quarta-feira, abril 22, 2009

Bocelli emociona e lota o parque no feriadão


Adriana Ferrazdo Agora


Uma multidão acompanhou a apresentação do tenor italiano Andrea Bocelli, ontem, dentro e fora do parque da Independência (zona sul). Com repertório clássico, o artista emocionou o público --que lotou as arquibancadas e as ruas do entorno-- ao abrir o espetáculo com as tradicionais "La Donna È Mobile", de Verdi, e "O Barbeiro de Sevilha", de Rossini.
Bocelli subiu ao palco às 16h10 e, depois das clássicas, iniciou a apresentação das canções que compõem seu último trabalho, "Incanto". Pelo telão, a multidão que ficou do lado de fora acompanhava com palmas e aplausos. Alguns até arriscaram passos de danças típicas italianas, em "Funiculi, Funicula".
O público ficou feliz em poder prestigiar o tenor, de graça. "Isso é raro, vale a pena ficar de pé, mesmo do lado de fora. Aqui dá para ouvir do mesmo jeito e é isso que interessa", afirmou o casal Miguel e Érica Murano, de 43 e 37 anos, respectivamente.
Misturados entre os fãs do tenor, fãs de Ivete Sangalo comemoram o anúncio da gravidez da baiana, que fez dueto com Bocelli em duas músicas. A confirmação da gestação, de quatro meses, foi dada por Toquinho, que já estava no palco --ele apresentou uma versão intimista, em italiano, de "Aquarela".
Sem saber que a gravidez ainda não havia sido confirmada oficialmente, o cantor e compositor brasileiro falou que Ivete não era mais uma, mas duas ao chamá-la ao palco. "Tem um bebezinho de quatro meses na barriga: Ivete Sangalo!" "Tadinho, ele não sabia que era segredo. Agora, não é mais", disse. E continuou: "Estamos num lugar que tem muitas famílias reunidas, e eu tenho certeza de que vão ficar felizes. Eu estou formando a minha".
Segundo os organizadores do evento, 25 mil pessoas (capacidade máxima do parque) assistiram ao show, que durou cerca de uma hora e 40 minutos. A entrada da plateia, porém, foi confusa. Barradas na porta, muitas pessoas reclamaram com a organização pela preferência de escolha --enquanto milhares estavam em pé, convidados VIPs ainda entravam por um portão especial. Alguns ainda usavam o serviço de manobrista.
Apenas os deficientes visuais, fãs de Bocelli --o ternor tem glaucoma congênito e perdeu a visão aos 12 anos, após levar uma bolada numa partida de futebol--, não eram vaiados quando conseguiam lugar na área VIP. "É uma decepção chegar até aqui e não entrar", disse Nanci Marin, 52 anos, de Votuporanga (521 km de SP).
As placas colocadas em volta da grade que cerca o parque atrapalharam ainda mais a visão dos que ficaram para fora do parque. "Não dá para ver nada e depois dizem que o show é para todos. Já deveria saber que música boa é mesmo para os chegados", reclamava a aposentada Anízia Marques, 62 anos. Para driblar os obstáculos, o jeito foi subir em árvores, capôs de carros e até muros de casas vizinhas do local do evento.
Fonte: Agora

PF vai trocar ocupantes de principais postos da instituição

Polícia Federal vai promover nas próximas semanas um troca-troca em alguns dos seus principais postos, a começar pela DIP (Diretoria de Inteligência Policial), responsável pelas grandes operações deflagradas nos cinco últimos anos. A DIP é responsável pela Operação Satiagraha, que resultou na prisão do banqueiro Daniel Dantas e no indiciamento do delegado Protógenes Queiroz, suspeito de cometer irregularidades à frente da investigação.
O delegado Daniel Lorenz deixará a DIP até agosto e seguirá para a Colômbia, onde será adido policial da Embaixada do Brasil. Será substituído por David Salem, atual superintendente em Minas. A Folha apurou que a troca não tem razões políticas. Aliado do diretor-geral Luiz Fernando Corrêa, Lorenz já deixaria o cargo no fim do ano, quando se aposentaria. Salem também é afinado com Corrêa. Antes de chegar a Minas, chefiou a delegacia de Joinville e trabalhou na área de inteligência no Rio. Foi ele quem presidiu a investigação do propinoduto, que resultou na condenação de 22 envolvidos com o envio ilegal de US$ 33,6 milhões para a Suíça.
Segundo a PF, as mudanças são consequência da necessidade de preencher cargos vagos e tiveram início no fim de 2008, quando o então superintendente do Rio, Valdinho Jacinto Caetano, assumiu a Corregedoria Geral. Outra mudança acontece na Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros.
O titular, Paulo de Tarso Teixeira, será o superintendente em Pernambuco. Seu substituto ainda não foi escolhido. Já na Coordenação Geral de Polícia, saiu o delegado Rômulo Berredo, que atuou no inquérito sobre o suposto grampo no presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e entrou Cláudio Gomes, atual superintendente na Paraíba. Berredo será adido na Itália.
Fonte: Tribuna da Bahia

