FÁBULA ELEITORAL: "O político corrupto e o macaco honesto"
Sex, 03 de Agosto de 2012 03:30
Cláudio Castanha
UMA HISTÓRIA QUASE REAL, para servir de lição, para o leitor refletir e para contar aos amigos que pensam em vender seu voto
POLITICO QUE COMPRA VOTO É LADRÃO SAFADO
O MACACO, descansando na sua pacata floresta foi avisado que estava faltando bananas para alimentar sua comunidade. Sabido,
o MACACO imaginou que na feira de Jeremoabo, a cidade mais próxima,
encontraria bananas. E veio correndo, pulando de galho em galho,
amorcegou um caminhão pau-de-arara que vinha cheio de estudantes, e
logo, conseguiria seu intento.
Antes
de chegar na cidade, o MACACO encontrou um cabo-eleitoral, atento, na
beira da estrada, pedindo votos e oferecendo tudo que podia para
conseguir seu objetivo.
O
MACACO não entendeu muito bem a conversa, mas, deixou o cabo-eleitoral
falar e conversar, quando o mesmo ia falando e falando, perguntando
quantos macacos tinha na sua família, na sua comunidade e o que eles
precisavam, e o que queriam para votar numa candidata boazinha,
maravilhosa, num político pai do povo, e que gostava de ajudar as
pessoas e também os macacos.
O cabo-eleitoral prometeu dinheiro e o MACACO pensou: "mas nem bolso eu tenho, para que eu quero dinheiro ..."
Prometeu
cesta básica, camisa, boné, telefone celular, botijão de gás, remédio,
pneu de moto, quitação da conta de luz, resolver a conta do agiota, lata
de cerveja, quartinho de cachaça, cd de música brega, e o MACACO
pensou: "por
que eu quero essas coisas se na minha floresta eu não preciso de nada
disso ... e só gostamos de bananas e de viver com dignidade ..."
E cabo-eleitoral não desistiu e ficou aperriando o MACACO.
Pediu
o titulo de eleitor e queria saber a zona eleitoral e a secção em que
votava e se ele já tinha candidato, e ainda prometendo que cobriria
qualquer proposta para ele votar no seu político e insistindo em dizer
que o outro candidato não prestava e outras coisas mais .
E o MACACO sem entender quase nada daquela conversa, já se sentindo ofendido, pensava: "Por
que os homens são tão complicados e só pensam em comprar votos, em
enganar as pessoas, falar mau dos seus semelhantes, e eu nem sei o que
dizer pois na minha floresta agente escolhe nossos chefes, sem precisar
titulo de eleitor, nem vender nosso direito sagrado de exercer a
democracia longe de políticos safados ... "
O
cabo-eleitoral disse que o macaco não se preocupasse com as bananas que
ele arranjaria algumas pencas, já amadurecidas no carboreto, e que
levaria na sua floresta, desde que ele aceitasse a visita dos candidatos
a prefeito e a vereador. E o MACACO desistiu da conversa e das bananas e
resolveu voltar pata a floresta: "que
decepção, que forma errada de se fazer política, que falta de respeito
com o cidadão. Não acredito em politico que compra voto. Se ele compra
ele vai roubar quando eleito para tirar o dinheiro que está gastando
comprando votos. Não quero mais saber de arranjar bananas por aqui, vou
me embora, fuiiii !!! "
E correndo, pulando de galho em galho para voltar para a floresta , ainda ouviu o cabo-eleitoral gritar:"deixe de ser besta hôme, vou levar você pra casa na hilux do candidato, péra aí macaco ... leva a cesta básica bestão ... "
MORAL DA HISTÓRIA: seja esperto como o macaco, não venda seu voto, corra dos candidatos corruptos e se puder denuncie a polícia. (blogdocastanha)
Igreja incentiva católicos a não votarem em corruptos
A
Igreja quer aproveitar as eleições municipais desse ano para eliminar
do pleito "os candidatos cujas vidas pregressas de acordo com a lei (da Ficha Limpa) contaminam
o cenário político e ameaçam a democracia". Para tanto propõe ao seu
rebanho e aos eleitores em geral que não venda seu voto e nem o anule,
pois quem anula o voto "omite-se e renuncia à possibilidade de
participar do processo político". Os conceitos estão no documento
"Orientação sobre a participação dos católicos nas eleições"
distribuído, pela Arquidiocese através do arcebispo-primaz do Brasil e
de Salvador, dom Murilo Krieger. A reportagem é da Agência Globo, 06-06-2012.
