogo de futebol da Seleção Brasileira.

Jango foi sozinho até o quarto e, segundo Brizola, bateu a mão no seu ombro e disse: “Olha, Brizola, tem um grupo de companheiros aí que está querendo lutar pela nossa volta ao Brasil e precisamos conversar com eles”.

Deu-se entre eles um diálogo ainda não conhecido completamente, mas o próprio Brizola ofereceu, conforme disse no mesmo depoimento sobre esse encontro, uma pista do tom da conversa que tiveram em Atlântida: “Nós nos reconciliamos como dois irmãos italianos. Vocês já viram italianos discutirem em voz baixa?”

NA OPERAÇÃO CONDOR – Algum tempo depois, Brizola, alertado por militares uruguaios que lhe eram fiéis, teve que deixar às pressas o Uruguai para escapar de um plano para assassiná-lo. Seu nome, assim como o de Jango, estava na lista da Operação Condor, urdida pela CIA com o apoio das ditaduras sul-americanas com o objetivo de eliminar as mais importantes lideranças populares do continente.

Brizola foi para os Estados Unidos, onde recebeu asilo do ex-presidente Jimmy Carter, defensor da luta pelos direitos humanos, e de lá para a Europa, até a sua volta ao Brasil com a Anistia, em 1979.

Jango, acometido de uma doença cardíaca, morreu em 1976. Sua morte até hoje está envolta em suspeitas de um plano para matá-lo por envenenamento. Foi o único presidente brasileiro a morrer no exílio.

Barro Preto: Vereador acusa vice-prefeita de ter furado fila de vacinação contra Covid-19


Barro Preto: Vereador acusa vice-prefeita de ter furado fila de vacinação contra Covid-19
Foto: Reprodução

O vereador da cidade de  Barro Preto, Jonathas Guimarães (PT), acusou nesta sexta-feira (5), a vice-prefeita do município de ter furado a fila para receber a vacina contra a Covid (19). Um processo de investigação foi aberto para apurar o caso no município. 


De acordo com o edil, ao receber a relação de vacinados da cidade, constatou que a vice-prefeita Itamaria Barbosa (Republicanos), teria tomado o imunizante com a justificativa de atuar na secretaria de saúde do município. Em entrevista ao site Políticos do Sul da Bahia o vereador confrontou a informação.  “Ela não atua na secretaria e não tinha direito de ser vacinada. Vamos acionar o Ministério Público Estadual e Federal, como também apurar uma possível fraude no lançamento do nome dela no sistema”, disse.

 

Ainda de acordo com o governador, na relação de vacinados a vice-prefeita está cadastrada como gerente de serviços de saúde. “ Conversei com a secretária de saúde e ela informou que a vice não atua na secretaria da cidade, e que vai investigar como o nome dela foi parar sistema, pois não é de conhecimento dela ou do prefeito Juraci”, disse. 

 

Em nota ao site, o prefeito Juraci da Saúde (PP) disse que uma investigação está em curso. “Já abrimos um processo de investigação interna e todas as medidas necessárias serão tomadas. Cabe também, esclarecer que a gestão repudia totalmente qualquer ilegalidade na não observação e cumprimento do plano estadual e municipal de imunização”, finalizou. 

 

A reportagem do Bahia Notícias tentou contato com a prefeitura municipal de Barro Preto, mas até o fechamento desta nota, não obteve retorno. 

Bahia Notícias

Presidente da Anvisa diz que 'tudo tem limite' e vai pedir veto a prazo para liberar vacina


por Raquel Lopes | Folhapress

Presidente da Anvisa diz que 'tudo tem limite' e vai pedir veto a prazo para liberar vacina
Foto: Reprodução / Agência Senado

O diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres, afirmou nesta sexta-feira (5) que vai pedir ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que vete o prazo de cinco dias para liberar vacinas aprovado pelo Congresso.

Nesta quinta-feira (4), o Senado finalizou a votação da MP (medida provisória) que autoriza a entrada do Brasil no consórcio Covax Facility, ligado à OMS e prevê regras mais flexíveis para a concessão de autorização de uso emergencial de vacinas contra a Covid-19.