Camata chora e nega ter recebido propina

O senador Gerson Camata (PMDB-ES) subiu à tribuna do Senado ontem para se defender das denúncias de corrupção reveladas pelo seu ex-assessor Marcos Andrade —que foi funcionário do peemedebista por quase 20 anos. Em entrevista ao jornal "O Globo", Andrade acusou o senador de receber propina de empreiteiras e de maquiar as prestações de contas de seu mandato parlamentar. Emocionado, o senador chorou por duas vezes durante o longo discurso de defesa.
Camata negou todas as denúncias reveladas pelo ex-assessor ao afirmar que Andrade sofre de distúrbios psiquiátricos e foi "instrumentado" para acusá-lo de envolvimento em atos de corrupção. "Ele foi instrumentado por alguém, para, com uma série de inverdades, sem nenhuma comprovação de nada, assacar contra a minha honra. Eu vou me defender; para cada acusação, tenho um papel. Fui acusado sem nenhuma prova, e, para cada acusação, tenho prova", afirmou. Segundo o ex-assessor, Camata teria recebido propina da Odebrecht para a
construção de uma ponte no Espírito Santo no período em que governou o Estado. O parlamentar, porém, nega qualquer vínculo com a empreiteira. "Tive relacionamento com a empresa, visitando obras, acelerando a obra, vendo se estava faltando um pouco de dinheiro, se estava precisando de mais recurso, essas coisas normais que os secretários trazem quando estão acompanhando uma obra, e em que, às vezes, o governador tem que intervir." O senador também foi acusado pelo ex-assessor de apresentar prestações de contas falsas para justificar gastos inexistentes. Camata negou qualquer irregularidade ao longo de seu mandato parlamentar.
"Agora começam a aparecer umas pessoas que eu acho que estão envolvidas com isso ou são delegadas de quem está envolvido. Querem antecipar a campanha política do Espírito Santo, que vai ser no ano que vem", afirmou. Camata disse que vai pedir afastamento do Conselho de Ética do Senado até que o órgão apure as denúncias reveladas pelo ex-assessor.
Fonte: Tribuna da Bahia

Cabral é cotado para vice de chapa petista de 2010

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse ontem que o nome do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), aparece ao lado de outros três cotados a assumir o posto de vice na chapa petista que vai disputar a Presidência em 2010. Ele não disse o nome desses outros três. "Se ele for o vice, que é uma possibilidade comentada, ao lado de outros três nomes, seria um orgulho para qualquer chapa progressista", afirmou.
Segundo ele, Cabral tem bom trânsito no Palácio do Planalto. "No Rio, tanto no PT quanto no PMDB, há nomes fortes. E o presidente [Lula] demonstra grande simpatia pelo governador." Cabral descartou ontem a possibilidade de ser vice-presidente da República em uma chapa com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Segundo Cabral, seu objetivo é continuar à frente do governo do Rio de Janeiro. "Meu compromisso é com a reeleição", completou.
Cabral disse que informou seu posicionamento à própria ministra e a outros articuladores da possível candidatura dentro do governo. "O presidente Lula também concorda comigo."
Tarso afirmou que o PMDB está capacitado a se candidatar a vice numa chapa petista, encabeçada ou não por Dilma. "É um bom partido para termos como vice. O PT deve procurar estabelecer em alguns Estados sistemas de aliança parecidos com o nacional desde que não haja impedimentos históricos e que não levem o PT a dissolver sua postura política nos Estados." Ele defendeu que o vice seja de outro partido aliado. "Sugiro uma articulação política mais ampla para dar mais confiabilidade para a nova coalizão política. Defendo que seja o candidato do PT, sendo Dilma ou qualquer outra pessoa."
Fonte: Tribuna da Bahia

