sábado, dezembro 08, 2018

E sem Sérgio Moro no governo federal, o navio afundará mais uma vez…


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Sérgio Moro está passando o pior momento de sua vida
Jorge Béja
Sérgio Moro, ao que tudo indica, não tem dormido. Passou a viver intranquilo. Talvez até arrependido de ter pedido exoneração da magistratura. Tudo para servir ao governo Bolsonaro que convidou Moro para integrar sua equipe de governo. Ou melhor, para servir à pátria, visto que na condição de juiz federal seu serviço à Nação era limitado a decidir os processos que, por sorteio, caíssem em suas mãos na 13ª Vara Federal de Curitiba. O próprio Moro reconheceu que no cargo de ministro da Justiça poderia ser muito mais útil ao país do que como juiz federal.
Até esta última sexta-feira as coisas vinham correndo razoavelmente bem. Foi quando surgiram dois episódios. Um, nada tem a ver com Moro. Foi a explosão de incivilidade que Onyx Lorenzoni teve com um jornalista que lhe fez uma pergunta que incomodou o futuro ministro-chefe da Casa Civil de Bolsonaro. Já o outro episódio tem tudo a ver com Sérgio Moro. Se não tem a ver agora, terá a partir de 1º de janeiro de 2019.
FAMÍLIA BOLSONARO – É, tem sim tudo a ver. Por azar (ou sorte) Moro terá que investigar a família Bolsonaro. O presidente eleito já antecipou que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), criado pela Lei nº 9613 de 3.3.1998 e subordinado ao Ministério da Fazenda passará a ser subordinado ao Ministério da Justiça, com Sérgio Moro ministro. E para que o COAF passe de um ministério para outro, Bolsonaro, já no dia 1º de Janeiro de 2019, após tomar posse na presidência da República, se verá obrigado a editar Medida Provisória para alterar a lei que criou o COAF a fim de submeter o órgão ao Ministério da Justiça.
O COAF destina-se a disciplinar, aplicar penas administrativas, receber, examinar ocorrências suspeitas de atividades ilícitas relacionadas à origem de dinheiro e, constatando a possibilidade de crime, oficiar ao Ministério Público para a adoção das providências que à promotoria pública compete.
NAS MÃOS DE MORO – Ora, este caso da movimentação milionária na conta-corrente de um ex-assessor do filho de Bolsonaro, além da distribuição de dinheiro para os filhos dele (do ex-servidor) e para a própria esposa do presidente eleito, tudo incompatível com o salário do ex-servidor parlamentar, já está sendo investigado pelo COAF, por ora subordinado ao Ministério da Fazenda.
No entanto, a partir da posse de Bolsonaro, a investigação permanece no COAF já integrante do Ministério da Justiça, tendo como sua autoridade mais alta o ministro da Justiça. E quem será ele? Sérgio Fernando Moro, o homem reto, incorruptível, sereno, justo, imparcial, severo, que deixou a magistratura federal para melhor servir ao Brasil.
ALGO IMPREVISÍVEL – Então, teremos o COAF de Sérgio Moro investigando o caso que envolve a família presidencial! Em outras palavras ou numa frase: Sérgio Moro investiga a família Bolsonaro. Que azar, hein doutor Moro? O senhor não previa uma situação dessa, tão constrangedora. Capitular o senhor não vai, porque é homem de bem, de fibra, forte e justo.
Deixar o governo talvez seja a saída, porque o senhor, um ídolo nacional imaculado, não vai se sentir bem nem à vontade no seio de gente desonesta, mentirosa, trapaceira…Voltar à magistratura o senhor não poderá mais, a não ser se prestar novo concurso público. Depois que o senhor pediu exoneração e o ato exonerativo foi publicado, torna-se juridicamente impossível a reintegração ao cargo.
DECEPÇÕES – Sobreviver, o senhor e sua família, com o dinheiro gerado com a aplicação de suas economias também não vai será suficiente. E nem o senhor tem fortuna para produzir a renda necessária a levar uma vida suficientemente mediana. Ir trabalhar em escritório de advocacia parece que o senhor não leva jeito para isso. É inimaginável Sérgio Moro defendendo criminosos, visto que sua área na magistratura sempre foi a penal.
É, doutor Sérgio Moro, o senhor e sua família devem estar muito apreensivos. O senhor desceu dos céus e ingressou no inferno. O senhor terá muitas decepções à frente do Ministério da Justiça. Talvez contra bandidos comuns, contrabandistas, milicianos, policiais corruptos, tráfico de entorpecentes e de armas e algo um pouco mais, o senhor encontre o meio de combate eficaz.
BARREIRAS – Mas….mas quando chegar nos políticos, nos deputados, senadores, para citar apenas duas corporações, aí o senhor vai encontrar barreiras intransponíveis. Veja só que o governo Bolsonaro ainda não começou e já explode este caso do ex-assessor do filho do presidente eleito, caso que competirá ao senhor, como ministro da Justiça comandar a investigação, constrangedora investigação.
Se fosse como juiz, o senhor poderia se declarar impedido ou suspeito, sem a necessidade de dizer o motivo. Mas como ministro não tem saída. Ou melhor, tem saída sim. Ou o senhor encara o que vem pela frente e, sem constrangimento, faz valer sua autoridade — e foi por causa dessa vocação de servir à Pátria que o senhor deixou a magistratura — e toma as providências contra quem seja, não importando o cargo, ou o senhor, pela segunda vez na vida, pede exoneração. E sem Sérgio Moro no governo federal, o navio afunda mais uma vez.
Feliz Natal, doutor Sérgio Moro e próspero Ano Novo.