A agência terá um prazo de cinco dias para conceder a autorização a vacinas já aprovadas em outros países. Esse ponto foi acrescentado no texto durante tramitação na Câmara dos Deputados.

Hoje, o prazo previsto pela agência reguladora é de 30 dias para liberar o uso emergencial de vacina sem a realização de estudos de fase 3 (com humanos) no Brasil. A regra entrou em vigor na quarta-feira (3). Antes, eram 10 dias, mas apenas para vacinas testadas no país.

Com isso, empresas podem, a partir de agora, solicitar o uso emergencial de vacinas com base em dados de segurança e eficácia obtidos em testes em outros países. Neste caso, porém, o prazo de análise passa a ser de 30 dias -e não mais de 10 dias, como era até então.

O presidente da Anvisa disse que enviará um ofício à Casa Civil mostrando ponto a ponto das implicações para que possa subsidiar o presidente para um eventual veto.

Barra Torres afirmou também que o STF (Supremo Tribunal Federal) poderá ser acionado, mas que ainda não é o momento.

À Folha o presidente da agência disse que existe uma participação grande da classe política nas discussões, mas que ultrapassou "todos os limites". Segundo Barra Torres, as decisões precisam ser técnicas.

"Esse é um tempo irreal, nós não sabemos qual é a fundamentação científica desse prazo, de onde saiu e de qual fórum regulatório pertence. Até agora eu não sei, dessa forma acredito que é achismo", disse.

Bahia Noticias

OAB-BA vai ao CNJ contra ‘bolsa banda larga’ para desembargadores


OAB-BA vai ao CNJ contra ‘bolsa banda larga’ para desembargadores
Foto: Cláudia Cardozo / Bahia Notícias

A Ordem dos Advogados do Brasil seção Bahia (OAB-BA) em associação com a OAB do Distrito Federal irão promover representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra a resolução do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que prevê reembolsar os gastos de desembargadores com o uso de linha de celular particular e serviço de internet banda larga em suas residências. 

 

"Não tem qualquer sentido esse auxílio. O magistrado precisa de prerrogativas e uma remuneração justa para exercer sua atividade. Penduricalhos servem apenas para revelar o quanto estão desconectados da realidade do país. Isso precisa mudar!", disse o presidente da OAB da Bahia, Fabrício Castro, ao Bahia Notícias.

 

Segundo a resolução publicada no dia 28 de janeiro, os desembargadores do TRF-1 terão direito a até R$ 80 para pagamento de linha de celular particular e serviço de internet banda larga. O reembolso deve ser pago apenas para os desembargadores, que recebem salários de R$ 35,4 mil, os maiores do Judiciário.

Bahia Notícias

Com a pandemia, o Canadá enfim desperta para a gravíssima desigualdade social no país


AS INVASÕES BÁRBARAS – Cinemarden

Filme “As Invasões Bárbaras” já tinha denunciado o problema

João Gabriel de Lima
Estadão

Parte do enredo de “As Invasões Bárbaras”, filmaço que levou o Oscar de produção estrangeira em 2003, se passa nos corredores de um hospital público do Canadá. O que se vê não combina com um país considerado modelo de bem-estar social: doentes amontoados pelos corredores, atendimento precário, burocracia infinita para agendar procedimentos.

O protagonista do filme, Rémy, tem uma doença terminal. Ele só consegue tratamento decente porque seu filho, Sébastien, pode pagar os honorários dos melhores médicos.

CANADÁ E BRASIL – Poucos países são mais diferentes que Canadá e Brasil. Jogamos vôlei na praia, eles brincam com bonecos na neve. Nosso mito musical é Tom Jobim, o gênio da bossa nova; o deles, Glenn Gould, pianista que revolucionou a música clássica.

No mundo do coronavírus, no entanto, os dois países têm a pandemia em comum – e precisaram desenhar programas emergenciais a toque de caixa. “O Canadá criou do dia para a noite um seguro-desemprego dos sonhos”, diz o cientista político Ricardo Tranjan, brasileiro radicado em Ottawa. Tal seguro pode inspirar algo que se estenda a tempos normais – o que seria um saldo positivo da pandemia.