Caixa prevê entregar moradias de programa em até um ano

Redação CORREIO
A presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho, informou nesta terça-feira (21) que a expectativa de entrega das primeiras habitações do programa Minha Casa, Minha Vida, seja feita em até um ano. “Nossa expectativa é que entre 8 a 12 meses já comecemos fazer entrega de unidades', declarou.
Segundo ela, o número de acessos à simulação de financiamento habitacional no site da Caixa cresceu desde o lançamento do programa no dia 25 de março e prevê a construção de 1 milhão de casas. Desse total, 400 mil serão destinadas a famílias com renda de até três salários mínimos.
'O simulador da Caixa tinha 74 mil acessos por dia e, a partir do lançamento do programa, passou para 450 mil acessos por dia, com mais de 1 milhão de simulações', afirmou Coelho.
Segundo Maria Fernanda, muitas construtoras já estão apresentando seus projetos à Caixa e municípios já assinaram o termo de adesão.
(Com informações da Agência Brasil)/Correio da Bahia

OAB quer que deputados devolvam dinheiro público gasto com passagens

presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro, Wadih Damous, afirmou nesta terça-feira (21) que pedirá apoio ao presidente do Conselho Federal da OAB, Cezar Britto, para provocar a atuação do Ministério Público Federal (MPF) na responsabilização de parlamentares que forneceram passagens aéreas de suas cotas para amigos. “Queremos que haja uma ampla investigação e que o dinheiro indevidamente gasto seja devolvido aos cofres públicos. Essas passagens são de domínio público e não podem ser distribuídas a rodo para socialites, modelos e outras pessoas como se fosse uma quitanda. O uso dessas passagens se mostrou abusivo”, disse Damous.
Nas últimas semanas multiplicaram-se denúncias na imprensa de mau uso das passagens por parlamentares. Deputados usaram suas cotas para pagar bilhetes de viagens, inclusive ao exterior, para parentes e terceiros sem vínculo com as atividades próprias de mandato. Os fatos relatados, segundo o dirigente da OAB-RJ, demonstram que “o patrimonialismo continua entranhado na vida política brasileira”. Wadih Damous entende que os deputados colaboram para o enfraquecimento da democracia quando não usam os recursos públicos com austeridade. “É mais um episódio que degrada a imagem do parlamento e põe em risco a própria democracia, desta vez com envolvimento de parlamentares que se diziam éticos. A população descrente da autoridade do parlamento é um elemento que pode dar vazão a ações autoritárias”, criticou. No último dia 16, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu que a emissão de passagens aéreas ficará restrita a cônjuges, dependentes legais dos parlamentares ou assessores em atividade profissional. Também foi anunciada um redução de 20% do total da verba gasta com passagens, que variava de R$ 4 mil a R$ 18 mil, por mês, de acordo com o estado de origem do parlamentar. O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), também adiantou que promoverá uma readequação e reestruturação geral de todos os pagamentos feitos pela Casa, como a utilização das verbas indenizatória, de postagem, de impressos e de auxílio-moradia. Os objetivos, segundo ele, é reduzir gastos e garantir maior transparência. No Senado, após as denúncias, foi cortada a cota adicional de passagens de líderes partidários e integrantes da Mesa Diretora. Foi extinto também o direito que cada senador tinha de receber uma passagem por mês para o Rio de Janeiro.(Com informações da Agência Brasil)
Fonte: Correio da Bahia

