quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Passeio de Helicóptero por Salvador (Salvador city by air

1 - Vista de Ondina e da Barra

2 - Igreja de Nosso Senhor do Bonfim

3 - Península de Itapagipe (Cidade Baixa) em primeiro plano e a cidade ao fundo

4 - Pelourinho



5 - Praça Municipal, Elevador Lacerda e Cidade Baixa

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6 - Forte de São Marcelo

7 - Bahia Marina

8 - Edifícios do Corredor da Vitória

9 - Vista da Ladeira da Barra


10 - Praia do Porto da Barra

11 - Hotel Pestana e vista do Rio Vermelho e Amaralina


12 - Barra e no detalhe, Forte de Santa Maria

13 - Bairros da Barra, Graça e Corredor da Vitória e Baía de Todos os Santos à esquerda

14 - Salvador - Vista Parcial

15 - Barra


16 - Forte de Santo Antônio e Farol da Barra


17 - Cristo da Barra e Ondina


18 - Praia da Pituba perto do Colégio Integral

19 - Avenida Otávio Mangabeira no Costa Azul

20 - Avenida Paralela


21 - Avenida do Contorno vista do Forte São MARCELO

Matéria que teria gerado demissão de repórter do A Tarde

A reportagem publicada no jornal A Tarde que teria causado insatisfação de um grupo do mercado imobiliário e resultado na demissão do repórter Aguirre Peixoto, que assina a matéria, cita uma lista de poderosos do ramo da construção civil, que seriam anunciantes de A Tarde. Leia a matéria completa, que foi publicada no dia 2 de dezembro de 2010.
O Ministério Público Federal denunciou à Justiça Federal crimes ambientais na construção do Parque Tecnológico de Salvador, na Avenida Paralela. A obra é realizada pelo governo baiano em parceria com as empresas Patrimonial Saraíba e Construtora NM. No processo, o procurador Danilo Cruz pede a prisão dos proprietários das empresas e do ex-secretário de Ciência e Tecnologia Ildes Ferreira, além da aplicação de multa.

Constam como réus, além de Ildes, o proprietário da NM Construtora, Nicolau Martins, e os quatro representantes da Saraíba: Carlos Suarez, Francisco Bastos, André Duarte Teixeira e Humberto Riella Sobrinho. A denúncia do MPF foi feita em 29 de novembro e baseia-se em investigação realizada pela Polícia Federal. Esta constatou que a construção do Tecnovia, como foi batizado o Parque Tecnológico, devastou vegetação em área de preservação permanente (APP) e espécies típicas da Mata Atlântica, o que é enquadrado como crime pela lei 9.605 (que trata de infrações ambientais).

Licenciamento - O processo ainda diz que a supressão de vegetação desobedeceu aos trâmites de licenciamento ambiental. A obra possuía um alvará, emitido em junho de 2008 pela então Superintendência de Parques e Jardins (ligada na época à Prefeitura de Salvador), que necessitava de uma autorização posterior do Instituto do Meio Ambiente (IMA) para sua efetivação.

A derrubada da vegetação, no entanto, teria começado antes desse aval do IMA, segundo a denúncia. O próprio IMA já havia constatado essa irregularidade, o que gerou uma multa de R$ 40 mil paga pela Secti. A lei de crimes ambientais prevê detenção de um a três anos pelas irregularidades denunciadas, além da aplicação de multa.

A 17ª Vara Criminal da Justiça Federal, onde foi protocolada a denúncia, ainda não notificou os réus. Mesmo assim, procurados pela reportagem, eles afirmaram que a supressão de vegetação só começou após os processos de licenciamentos adequados

URL:: http://www.sind.org.br/noticias/denuncia-jornalista-e-demitido-por-pressao-de-grupo-do-mercado-imobiliario-de-salvador/

Fonte: CMI Brasil

Nos jornais: a nova rotina de Lula fora do poder

O Globo

A nova rotina de Lula fora do poder

Aos amigos que lhe perguntam como está se sentindo de volta à planície, seis semanas depois de passar o cargo de presidente da República para Dilma Rousseff, Lula deixa claro que não está nada fácil adaptar-se à nova rotina: "É como se você estivesse dirigindo a 300 por hora, desse um cavalo de pau e, de repente, o carro parasse no meio da estrada?". Outra imagem que surgiu na nossa conversa no final da tarde de segunda-feira foi a de alguém que simplesmente tiraram da tomada. Lula sentiu isso literalmente no dia em que deixou Brasília e voltou para o seu apartamento em São Bernardo do Campo: à meia-noite, foram desligados os aparelhos de comunicação da antiga segurança presidencial. De roupa esporte, acompanhado apenas dos antigos e fiéis assessores Clara Ant e Paulo Okamoto, de um secretário e dois seguranças, tudo o que restou da antiga corte, o ex-presidente agora conversa sem pressa com quem o visita em seu "gabinete provisório", uma suíte no último andar de um hotel na Zona Sul paulistana. Sem deixar de ajudar a mulher, Marisa, a desencaixotar a mudança e em prosaicos afazeres domésticos, como lavar pratos, Lula está aos poucos saindo da toca de São Bernardo do Campo, para onde voltou na noite de 1ºde janeiro, depois de ser o homem mais importante do país nos últimos oito anos. Por mais que queira assumir o papel de ex, ele é tratado por onde passa como se ainda fosse presidente. Vai demorar algum tempo para que Lula possa "desencarnar" da Presidência, como ele mesmo tem falado, e os brasileiros que o elegeram duas vezes se acostumem com seu novo papel.

'Tenho que desencarnar. É difícil', diz ex-presidente

Em sua primeira visita ao Rio após deixar a Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva voltou ontem à cidade, onde ficará até amanhã, para uma série de encontros. Ele se reuniu no hotel Sofitel, em Copacabana, na Zona Sul, com o presidente do IBGE, Eduardo Nunes e com o economista Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), além do compositor Chico Buarque. Bem-humorado, o ex-presidente afirmou que ainda precisa "desencarnar da Presidência".

- Eu não defini ainda o que quero fazer. Tenho dito que, primeiro, tenho que desencarnar. É difícil. Quando um governante sai da Presidência com o povo escrevendo faixas na rua "fora fulano", "fora beltrano", ele (o governante) esquece logo. Mas, quando você sai com 90% (de aprovação), é muito difícil, porque a população está muito presente. Faz pouco tempo ainda. Estou tranquilo. Vou tomar muito cuidado para não dar nenhum passo errado, para fazer as coisas bem feitas. Tenho todo o tempo da vida pela frente - declarou Lula, ao chegar ao hotel, onde a diária custa entre R$2.785 e R$9.347.

Dilma vence 1ª batalha na votação do mínimo

No primeiro teste da presidente Dilma Rousseff no Congresso, a Câmara dos Deputados aprovou ontem à noite o projeto que fixa o salário mínimo em R$ 545. O texto-base passou em votação simbólica, com voto contrário apenas do PSOL. Mas a fidelidade da base aliada seria colocada à prova, ainda ontem à noite, na votação de destaques ao texto: um deles fixava o mínimo em R$ 560, e outro, em R$ 600. Durante os debates no plenário, houve uma inversão de papéis: ex-presidente da CUT, o deputado Vicentinho (PT-SP), relator do projeto apresentado pelo governo, foi vaiado por manifestantes da Força Sindical que lotavam as galerias. E parlamentares tradicionalmente rivais da esquerda, como Ronaldo Caiado (DEM-GO), ex-presidente da UDR, foram aplaudidos ao defender um valor maior.

Governo quer fixar mínimo por decreto

Um artigo incluído no projeto surpreendeu o plenário e acabou atrasando a votação. Pelo texto, a partir de 2012, a presidente Dilma Rousseff poderá fixar o valor do mínimo por meio de decreto e não mais por medida provisória. Na prática, com isso, Dilma fugirá do debate, a cada ano, sobre o mínimo no Congresso. E a oposição perde o palanque. O relator Vicentinho (PT-SP) teve que apresentar uma emenda deixando claro que o decreto se baseará na lei aprovada agora pela Câmara, e se limitará a definir o percentual do reajuste com base nas regras aprovadas até 2015. A proposta de R$545 terá um impacto de R$7,84 bilhões em 2011, sendo que os R$5 de diferença entre os R$540 e os R$545 será de R$1,36 bilhão. Já em 2012, pela regra de reajuste - inflação do período mais o PIB de dois anos anteriores - o mínimo deverá subir para R$616.

Pelo mínimo, a troca de papéis

O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), ex-presidente da União Democrática Ruralista (UDR), aclamado no plenário por sindicalistas? O ex-presidente da CUT, deputado Vicente de Paula, o Vicentinho (PT-SP), sorrindo amarelo diante das vaias das galerias lotadas de manifestantes das centrais sindicais? Sim, isso aconteceu ontem no plenário da Câmara quando deputados da oposição ficaram lado a lado com os trabalhadores por um mínimo de R$560, e os petistas amargaram a defesa impopular do salário mínimo de R$545 do Planalto. A fala do eterno inimigo das esquerdas, Ronaldo Caiado, foi muito aplaudida pelas galerias. O mesmo paradoxo continuou em outras falas na tribuna, com os sindicalistas, em sua maioria da Força Sindical e de centrais menores, aplaudindo deputados da oposição (DEM e PSDB) e que defendiam valores maiores que R$545 e vaiando parlamentares, sobretudo do PT.

Tabela do IR é a próxima negociação na lista do governo

Passada a batalha em torno do valor do salário mínimo, o governo vai começar a negociar com as centrais sindicais a correção da tabela do Imposto de Renda (IR) das pessoas físicas. A equipe econômica já se dispôs a reajustar a tabela em 4,5% pelos próximos quatro anos, o que representaria uma renúncia fiscal de R$2,2 bilhões por ano (R$8,8 bilhões até 2014). No entanto, a defasagem é bem maior do que a oferta do governo. Estudo feito pelo Sindicato Nacional dos Auditores da Receita Federal (Sindifisco) mostra que, entre 1995 e 2010, a correção da tabela do IR foi de 88,51%. No entanto, a inflação medida pelo IPCA acumulado no mesmo período foi de 209,36%. Isso significa que ainda há um resíduo de 64,1% que ainda precisa ser compensado.

No PMDB, ordem unida por R$545

Nada de troco agora, mas pode haver mais adiante. O PMDB parece ter entendido bem o recado do Palácio do Planalto aos possíveis dissidentes da base governista na votação da medida provisória do salário mínimo. De olho na retomada das nomeações para o segundo e terceiro escalões do governo, o vice-presidente Michel Temer foi para Câmara e, com o líder do partido, Henrique Eduardo Alves (RN), se empenhou ontem em convencer os colegas de legenda a engolir eventuais insatisfações, para ajudar o partido a mostrar toda sua força e peso. Na tentativa de assegurar uma posição unânime da bancada a favor do mínimo de R$545, Alves chegou a convocar pelo menos dois deputados licenciados do Rio, Pedro Paulo e Leonardo Picciani, para a votação.