Equipe de Temer sugere veto a projeto que livra municípios de punição por ultrapassarem LRF

Sexta, 07 de Dezembro de 2018 - 16:00


Equipe de Temer sugere veto a projeto que livra municípios de punição por ultrapassarem LRF
Foto: Marcos Corrêa / PR
Para integrantes da equipe econômica e também da assessoria jurídica do governo federal, o presidente Michel Temer (MDB) deve vetar o projeto de lei que livra de punição os municípios que desrespeitarem o limite para gastos com pessoal. Foi essa a sugestão que eles deram ao emedebista, que deve anunciar sua decisão até a próxima semana, segundo informações do blog Painel, da Folha de S. Paulo.

O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados nessa quarta-feira (5). Se sancionado por Temer, ele vai alterar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para garantir que municípios com registro de queda de mais de 10% na arrecadação não sofram sanções se ultrapassarem o limite de gastos de 60% da receita com servidores ativos e inativos.

Um adendo é que, de acordo com a publicação, essa regra só vale se a redução for provocada por queda de repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) ou royalties e participações especiais.

Atualmente, a regra diz que se uma cidade ultrapassar o teto de gastos e não restabelecer sua situação em até oito meses, ela não poderá receber transferências voluntárias, obter garantia nem contratar operações de crédito até regularizar a situação. Os municípios também ficam proibidos de reajustar salários de servidores e realizar novas contratações.
Bahia Notícias

Juiz-estrela como foi Moro tende a ser parcial em seus julgamentos, diz especialista

Sábado, 08 de Dezembro de 2018 - 07:20


por Mario Cesar Carvalho | Folhapress
Juiz-estrela como foi Moro tende a ser parcial em seus julgamentos, diz especialista
Foto: Divulgação
Juiz-estrela, aquele que divulga tudo o que faz e alimenta o público em busca de apoio, comete um pecado mortal para o mundo do direito: tende a ser parcial, segundo o advogado Antonio Sérgio de Moraes Pitombo.

A conclusão deriva da pesquisa que fez para o seu pós-doutorado, defendido na Universidade de Coimbra em 2012 e sintetizada no livro "Imparcialidade da Jurisdição".

Pitombo, um criminalista que já defendeu o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), no Supremo e ganhou no caso de acusação de racismo, diz não ter a menor dúvida de que Sergio Moro foi um juiz-estrela. "Ao se tornar um juiz-estrela, ele passa a ter um grau de exposição que pode lhe retirar a imparcialidade, independente da vontade", afirma.

A culpa, segundo ele, é exposição gerada pelas redes sociais, algo que não pode ser mudado. O que pode ser mudado, para ele, é o modo como os tribunais tratam as suspeitas de parcialidade: "O meu trabalho procura mostrar que isso não é uma ofensa ao juiz".



Pergunta - O que é um juiz-estrela?

Pitombo - Juiz-estrela é o que atua em caso de repercussão e que o caso passa a ser de atenção da sociedade porque toda a mídia o acompanha. E ele passa a ter as suas decisões avaliadas pela imprensa, pelo público, pelas discussões na internet.