Prefeitura de Itabuna afirma que não fará festa de São João

Ana Cristina Oliveira, da Sucursal Itabuna


A Procuradoria Jurídica de Itabuna garantiu que não vai promover São João ou doar recursos públicos para a festa na cidade. Essa foi a resposta do município à intimação do juiz da Vara da Fazenda Pública, Antônio Laranjeira, que acatou a ação civil pública inibitória do Ministério Público Estadual (MPE), visando a impedir gasto de recursos públicos com festa junina na cidade, na qual o MPE alega que a epidemia de dengue evidenciou o desmantelamento do sistema de saúde e quer que os recursos disponíveis sejam remanejados para reestruturar o setor.
Na resposta ao juiz, a Procuradoria diz ainda que a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) é a real interessada na festa e que a realizará com recursos próprios e de outras fontes da iniciativa privada.
Para o promotor Clodoaldo Anunciação, um dos signatários da ação civil pública, a prefeitura demonstra equilíbrio em sua decisão, mas quer que o secretário municipal de Turismo, Carlos Leahy, que é também presidente da CDL, deixe isso claro e por escrito, para que não fique dúvida sobre quem está custeando a festa. Semana passada, o MPE e a prefeitura assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), para que o município mantenha as seis ambulâncias do Samu em condições mecânicas e de aparelhamento para atender à população.
O MPE protocolou na Vara de Fazenda Pública outra ação civil pública, exigindo que a prefeitura limpe os canais de macro e microdrenagem da cidade, para evitar doenças como leptospirose e hepatite, em caso de enchentes, e porque o mosquito da dengue também já está se reproduzindo em água poluída.
QUEDA – Apesar da morte suspeita de dengue hemorrágica do albergado Anísio José dos Santos, 50 anos, no último sábado, os dados do setor de Vigilância Epidemiológica do município mostram uma queda significativa do número de casos registrados na cidade.
Em janeiro, quando a epidemia já se desenhava, foram registrados 489 casos, sem ocorrência de mortes. A de Anísio, no último dia 18 de abril, quebrou uma trégua de 29 dias e elevou para 20 a estatística de óbitos, desde 6 de fevereiro, quando ocorreu o primeiro.
Do total de mortos, 11 eram moradores na cidade, mas apenas oito foram confirmados como dengue hemorrágica, segundo boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) e três estão sob investigação. Os outros nove eram de Floresta Azul (três), Itororó (dois), Buerarema, Ubaitaba, Coaraci e Uruçuca, sendo que cada uma dessas cidades com um caso.
Os dados da Vigilância Epidemiológica apontam ainda que fevereiro teve um rápido avanço da doença, que saiu dos 489 casos de janeiro para 2.554 e quatro mortes. O pico da epidemia ocorreu em março, com 5.271 casos e 14 mortes. Em abril foram 1.362 notificações até a manhã de sexta-feira, com duas mortes, uma de morador da cidade e outra de fora.
CONTROLE – Moradora do bairro de Fátima, a dona-de-casa Acácia Souza acredita que o pior já passou. Ela teve dois filhos com dengue, no auge da epidemia. “Foi um drama conseguir que eles fossem atendidos”, recordou.
A professora Lindalva de Brito, que teve a doença, disse que a situação da saúde ainda é ruim, mas já não há o caos de um mês atrás. Para ela, os 30 dias que os médicos da Aeronáutica trabalharam no Hospital de Base, encerrados sexta-feira passada, ajudaram a organizar e agilizar o atendimento no hospital, melhorando o fluxo de pacientes nas outras unidades da cidade.
Fonte: A Tarde

STF debate se cassação nos Estados exige nova eleição

Agencia Estado

Depois das cassações dos governadores Cunha Lima (PSDB-PB) e Jackson Lago (PDT-MA) cresceu no Supremo Tribunal Federal (STF) o debate interno sobre se está ou não correta a interpretação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que mandou os segundos colocados assumirem os Executivos da Paraíba e do Maranhão e descartou a necessidade de ser realizada uma nova eleição. Para os ministros que discordam da decisão do TSE, a Constituição não está sendo respeitada e a Justiça Eleitoral vem permitindo que políticos rejeitados pela maioria do eleitorado "vençam no tapetão", sem que haja certeza de que as fraudes cometidas tenham sido decisivas para a vitória eleitoral.Com as cassações impostas pelo TSE, os governos dos dois Estados foram assumidos pelos segundos colocados na eleição de 2006, os então senadores Roseana Sarney (PMDB-MA) e José Maranhão (PMDB-PB), adversários dos governadores Jackson Lago e Cunha Lima. Mas, por provocação do PSDB, partido de Cunha Lima, o Supremo terá de decidir em breve se valida ou não as decisões do TSE. Desde fevereiro, a ação está na Procuradoria Geral da República aguardando parecer.O Estado apurou que há chances reais de o tribunal concluir que depois da cassação deveria ser realizada uma nova eleição, provavelmente indireta, para escolha dos novos governadores do Maranhão e da Paraíba e não a posse dos segundos colocados. Os ministros favoráveis a essa tese baseiam-se na própria Constituição Federal. O artigo 81 do texto constitucional ordena a realização de eleição indireta pelo Congresso Nacional para presidente e vice-presidente da República no caso de a saída dos políticos que ocupavam esses postos ocorrer no segundo biênio do mandato. Esse artigo pode ser aplicado aos outros cargos, como governador - e muitos Estados copiaram esse artigo da Carta federal para suas constituições.
Fonte: A Tarde