Réu do mensalão, petista comandará a principal comissão da Câmara

Num acordo fechado pela cúpula petista, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), um dos réus no processo do mensalão que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), presidirá a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), principal comissão temática da Câmara. Ele foi o escolhido para iniciar o rodízio no comando da CCJ com o colega Ricardo Berzoini (PT-SP), que ocupará seu lugar no segundo ano do mandato de dois anos da presidência da comissão. O fatiamento do mandato foi a fórmula usada para dar fim ao embate entre alas da bancada petista que disputam espaço na Câmara, desde a escolha do deputado Marco Maia (PT-RS) para presidir a Casa. A vaga na CCJ estava sendo agressivamente disputada por João Paulo e Berzoini.

Governo confirma aumento do Bolsa Família

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, confirmou ontem que uma das medidas em estudo no plano de erradicação da miséria é ampliar a cobertura do Bolsa Família. Ela disse também que o valor dos benefícios do programa será reajustado, mas não revelou o percentual do aumento nem quando isso ocorrerá.

- Estamos estudando como incorporar ainda algumas parcelas da população que estão fora do Bolsa Família - disse a ministra, após reunião com o fórum de secretários estaduais de Assistência Social.

Tereza disse que os programas do Ministério do Desenvolvimento Social não serão afetados pelo corte de R$50 bilhões no Orçamento da União, assim como o próprio plano de erradicação da pobreza. Cerca de 90% das verbas da pasta vão para ações de transferência de renda, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que atende idosos e deficientes de baixa renda.

CNS nas mãos de Padilha

Numa disputa repleta de intrigas, o Ministério da Saúde retomou o comando do Conselho Nacional de Saúde (CNS), após quatro anos de uma relação conturbada com o órgão de controle social do SUS. O ministro Alexandre Padilha vai comandar o órgão por um ano, mas com possibilidade de se manter à frente do conselho até o fim do governo Dilma. O CNS é formado por 48 representantes de usuários, trabalhadores, gestores e prestadores de serviço, e toma resoluções que precisam ser homologadas pelo Ministério da Saúde. Após negociação de bastidores, Padilha conseguiu desmobilizar os usuários do SUS, que na última hora retiraram a candidatura da conselheira Jurema Werneck. Só não conquistou os trabalhadores da Saúde, único grupo que se opôs publicamente à sua indicação. Para ser eleito, Padilha disse que vai reformular integralmente a gestão do conselho, dando voz à diretoria colegiada, e que a 14ª Conferência Nacional de Saúde vai nortear a nova política de acesso e qualidade do SUS.

Indenizações para cabos da FAB serão revistas

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou a revisão de indenizações concedidas a 2.530 cabos da Força Aérea Brasileira (FAB). A anistia dos ex-militares foi aprovada no fim do governo Fernando Henrique Cardoso e nos primeiros anos da gestão de Lula. Os cabos recebem prestação mensal e têm direito também a pagamento de valores retroativos.

OAB vai à Justiça para cancelar passaportes

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) anunciou ontem que entrará com ação na Justiça para pedir a devolução de passaportes diplomáticos concedidos indevidamente entre 2006 e 2010. A decisão foi tomada após o Itamaraty informar que emitiu 328 passaportes de caráter excepcional nesse período, embora negue a existência de irregularidades que justifiquem a devolução.

- É um desrespeito à nação, ao princípio da moralidade e à própria norma que rege a concessão de passaportes especiais. O Itamaraty deveria ser o primeiro a exigir que as pessoas que receberam os passaportes irregularmente os devolvam. Ao não tomar essa providência, o Itamaraty incorre em um grave erro. Só resta à OAB a medida judicial - disse o presidente da OAB, Ophir Cavalcante.

Procurador-geral culpa PF pela demora na investigação do mensalão do DEM

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, culpou a Polícia Federal pela demora nas investigações sobre o mensalão do DEM. O inquérito apura suposto esquema de corrupção no governo do Distrito Federal, quando o ex-governador José Roberto Arruda (ex-DEM) estava no cargo. Segundo Gurgel, não foi possível oferecer denúncia ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) porque as diligências não foram concluídas. O caso só será transformado em ação penal se a Justiça aceitar a denúncia do procurador.

- Foi questão de acúmulo de trabalho do Instituto de Criminalística (PF). A gente entende que já passou do tempo. Evidentemente, já era para estar concluído - disse o procurador. Segundo Gurgel, há o máximo empenho por parte do Ministério Público para a conclusão do caso com rapidez.

Roseana é operada para conter sangramento

A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), foi submetida ontem a uma cirurgia às pressas para conter um sangramento intestinal. A operação, realizada pela equipe do médico Santiago Servin, durou cerca de uma hora e meia e conseguiu solucionar o problema, segundo a assessoria do governo do estado. Ainda pela manhã, Roseana deixou a UTI e foi para um quarto. Segundo o secretário de Comunicação do governo do estado, Sérgio Macêdo, a governadora deverá viajar para São Paulo para ser submetida a exames assim que receber autorização médica, o que deverá ocorrer hoje.

Panamericano tem rombo maior: R$ 4,3 bi

Mesmo com o socorro bilionário que recebeu do Fundo Garantidor de Crédito (FGC, entidade privada mantida pelos bancos, que emprestou R$3,8 bilhões para cobrir os rombos descobertos em suas contas), o banco PanAmericano saiu quase sem patrimônio da crise gerada pela gestão de seu ex-controlador, o empresário Silvio Santos. Em balanço atípico divulgado ontem - em vez de dados trimestrais, exigidos por lei, a nova direção do banco apresentou apenas informações de novembro e dezembro, omitindo o mês de outubro - o patrimônio líquido do PanAmericano resumia-se a R$197 milhões, uma fração do R$1,35 bilhão que ostentava em setembro de 2010. O rombo, estimado em R$3,8 bilhões até janeiro, também cresceu, chegando a R$4,3 bilhões.

Folha de S. Paulo

Dilma enquadra PMDB e mínimo será de R$ 545

Após forte pressão do Planalto sobre ministros e partidos que disputam cargos do segundo escalão, a presidente Dilma obteve ontem sua primeira vitória legislativa ao aprovar na Câmara o salário mínimo de R$ 545 para 2011 e derrubar propostas de valores mais altos. Apesar da união inusitada da oposição com as centrais sindicais, a dissidência da base governista foi mínima. Com apoio de 100% dos deputados do PMDB, o rolo compressor do governo derrubou facilmente as emendas para elevar o valor a R$ 600 (promessa de campanha do PSDB) e R$ 560 (proposta pelo DEM).

Mínimo aprovado não repõe agora perda inflacionária

O salário mínimo de R$ 545 será insuficiente para repor a inflação acumulada desde o reajuste anterior e permitirá uma economia extra em ano de ajuste fiscal. Em meio a pressões das centrais sindicais por ganho real, o novo valor foi proposto quando se constatou que os R$ 540 concedidos em janeiro nem sequer compensavam a perda do poder de compra acumulada no ano passado, subestimada nos cálculos oficiais.
A compensação, porém, demorará mais alguns meses, em razão de detalhes legislativos omitidos na retórica das autoridades. Pela regra estipulada no projeto aprovado ontem pelos deputados federais, o novo valor só entrará em vigor no primeiro dia do mês seguinte a sua conversão em lei -na hipótese mais otimista, em 1º de março.

Procuradoria vai acionar o STF contra superpensão

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, vai entrar no STF (Supremo Tribunal Federal) com ações de inconstitucionalidade questionando todas as leis estaduais que concedem aposentadorias para ex-governadores que ainda não foram alvo de processos na Corte.
Nove ações que estão no Supremo pedem o fim das superpensões em Pará, Piauí, Rio Grande do Sul, Sergipe, Acre, Paraná, Amazonas, Maranhão e Rondônia. A OAB, autora de sete processos, promete pedir na próxima semana a extinção dos benefícios em Minas, Rio, Paraíba e Santa Catarina. Gurgel lembrou que já há precedente na corte de considerar inconstitucional esse tipo de lei. Ele afirmou que está fechando o levantamento das normas estaduais para entrar com as medidas.

Simon diz ter renunciado a benefício no RS

O senador Pedro Simon (PMDB) disse que vai renunciar à aposentadoria de ex-governador do Rio Grande do Sul. Desde novembro, ele recebia R$ 24,1 mil mensais, mais o salário do Congresso. O anúncio ocorreu anteontem, quando a OAB protocolou no STF (Supremo Tribunal Federal) uma ação contra o pagamento a ex-mandatários gaúchos. Simon, que governou o Estado de 1987 a 1990, recebeu, somado, cerca de R$ 76 mil nesses três meses, mais R$ 4.000 relativos ao 13º proporcional.

Eleito, Agripino faz agrado a Kassab

O DEM fechou acordo ontem para lançar chapa única ao comando da sigla. O senador José Agripino Maia (DEM-RN) foi eleito por consenso o candidato, mas abriu espaço na chapa para aliados do ex-senador Jorge Bornhausen (DEM-SC) e do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM-SP). O acordo atende ao pedido de Kassab para ficar no partido.

Réu do mensalão vai presidir comissão

Réu no processo do mensalão, o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) foi escolhido pelo PT para presidir a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), comissão mais importante da Casa. A escolha foi anunciada no dia em que todas as negociações estavam voltadas à votação do salário mínimo. Por ser a maior bancada na Câmara, com 87 deputados, o PT conquistou o direito de comandar a CCJ, por onde passam todos os projetos da Casa. Favorito, João Paulo disputou a indicação da sigla com Ricardo Berzoini (SP). Ontem, reunião com representantes das correntes do partido encerrou o debate: João Paulo presidirá a comissão neste ano e dará lugar a Berzoini em 2012.

PB paga salário a 71 servidores mortos

Mais de mil funcionários contratados para atuar no setor de educação da Paraíba constam da folha de pagamento mas não davam expediente. Destes, pelo menos 71 já estavam mortos. A presença de fantasmas na Secretaria de Educação foi revelada após o governo iniciar um recadastramento dos servidores em algumas secretarias do Estado. Além dos 71 mortos, a lista inclui 44 funcionários que vivem no exterior e 187 aposentados que recebiam tanto do governo quanto do INSS. Outros 62 funcionários não foram localizados durante o recadastramento e, por isso, engrossam a lista de fantasmas no Estado.