Moro foi um juiz-estrela?

Pitombo - Indiscutivelmente.



Isso afeta a imparcialidade?

Pitombo - Isso precisa ser analisado caso a caso. É evidente que um juiz-estrela fica mais exposto às influências da sociedade sobre suas próprias decisões. O ponto a analisar é se o juiz passa a decidir para agradar ao público ou para fazer justiça.



Moro foi acusado de parcialidade na condenação do ex-presidente Lula. Faz sentido essa acusação?

Pitombo - Eu não chamaria de acusação. Temos que tirar essa adjetivação equivocada. A exceção é um meio de defender. Todo acusado no direito brasileiro tem o direito de indicar que há a suspeita de que o juiz perdeu a imparcialidade. O meu trabalho procura mostrar que isso não é uma ofensa ao juiz. A perda da imparcialidade pode acontecer independentemente da vontade do juiz e isso não pode gerar no tribunal um espírito de corpo de proteção ao juiz.



Mas é o que ocorre.

Pitombo - É. Eu me coloco na posição desse juiz-estrela. Não estou apontando o dedo para ninguém. Talvez se fosse eu, num caso de repercussão, com minhas decisões sendo divulgadas na internet, com as redes sociais debatendo as minhas decisões, será que eu não perderia o espírito de neutralidade, particularmente quando é uma figura histórica?



Como se resolve isso?

Pitombo - Aquela ideia do século 19, do juiz fechado em seu gabinete, que ninguém influencia, desapareceu. Hoje o juiz é contatado pelo WhatsApp, vê que a sociedade detestou uma decisão dele, ele lê nos jornais, vê uma manifestação no Facebook e passa a aquilatar como ele é lido pela sociedade. Isso pode tirar a imparcialidade dele, sem que isso atinja a honestidade e a seriedade dele. É um dado objetivo. O tribunal precisa deixar de ter essa visão retrógrada, de querer proteger o juiz.



Qual o problema dos juízes que divulgam todos os atos que fazem e usam a opinião pública para referendar suas decisões? Isso compromete a imparcialidade?

Pitombo - Compromete, sim. O juiz não está para agradar o povo, o juiz está lá para fazer justiça. E muitas vezes as decisões criminais contrariam o sentimento popular. Primeiro, há um engano sobre o que seja processo penal. Processo penal é um instrumento de proteção da liberdade jurídica do indivíduo. É para proteger o réu. Não é para jogar o réu nas masmorras. Essa é uma visão leiga.



Não é legítimo a sociedade pressionar juízes por meio de redes sociais?

Pitombo - Você tem toda a razão, mas isso tem de ser claro e precisa estar nos autos. Você como acusado não pode sofrer o influxo de uma pressão do juiz que você não sabe de onde vem. Ou o juiz pode dizer que recebeu informações extra-autos, que eu recebi no meu Facebook ou no meu WhatsApp um dado sobre este processo. O que não pode acontecer é o juiz ser pressionado por rede social sem que isso conste dos autos. Se alguém for condenado por algum elemento que não está nos autos, o tribunal que vai cuidar da apelação não vai poder julgar. Todos estão sendo traídos.



Moro já disse que vai propor uma série de mudanças para, na visão dele, acelerar o processo de punição de criminosos de colarinho branco, como a prisão a partir da segunda instância e a redução de prazos nos recursos. Isso reduz a criminalidade?

Pitombo - A primeira coisa é que tudo isso precisa ser debatido no Congresso de forma mais técnica. Reformas penais voltadas para endurecimento de penas e restrição de direitos estão fadadas ao fracasso.



Endurecer a lei não resolve?

Pitombo - Não resolve. O ponto é a sistemática. Endurecer para quê? Endurecer para quem? Com que sentido? É preciso ser dito uma coisa: nosso problema não é a corrupção, não é organização criminosa. Nosso problema é segurança pública. Desde 1984 só tivemos reformas pontuais, não sistêmicas, e as reformas pontuais criaram muita ilogicidade. A ideia de código é essencial. Mas o Brasil faz reformas conforme o crime da vez. O Congresso Nacional funciona por eco. Há um crime que provoca comoção e o Congresso muda a lei. As Dez Medidas são um oportunismo da Lava Jato. Essa ideia de fazer uma política contra a corrupção não é técnica, jurídica. É um discurso político.
Bahia Noticias

Hotel Pestana do Rio Vermelho deve ser reaberto em 2019, diz site


Hotel Pestana do Rio Vermelho deve ser reaberto em 2019, diz site
Foto: Divulgação
Fechado há quase três anos, o Hotel Pestana, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, deve retornar suas operações no fim de 2019, de acordo com o site Alô Alô Bahia.