Em Comandatuba, deputados pedem pacote moralizador

Agencia Estado

A cobrança pública da empresária Luiza Trajano, dona do Magazine Luiza, às duas dezenas de deputados e senadores reunidos Fórum Empresarial de Comandatuba levou um grupo de líderes da Câmara a propor mais um "pacote moralizador" como nova reação ao escandaloso gasto do dinheiro público colocado à disposição dos gabinetes dos parlamentares e à enxurrada de denúncias que tomam conta da Câmara há 77 dias.A decisão foi tomada no evento que aconteceu no fim de semana prolongado do feriado de 21 de abril. Indignada com os desmandos do Congresso, a empresária Luiza Trajano cobrou satisfação dos parlamentares presentes. "O encontro de empresários para debater a situação econômica acabou virando uma reunião política suprapartidária", admitiu hoje ao Estado o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP).Diante da gravidade da situação e da insatisfação empresarial expressa em Comandatuba, representantes da Mesa Diretora da Câmara juntaram-se a líderes de partidos governistas e de oposição e decidiram esticar a conversa informal do jantar. "Vamos sentar em um local onde possamos conversar melhor", sugeriu o líder do PSDB, deputado José Aníbal (SP), ao grupo.O convite foi aceito pelo líder petista Cândido Vaccarezza (SP); pelo secretário-geral do PT, deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), pelo corregedor da Mesa da Câmara, Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), e pelos deputados José Carlos Aleluia (DEM-BA) e Manuela DÁvila (PC do B-RS). De acordo com um dos parlamentares que foram a Comandatuba, a avaliação geral foi a de que não há alternativa fora de uma "mudança urgente e radical" de postura, método e prestação de contas, sob pena de a imagem do Legislativo "ir para o ralo".Foi a partir desta constatação que o líder tucano tratou de telefonar para o primeiro secretário da Mesa da Câmara, Rafael Guerra (PSDB-MG), querendo saber notícias do pacote de sugestões administrativas que o correligionário estava preparando para apresentar aos dirigentes da Casa e ao colégio de líderes amanhã.A reunião de líderes está marcada para amanhã, mas eles saíram de Comandatuba com a certeza de que não há consenso sobre como usar as verbas públicas e com que grau de transparência. Na semana passada, em outra reunião de líderes, os deputados limitaram-se a legalizar a prática, não proibindo sequer o uso de passagens áreas pelos familiares e amigos dos parlamentares.
Fonte: A Tarde

Conta de luz fica mais cara nesta quarta

A TARDE On Line
A conta de luz está mais cara a partir desta quarta-feira, 22. O reajuste é de 5,58% para residências e comércio e 6,82% para a indústria. O aumento atinge 4 milhões de clientes em 374 municípios baianos. Além da Bahia, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também autorizou reajuste nas contas de luz de Sergipe, Ceará e Rio Grande do Norte.
Para economizar, especialistas aconselham que os consumidores troquem as lâmpadas comuns por fluorescentes, não deixem a geladeira por muito tempo aberta e tirem os aparelhos elétricos da tomada, evitando deixá-los em stand by. Essas medidas devem representar uma economia de cerca de 10% na conta.
Fonte: A Tarde

terça-feira, abril 21, 2009

Desmistificando o mito, recuperando o herói: Tiradentes

Integra de Protogenes à CPI

A MÁFIA DA IGREJA CATÓLICA

O povo está de olho aberto...

Por: J. Montalvão

Eu estou cansado de citar que:

“Você pode enganar UMA pessoa por MUITO tempo. Você pode enganar ALGUMAS pessoas por ALGUM tempo. Mas, você NÃO pode enganar TODO MUNDO o TEMPO TODO!”.

Pois bem, aqui em Jeremoabo os politiqueiros ainda continuam praticando aquela politicagem da idade da pedra, não arranjam nada em benefício da população, e quando através de programas do Governo Federal surge alguma benfeitoria, os profissionais da política de imediato se auto-intitulam como “pai da criança”, como reivindicação deles.

Acontece que aqui em Jeremoabo mesmo havendo muitos fanáticos, ou cegos que não querem enxergar, tem muita gente que não embarca nessa canoa furada, e mesmo sendo minoria, faz seu protesto.

Embora num regime democrático a maioria é quem vence, a minoria aceita certos elementos no comando do destino do município, porém, não com seu voto, e continuam pacificamente exercendo o seu direito de cidadão.