Ex-governador diz que sucessor "cria fato que não existe"

O ex-governador da Paraíba José Maranhão (PMDB) disse, por meio de sua assessoria, que a informação de que havia servidores fantasmas na Secretaria da Educação não passa de um "factoide" da nova gestão. Ele falou que o governo "está criando um fato que não existe".
Francisco de Sales Gaudêncio, secretário da Educação no governo anterior, disse que não teve conhecimento da existência de servidores fantasmas. "Esse assunto de pessoal é controlado pela Secretaria de Administração."

Paulo Preto e EJ não chegam a acordo

Terminou sem acordo a audiência de conciliação da ação de calúnia movida pelo engenheiro e ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, contra dirigentes do PSDB e jornalistas da revista "IstoÉ". Souza acusa tucanos de supostamente falarem à revista que o engenheiro foi autor do desvio do caixa 2 do PSDB na eleição.

Procuradoria pede lista de donos de superpassaportes

O Ministério Público Federal no Distrito Federal deu dez dias para que o Itamaraty identifique os nomes dos 328 beneficiários dos passaportes diplomáticos em caráter excepcional e por "interesse do país". Também quer saber a motivação para a emissão de cada um deles. O pedido foi enviado ontem e o Itamaraty tem 10 dias para responder, a contar da data do recebimento. A medida deve-se à não divulgação dos nomes dos beneficiados, que constava de uma primeira ação aberta contra o Ministério das Relações Exteriores. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, considerou "insuficiente" a resposta.

Governo livra 3.000 emissoras de rádio e TV de processos

O governo federal considerou prescritos 8.231 processos abertos contra emissoras de rádio e TV por irregularidades cometidas no período de 1995 a 2007. Os processos foram abertos contra 3.148 empresas do setor de radiodifusão. Do total de processos, 3.765 geraram multas de R$ 9,2 milhões. Os demais previam outros tipos de punição. Só 9% das multas foram pagas. Ou seja, com a prescrição, o governo vai deixar de arrecadar R$ 8,4 milhões. Essas multas foram aplicadas a emissoras de rádio e televisão por descumprimento de determinações legais. Entre elas estão a transmissão de programação num raio maior do que o permitido, não respeitar o limite de 25% de propaganda comercial ou deixar de veicular a "Voz do Brasil".

O Estado de S. Paulo

Liberação de verba cresce 441% antes de votar mínimo

Nos primeiros 11 dias de fevereiro, às vésperas da votação do valor do novo salário mínimo – que ocorreria ontem à noite -, o governo pagou R$ 653,7 milhões de gastos autorizados ou ampliados por meio de emendas parlamentares. O ritmo de liberação de verbas públicas nesse período aumentou 441% em relação ao mês de janeiro inteiro. Os gastos referem-se a contas pendentes de pagamento de 2010 e equivalem a 7% do saldo deixado até o último dia do governo Lula das despesas que foram objeto de emendas parlamentares. Já os 282 deputados e senadores que tiveram emendas aprovadas ao Orçamento de 2011 mas não estão mais no Congresso são alvo preferencial do corte de R$ 50 bilhões que está em preparação no governo e deverá ser detalhado na semana que vem. Elas somam R$ 3,2 bilhões. Ao todo, o volume de emendas aprovadas ao Orçamento de 2011 é de R$ 21 bilhões. Dessas, serão cortados cerca de R$ 18 bilhões.

Corte de verbas começa pelos ‘sem-mandato’

Libera de um lado, corta do outro. Os 282 deputados e senadores que tiveram emendas aprovadas ao Orçamento de 2011, mas não estão mais no Congresso, são alvo preferencial do corte de R$ 50 bilhões que está em preparação no governo e deverá ser detalhado na semana que vem. Essas emendas somam R$ 3,2 bilhões, segundo levantamento feito pelo Estado. No total, o volume de emendas de parlamentares aprovadas ao Orçamento de 2011 é de R$ 21 bilhões. Dessas, cerca de R$ 18 bilhões serão dizimadas, segundo adiantou fonte do Palácio do Planalto. Entre esses R$ 18 bilhões, as emendas dos sem-mandato tendem a ser as primeiras da fila, embora o festival de liberações dos últimos dias mostre que isso não é sempre verdade. "É claro que agora ficará mais difícil", disse o ex-deputado Chico da Princesa (PR-PR), um dos campeões das liberações de verbas referentes a 2010 às vésperas da votação do salário mínimo.

Dilma aprova com folga salário de R$ 545 na Câmara

Com ameaças de cortes nas nomeações para o segundo escalão e até de demissão de um ministro aliado, a presidente Dilma Rousseff conseguiu fazer sua base parlamentar aprovar o salário mínimo de R$ 545 e passar por seu batismo de fogo no Congresso. Maioria expressiva dos aliados obedeceu à ordem do Executivo e rejeitou, por 361 votos a 120, a proposta que elevava o valor para R$ 560. O projeto ainda terá de ser aprovado pelo Senado para virar lei. A liberação de emendas no mês de fevereiro também foi outra arma usada pelo Executivo.

Réu na ação do mensalão ganha CCJ na Câmara

O deputado João Paulo Cunha (PT-SP) será o indicado do seu partido para presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Câmara. Ele é réu no processo em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que apura o esquema de pagamento de mesada a parlamentares conhecido como "mensalão", de 2005. A indicação de João Paulo foi anunciada pelo líder do PT, Paulo Teixeira (SP), e acontece depois de uma guerra interna na bancada do partido. Além do escolhido, Ricardo Berzoini (SP), ex-presidente do PT, pleiteava o posto. O racha na bancada começou antes, ainda no processo de escolha do candidato do partido à Presidência da Câmara, no qual Marco Maia (RS) bateu Cândido Vaccarezza (SP).

Sarney põe o amigo João Alberto na Corregedoria

Ligado ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o senador João Alberto (PMDB-MA) será o futuro corregedor da Casa. Ele substituirá o senador Romeu Tuma (PTB-SP), que morreu em outubro e ocupou o cargo em 15 dos 18 anos de existência do posto. Tuma sempre creditou a Sarney o convite para permanecer na Corregedoria. O presidente do Senado, desta vez, afirma que não tem nada a ver com a indicação. Alega que a competência não é sua e, sim, dos líderes partidários, mais precisamente do líder do PMDB na Casa, o senador Renan Calheiros (AL). Renan, por sua vez, também nega a paternidade da indicação de João Alberto. "O Sarney é quem vai decidir", justificou o senador. Cabe ao corregedor abrir sindicância no âmbito do Senado sobre denúncias envolvendo os parlamentares da Casa.

''Preparado para o cargo'', Agaciel volta à Câmara

Pivô do escândalo dos atos secretos do Senado, Agaciel Maia (PTC), que se elegeu deputado distrital em 3 de outubro último, foi escolhido por unanimidade para presidir a Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da Câmara Legislativa do DF, a mais importante da Casa. "Não pleiteei o cargo, os colegas me escolheram livremente pelo meu perfil de economista e especialista em orçamento", disse Maia, que preside hoje a primeira reunião da comissão.

Liminar impede TST de dar posse a presidente

A duas semanas da data marcada, com convites impressos e distribuídos, a posse do novo presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) foi suspensa ontem por liminar do Conselho Nacional de Justiça. Uma análise preliminar do conselho considerou que a eleição feriu a lei. A eleição de João Oreste Dalazen, em dezembro, começou a ser contestada pelos próprios colegas durante a votação. A polêmica quebrou uma tradição de três décadas no tribunal, de permitir que os dirigentes ocupem cargos de direção por mais de quatro anos - limite fixado pela Lei Orgânica da Magistratura -, por meio de renúncia dos demais concorrentes aos cargos.

Tiririca estreia em votações e aperta o botão errado

Em sua primeira votação como deputado, Tiririca (PR-SP) errou e apoiou a emenda do PSDB que elevaria o mínimo para R$ 600. Durante o dia, ele disse que apoiaria os R$ 545 do governo. Na hora de votar, porém, Tiririca estava perto dos tucanos e votou votando "sim" aos R$ 600. A assessoria de Tiririca nega que o deputado tenha se rebelado e afirmou haver um engano do parlamentar na hora de apertar o botão no sistema eletrônico. Na emenda dos R$ 560, Tiririca se redimiu e seguiu a orientação do governo, rejeitando o valor.

Cúpula do DEM fecha acordo e exclui Gilberto Kassab

A cúpula do Democratas (DEM) fechou ontem um acordo com a ala dissidente em torno do lançamento de candidatura única do senador José Agripino Maia (RN) para presidir o partido a partir de março. Para contemplar o grupo do partido que está insatisfeito com os rumos do DEM, a direção da legenda abriu espaços na chapa para atender a oposição interna. A negociação, porém, excluiu o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. O atual comando do DEM acha impossível manter Kassab filiado, devido à sua insatisfação pública com o partido e pela disposição de achar uma legenda para concorrer ao governo de São Paulo em 2014. No meio político, a migração de Kassab para o PMDB é descartada e a probabilidade mais plausível seria a filiação do ex-prefeito ao PSB.

Pauta da TV Cultura é criticada, no ar, por ser favorável ao governo

Por cerca de três minutos, os telespectadores do Jornal da Cultura, transmitido de segunda-feira a sábado pela TV Cultura de São Paulo, puderam assistir, na noite de terça-feira, a uma cena praticamente inédita na televisão brasileira - alguém criticar, ao vivo e em cores, o próprio noticiário que estava sendo levado ao ar, qualificando uma reportagem de "merchandising". O episódio ocorreu quando a apresentadora Maria Cristina Poli perguntou aos dois comentaristas do jornal, Demétrio Magnoli e Eugênio Bucci, o que achavam de uma reportagem exibida, que exaltava várias realizações da Secretaria da Saúde paulista, incluindo uma entrevista do secretário Guido Cerri.

"Eu fiz jornalismo e aprendi que notícia, quando se trata de governo, é uma coisa prática, já adotada. Notícia é quando o governo tomou uma atitude, não quando diz que vai fazer alguma coisa", disse Magnoli.

Oposição promete ir ao STF contra reajuste por decreto

A oposição anunciou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal para impedir que o salário mínimo seja reajustado por decreto nos próximos anos. O texto aprovado ontem pela Câmara estabelece que o aumento seja feito por decreto, seguindo a regra da lei: PIB de dois anos anteriores mais inflação anual.

