quarta-feira, setembro 04, 2019

Bolsonaro diz que Doria é ‘ejaculação precoce‘ e `não tem apoio popular´ para 2022

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Bolsonaro acusou o tucano de ter “mamado nas tetas do BNDES”
Sérgio Dávila
Leandro Colon
Folha
O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), não tem chance nas eleições presidenciais de 2022 porque é uma “ejaculação precoce”. Na avaliação de Bolsonaro, Doria deveria pensar “talvez” somente nas eleições de 2026. “Ele não tem apoio popular”, disse nesta terça-feira, dia 3, em um café da manhã com a Folha no Palácio do Alvorada. Bolsonaro afirmou ainda que está disposto a concorrer à reeleição. “Pretendo sim, se estiver bem lá”, disse. No sábado, dia 31, em uma conversa com jornalistas, o presidente afirmou que Doria está “morto” para 2022.
Dois dias antes, acusou o tucano de ter “mamado nas tetas do BNDES” no governo do PT, em referência à compra de jatinho a juros subsidiados do banco. Doria rebateu afirmando que nunca precisou mamar em “teta nenhuma”. No café da manhã, o presidente reclamou da cobertura da imprensa e criticou as reportagens sobre a avó da primeira-dama, Michelle. A Folha mostrou que Maria Aparecida Firmo Ferreira, 78, passou mais de dois dias aguardando atendimento deitada em uma maca no corredor de um hospital na periferia do Distrito Federal. Ela foi transferida e submetida a uma cirurgia de urgência após o governo do Distrito Federal ser procurado pela reportagem. Outros veículos publicaram que ela foi presa por tráfico de drogas e que dois tios maternos enfrentam problemas com a Polícia.
POSITIVISMO – Bolsonaro sugeriu que os jornais criem uma página fixa de notícias positivas sobre o Brasil. Participaram da conversa, além dele, o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, o chefe da Secom (Secretaria de Comunicação) da Presidência, Fábio Wajngarten, e o deputado Marco Feliciano (Podemos-SP). O encontro ocorreu das 7h40 às 9h10. O presidente comeu pão com manteiga, cuscuz e ovo mexido e bebeu café com leite. Bolsonaro brincou com a Folha dizendo que colocaria estricnina no café dos representantes do jornal.
Em rápida entrevista aos jornalistas na porta do Alvorada, Bolsonaro comentou o encontro: “Quem foi que pediu para mim um café da manhã? Foi o Marco Feliciano, né? Fala, Marcão. Fala aí, Marcão. Por que você convidou os caras, aí, Marcão? Conta aí”. “Só uma reunião institucional para o presidente conversar com o pessoal de imprensa. Vocês são tão amáveis com ele. Foi muito interessante”, ironizou o deputado. Bolsonaro afirmou que não tem nada contra bater um papo com a imprensa. “Combinamos, logicamente, eu falo às vezes algumas palavras meio fortes, palavrões, não publicar nada. Acreditei na Folha, hein, que não vai ter nenhum palavrão amanhã, valeu!.”
ELEIÇÕES MUNICIPAIS –  Bolsonaro afirmou que não fechou apoio a nenhum candidato para a disputa de 2020: “Tem muita gente aí falando em meu nome, mas eu ainda não tenho ninguém”. Aproveitou para alfinetar a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), cotada para ser a candidata do seu partido à Prefeitura de São Paulo. “Joice está com um pé em cada canoa”, afirmou, referindo-se à aproximação dela com João Doria. O presidente contou que prioriza a vitória nas seguintes capitais: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, pelo tamanho, e Boa Vista e Porto Velho, pelo “simbolismo” por receberam imigrantes venezuelanos.
Ele criticou o PSL: “Dos 55 deputados do PSL, 45 foram eleitos por minha causa. Eu queria a legenda. Se eu quiser, eu saio. O Eduardo [filho dele] não pode ser candidato [por esbarrar em dispositivo constitucional conhecido como inelegibilidade por parentesco], se não seria eleito no primeiro turno em São Paulo”. Bolsonaro disse que o ministro Paulo Guedes (Economia) era “chucro” politicamente, assim como o ministro da Justiça, Sergio Moro, um “ingênuo” até chegarem ao governo. Guedes foi citado no contexto sobre a relação do presidente com Moro, desgastada nas últimas semanas.