Mesmo timidamente, grande parte da população Jeremoabense deixou de agir como cordeiros, e começa através de manifestações deixar o seu recado, que terminou o tempo de comprar “gato por lebre”; o exemplo disso foi à esperada e estrondosa vaia que o vice-prefeito Pedrinho e o seu pai o Secretário de infra-estrutura, levaram durante a inauguração da energia elétrica do povoado Espinheiro, se viram numa tremenda saia justa.
Isso se chama no mínimo falta de um pouco de bom senso, pode ser também muita ingenuidade ou os homens gostam de desafios fortes.

O CIRCO DA PILANTRAGEM

Laerte Braga

Kalanag foi um mágico que se apresentou no Brasil lá pelos idos de 1960. Como, ninguém nunca soube, mas descia do palco até a platéia com uma jarra d’água e mandava o espectador escolher a bebida preferida. Vinho, uísque, cerveja, da tal jarra saia tudo. Se levarmos em conta que os mágicos àquela época dispunham de poucos recursos tecnológicos, aquele negócio de jogos de luzes, máquinas que engolem pessoas, esses aparatos todos dos mágicos de hoje, Kalanag era de fato um prodígio. Circos ainda ocupam um espaço importante tanto na lembrança dos que assistiram aos velhos grandes circos do passado, como os que hoje têm o privilégio de observar uma arte – falo de tudo o que o circo traz -. Aquela armação de lona sobrevive em muitas cidades do interior do País. Hoje, uma nova roupagem recheada de salamaleques dos tempos atuais, levou o circo para dentro dos ginásios, das grandes áreas de espetáculos e numa certa forma preservou e preserva as características do espetáculo circense. Águas dançantes apareceram no Rio de Janeiro no final da década de 50 e o show aconteceu no Maracanãzinho como ponto culminante de um dos grandes circos norte-americanos em seguida a trapezistas, palhaços, mágicos, equilibristas, toda a troupe. Foi uma semana antes da célebre luta entre Archie Moore e o brasileiro Luisão, mas essa é outra história. A descaracterização da palavra circo, transformada, entre outros sinônimos, em local de pilantragem, de maracutaia aconteceu por conta de se emprestar à pilantragem e às maracutaias o epíteto de um grande circo, com mágicas com dinheiro público, trapaças nos negócios de governo, grandes palhaçadas de políticos, toda essa sorte de ilusionismo do chamado mundo real. Num tem o palhaço, esse o de verdade, sério, que bate a carteira do parceiro e fica olhando para o alto como se não fosse com ele enquanto o parceiro, desesperado percebe que ficou liso, sem carteira? É por aí, o político tipo Temer, Sarney, bate a carteira do distinto cidadão/ã e fica falando em moralidade, se bobear ainda vai buscar ajudar a achar o culpado, quase sempre o MST. Os palhaços não têm culpa disso. Eram agentes de diversão da garotada e até de adultos. Nem os mágicos que no máximo serravam uma bela mulher e depois a reconstruíam sem um único dano, sem uma única cicatriz. O circo de Brasília, por exemplo, não tem nada a ver com o Circo de Moscou. E nem com as lonas remendadas que povoam as cidades do interior brasileiro. Ali, nessas cidades, crianças e adultos ainda são capazes de gargalhadas quando o palhaço tropeça e daquelas interjeições de espanto quando o mágico faz sumir um carro em pleno palco substituindo-o ou por um elenco de mulheres, ou por pássaros coloridos que saem voando dentro dos limites da lona. E haja pipoca. Muitos conservam a orquestra – bem menor hoje dado aos custos – indispensável ao toque de atenção, de suspense, no prenúncio do salto mortal. O circo de Brasília tem a batuta de três dos mais espertos “mágicos” da política brasileira. O presidente do Senado, José Sarney. O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer e o presidente do Supremo Tribunal Federal – atual STF DANTAS INCORPORATION LTD – o “ministro Gilmar Mendes. Sarney, proprietário dos estados/fazenda Maranhão e Amapá seja talvez o mais completo exemplo de Zelig da história da política brasileira. Em 1º de abril de 1964, governador do Maranhão, soltou um manifesto na parte da manhã apoiando o governo constitucional de João Goulart e outro à tarde, aderindo ao golpe militar. Virou capacho de confiança dos governos da ditadura. Acabou presidente da República no episódio da construção da candidatura Tancredo Neves e da morte do mineiro, eleito presidente em 1984. Estendeu seus domínios ao Amapá onde foi eleito senador. Controla com mão