Correio Braziliense

Governo mostra força e aprova R$ 545

O governo passou com sucesso ontem pelo primeiro grande teste de força no Congresso com a aprovação do novo salário mínimo, de R$ 545. Mesmo com a previsão de vitória por ampla vantagem, o Palácio do Planalto colocou sobre a mesa todas as cartas disponíveis para enquadrar a base aliada. Ameaças de retaliações, nomeações do segundo escalão em pauta e até a presença do vice-presidente da República, Michel Temer, para laçar o PMDB, foram algumas das estratégias empregadas para garantir a aprovação do piso sem sustos, em sessão que durou mais de 10 horas.

Dissidentes na berlinda

Mesmo com a vitória na aprovação da proposta que reajustou o salário mínimo, os governistas defendem tratamento diferenciado para os integrantes da base que votaram contra o projeto. Momentos antes da votação, os líderes reuniram os parlamentares para avisar que quem não cumprisse o enredo escrito pelo Executivo ficaria de lado na distribuição de relatorias e na participação em comissões, além de ir para o fim da fila nas negociações por recursos de emendas parlamentares. É o que os petistas chamaram internamente de “tirar a sobremesa”.

Planalto terá caminho tranquilo no Senado

A novela, na Câmara, do salário mínimo proposto pelo governo, não se repetirá no Senado. Líderes da base na Casa afirmam que os governistas estão certos que, na próxima quarta-feira, o projeto será analisado e aprovado em plenário para seguir à sanção da presidente Dilma Rousseff. Nas contas dos governistas — excluídas as bancadas da oposição e cerca de 15 possíveis rebeldes da base e de partidos independentes —, o Planalto tem pelo menos 45 votos favoráveis de 41 necessários. “A ideia é votar na quarta-feira. Quando o projeto chegar, vamos fazer um requerimento de urgência para levá-lo direto a plenário. Temos os votos necessário para aprová-lo”, diz o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). O líder espera que, em apenas uma semana, a Casa realize audiência pública com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, vote o requerimento de urgência e aprove o projeto. “Esse valor significa austeridade, responsabilidade fiscal, combate à inflação e a aprovação de uma regra que vai dar ganho real para a classe trabalhadora ao longo dos próximos anos”, acrescentou Jucá, referindo-se aos R$ 545 aprovados ontem na Câmara.

Prefeitos desistem de protesto

Depois de anunciar mobilizações contra qualquer reajuste no salário mínimo e divulgar estudos mostrando a dificuldade que os municípios terão de fechar as contas se os gastos aumentarem, os prefeitos brasileiros decidiram abortar, na última hora, as articulações contra a proposta de aumento do piso salarial de autoria do Executivo. O recuo teve dois motivos: o temor de sofrer retaliações nas liberações das emendas pleiteadas junto aos parlamentares e a certeza de que o jogo estava sob o comando do governo.

Vaias, churrasco e decepções

A contraofensiva do Planalto para enquadrar a base e pressionar os integrantes da base governista a votar favoravelmente ao projeto que estabelece em R$ 545 o salário mínimo de 2011 refletiu no comportamento de integrantes de movimentos sociais que tradicionalmente lotam as galerias do plenário da Câmara.

Moreira Franco, o foco da vez

Na briga por postos de segundo escalão, o PT escolheu como alvo o ministro de Assuntos Estratégicos, Wellington Moreira Franco (PMDB). A bancada de deputados petistas movimenta a tropa de choque para evitar a demissão do presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann. Para enfraquecer o ministro, vale até levantar um assunto que parecia engavetado: a defesa contra turbinar a pasta com o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), hoje sob a batuta da Secretaria de Relações Institucionais.

Posses no TST são suspensas

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) suspendeu a posse da nova diretoria do Tribunal Superior do Trabalho (TST), prevista para 2 de março. A decisão foi tomada ontem pelo conselheiro Jorge Hélio ao analisar um pedido de providência protocolado pela Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra), que contesta a eleição do ministro João Oreste Dalazen para o cargo de presidente do TST para o biênio 2011/2013. A reclamação da Anamatra é baseada na Lei Orgânica da Magistratura, que proíbe que juízes exerçam cargos de direção por mais de quatro anos seguidos. Dalazen é vice-presidente há dois anos e, antes, foi corregedor por igual período. Até então, era praxe no TST que todos os membros renunciassem à pretensão de chegar à presidência em favor do ministro mais antigo.

PMDB quer eleições sem tapetão

Se depender da cúpula do PMDB, o eleitor nunca mais verá um deputado com 275 votos chegar à Câmara puxado por quem conquistou um milhão de eleitores. Pela proposta do voto majoritário, apresentada ontem aos peemedebistas de forma apaixonada pelo vice-presidente da República, Michel Temer, só chegarão ao Parlamento os mais votados. “O sistema proporcional é a negação do princípio máximo da Constituição de que o poder é do povo. A população não consegue entender como um deputado que tem 128 mil votos não é eleito e um que 275 votos vira deputado”, comentou Temer, em reunião com a bancada de seu partido na Câmara.

Fonte: Congressoemfoco

Fidelidade partidária na votação do salário mínimo

Na votação em que se saiu melhor, oposição conseguiu 15 votos na base governista, mas ficou sem a maior parte dos votos do PV, e não obteve unanimidade nem no PSDB e no DEM

Renato Araújo/ABr
Governistas comemoram a aprovação do mínimo de R$ 545. Projeto agora segue para o Senado

Sylvio Costa

Apenas 15 deputados dos partidos governistas descumpriram a orientação do Palácio do Planalto e votaram a favor da emenda do DEM que fixava o salário mínimo em R$ 560. Nessa votação, a mais importante realizada ontem, a oposição faturou os votos de nove parlamentares do PDT, três do PP, dois do PT e um do PTB.

Clique aqui para ver os nomes dos deputados da base que votaram contra o governo

Na rejeição dos R$ 560, o governo contou com todos os votos das bancadas do PMDB, PSB, PR, PMN, PRB, PSC e PCdoB. O valor proposto inicialmente pelas centrais sindicais e depois encampado pelo DEM, R$ 15 a menos daquele apresentado pelo governo como limite máximo que ele estava disposto a aceitar, foi rejeitado por 361 deputados e aprovado por 120. Outros 11 se abstiveram de votar. No total, 492 parlamentares participaram da votação.

É um resultado excepcional para o governo Dilma. Primeiro, pelos números acima reproduzidos, que falam por si. Segundo, pela importância do tema. Em razão da origem sindical do principal partido governista, o PT, poucas coisas podem ser tão desgastantes para a base quanto votar contra aumentos para um piso salarial reconhecidamente baixo. Um sinal de céu de brigadeiro para o governo, ao menos neste início de mandato, nas próximas votações de grande impacto.

Terceiro, porque o governo, já favorecido pelas circunstâncias, se mostrou bem mais competente que a oposição na articulação política. Orientou claramente seus liderados (tinham que ser os R$ 545 e nenhum centavo a mais), envolveu ministros e líderes no convencimento das bancadas (todas ansiosas pela definição dos inúmeros cargos de segundo escalão ainda à espera de nomeações), e apresentou um discurso que oferecia a política de recuperação real implementada nos últimos anos (que elevou o salário mínimo de menos de US$ 90 para os mais de US$ 300 atuais) como garantia de que, passado o aperto fiscal, novos ganhos hão de vir até o final do governo Dilma. A lei aprovada já assegura a correção pela inflação mais o índice de crescimento da economia de dois anos antes.

Dado esse contexto, era nenhuma a chance de vitória da oposição. Mas PSDB e DEM facilitaram a vida do governo ao cometer um erro de encaminhamento. Em vez de colocarem em votação a emenda original acordada pelo PV, PPS e PDT com as centrais sindicais (pelo mínimo de R$ 560, mas com antecipação de R$ 15 que seriam descontados no aumento do ano que vem), tiraram essa proposta de pauta, substituindo-a pela do DEM, favorável ao aumento imediato para R$ 560 (sem antecipação). O resultado foi que a maioria dos deputados do PV se absteve na votação da emenda, que conseguiu os votos de somente um terço dos pedetistas – estes, já sob intensa pressão palaciana.

Para piorar, tanto o DEM quanto o PSDB enfrentaram defecções em suas bancadas. Na votação dos R$ 600 propostos pelo PSDB, a oposição ficou sem o apoio do PV, de dois deputados tucanos (Manoel Salviano, do Ceará, e Berinho Bantim, de Roraima) e de sete parlamentares do DEM: os mineiros Jairo Ataíde e Vitor Penido, que se abstiveram; e ainda Lael Varella (MG), Mandeta (MS), Marcos Montes (MG), Paulo Cesar Quartiero (RR) e Paulo Magalhães (BA), que votaram contra. Na votação dos R$ 560, a maioria do PV se absteve e seis deputados de partidos oposicionistas votaram junto com o governo: Antônio Roberto (PV-MG), Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), Fábio Ramalho (PV-MG), Jairo Ataide (DEM-MG), Manoel Salviano (PSDB-CE) e Vitor Penido (DEM-MG).

Já o governo viu sair de suas hostes sete votos favoráveis aos R$ 600. Eles vieram dos seguintes deputados: Francisco Floriano (PR-RJ), Jair Bolsonaro (PP-RJ), Luiz Argôlo (PP-BA), Oziel Oliveira (PDT-BA), Sérgio Moraes (PTB-RS), Tiririca (PR-SP) e Zoinho (PR-RJ).


Veja a lista completa de votação da emenda de aumento para R$ 560


Saiba mais sobre o aumento do salário mínimo

Fonte: Congressoemfoco

O que é o quociente eleitoral?

"Ele virou o vilão da vez. Ninguém parece entender para o que ele serve. Os adeptos mais ardorosos da reforma política atribuem ao quociente eleitoral a responsabilidade por todas as imperfeições do nosso sistema representativo"


O sistema eleitoral que utilizamos para a escolha dos nossos deputados (e vereadores) não é facilmente compreensível para os eleitores ou sequer para os próprios parlamentares. Em linguagem técnica, trata-se de um sistema de representação proporcional com listas abertas. Esse sistema existe para representar partidos, e não indivíduos.

Em tese, cada partido elegerá uma bancada diretamente proporcional à votação total recebida pela sigla. Uma legenda que tenha recebido 10% dos votos elegerá cerca de 10% dos deputados, e assim por diante. Se um partido ganhou o direito de eleger cinco deputados, serão empossados os cinco candidatos mais bem votados da sigla.

O instrumento matemático utilizado para determinar o número de deputados eleitos por cada partido é conhecido como “quociente eleitoral”. Esse número representa a cota mínima de votos necessária para se eleger um parlamentar. Num estado hipotético com 15 deputados (A) e com 1,5 milhão de votos válidos (B), o quociente eleitoral será de 100 mil votos (B dividido por A).