Segundo Bolsonaro, o ex-juiz federal não tinha “malícia” da política. Na sua avaliação, o nome de Moro não passaria hoje no Senado em uma indicação para ser ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele voltou a elogiar o ministro da Advocacia-Geral da União, André Mendonça, como cotado para o Supremo. “O André é muito bom”, disse. A Folha questionou o presidente sobre as especulações em torno da possibilidade de Moro disputar a Presidência em 2022. “Já falamos, eu disse para ele que essa cadeira de super-homem é feita de kriptonita. Se quiser sentar, senta”.
EVANGÉLICOS –  “Todos os principais líderes estarão comigo no desfile de Sete de Setembro, entre eles o bispo Edir Macedo [Igreja Universal], ao meu lado”, disse o presidente. “Eu não o conhecia pessoalmente até domingo [quando Bolsonaro esteve em um culto da Universal], só me ligou uma vez durante a eleição”, disse. Segundo Bolsonaro, é preciso conversar com os evangélicos. “Trazer para perto”.
O presidente afirmou que declarações polêmicas recentes, como a que tratou da morte do pai do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, na época da ditadura, são reações ao que chamou de “sacanagem” contra ele. Afirmou que, apesar do que diz ter sofrido, não tomou nenhuma medida excepcional. “Se eu levantar a borduna, todo mundo vai atrás de mim e eu não fiz isso ainda”, disse.
BÔNUS POR VOLUME –  Bolsonaro anunciou que pretende editar uma medida provisória para mudar as regras do Bônus por Volume (BV), comissão paga a agências de publicidade por direcionar anunciantes. Para o presidente, um projeto de lei não andará rápido no Congresso. “Pelo menos por cinco meses por ano [na verdade o prazo de validade de uma MP é de 120 dias se não for votada pelo Congresso] teremos democracia na distribuição de verbas publicitárias no Brasil”. Ele ameaça reeditar a MP a cada ano de seu governo. O alvo da medida é o Grupo Globo, segundo Bolsonaro.
O presidente afirmou que a recriação de um imposto nos moldes da antiga CPMF deve ser condicionada a uma compensação para a população. “Já falei para o Guedes: para ter nova CPMF, tem que ter uma compensação para as pessoas. Se não, ele vai tomar porrada até de mim”, disse. Bolsonaro afirmou que a proposta de reforma vai se concentrar em impostos federais. “O Cintra [Marcos Cintra, secretário especial da Receita Federal] às vezes levanta a cabeça, mas eu vou lá e dou uma nele”, disse.
APOIO A EDUARDO –  Segundo Bolsonaro, os vetos dele ao projeto sobre abuso de autoridade podem tirar apoio de senadores à indicação de seu filho Eduardo ao cargo de embaixador nos Estados Unidos. Por isso, a oficialização da indicação pode levar mais tempo. A nova lei, que trata de abuso de autoridade, foi aprovada pelo Congresso e o veto de itens pode desagradar os senadores. Já a indicação do nome de Eduardo precisa ser aprovada por maioria simples no Senado. “Ele [Eduardo] vai perder muito apoio com os vetos, vou esperar [a indicação]”, disse o presidente.
Bolsonaro negou intenção em recuar da decisão de indicar o filho. “Você já namorou? Quanto tempo demorou para levar para o motel? Não é na primeira vez”, ressaltou sobre a demora em confirmar a indicação. Bolsonaro citou a visita que Eduardo e o ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) fizeram a Washington na última sexta-feira, dia 30, dizendo que o mérito do acesso rápido ao presidente norte-americano foi do filho. Eles foram recebidos por Donald Trump em audiência na Casa Branca. “Com todo o respeito ao Ernesto, o Eduardo esteve agora nos EUA, e o Trump está alinhado conosco”, afirmou.
DISCURSO NA ONU – O presidente adiantou pontos do discurso que fará na Assembleia-Geral da ONU, no dia 24 de setembro, em Nova York. “Será um discurso de soberania e patriotismo. E falarei da Amazônia”, disse. Ele voltou a negar a oferta de recursos feita pelo presidente francês, Emmanuel Macron, para combater as queimadas. “Só aceito se Macron pedir desculpas, ele me chamou de mentiroso. Não preciso de esmola. Ele [Macron] me deu duas coisas de graça: o discurso da soberania e o de patriotismo”.
Bolsonaro anunciou também que pretende mexer em comandos de embaixadas que, segundo ele, têm atuado contra seu governo. Disse ainda que pretende indicar uma pessoa de sua confiança, que não seja necessariamente diplomata de carreira, para a embaixada do Brasil em Cuba. Ele não descartou escolher um militar para a função.

