
Dinheiro apreendido estava em notas de 100 e 50 reais
Andréia Sadi e Marco Antônio Martins
GloboNews e g1 Rio
A Polícia Federal (PF) avalia enviar à sua regional no Rio de Janeiro a investigação para que se apure a origem dos R$ 270 mil apreendidos na casa do ex-deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) quando ele foi preso por descumprir medidas cautelares definidas pelo STF.
Segundo fontes do Ministério da Justiça ouvidas pelo blog, a ideia de desmembrar a investigação está em discussão e o martelo ainda não foi batido.
INVESTIGAÇÃO LOCAL – A prisão de Silveira ocorreu em Petrópolis, na Região Serrana do RJ, na quinta-feira (2), e o material apreendido – como três celulares – foi enviado a Brasília para investigação.
No entanto, segundo o blog apurou, parte da investigação – como aquela sobre a origem do dinheiro apreendido – deve ser apurada pelo Rio de Janeiro.
Procurada, a defesa de Daniel Silveira esclareceu que ele teria dito que os valores encontrados têm origem lícita e são declarados – podem ser, por exemplo, parte de salários que Daniel Silveira recebeu quando era deputado federal.
CONDENAÇÃO PELO STF – Daniel Silveira está sujeito a medidas cautelares desde que foi condenado pelo STF, em abril de 2022, por estímulo a atos antidemocráticos e ataques a autoridades e instituições.
A pena de 8 anos e 9 meses de prisão foi perdoada por Jair Bolsonaro (PL), mas as medidas complementares (como tornozeleira e multa) seguiram em vigor.
Desde então, o STF já havia multado Daniel Silveira por descumprimento dessas medidas cautelares, mas não havia determinado prisão ligada ao caso. O ex-parlamentar também é alvo de outras restrições, como a proibição de uso das redes sociais – que Silveira também burlou.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Até a família Bolsonaro sabe que não adianta investigar dinheiro vivo. É igual a passarinho solto na mata – não tem dono. Apenas o próprio Daniel Silveira e sua mulher podem revelar de onde surgiu esse dinheiro, pois as contas bancárias do ex-parlamentar estão bloqueadas desde maio e as contas da mulher, desde agosto de 2022. Vamos aguardar. (C.N.)