de ferro o Maranhão e lembra aqueles ditadores da América Central que imaginavam se perpetuar colocando seus nomes em avenidas, ou de seus pais, seus filhos, seus tios, seus sobrinhos, suas amantes, toda a família no espírito do padre Patrick Payton, o tal da “Marcha com Deus pela Liberdade”. O dinheiro do padre Payton vinha da CIA, o de Sarney vem do bolso do cidadão/ã brasileiro. No Maranhão tudo é Sarney. Michel Temer saiu da casca de jurista e constitucionalista para virar político, deputado em vários mandatos e uma interpretação para cada caso, não importa que seja diversa da anterior, desde que os interesses dos que representa sejam mantidos. É ponta de lança de FHC e José Serra no PMDB. O maior partido do País, curiosamente sem cara, sem rosto, um amontoado de queromeu, onde ainda pontificam figuras sérias do porte de Roberto Requião governador do Paraná. Sarney controla boa parte dos tribunais superiores, muitos dos ministros foram indicados por ele próprio quando presidente da República. Descobriu agora, depois de vários mandatos de senador, que a chamada Câmara Alta – de “altos negócios – tem um número exorbitante de diretores, paga assessores que não trabalham e nem moram em Brasília – caso da filha de FHC – e aquinhoa a todos com horas extras nos estranhos desvãos dos grandes “negócios”, ou grandes “mágicas” do Circo Brasília. Temer está atolado até a alma nos esquemas de uso indevido de passagens por deputados. É interessante explicar esse negócio de cota de passagens. Cada deputado tem direito a um determinado número de passagens aéreas por mês e num dado tempo, uma passagem para a cidade do Rio de Janeiro. Essas passagens têm como escopo permitir que os ilustres parlamentares tenham transporte para suas bases eleitorais, seus estados de origem e lá possam auscultar o cidadão/ã eleitor. Isso é mais ou menos como o cara que pula do centésimo andar. Até o qüinquagésimo tudo bem, só um ventinho extra e aquela sensação de velocidade maior, um frio na barriga. Ou seja, até aí, nada demais. Essas passagens, no entanto, e a passagem para o Rio (com a transferência da capital para Brasília, o espírito da coisa era manter por determinado período as passagens para a antiga capital – Rio -, até que os deputados se ajustassem a Brasília, ou seja, uma cota a ser extinta depois de determinado tempo. Não foi) não sofrem nenhum tipo de controle. O deputado pode usá-las a seu bel prazer já que não são nominais ao deputado. Vai daí que o paladino da moral e dos bons costumes Michel Temer, que vai mandar investigar o uso indevido de passagens, admitiu, como admitiu Fernando Gabeira (misto de tucano com verde), que também cedeu passagens a familiares para viagens de passeio, de lazer. Querer que o distinto cidadão cá embaixo, a distinta cidadã acredite que as passagens são entregues aos deputados sem limitação de uso, ou limitadas ao seu fim, repito, querer que se acredite que é para facilitar e desburocratizar, é imaginar que o cidadão seja como de fato afirma William Bonner – outro paladino da mentira – idiota perfeito, pronto e acabado e vá imaginar que o carro que estava no centro do palco sumiu de verdade. Não existe mais. Pelo menos até constatar que no próximo espetáculo, na sessão seguinte lá vai estar pronto para sumir outra vez. As passagens são repassadas a deputados para que usem da forma que bem entenderem e não existe controle algum, porque deliberadamente querem que seja assim, permitindo que o uso dessas passagens, pagas com recursos públicos, cumpram uma função política e familiar. O excesso de diretores no Senado não é algo que devesse espantar o presidente da Casa, José Sarney, pois quando senador no seu primeiro mandato, sua filha Roseana era assessora de seu gabinete, aliás, desde os tempos em que o pai era deputado e conhece bem a “mecânica” da coisa. Soa mais ou menos como aquele princípio da lógica. Se azul é azul, azul não é verde. Então é azul. Se são capazes de montar um arcabouço que chamam de representação dos estados da Federação (Senado) e popular (Câmara dos Deputados) dessa maneira, é porque representam tudo menos os estados e muito menos ainda o popular. São um estamento, parte fora do todo que forma a sociedade civil organizada, o mundo institucional e fazem desse mundo um mundo de privilégios que se estende para além das passagens. Para interesses de grandes empresas que