Indicação de Eduardo Bolsonaro para embaixada é rejeitada por 70% dos brasileiros, aponta pesquisa


Conduta de Eduardo pelos EUA foi classificada como “arrogante” 
Rafael Balago
Folha
O plano do presidente Jair Bolsonaro de indicar seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para o cargo de embaixador em Washington é reprovado por 70% dos brasileiros, aponta pesquisa Datafolha. Segundo o levantamento, apenas 23% consideram que o mandatário brasileiro está agindo bem ao indicar o filho. A indicação de Eduardo foi anunciada em julho, mas ainda não foi oficializada. O processo depende de aprovação no Senado, e o governo, com temor de não conseguir os votos necessários para a aprovação, postergou o início do processo.
Para ser efetivado, o nome do indicado precisa ser apreciado pela Comissão de Relações Exteriores do Senado e aprovado no plenário da Casa por mais da metade dos parlamentares presentes. Não há data prevista para que as votações aconteçam. Logo após anunciar o desejo de indicar o filho, Bolsonaro sofreu críticas, inclusive de parlamentares que apoiam o seu governo, levantando discussões jurídicas sobre a classificação do caso como nepotismo.
REJEIÇÃO – A ideia sofre alta rejeição em praticamente todos os estratos pesquisados, com exceção dos simpatizantes do PSL (64% de apoio) e entre os que classificam o governo Bolsonaro como ótimo/bom (54%). A visão contrária à indicação é maior entre os jovens de 16 a 24 anos (74%), funcionários públicos (81%) e estudantes (78%). A rejeição à ideia é menor entre pessoas com mais de 60 anos (26% acham que Bolsonaro está agindo bem), empresários (36%) e donas de casa (29%). Entre as regiões do país, a ideia foi mais mal recebida no Nordeste (76% contra) e no Sudeste (71%). Tanto no Sul quanto no Norte e no Centro-oeste, 65% se opõem à nomeação.
Na divisão por partidos políticos, 89% dos simpatizantes do PT e 68% dos simpatizantes do PSDB reprovam a ideia. Entre aqueles que se identificam com o MDB, o percentual vai a 69%, mesmo índice daqueles que declaram não ter preferência por uma legenda. Entre os eleitores de Bolsonaro em 2018, 53% avaliam que o presidente agiu mal ao indicar o filho, e 40% acham que ele agiu bem. Já entre quem votou em Fernando Haddad (PT), 88% rejeitam a indicação e 9% a apoiam. No recorte por religião, a proposta sofre mais críticas de ateus (95%) e espíritas (80%). Entre os evangélicos, 61% são contrários. Se considerarmos as subdivisões das denominações evangélicas, o estrato que mais apoia a ideia do presidente é o de neopetencostais (44%). O percentual de 70% dos que desaprovam a ideia de indicar Eduardo ao posto é equivalente ao índice dos que avaliam de forma negativa as ações dos filhos de Bolsonaro para o governo. Para 70%, os filhos do presidente mais atrapalham do que ajudam.
ENCONTRO COM TRUMP – A pesquisa foi feita entre os dias 29 e 30 de agosto e ouviu 2.878 pessoas em 175 municípios de todo o país. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. Na última sexta-feira, dia 30, Eduardo viajou a Washington e se reuniu durante 30 minutos na Casa Branca com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Não houve anúncio de nenhuma medida após o encontro. A reunião, no entanto, mostrou o que Eduardo e Jair Bolsonaro queriam: acesso ao presidente americano.
O mandatário brasileiro havia ligado para Trump na última semana em meio à crise internacional reverberada com as queimadas na Amazônia. Em meio a pedidos que o americano impedisse o presidente francês, Emmanuel Macron, de capitalizar qualquer proposta de solução aos incêndios na floresta, começou a costurar a reunião em Washington. Nesta terça-feira, dia 3, Bolsonaro voltou a falar do encontro, dizendo que o mérito do acesso rápido ao presidente americano foi do filho. “Com todo o respeito ao [chanceler] Ernesto [Araújo], o Eduardo esteve agora nos EUA, e o Trump está alinhado conosco”, afirmou.
No final de julho, o presidente dos EUA disse que estava “muito feliz” com a indicação de Eduardo para a embaixada em Washington e que não considera que houve nepotismo. Eduardo foi o deputado federal mais votado do país na história. Ele teve 1.843.735 votos na eleição de 2018.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Muitos senadores classificaram a passagem de Eduardo pelos EUA para o encontro com  Trump como “arrogante”. O representante do clã Bolsonaro se recusou a falar com a imprensa internacional, contradisse o chanceler e o tratou o como se fosse seu “secretário”. Bolsonaro, pai, tenta dirigir o espetáculo e garantir, no Senado, a quantidade de votos necessária para avalizar o pretenso futuro dono do filé mignon. Mas está difícil. Fora a falta de qualificações básicas, o rapaz não tem qualquer carisma. (M.C.)

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