Ainda segundo a publicação, não há informações sobre o formato do novo hotel – com parte ou todos os 230 leitos funcionado, por exemplo.
Bahia Noticias

Coitado do ex-juiz Moro! Será que vai acreditar na desculpa de Jair Bolsonaro?


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Bolsonaro ainda tentou defender o motorista milionário
Carlos Newton
Para um ex-magistrado de grande competência como Sérgio Moro, fica difícil acreditar na desculpa de Jair Bolsonaro para o estranho caso do depósito de R$ 24 mil em nome de sua mulher, que Bolsonaro atribui a um empréstimo pessoal que fez ao amigo Fabrício José de Queiroz, motorista de seu filho Flávio. A versão do presidente eleito é cheia de furos ou brechas, como se dia atualmente. Os jornais estão falando em um “cheque de R$ 24 mil”, mas Bolsonaro se referiu a vários “cheques de R$ 4 mil”, sem especificar o montante.
Logo se saberá se o presidente eleito está falando a verdade ou não. Basta conferir se houve o depósito de um cheque de R$ 24 mil na conta da futura primeira-dama, ou foram seis cheques de R$ 4 mil, pagos simultaneamente. Isso o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) pode saber, com a maior facilidade.
Pessoalmente, eu gostaria de acreditar em Bolsonaro, mas está difícil. Dizer que não recebeu o dinheiro porque “não teve tempo” é algo em que nem criança acredita. Quem precisa ter tempo para fazer a operação é quem deposita, não quem recebe.
EM NOME DELE – Além do mais, os cheques de R$ 4 mil tinham de estar em nome do emprestador (Bolsonaro), que teria de aboná-los para que fossem acolhidos na conta de Michelle.  Portanto, o Coaf também pode apurar com facilidade se esses muitos cheques de R$ 4 mil realmente estão abonados pelo marido, em nome da mulher.
Além do mais, Bolsonaro nem lembra qual o valor do empréstimo original ao velho amigo, que certamente é hoje o motorista particular mais bem pago do país, com rendimentos de R$ 23 mil, segundo o Jornal Nacional.
Por fim, a amizade era tão próxima e consistente que a família Queiroz inteira (pai, mãe e duas filhas) trabalhava para o clã Bolsonaro, em empregos públicos comissionados, pagos pelo respeitável público na Assembleia do Rio e na Câmara Federal. Em tradução simultânea, é tudo tão estranho quanto um jabuti em cima de uma árvore, como dizia o senador maranhense Vitorino Freire.
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BOLSONARO DIZ QUE FOI PAGAMENTO DE DÍVIDA

Claudio Dantas     /      Site O Antagonista
Jair Bolsonaro disse a O Antagonista que os R$ 24 mil pagos pelo ex-assessor Fabrício José de Queiroz a Michelle Bolsonaro, por meio de cheques, são referentes à quitação de uma dívida pessoal – como revelou “Crusoé”. “Emprestei dinheiro para ele em outras oportunidades. Nessa última agora, ele estava com um problema financeiro e uma dívida que ele tinha comigo se acumulou. Não foram R$ 24 mil, foram R$ 40 mil. Se o Coaf quiser retroagir um pouquinho mais, vai chegar nos R$ 40 mil.”
Segundo o presidente eleito, Queiroz lhe fez dez cheques de R$ 4 mil. “Eu podia ter botado na minha conta. Foi para a conta da minha esposa, porque eu não tenho tempo de sair. Essa é a história, nada além disso. Não quero esconder nada, não é nossa intenção.”
SEM LEMBRAR… – Bolsonaro disse não lembrar do valor original, que depois se avolumou. Ele comentou também que não registrou a operação no Imposto de Renda.
O presidente eleito contou que Fabrício Queiroz é seu amigo. Eles se conheceram em 1984, na Brigada Paraquedista. Era soldado, depois passou no concurso da PM e, mais tarde, virou assessor no gabinete do filho Flávio.
Bolsonaro falou ainda que se surpreendeu com a identificação pelo Coaf de uma movimentação de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz – incompatível com sua renda. E disse que cortou o contato com o amigo até que ele se explique para o Ministério Público.