Tranjan trabalha no Canadian Center for Policy Alternatives (CCPA), um think tank de políticas sociais com viés econômico.

REALIDADE PRECÁRIA – “A pandemia colocou em foco a realidade precária de vários trabalhadores essenciais ao Canadá, como cozinheiros, balconistas de farmácia, caixas de supermercado”, afirma Tranjan. Para ele, o flagelo que nos assola nada mais fez que chamar a atenção para uma questão de fundo: a transformação radical do mundo do trabalho no Ocidente.

O emprego industrial, com benefícios e a proteção de sindicatos, migrou para a Ásia ou vem sendo gradativamente substituído por robôs. Os novos postos de trabalho são na área de serviços, onde predomina a rotatividade. Os governos passaram a ter um enorme desafio: criar benefícios e seguros sociais para um número crescente de trabalhadores precários. Que, diga-se de passagem, são também eleitores.

Por isso, o sucesso da empreitada é condição de sobrevivência da própria democracia – e também a melhor vacina contra aventureiros populistas.

CIDADÃOS INDEFESOS – Com a pandemia, tornou-se clara a importância de um sistema eficiente de saúde pública. Na era da economia do conhecimento, cidadãos que não tiveram acesso a uma boa educação pulam de emprego em emprego e não têm benefícios.

Precisam de hospitais quando ficam doentes e de seguros fáceis de acessar quando estão sem trabalho – e não apenas de auxílios em situações de emergência.

Nada disso é barato. Em países em desenvolvimento, como o Brasil, será necessário cortar despesas não essenciais – tarefa para o Congresso que retorna do recesso nesta segunda-feira (voltaremos ao assunto numa das próximas colunas).

SEGUROS SOCIAIS – Os estudos de Tranjan e seus colegas mostram que seguros sociais bem desenhados trazem retorno positivo para as economias como um todo, não apenas para os beneficiários.

A crise do coronavírus chamou a atenção para a importância de uma rede de proteção social permanente, nesta “era da precariedade” em que vivemos. O filme “As Invasões Bárbaras” flagra o processo no início – mostra um Estado incapaz de dar conta das necessidades dos cidadãos.

Eis o maior desafio dos governos democráticos, sejam eles de esquerda ou de direita – afinal, nem todo mundo tem, como Rémy, um filho rico para pagar as contas do hospital.

Sucessão do presidente Jair Bolsonaro ainda depende de uma longa estrada até 2022


Resultado de imagem para bolsonaro reeleição charges

Charge do Jota A (O Dia/PI)

Pedro do Coutto

O espaço de dois anos na política é uma longa estrada cheia de surpresas e alterações inesperadas e imprevisíveis com mudanças repentinas de tendências e obstáculos. Carolina Linhares, Folha desta sexta-feira, analisou as vitórias e Bolsonaro nas eleições de Rodrigo Pacheco e Arthur Lira como uma dificuldade para que a oposição se articule no rumo das urnas.

Minha experiência, porém, me faz pensar que nesses dois anos podem acontecer mudanças nos rumos das eleições. As vitórias de Pacheco e Lira não têm maior influência na campanha presidencial.

SITUAÇÕES DIVERSAS – Uma coisa é a escolha de dirigentes do Congresso, outra, muito diferente, a seleção dos candidatos e o desempenho deles. Isso porque um conjunto não é apenas a soma das partes, traz consigo sempre reflexos diversos passando por uma série de situações políticas.

O presidente Bolsonaro empenhou-se a fundo no apoio aos novos presidentes da Câmara e do Senado. Isso não tem vinculação com a campanha voltada para o eleitorado de 140 milhões de homens e mulheres. Não tem cabimento também dar-se muita ênfase ao peso das legendas partidárias, muito mais importante é o desempenho dos rivais em confronto.

Se o peso partidário fosse algo inexpugnável, o general Teixeira Lott teria sido eleito em 1960, pois era apoiado pela coligação PSD-PTB que cinco anos antes levou JK a vitória nas urnas de 1955.