Assim, um partido que, por exemplo, tenha alcançado 500 mil votos nessa eleição imaginária terá atingido cinco vezes o quociente eleitoral. Portanto, essa sigla elegerá cinco candidatos. Os eleitos serão os cinco que tiverem obtido as melhores votações individuais.

O “quociente eleitoral” virou o vilão da vez. Ninguém parece entender para o que ele serve. Os adeptos mais ardorosos da reforma política atribuem ao quociente eleitoral a responsabilidade por todas as imperfeições do nosso sistema representativo.

Mas o quociente eleitoral é justamente o mecanismo que possibilita a conversão dos votos dos eleitores em cadeiras legislativas. É ele que assegura, na prática, que essa conversão seja feita de modo proporcional – como manda, aliás, o nosso texto constitucional.

Com um pouco de atenção, podemos facilmente perceber que o quociente eleitoral num sistema de representação proporcional é o equivalente funcional do “distrito” num sistema de representação majoritária. Ambos cumprem exatamente o mesmo papel. O distrito é uma circunscrição geograficamente definida antes das eleições. O quociente é uma espécie de distrito informal que resulta da apuração de votos espalhados por todo o estado.

Autores clássicos do século XIX como John Stuart Mill e o nosso José de Alencar corretamente denominavam os quocientes eleitorais como “distritos voluntários”. Por esse sistema, eleitores distribuídos em diferentes partes de um mesmo território poderiam espontaneamente combinar os seus votos para eleger deputados que compartilhassem das mesmas opiniões políticas. Na época, era uma idéia revolucionária. Creio que continua sendo extremamente atual e democrática.

O quociente eleitoral nada mais é, portanto, do que um distrito não territorial. Será que alguém ainda se anima a defender essa boa idéia?

* Consultor político e doutor em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj). Publicou o livro “Partidos políticos no Brasil: 1945-2000” (Jorge Zahar Editor, 2000) e co-organizou a coletânea “Partidos e coligações eleitorais no Brasil” (Unesp/Fundação Konrad Adenauer, 2005).


Outros textos do colunista Rogério Schmitt*

Fonte: Congressoemfoco

Tiririca vota pelos R$ 600; veja a lista completa

O primeiro destaque ao projeto que estabelece o valor do salário mínimo contou com a presença de 489 deputados. Destes, 376 votaram contra a proposta do PSDB de aumentar a quantia para R$ 600, enquanto 106 concordaram e sete se abstiveram.

Entre os parlamentares da base, um dos destaques que votaram contra foi Tiririca (PR-SP). Ele disse que votaria de acordo com a orientação do seu partido. No entanto, segundo o relatório elaborado pela Coordenação do Sistema Eletrônico de Votação do Centro de Informática da Câmara (Cinen) da Câmara, ele foi contra o desejo do governo e votou com a oposição na matéria.

De acordo com a assessoria do deputado, ele se confundiu na hora de votar e trocou o não, como orientado pelo governo e pelo partido, pelo sim, que aprovava a proposta da oposição. De acordo com o Cenin, o voto não tem como ser corrigido.

Veja a lista na votação dos R$ 560

Veja a lista na votação dos R$ 600:

Roraima (RR)
Berinho Bantim PSDB Não
Chico das Verduras PRP PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Edio Lopes PMDB Não
Jhonatan de Jesus PRB PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Luciano Castro PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Paulo Cesar Quartiero DEM Não
Raul Lima PP Não
Teresa Surita PMDB Não


Amapá (AP)
Dalva Figueiredo PT Não
Davi Alcolumbre DEM Sim
Evandro Milhomen PCdoB PsbPtbPcdob Não
Fátima Pelaes PMDB Não
Luiz Carlos PSDB Sim
Professora Marcivania PT Não
Sebastião Bala Rocha PDT Sim


Pará (PA)
André Dias PSDB Sim
Arnaldo Jordy PPS PvPps Sim
Beto Faro PT Não
Cláudio Puty PT Não
Dudimar Paxiúba PSDB Sim
Elcione Barbalho PMDB Não
Giovanni Queiroz PDT Não
José Priante PMDB Não
Josué Bengtson PTB PsbPtbPcdob Não
Lira Maia DEM Sim
Lúcio Vale PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Luiz Otávio PMDB Não
Miriquinho Batista PT Não
Wandenkolk Gonçalves PSDB Sim
Wladimir Costa PMDB Não
Zé Geraldo PT Não
Zequinha Marinho PSC Não


Amazonas (AM)
Átila Lins PMDB Não
Carlos Souza PP Não
Francisco Praciano PT Não
Henrique Oliveira PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Pauderney Avelino DEM Sim
Rebecca Garcia PP Não
Sabino Castelo Branco PTB PsbPtbPcdob Não
Silas Câmara PSC Não

Rondonia (RO)
Carlos Magno PP Não
Lindomar Garçon PV PvPps Não
Marinha Raupp PMDB Não
Mauro Nazif PSB PsbPtbPcdob Não
Moreira Mendes PPS PvPps Sim
Natan Donadon PMDB Não
Nilton Capixaba PTB PsbPtbPcdob Não
Padre Ton PT Não


Acre (AC)
Antônia Lúcia PSC Não
Flaviano Melo PMDB Não
Gladson Cameli PP Não
Henrique Afonso PV PvPps Sim
Marcio Bittar PSDB Sim
Perpétua Almeida PCdoB PsbPtbPcdob Não
Siba Machado PT Não
Taumaturgo Lima PT Não


Tocantins (TO)
Agnolin PDT Não
César Halum PPS PvPps Sim
Eduardo Gomes PSDB Sim
Irajá Abreu DEM Sim
Júnior Coimbra PMDB Não
Laurez Moreira PSB PsbPtbPcdob Não
Lázaro Botelho PP Não
Professora Dorinha Seabra Rezende DEM Sim


Maranhão (MA)
Alberto Filho PMDB Não
Carlos Brandão PSDB Sim
Cleber Verde PRB PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Davi Alves Silva Júnior PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Domingos Dutra PT Não
Edivaldo Holanda Junior PTC PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Gastão Vieira PMDB Não
Hélio Santos PSDB Sim
Lourival Mendes PTdoB PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Luciano Moreira PMDB Não
Pedro Fernandes PTB PsbPtbPcdob Não
Pinto Itamaraty PSDB Sim
Professor Setimo PMDB Não
Ribamar Alves PSB PsbPtbPcdob Não
Sarney Filho PV PvPps Não
Waldir Maranhão PP Não
Zé Vieira PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não


Ceará (CE)
André Figueiredo PDT Não
Aníbal Gomes PMDB Não
Antonio Balhmann PSB PsbPtbPcdob Não
Ariosto Holanda PSB PsbPtbPcdob Não
Arnon Bezerra PTB PsbPtbPcdob Não
Artur Bruno PT Não
Chico Lopes PCdoB PsbPtbPcdob Sim
Danilo Forte PMDB Não
Domingos Neto PSB PsbPtbPcdob Não
Edson Silva PSB PsbPtbPcdob Não
Eudes Xavier PT Não
Genecias Noronha PMDB Não
Gorete Pereira PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Joao Ananias PCdoB PsbPtbPcdob Não
José Airton PT Não
José Guimarães PT Não
Manoel Salviano PSDB Não
Mauro Benevides PMDB Não
Raimundão PMDB Não
Raimundo Gomes de Matos PSDB Sim
Vicente Arruda PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não


Piauí (PI)
Assis Carvalho PT Não
Hugo Napoleão DEM Sim
Iracema Portella PP Não
Jesus Rodrigues PT Não
Júlio Cesar DEM Obstrução
Marcelo Castro PMDB Não
Marllos Sampaio PMDB Não
Nazareno Fonteles PT Não
Osmar Júnior PCdoB PsbPtbPcdob Não
Paes Landim PTB PsbPtbPcdob Não


Rio Grande do Norte (RN)
Fábio Faria PMN Não
Fátima Bezerra PT Não
Felipe Maia DEM Sim
Henrique Eduardo Alves PMDB Não
João Maia PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Paulo Wagner PV PvPps Não
Rogério Marinho PSDB Sim
Sandra Rosado PSB PsbPtbPcdob Não


Paraíba (PB)
Aguinaldo Ribeiro PP Não
Benjamin Maranhão PMDB Não
Damião Feliciano PDT Não
Efraim Filho DEM Sim
Hugo Motta PMDB Não
Luiz Couto PT Não
Manoel Junior PMDB Não
Nilda Gondim PMDB Não
Romero Rodrigues PSDB Sim
Ruy Carneiro PSDB Sim
Wellington Roberto PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Wilson Filho PMDB Não


Pernambuco (PE)
Ana Arraes PSB PsbPtbPcdob Não
Anderson Ferreira PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Augusto Coutinho DEM Sim
Bruno Araújo PSDB Sim
Carlos Eduardo Cadoca PSC Não
Eduardo da Fonte PP Não
Fernando Coelho Filho PSB PsbPtbPcdob Não
Gonzaga Patriota PSB PsbPtbPcdob Não
Inocêncio Oliveira PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
João Paulo Lima PT Não
Jorge Corte Real PTB PsbPtbPcdob Não
José Augusto Maia PTB PsbPtbPcdob Não
José Chaves PTB PsbPtbPcdob Não
Luciana Santos PCdoB PsbPtbPcdob Não
Mendonça Filho DEM Sim
Pastor Eurico PSB PsbPtbPcdob Não
Paulo Rubem Santiago PDT Não
Pedro Eugênio PT Não
Raul Henry PMDB Não
Roberto Teixeira PP Não
Sergio Guerra PSDB Sim
Silvio Costa PTB PsbPtbPcdob Não
Wolney Queiroz PDT Não


Alagoas (AL)
Arthur Lira PP Não
Celia Rocha PTB PsbPtbPcdob Não
Givaldo Carimbão PSB PsbPtbPcdob Não
João Lyra PTB PsbPtbPcdob Não
Joaquim Beltrão PMDB Não
Maurício Quintella Lessa PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Renan Filho PMDB Não
Rosinha da Adefal PTdoB PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Rui Palmeira PSDB Sim


Sergipe (SE)
Almeida Lima PMDB Não
Andre Moura PSC Não
Heleno Silva PRB PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Laercio Oliveira PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Márcio Macêdo PT Não
Mendonça Prado DEM Sim
Rogerio Carvalho PT Não
Valadares Filho PSB PsbPtbPcdob Não