Um
dos principais alertas da Igreja é para que o eleitor "avalie, com
cuidado, as campanhas dos candidatos, a quantidade de dinheiro gasto e
as promessas feitas. Verifique se eles terão condições de cumprir o que
estiverem prometendo". Pede uma "atenção especial" à "propaganda
enganosa, à oferta de dinheiro ou favores que visem enganar o eleitor".
Preparado
pelo Conselho Presbiteral da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, com
base na mensagem da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) "Eleições municipais de 2012" as orientações terão ampla divulgação, conforme explicou dom Murilo.
“A
ideia é que os padres incentivem a leitura e a reflexão nos vários
grupos. Enfim, queremos que todos tomem consciência, pois estamos
preocupados com o seguinte: diante do que aparece na mídia sobre os
políticos há o perigo das pessoas descrerem da política, acharem que é
uma coisa ruim, quando ela é a arma do cidadão para se defender da
corrupção. Se há corrupção é porque a escolha dos candidatos foi errada
de quem os elegeu”, declarou, assinalando que além da tomada de
consciência em relação ao voto, os brasileiros precisam acompanhar os
mandatos de quem elege.
“As
pessoas devem acompanhar, se manifestar, elogiando quando uma coisa é
bem feita ou reclamar das coisas erradas, através de e-mails e os vários
meios de comunicação”. O arcebispo deu "graças a Deus" ao aparecimento
da Lei da Ficha Limpa, e "uma lástima" aos ataques que a legislação
sofre, e acredita haver a necessidade de se criar uma "cultura política
do povo de cobrar dos seus representantes. E se o político representa
bem merece ser reeleito, senão é melhor que não receba mais voto".
Levantamento feito com seis mil mulheres em todo o
país mostrou cantora com 7% dos votos, seguida por Luciano Huck, Xuxa e
Silvio Santos; nome de Jesus Cristo aparece depois do empresário e
apresentador
comentários
Ministro do Supremo Tribunal Federal reclamou abertamente do fato
de o plenário do STF estar parado para julgar somente a Ação Penal 470,
o processo do mensalão comentários
Neste tempo em que se
aproximam as Eleições Municipais encaminho a todos vocês algumas Orientações
sobre as Eleições 2012. Desejo que esta se torne um bom instrumento de reflexão
e ajude a todos a exercer com dignidade seu voto consciente.
"Para ver o
universal e imanente Espírito da Verdade face a face é preciso ser capaz de amar a mais ínfima das
criaturas como se ama a si próprio. E um homem que a isso aspira não pode ser omisso em
nenhum aspecto de vida. Daí por que minha opção à Verdade conduziu-me ao campo
da política. (...) AQUELES QUE DIZEM QUE A RELIGIÃO NADA TEM A VER COM POLÍTICA
NÃO SABEM O QUE A RELIGIÃO SIGNIFICA." Mahatma Ghandi.
Se nós cruzarmos os
braços e não participarmos das eleições será um erro. A Bíblia nos ensina uma fabula bonita em Juizes
9,7-16. Era tempo de escolher um líder, A oliveira achou que devia cuidar da pureza do seu
precioso óleo, e não aceitou. A figueira entendeu que deveria cuidar da doçura dos seus frutos,
e não aceitou. A videira foi cuidar do seu vinho novo que alegrava o coração de
todos, e não aceitou. Sobrou o espinheiro. Este aceitou na hora, mas já deixou
claro que todos deveriam
abrigar debaixo de sua sombra, isto é, dos seus ramos cheios de espinhos. Â figueira e a oliveira
representam pessoas honestas, éticas e compromissadas com a luta pelo bem comum. Produzem
frutos que alimentam o povo. O espinheiro mente, pois não tem sombra; é estéril e só
tem espinhos. Moral da história: se nós, que ainda temos consciência e desejo de construir uma
nova sociedade, ficarmos quietos, os espinheiros vão tomar conta de tudo...