FGV lança um aplicativo que permite a cada um de nós medir a inflação pessoal


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Charge do Edra (Arquivo Google)
Pedro do Coutto
A partir desta sexta-feira entrou na rede da internet um aplicativo da Fundação Getúlio Vargas destinado a proporcionar a cada brasileiro ou brasileira uma maneira de avaliar os reflexos da inflação sobre suas vidas. Trata-se de um cálculo voltado a decifrar o índice de inflação pessoal no país. O tema foi destacado ontem pela reportagem de Vinicius Neder, edição de O Estado de São Paulo.
A meu ver, a iniciativa é importante porque os reflexos inflacionários não são iguais para todos os grupos da sociedade brasileira. Por exemplo, o item relativo aos preços da alimentação representa valores diferentes em relação às faixas de renda. Assim o prelo dos alimentos é algebricamente maior para as classes de renda menor.
BAIXA RENDA – Como a alimentação é um item obrigatório, a percentagem sobre os salários varia consideravelmente. É preciso não esquecer que 33% da mão de obra ativa do país estão contidos na faixa de um salário mínimo. Quanto mais alta for a renda, menor será o peso percentual dos produtos alimentícios.
O mesmo se refere em outra escala, à questão dos aluguéis. E também deve ser medido o peso do preço dos combustíveis, levando-se em conta paralelamente que os grupos mais pobres, é claro, não têm automóvel.  É muito inteligente a ideia da FGV. E como uma ideia leva à outra, devem ser considerados outros aspectos que envolvem as pesquisas  de preços conduzidas pelo IBGE. Não que haja controvérsia em relação aos índices entre uma e outra entidade. Mas é preciso ter atenção para o setor de aferição dos preços.
PREÇOS DIVERGEM – Os índices inflacionários tendem a ser menores se a base for a coletânea dos preços mínimos. Eles existem, especialmente no campo dos supermercados. Porém, se existe uma estratégia de compra para os consumidores, existe também uma outra para os vendedores. Pode-se praticar os preços mínimos. Hipoteticamente, basta percorrer três ou quatro supermercados a cada dia. Uma surpresa: onde está o feijão mais barato pode estar o arroz mais caro, assim como o tomate, batata, etc.
Entretanto, dificilmente alguém poderá percorrer três supermercados por dia. O pesquisador do IBGE pode, pois este é seu trabalho. Portanto, mergulhar nos preços mínimos é uma forma de jogar para baixo os índices reais do custo de vida.
Agora, com o aplicativo da FGV, será mais fácil chegar-se à conclusão real da dança dos preços.

Crise de Minas Gerais se agrava e os prefeitos estão levando calotes sucessivos


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Charge do Paixão (Gazeta do Povo)
Letícia FontesO Tempo
Cortes orçamentários, serviços não habilitados por falta de verbas e atrasos na liberação de recursos por parte do governo do Estado estão deixando prefeituras a um passo do colapso no atendimento de saúde. Com mais de R$ 4 bilhões do governo de Minas em atraso só na saúde, segundo levantamento do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems-MG), os municípios mineiros enfrentam dificuldades no pagamento de médicos, fornecedores e prestadores de serviços.
 Com isso, os gestores têm que administrar com verbas 83,3% menores do que as previstas para o Orçamento deste ano, aprovado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
MEDICAMENTOS – Segundo o secretário adjunto de Estado de Saúde, Daniel Guimarães Medrado de Castro, a dívida com fornecedores chega a R$ 800 milhões, sendo que R$ 253 milhões desse montante se referem a medicamentos. “A gente tem que usar a criatividade. Temos atuado para não faltar medicamento, mas acontece. Porém, embora não tenha a entrega de determinados medicamentos de fornecedores, não chegamos a uma situação de desabastecimento”, disse.
Os números do relatório do Sistema Único de Saúde (SUS) foram apresentados nesta semana, na Assembleia, em audiência pública. De acordo com Medrado, a área teria que receber R$ 600 milhões por mês, porém a média tem sido bem inferior: só 16,6% dos recursos esperados estariam sendo repassados.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Nada de novo no front ocidental, diria Erich Maria Remarque. O Brasil caminha para uma crise gravíssima, porque as dívidas sufocam o poder público nos três níveis (federal, estaduais e municipais). O Planalto não tem como socorrer os governadores nem os prefeitos. A única coisa a oferecer são os recursos dos leilões de Petrobras, a única grande estatal que está dando certo no Brasil, mas querem vende-la por 30 dinheiros em pleno Natal. Aqui no Blog, uma plêiade de imbecis dá peruadas na economia, sem nada saber. Acham que a simples eleição de Bolsonaro resolve tudo, num passe de mágica, mas não é assim que a banda toca. Primeiro, tem de afinar os instrumentos, auditando a dívida pública e o déficit previdenciário. Somente depois, no segundo tempo, é que o jogo pode começar. (C.N.)