EXEMPLO DE JANGO – Se a soma das legendas fosse um atestado de força política o presidente João Goulart não teria sido deposto. Jango foi sustentado pelo governador Brizola e formou seu governo com apoio do PSD, PTB e também da UDN. Vejam só; Virgílio Távora no Ministério dos Transportes, Gabriel Passos em Minas e Energia, Afonso Arinos embaixador do Brasil junto a ONU. Moreira Sales na Fazenda, Ulisses Guimarães na Indústria e Comércio. A UDN rompeu em 1962. O resto pertence à história moderna do país.

Quanto mais importante é o blog ou site de Política, maior é o número de robôs


Resultado de imagem para robos na internet charges

Charge do Alpino (Cartuns Alpino)

Carlos Newton

Embora  a imprensa tradicional ainda esteja resistindo nos países mais desenvolvidos, no Brasil vive a maior crise de todos os tempos, ainda se mostrando impotente e  incompetente para enfrentar a concorrência dos sites, portais, blogs e redes sociais que infestam a internet. É o novo mundo da comunicação social, que se expandiu desordenadamente e hoje atinge muito mais pessoas, devido à popularização dos celulares.

Já houve tempo em que as bancas de jornais eram importantíssimas na divulgação de conhecimentos gerais. Hoje, a maioria delas está fechada ou se transformou em ponto de venda de doces, refrigerantes, sorvetes, cervejas e biscoitos, chega a dar pena.

CADA UM DO SEU JEITO – Jornais e revistas não vão morrer, é claro, mas terão de sobreviver à custa de assinantes e de publicidade direta ou de patrocínio indireto, defendendo interesses de governantes e grandes grupos empresariais ou financeiros, como sempre aconteceu, aliás. Se dependessem da venda em banca, faz tempo já teriam ido à falência.

Como Bolsonaro fechou os cofres à imprensa que ousa criticar o governo, hoje as verbas públicas fazem a fortuna de sites e blogs antes desconhecidos e de altíssima irresponsabilidade profissional, criados para defender o governo.

Ao mesmo tempo, o governo beneficia também veículos amestrados e amoldáves, com a TV Record e o SBT. Aliás, chega ser comovente o esforço da Gazeta do Povo, que já foi um grande jornal e hoje vive publicando apenas matérias a favor de Bolsonaro, na esperança de captar recursos federais, 

ADMIRÁVEL MUNDO NOVO – Nessa enlouquecida fase do jornalismo brasileiro, que certamente surpreenderia até um gênio como o escritor e filósofo britânico Aldous Huxlei, cada veículo acabará encontrando seu nicho.

No caso da Tribuna da Internet, o objetivo do blog é operar como um jornal dos jornais, conforme dizia nosso amigo Alberto Dines, através da transcrição das melhores reportagens e artigos da grande imprensa sobre política, economia e questões sociais, acompanhados de matérias e comentários próprios.

Assim, o leitor tem diariamente um panorama geral do momento político e socioeconômico.

ROBÔS EM PROFUSÃO – Hoje em dia, a importância dos portais, sites e blogs formadores de opinião pode ser avaliada pela quantidade de robôs que cada um consegue atrair. A TI, por exemplo, desde o início sempre esteve infestada por humanoides. Hoje, atuam em maior número os androides adoradores de  Bolsonaro, que fazem plantão 24 horas, junto com o replicantes a serviço de Lula da Silva, também muito numerosos e que se multiplicam velozmente.

Em menor número marcam presença os humanoides a serviço do PSDB, que hoje se empenham na exaltação de João Doria, e de robôs do PDT, a serviço da campanha de Ciro Gomes.

Esta semana, um fato curioso. Surgiu um novo robô tão radical e ofensivo que tivemos de deletar seus comentários logo no primeiro dia. E vida que segue, diria o grande João Saldanha. 

AGU não apresenta à Justiça provas de fraude nas eleições de 2018 e pede o trancamento do processo


Charge do PXeira (humorpolitico.com.br)

Deu no Correio Braziliense

Cobrado a se explicar sobre os ataques recentes dirigidos pelo presidente Jair Bolsonaro ao sistema eletrônico de votação do País, o governo federal não apresentou à Justiça provas de fraudes nas eleições de 2018. A Advocacia Geral da União (AGU), que defende judicialmente os interesses no Planalto, pediu na quinta-feira, dia 4, o trancamento do processo sem a análise do mérito.