Jesus Cristo ensina que
Ele veio testemunhar a chegada do Reino de Deus. O Reino acontece através da graça de
Deus e da nossa participação. A participação política é uma maneira de ajudar o Reino de Deus
acontecer. Portanto, se não fizermos a nossa parte e se ficarmos parados, estamos atrapalhando o
Projeto de Deus. Nossa missão é sermos o "sal da terra e a luz do
mundo" (Mt 5,13-16). O eleitor
cristão não pode se omitir. É chamado a sair da atitude de indiferença, passividade e descrença
diante das eleições. Precisa participar, não só buscando conhecer os candidatos, suas
propostas e as de seu partido como também acompanhá-los depois de eleitos, fiscalizando sua
atuação, cobrando digno desempenho de seu mandato e apoiando suas iniciativas a favor do povo.
Em 2002 a CNBB lançou o
Doc. 67, onde orientava os cristãos católicos e os cidadãos sobre as eleições, e
que serve para nós hoje. Nos números 53 a 58 desse documento se traçava as ORIENTAÇÕES PRÁTICAS:
53.A Igreja Católica no Brasil, por meio de Documentos da CNBB e de iniciativas diocesanas, procurará:
a)conscientizar cidadãos e cidadãs da sua responsabilidade de votar e votar bem, tendo
presente que seu voto tem valor, escolhendo com cuidado os candidatos a serem
votados nos diversos níveis; para isso poderá produzir cartilhas, volantes, cartazes,
programas radiofónicos; b) promover debates e reflexões sobre programas e candidatos, a fim de
propiciar uma melhor avaliação deles; c) organizar também Seminários, encontros e
outras modalidades, para debate e aprofundamento de temas sociopolíticos mais
específicos da região ou do lugar, a fim de envolver mais eficazmente um número maior de pessoas; d) estimular
para que a escolha do candidato se faça a partir do seu programa, do seu respeito ao pluralismo
cultural e religioso, do seu comportamento ético e de suas qualidades (como
honestidade, competência, liderança, transparência, vontade de servir ao bem comum, comprovada pela
atuação anterior...), do seu compromisso com a
justiça e com a causa dos marginalizados, com especial Atenção a um programa de
ação consoante com aquele proposto neste
Documento; e) criar ou fortalecer Comités contra a Corrupção eleitoral e para a aplicação
da Lei n. 9.840, que proíbe a compra de votos e o uso da máquina administrativa; f)
incentivar de modo especial a participação das mulheres na política e contribuir para que
elas preencham o número de vagas que lhes são reservadas por lei; g) valorizar os candidatos
católicos eleitos, acompanhando-os no exercício de seu mandato e procurando manter relações
de diálogo com a comunidade eclesial.
54.A Igreja não indicará
candidatos e partidos por meio da sua hierarquia, mas, para realizar os objetivos e
atividades acima indicados, os fiéis leigos serão incentivados a promover grupos de "Fé e Política",
ou outra forma de organização que os ajude a assumir um papel ativo na conscientização e formação
política.
55.A Igreja poderá divulgar
informações sobre os candidatos, cuidando da exatidão das informações e de
fazê-lo rigorosamente dentro das exigências da Lei.
56.Para evitar dispersão
de votos, recomenda-se que, na escolha dos candidatos, os eleitores católicos procurem agir em parceria com
movimentos populares, associações de bairro ou outras expressões da sociedade civil,
evitando a identificação da Igreja com um candidato ou
um partido.