Carta do senador Públio Lentulus, descrevendo Jesus ao Imperador Tibério


Era costume os senadores escreverem ao Imperador
Antonio Rocha
Este documento foi encontrado no arquivo do Duque de Cesarini, em Roma. Trata-se de uma carta do senador Públio Lentulus, em que ele traça o retrato físico e moral de Jesus Cristo, e foi mandada de Jerusalém ao imperador Tibério César, em Roma, quando Jesus ainda estava vivo, segundo o site da Rádio Rio de Janeiro 1400 AM.
“Sabendo que desejas conhecer quanto vou narrar, existindo nos nossos tempos um homem, o qual vive atualmente de grandes virtudes, chamado Jesus, que pelo povo é inculcado o profeta da verdade, e os seus discípulos dizem que é filho de Deus, criador do céu e da terra e de todas as coisas que nela se acham e que nela tenham estado; em verdade, ó César, cada dia se ouvem coisas maravilhosas desse Jesus: ressuscita os mortos, cura os enfermos, em uma só palavra: é um homem de justa estatura e é muito belo no aspecto, e há tanta majestade no rosto, que aqueles que o veem são forçados a amá-lo ou temê-lo. Tem os cabelos da cor amêndoa bem madura, são distendidos até as orelhas, e das orelhas até as espáduas, são da cor da terra, porém mais reluzentes.
Tem no meio de sua fronte uma linha separando os cabelos, na forma em uso nos nazarenos, o seu rosto é cheio, o aspecto é muito sereno, nenhuma ruga ou mancha se vê em sua face, de uma cor moderada; o nariz e a boca são irrepreensíveis. A barba é espessa, mas semelhante aos cabelos, não muito longa, mas separada pelo meio, seu olhar é muito afetuoso e rave; tem os olhos expressivos e claros, o que surpreende é que resplandecem no seu rosto como os raios do sol, porém ninguém pode olhar fixo o seu semblante, porque quando resplende, apavora, e quando ameniza, faz chorar; faz-se amar e é alegre com gravidade.
Diz-se que nunca ninguém o viu rir, mas, antes, chorar. Tem os braços e as mãos muito belos; na palestra, contenta muito, mas o faz raramente e, quando dele se aproxima, verifica-se que é muito modesto na presença e na pessoa. É o mais belo homem que se possa imaginar, muito semelhante à sua mãe, a qual é de uma rara beleza, não se tendo, jamais, visto por estas partes uma mulher tão bela, porém, se a majestade tua, ó Cézar, deseja vê-lo, como no aviso passado escreveste, dá-me ordens, que não faltarei de mandá-lo o mais depressa possível.
De letras, faz-se admirar de toda a cidade de Jerusalém; ele sabe todas as ciências e nunca estudou nada. Ele caminha descalço e sem coisa alguma na cabeça. Muitos se riem, vendo-o assim, porém em sua presença, falando com ele, tremem e admiram. Dizem que um tal homem nunca fora ouvido por estas partes. Em verdade, segundo me dizem os hebreus, não se ouviram, jamais, tais conselhos, de grande doutrina, como ensina este Jesus; muitos judeus o têm como Divino e muitos me querelam, afirmando que é contra a lei deTua Majestade; eu sou grandemente molestado por estes malignos hebreus.
Diz-se que este Jesus nunca fez mal a quem quer que seja, mas, ao contrário, aqueles que o conhecem e com ele têm praticado, afirmam ter dele recebido grandes benefícios e saúde, porém à tua obediência estou prontíssimo, aquilo que Tua Majestade ordenar será cumprido. Vale, da Majestade Tua, fidelíssimo e obrigadíssimo…
Públio Lentulus, presidente da Judéia, Lindizione sétima, luna seconda.”

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