Bahia (BA)
Acelino Popó PRB PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Alice Portugal PCdoB PsbPtbPcdob Não
Amauri Teixeira PT Não
Antonio Brito PTB PsbPtbPcdob Não
Antonio Carlos Magalhães Neto DEM Sim
Antonio Imbassahy PSDB Sim
Arthur Oliveira Maia PMDB Não
Daniel Almeida PCdoB PsbPtbPcdob Não
Edson Pimenta PCdoB PsbPtbPcdob Não
Emiliano José PT Não
Erivelton Santana PSC Não
Fábio Souto DEM Sim
Felix Júnior PDT Não
Fernando Torres DEM Sim
Geraldo Simões PT Não
Jânio Natal PRP PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
João Carlos Bacelar PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
João Leão PP Não
José Carlos Araújo PDT Não
José Nunes DEM Sim
José Rocha PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Josias Gomes PT Não
Jutahy Junior PSDB Sim
Lucio Vieira Lima PMDB Não
Luiz Alberto PT Não
Luiz Argôlo PP Sim
Márcio Marinho PRB PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Marcos Medrado PDT Não
Maurício Trindade PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Nelson Pellegrino PT Não
Oziel Oliveira PDT Sim
Paulo Magalhães DEM Não
Roberto Britto PP Não
Rui Costa PT Não
Sérgio Barradas Carneiro PT Não
Sérgio Brito PSC Não
Valmir Assunção PT Não
Waldenor Pereira PT Não


Minas Gerais (MG)
Aelton Freitas PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Antônio Andrade PMDB Não
Antônio Roberto PV PvPps Não
Aracely de Paula PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Bernardo Santana de Vasconcellos PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Bonifácio de Andrada PSDB Sim
Carlaile Pedrosa PSDB Sim
Diego Andrade PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Dimas Fabiano PP Não
Domingos Sávio PSDB Sim
Dr. Grilo PSL PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Eduardo Azeredo PSDB Sim
Eduardo Barbosa PSDB Sim
Eros Biondini PTB PsbPtbPcdob Não
Fábio Ramalho PV PvPps Não
Gabriel Guimarães PT Não
George Hilton PRB PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Geraldo Thadeu PPS PvPps Sim
Jaime Martins PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Jairo Ataide DEM Abstenção
Jô Moraes PCdoB PsbPtbPcdob Não
João Bittar DEM Sim
João Magalhães PMDB Não
Jose Humberto PHS PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Júlio Delgado PSB PsbPtbPcdob Não
Lael Varella DEM Não
Leonardo Monteiro PT Não
Leonardo Quintão PMDB Não
Lincoln Portela PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Luis Tibé PTdoB PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Luiz Fernando Faria PP Não
Márcio Reinaldo Moreira PP Não
Marcos Montes DEM Não
Marcus Pestana PSDB Sim
Mário de Oliveira PSC Não
Mauro Lopes PMDB Não
Miguel Corrêa PT Não
Newton Cardoso PMDB Não
Odair Cunha PT Não
Padre Joao PT Não
Paulo Abi-Ackel PSDB Sim
Paulo Piau PMDB Não
Reginaldo Lopes PT Não
Renzo Braz PP Não
Rodrigo de Castro PSDB Sim
Saraiva Felipe PMDB Não
Toninho Pinheiro PP Não
Vitor Penido DEM Abstenção
Walter Tosta PMN Não
Zé Silva PDT Abstenção


Espírito Santo (ES)
Audifax PSB PsbPtbPcdob Não
Camilo Cola PMDB Não
Cesar Colnago PSDB Sim
Dr. Jorge Silva PDT Não
Lauriete PSC Não
Lelo Coimbra PMDB Não
Manato PDT Não
Paulo Foletto PSB PsbPtbPcdob Não
Rose de Freitas PMDB Não
Sueli Vidigal PDT Não


Rio de Janeiro (RJ)
Adrian PMDB Não
Alessandro Molon PT Não
Alexandre Santos PMDB Não
Alfredo Sirkis PV PvPps Não
Andreia Zito PSDB Sim
Anthony Garotinho PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Arolde de Oliveira DEM Sim
Aureo PRTB PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Benedita da Silva PT Não
Chico Alencar PSOL Sim
Chico Dangelo PT Não
Cristiano PTdoB PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Dr. Adilson Soares PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Dr. Aluizio PV PvPps Não
Dr. Carlos Alberto PMN Não
Dr. Paulo César PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Edson Ezequiel PMDB Não
Eduardo Cunha PMDB Não
Eliane Rolim PT Não
Felipe Bornier PHS PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Sim
Filipe Pereira PSC Não
Francisco Floriano PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Sim
Glauber Braga PSB PsbPtbPcdob Não
Hugo Leal PSC Não
Jair Bolsonaro PP Sim
Jandira Feghali PCdoB PsbPtbPcdob Não
Jean Wyllys PSOL Sim
Julio Lopes PP Não
Leonardo Picciani PMDB Não
Liliam Sá PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Marcelo Matos PDT Não
Miro Teixeira PDT Obstrução
Neilton Mulim PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Otavio Leite PSDB Sim
Pedro Paulo PMDB Não
Rodrigo Bethlem PMDB Não
Romário PSB PsbPtbPcdob Não
Sergio Zveiter PDT Não
Simão Sessim PP Não
Stepan Nercessian PPS PvPps Sim
Vitor Paulo PRB PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Walney Rocha PTB PsbPtbPcdob Não
Washington Reis PMDB Não
Zoinho PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Sim


São Paulo (SP)
Alberto Mourão PSDB Sim
Aldo Rebelo PCdoB PsbPtbPcdob Não
Alexandre Leite DEM Sim
Aline Corrêa PP Não
Antonio Bulhões PRB PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Antonio Carlos Mendes Thame PSDB Sim
Arlindo Chinaglia PT Não
Arnaldo Faria de Sá PTB PsbPtbPcdob Não
Arnaldo Jardim PPS PvPps Sim
Beto Mansur PP Não
Bruna Furlan PSDB Sim
Cândido Vaccarezza PT Não
Carlos Sampaio PSDB Sim
Carlos Zarattini PT Não
Delegado Protógenes PCdoB PsbPtbPcdob Não
Devanir Ribeiro PT Não
Dimas Ramalho PPS PvPps Sim
Dr. Ubiali PSB PsbPtbPcdob Não
Duarte Nogueira PSDB Sim
Edinho Araújo PMDB Não
Eleuses Paiva DEM Sim
Eli Correa Filho DEM Sim
Gabriel Chalita PSB PsbPtbPcdob Não
Guilherme Campos DEM Sim
Guilherme Mussi PV PvPps Não
Ivan Valente PSOL Sim
Janete Rocha Pietá PT Não
Jefferson Campos PSB PsbPtbPcdob Não
Jilmar Tatto PT Não
João Dado PDT Não
João Paulo Cunha PT Não
Jonas Donizette PSB PsbPtbPcdob Não
Jorge Tadeu Mudalen DEM Sim
José De Filippi Júnior PT Não
José Mentor PT Não
Junji Abe DEM Sim
Keiko Ota PSB PsbPtbPcdob Não
Luiz Fernando Machado PSDB Sim
Luiza Erundina PSB PsbPtbPcdob Não
Mara Gabrilli PSDB Sim
Marcelo Aguiar PSC Não
Milton Monti PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Missionário José Olimpio PP Não
Nelson Marquezelli PTB PsbPtbPcdob Não
Newton Lima PT Não
Otoniel Lima PRB PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Pastor Marco Feliciano PSC Não
Paulo Freire PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Paulo Maluf PP Não
Paulo Pereira da Silva PDT Abstenção
Paulo Teixeira PT Não
Penna PV PvPps Não
Ricardo Berzoini PT Não
Ricardo Izar PV PvPps Não
Ricardo Tripoli PSDB Sim
Roberto de Lucena PV PvPps Não
Roberto Freire PPS PvPps Sim
Roberto Santiago PV PvPps Abstenção
Rodrigo Garcia DEM Sim
Salvador Zimbaldi PDT Não
Tiririca PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Sim
Valdemar Costa Neto PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Vanderlei Macris PSDB Sim
Vaz de Lima PSDB Sim
Vicente Candido PT Não
Vicentinho PT Não
Walter Ihoshi DEM Sim
William Dib PSDB Sim


Mato Grosso (MT)
Carlos Bezerra PMDB Não
Homero Pereira PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Júlio Campos DEM Sim
Neri Geller PP Não
Roberto Dorner PP Não
Ságuas Moraes PT Não
Valtenir Pereira PSB PsbPtbPcdob Não


Distrito Federal (DF)
Augusto Carvalho PPS PvPps Sim
Erika Kokay PT Não
Izalci PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Policarpo PT Não
Reguffe PDT Não
Ricardo Quirino PRB PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Ronaldo Fonseca PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não

Goiás (GO)
Armando Vergílio PMN Não
Carlos Alberto Leréia PSDB Sim
Flávia Morais PDT Não
Heuler Cruvinel DEM Sim
Íris de Araújo PMDB Não
João Campos PSDB Sim
Jorge Pinheiro PRB PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Jovair Arantes PTB PsbPtbPcdob Não
Leandro Vilela PMDB Não
Pedro Chaves PMDB Não
Roberto Balestra PP Não
Ronaldo Caiado DEM Sim
Rubens Otoni PT Não
Sandes Júnior PP Não
Sandro Mabel PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Thiago Peixoto PMDB Não
Valdivino de Oliveira PSDB Sim


Mato Grosso do Sul (MS)
Antônio Carlos Biffi PT Não
Fabio Trad PMDB Não
Geraldo Resende PMDB Não
Giroto PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Mandetta DEM Abstenção
Marçal Filho PMDB Não
Reinaldo Azambuja PSDB Sim
Vander Loubet PT Não


Paraná (PR)
Abelardo Lupion DEM Sim
Alex Canziani PTB PsbPtbPcdob Não
André Vargas PT Não
André Zacharow PMDB Não
Angelo Vanhoni PT Não
Assis do Couto PT Não
Cida Borghetti PP Não
Dilceu Sperafico PP Não
Dr. Rosinha PT Não
Edmar Arruda PSC Não
Eduardo Sciarra DEM Sim
Fernando Francischini PSDB Sim
Giacobo PR PrPrbPtdobPrtbPrpPhsPtcPsl Não
Hermes Parcianello PMDB Não
João Arruda PMDB Não
Leopoldo Meyer PSB PsbPtbPcdob Não
Luiz Carlos Setim DEM Sim
Luiz Nishimori PSDB Sim
Moacir Micheletto PMDB Não
Nelson Meurer PP Não
Nelson Padovani PSC Não
Osmar Serraglio PMDB Não
Ratinho Junior PSC Não
Reinhold Stephanes PMDB Não
Rosane Ferreira PV PvPps Não
Rubens Bueno PPS PvPps Sim
Sandro Alex PPS PvPps Abstenção
Takayama PSC Não
Zeca Dirceu PT Não