57.É
oportuno exercer a vigilância com relação aos partidos que continuam indicando
como seus candidatos pessoas comprovadamente
inescrupulosas. Os eleitores devem ser orientados a não apoiar tais candidatos, e até
recusar qualquer candidato de um partido que acoberte tais pessoas.
58.Recomenda-se
particular cuidado quanto aos partidos que incluem em suas listas líderes católicos, com a única função de
somar votos para a sigla. Os votos dados a tais candidatos contribuem para a eleição de
políticos nem sempre merecedores de apoio.
Ainda os Bispos do
Brasil lançaram o Documento 82 - Eleições 2006 - Orientações da CNBB, apontando
critérios que nos orientam na escolha dos candidatos: "1. Saber a posição do candidato em
relação à defesa da dignidade da pessoa humana e da vida, em todas as suas
manifestações, desde a sua concepção até o seu fim natural com a morte. Não se vota em quem é a
favor do aborto e da eutanásia. 2, Deve-se levar em conta tanto a honestidade
pessoal quanto à trajetória, voltada para os interesses da coletividade. Não se
vota em quem quer um
mandato para si e não para o povo. 3. O candidato deve primar pelos compromissos
honrados, por meio, sobretudo, da transparência administrativa. Não se vota em candidato
corrupto. 4. O candidato deve ser preparado, apresentando programa sério de mandato, que deve ser fiscalizado
depois das eleições. Não se vota em quem tem interesses particulares. 5. Ficar atento em campanhas financeiras
vultosas, que tentam recuperar o que se
gastou, depois de eleitos. 6. Verificar
a origem dos candidatos: ambiente
familiar, sua ética, seu comportamento moral, sua honestidade e competência,.. Votar em candidatos que tem vínculos com
programas de partidos sérios, comprometidos com a mudança social e não aos que estão atrelados a grupos de
interesses financeiros,".
MANDAMENTOS DO ELEITOR
1.Não vote em candidato
que não respeita a dignidade da pessoa.
2.Não vote em candidato que não respeita o bem comum e visa
só o bem pessoal.
3.Não vote em candidato que não saiba qual o seu papel (no
Legislativo e no Executivo),
4.Não vote em candidato quê não tem uma história de
militância.
5.Não vote para agradar amigo, parente ou patrão.
6.Não vote em quem usa o nome de Deus para ganhar voto.
7.Não vote em quem quer comprar o seu voto.
8.Não vote em quem não tem programa sério de governo.
9.Não vote em quem exagera nos gastos com propaganda,
10.Não vote em quem explora a boa fé dos eleitores
Observação:
1. Lembro o que tem sido
orientado em eleições passadas: Os leigos e leigas que têm uma participação mais efetiva
em nossas Comunidades Eclesiais, tais como Ministros Extraordinários da
Proclamação da Palavra e da Distribuição da Comunhão, Testemunhas Qualificadas para o
Matrimônio, Coordenadores (as) de Comunidades ou outras importantes Funções nas Comunidades,
que se apresentarem como candidatos (as) a cargos eletivos, que não usem de seus
serviços eclesiais como meio de sua promoção eleitoral e que os Párocos e os Conselhos
Pastorais Paroquiais decidam sobre a permanência ou o afastamento dos mesmos em seus serviços pastorais durante o
tempo em que se transcorre a campanha eleitoral.
2. Édever do cidadão e da cidadã acompanhar os passos de seu
representante, não abandonar o eleito, mas cercá-lo de atenção crítica, para que o
mandato corresponda aos interesses públicos.
Que o Deus da Paz e da
Justiça permita acontecer neste tempo da Campanha eleitoral nas cidades de nossa Diocese
de Cachoeiro de Itapemirim num clima de serenidade e equilíbrio. Com minha
bênção de Pastor desta Diocese.
O senador Randolfe Rodrigues e o deputado Chico Alencar
foram os parlamentares mais votados nas duas principais categorias da
primeira fase do Prêmio Congresso em Foco. Veja quantos votos cada
congressista recebeu