financiam senadores como Gérson Camata. Pilantra que vem ludibriando os capixabas faz tempo. De latifundiários, de banqueiros, de toda a casta que se convencionou chamar de elite política e econômica e tem sua raiz, sua base, no estado de São Paulo, no complexo FIESP/DASLU. Não é por outra que os índices de aproveitamento da educação básica em São Paulo não atingiram as metas mínimas. Claro. Não estão interessados nisso. O problema é manter o controle dos “negócios” e dar um jeito de enfiar o pilantra do José Serra na presidência da República. Aí, como são os donos dos “negócios”, controlam a mídia podre, corrupta e venal como FOLHA DE SÃO PAULO, VEJA, GLOBO, ESTADO DE SÃO PAULO, etc. A culpa toda é da ministra Dilma Roussef que tem uma ficha policial dos tempos da resistência à ditadura militar. A ditadura hoje é desses caras. Só mudou isso. Trabalho escravo tem às pencas no Brasil. A REDE BANDEIRANTES – televisão – está incitando agricultores a desobedecer a lei que busca proteger os mananciais de água, pois essa lei contraria interesses de grandes grupos econômicos do latifúndio, banqueiros que financiam o latifúndio. E olha que a BANDEIRANTES é uma “redinha”. Se o trapezista cair se esborracha no chão. Mas quer a sua fatia, como quis também e levou à época da ditadura. Se Serra doou milhões para a EDITORA ABRIL, assinando revistas em troca de apoio, porque não dar um pouco para a BANDEIRANTES? São baratos, algo assim com uns três por cento do que pagam a GLOBO. E se chorar fica por menos O terceiro nessa trindade de pilantras é Gilmar Mendes, presidente do STF DANTAS INCORPORATION LTD. Corrupto de carteirinha, tucano de coração, corpo e alma, ocupa a presidência do que deveria ser a corte suprema do País para transformá-la em instrumento de garantia de todo esse mundo podre e irreal que acaba sendo o real. Temer, Gabeira, Camata, são como aqueles pistoleiros da máfia que quando erram são executados para não comprometer o todo, o chefe, o chefão, no caso os chefões. Um ou outro pode até sobreviver, caso de Temer. Se cismar de reagir e abrir a boca leva de roldão a lona do circo e promove uma grande confusão e nem é disso. Esperto demais para isso. Sabe que o bom cabrito não berra, vai fazer acordo no escurinho da lona, depois do horário das sessões do circo. E como a Polícia Federal está trocando os comandos para que Dantas e seus iguais não sejam mais importunados, a turma está respirando mais aliviada. O circo da pilantragem é no duro mesmo um circo de tragédias e essas tragédias se abatem sobre o povo brasileiro que segundo o imortal João Ubaldo Ribeiro ainda é o culpado de tudo. Não são como aquelas tragédias que Vicente Celestino cantava em circos do passado. “Tornei-me um ébrio/na bebida busco esquecer/aquela ingrata que um dia... Era casado com Ester de Abreu uma das mais belas cantoras da música brasileira. E portuguesa de nascimento. Fiel até o ultimo momento. Tem nada a ver com Michel Temer, Sarney, Gabeira, Gilmar Mendes, etc, etc. Ah! Cesare Battisti continua preso. E os pistoleiro de Dantas andaram dando tiros em trabalhadores rurais sem terra no Pará. Tudo em nome do progresso, da geração de empregos, do Brasil grande. O deles. Os ingressos para os espetáculos desse circo estão demasiadamente caros é preciso buscar o circo de verdade. Outra coisa. Esses caras têm mania de quando apertados achar um bode expiatório. O senador Gérson Camata, da bancada Álvaro Dias, sócio de Aécio Neves, quando apertado, diz que as FARCs e o MST estão armando guerrilha no interior de Minas e do Espírito Santo. Vai ver os guerrilheiros e os sem terra estão viajando com passagens cedidas por deputados e senadores. E William Bonner, síntese do pilantra na comunicação, está lá para assustar todos os “homer simpson” na hora dos JORNAL NACIONAL. O maior produto vendido pelos donos do Brasil aos incautos que ainda acham que esses circos são reais,. Não têm a ver com Arrelia ou Pimentinha, palhaços de muito caráter e seriedade. A corrupção é só uma conseqüência do modelo político e econômico. Esse é o fato gerador. Esses são os donos do circo, os FIESP/DASLU. Aquele que o mágico Stak, o chefão da máfia, transforma assinaturas de camelôs paulistas em assinaturas de todos os trabalhadores brasileiros. Isso enquanto os fiscais não chegam para baixar a borduna.

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