A ação em questão foi aberta na Justiça Federal de São Paulo a pedido da Associação Livres, movimento de renovação política encabeçado por dissidentes do PSL, antigo partido do presidente. “Como há muito tempo Jair Bolsonaro faz tais declarações e não apresenta prova alguma, apenas por meio do Poder Judiciário é que se pode responder duas perguntas advindas da referida afirmação: Houve fraude eleitoral em 2018? Onde estão as provas?”, afirmou o movimento à Justiça.

SEM RESPOSTAS – As respostas não foram apresentadas na manifestação do governo. A AGU se limitou a fazer uma explanação de ordem técnica. No documento, argumenta que a associação não tem legitimidade para propor a ação civil pública e que já existe outro processo, em curso da 4ª Vara Federal do Ceará, para tratar do mesmo tema – pela lei, ações com o mesmo objeto não podem tramitar em separado, sob o risco de serem encerradas com decisões conflitantes.

Sobre a eleição de 2018, Bolsonaro disse ter provas de fraudes que lhe tiraram uma vitória em primeiro turno. Até hoje, porém, não apresentou qualquer evidência. O voto impresso é uma bandeira do presidente desde os tempos de deputado.

Na prática, o sistema não substituiria a urna eletrônica, mas geraria uma espécie de comprovante físico dos votos para recontagens manuais, o que representaria um custo aos cofres públicos na ordem de R$ 2,5 bilhões ao longo de dez anos. A defesa da proposta costuma vir acompanhada de declarações que colocam sob suspeita o sistema eleitoral eletrônico.

AMEAÇA – No episódio mais recente, após a invasão ao Capitólio por extremistas inconformados com a derrota de Donald Trump nos Estados Unidos, Bolsonaro afirmou que, se não houver voto impresso em 2022, o Brasil pode ter um “problema pior”.

“Qual foi o problema (nos Estados Unidos)? Falta de confiança no voto. Então lá, o pessoal votou e potencializaram o voto pelos correios por causa da tal da pandemia e houve gente que votou três, quatro vezes, mortos votaram”, disse a apoiadores no início do ano.

No mesmo dia, após a repercussão da fala, o presidente voltou a comentar o assunto em sua primeira transmissão semanal ao vivo de 2021. “Qual o problema nisso? Estão com medo? Já acertaram a fraude para 2022? Eu só posso entender isso aí. Eu não vou esperar 2022, não sei nem se vou vir candidato, para começar a reclamar. Temos que aprovar o voto impresso”, disse ele na “live”.

PALANQUE – Na ocasião, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, declarou que a vida institucional não pode ser palanque e que as autoridades precisam ser responsáveis pelo que dizem.

Ao contrário do que defende o presidente, a votação eletrônica no Brasil permite auditoria e todos os anos uma empresa independente é contratada por meio de licitação para periciar a votação.

sexta-feira, fevereiro 05, 2021

Ou os vereadores morlizam essas licitações, ou essas licitações terminam de liquidar com Jeremoabo

 

.

Em primeiro lugar sugiro que leiam esse decreto e cobrem o que ali está escrito a respeito de saúde que o prefeito diz o povo ter direito; só que ele escreve de uma forma  e pratica o contrário do que escreve.
Seria de bom alvitre e a bem da moralidade para com a coisa pública, que os vereadores principalmente da oposição, começassem analisar essas homologações e agissem, pois caso contrário, a vaca não demorará muito ir para o brejo, já que está com as patas no atoleiro.
Senhores vereadores da oposição, vocês fiscalizaram há dias atrás o Hospital Geral de Jeremoabo,  que conforme fotos. parece mais uma casa antiga bombardeada, no entanto, o prefeito homologou em benefício da empresa João José de Oliveira Neto  R$ 272.185.0000 para aquisição de gases.
Só se for para enxugar o chão ou tapar os buracos do hospital, porque para curativo não passa de uma piada.

Outra imoralidade são os Cartões Magnéticos, aliás já denunciados no TCM-BA, basta agora para não ter trabalho aproveitar o conteúdo da denúncia mudando apenas só os nomes, R$ 507.998.0000.