Santa Catarina (SC)
Celso Maldaner PMDB Não
Edinho Bez PMDB Não
Esperidião Amin PP Não
Jorge Boeira PT Não
Luci Choinacki PT Não
Marco Tebaldi PSDB Sim
Mauro Mariani PMDB Não
Onofre Santo Agostini DEM Sim
Paulo Bornhausen DEM Sim
Pedro Uczai PT Não
Rogério Peninha Mendonça PMDB Não
Ronaldo Benedet PMDB Não
Zonta PP Não


Rio Grande do Sul (RS)
Afonso Hamm PP Não
Alceu Moreira PMDB Não
Alexandre Roso PSB PsbPtbPcdob Não
Assis Melo PCdoB PsbPtbPcdob Não
Danrlei De Deus Hinterholz PTB PsbPtbPcdob Não
Darcísio Perondi PMDB Não
Elvino Bohn Gass PT Não
Enio Bacci PDT Não
Fernando Marroni PT Não
Giovani Cherini PDT Não
Henrique Fontana PT Não
Jeronimo Goergen PP Não
José Otávio Germano PP Não
Jose Stédile PSB PsbPtbPcdob Não
Luis Carlos Heinze PP Não
Luiz Noé PSB PsbPtbPcdob Não
Manuela D`ávila PCdoB PsbPtbPcdob Não
Marco Maia PT Art. 17
Mendes Ribeiro Filho PMDB Não
Nelson Marchezan Junior PSDB Sim
Onyx Lorenzoni DEM Sim
Osmar Terra PMDB Não
Paulo Pimenta PT Não
Pepe Vargas PT Não
Renato Molling PP Não
Ronaldo Nogueira PTB PsbPtbPcdob Não
Ronaldo Zulke PT Não
Sérgio Moraes PTB PsbPtbPcdob Sim
Vilson Covatti PP Não

Veja a lista de votação na disputa pelos R$ 560

Fonte: Congressoemfoco

CNJ volta à Bahia para discutir privatizações

Cristiane Felix

A próxima semana pode ser decisiva para a questão da privatização dos cartórios extrajudiciais da Bahia. A Corregedoria Nacional de Justiça, órgão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), volta ao estado para discutir o assunto diretamente com a presidência do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA). Confirmada para a próxima semana, a reunião pode ser vista como um avanço frente a toda morosidade que envolve o processo. Além de aprovada por entidades de classe como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a privatização é vista como necessidade urgente pelos próprios servidores dos cartórios e, sobretudo, pela população que sofre com o sucateamento das unidades e a má prestação de serviços.

Em entrevista à Tribuna na tarde de ontem, a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e corregedora Nacional de Justiça, Eliana Calmon, ratificou a ordem do Conselho, que é de privatizar os cartórios e realizar concurso público para a seleção de seus titulares. “O TJBA entende e sustenta o argumento de que a votação da lei tramita na Assembleia Legislativa, mas, na verdade, o que se vê é que essa lei não está em votação. E isso acontece, principalmente, por uma série de problemas no texto que, inclusive, ferem a Constituição”, explicou a ministra.

Apesar de não confirmar a data, ela garante que uma nova audiência entre CNJ e TJBA já foi agendada para a semana que vem. Na pauta principal de discussões está o descumprimento por parte do TJBA, que, há mais de dois anos, vem adiando o segmento do processo de privatização e realização de concursos. “A ordem da Corregedoria é para que os cartórios sejam privatizados e ainda, enquanto isso não acontece, para que sejam devidamente equipados para oferecerem melhores serviços. Entendemos que a situação não pode permanecer como está, com a população sendo prejudicada dessa forma”, completou a corregedora.

A nova reunião acontecerá pouco mais de uma semana depois que os juízes auxiliares da presidência do CNJ Marcelo Berthe e Antônio Carlos Alves Braga Júnior estiveram reunidos com o TJBA para discutir o mesmo assunto. Proposto em 2009, o Projeto de Lei 18.324, depois de passar por inúmeras análises do Judiciário e da Assembleia Legislativa da Bahia, nunca chegou a um texto final. Segundo informações da assessoria de comunicação do TJBA, desde o início de janeiro, centenas de novas emendas adicionadas pelos deputados estaduais estão sendo analisadas pelo Tribunal, mas ainda não há data para um parecer do órgão.

A FAVOR – Além do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado da Bahia (Sinpojud) e da própria população, a Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia (OAB-BA) também disse ser favorável à privatização. “A OAB é favorável e entende que esta é uma necessidade nesse momento. A situação está insustentável em Salvador e, principalmente, nas grandes cidades do interior do estado como Feira de Santana, Ilhéus, Barreiras, Vitória da Conquista. Ressaltando que os privatizados devem contar com a supervisão do Poder Judiciário e seguir devidamente todos os preceitos constitucionais”, declarou Saul Quadros, presidente a OAB-BA.

Fonte: Tribuna da Bahia

Pedro Simon: mais um gesto de coragem

Carlos Chagas

Pecado, ele não cometeu. Sequer um erro. Tinha direito, como ex-governador, a requerer aposentadoria, vinte anos depois de deixar o palácio Piratini. E o fez por razão simples: disposto a não se candidatar a mais um mandato no Senado, tendo doado todos os seus bens à Ordem dos Franciscanos, aos 85 anos Pedro Simon ficaria sem meios para sustentar mulher e filhos.�

Seguiram-se manifestações de desapontamento, não dos poucos adversários que o criticam por qualquer pretexto, mas de alguns admiradores desinformados de sua situação financeira. Ficou preocupado, sem dormir. Pensou em renunciar, não só à aposentadoria, mas ao próprio mandato de senador. Consultou amigos e terça-feira decidiu: enviou ofício ao secretário de Fazenda do Rio Grande do Sul, com cópia para o presidente do Senado, abrindo mão de receber o benefício enquanto viver. Mas garantindo para a família, no futuro, renda capaz de sustentá-la.

Já não se fazem políticos como Pedro Simon. Aliás, um dos sobreviventes dessa categoria em extinção, Paulo Brossard, contribuiu para a decisão. Pelo telefone, de Porto Alegre, o ex-senador e ministro do Supremo Tribunal Federal ponderou: “O que farás quando voltares ao Sul? Aos 85 anos, recomeçarás a advogar?”

Conhecedor da História dos pampas, Brossard lembrou as agruras porque passaram Julio de Castilhos e Raul Pilla, na velhice. E estimulou o amigo a adotar a iniciativa agora verificada.

SÓ CASANDO

Depois de um prolongado casamento e de dezenas de casos e filhos com as mais variadas mulheres da França, Luís XIV ficou velho, viúvo e cheio de doenças. Precisava de alguém para cuidar dele, e fixou-se em Madame de Montespan, governante de seus netos. A vetusta mas ainda atraente senhora, de origem nobre mas sem recursos, resistiu às investidas do rei. Só casando iria para a cama real, ainda que não tivesse sonhos de tornar-se rainha.

Os costumes da época permitiam o casamento morganático, ou seja, a consorte não seria elevada ao trono mas contaria com as bênçãos da Igreja e o respeito da corte. Assim aconteceu, com a cerimônia realizada em segredo. O rei que se arvorava em ser o Estado viveu feliz os últimos anos de sua longa vida.

Por que se conta essa historia? Porque o PMDB faz o jogo de madame de Montespan. Queria as nomeações para o segundo escalão, sem o que não garantiria a maioria de votos para o governo, no Congresso. O casamento morganático foi realizado, provavelmente pelo Cardeal Palocci. As nomeações começaram a sair na moita, preço para a tranqüilidade na corte, dado o maciço apoio do PMDB ao projeto do salário mínimo.

O TRABALHADOR É UM DETALHE

Mais uma vez a conta foi mandada para o trabalhador. Ele que se ajeite com os miseráveis 545 reais de salário mínimo. Importa menos se a Constituição transformou-se em livro de receitas mágicas, pois está escrito nela que o salário mínimo deverá atender o trabalhador e sua família com despesas de habitação, alimentação, transporte, vestuário, saúde, educação e ainda lazer. Só por milagre, com uma merreca igual que nem a inflação compensou.

Felizes estão as elites financeiras e especulativas. Basta ler os editoriais dos jornalões e ouvir os comentários de seus serviçais. A pretexto de evitar a falência sempre anunciada mas jamais concretizada da Previdência Social, assim como para cortar gastos públicos, sacrificou-se mais uma vez metade da população. Seria o caso de indagar se os parlamentares, os ministros e a própria presidente da República conseguiriam viver com 545 reais por mês, eles que não faz muito tiveram seus vencimentos aumentados até 26 mil reais mensais.

DE VOLTA PARA O FUTURO

Nunca é demais repetir o provérbio árabe de que bebe água limpa quem chega primeiro na fonte. No PSDB a briga é de foice em quarto escuro por conta da sucessão de 2014. José Serra reivindica o direito de disputar não apenas mais uma, mas duas vezes. Ou o Lula só venceu na quarta vez, enquanto ele só perdeu duas? Aécio Neves, mantendo o estilo do avô, sustenta que a vez é de Minas, depois de três fracassos paulistas. Só que Geraldo Alckmin, montado na máquina do governo mais rico do país, não fará por menos: quer ver Serra e Aécio afastados, um porque o tempo dele já passou, outro porque ainda não chegou.

Enquanto isso, no reverso da medalha, a palavra de ordem é de que Dilma Rousseff terá direito a mais um mandato, se estiver indo bem no primeiro. Caso contrário, o Lula estará a postos. Algumas indagações ficam inconclusas. O que fará o PMDB para evitar sua transformação em partido de segunda classe? Ficar atrás de nomeações para o segundo escalão não basta. Precisará lançar candidato próprio, mas quem?

Fonte: Tribuna da Imprensa

Afinal, para que servem as agências reguladoras? Nenhuma delas faz nada, não servem para nada. Se o governo atual fechasse todas elas (criadas por FHC), ninguém sentiria a menor falta.

Carlos Newton

Inventadas no governo liberalizante de Fernando Henrique Cardoso, as chamadas agências reguladoras jamais cumpriram as respectivas e pretendidas funções. Agências Nacionais de Petróleo, Energia Elétrica, Telecomunicações, Saúde, Aviação Civil, uma pela outra, eu não quero troca, como se dizia antigamente.