Para ficar mais sofisticado, dessa vez tem também, o vale combustível no total de R$ 343.495.0000, ambos para a empresa MV2 Serviços Ltda.
Se não me falha a memória, na rejeição das contas o TCM proibiu a renovação.

Essas são algumas observações, porém nessa matéria tem muito mais coisas, inclusive  " HORA HOMEM" NO VALOR DE R$ 165,000,0000 .

Acorda vereadores, a coisa está feia....

“Bolsonaro está virando um grande inimigo global”, diz brasilianista que atuou no dossiê


Resultado de imagem para james Green, professor de História do Brasil da Brown University,

James Green diz que Bolsonaro só consegue fazer inimigos

Rosana Hessel
Correio Braziliense

O Brasil voltou para os holofotes como pária global, como aponta um dossiê entregue ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e a várias autoridades norte-americanas na manhã desta terça-feira (4/2), apontando retrocessos na gestão do presidente Jair Bolsonaro, que se está se tonando um “grande inimigo global”.

“O Brasil está mundialmente conhecido como um lugar que viola os direitos humanos e o meio ambiente. E isso é muito sério”, alertou James Green, professor de História do Brasil da Brown University, dos Estados Unidos, em entrevista ao Correio.

DOSSIÊ ACUSADOR – Green é um dos acadêmicos que assinam o dossiê de 31 páginas desenvolvido pela Rede nos Estados Unidos pela Democracia no Brasil (U.S Network for Democracy in Brazil – USNDB), recomendando o congelamento dos acordos e negociações com o governo Bolsonaro.

O professor da tradicional universidade de Rhode Island também é um dos coordenadores da Rede, que é integrada por mais de 1.500 pessoas, em 234 faculdades e universidades de 45 estados dos EUA.

“A nata da sociedade intelectual dos Estados Unidos tem ouvido os brasileiros e demonstrou que também está preocupada com os retrocessos que ocorrem no Brasil no governo Bolsonaro. O presidente brasileiro está virando um grande inimigo global e isolando o país do resto do mundo”, destacou Green.

MUITOS PROBLEMAS – Na avaliação do brasilianista, há inúmeros problemas na gestão de Bolsonaro, mas os três maiores pontos de preocupação são: o isolamento internacional; o negacionismo em relação à covid-19 e a má condução do processo de vacinação, sem incentivar o uso da máscara e de medidas preventivas contra pandemia; e o descaso com o meio ambiente, em particular, com a Amazônia e a preservação dos direitos dos povos indígenas e dos quilombolas.

“Bolsonaro não tem simpatia na Europa e entre os integrantes do Congresso dos Estados Unidos. E sabemos disso devido ao trabalho que temos junto aos congressistas nos últimos dois anos”, informou o acadêmico.

Ele critica a falta de comprometimento de Bolsonaro com o combate ao novo coronavírus desde o início da pandemia e, mais recentemente, no processo de vacinação nacional, que virou uma briga política entre ele e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que só prejudica a população.

VACINAR É PRECISO – Green lembrou que a vacinação é o principal motor da retomada da economia mundial. “Durante a campanha eleitoral dos EUA, o debate principal sobre a pandemia mostrava que a economia global e a dos Estados Unidos não vão conseguir se recuperar se o problema da covid-19 não for resolvido. E isso também serve para o Brasil, mas o país ainda está muito atrasado nesse sentido”, destacou.

Na avaliação do especialista, o democrata Joe Biden será sensível às recomendações feitas no dossiê, principalmente, sobre a interrupção de todas as negociações iniciadas pelo antecessor, o republicano Donald Trump. “Será muito difícil qualquer avanço de acordos iniciados por Trump com o Brasil. Será preciso respeitar os direitos humanos, as leis trabalhistas e o meio ambiente”, frisou.


Em destaque

Quando o lucro passa na frente da segurança: um alerta grave no Assaí da Adélia Franco

Quando o lucro passa na frente da segurança: um alerta grave no Assaí da Adélia Franco Ir ao supermercado é um ato rotineiro, quase automáti...

Mais visitadas