Nenhuma delas jamais funcionou efetivamente em defesa do interesse público, nunca mostraram serviço. Não passam de disputados cabides de emprego para apadrinhados políticos de toda sorte, como políticos fracassados e áulicos do poder. Custam caro, muito caro, e nada fazem, até porque os dirigentes são nomeados à esmo, sem serem conhecedores dos respectivos assuntos.

Um bom exemplo são os apagões. Não somente os de grande envergadura, mas também os pequenos apagões que no verão sempre ocorrem nas grandes cidades. Aqui no Rio de Janeiro, por exemplo, desde o início deste ano, época de calor intenso, os moradores dos bairros de Bento Ribeiro e parte de Madureira vêm sendo atingidos por sucessivos cortes no fornecimento de energia, especialmente à noite e de madrugada.

O horário mais vulnerável é das 22 às 5 horas da manhã. Já houve centenas de reclamações e pedidos de solução à Light. Principalmente dos moradores da Rua Pinto de Campos, em Bento Ribeiro. A Light alegou que tudo decorre de defeitos em transformadores. Se é isso, indagam os moradores, por que a Light não conserta ou substitui o equipamento?

No mais recente contato, marcado pela angústia dos que sofrem os efeitos da inércia, a Light respondeu que só poderia agir se recebesse um abaixo-assinado. Desde quando é necessário abaixo-assinado para que uma empresa concessionária de serviço público cumpra sua obrigação? E a Agência Nacional de Energia Elétrica, o que faz? Nada, exatamente como as outras.

Se o governo federal quer mesmo fazer economia, que tal dar uma vassourada nessas agências ineptas, simplesmente lacrando suas portas? Ninguém sentirá falta delas. Áliás, só os seus pretensos servidores, privilegiados e regiamente remunerados, que na verdade não servem para nada.

Fotos do dia

Drielly Bennettone é a miss Brasil Terra Shopping 25 de Março é fechado em operação de apreensão de produtos falsificados Funcionários da prefeitura trabalham em cratera aberta em garagem em Cidade Ademar
Motorista é resgatado de dentro de carro em ponto de alagamento da avenida 23 de Maio Carros ficam submersos após chuvas na região central de São Paulo As duas pistas da avenida 23 de Maio, na região do Ibirapuera, são alagadas

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INSS deve recorrer de decisão da revisão pelo teto

Ana Magalhães
do Agora

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pode recorrer da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que garante uma revisão para quem se aposentou entre outubro de 1988 e dezembro de 2003 e teve a média salarial limitada ao teto da época.

A AGU (Advocacia-Geral da União), órgão que defende o INSS na Justiça, informou que ainda está estudando a decisão e que não sabe se entrará com um recurso. Advogados previdenciários dizem que o instituto deverá recorrer.

A decisão do STF foi publicada anteontem no "Diário da Justiça". O Supremo informou que o INSS tem dez dias úteis para entrar com recurso, a contar da intimação do procurador responsável pelo caso --o que ainda não ocorreu. O STF informou ainda que, mesmo com o recurso, a decisão final não poderá ser alterada.

  • Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta quinta

Câmara aprova salário mínimo de R$ 545

Folha de S.Paulo

Após pressão do Palácio do Planalto sobre ministros e partidos que disputam os cargos do segundo escalão federal, a presidente Dilma Rousseff obteve ontem a primeira vitória legislativa ao conseguir aprovar na Câmara dos Deputados o valor de R$ 545 para o salário mínimo em 2011.

A proposta para elevar o valor a R$ 600 --promessa de campanha do PSDB-- foi derrubada por larga margem: 376 votos a 106, com sete abstenções. Também foi negado o valor de R$ 560, proposto pelo DEM , com 361 votos contra. A sessão durou mais de dez horas. O projeto vai agora para o Senado.

O novo valor só entrará em vigor no primeiro do dia do mês seguinte à sua conversão em lei. Na mais otimista das hipóteses, será em 1º de março. Se isso ocorrer, o mínimo de R$ 545 continuará insuficiente para repor a inflação acumulada desde o reajuste anterior. Se confirmadas as recentes projeções para o INPC do primeiro bimestre, o novo mínimo terá em março um poder de compra 1,3% inferior ao de janeiro de 2010.

A Câmara também aprovou a fórmula de reajuste do mínimo que considera a inflação do ano anterior, mais o índice de crescimento da economia de dois anos antes até 2015. O reajuste seria dado por decreto presidencial. O PPS apresentou emenda para que essa regra fosse aplicada em forma de lei, mas essa proposta também foi rejeitada ontem.

Segundo o governo, um total de 47,7 milhões de pessoas recebem um mínimo, entre trabalhadores e beneficiários da Previdência.

Principais defensores de um valor maior, os representantes das centrais sindicais se uniram ontem a rivais, como o DEM. Petistas que saíram em defesa do governo foram vaiados. Entre eles o ex-presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores) Vicentinho (PT-SP), relator do projeto, chamado de "traidor". "Tenho certeza que as vaias de hoje vão se transformar em aplausos em janeiro [de 2012]", disse Vicentinho.

Fonte: Agora

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Carta Aberta da redação de A Tarde

(Carta lançada no ultimo sábado dia 12/02)
O diretor executivo do jornal A Tarde, Ranulfo Bocaiuva, acaba de colocar o
cargo a disposição porque a direçao geral do jornal resolveu demitir o
jornalista Aguirre Peixoto a pedido do advogado Francisco Bastos. Bastos
pediu a cabeça do jornalista por causa de duas matérias que revelavam
irregularidades ambientais na obra da Tecnovia, na Paralela. Aguirre foi
demitido e a redação do A Tarde ameaça parar amanhã. Espalhem essa histório,
um crime contra nossa profissão e contra liberdade de expressão
Carta Aberta da redação de A Tarde

Hoje é um dia triste não só para nossa história pessoal, mas também para A
TARDE e, principalmente, para o jornalismo da Bahia. Um dia em que A TARDE,
um jornal quase centenário e que já foi o maior do Norte e Nordeste e que
tinha o singelo slogan "Saiu n´A TARDE é verdade" se curvou. Cedeu a
pressões econômicas difusas e demitiu um profissional exemplar.

Aguirre Peixoto teve a cabeça entregue em uma bandeja de prata a empresas
do mercado imobiliário em uma tentativa de atração/reaproximação com
anunciantes deste setor. Tentativa esta que pode dar certo ou não. Uma
medida justificada por um suposto "erro grosseiro" não reconhecido pela
Diretoria de Jornalismo, pelo Editor-Executivo, pelo Editor-Chefe, por
secretários de Redação, Editor Coordenador ou editores de Política.

Uma medida, enfim, que só pode ser entendida como uma demonstração de força
excessiva, intimidatória à autoridade da Direção de Jornalismo, à
Coordenação de Brasil e à Editoria de Política. Uma demonstração de força
desproporcional, porque forte não é aquele que age com força contra algo ou
alguém mais fraco. Forte seria enfrentar, como o jornalismo de A TARDE
estava enfrentando, empresários que iludidos pela promessa do lucro fácil e
rápido põem em risco recursos financeiros de consumidores, o meio ambiente
da cidade e que aviltam, desta forma, toda a cidadania soteropolitana.

Aguirre era o elo mais fraco da corrente. Acima dele havia editores,
coordenador, secretários de redação, editor-executivo, editor-chefe, diretor
de Jornalismo. Todos, em alguma medida, aprovaram a pauta, orientaram o
trabalho de reportagem e autorizaram a publicação da reportagem. Isso foi
feito sem irresponsabilidades, pois não foi constatado nenhum erro, muito
menos um "erro grosseiro". Se algum erro foi cometido, o erro foi o da
prática do jornalismo, uma atividade cada vez mais subversiva em época em
que propositadamente se misturam alhos e bugalhos para confundir, iludir,
manipular a opinião publica, a sociedade, a cidadania. É de se estranhar que
uma empresa que se coloca como defensora da cidadania aja de tão vil maneira
contra um de seus melhores profissionais.

Recapitulando, Aguirre foi pautado para dar sequência às reportagens que
fazia sobre a Tecnovia (antigo Parque Tecnológico). O fato novo era uma
liminar concedida pela 10ª Vara Federal em que cassava multa aplicada ao
empreendimento pelo Ibama. Era essa a pauta. No dia seguinte, a Tribuna da
Bahia publicou matéria em que dizia que a liminar (decisão que pode ser
revista) acabava com o processo criminal contra o empreendimento, que
envolve Governo do Estado e duas poderosas construtoras. A matéria de A
TARDE - dentro do padrão de qualidade que um dia fez deste um jornal de
referência - ouviu o MPF e mostrou que se tratavam de dois processos
distintos. O da multa, que foi cassada liminarmente e que o MPF afirmava que
recorreria da decisão; e o criminal, que continuava em tramitação normal. A
matéria de A TARDE estava tão certa que o MPF, posteriormente, publicou nota
oficial na qual desmentia o teor da reportagem da Tribuna da Bahia (jornal
que serve a interesses não republicanos, para dizer o mínimo). Essa foi a
razão suficiente para o repórter ter a cabeça entregue como prêmio a
possíveis anunciantes.

O interesse público? A defesa da cidadania? O histórico ético, de manchetes
exclusivas, de boas e importantes reportagens? Nada disso importou a A
TARDE. Importou a satisfação a um grupo de empresários, a uma, duas ou três
fontes insatisfeitas. Voltamos a tempos medievais, quando fontes e órgãos
insatisfeitos mandavam em A TARDE, colocavam e derrubavam profissionais.
Tempo em que o jornalismo era mínimo.

"Jornalismo é oposição. O resto é balcão de secos e molhados". Essa é uma
famosa frase de Millor Fernandes. Dispensado o radicalismo dela, é de se ter
em mente que Jornalismo é uma atividade que incomoda. Defender o conjunto da
sociedade, seu lado mais fraco, incomoda. É preciso que a Direção de A TARDE
entenda que a sustentabilidade do negócio jornal depende do seu grau de
alinhamento com a sociedade civil (organizada e, principalmente,
desorganizada). A força de um veículo de comunicação não está nos números de
circulação ou de de anunciantes, mas nas batalhas travadas em prol dos
direitos coletivos e individuais diariamente aviltados pelo bruto e burro
poder econômico.

Credibilidade é um valor que se conquista um pouco a cada dia e que se
perde em segundos. E, graças a ações como esta, a credibilidade de A TARDE
escorre pelo ralo a incrível velocidade, assim como sua liderança, assim
como seus anunciantes. Sem jornalismo, o jornal (qualquer jornal) pode
sobreviver alguns anos de anúncios amigos. Mas com jornalismo, um jornal
sobrevive à história.


--
Danielle Villela
(71) 8713-2158
Fonte: CMI Brasil

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